História Papercut - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Seventeen
Personagens Jeon Wonwoo, Kim Mingyu
Tags Drama, Jeongcheol, Meanie, Mingyu, Seventeen, Wonwoo
Exibições 121
Palavras 1.819
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


juro que essa é a ultima fic
eu tinha que fazer uma sobre os meus filhos

Capítulo 1 - Chapter One


 

Meus pés balançam no ar, a vários metros do chão. A sensação de ter meus pés livres, sem ter nenhum contato com o solo firme me faz rir, como se alguém tivesse me contato uma piada hilária. Lá embaixo, os carros vem e vão, pessoas andam pelas calçadas apressadas, falando em seus celulares como se fossem grandes empresários ou celebridades. Eu não entendo. Porque as pessoas simplesmente não param com essas atitudes fúteis e aproveitam mais a vida? Por acaso alguma pessoa ― Deus, por exemplo ― apontou uma arma em suas cabeças e disse para serem completos robôs que são movidos a dinheiro e sucesso? Talvez isso deva existir mesmo, pois acho que fizeram a mesma coisa com meus pais. 

Dou uma última tragada em meu cigarro, e o jogo na calçada. E daí se vai cair na cabeça de alguém? O máximo que irá fazer vai ser queimar um pouco, ou talvez a pessoa nem sinta o cigarro cair. Eu não sei, e não me importo. Me levanto do murinho em que estou, pronta para pular. Alguém do prédio vizinho me avista, e grita apontando. Uau, o filho do grande astro dos cinemas está prestes a pular de um prédio! Preciso telefonar para o mundo inteiro, não posso deixar essa passar! 

Esse é um dos grandes problemas que enfrento em ser filho de famosos, não posso ser uma pessoa comum querendo se matar, tenho que ser o filho de Jeon Kwang, o grande ator de Hollywood, que está prestes a cometer suicídio. É disso que estou cansado, as pessoas nunca querem me conhecer pelo o que eu sou, mas sim pela minha fama, pelo meu dinheiro, ou até mesmo por meu pai. Sim, é super clichê, mas o que eu posso fazer quando tenho um pai que não dá a mínima pra você? Aposto que se estivesse no meu lugar, faria o mesmo. As pessoas me acham fútil e ridículo por querer a morte apenas porque meu pai é um babaca comigo desde que me entendo por gente, mas não se importam nem um pouco em tentar me ajudar, ou até mesmo ser meu amigo. Estou literalmente sozinho neste mundo. 

Logo, uma multidão se forma na calçada, olhos grudados em mim e em minha morte. Até mesmo o trânsito parou, afinal, quem não gostaria de presenciar a morte do famoso Jeon Wonwoo? Talvez até gravem a minha queda e postem no YouTube, meus miolos espalhados pelo asfalto e meu corpo retorcido como de uma boneca de panos. Esse é o problema do suicídio: a sujeira que seu corpo morto e desprezível deixa no chão. Pense só, a pessoa que vai limpar aquilo vai se odiar por ter um emprego tão medíocre, e vai acabar se matando, e então outra pessoa vai limpar sua sujeira e vai odiar seu trabalho e vai se matar, e assim por diante, como um círculo de desgraça. Não sou pessimista, sou apenas realista. É isso que bebidas alcóolicas misturadas com cigarros e maconha fazem com você: te deixam realista. Realista ou louco. 

Então, avisto um belo carro preto surgir ao longe, e reviro os olhos. Claro que meu pai vai dar uma de "pai responsável” na frente das câmeras, ele sempre faz isso. Fico sobre a mureta em um pé só, e posso ouvir daqui as pessoas prendendo a respiração. Os bombeiros e policias as afastam, e começo a gargalhar. Posso ser considerado como louco, mas tenho muito mais lucidez do que as pessoas ao meu redor. Eu enxergo a verdade, elas não.

Atrás de mim, os bombeiros conseguem chegar ao telhado do prédio. Um deles olha as garrafas de bebida e tocos de cigarro espalhados no chão, e assente.

— Já é a décima vez, Wonwoo — diz ele. — Não acha que é hora de dar um descanso pro seu pai e pra si mesmo?

— Por favor Minkyung, hoje não.

Minkyung é o bombeiro que sempre vem me resgatar. Parece que ele fez um tipo de contrato ou sei lá com o meu pai para que ele sempre venha me "salvar", pois aparentemente ele é o único sabe lidar comigo e aguenta minhas crises. Posso não gostar dele, mas o cara me entende.

Ele se aproxima de mim, e oferece sua mão. Minkyung não é tão velho, deve ter uns 36 anos, mas já é casado e tem um casal de gêmeos de treze anos. Ele fica me encarando, e eu fico encarando ele, até um de nós desistir, que no caso sou sempre eu.

— Acho que não foi hoje mesmo — digo, suspirando.

Aceito sua mão estendida, e desço da mureta. Minkyun faz um gesto com as mãos para os outros dois bombeiros, e eles saem, nos deixando sozinhos.

— Seu pai de novo? — pergunta Minkyung, com um ar de cansaço.

— Se você já sabe meu motivo, por que ainda tenta fazer com que eu desista? Aquele lá só sabe decorar falas e receber prêmios.

— Você sabe que no fundo ele se importa com você, de verdade.

— Não, não se importa. Com ele não existe "nós”, existe apenas "eu". Ele é tão egoísta, tão estúpido, tão...

A frustração com meu pai é tão grande que começo a chorar. Não costumo chorar na frente dos outros, porém é tão bom ficar ali, aliviando tudo o que guardo só para mim e que não consigo aguentar mais, tudo aquilo que me deixa triste, com raiva e completamente maluco. Já está quase anoitecendo quando resolvo parar de chorar e ir para casa. O sol se põe sobre Seul, criando um lindo cenário que infelizmente não consigo apreciar. Nunca fui de apreciar as coisas, antes eu achava que eu era insensível por isso, e hoje percebo que simplesmente não consigo.

Quando eu e Minkyung descemos do prédio, a multidão em volta já havia partido, restando apenas algumas pessoas, as mais curiosas e desesperadas para ter quinze minutos de fama, os repórteres e fotógrafos. Avistei meu pai rodeado desses parasitas, fazendo um drama danado para dizer o quanto está preocupado com o filho. Claro que quando me vê, começa com aquele teatro de "estava tão preocupado", e me empurra para dentro do carro.

O caminho inteiro até em casa é calmo e silencioso, pois meu pai não gosta de conversar no carro pelo simples fato de que não confia no motorista. Mas assim que piso em casa, o meu inferno pessoal começa.

— O que você tem nessa merda de cabeça Wonwoo? — grita meu pai. — Você quer queimar a imagem da nossa família? Quer arruinar minha carreira? Não sei mais o que fazer com você, e nem o que dizer aos jornalistas. Você está passando dos limites! Todo dia é festas, drogas, vandalismo, e agora suicídio! Como vou ficar diante a mídia com essa porcaria de vida que você leva?

— Poxa, não havia pensado em como isso vai afetar a sua fama — digo com deboche. — Da próxima vez vou me matar em casa mesmo, aí você pode fazer seu showzinho e dizer que um assassino veio aqui em casa nos matar. Ah, e pode deixar, não vou fazer muita sujeira.

— Isso não tem graça, Wonwoo!

Reviro os olhos, e deixo meu pai gritando comigo na sala. Estou na metade da escada quando ouço a frase:

— Grupo de apoio. Vai ser a única coisa que vai salvar esse garoto, sem que manche minha carreira.

Volto até a sala, onde meu pai me encara com os braços cruzados.

— Você disse grupo de apoio? — pergunto, incrédulo.

— Sim, eu disse. Você vai para o grupo de apoio amanhã a tarde, já está tudo marcado.

— Você não pode fazer isso comigo! — grito. — Não sou nenhum drogado!

— Ah, não é? — diz ele. — E todas aquelas drogas escondidas no seu guarda - roupa e na sua cama? E todos os dias que você chega quase desmaiando de tanta porcaria que você usa? Sem falar que você está virando um suicida, não duvido nada que logo você está no Iraque servindo de homem - bomba.

— Tudo seria bem melhor do que viver com você. Eu não vou, nem que me internem.

— Estou fazendo isso para o seu bem...

— Que bem? Me diz uma vez em que você teve a decência de se importar comigo? — grito, ainda mais alto. — Você nem sequer passa um natal comigo, nunca lembra do meu aniversário, nunca pergunta como eu estou. Só liga para você, pra fama, pra riqueza, pra tudo, menos pra mim! E por quê? Só porque a mamãe morreu, e você virou um velho amargurado! Eu odeio essa vida, e eu odeio você!

Começo a chorar feito um condenado, mas ao invés de meu pai cair na real, ele se aproxima de mim, e me dá um tapa tão forte no rosto que começo a ver estrelas. Caio no chão, soluçando.

— Você é um imprestável, isso sim! Você vai para essa maldita reunião do grupo, por bem ou por mal!

Olho para ele, minha visão um pouco embaçadas por conta das lágrimas, e digo:

— E você ainda se diz pai. Ótimo pai que você é, seu cretino.

A única coisa que faço nas horas seguintes é chorar. Chorar por ter essa vida, chorar por meu pai, por minha mãe, chorar por tudo de ruim que acontece em cada segundo da minha vida. Eu sei que chorar não vai fazer com que minha vida fique boa como num passe de mágica, mas alivia aquilo que guardo dentro de mim a sete chaves. Quando tiro a cara do travesseiro, ele está todo molhado. O relógio marca duas horas da manhã.

Me dirijo até o banheiro, onde choro mais um pouco embaixo do chuveiro. Posso ser um louco suicida, mas uma coisa que nunca irei fazer é me automutilar. Pensa só na sujeira que causa, nos estragos nos seus braços, sem chance. A lâmina nunca foi uma opção para mim, então eu passo reto por ela. Não sou nenhum otário.

Meu pai contratou os melhores seguranças da cidade para me vigiar, então não posso mais fugir, até que algum deles me dê uma brecha para escapar. A única coisa que faço então é dormir, já que minhas forças simplesmente sumiram, e minhas opções estão muito limitadas.

•••

Durante todo o caminho até esse tal grupo de apoio, fico o. Meus olhos parecem ter perdido todo o brilho que antes possuía, dando lugar a um castanho pálido, e minha bochecha esquerda está com um pequeno hematoma. Meu pai me olha de um em um minuto, o que me irrita profundamente. Com certeza ele está pensando que a qualquer hora eu vou abrir a porta do carro e me jogar dele em movimento. 

O motorista estaciona em frente a um prédio, talvez um dos últimos que tenha sobrado na cidade com esse tema vitoriano. Na frente dele, há um pátio onde vários jovens acompanhados de seus pais e parentes estão a espera para entrar. Deve ser o lugar.

O lugar que vai mudar minha vida. Completamente.


Notas Finais


eu tinha postado essa fic, em outra categoria, em um enredo completamente diferente, e como eu não tinha ideia pra um plot bom pra meanie, lembrei dessa coisa
comentem e tal
amo vcs


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