História Para sempre amigos - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Hunter x Hunter
Tags Gon X Killua, Hunter X Hunter, Shonen-ai, Yaoi
Visualizações 21
Palavras 2.015
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Luta, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente, perdão pela demora, tive uns pequenos probleminhas essa semana. Tentei compensar com um capítulo maior, pois não sei como será a semana que vem. Enfim, espero que gostem! <3

Capítulo 2 - Amor correspondido?


Gon estava extremamente feliz, podia se dizer que era um dos dias mais felizes de sua vida. No momento em que abraçou Killua, desejou de todo o coração que nunca se soltassem, queria ter seu amigo em seus braços e próximo de si daquela maneira para sempre. Foi aí que percebeu que o amava ainda mais, mas para ele era um sentimento puro e sincero, e em sua cabeça aquilo apenas firmava ainda mais sua amizade, fazendo-os mais próximos do que se fossem irmãos. Porém, como não podiam se atrasar, com muito esforço o soltou e correu para tomar seu café da manhã, senão pularia em Killua, o abraçaria e voltaria a dormir, ignorando todo o resto. Assim que desceu as escadas, sentou-se e ficou parado por um momento, encarando o vazio e pensando em como tinha sorte por ter encontrado o portador daqueles belos olhos azuis, a três anos atrás.

Muita coisa havia acontecido entre os dois nesse tempo, ficavam separados por uns meses, mas sempre que um sentia falta do outro davam um jeito de se ver. Além de terem ficado consideravelmente mais fortes nesse tempo, sua amizade cresceu de uma maneira assustadora. Eles tinham uma intimidade e proximidade como se fossem gêmeos, além de uma ligação e sintonia igualmente incríveis. Porém nesses anos de amizade, Gon nunca havia sentido algo tão forte assim por Killua, sabia que o amava demais, mas aquele sentimento parecia algo novo, ainda mais forte que a amizade que haviam construído. Voltou a si pouco antes de seu amigo descer as escadas, e não conseguiu o encarar, pois por um momento sentiu-se um pouco atordoado com tudo aquilo na sua cabeça. Foi aí que um simples gesto daquele garoto sempre tão envergonhado que resumiu tudo o que estava em sua cabeça, como se todos os pensamentos de Gon se juntassem para formar a resposta para as dúvidas que lhe assolavam: ele não sentia apenas amizade por Killua, havia algo mais. Assim que os lábios de seu amigo tocaram sua bochecha, tudo se resumiu a esse pensamento, não era apenas amizade. Contudo, o moreno não sabia o que era. Ao perceber isso, ele simplesmente encarou as belas íris azuis e sorriu – um sorriso apaixonado e sincero, o único gesto que Gon fora capaz de realizar naquele momento. Em seguida ateve-se ao café da manhã, pois não poderia perder o navio que sairia em 20 minutos.

Os dois comeram silenciosamente, quase dava para um ouvir as batidas do coração do outro, o que não era muito difícil já que ambos estavam pulsando rapidamente. Terminaram, correram para o quarto para pegar as malas, se despediram da tia de Gon e dispararam para o porto. Chegaram lá praticamente em cima da hora, mas conseguiram pegar o navio para York Shin, que saiu assim que eles embarcaram. Desde o momento em que saíram de casa, eles não haviam trocado uma palavra, principalmente porque estavam com medo de perderem a hora, e não queriam se atrasar. Assim que chegaram ao navio, colocaram as malas junto das restantes e se sentaram lado a lado no convés. Estavam aliviados e muito felizes.

Conversaram um pouco sobre o que pretendiam fazer, e o moreno acabou pegando no sono enquanto Killua falava, e este se assustou ao sentir a cabeça do amigo sobre seu ombro. Ficou um pouco corado com aquilo, mas como o mar estava um pouco agitado naquele dia, ele achou mais prudente deitar Gon sobre seu colo, e assim o fez. Todo o acontecimento estava deixando o garoto dos olhos azuis extremamente feliz e constrangido ao mesmo tempo, pois poucos minutos depois ele se viu passando as mãos levemente pelos cabelos escuros, como se Gon fosse um gatinho. Apesar de toda a vergonha, ele não conseguia parar, aquele gesto que parecia extremamente insignificante fazia seu coração bater mais rápido, sua respiração acelerar, suas mãos tremerem levemente. E foi fazendo carinho no moreno, que Killua adormeceu. Ambos acordaram assim que o navio parou no porto, o moreno se levantou e estendeu a mão para o amigo, que aceitou e levantou-se – porém ele não a largou – entrelaçou os dedos com os de Killua e o puxou para pegarem as malas. Aquele gesto fez com que o albino passasse de branco a vermelho em milésimos, porém ele nada fez para que Gon soltasse sua mão. Ele sentia o mesmo que havia sentido a algumas horas atrás, porém seu coração batia ainda mais forte, sua respiração estava tão rápida que podia se notar que algo estava de errado com ele. Assim que eles ficaram lado a lado e olharam um para o outro, o moreno arregalou os olhos e perguntou com uma voz que exalava preocupação:

- Killua, você tá vermelho pra caramba e parece que tá com falta de ar. O que houve?

- Nada, eu acho que é por causa da viagem.

- Mas você não tava assim quando eu acordei, eu vi que você tava bem – Gon questionava com toda sinceridade.

- É, acho que é porque eu tava sentado, assim que levantei comecei a me sentir um pouco mal – o garoto afirmava olhando para o chão, pois não conseguia mais olhar nos olhos do amigo.

- Hmm... Então vamos logo pra casa que eu vou cuidar de você!

Ao ouvir isso, foi como se o coração de Killua parasse por um segundo. Seu corpo movimentou-se para frente para abraçar o moreno e seus olhos se encheram de lágrimas, mas o impulso foi logo controlado quando o outro foi pegar as malas e disse para que ele tentasse achar um táxi. Nesse meio tempo ele limpou as lágrimas e se controlou, não acreditava que estava se apaixonando pelo seu melhor amigo. Esse pensamento passou a ser uma possibilidade depois dos sentimentos que haviam acabado de atingi-lo, apesar de ainda crer veemente que estava apenas confundindo o amor que sentia com um diferente. Eles se dirigiram ao hotel que haviam reservado já a algum tempo, e demoraram cerca de 20 minutos para chegar lá – já que Killua afirmava que não estava tão mal a ponto de não poder andar – mas Gon não deixou que ele carregasse nenhuma das malas, o que o deixou com um pouco de raiva, mas a felicidade da preocupação do amigo a superava. Adentraram o grandioso prédio e subiram para seu quarto – tinham discutido isso por um tempo e acabaram decidindo que um quarto era suficiente para os dois. Depararam-se com um cômodo enorme, talvez três vezes maior que o quarto de Gon. Porém havia um “problema”: havia apenas uma cama de casal. Aquilo obviamente não preocupou o moreno, mas só o pensamento de deitar-se com o amigo já fez Killua ofegar.

- Killua, você tá ofegando de novo. Quer alguma coisa? Um remédio, sei lá, eu saio pra comprar.

- Não precisa, acho que só preciso me deitar um pouco...

- Se quiser eu preparo um banho também, tem uma banheira imensa aqui.

- Acho que mais tarde, só vou me deitar mesmo.

- Ok então, eu vou pedir algo pra comer pelo serviço de quarto mesmo e a noite a gente sai se você melhorar.

- Tá, não se preocupa.

Gon foi ao telefone e pediu que trouxessem algumas porcarias para os dois: salgados, refrigerantes e uns doces. Killua havia se deitado e fechado os olhos, tentando repassar tudo o que havia ocorrido em tão pouco tempo e havia modificado todos os seus pensamentos a respeito de sua amizade – esperava que continuasse sendo uma amizade – e simplesmente não conseguia entender o porquê de uma mudança tão repentina e significativa em relação ao moreno. Algumas ações dele, seus comportamentos ou falas as vezes o constrangiam, mas nunca haviam modificado nada nele, pois o amigo agia tão naturalmente que ele pensava que era besteira se envergonhar. Porém, mesmo com Gon agindo como de costume, suas palavras e ações começaram a despertar aquele sentimento em Killua, e não entrava em sua cabeça nem mesmo a possibilidade daquele sentimento – nem ele sabia o motivo – mas não podia ser, daria um jeito de ocultar isso até que desaparecesse. Estava tão perdido em seus pensamentos e contradições que não ouviu o serviço de quarto à porta, nem mesmo viu quando o amigo arrastou a pequena mesinha com as guloseimas para o quarto. Voltou a si quando sentiu um peso sobre seu corpo e uma voz chamar seu nome.

- Ei, acorda, vamos comer! Achei que você tinha pegado no sono, mas tava com os olhos abertos em outro mundo. Já se sente melhor?

Quando o albino percebeu a cena diante de seus olhos, quase enfartou. O moreno estava sentado sobre sua cintura, com os joelhos ao lado de seu corpo e as mãos um pouco abaixo de seus ombros, seus olhos encaravam as safiras dos olhos de Killua de uma maneira um tanto preocupada e carinhosa, de modo que o garoto que antes era branco como uma nuvem ficou completamente vermelho. Um leve incomodo abaixo de sua cintura o fez agir rapidamente, virando o amigo e deitando-o, enquanto ficava entre suas pernas, que estavam agarradas à sua cintura. Uma vez que estavam daquela maneira, o albino num movimento involuntário agarrou as mãos de Gon e entrelaçou seus dedos com os dele, enquanto abaixava-se vagarosamente e encostava o nariz no do amigo.

- Para de fazer essas coisas comigo, eu ainda não me acostumei com essa proximidade e esse contato todo. Toda vez que você me toca meu coração bate mais rápido, minha respiração acelera, e eu desejo que você não pare nunca. Isso só começou a uns dias atrás, quando a gente dormiu junto. Eu preciso entender o que tá acontecendo, e você não tá ajudando – Killua disse quase como um robô, pois a cada palavra que falava seu coração protestava, ele quase o ouvia gritar para que dissesse que amava o amigo e lhe desse um abraço apertado.

- Aaaaa Killua, como você é bobo! Isso tá acontecendo porque a gente se ama! – Gon falava enquanto soltava as mãos do amigo e as colocava em seu rosto, acariciando-o – A gente é mais que irmão, é normal entender isso, você não quer que a gente se separe nunca e tá percebendo isso com mais força agora. Eu também sinto o mesmo por você, se eu pudesse ficava grudado em você o tempo todo. Para de se preocupar com isso e vamos comer.

Ao falar isso, o moreno soltou o amigo e sentou-se na cama para comer. Os olhos de Killua, que antes brilhavam como se ele fosse chorar, agora estavam sem cor, sem vida, como se as palavras de Gon tivessem esmagado o sentimento que a pouco lhe açoitava. Ele virou-se para o canto, encolheu as pernas e tentou adormecer. Como podia ter sido tão ingênuo? Era óbvio que o amigo não sentia o mesmo por ele, seu amor era puramente fruto da amizade. E mesmo que sentisse, o moreno nunca saberia que sentimento era aquele, pois era puro demais para sequer pensar em uma possibilidade dessas. Aquilo foi como um tiro em seu pequeno coração, que agora batia fraco. Seriam amigos, e apenas isso.

- Cara, não vai vir comer? – Disse Gon enquanto aproximava suas mãos do cabelo de Killua

- Não, vou tomar um banho – Respondeu o outro assim que sentiu a proximidade do amigo e levantou-se rapidamente, pegou umas roupas na mala e bateu a porta do banheiro, sem nem dar tempo de reação ao moreno.

Os olhos castanhos ficaram encarando a porta por alguns longos segundos. Quando Gon olhou para a bandeja lotada de comida, já não sentia mais fome. Um único pensamento passava pela sua cabeça, e lhe parecia ridículo demais, mas com a reação de Killua fazia sentido agora. “Será que o sentimento dele por mim é o mesmo que eu senti e tentei omitir? Se for, acabei de cometer o maior erro da minha vida, tenho que por isso a limpo...”.

Na banheira, o albino deixava lágrimas rolarem por seu rosto, enquanto se martirizava silenciosamente por seus pensamentos ingênuos e vergonhosos, que em seu pequeno mundo, nunca iriam se realizar.


Notas Finais


Então é isso.. Postarei o próximo capítulo o mais rápido possível, espero que tenham gostado <3


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