História Para se tornar possível - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Quase lá, só mais um pouco


Carter Kane ~

O salão das eras pareceria normal se não fosse pelos jorros de brilho verde que estavam escapando de uma coluna próxima ao trono o qual me pertencia. Não, vlw. Sentada em posição de ioga, estava Ailee, que parecia sofrer de uma dor de cabeça enorme visto que algumas veias estavam ressaltadas em sua testa e o seu rosto bastante vermelho. O irmão, Aaron, vinha sempre ao seu lado como se esperasse pelo pior a cada momento. Não, eles não fariam nada tão arriscado assim, mesmo que para ajudar Sadie, não colocariam suas vidas em perigo.

- Não temos mais tempo... temos que ir – Falei, tentando escolher as palavras certas sem causar a minha morte. 

- Carter, esse feitiço não é tão fácil – Disse Aaron quase rosnando. Eu sempre tinha a sensação que ele queria pular no meu pescoço quando nos encontrávamos, agora mais do que nunca.

- Mas Sadie... –

- Carter... – Disse outra voz que não deveria estar ali, porém estava. Anúbis, vestindo nada mais do que saias e sandálias. Com o peito nu ele mais parecia um adolescente que estava prestes a participar de uma festa fantasia, se não fosse pelo cajado que carregava, é claro. Era  evidente que aquela coisa transmitia uma energia que não era daquele mundo, tão forte que até mesmos os irmãos Schrover se sentiram incomodados. Hórus se agitou ainda mais dentro de mim, desconfortável, mas nesse momento ele teria que aguentar. Bastet também se saía muito bem, mesmo que recuada.

- Irei guia-los – Foi tudo o que ele disse antes de se aproximar de Ailee. Ninguém questionou, porque ninguém era louco a ponto de interromper um deus que estava quase matando alguém somente com um olhar.

Anúbis tocou a testa de Ailee o que a fez estremecer um pouco, todos entraram em alerta. Um portal bem atrás do trono havia surgido, não parecia nenhum pouco seguro, ainda mais quando não conseguíamos enxergar nada do outro lado, a não ser sombras.

- Teremos que vagar um pouco, aposto que Scar tem algumas defesas, então se preparem – Disse o deus dos mortos mais uma vez antes de transfigurar uma espécie de pulseira que contornou o braço de Ailee. 

- Vai nos ajudar a não nos perdemos – Informou a maga enquanto levantava sem nenhuma ajuda e marchava para perto do portal. Era evidente o seu esforço, havia usado bastante energia para encontrar aquele lugar, se não fosse por Anúbis, ainda estaria tentando, e não poderia ir conosco. Tentei até dizer algo, mas quando abri a boca para protestar, Aaron me lançou um olhar que se parecia bastante com o de Anúbis naquele momento. Melhor deixar para lá.

Ninguém disse nada quando atravessamos o portal e deixamos o salão das eras para trás. Eu duvidava que alguém se voluntariasse para participar daquela missão, quem sabe tio Amós é claro, porém muitos precisavam dele vivo ainda controlando as coisas. Já eu, era apenas um faraó que irritava muita gente. Dei de ombros com o pensamento, em seguida sentindo algo bastante esquisito. Parecia que estávamos mesmo em baixo da água, e que minha alma estava prestes a saltar do meu corpo e me deixar ali, morto. Só então percebi a proximidade de Bastet e Anúbis com os gêmeos. – Por aqui – Apontou Ailee que caminhou ao lado do deus dos mortos a todo instante, Aaron fazia o mesmo porém um pouco atrás quase colado com Bastet. E eu, bem, eu tinha Hórus para me manter naquele lugar sem perder a cabeça de vez, ou a alma. Fiquei bastante curioso quanto ao feitiço que o nosso inimigo estava usando, com certeza estratégico para aqueles magos que ousassem o importunar. Mas não estávamos sozinhos, os irmãos Kane sempre puderam contar com a ajuda dos deuses, e Scar deveria ter se lembrado disso.

Segui os demais por uma espécie de corredor que era iluminado por leves feixes de um tom azul, auras? Não quis perguntar, era medonho demais descobrir. Não sabia onde estávamos, mas poderia jurar que fazia uma boa imitação dos subsolos das pirâmides. O frio era parecido, mas eu sabia que por estamos entre dois mundos, a situação era mesmo essa, e tendia a piorar.

Continuamos sem muita conversa, ninguém ali parecia contente a comentar qualquer coisa que não fosse sobre a missão, e até agora nada parecia diferente, até mesmo quieto demais o que me levou a ficar ainda mais nervoso. Não me entendam mal, quando não tenho as informações que quero, nenhuma resposta, a agressividade é uma das minhas maiores dádivas e a cada passo que eu dava, sentia crescer a vontade de esmurrar aquelas paredes para encontrar Sadie de uma vez por todas. Hórus sentiu isso, porém não me impediu, era evidente que até mesmo o deus não estava gostando do caminho que estávamos tomando, totalmente igual, monótomo, repleto de auras e nada mais do que isso.... espere...

- Sim Carter, eu notei – Respondeu Anúbis como se lesse a minha mente. Bem, se ele notou que estávamos rodando em círculos porque não fazia alguma coisa? O observei com raiva, era difícil esconder.

- Estou procurando o..... – Antes que ele pudesse concluir sua frase, Ailee esticou uma das mãos e atravessou um dos espíritos que cruzou a sua frente. Eu achava que minhas expectativas sobre o medo haviam se superado diante a todos os acontecimentos que já presenciei em minha vida, mas ao ouvir o grito daquela maldita criatura, eu senti de fato o terror quase me fazer correr para longe e nunca mais voltar.

- É um portal, vamos, precisamos atravessa-lo – Gritou alguém que naquele momento foi difícil saber quem, não que eu me importasse, precisava atravessar o portal e ficar ainda mais perto de Sadie, mas temia que os joguinhos se prolongassem. E de fato eu não estava errado, passamos por muita coisa. Houve várias ‘provas’ das quais Scar gozou de nossa cara, labirintos sem fim, tomei nota de agradecer Aaron por essa, e também uma falsa sessão de julgamento a qual deixou a maioria de nós ainda mais enfurecidos. Eu com certeza não estava com vontade de discutir sobre o meu futuro com ninguém, mas fui forçado, e apesar das minhas incertezas terem sido ditas de maneira clara, tive a sorte de nenhum deles ter me questionado. Eu mataria Scar com minhas próprias mãos se fosse possível, iria faze-lo pagar pelo que fez a Sadie e pelo que estava fazendo conosco, tirando nossa energia da maneia mais banal possível. Era mesmo vergonhoso, mas funcionou. Estávamos vagando pelo duat a horas segundo minha previsão, e quando ousamos parar, em uma câmara escura, tudo o que eu conseguia ouvir era a respiração pesada de todo o grupo.

- Quando isso vai ter fim ?- Perguntou Ailee com uma voz pesada, como se tivesse corrido uma maratona.

- Eu sinceramente não sei. Anúbis ? – Quis saber mas tudo o que ouvi em seguida foi silêncio, o que poderia parecer aceitável em nossas condições, porém não estava gostando do vazio que aquilo ali estava se tornando. Mais uma sensação esquisita em meio a tantas, uma fraqueza além do normal, que abria um buraco no meu peito e sugava o resto da minha essência. Outro feitiço?...NÃO, NÃO ERA A MINHA VIDA QUE ESTAVA SENDO SUGADA DAQUELA FORMA.

- SADIE!! - Gritei fazendo o resto do grupo se agitar. E antes que eu pudesse continuar o salão começou a ganhar vida de uma maneira que eu não poderia imaginar antes.... que aquela câmara era... era... uma tumba. Só que dez vezes maior do que qualquer outra que já estiive com papai no passado. Era um salão enorme, iluminado agora por piras fantasmagóricas que emitiam um brilho vermelho bastante perturbador repleto de sombras vivas nas paredes que pareciam nos observar. Pareciam também contar uma história, em formas de hieróglifos, que eu não conseguia dar muita importância, meus olhos estavam vagando ainda incrédulos pelo local. No fundo havia uma estátua, de vários metros. Eu não conhecia a quem pertencia, mas era evidente que representava uma figura de bastante poder, e o poço a sua frente...

- SADIE!! – gritei uma segunda vez assim que vi minha irmã ali dentro daquelas águas vermelhas, boiando desacordada enquanto um turbilhão de coisas girava ao seu redor. As águas também pareciam perturbadas, o que me fez entender a energia forte que começou a pulsar naquele lugar. Em um dos lados, havia uma espécie de corredor que estava iluminado agora por uma luz também desconhecida, e ali, parado como se nada tivesse acontecido, estava o meu maior inimigo.

 


Notas Finais


Oi gente, esse cap vai ser curtinho porque o próximo é o maior de todos, e vou tentar liberar também o final dessa história. Ansiosos? Tá chegando hen.


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