História Para Sempre - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizades, Amor, Drama, Intrigas, Originais, Romance
Visualizações 3
Palavras 3.761
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa Leitura!

Capítulo 2 - 02


Enzo

 

Não podia esconder minha felicidade, estava contando os minutos para o avião aterrissar e quando finalmente me vi saindo por o portão de desembarque no aeroporto, me senti entusiasmado por estar depois de quinze anos retornando para meu país e definitivamente. Fui estudar fora do país quando tinha treze anos e desde então essa é a primeira vez que volto ao Brasil.

Minha mãe Pamela e minha irmã mais nova Eva me esperavam e assim que cruzei as portas do desembarque quase cai com o peso de minha irmã que se jogou em mim como se ainda fosse uma criança não se importando com todos os olhares que recebíamos. – Enzo que saudade! -

- Ei calma também estava com saudades de você sua pirralha!- falei para ela devolvendo o abraço, minha mãe que estava a minha frente me olhava com o rosto molhado de lágrimas, coloquei Eva no chão e estendi meus braços e falei, - Será que posso ganhar um abraço da mãe mais gata do mundo?- em meio a lágrimas e sorrisos ela veio me abraçar.

- Meu menino, como estava com saudades!- ela me falou e me senti revigorado por ter minha mãe ao meu lado novamente, definitivamente voltar para casa depois de tanto tempo foi a melhor escolha e com toda a certeza não iria me arrepender de deixar tudo o que construí em Londres, agora estarei tomando meu lugar de herdeiro em um dos negócios da família, e poderia muito bem continuar com meus negócios fora do país.

Enquanto voltávamos para casa fui sendo informado de algumas novidades que ainda não sabia, como por exemplo, que minha irmã estava fazendo aulas de dança e que mamãe tinha voltado a pintar. Depois de ter tomado um belo banho e ter me trocado me peguei olhando para meu quarto, ainda estava do mesmo jeito que me lembrava mamãe falou que não tinha mexido em nada para poder matar um pouco da saudades por eu estar longe, em uma das paredes onde tinha uma mesa com um computador vi meu mural onde colava algumas coisas, estava tudo como me lembro ter deixado isso era incrível, lá tinha algumas imagens de super heróis e fotos de meus amigos de escola, eu com minha mãe, outras minha sozinho e uma em especial me chamou atenção assim que a vi peguei a foto do mural, nela eu estava sentado em um banco de praça e ao meu lado tinha uma garotinha ruiva sorrindo, Angela, minha melhor amiga, minha cumplice de aventuras e meu primeiro amor. Nós sempre fomos muito próximos nos conhecíamos desde muito novinhos devido a nossos pais serem amigos, crescemos praticamente juntos e junto comigo cresceu um amor puro por ela, coisa que jamais fui capaz de falar para ela, eu era muito tímido naquela época e quando fui embora passei um bom tempo triste por estar longe do meu grande amor, quando falei para ela que ia embora do Brasil ela ficou muito triste chorou bastante e eu dei um mini ursinho de pelúcia de presente para ela, queria que ela tivesse algo para olhar e sempre se lembrar de mim, ainda nos falamos por algum tempo através de cartas mais com o passar dos anos as cartas não mais chegavam e eu tive que aprender a conviver com aquele sentimento dentro de mim e tocar minha vida para frente, no final das contas eu sabia que aquela paixonite de criança não passaria disso, mas ainda me sentia emocionado sempre que lembrava dela, durante todo esse tempo que fiquei longe minha mãe me contava sobre ela com o passar do tempo e por eu estar atarefado com minhas obrigações de adulto nem me dei conta de que não mais perguntava a minha mãe sobre Angela, será que ela ainda se lembrava de mim? Como será que ela estava, ainda era aquela garota alegre e determinada que me lembrava? Agora que estou de volta reencontrar com ela seria inevitável e esse reencontro ao mesmo tempo em que me alegrava me deixava receoso, nós não somos mais crianças, somos adultos cheios de responsabilidades e eu já não era mais um garotinho tímido e bobo.

- Ela ainda tem o mesmo sorriso!- Fui tirado de meus pensamentos por minha mãe que estava ao meu lado olhando para a foto em minhas mãos, - E se tornou uma mulher admirável!-

- É aposto que sim, ela era uma garota especial!- Falei colocando a foto de volta ao lugar dela, me virei para minha mãe dei um beijo em sua testa e continuei a falar, - Ela realmente está no lugar do senhor Antonio na empresa?-

- Sim está, mas ela tentou de todas as formas não ir para lá, ela não quer ficar a sombra do pai dela, sempre foi uma garota independente e batalhou bastante para ter o reconhecimento que tem, eu a admiro muito e estou feliz que finalmente conseguirmos convence-la a ocupar o lugar que de direito é dela na empresa, você vai poder ver como ela tem domínio sobre o que faz, agora vamos descer para jantar seu primo Rafael chegou e já me avisou que vocês vão sair, tem certeza que não prefere descansar?-

- Eu estou bem mãe acredite, vamos apenas nos divertir um pouco, não vou chegar tarde prometo!-

No caminho para a festa Rafael ia me falando sobre os amigos e amigas dele que encontraríamos lá, ela era um dos poucos primos que tinha mais contato ele também tinha ido para Londres e voltou um pouco antes que eu. Estava animado e preparado para me dar bem naquela festa. Modéstias a parte sou um cara extremamente boa pinta, 1,90 de altura, cabelos loiro escuro natural, olhos azuis iguais ao do meu pai, corpo definido com muita malhação e Muay Thai, pura gostosura e tentação pelo menos era assim que todas as mulheres me tratavam, e como não sou besta sabia tirar bastante proveito dos dotes que Deus me deu, sempre tinha a garota que queria a minha disposição, elas fazem fila para me ter e sem nenhuma modéstia eu as dava o privilegio de usufruir de meu corpo. Não me julguem logo como um cafajeste, pois não o sou, nunca brinquei com os sentimentos de ninguém, sempre sou bastante claro que não me envolvo sentimentalmente, comigo é apenas sexo e depois cada um pra seu lado, sem segunda vez, nada de pegar meu número para ficar me tirando a paciência depois, tudo que menos quero em minha vida era uma garota grudenta que me tirasse os privilégios que tenho por ser solteiro. A única vez em que resolvi ser otário e me deixar envolver com uma garota ela me fez sofrer o diabo em suas mãos, como estava apaixonado por ela não conseguia enxergar o que estava acontecendo bem debaixo do meu nariz, meus amigos tentavam abrir meus olhos mais eu não dava ouvidos ao que eles me falavam e só quando eu peguei ela na cama com outro cara me dei conta de que estava sendo um babaca manipulado por uma mulher fútil que só me usava por causa dos benefícios financeiros que podia ter ao meu lado e daquele dia em diante decidi que nunca mais ia me deixar envolver por ninguém, eu estava mais que vacinado depois de tudo o que passei.

A boate onde era a festa que íamos era um galpão que foi transformado em um luxuoso ambiente noturno, depois de procurar muito por uma vaga e estacionarmos caminhamos em direção à entrada do local, tinha muita gente circulando ali, o som da música estava tão alto que de onde estávamos ainda na calçada dava pra ouvir, andamos em meio a multidão tentando chegar à entrada, eu olhava ao redor me ambientando com as pessoas ali, mais especificamente analisando as garotas, vi uma loira muito gata me encarando pernas grossas, bumbum empinado e peitos fartos, dei um piscadela sugestiva para ela que me retribuiu mordendo o lábio inferior é com toda certeza eu ia me dar muito bem aquela noite. Mas antes de conseguir chegar até a gata alguém esbarrou em mim quase me derrubando e eu sinceramente não estava a fim de briga mais também não me negaria a dar uns bons socos na cara de quem quase me derrubou eu só não contava em ver uma garota com muletas a minha frente, o que diabos uma pessoa de muletas estava fazendo em uma festa? Geralmente pessoas engessadas como ela ficariam em casa descansando, não podia acreditar no que estava vendo, se me contassem aquilo eu ia falar que era invenção mais não era, quando peguei a bolsa da garota para devolver ela nem me deu tempo de falar nada pegou a bolsa e saiu logo em seguida parecia aborrecida, mal olhou no meu rosto balbuciou um “Obrigado” e um “Sinto Muito” e se mandou e eu fiquei parado olhando para ela entrando no taxi, fiquei meio que sem reação quando olhei direito para ela e uau que mulher era aquela? Uma ruiva com os cabelos na altura dos quadris, com um vestido preto devote V deixando evidente a silhueta dos seios fartos mais não muito grandes, pernas bem torneadas pelo menos era o que demonstrava a perna que não estava engessada, posso dizer só com o que vi que ela malhava, o rosto perfeito com uma maquiagem básica nada vulgar com contraste feito propositalmente nos olhos para realçar o verde intenso deles, por um momento achei que algo nessa garota me era familiar, mas foi tudo tão rápido não deu tempo de muita coisa mais meu “amiguinho” pareceu também gostar do que viu pois já estava mais que duro dentro da minha calça.

 Comecei a andar para finalmente entrar no clube vi algo no chão exatamente no lugar onde a bolsa da garota com o gesso tinha caído me abaixei e peguei o objeto e para a minha total surpresa era um ursinho de pelúcia que também era um chaveiro, não era possível, aquele pequeno ursinho era idêntico ao que dei há Angela dois dias antes de ir embora do Brasil como isso era possível? Fiquei estático sem saber direito o que pensar, senti dedos passarem por meu braço me chamando atenção e quando olhei para ver quem era me deparei com a gata loira que estava me dando mole, coloquei o chaveiro no bolso da jaqueta deixei pra lá o que tinha acabado de acontecer e tratei de ir curtir a noite com direito a uma boa foda para aliviar todo o tesão que estava sentindo.

 

 

  - Bom dia meu querido. – Minha mãe me falou assim que entrei na sala para tomar café da manhã, depois de ter conseguido uma foda razoável com a loira peituda fui direto pra casa. – Pensei que ia dormir mais um pouco, se divertiu a noite? –

- Bom dia mãe eu vou à universidade tratar da palestra que vou dar em um curso, tenho que começar a me ambientar das minhas novas obrigações e sim me diverti bastante. – respondi a ela e perguntei logo em seguida por meu pai e minha irmã, - E o papai e a Eva? Já saíram? –

- Seu pai pelo que sei ia ter uma reunião as oito e sua irmã foi para a academia. – mamãe respondeu, tomamos café e depois fui para a universidade, eu tinha sido convidado para fazer uma palestra em um curso de doutorado, meu sucesso profissional em Londres me rendia bastante visibilidade no meio empresarial e vez ou outra eu era requisitado para ministrar palestras e mini cursos, mesmo jovem nos meus vinte e oito anos já era bastante renomado na área de arquitetura o que deixava minha família orgulhosa de mim e eu também me orgulhava de mim mesmo, um profissional competente e reconhecido.

Depois de me informar onde era a coordenação do curso ao qual eu palestraria, comecei a subir as escadas, sempre que possível dispensava o uso de elevadores para me exercitar ainda mais que o que tinha ali não estava funcionando, e em um reflexo mais que instantâneo segurei alguém que ia caindo escada abaixo, quando me dei conta de que a pessoa em meus braços era uma garota com um pé engessado me surpreendi e maior ainda foi minha surpresa ao a reconhecer, era a garota que esbarrou em mim na entrada da festa ontem à noite, quando em toda a minha vida eu imaginaria que a veria novamente? Eu definitivamente estava com muita sorte. Não sabia porque mais alguma coisa naquela garota despertava meus instintos mais secretos, algo nela me atraia como se fosse um imã, meu corpo reagia a ela de uma forma que não sabia explicar, eu a estava envolvendo em meus braços seu corpo era quente me dava uma sensação de paz e segurança enorme, se pudesse ficava assim enroscado a ela por muito tempo, sem contar que eu já estava morrendo de tesão meu pau reagiu a ela assim como na noite passada, nem parecia que tinha fodido a pouco tempo nunca tinha sentido algo assim.

Ela pareceu envergonhada por estar tão próxima a mim, estava corada pude ver quando ela se desvencilhou de meus braços e se apoiou novamente em suas muletas, já eu senti uma terrível sensação de vazio por não a ter mais em meus braços, enquanto ela se reestabelecia eu a observei atentamente, ela estava novamente em um vestido mas dessa vez era algo bem mais informal um tecido floral sem decote e saia rodada, cabelo amarrado em um rabo de cavalo e uma maquiagem leve novamente, seus olhos demonstravam que estava envergonhada, me prendi naquele olhar magnifico, como pode existir dois olhos tão verdes e expressivos assim? Algo neles me intrigavam era tão aparentemente familiares para mim, mas antes de hoje ou de ontem a noite eu jamais a tinha visto, essa familiaridade não fazia o menor sentido.

Fui tirado de meus devaneios quando ela falou, - Obrigado por me segurar, eu te machuquei? , - ela estava tentando disfarçar que ficou envergonhada e me encarando eu só pude rir de seu total desconforto e respondi.

- Não precisa agradecer, não se preocupe você não me machucou estou inteiro ainda, você deveria ter usado o elevador, não é aconselhável usar escadas com muletas. – ela no mesmo instante me lembrou que o elevador não estava funcionando e continuou falando sobre ter que resolver algo eu a observava falar atentamente, se ela estudava aqui eu com certeza a veria novamente já que vou palestrar em um curso aqui na universidade, definitivamente está cada vez mais gostando de ter aceitado o convite para palestrar aqui, não perdi a oportunidade e fui logo me apresentando, afinal se quisesse tirar algum proveito dessa situação depois precisaria ao menos saber seu nome, estendi minha mão para ela e falei.

- Sou Enzo, posso ter o prazer de saber ao menos o nome da garota que eu não deixei rolar escada a baixo? – ela por um momento me olhou como se estivesse tentando entender alguma coisa e depois falou o nome e apertou minha mão.

- Angela, e mais uma vez obrigado. – no instante em que tocamos nossas mãos senti como se uma corrente elétrica passando dela para mim e percorreu todo o meu corpo, ela aparentemente também sentiu, pois tratou logo de desfazer o aperto de mãos e eu fiquei tentando entender aquilo que tinha acabado de acontecer, meu corpo estava em total combustão, meus sentidos uma tremenda bagunça, nem com minha ex-namorada eu senti algo assim nem com nenhuma das garotas que já fiquei até hoje, nunca senti nada nem parecido, não estava conseguindo me entender. Outro detalhe que não me passou despercebido, o nome dela eu conheci uma outra Isabela que também era ruiva a muito tempo atrás mais precisamente quando era criança, será que era por isso que meu corpo estava reagindo daquela forma? Por ela se chamar e se assemelhar e como meu primeiro e único amor? Essa era a única resposta que podia chegar para aquele emaranhado de sensações. A ouvi dizendo que precisava ir e me agradecendo mais uma vez, falei um “até logo” para ela e a observei terminar de descer as escadas. No fim das contas só não perdi minha manhã por ter reencontrado Angela ali na universidade, passei o caminho todo enquanto voltava para casa de meus pais relembrando de tudo o que tinha acontecido desde ontem quando a vi pela primeira vez na entrada do clube e de nosso momento nas escadas da universidade, não pude deixar de me lembrar novamente de Isabela aquela que foi e ainda é meu primeiro e único amor, será que ela ainda se lembra de mim assim como eu lembro dela? Como será nosso reencontro depois de tanto tempo sem termos contato? Assim que entrei em casa algo me veio à cabeça e subi quase correndo em direção ao meu quarto, peguei a jaqueta que estava usando na noite passada e peguei o chaveiro que tinha o ursinho de dentro do bolso, será que o poderia ser o que eu estava imaginando verdade? Fiquei paralisado por alguns minutos tentando assimilar as duas Angelas, apesar de eu nem imaginar como a Angela de minha infância estava fisicamente agora, mesmo assim os traços eram muito parecidos, a cor dos cabelos e principalmente o olhar, aqueles olhos verdes e profundos que não conseguiam esconder seus sentimentos eram os mesmos em ambas, se minhas suspeitas estivessem certas eu tinha reencontrado Angela, o meu primeiro e único amor, bem mais cedo do que esperava, mas eu sabia bem a quem recorrer para ter certeza de minhas suspeitas, minha mãe, e eu sabia exatamente onde a encontrar.

Como imaginei ela estava no jardim, minha mãe é uma amante de flores e faz questão de ajudar o jardineiro a cuidar de suas diversas variedades de flores, ela falava que era como uma terapia o contato com a natureza, me aproximei dela e a abracei dando um beijo no topo de sua cabeça e falei, - Quase não consigo encontrar a senhora no meio de tantas flores, tome cuidado para não se perder aqui vai ser difícil de a encontrar se estiver entre tantas flores lindas nesse jardim. – ela riu e respondeu olhando para mim depois de devolver o abraço.

- Você falando assim eu vou achar que é verdade, chegou cedo, pensei que demoraria mais. – minha mãe era uma mulher muito elegante e jovem para a idade, puxei meus cabelos loiros dela, o tempo a fazia muito bem.

- É eu também achei que demoraria mais, vou ter que voltar lá novamente a coordenadora do curso não estava lá, mas eu queria perguntar uma coisa para a senhora e espero que possa me ajudar, -

- Vem vamos nos sentar já que vamos conversar, diga o que quer saber? – ela falou enquanto nos sentávamos em um banco no jardim e ficou esperando por minha pergunta.

- É que eu nem sei por onde começar mãe, - falei tentando encontrar uma forma de iniciar aquele diálogo, mas minha mãe me conhece muito bem e já falou logo.

- É sobre a Angela que você quer saber? – eu olhei com cara de espanto para ela que riu da minha reação e continuou a falar, - Não sei por que essa sua cara de espanto, se eu me lembro bem você me confidenciou que ela era sua paixão de infância não? Depois desse tempo todo sem vocês terem contato, e até hoje me pergunto por que isso aconteceu sinceramente eu e seu pai faríamos muito gosto de ter Isabela como nossa nora, mas em fim a escolha não é nossa, é mais que natural você querer saber sobre ela agora que está aqui novamente, vamos conte o que quer saber?-

- A senhora não deixa passar nada mesmo não é dona Pamela?! Eu gostaria de saber sobre como ela está, o que tem feito da vida esse tipo de coisa sei muito pouco sobre ela e gostaria de ficar informado sobre ela, - continuei falando para minha mãe que me ouvia atentamente, contei sobre a Angela que esbarrou em mim na entrada do clube e sobre a ter reencontrado na universidade, claro que não contei sobre o tesão que tive por elas em ambas as ocasiões e que em uma delas eu descontei em uma loira peituda, minha mãe não precisava saber desses detalhes. Passamos um bom tempo conversando, ela me narrou um pouco sobre Angela e algumas coisas que haviam acontecido com ela, inclusive o incidente com o ex-namorado que a deixou com o pé engessado, mas ela não sabia ao certo o que tinha causado o incidente.

- E é mais ou menos isso meu filho, tem mais alguma coisa que gostaria de saber?- depois de tudo que minha mãe me falou eu não tinha mais nenhuma duvida de que a Angela do clube e da escada da universidade era a mesma Angela da minha infância, isso explica o ursinho que ela transformou em chaveiro, era o ursinho que eu tinha dado para ela antes de ir embora do Brasil, ela ainda o tinha e o principal andava com ele, será que era um sinal de que ela ainda lembrava de mim? E em partes explicava a familiaridade que senti as duas vezes que a encontrei, aqueles olhos não me enganavam ela ainda era a mesma Angela que deixava transparecer por seus olhos seus sentimentos mesmo quando demonstrava em palavras e ações outra coisa, e as reações que meu corpo tiveram a ela? Estava mais do que obvio que o amor que sentia por ela não diminuiu durante todo esse tempo, ele continuava ali dentro de mim intacto, mas eu já fui muito machucado por uma garota, mesmo que eu não a amasse não me permitiria passar por aquilo novamente, além do mais Isabela nunca demonstrou sentir nada por mim, eu definitivamente iria continuar guardando aquele sentimento dentro de mim em um lugar que ninguém jamais tivesse acesso a ele. Agradeci a minha mãe e resolvi sair para afastar da mente aquele turbilhão de sentimentos, tratei logo de ligar para meu primo Rafael e perguntar se não tinha uma balada para irmos e ele como eu imaginava tinha uma lista de possíveis lugares para ir e que segundo ele estariam cheio de gatas disponíveis, escolhemos um pub no centro para irmos e tratei de deixar de lado tudo que me afligia, eu iria apagar aqueles sentimentos com uma boa noite de foda, definitivamente aquele assunto amor por Angela seria enterrado ao fim dessa noite.



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