História Para sempre - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Categorias Eva Green, Johnny Depp, Sombras da Noite
Personagens Personagens Originais
Tags Angelique Bouchard, Barnabas Collins, Barnageliqe, Eva Green, Johnny Depp
Visualizações 80
Palavras 4.309
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Hentai, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olha quem tá de volta para alegria de vocês (não me matem, please).
Oi meu amores, aqui estou eu com um cap recém saído do forno.
Eu sei que eu demorei, eu sei.
Mas olhem o meu lado: Bloqueio criativo + vários trabalhos na escola + sono = Capítulo levando anos pra ficar pronto.
Tá bom, chega de drama.
Eu realmente espero que umas pessoas não banquem o fantasma, né @Lady_MarpleSwan.
E só mais uma coisa o começo desse cap era, na verdade, o final do anterior só que na hora de copiar pra postar ficou pra trás ai eu resolvi colocar aqui mesmo.
Boa Leitura S2.

Capítulo 30 - Surprise!


Angelique e Barnabas acordaram e perceberam que ainda era madrugada, eles conversaram por algum tempo até que ele foi tomar banho. Quando deu por si, Angie estava com a mão lá embaixo, tocando-se. Ela só voltou à realidade quando sentiu Barnabas segurar-lhe a mão. Ela abriu os olhos para encará-lo, o mesmo estava sentado entre as pernas dela, Angie pode notar o olhar malicioso do marido.

-Você sabe que não precisa disso.

-Sim, mas eu gosto de imaginar a sua cara me vendo assim.

-Você não presta Angelique. -ela riu.

-E você ama isso.

-Sim, mas deixe-me terminar o que você começou. -ele lançou um último sorriso de canto para ela, em seguida “caiu de boca” na esposa.

Ela gemeu alto quando notou que a língua e os lábios dele estavam acompanhados por seus dedos, Angie passou a mão pelos cabelos e gemeu quando sentiu seu ápice chegar.

Quando recuperou o fôlego, Angelique percebeu que Barnabas havia se empolgado com o momento, ela então se pôs em cima dele e o beijou ardentemente. A loira foi descendo com a boca até chegar a seu objetivo, arrancando gemidos do marido. Depois de algum tempo ele a chamou.

-Angie?

-O quê?

-Eu não sei quanto tempo eu ainda consigo me segurar.

-Mas quem foi que disse que era pra se segurar? -ela disse com um sorriso malicioso em seguida voltou ao “trabalho”. Não levou muito tempo para ele derramar-se na boca dela.

Angelique acomodou-se ao lado de Barnabas enquanto o mesmo recuperava o fôlego. Passado algum tempo ele olhou e percebeu que não havia “sujeira” só então entendeu o que acontecera, ele encarou Angie com uma expressão confusa.

-Angie você... -ele não encontrou palavras que considerasse adequadas para fazer a pergunta.

-O quê?

-É... Ham... Você engoliu? -a última palavra saiu mais baixa o que as outras.

-Sim, por que o espanto?

-Não sei, é que eu nunca imaginei... Quer dizer, você é fresca pra algumas coisas. -Angelique riu.

-Você falou certo, pra algumas coisas Barnabas, não pra tudo. E também o que eu posso fazer se eu tenho umas curiosidades estranhas? -ele franziu o cenho.

-Perdão, eu creio que não entendi.

-Entendeu sim.

-Não posso negar que é uma curiosidade peculiar, mas deveras interessante.

-É, mas não vai se empolgando não Barnabas Collins.

-Estraga prazeres.

-Como é?

-É brincadeira.

-Acho bom. -ela disse fazendo bico.

-Para. -ele disse dando um beijo no pescoço dela.

-Tá bom. -ela sorriu e apoiou a cabeça no peito dele e ambos ficaram em silêncio por longos minutos até Angie falar - Barnabas?

-Sim? -ela o encarou com um sorriso travesso.

-Me come? -ele arregalou os olhos.

-O quê?

-Você entendeu. -ele sorriu de canto.

-Sim, só queria ter certeza de que não tinha ouvido errado. -ele a beijou e, em poucos instantes, já estava dentro dela. Eles aproveitaram cada minuto daquilo intensamente até chegarem a seus ápices e caírem exaustos na cama. Os dois adormeceram novamente.

Por volta das oito da manhã, Angelique acordou e levantou-se com cuidado para não acordar o marido, em seguida foi tomar banho. Quando ela voltou do banheiro Barnabas já havia acordado e também foi para o banho.

***

-Mamã, nenê, colo. -fez Benjamin quando Angelique entrou no quarto.

-Bom dia meu amor. -ela pegou o pequeno no colo.

-Mamã, nenê. -fez AmeliaAmeliamada, puxando o vestido da mãe.

-Calma meu amor. -ela fez um carinho no cabelo da filha, em seguida soltou Ben e pegou a menina-Tá bom ciumenta. -ela encheu a pequena de beijos fazendo-a rir.

-Isso não é justo. -disse Barnabas fazendo bico.

-Papá tem lazão. -Benjamin também fez bico, o homem sorriu e pegou o filho no colo. O pequeno passou os braços no pescoço do pai.

-Parem meus bicudinhos. -Angie deu um beijo no filho e no marido.

Logo os quatro desceram para tomar café, a mesa já havia sido posta.

-Bom dia Angie. -disse Mary quando viu a patroa.

-Bom dia. Espera um minuto, não era pra você estar em casa Maryane?

-Bem a minha cunhada foi lá pra casa com o meu sobrinho ontem, aí eu preferi ficar aqui. A senhora não se importa não é?

-Não, tudo bem. E eu já disse pra esquecer à senhora. -Mary assentiu e saiu.

-Eu juro que nunca imaginei que você seria tão agradável com as criadas. -disse Barnabas quando eles acomodaram-se a mesa.

-Eu já estive na pele delas e é um trabalho ingrato.

-Ah é claro, ás vezes eu esqueço isso. Afinal você se tornou uma mulher de muita classe.

-Obrigada. -ela sorriu corada.

Por volta das 10h00min Julia foi até a casa de Angelique matar o tédio, já que Robert foi bem cedo para Boston acertar a papelada para seu novo filme.

-Julie você não devia ficar brava com ele, você sabia muito bem que a vida do Robert era assim quando casou com ele.

-Você pode ter raz... -Julia levou a mão à boca.

-Que foi?

-Nada eu só fiquei enjoada.

-Será que é o meu sobrinho? -a ruiva sorriu triste.

-Ai Angie eu já desisti de engravidar.

-Julia para com isso, você vai ter filho sim. Nem que a gente precise fazer um pentagrama com sangue de cabra. -a loira brincou.

-Eu acho que vou aceitar o pentagrama.

Elas conversaram por mais um bom tempo até que Julia resolveu ir embora.

-Eu vou pra casa dormir um pouco que eu tô caindo de sono.

-Hum a noite foi longa?

-Pode ser. -Julia riu, em seguida, deu um selinho na loira e foi para casa.

Angelique foi até a cozinha onde Barnabas e os meninos estavam o homem notou que ela estava pensativa.

-Angie?

-Ah...

-O que foi?

-Eu só tava pensando na Julia.

-Por quê?

-Nada, é só coisa da minha cabeça. -ele assentiu - Ben cuidado. -Angie falou quando viu o filho andando com uma panela na cabeça, mas já era tarde. O pequeno acabou batendo na geladeira e o choro foi inevitável.

Ao contrário do que Angelique e Barnabas pensaram, Benjamin quis ir para o colo do pai, o mesmo não pode segurar um sorriso. Barnabas adorava os dois filhos, Amelia era sua princesa e Benjamin era o filho homem que ele sempre sonhou ter.

Às vezes ele sentia ciúmes de Angie por Ben ser mais apegado a ela, mas de certa forma entendia, afinal, Angelique chegara a pensar que perderia o filho no parto e o bebê nasceu um pouco assustado, o primeiro sentimento que conheceu foi o amor da mãe.

Algumas semanas mais tarde...

Havia algum tempo que Julia acordava enjoada e passava o dia inteiro sonolenta. Até que em uma manhã especifica ela passou mal e isso preocupou Robert.

-Julia por que você não vai a um médico?

-Robert desde quando vampiro vai a médico?

-Desde quando você começou a passar mal. - ela revirou os olhos.

-Tá bom, eu vou.

No dia seguinte Julia foi até o hospital e após alguns exames o médico, que por sinal era o mesmo que cuidou dela quando caiu da escada, já sabia o que estava acontecendo com a mulher.

-Bom senhora eu tenho boas notícias para a senhora.

-Por favor, doutor prossiga.

-Na outra vez que a senhora esteve aqui eu dei-lhe a notícia de que tinha perdido um filho. Pois, bem agora eu venho aqui para dizer que a senhora está grávida. -Julia sentiu os olhos marejarem.

-Grávida? Não... Não pode ser.

-Mas é.

Ela não podia crer, ao final, Angelique tinha razão os enjoos eram consequência de seu filho. Finalmente seu sonho se realizaria.

A ruiva saiu do hospital e ligou para Angie, disse-lhe apenas que tinha boas notícias o que deixou a loira curiosa.

-Desembucha logo Julia.

-Angelique você tinha razão. Você vai mesmo ser tia, eu tô grávida.

-Eu sabia. -elas se abraçaram.

-Qual é o motivo do escândalo meninas?- perguntou Barnabas entrando na sala.

-Eu vou ser tia. -respondeu Angie empolgada.

-O quê?

-Eu tô grávida. -Julia respondeu ainda sem ar.

Os três conversaram por mais algum tempo até Julia voltar para casa para ver se Robert já tinha chegado.

-Demorou Robert.

-Desculpa o trânsito tava terrível em Boston.

-Nesse caso tudo bem. -ele deu um beijo nela.

-Você tá diferente.

-Como assim?

-Os seus olhos, estão com um brilho diferente. -ela sorriu.

-Bem, digamos que eu fiz uma descoberta hoje.

-E qual foi?

-Eu descobri que eu tenho um coração batendo dentro de mm.

-Mas Julia... -ela colocou o dedo sobre os lábios dele.

-Mas esse coração não é exatamente meu...

-Não vai me dizer que... Ai meu Deus você tá grávida?

-Sim. -ele se abraçou nela.

-Julie eu não acredito.

-Nem eu. -eles choraram abraçados por alguns minutos.

-Quanto tempo?

-Seis semanas. -Robert sorriu e colocou a mão sobre a barriga da esposa - Eu não acredito. -ele deu um selinho demorado nela.

***

-Julia isso não é uma boa ideia. -falou Angelique.

-Angie, por favor, tenta entender o meu desespero eu já tô grávida de cinco meses e ainda não tem nem sinal de leite. -a loira apertou as têmporas.

-Julie você não entendeu o que eu quero dizer, você pode ter uma reação adversa à magia. Você pode morrer. -a ruiva segurou as mãos da bruxa.

-Eu entendo que é perigoso, mas você não faria qualquer coisa pelos meninos? -a loira assentiu - Então me ajuda. -Angie soltou um suspiro.

-Tudo bem, eu te ajudo.

-Ai obrigada. -Julia se abraçou em Angelique e a mesma tinha certeza que se arrependeria do que estava prestes a fazer.

No dia seguinte Angie começou a trabalhar na poção para Julia, a ruiva queria voltar a ser humana por causa do bebê. Mesmo se alimentando como uma pessoa normal o filho não estava recebendo nutrientes suficientes e ainda não havia sinal do começo da produção de leite. Ela estava desesperada e sabia que Angie era a única que podia ajudá-la. A loira resistiu porque tinha plena consciência do risco que Julia corria e não queria fazê-lo, mas não teve escolha.

-Você tem certeza disso cherry?

-Tenho Angie.

-Então tá. - a loira entregou a poção a Julia, a mesma respirou fundo e virou o cálice.

Em poucos instantes Julia apagou, Angelique já esperava isso, mas começou a entrar em pânico porque a ruiva estava demorando demais para acordar.

-Ah pelo amor de Deus, você não vai morrer assim né? -ela disse tocando o rosto de Julia - Vamos acorda logo.

Julia não se mexeu, Angelique se desesperou. Há anos não precisava usar seus poderes mais fortes de bruxa então não lembrava com clareza dos feitiços, mas agora tinha de lembrar. Ela pensou por um instante e lembrou-se de um, ela nunca o fizera, porém já tinha visto outras bruxas o fazerem e sempre funcionou.

-Deus que nasceu. Deus que morreu. Deus que voltou de novo à vida. Deus que foi crucificado. Deus que esteve na caverna. Deus que foi furado pela adaga! Salve-a! -ela repetiu incontáveis vezes o encanto tocando a face de Julia molhada por suas próprias lágrimas. -Você é Julia. Você está viva.

Ouviu-se um gemido em seguida Julia abriu os olhos, Angie soltou um suspiro de alívio e puxou a outra contra seu peito.

-Nunca mais me dê outro susto desses, você quase me matou do coração vadia.

-Você acha que funcionou? -Angelique fitou o rosto da ruiva e notou as bochechas coradas da mesma e a pele bem menos branca do que estava.

-Pela sua carinha eu diria que sim. -Julia sorriu e se abraçou na loira - Mon Cher, por que você nunca me escuta?

-Angie eu sei que você não queria fazer isso, mas é pelo bem do seu afilhado. -a loira sorriu.

-Afilhado?

-Sim, quer dizer, se você aceitar ser madrinha dele.

-Você sabe que eu aceito. -Angie abraçou Julia de novo.

Era fato: Angelique amava Julia, de um jeito que amara poucas pessoas na vida. Ela considerava a ruiva a irmã que ela não teve e os sentimentos eram recíprocos da parte de Julia.

***

Os meses seguintes passaram sem maiores problemas, como Julia já imaginava depois que ela voltou a ser mortal o bebê passou a receber tudo que precisava. A única coisa que ás vezes tirava Robert do sério, porém ele se controlava porque sabia que se exaltar seria o pior, eram as mudanças repentinas de humor de Julia. Assim como ela estava feliz, cinco minutos depois já estava triste ou irritada e às vezes Robert perdia a paciência, mas sempre se segurava, pois ele entendia que a esposa estava passando por um processo muito profundo e complexo.

Era uma manhã tranquila do dia 11 de agosto de 2018, Julia estava jogada no sofá assistindo TV e mexendo no celular, quando escutou uma batida na porta. Ela levantou-se em seguida abriu a mesma.

-Angie! -a ruiva falou radiante e em seguida se abraçou na loira.

-Oh meu amor, como você tá?

-Exausta. -elas riram

-Eu sei bem do quê você tá falando. -as duas sentaram no sofá e conversaram por mais vários minutos.

-Não, mas eu acho que... -Julia parou de falar e fez uma careta.

-Que foi Julie? -antes que a outra respondesse Angelique já sabia o que era quando viu a água descendo pelas pernas da ruiva.

-Ai meu Deus, eu vou ter um ataque. –disse a mulher eufórica.

-Deixa pra ter um ataque depois Julia.

-Tá bom, mas eu acho que a gente devia ir pro hospital. –Angie assentiu e em pouco tempo as duas saíram.

No caminho Julia começou a sentir as dores cada vez mais fortes, quando chegaram ao hospital ela foi levada para um quarto para esperar até a hora de o filho nascer.

-Eu vou matar aquele desgraçado se ele não atender. –falou Julia tentando ligar para Robert - Com tanto dia pro filho da mãe sair, tinha que se hoje? –Angelique riu.

-Calma Julia, você sabe que ele sempre acaba atendendo.

-Mas era pra ele me atender agora.

-Você não toma jeito mesmo. –as duas riram.

Passaram-se várias horas e já era por volta das 15h30min da tarde e finalmente a médica avisara que logo levaria Julia para a sala parto.

-Angie pelo amor de Deus liga pra aquele infeliz do Robert se não eu não sei o que eu sou capaz de fazer. –a loira assentiu e saiu. No caminho acabou dando de cara com Robert e Barnabas.

-Finalmente, desde ás dez da manhã que a Julia liga pra você e nada. Ela deve ter xingado umas sete gerações da sua família.

-Eu fiquei sem bateria, só fui saber o que tava acontecendo agora que o Barnabas foi lá em casa. Mas cadê a Julia?

-A médica tá preparando tudo pra levar ela pra sala de parto. –antes que Robert respondesse as enfermeiras apareceram com Julia já na maca.

-Finalmente seu inútil, anda logo antes que seu filho nasça aqui!

-O quê? Não, eu não vou com você Julie eu não tenho coragem.

-Ah que ótimo. Angie salvação da minha vida vem comigo?

-Vou Julia. –a loira respondeu e seguiu corredor adentro.

O tempo começou a passar e nada de Robert ter notícias de Julia ou do bebê. Ele também não queria que Julia voltasse a ser humana e lembrar-se disso estava o deixando com os nervos a flor da pele. Robert só não havia quebrado o hospital e em seguida colocado fogo porque Barnabas estava ajudando-o a manter o controle, o vampiro entendia o desespero do outro, já que, também havia passado por isso.

Depois de aproximadamente duas horas Angelique finalmente apareceu.

-Angie pelo amor de Deus, me diz que deu tudo certo. –a loira respirou fundo.

-Robert você vai ter que ser forte.

-Por que Angelique?

-Porque aconteceram alguns problemas e eles tiveram que levar a Julie às pressas pra UTI.

-O quê? –ele caiu de joelhos aos prantos - E o meu filho?

-Ele tá bem. –Angie abaixou-se ao lado de Robert - E antes de apagar ela me pediu pra te dizer que quer que o nome do seu filho seja Oliver Nathaniel. –o homem sorriu em meio ás lágrimas, já que, esse era o nome do seu avô.

Após alguns minutos a médica veio até a sala de espera, mesmo com Angelique e Barnabas tentando acalmá-lo, Robert estava inconsolável.

-Doutora, por favor, me diz que ela vai ficar bem.

-Olha eu ainda não posso garantir nada pro senhor. Ela está inconsciente e precisa acordar em setenta e duas horas se não as coisas podem ficar complicadas. -a médica falou em seguida saiu.

O desespero começou a tomar conta de Robert.

-Não pode ser isso não pode ser real. Maldita criança. –Angelique o encarou e acabou dando um tapa no homem.

-É melhor você se controlar Robert, a situação é grave, mas não misture as coisas. O Oliver não tem nada a ver com isso.

-Você tem razão Angie, obrigado.

O tempo passou se arrastando, Angelique não queria ir pra casa de jeito nenhum, mas lembrou de que, provavelmente, Amélia e Benjamin estavam estranhando a demora da mãe.

-Robert você vai ir pra casa ou vai ficar aqui?

-Eu vou ficar Angie.

-Tá bom, qualquer coisa me avisa e, desculpa o tapa.

-Tudo bem. –ela assentiu.

Angie e Barnabas saíram do hospital e ele percebeu o quão abalada ela estava.

-Angelique? –ele chamou tocando o ombro dela.

-O que?

-Você está bem?

-Não. –ela disse com um nó na garganta.

Barnabas passou os braços em volta de Angelique, ela enterrou o rosto no pescoço dele e chorou desesperadamente.

-Isso é culpa minha também, se eu não tivesse feito o que ela pediu... –ela disse em meio ao choro.

-Calma Angie, não é sua culpa. –ele deu um beijo na cabeça dela- Vamos para casa, você já passou por coisas demais hoje.

Angelique foi o caminho inteiro pensando em Julia, todo o tipo de coisa passava pela cabeça dela. E se Julia não resistisse? O que ela faria sem a ruiva?

A bruxa apenas despertou quando chegou em casa e, como já imaginava, ao abrir a porta os bebês vieram correndo abraçá-la.

-Mamã. –os dois falaram em uníssono quando a mãe chegou. Ela se abaixou para abraçá-los.

-Meus amores. –ela apertou os pequenos contra o peito segurando ás lágrimas.

-Colo. -os dois pediram esticando os bracinhos.

Angelique sorriu e foi até o sofá com os filhos segurando suas mãos. Ela sentou-se e em seguida os bebês se acomodaram em seu colo.

-Mamã tá tite? -perguntou Amélia tocando o rosto da mãe.

-Não meu amor, é só problema de gente grande. -ela respondeu com um sorriso e deu um beijo na testa da pequena.

Quando deu por si, Angie percebeu que Amélia tinha adormecido em seu colo e Benjamin estava indo pelo mesmo caminho.

-Barnabas?

-Sim?

-Pega a Amy pra mim. -ele assentiu e pegou a pequena com cuidado para não acordá-la. Em seguida ele levantou para levar a filha até o quarto. Angelique ficou com Benjamin até o bebê adormecer em seus braços.

Ela colocou o filho no berço e foi dormir também, ou pelo menos tentar. Os pesadelos eram seguidos, a imagem de Julia apagando e sendo levada as pressas para a UTI não saia de sua cabeça.

-Angie? - a ruiva chamou com a voz fraca segurando a mão de Angelique.

-Fala meu amor.

-Obrigada e diz pro Robert que ele vai se chamar Oliver Nathaniel. –a ruiva pediu olhando para o filho.

-Eu digo. –a loira respondeu com os olhos marejados.

-Obrigada. –Julia respondeu antes de ficar inconsciente.

-Não. Julia acorda, por favor. –a ultima coisa que ela viu foi à ruiva ser levada as pressas pelos médicos.”

Ela despertou ofegando, olhou a hora, eram três da manhã e era a quarta vez que ela tinha o mesmo pesadelo.

-Angie? –chamou Barnabas, finalmente trazendo a loira de volta a realidade.

-Ah... O quê?

-Outro pesadelo?

-O mesmo, na verdade. Como das outras três vezes. –os olhos dela se encheram d’água. Ele a abraçou sabendo o quanto Angie precisava dele. Barnabas conhecia Angelique há anos e poucas coisas haviam abalado-a dessa forma, a única vez em que ele a vira tão mal fora quando o pai da mesma morrera. Angelique chorou por longos minutos abraçada ao marido até adormecer nos braços do mesmo.

***

Haviam se passado dois dias desde que Julia entrara em coma, ela precisava reagir nas próximas vinte e quatro horas ou suas chances de se salvar seriam quase nulas.

Angelique estava jogada no sofá pensando na ruiva, ela definitivamente não estava com cabeça para trabalhar. Seus pensamentos foram cortados por uma batida na porta. Ela levantou-se e se surpreendeu ao ver que era Robert.

-Angie eu preciso da sua ajuda. -os dois acomodaram-se no sofá.

-O que houve Robert? -a loira perguntou apreensiva.

-É o Oliver, ele não pega a mamadeira de jeito nenhum e o pobrezinho tá morrendo de fome.

-Aonde exatamente você quer chegar?

-Você ainda amamenta os meninos né? -ela assentiu - Bem eu não te pediria isso se a situação não fosse extrema. Você tentaria amamentar o Olie, pelo menos só enquanto ele não quer a mamadeira?

-É claro Robert, eu não sou madrinha dele a toa. -ele se abraçou em Angelique.

-Muito obrigado Angie, eu não sei como eu vou te agradecer.

-Me agradeça mantendo essa cabeça oca no lugar. -ele riu e em seguida eles saíram.

***

-E então? -perguntou Aline, a enfermeira que estava cuidando de Oliver.

-Encontrei a Angie e ela vai nos ajudar.

-Ótimo. Agora você fica aqui Robert que o assunto é entre mim e a Angie. -ele assentiu e em seguida as duas mulheres saíram.

Quando elas entraram onde Oliver estava, o bebê chorava inconsolavelmente e Angelique, sendo mãe e sabendo como os bebês são, entendia os motivos do pequeno. Ele só estivera no colo de Julia por poucos minutos após nascer e depois disso só as enfermeiras haviam estado com ele.

Aline colocou Nathaniel no colo de Angelique e o choro do pequeno cessou um pouco, ela sorriu, deslizou a alça do vestido e acomodou o bebê em seu seio e o mesmo sugou desesperadamente. Foi a primeira vez que ela pode olhar o rosto do afilhado, ele tinha cabelos loiros, os olhos eram de Julia e a boca era de Robert. O menino mamou meia hora em cada lado até cair no sono.

-Pelo tempo eu diria que ele matou a fome. -brincou Robert sorrindo.

-Sim ele ficou de barriguinha redonda. -ela respondeu com um sorriso bobo.

-Ai Angelique eu acho que nunca vou poder te agradecer.

-Não precisa agradecer Robert, eu sei como é desesperador o medo de perder um filho. -ele apenas sorriu - Aline tem como eu ver a Julie? Nem que seja por cinco minutos.

-Olha eu não costumo abrir exceções, mas eu já vi que vocês são muito próximas.

A enfermeira levou Angie até o quarto de Julia em seguida saiu. Angelique ficou com os olhos marejados, estava acostumada com a visão de Julia pulando e tagarelando partia-lhe o coração vê-la assim.

-Oh mon amour -ela tocou o rosto da ruiva- acorda logo, a gente precisa de você cherry. -uma lágrima desceu pelo rosto de Angelique e ela pode ouvir sua pele de porcelana rachar o que não acontecia há anos - Por favor, Julie, pelo seu filho, pelo Robert, pelos nossos velhos tempos acorda.

As lágrimas desciam sem controle pela face de Angie, ela sabia que o tempo da ruiva estava acabando. Mas seu coração quase saiu pela garganta quando ela viu Julia abrir os olhos.

-Mon Cher você voltou.

-Angie... O que aconteceu?

-Você ficou desacordada por quase três dias.

-E o meu filho?

-Não se preocupe, ele está bem.

-E o Robert?

-Tentando manter o controle, mas tá bem.

Angelique deixou as lágrimas caírem, agora de alívio. Alívio em saber que não perderia sua tão amada ruiva, sua irmã de coração.

Julia permaneceu por mais alguns dias internada, para se recuperar totalmente, depois que ela acordou as crises de choro de Oliver pararam e a ruiva se derretia quando estava com o pequeno nos braços.

***

Era uma manhã calma, Julia estava na sala assistindo TV e Nathaniel estava ao seu lado no carrinho. Ela ouviu uma batida na porta e foi atender, levou um pequeno susto ao ver Victória parada a sua frente.

-Julia! –ela se abraçou na ruiva que não soube muito bem o que fazer.

-Vicky, o quê você faz aqui?

-Eu tava com saudades de você. Faz muito tempo desde a última vez que eu te vi.

-É verdade. -Oliver chorou no carrinho e Julia foi acalmá-lo -Calma amor, a mamãe tá aqui. -Victória ergueu a sobrancelha.

-Ele é seu filho? -Julia assentiu -Eu achei que fosse da oxigenada.

-Ah não, os gêmeos dela já são grandinhos.

-Hum. -Foi nesse momento que Julia percebeu que havia falado demais.

-Mas, Victória...

-O quê é isso?

-Ah o quê? -Julia perguntou sem entender a que a outra se referia.

-No seu dedo, eu não posso acreditar. Você se casou! -ela exclamou aos prantos -Como você pode?

Julia soltou o filho de volta no carrinho e aproximou-se de Victória.

-Vicky as coisa mudaram de rumo. -ela esticou a mão para tocar o rosto da mesma, mas ela se esquivou.

-Não toca em mim Julia, você me traiu. Você prometeu que não ia deixar de me amar.

-Mas eu ainda te amo, eu só me apaixonei por outra pessoa.

-Mentirosa. Você me paga por isso e a Angelique também. -ela saiu batendo a porta. O barulho fez Nathaniel começar a chorar de novo.

Julia pegou o filho no colo e sentou-se no sofá de novo, tinha certeza de que havia falado o que não devia, mas agora era tarde demais.

Por hora ela apenas se preocupou em acalmar seu bebê, seu tão amado Oliver Nathaniel. A pessoa com que tanto sonhara finalmente era sua.


Notas Finais


E então amores?
Gostaram?
Comentem, a caixa de comentários não morde. Prometo.
Beijos e até o próximo.


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