História Para estar Contigo - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Nakai_, Original, Romance, Sanatorio
Exibições 44
Palavras 1.400
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá amoras, <3

Quero agradecer muitíssimo pelo apoio que vocês me deram com apenas aquele primeiro capítulo, sério, fiquei imensamente feliz.

Principalmente com os comentários, que se fizeram presentes e me incentivaram a continuar essa história, e claro, pelos favoritos também. Obrigadinha, de verdade. :3

Bem... Boa leitura, e nos vemos nos comentários, beijinhos!

[Esse capítulo não foi revisado.]

Capítulo 2 - Sanatório - O espelho


 

Observo meu reflexo no espelho assim que fecho a porta da sala. Meu cabelo castanho estava mais bagunçado que o comum, e o uniforme do sanatório já encardido cheirava a mofo. Minha aparência era horrível.

Fico próxima dele, já conseguindo enxergar meu reflexo nitidamente, e logo em seguida dou um sorriso por isso. Dessa vez eu sabia da verdade, as flores haviam me contado, e ninguém me enganaria. 

Apoio meu peso na perna esquerda, olhando para meu reflexo que já estava com olheiras fundas devido ao sono perdido. Agora era só saber como voltar para o outro lado. 

- Me diga! Você sabe, não é? - pergunto curiosa, olhando para meus olhos castanhos enquanto mordia o lábio inferior. - Eu sei que sim, afinal, foi parar ai por causa disso! 

Digo, quase perdendo a paciência, eu estava naquele lugar, taxada como louca por causa de um reflexo com uma personalidade totalmente diferente da minha. Ela só tinha minha aparência, mas o resto, nada, nem merecia ter a vida que eu tinha. 

- Me deixe voltar! - grito dessa vez, sentindo minhas cordas vocais serem forçadas. Faziam dias que eu não usava minha voz para quase nada, e agora quando eu falava, elas doiam. 

Sinto a vontade de sorrir começar, e cedo a isso, pondo no rosto algo com deboche. Era meu outro corpo querendo sorrir, ele estava rindo de mim, por ter conseguido me por na desgraça e ele na luxúria. 

- Eu te odeio! - berro, e logo em seguida empurro o grande espelho para trás, ele cai e se quebra, deixando com que meu reflexo se partisse ao meio. 

Me abaixo ao lado do espelho, e assim que a coragem flui dentro de mim, ergo meu punho e bato nele com força. Pelo menos assim eu poderia descontar minha raiva nela, maldita Jessica. 

"Quem diabos ela acha que é, para te fazer entrar nessa maldita vida?" - a flor que estava em meu cabelo perguntou, incentivando minha fúria. 

"A outra Jessica não merece a fama que você tem. Ela era odiada por todos porque fez coisas ruins, já você não" - concordo com a cabeça, sentindo algumas lágrimas invadirem meu rosto. 

- Maldita! - solto um murmúrio quando soco por uma última vez o espelho, caindo no chão. Me encolho nele, sentindo mais lágrimas virem a tona, e a dor em meu punho também. 

E agora, o que eu faria? Já havia descoberto a verdade, porém, eu precisava saber como eu fui trazida nesse multiverso, para poder voltar ao de minha origem. 

Tudo parecia simples pelo que as flores me disseram, mas mesmo assim era uma grande curiosidade saber como a outra Jessica conseguiu aquele fato. 

Ouço a porta do cômodo ser aberta num gesto de agitação e olho na direção dela. A minha frente estavam duas enfermeiras com as faces assustadas. 

Assim que me veem, pegam uma seringa e começam a se agitar mais ainda. Tento me levantar,  apoiando os joelhos no chão, já que minhas mãos estavam machucadas e latejavam de dor. 

Mas não consigo fazer isso, pois quando faço sinto cacos de vidro entrando em minha pele. Solto um grunhido de dor e olho na direção das enfermeiras. Não as encontrando dessa vez. 

Sentindo a agulha que eu tanto temia perfurar meu braço. Fecho os olhos para tentar me acostumar com a dor, não é isso que acontece. 

Meu corpo pesa e meus olhos também, já era tarde demais, pois dessa vez não sinto mais nada, é somente escuridão. 

.

.

.

A dor de cabeça aumentava cada vez mais, me forçando a abrir os olhos e sair de meu sonho. O único lugar que eu poderia sentir qualquer e mínima paz. 

A visão turva me deixa com dificuldade para decifrar o lugar em que estou, a única coisa que eu poderia fazer, era continuar deitada naquele lugar. Por enquanto. 

Suspiro pesadamente assim que consigo visualizar as coisas perfeitamente, tudo que estava a minha volta era completamente familiar. O lugar em que estive durante a primeira semana que eu deveria passar no sanatório. 

Tiffany, a garota loira que havia me soltado do quarto, me fez uma proposta. Dizendo que se eu a ajudasse, ela poderia também me ajudar. No que fosse preciso. 

É claro que a aceitei, até por quê, não pretendia ficar o resto da vida naquele lugar que cheirava a mofo. Mas também, onde eu estava poderia ser considerado até pior. 

As pessoas eram verdadeiros lunáticas, porém, muito inteligentes. E eu fui posta no meio deles, para podermos fugir dali. E é justamente por isso que estou aqui. 

Esse era o pequeno quarto do tamanho de uma caixa de fósforos, que passei nessa primeira semana. Porém, muito eficiente, eu poderia ficar sozinha para pensar, dormir... E bem, era isso. 

O teto todo sujo, e o quarto em si, cheirava a remédios. Algumas das pessoas haviam me dito, que os médicos o usavam como estoque, mas que deixou de ser usado quando construíram uma nova área do sanatório. Onde eu havia sido posta assim que cheguei. 

Me sentei na cama, sentindo grande dificuldade em várias partes de meu corpo, elas estavam todas doloridas, e eu não me lembrava do por quê. Fechei os olhos para pensar, até que alguns flashes passaram em minha cabeça
 

Os abro novamente, e olho para minha mão, o principal membro que eu havia lembrado de machucar. Ela estava enfaixada, de um jeito não profissional, mas dava para o gasto. 

Tento fechar meu punho, mas desisto assim que sinto a dor voltando com tudo. Solto um gemido, e mordo meu lábio inferior, o abafando. 

- Droga!  

"Você não deveria ficar fazendo isso" - ouço um zumbido, e olho na direção dele. Descobrindo que o responsável por ele era uma simples abelhinha. 

- Fazendo o quê? - pergunto. 

"Se torturando dessa maneira, vai se machucar mais ainda" - ela gira em volta de flor, e a mesma concorda. 

- E o que espera que eu faça? - pergunto desesperada - Estou pensando e nada me vem a mente, sem ser ir falar com o espelho. 

"Essa atitude está errada!" - ela me repreende. 

- Então qual seria a certa? - pergunto, me levantando da cama para ir em direção da abelha. 

O pequeno inseto se prepara para me responder, mas assim que ouço batidas na porta, ela vai embora, me deixando sozinha na beirada da cama. 

A porta é aberta, quase batendo no criado em que a flor estava, e sinto uma pontada de raiva por ver aquela loira bem ali. Atrapalhando minha volta ao meu mundo.  

- Você está bem? - Tiffany pergunta e reviro minhas orbes irritada. 

Ela se aproxima da cama, e se senta ao meu lado. Ajeitando seus longos cabelos loiros para que não ficassem por baixo de seu corpo. 

- Eles iam te levar a um quarto, onde pudessem monitorar seus movimentos. Caso você agisse de uma maneira estranha terapia eletroconvulsiva. 

Ela diz ríspida, e a olho nos olhos, buscando por qualquer sinal de mentira... E não, não tinha nada.

- Você tem sorte por Michel estar lá - ela diz acolhedora. Como se o que estivesse para vir fosse terrível. 

- Quem é Michel? - me pronuncio finalmente. 

- Ele é um veterano no sanatório, conhece todos os locais, e bem... Alguém disse que você havia ido até a parte principal dele sem motivo algum, e ele resolveu te seguir. 

Ela diz, e começo a ficar mais irritada ainda. 
-

Fiquei sabendo que te deram sedativos, então é melhor que por enquanto você durma - ela ordena. 

Tiffany levanta da cama, e olha para mim com pena, como se esse realmente pudesse ter sido meu fim. E logo em seguida, ela sai do quarto. 

Olho para a porta que ela havia acabado de fechar, e jogo um travesseiro nela, soltando um grito. 

- Maldita! - berro, forçando minhas cordas vocais mais ainda. - Eu não preciso de sua pena! - falo embolada, com as lágrimas sobre meu rosto. 

- Eu te odeio - grito, jogando o vaso com a flor no chão, e pegando um de seus cacos. 

- Você só é mais uma desgraça desse mundo ridículo - solto um grunhido, e logo em seguida finco o caco na porta do quarto - Eu vou matar todos vocês por me fazerem sofrer! - sussurro dessa vez, com mais lágrimas ainda em meu rosto. 

Continua...
 



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