História Para sempre - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias 50 Tons de Cinza
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Romance, Sugar Baby, Sugar Daddy
Visualizações 110
Palavras 1.621
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpem a demora, mas voltei. Depois de estar morta por ter escalado o Pico da Bandeira kkkkk

Capítulo 14 - Um francês bom de papo


Fanfic / Fanfiction Para sempre - Capítulo 14 - Um francês bom de papo

Começo a retirar as coisas da caixa, Cloé tem tanta autoconfiança que julgava que o emprego já era meu, coloco alguns cadernos e lápis dentro da gaveta e abro o notebook pegando a agenda e anotando o que Aaron deveria fazer naquele dia.

- Bonjour.

- Bonjour. – Respondo olhando para cima e vendo um velhinho de olhos azuis, cabelos totalmente brancos tão brancos quanto o seu sorriso. “Deveria fazer propaganda para Colgate” por que estou pensando nisso?

- Você fala Frances? – Ele me pergunta um pouco intrigado o que não combina com seu terno muito bem passado e sua gravata borboleta.

- Oui, oui je parle. – Sim, sim eu falo digo para ele que abre um sorriso.

- Sou Thierry Beaumont. Um amigo de Aaron. – Ele diz sorrindo.

- Susana Montgomery, secretaria do senhor Campos. – Digo sorrindo e estendendo a mão para ele que a pega em um gesto tão delicado, com se estivesse com medo de quebra-la e deposita um beijo nela.

- Muito prazer senhorita. Presumo que Aaron ainda não tenha chegado. – Ele diz e eu olho o relógio em meu pulso.

- Não, ele chega daqui a pouco, às oito horas da manhã. O senhor vai querer espera-lo? – Pergunto com um doce sorriso.

- Sim, vou espera-lo. – Ele diz se sentando em uma poltrona em frente a minha mesa. Levanto-me e começo a mexer na caixa que ainda esta em cima da mesa.

- Deseja alguma coisa? Agua, café? – Pergunto sem ter a menor noção do que devo fazer.

- Não muito obrigada. – Ele responde ainda sorrindo. – Brigou com a sua família? – Ele pergunta e aponta para o porta retrato em minhas mãos, não consigo responder, volto o meu olhar para a fotografia nela. – Minha filha tinha a sua idade quando morreu. – Ele diz e o olho surpreso.

- Sinto muito. – É tudo o que consigo dizer.

- Eu também. – Ele responde. – Ela sofria de uma rara doença chamada de Síndrome de Fregoli, ela tinha alucinações terríveis, a doença consiste em casos de que a pessoa acredita que os outros possam se disfarçar, alterando roupas, gêneros e aparência, para poder perseguila. Estava dando uma social com alguns amigos na sala, ela chegou ficou apavorada, subiu até o terceiro andar e pulou da janela.

Eu fico sem reação não sei o que dizer, ele falava de um jeito tão simples e com tanta dor que eu não sabia como reagir, olho para um ponto um pouco atrás dele e abro um sorriso.

- Acho que agora ela esta bem. – Escuto a voz dele dizendo.

- Sim, ela está bem agora. – Digo tão calma quanto possível,

- Brigou com a sua família? – Ele pergunta novamente e eu encaro os seus olhos e me sinto acolhida por eles.

- Não, morreram em um acidente de carro há alguns meses. – Ele me olha fazendo um gesto para que eu continuasse, solto um longo suspiro e me sento ao seu lado. – Era meu aniversario e estávamos indo comemorar em uma praia, estávamos todos felizes, eu, mamãe, papai, Lívia ou Viva como a chamávamos, Hannah ou nana que era o seu apelido. Meus pais já eram divorciados há três anos, mas mantinha uma boa convivência.

- Como reagiu ao divorcio.

- Fiquei triste nos primeiros cinco minutos, depois disso parecia que eu estava no carnaval pelo tanto que comemorei. Meu pai era um péssimo marido, deu o máximo de si como pai, mesmo que alguns achem que ele não foi um bom pai.

- E suas irmãs?

- Hannah era mais velha do que eu sete anos, se formou em engenharia elétrica e Lívia era bióloga, cinco anos mais velha do que eu. Éramos muito unidas uma nas outras, eu era a psicóloga da família já que todo mundo ia reclamar da vida comigo que só concordava com tudo que eles diziam, não dava nenhum conselho útil.

Ele começou a contar os casos de sua família e eu da minha, era estranha a diferença de realidade, ele tinha um filho e uma filha e sempre viveu em Paris, eu vivia no meio do mato em Minas Gerais, eles viajavam para todos os lugares do mundo e eu só fui a dois lugares fora do meu estado, Bahia e São Paulo, mas ele é uma pessoa muito gentil, engraçado, aquele tipo de pessoa que você não quer sair de perto.

POV – Aaron.

Estou já pronto dentro do carro quando recebo uma mensagem via Whatsapp de Susana, abro e vejo uma foto dela agarrada ao urso que deixei em sua porta de seu quarto.

‘Bom dia, como eu queria ser esse urso agora. Não me faça virar o carro e perder um dia de trabalho só para tirar esse urso dai e tomar o meu lugar que ele está ocupando. ’ – Respondo e vou com um sorriso bobo até a empresa.

Chego ao meu andar e me assusto com o som das risadas e as palavras em francês, olho intrigado para as duas recepcionistas que apenas da um leve sorrisinho e sigo o caminho para e minha sala.

- Você não imagina o quanto ele ficou bravo. – Diz Thierry, Susana está com um braço sobre o seu ombro rindo e muito.

- Susana? – O que ela esta fazendo ali?

- Aaron? – Diz surpresa, mas logo se levanta secando algumas lágrimas, mas ainda sim sorri. – Bom dia senhor Campos.

- Na minha sala, por favor, Susana. – Digo e comprimento Thierry e Susana me segue até a minha sala. – O que faz aqui?

- Bom dia para você também. – Eu reviro os olhos e digo já sorrindo.

- Bom dia Susana. – Como essa mulher tinha esse poder sobre mim? – Mas serio o que faz aqui?

- Deveria verificar seus e-mails com mais frequência, vim para a entrevista de emprego e fui contratada. – Fico surpreso quanto a isso. – Por que essa cara Aaron? Já era de se esperar que eu procurasse um emprego, as republicas estão enchendo e eu disse que ia sair de sua casa.

- Que historia é essa de republica? De sair da nossa casa? – O que houve para Susana querer fazer aquilo?

- Correção, a casa é sua. Aaron, nos dois sabemos muito bem que eu vou ter que sair, não posso ficar morando com você por cinco anos.

- Claro que pode! O que te impede?

- Hã, me deixa pensar. – Ela diz colocando o dedo sobre os lábios de uma forma tão sensual. – Dignidade? Juízo, noção do obvio, caráter?

- Sinceramente estou tentando entender, mas não estou conseguindo.

- Pensei que você fosse mais inteligente. Aaron o que as pessoas vão pensar de nos? Eu sou a sua secretaria, moro com você e a gente ainda se da uns amassos. – Aquilo faz com que o meu pau quase explodir na minha calça, ele já tinha dado sinal de vida quando vi ela com aquele vestido curto.

- Não diga essas palavras, pois estou me segurando aqui para não te agarrar aqui mesmo. E eu estou nem ai para o que o povo diz, eu sou o dono da empresa e o que eu faço com o meu dinheiro, quem eu coloco na minha casa e com quem eu estou saindo é problema meu. Você não vai sair da minha casa entendeu?

- Vai me manter em cárcere privado?

- Se for preciso. – Ela abriu um pequeno sorrisinho de lado para mim e se aproxima.

- Amo quando da essas crises, volto depois para lhe dizer a sua agenda. – Ele se aproxima mais e sela os nossos lábios. Estava com tanta saudade dela que a pressiono mais contra mim até que ela se solta de mim e diz sorrindo. – Eu tenho que ir. – Ela morde o lábio inferior e santo Deus aquilo é pedir muito de mim. – O senhor Thierry entra em cinco minutos. – Ela disse em um tom profissional e saiu da sala.

POV –Susana

Saio da sala de Aaron sentindo minhas pernas bambas pelo desejo, dou um leve sorriso para Thierry e começo a conversar com ele enquanto ligava o meu no MAC e o conectava ao meu antigo computador passando tudo de um para o outro.

Aaron me liga dizendo que Thierry podia entrar e é o que eu faço, ele entra e eu começo a organizar a agenda de Aaron da semana ‘Oh homizin ocupado’ penso comigo mesma. Depois não sei quanto tempo finalmente o senhor Thierry sai da sala acompanhado de Aaron.

- Da próxima vez que for a Paris, por favor, leve a senhorita Susana. – Diz Thierry me deixando completamente vermelha.

- Pode deixar, Susana me acompanhará a Paris. – Ele diz me olhando.

- Senhorita espero vê-la de novo, minha casa e assim como Paris sempre estará aberta para você. – Eu sorri para ele, o velhinho doido me convidou para visita-lo a Paris, como se eu tivesse dinheiro.

- Espero vê-lo novamente Thierry, mas acho que você terá que vir ao Brasil.

- Foi um prazer. – Ele diz sorrindo e esticando a mão e eu ofereço a minha que novamente faz aquele gesto.

- O prazer foi todo meu, mande um abraço a sua esposa. – Ele assentiu com a cabeça e saiu.

- Como consegue fazer isso? Thierry esta em uma depressão deste que a filha se suicidou, agora ele é todo sorrisos.

- Não duvide dos meus encantos baby. – Digo jogando os cabelos para trás.

O dia passa assim, recebendo e passando ligações, marcando e desmarcando reuniões, arrumando a papelada e era tanta bagunça que nem deu tempo para Laura à mulher que me contratou me mostrar à empresa, Cloé acaba levando para mim uma roupa e eu visto lá mesmo e sai me despedindo de Aaron sem contar que ia pra faculdade de moto com Allan.



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