História Para Sempre - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Gaston, Jazmin, Luna Valente, Matteo, Nina, Pedro, Sharon, Simón, Tamara
Visualizações 62
Palavras 1.598
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Vamos lá com mais um capítulo!

E bom que asistiu Sou Luna viu que hoje o capítulo foi sensacional...Foi o dia do segundo open music do ano...E porque não comenta um pouco sobre as presentações: Yam canto divinamente bem e nossa Ramiro ficou parecendo um bobo apaixonado, será que teremos Ramiro e yam juntos novamente....Mas apresentam perfeita foi de Matteo ele foi simplesmente perfeito, e por um momento pensei que Luna não assistiria ele cantado, mas ainda bem que isso não aconteceu...E ela ainda dançou com ele...
Estou cada dia mais amado Lutteo...


B
o
a
L
e
i
t
u
r
a....

E até o próximo capítulo....
beijinhos no ar.

Capítulo 5 - Capítulo Quantro


Foi Sol quem me ajudou a recuperar a memória. Recontando histórias de nossa infância, relembrando a vida que levávamos, os amigos que tínhamos, até que tudo voltou à tona. Também foi ela quem abriu meus olhos para a bela vida que passei a ter no sul da Califórnia; ao vê-la tão empolgada com meu quarto novo, o lustroso conversível vermelho, as praias maravinhosas e minha nova escola, percebi que, embora essa não seja a vida que escolhi, ainda assim tem seu valor.

E mesmo que a gente ainda brigue, discuta e implique uma com a outra tanto quanto antes, a verdade é que, hoje, eu vivo para as visitas dela. Agora que posso vê-la, tenho uma pessoa a menos de que sentir saudades. E os momentos que passamos juntas são os melhores de cada dia.

O único problema é que ela sabe disso. Portanto, sempre que toco nos assuntos proibidos, tais como: Quando vou poder ver a mamãe, o papai e a Buttercup outra vez? ou para onde você vai quando não está aqui?, ela me castiga passando uns dias sem aparecer.

Esse mistério todo me deixa furiosa, mas não sou boba de insistir nisso. Também não contei a ela sobre meus novos poderes sobrenaturais, de enxergar auras e ler pensamentos, muito menos sobre as mudanças que esse dom provocou em mim, inclusive no jeito de eu me vistir.

- Você nunca vai arrumar namorado vestida assim.

Ela diz isso esparramando-se em minha cama enquanto cumpro o ritual das manhãs, tentando me aprontar para a escola e sair mais ou menos a tempo.

- Bem, nem todo mundo pode simplesmente estalar os dedos e...puf!, ter a roupa que quiser - respondo, calçando os tênis surrados e amarrando os cadarços puídos.

- Ah deixe de onda! Como se Sheron não lhe desse o cartão de crédito na mesma hora em que você pede. E esse capuz aí? Por acaso você faz parte de uma gangue?

- Não tenho tempo pra ficar de papo. - Reconhendo livros, iPod e mochila vou em direção á porta. - Você vem comigo? - pergunto, e minha paciência quase chega ao limite quando vejo Sol fazendo beicinho enquanto decide, com a maior calma do mundo, o que vai fazer.

- Tudo bem - ela diz finalmente. - Mas só se você baixar a capota. Adoro sentir o vento no cabelo.

 - Ótimo. Mas veja se dá o fora antes de a gente chegar à casa do Pablo, falou? É horrível ver você sentada no colo dele sem permissão.

Quando Pablo e eu chegamos à escola, Nina já está esperando por nós no portão, correndo os olhos por toda parte.

- Olha só - ela diz -, daqui a cinco minutos o sinal vai tocar e o Matteo ainda nem deu as caras. Vocês acham que ele caiu fora?  - pergunta, os olhos amarelos em nós, arregalados de inquietação.

- E por que ele faria isso? Acabou de chegar - eu digo, seguindo para meu armário, enquanto Nina saltita a meu lado, tamborilando no chão as grossas solas das botas.

 - Hmm... porque não somos dignos dele. Ou porque ele é bom demais pra ser verdade, quem sabe.

- Mas ele precisa voltar. A Luna emprestou pra ele seu exemplar de O morro dos ventos uivantes, e ele agora precisa devolvê-lo - diz Pablo, antes que eu possa detê-lo.

Balançando a cabeça enquanto abro o cadeado do armário, sinto nas costas todo o peso do olhar furioso de Nina.

- Quando foi que isso aconteceu? - ela diz, as mãos apoiadas na cintura. Você sabe que  a senha número 1 é minha, não sabe? E por que eu não fui informada disso? Por que ninguém me contou nada? Na última vez que a gentebse falou, você ainda nem tinha visto o cara.

- Ah, mas ela viu. Quase tive de ligar pro disque-emergência pra ressuscitar nossa amiga - diz Pablo, rindo.

Mais uma vez balanço a cabeça, fecho o armário e sigo pelo corredor.

- É verdade. - Pablo dá de ombros e segue na minha cola.

- Quero ver se entendi direito: você agora não é mais uma ameaça; é um risco, é isso? - Nina me espia através das pálpebras apertadas e emplastradas de rímel, o ciúme deixando sua aura com um tom feio, tipo verde- vômito.

Respiro fundo e olho para eles, muito inclinada a dizer como a situação toda era ridícula. Desde quando as pessoas saem por aí distribuindo senhas? Além do mais, que ameaça pode representar alguém em minha situação, que anda por aí embrulhada num moletom largão, ouvindo vozes e enxegando auras? Mas como eles são meus amigos, em vez disso, acabo dizendo:

- E verdade: sou uma tremenda queimação de filme, um enorme desastre prestes a acontecer, totalmente. Com certeza não sou ameaça a ninguém. Sobretudo porque não estou interessada. Sei que é difícil acreditar, porque o cara é aquilo tudo: bonito, lindo, estonteante, gostoso, um abuso, sejá lá o nome que vocês queiram dar. Mas a verdade é: Não gosto do Matteo Balsano! Que mais eu posso dizer?

- Hmm... acho que mais nada - sussura Nina, olhando para a frente sem nem piscar.

Sigo o olhar dela e deparo com...Matteo Balsano. Parado, os cabelos castanhos reluzentes, olhos ardentes, um corpo maravilhoso e aquele conhecido sorriso. E meu coração quase vem à boca quando, sorrindo, ele abre a porta da sala e diz:

- Luna, você primeiro.

Traço uma reta em direção ao fundo da sala e por pouco não tropeço na mochila que Delfina colocou no caminho. Meu rosto queima de vergonha, pois sei que Matteo vem logo atrás de mim e que ouviu tudo o que eu disse a Pablo e Nina, cada uma daquelas palavras horríveis.

Jogo minha mochila no chão, escorrego carteira adentro, coloco o capuz e ligo o iPod no volume máximo, na esperança de abafar o Zum-Zum-Zum à minha volta e de esquecer o que acabou de acontecer. Afirmo para mim mesma que um cara como ele, tão seguro de si, tão deslumbrante, tão completamente formidável, não se abala com o que diz uma garota como eu.

Mas assim que começo a relaxar, já decidida a não ligar mais para isso, levo um susto devastador, uma descarga elétrica que invade minha pele e segue correndo pelas veias, fazendo meu corpo inteiro formigar.

E tudo porque Matteo colocou a mão sobre a minha.

Não é fácil alguém me surpreender. Desde que adquiri os poderes, só a Sol consegue essa façanha; aliás, acredite, ela sempre encontra um jeito novo de fazer isso.

Mas quando levanto os olhos de minha mão para o rosto de Matteo, ele apenas sorri e diz:

- Eu queria devolver isso aqui. - E me entrega o exemplar de O morro dos ventos uivantes.

 Sei que soa estranho, talvez um tanto, mas quando ele abriu a boca e falou não ouvi nada mais à minha volta. Sério, foi como se eu, em um momento, estivesse ouvindo pensamentos e vozes ao acaso e , em outro, começasse a ouvir isto: -----------------------

Sabendo como isso é ridículo, balanço a cabeça e digo:

- Tem certeza de que não quer ficar com ele mais um pouco? Não estou precisando, já sei como a história termina. - Matteo recolhe a mão, mas o formigamento continua ainda um tempinho.

- Também já sei o fim - ele diz, olhando para mim de um jeito tão intenso, tão obstinado e tão íntimo que rapidamente desvio o olhar.

E quando vou recolocar os fones no ouvidos, a fim de bloquear os comentários maldosos de Delfina e Jazmín, Matteo novamente pousa a mão na minha e diz:

- O que você está ouvindo?

E o silêncio se refaz. Sério, durante aqueles poucos segundos somem as espirais de pensamento, os conchichos maldosos, tudo, menos a voz suave e lírica de Matteo. Da outra vez que isso aconteceu, achei que fosse maluquice minha. Mas agora sei que é real.

Porque, embora as pessoas continue a falar, a pensar e a fazer tudo o que normalmente fazem, nada chega a meus ouvidos. Só o som das palavras dele.

Mais uma vez percebo a corrente elétrica que invade meu corpo, sinto como ele está quente e penso no que poderia estar causando isso. Bem, não é que esta tenha sido a primeira vez que alguém segura minha mão, mas nunca antes nada nem de longe parecido.

- Perguntei o que você está ouvindo. - Ele sorri. Um sorriso tão íntimo e particular que me deixa com as bochechas vermelhas.

- É...hmm...é só uma coletânea de músicas góticas que minha amiga Nina baixou pra mim. A maioria é coisa antiga, tipo Siouxsie and the Banshees, Bauhaus, The Cure... - respondo, afinal, dando de ombros.  Desta vez não consigo desviar o olhar. Encarando-o de voltar, tento descobrir a cor exata dos olhos dele.

- Você gosta de gótico? - pergunta Matteo, surpreso e cético, correndo os olhos por mim como se estivesse me inventariando: o rabo de cavalo, o moletom azul- marinho? rosto totalmente desprovido de maquiagem...

- Eu, não. Mas a Nina curte muito. - Deixo escapar uma risada nervosa, estridente, dessas que assustam. Tenho a impressão de que ela ricocheteia pelas quatro paredes da sala antes de voltar para mim.

- E você, curte o quê? - Matteo ainda me encara, claramente gostando da conversa.

Estou prestes a rezponder quando o Sr.Reynaldo entra na sala com as bochechas muito vermelhas, mas não por ter vindo correndo pelo corredor, como todo mundo acha. Matteo se recosta na carteira, e eu respiro fundo, aliviada por voltar aos ruídos de sempre: a ansiedade típica dos adolescentes, o estresse com as provas, a insatisfação com própria aparência, as frustrações  do Sr. Reynaldo, os pensamentos  de Delfina, Jazmín e Pedro, todos se perguntando o que um gato desses pode querer comigo...

 



Notas Finais


Espere que gostem e até o próximo capítulo....


Boa leitura....


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