História Par Perfeito - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys (bts), Caralhojeon, Design:tkwdesign(agwstd), Ficwriter:lutella, Kookv, Lemon, Menção Namjin, Perfect Two, Taehyungerie, Taekook, Vkook, Yoonseokmin
Exibições 545
Palavras 3.684
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, amoras! ♥
Por favor, me perdoem pela demora. Mês passado rolou a preparação de vários projetos no meu colégio que aconteceram no começo desses mês e há alguns dias eu acabei pegando uma virose e epistaxe - que só depois de exames fui descobrir que rolou por má alimentação e por conta da minha alergia -, fiquei impossibilitada de sair da cama, mas agora está tudo bem e eu tô de volta pra ficar! ♥ Me desculpem, de verdade mesmo.

Enfim, boa leitura, porque eu já tô falando de mais.

E DEEM MUITO AMOR AO COMEBACK DOS MENINOS PORQUE AQUILO TÁ BOM DEMAIS, MOZÕES DA NOSSA VIDA!

Capítulo 6 - Macarrão e Queijo


CAPÍTULO 6

MACARRÃO E QUEIJO

 

 

Sentado ao lado de Yoongi, Jeongguk observava o fluxo de pessoas que entravam no restaurante. Nenhuma delas possuía mera semelhança ao mar de rosas que era Taehyung.

Outra vez, via-se com saudades do amigo que não dava as caras há mais de duas semanas. Mal acreditava que os dias, que se passavam tão rápido, pudessem diminuir seu ritmo tão drasticamente após o sumiço do garoto. Os dias duravam mais, e as noites soavam-lhe eternas, e não passageiras.

Completava-se pouco mais de um mês e meio que conhecia Taehyung.

Uma semana de observação.

Uma semana de aproximação.

Uma semana sem notícias.

Uma semana de convívio.

Duas semanas sem qualquer rastro de proximidade.

Jeongguk não mais suportava aquela rotina. Almejava ver o garoto; todos os dias; sempre que desejasse fitar seus olhos achocolatados e desgastar minutos observando os lábios completamente cheios e bonitos. Mas seu bom senso lhe dizia que Chanyeol era uma barreira ordinária.

 – Chanyeol é um empecilho apenas em sua cabeça, Jeongguk.

Ouviu o murmúrio ranzinza de Yoongi.

O mentolado brincava com os cubos de gelo do copo, caçando por qualquer outra palavra de firmeza que pudesse espremer contra a cabeça defeituosa e irritantemente egoísta do dongsaeng.

Seokjin não viu problema em se sentar ao lado de Yoongi sobre a espuma esverdeada daquela poltrona estrambótica. Estava no final de seu expediente, e ficara feliz ao ver os dois melhores amigos aguardando-o junto a Namjoon, qual viu entrar a alguns segundos na lanchonete e cumprimentar alguns funcionários já conhecidos. – Yoongi tem razão, Gukkie. Você não pode culpar Chanyeol por ter aceitado os sentimentos de Taehyung. Deveria estar feliz pelo garoto.

 – Mas eu estou feliz, hyung! Juro que estou, mas é que... – O moreno entortou os lábios. Seus dedos davam vida a uma rebelião monstruosa enquanto deslizavam sobre seus fios de cabelo. – Não gosto que meus amigos se afastem por culpa de namoros passageiros e completamente defeituosos.

 – Vai choramingar pela falta de Taehyung de novo, garotão? – Namjoon perguntou ao se aproximar da mesa.

Jeongguk sentiu-o sacudir seus ombros, logo fechando os olhos ao que o mais velho alinhava algumas de suas mechas escuras.

Namjoon era um hyung deveras atencioso. Mesmo que silencioso como Yoongi, seus toques eram doces como os de um pai. Causavam-lhe vibrações prazenteiras.

O rapaz de fios polidamente rosas deixou um afago na cabeça do Min, inclinando-se para tocar os lábios de Seokjin com suavidade. – Oi, Jinnie.

 – Olá, Joonie.

 – Até parecem àqueles casais fofos de cinema, não? – Yoongi sorriu pequeno. – Como Jack e Ennis de Brokeback Mountain.

 – Eles combinam. – O dongsaeng se esquivou do tapa de Seokjin.

 – Calem a boca e vamos logo. – O rosado os empurrou para fora da lanchonete. – Continuaremos falando da sua crise existencial no caminho.

 – Eu vou trocar de roupa, me esperem. – Jin encaminhou-se para dentro do corredor.

 

 

• ● •

 

 

Aos poucos, o Sol se punha na capital do país. Os quatro amigos caminhavam preguiçosamente. Cada minuto era precioso para o estranho, porém adorável discernimento do Jeon.

 – Então você está dizendo que o namoro deles será passageiro? Como pode ter tanta certeza? – Namjoon ainda questionava ao garoto, caminhando de mãos dadas com o namorado, conforme Yoongi passava um dos braços pelos ombros do dongsaeng.

Os mais velhos não se importavam com olhares tortos. Nem todos imaginavam algo inocente, embora abraçar ou andar de mãos dadas com um amigo do mesmo sexo era uma prática comum no país. Contudo, a velha mente conservadora possuía orgulho de dizer que não existiam homossexuais ali.

De qualquer forma, o toque não era ingênuo e, se lhe questionassem sobre, Namjoon deixava claro que Seokjin era seu companheiro.

Jeongguk observou a parca luz solar por detrás dos prédios. – Eu apenas sei que é um namoro passageiro. Não preciso de motivos quando eu apenas sinto diferente de outros amigos babões que dizem o quanto Chanyeol e Taehyung são lindos juntos. – Disse de contrapartida, ganhando um revirar de olhos do rapaz ao seu lado.

 – Isso se chama ciúmes, Gukkie querido. – Yoongi forçou uma voz excessivamente doce, abrangendo risadas de Namjoon e Seokjin.

De repente o moreno se sentiu desconfortável. Pensar que sentia ciúmes de Taehyung fazia-o achar que gostava do garoto, e achar que gostava do garoto fazia-o ter certeza de que quebraria a cara. Não era tão estúpido ao ponto de roubar o novo amigo de Chanyeol, ainda que aquele fosse seu desejo mais indomável e egoísta. Também estaria roubando a felicidade de Taehyung, afinal; o ninfo demonstrava estar feliz ao lado do Park.

Sentir-se estúpido oito dias da semana virou sua mais nova rotina.

 – Talvez seja ciúmes, mas ele não precisa saber.

 – Você está... diferente. – Namjoon pareceu ponderar ao dizer aquilo, fazendo um leve sinal para que atravessassem a rua. – Se fosse à época de Jimin, você não hesitaria por um único segundo em tentar destruir qualquer relacionamento que ele estivesse tendo. Você, bem... Não parece mais tão egoísta.

O garoto franziu o nariz. O hyung de cabelos rosa era tão cretinamente sincero, mas não errara em lhe dizer que o achava alguém egoísta.

Era ciente de que era egoísta, mas não tanto quanto antes.

 – Eu nunca gostei do Jimin dessa forma. Pensar no Tae me faz tomar decisões que eu jamais tomaria.

 – Porque você pensa nele antes de pensar em você mesmo. – Jin apertou seu nariz num característico ato infantil. – Meu garotinho está amadurecendo.

 – Não me encha, mamãe. – Jeongguk zombou, pausando sua caminhada em frente a casa dos dois mais velhos.

 – Estão entregue. – Yoongi abraçou-os, logo sendo espelhado pelo Jeon.

 – Tomem cuidado e telefonem quando chegarem em casa. – Namjoon acenou-lhes, fitando os amigos caminhando para longe.

Com a câmera fotográfica em mãos, o Min e Jeongguk memorizavam a imagem de crianças dando as mãos aos pais enquanto as famílias se despediam do parque. Suas camisetas e vestidos coloridos harmonizavam com a estação das flores.

Tiraram algumas fotos, sorvendo o aroma de rosas que os rodopiava com constância.

 – Acha que eu corro risco? – O moreno perguntou de súbito, dedilhando a alça de Norah – que parecia recém-comprada após o concerto. Ao longe, o homem de feições gentis distribuía seus últimos balões do estoque para garotinhas com tranças e rabos de cavalo.

Yoongi olhou para o perfil pensativo do outro, congelando-o numa foto e sorrindo de canto quando o mesmo empurrara-o para longe. – Risco de que?

 – De me apaixonar por Taehyung...

 – Hm. – Pensou, convidando-o para se aproximar outra vez. – Você já está apaixonado, Jeon. O que você precisa se perguntar no momento é se você corre risco de amar Taehyung.

Jeongguk engoliu dolorosamente.

Soube interpretar o raciocínio do melhor amigo.

Apaixonar-se nunca foi o mesmo que amar. Quando se está apaixonado, doa-se uma rosa, mas quando se ama doa-se um buquê. E, ao longo dos dias que virariam semanas e das semanas que se tornariam meses, mil e um buquês seriam doados e fariam parte de anos, décadas e séculos de amor.

Não sabia se estava preparado para lidar com o novo sentimento. Não, eu não o amo.

 – Eu sei cuidar do meu próprio coração.

Yoongi riu seco. – Não, Jeongguk... Você acabará deixando que outra pessoa cuide do seu coração.

 

 

• ● •

 

 

Mesmo acordado, Jeongguk permanecia na cama, ouvindo músicas antiquadas em seu pequeno rádio. Talvez os sons bregas do jukebox de Seokjin tenham finalmente o conquistado.

Olhar para algumas fotos que passavam na tela de sua câmera incitaram-no a se recordar de sua Polaroid.

Naquela manhã de sábado, imaginava quando voltaria a tirar fotos de Taehyung. A imagem do Kim era tão divergente da realidade. Possuía tantas aparências.

E como se sofresse um timing perfeito, seu celular tocou sobre a escrivaninha, arrancando-lhe um sorriso ao ver o nome de Taehyung brilhar na tela. – Bom dia, Tae!

 – Bom dia, Jeonggukkie! Como vai?

 – Eu estou com saudades. – Exprimiu sem pensar, arrependendo-se ao não ouvir qualquer ruído do outro lado da linha.

Sentia sua mão tremer discretamente, todavia, a respiração branda que escutara amoleceu seu corpo. Corria risco de cair se não estivesse deitado em sua cama confortável.

 – Eu... também estou com saudades, Kookie. É por isso que eu queria saber se...

 – Se...? – Tomou coragem para se levantar, caminhando em direção ao a cozinha e recolhendo uma maçã na fruteira que Jin lhe dera há dois meses.

Segundo o mais velho, alimentar-se com mais frutas e vitaminas era essencial para seu desenvolvimento saudável. Tão embaraçoso.

Não se deu ao trabalho de lavar a fruta antes de levá-la aos lábios.

 –... Se você gostaria de comparecer a minha aula de piano. Você sabe que eu toco; eu gostaria muito que você fosse.

 – Eu adoraria, hyung! – Jeongguk sorriu abertamente. – Isso me faz lembr-... – Interrompeu-se ao recordar de épocas remotas; de quando sua mãe o colocava em seu colo e o fazia tocar em cada tecla do piano marrom; de quando lhe apresentara ao universo paralelo de sons; de quando segurava seu dedinho e o posicionava sobre o preto e branco que se metamorfoseava ao colorido em sua mente infantil.

Foi daquele modo que aprendera a tocar.

Trincou os dentes, apertando o aparelho contra seus dedos.

 – Te faz lembrar o que, Kookie-ah?

  – N-Nada, Tae. – Camuflou o incomodo. – Eu vou adorar te ver tocando.

O peito de Taehyung se acalentou. Desejava que Jeongguk gostasse de vê-lo tocar. Sabia que o outro tocava e acharia divertido se ambos pudessem tocar juntos um dia.

Pensar nisso deixou-lhe a mercê do sentimento de asas batendo contra seu estômago – que logo foi dispensado ao recobrar a consciência. As únicas borboletas que deveria sentir eram as que lhe arrancavam suspiros quando olhava para Chanyeol.

Apenas quando pensasse em Chanyeol.

Jeongguk parecia ser o dono daquelas malditas borboletas que, mais do que simples suspiros enamorados, arrancavam-lhe o oxigênio quando topado com as órbitas cor de pedras ônix. Suas concepções sobre Park Chanyeol se perdiam ao ver o mais novo caminhar para perto de si, como acontecia naquele instante.

Parado em frente ao Starbucks próximo de seu apartamento, Taehyung vislumbrava a mesma pele pálida e o mesmo calor sombrio das mãos que enlaçaram sua cintura e o puxaram para perto, muito perto.

O dongsaeng estalou um beijo perigosamente próximo do pescoço acobreado, sussurrando-lhe um TaeTae que fez as maçãs do hyung arderem.

 – Olá, Kookie-ah.

 – Vamos?

 – Sim! Tia Help sempre dá aulas nos sábados de manhã. Você vai gostar dela.

 – “Tia Help”? – O moreno arqueou a sobrancelha. – Que diabos de nome é esse?

 – Yah! Não fale assim, é o apelido dela. Não importa a situação... – O Kim subiu nos degraus de uma fonte, descansando sua palma sobre a do Jeon, que lhe estendeu a mão. –... Ela sempre nos ajudará.

 – Legal. – Jeongguk fitou os dedos magros do outro, adorando o modo como o quão contrastante eles tornavam-se quando postos ao lado dos seus. O calor propagado deles era confortável. Quentinhos.

Segurá-lo era bom. Naquele momento, imaginou-se segurando aquelas mãos todos os dias. Chanyeol era um cara de sorte.

Almejava ter um pouco daquela sorte. – E como vai o seu namorado?

 – Ele vai bem. – Taehyung pulou de volta a calçada, desviando das rachaduras e arrancando risos do rapaz.

Jeongguk viu-se o acompanhando na brincadeira.

 – Ele anda ocupado com a faculdade de música, mas está bem. Ele sempre me dá flores.

O mais novo não via flores como algo verdadeiramente romântico. Para si, não era nada extraordinário quando namorados ofereciam flores aos companheiros.

Não era alguém deveras romântico, ainda que parasse para pensar na rosa azul que dera a Taehyung na segunda vez que o viu. Apenas devolvera-lhe a flor bonita; não existia nada de amoroso naquilo.

Oferecer flores a alguém lhe soava tremendamente superficial.

 – Flores, é? Que meigo. – Provocou, recebendo um soco fraco de Taehyung. – Flores são algo tão... Argh! Tão tremendamente superficiais.

 – “Tremendamente superficiais”? Por que elas são superficiais para você, Kookie?

 – Pare e pense, TaeTae. – O mais novo cutucou sua bochecha, sobressaltando-se ao ver um balão rosa sobrevoar sobre sua cabeça. Agarrou a fita presa a ponta do balão, entregando-a nas mãos de uma garotinha que sorriu expondo suas janelinhas.

 – O que você dizia, Jeon? – O Kim observou-o acariciar os fios negros da criança.

 – Ah, sim. – O outro retrocedeu a própria linha de pensamento. – Dar flores ao namorado é algo comum e extremamente automático, afinal; essa é a primeira ideia que se passa pela mente de alguém que busca agradar o parceiro. Logo ele pode ser visto como alguém tremendamente superficial. Dar flores se tornou uma lei; uma demonstração robótica de afeto; a troca do “você é importante pra mim” por flores que simbolizem tais palavras que não são mais ditas.

 – Você é louco. – Taehyung franziu o cenho. – Eu ainda não compreendo o que você vê de tão superficial em flores. É tão difícil para você se imaginar dando flores a alguém? Tão difícil ao ponto de dizer que esse método é superficial?

 – Não deveríamos nem ter tocado nesse assunto, Tae. – Jeongguk tomou como solução o encurtamento da conversa. – Podemos continuar conversando sobre besteiras assim se você topar comer alguma coisa comigo, o que acha?

Pela centésima vez naquele mesma manhã, encantou-se com a fileira de adoráveis dentes do ninfo de cabelos cor-de-rosa. Ele lhe sorrira fofamente, e Jeongguk poderia passar o resto do dia contando e recontando quantos dentes se desvelavam meio ao sorriso alheio, mas preferiu se focar em seu bem-estar. Seu coração não deveria doer enquanto fitava os olhos gentis.

Perigoso.

Tão perigoso quanto o abraço surpresa que recebeu do amigo. Sentiu o peso sobre suas costas, desconhecendo a contração dos músculos de seu corpo.

 – Podemos comer depois da minha aula. – O Kim assoprou contra seu ouvido.

 – Então está feito. – Jeongguk tentou o empurrar para longe – afinal, todo aquele contato fá-lo-ia desmaiar sem que ao menos tivesse chances de se recompor –, mas desistiu ao senti-lo se colar aos seus ombros como fita adesiva extremamente grudenta. – Ei, seu namorado não liga de você agir assim?

 – “Assim” como? – O rosado questionou-lhe inocentemente.

 – É que, bem... N-Não que eu esteja te rotulando ou algo do tipo, eu na verdade não ligo, mas... Você não acha que todo esse contato é dispensável? Quer dizer; seu namorado não liga de te ver abraçando outros caras?

Taehyung riu sobre a pele de seu pescoço, forçando-o a pensar em quaisquer outras coisas desestimulantes, ao contrário dos lábios rosados queimando sua pele.

Ele rodopiou ao seu redor, em seguida se enroscando em seu braço. O Kim se parecia com fadinhas fictícias ao girar em volta de si; seu aroma de lavanda contribuindo para a áurea utópica.

Sentiu vontade de se estapear por ter pensamentos tão maricas como aquele.

 – Chanyeol nunca se importou. Ele sabe que eu gosto de contato, que eu gosto de abraçar meus amigos.

 – Tudo bem...

 – Você não precisa ter medo do Channie, Jeon.

 – Yah! E quem disse que eu estou com medo? – Soltou um tom aborrecido, desejando socar o rosto fofo ao vê-lo se contrair numa gostosa risada.

Ao decorrer do caminho, conversavam sobre mais uma porção de assuntos irrelevantes que não arrancariam interesse de outros indivíduos. Taehyung defendia a ideia de que rosas azuis eram mais bonitas do que rosas vermelhas, o que Jeongguk negava com toda a convicção que mal lhe cabia.

Segundo o moreno, mesmo não gostando de flores, as rosas vermelhas representavam sua cor favorita, e aquela era uma justificativa mais do que plausível para que rosas vermelhas fossem mais charmosas do que as azuis. Mal notou que havia parado em frente a uma loja de instrumentos musicais. O amigo evidenciou que Help morava nos fundos da loja e lhe cedera aulas particulares.

 – Ela não dá aulas para mais ninguém?

 – Na verdade, não. Já faz um tempo que a conheço. Ela se tonou próxima de mim e dos meus pais após nos contar seus problemas. É melhor que eu não entre em detalhes. – O ninfo tocou os sinos da porta, dando passagem para que o companheiro passasse. – Ela implorou que eu lhe pedisse algo em troca como forma de me pagar por todos os anos em que cuidei dela. A única coisa que pedi foi que ela me ensinasse a tocar piano.

 – Oh. – Foi tudo o que o mais novo respondeu, conforme olhava para os inúmeros vasos com rosas de cores variadas espalhados pelos cômodos rústicos. O lugar possuía um ar pendido aos anos 80, com adoráveis objetos de decoração e instrumentos clássicos.

Era certo que aquelas flores fizeram seu nariz franzir. – Ela gosta mesmo de ros-...

Repentinamente, os vocábulos pareceram se perder em algum ponto inanimado de sua mente. Ao fitar a mulher com saia longa e pés nus, coberta de pulseiras e colares harmônicos, Jeongguk pôde notar o quanto ela não mudara uma única vírgula.

Esquecera-se de como os cabelos longos e de cor tão trevosa quanto os seus ficavam bonitos quando estendidos feito cascatas pelas costas pálidas. Os mesmos olhos brilhantes demais; os mesmos lábios pincelados de vermelho; o mesmo rosto encantador.

Respirar tornou-se uma ação difícil quando parecia sentir uma chuva torrencial sobre seus pulmões. A voz de Taehyung soava-lhe abafada ao chamá-lo, até que o momento de fantasia o empurrasse de volta a realidade.

Numa manhã de Primavera, ao lado de Taehyung e dentro de uma loja de instrumentos clássicos. Foi dessa forma que se via diante de Sooyoung.

Sooyoung.  

 – Sooyoung? – Perguntou cético, como se a imagem da bela mulher não lhe fosse suficientemente legítima.

 – Jeon? – A voz doce respondeu-lhe com pouco equilíbrio; os pés descalços e repletos de tornozeleiras de girassol caminhando para perto.

Jeongguk sentiu náuseas daquela voz; sentiu náuseas de todas aquelas malditas rosas de aroma reconfortante; sentiu náuseas por Taehyung gostar de rosas com aquele aroma.

 – Por que não me contou? – Questionou trêmulo, sorrindo desequilibradamente para o amigo que tocou em seus ombros.

 – Do que você está falando, Jeongguk? Como vocês se conhecem?

 – “Como” você pergunta? – Afastou-se das mãos que até então pareciam pluma, mas que, no momento decorrente, eram tão incomodas quanto os espinhos daquelas flores. – Por que não me contou que é ela quem leciona a droga das suas aulas?!

O Kim engoliu seco. Os traços dóceis e gentis que conhecia não estavam mais ali. Pela primeira vez, sentiu receio de olhar nos olhos de seu dongsaeng.

O desequilíbrio naquela voz lhe preocupava. As mãos tremulas careciam do aperto e aconchego das suas, contudo, antes que pudesse realizar qualquer investida, viu Jeongguk caminhar para fora do local.

 – Esqueça as aulas, Taehyung. – Help carregava um tom melancólico, enquanto se sentava numa poltrona degradê. Sentiu os olhos avelãs pesarem sobre sua face. – O que está esperando, Taehyung? Vá atrás dele!

 

 

Jeongguk caminhava para longe, implorando que seus sentidos ignorassem os chamados frenéticos de Taehyung.

O garoto corria rumo a si.

Seria ridículo correr naquela altura e desencadear uma estúpida perseguição, então apenas deixou que seus passos o guiassem a qualquer lugar que o amigo segurasse seu pulso.

 – Kookie, não faça isso. Por favor, me explique o que acabou de acontecer.

 – Eu não quero explicar nada, Taehyung. Por que não me disse que Sooyoung é a sua professora? – Focou-se nos olhos assustados, notando a quentura em sua pele se dissipar quando o outro deixou de lhe tocar. – Você nunca dá nomes, Taehyung!

 –Você também nunca me deu nomes, Jeongguk!

Observou-o bater os pés e empurrá-lo com leveza. Uma criança.

 – Eu não pensei que o nome dela importasse para você. Mas me responda de uma vez, Kookie-ah; de onde vocês se conhecem?

 – Eu pensei que você soubesse. – Não era capaz de controlar o cinismo bruto em sua voz quando se irritava com determinada questão.

 – Jeongguk, você não está ajudando me tratando dessa forma. Eu só quero te ajudar; deixe eu te ajudar, por favor.

Revirou os olhos, distraindo-se ao olhar para as nuvens branquinhas. Aquela era uma boa forma de tranquilizar seu coração.

Por que justo Sooyoung?

 – Eu não preciso da sua ajuda. – Ríspido. Extremamente ríspido. – Volte para a sua querida professora e me deixe sozinho.

 – J-Jeonggukkie... Nós somos... somos amigos.

O tom magoado perfurou seu peito. Notou-se arfando pesadamente; seus pulmões ardendo como se sofressem a corrosão de ácido.

Desejava abraçar Taehyung; desejava botá-lo em sua cama e lhe contar histórias sobre os heróis que ambos tanto gostavam até que o visse adormecer e fazer de seu peito um confortável travesseiro.

Desejava muitas coisas.

Mas todas não passariam de apenas desejos.

Seu peito era corroído como uma folha de papel engolida por chamas. Seu coração ferido jamais poderia reconfortar outro coração ferido por suas chamas.

 – Eu odeio rosas azuis, Taehyung. – Disse, dando-lhe as costas e mergulhando em seu próprio oceano de desprazer. Quiçá dessa forma seu coração se apagasse.

No final daquela mesma manhã, detivera-se próximo a lanchonete, escondido atrás de um amontoado de flores azuis pertencentes à floricultura. Com sua câmera Polaroid em mãos, bateu a foto de Taehyung comendo um grande prato de macarrão com queijo.

O olhar parecia vago, mesmo que um sorriso se mantivesse preso aos lábios rosados. Sooyoung se encontrava a sua frente, remexendo no prato e levando porções mínimas a boca.

Já imaginava que o Kim levá-la-ia à lanchonete, distraindo-a com sorrisos adoráveis e com seu prato predileto. O incomodo em seu peito retornou ao como Taehyung, ainda que abatido, empenhava-se em arrancar sorrisos sinceros da professora. Tão próximos.

Taehyung era alguém incrível.

 – Céus, Jeongguk; como você é idiota! Um tremendo babaca! – Ouvia os murmúrios sonolentos de Yoongi. Ligara para o amigo após se afastar do ninfo, atrapalhando a manhã de soneca do rapaz para lhe contar sobre os múltiplos problemas que enfrentava naquele dia.

O Min detestava que lhe despertassem de seu sono, e detestava mais ainda quando seu dongsaeng realizava a besteira de magoar pessoas das quais gostava.

 – Agora você está aí, escondido atrás da porra de um amontoado de rosas, tirando uma série de fotos do garoto que você magoou porque foi um completo merdinha imbecil! Você é deplorável, Jeon Jeongguk! De-plo-rá-vel!

O arrependimento o assolava mil vezes mais após sentir o chá de realidade ser jogado contra sua cara. Arrependia-se de ter virado as costas para o garoto quando ele somente lhe estendera a mão.

Todavia, suas mágoas foram afloradas como uma ferida aberta ao topar com aquela hippie lunática.

Sua memória quase apagara o fato de Sooyoung amar macarrão e queijo. 

 

 


Notas Finais


E fim, hehe. ♥
A Sooyoung da história pode ou não pode ser a Sooyoung do SNSD, a imaginação fica por conta de vocês. E, por favor, não odeiem o Chanyeol, ainda. ;)

Agora eu tenho uma beta gente! ~palmas
Eu ainda não editei os capítulos que ela já betou e ainda vou dar esse capítulo pra ela betar, mas quando eu editar tudo bonitinho vou adicionar capa para os capítulos - eu estava particularmente me segurando pra não fazer isso, já que tô sem o meu computador e, consequentemente, sem o meu photoshop -, mas já que tem photoshop nesse note eu não vejo o porquê de não fazer novos modelos de capas e deixar os antigos modelos pra trás, então assim que eu adicioná-las vou dar crédito a betagem da Sabrina, mais conhecida como bambina linda, minha beta! ♥ Obrigada, bambina! ♥♥♥♥

Não se esqueçam de deixar o votinho de vocês nos meninos e dar like no MV, hein? Eles merecem todo o amor do mundo de nós, armys. ♥

E não se esqueçam de comentar, comentários me animam 100% a seguir em frente com a fanfic. ;)
No mais, @picadotaehyung no TT.

Eu acho que queria falar mais alguma coisa, mas me esqueci. ~cry baby :'(

BEIJINHOS NA ALMA!


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