História Para Sempre Seu - Capítulo 54


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Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Aspen Leger, Carter Woodwork, Celeste Newsome, Kriss Ambers, Lucy, Marlee Tames, Maxon Calix Schreave, Personagens Originais, Princesa Daphne, Rei Clarkson
Tags América, Enzo Singer, Maxon, Para Todo O Sempre, Princesas, Selecao, Vida Tames
Exibições 141
Palavras 2.412
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa tarde meninas!!!!!!
olha eu aqui com uma postagem surpresa!!!!!
Resolvi postar esse capitulo logo hoje porque tive um mega surto de criatividade e nao aguento esperar até sabado pela opiniao maravilhosa de voces.
confesso que esse era um capitulo que muitas vezes pensei em desistir de escrever devido a sensibilidade necessaria para abordar esse momento, mas aí sentei-me em frente ao pc. (eh eu comperi um pc para nao ficar dependente apenas do bendito notebook) e a imaginação simplesmente correu solta. No fim eu simplesmente amei cada situação e espero que voces tambem gostem, beijos e boa leitura!

Capítulo 54 - O Sol e A Lua


Fanfic / Fanfiction Para Sempre Seu - Capítulo 54 - O Sol e A Lua

POV HENRY

“Desirrê estava morta. Desirrê estava morta!”

A dor que aquelas palavras evocaram não poderia ser suportada em meu peito.

Mesmo tendo visto a lâmina transpassar o corpo de minha irmã, ainda residia em algum canto luminoso do meu coração a esperança de que ela estava bem, que havia conseguido sobreviver. Mas aquele maldito ílleano tirara de mim o último sopro de felicidade. Fora por ele que Dê escolhera proteger aquela família e se opor contra seu próprio sangue. Se não fosse por Enzo Schreave, minha belíssima e amada irmã estaria viva e reluzente.

— Majestade... é verídica tal acusação? A princesa Desirrê fora morta por sua culpa? — Gibraltar erradamente questionou e obteve como resposta a sensação de minha lâmina em seu peito. Seus olhos quase sem vida me fitaram em espanto antes que eu retirasse o florete de seu corpo imundo e o fizesse desabar no chão.

— Alguém mais pretende realizar perguntas imbecis? — questionei encarando os outros Conselheiros que observavam a cena com expressivo horror. A minha vontade era cometer uma chacina e tirar a vida de todos aqueles inúteis. Quem sabe assim, a preciosa existência de minha adorada irmã fosse restaurada... mas nem mesmo toda a população francesa se provaria digna de restituir tamanha beleza e resplendor.

— Majestade, temos que nos preparar! Íllea virá com todos os aliados... talvez... se devolvêssemos a moça eles nos poupariam e...

Mais uma idiotice fora proferida no meu sagrado recinto, mais uma vida inútil fora tirada. Eu jamais iria voltar atrás em minha decisão, ainda mais sabendo o preço que tivera que ser pago para que Vida ficasse ao meu lado.

— Saiam imediatamente daqui caso não queiram seguir seus companheiros imbecis e covardes em direção ao inferno! — gritei fazendo todos os velhotes gorduchos do Conselho correr em direção à porta como se o local estivesse incendiando. E talvez estivesse afinal. Eu era o sol e naquele momento, meus raios estavam mais ardentes do que nunca e poderia incinerar quem se aproximasse.

MINHA IRMÃ ESTAVA MORTA!

A única pessoa - com exceção de Vida - com quem realmente me preocupava e a quem realmente amava.

“Nós sempre ficaremos juntos irmão?”

“Sim ma petit. Nós sempre estaremos juntos!”

A lembrança doce e reconfortante me invadiu com intensidade e não pude controlar o grito de dor. Minhas pernas fraquejaram fazendo-me cair sobre os joelhos. Meu peito queimava e respirar havia se tornado quase impossível. As lágrimas atingiram proporções irrepressíveis e fui obrigado a deixa-las transbordar como as águas de uma represa por meu rosto. A última vez que havia chorado fora quando, em meus atos impensados, derrubara Desirrê escada a baixo. Naquele momento meu coração se desesperou tal como agora, mas ela ficara bem. Nada de grave acontecera. Ela era uma deusa assim como eu não? Nada jamais poderia acontecer aos deuses. Eu havia aprendido essa lição. Deuses eram imortais e intocáveis e, se eu era o deus sol, minha irmã era a deusa lua. Dois astros tão importantes ao mundo e tão necessários a mútua sobrevivência. O que seria do sol sem a lua?

— Me perdoe! — fora o que meus lábios e meu coração despedaçado evocaram. Desirrê havia morrido e eu não pude ao menos segurá-la nos braços e reafirmar nossos votos de irmandade. Eu havia falhado ao não tê-la feito de refém logo no início. Meu plano parecera tão certo... tão infalível... agora tudo estava em ruínas por conta de um erro de cálculo imbecil de minha parte.

“É tudo culpa sua seu infeliz! Você matou sua irmã.”

O som da voz de minha mãe se fez ouvir no recinto vazio como muitas vezes no passado quando ela iniciava suas tentativas bem sucedidas de me humilhar e me fazer sentir ódio por minha incapacidade de alcançar sua aceitação. Guiado pela força do hábito, levantei os olhos em direção ao trono sentindo o medo do que viria a seguir e captei sua imagem. Ela estava sentada no lugar que agora pertencia a mim, coberta de sangue e seu belo rosto havia se desfigurado. Era a visão mais tenebrosa e nauseante que meus olhos já haviam visto. Seus cabelos estavam grudados no couro cabeludo devido à quantidade de sangue que brotava do buraco enorme em sua cabeça. Seu lindo vestido amarelo possuía inúmeras manchas redondas do mesmo líquido vermelho enquanto suas pernas permaneciam e um ângulo esquisito deixando a mostra, parte de ossos que deveriam ter sido quebrados com o impacto do acidente.

Meus olhos não conseguiam se desviar da figura macabra. Era como se houvesse uma força magnética que impedia qualquer movimento. Estava sendo compelido a contemplar a terrível figura.

“Você nunca será capaz de assumir esse lugar. Nunca possuiu capacidade! É um perfeito idiota tal como seu infeliz pai. Não consegue fazer nada direito, nem mesmo preservar a vida da única pessoa que realmente lhe nutrira uma afeição genuína! Você matou minha favorita, minha filha bela e perfeita e irei lhe atormentar o resto de sua triste vida. Você nunca se livrará de mim. Está condenado a viver para sempre contemplando minha imagem porque es tão podre e deformado quanto meu corpo está!”

— Não! Você não existe. Está morta... eu me certifiquei de que fosse tudo perfeito! Eu a vi no caixão sua vadia, você não irá me lubridiar. Serei o rei da França e você apodrecerá no inferno! — gritei conseguindo me libertar do transe provocado pelo medo. Aquela vadia não me empataria depois de morta e eu demonstraria naquele momento que não facilitaria nada a ela. Levantei-me e fui em direção ao vaso mais próximo. Assim que o obtive nas mãos, lancei-o em direção a imagem horrenda e sangrenta do que um dia fora a rainha.

“Você é ridículo, nunca passará de um bobo da corte!” ela dissera ao sorrir deixando a mostra sua boca sem dentes e sangrenta. O vaso não a atingira.

— Não me chame disso! — gritei irado pegando mais outro objeto e lançando em sua direção, mas nada acontecera e sua gargalhada ecoava cada vez mais alta em consonância ao meu descontrole. A cada objeto que arremessava mais ódio e frustação sentia. Por fim, quando percebi que havia destruído toda a sala e Daphine ainda jazia em seu trono sorrindo de forma zombeteira, decidi acabar tudo com minhas próprias mãos e partir em sua direção a fim de estrangula- lá. No mesmo instante sua imagem tremeluziu e, diante de mim, desapareceu deixando para trás apenas seu sorriso debochado e um “Eu voltarei” macabro.

Aquilo não podia ser real! Talvez fosse uma manobra de meus inimigos para me desestabilizar...

— Vocês não irão conseguir ouviram? Eu sou um Deus e deuses não temem a ninguém! — gritei enquanto orbitava ao redor do salão a fim de encontrar os responsáveis por aquela maquinação.

— Você está morta sua vadia e nada mudará este fato! — falei encarando seu retrato em uma das paredes antes de tira-lo do apoio e destruí-lo com mãos e pés como se daquela forma, eu eliminasse o que acontecera apenas alguns minutos atrás.

Já havia chegado muito longe para desistir. Havia matado pessoas inúteis e em parte fora culpado pela morte de minha irmã. Isso eu nunca repararia, mas iria honrá-la casando-me e protegendo a única pessoa que me era importante agora. Vida seria minha e eu a cobriria de tanto amor e proteção que Enzo jamais a teria de volta.

Ϫ

POV DESIRRÊ

O cheiro de lavanda invadiu minhas narinas enquanto eu tentava fazer meus pulmões trabalharem. Meus olhos estavam pesados e eu não conseguia abri-los por mais que tentasse. O desespero por estar no escuro me invadiu e tentei estender os braços a fim de tatear o local em busca de apoio. Eu estava cega! Era a única explicação. Qual não fora minha surpresa ao perceber que meu comando não fora respondido. Tentei mexer as pernas e meu tronco em busca do mínimo movimento que demonstrasse que eu ainda possuía controle sobre meu corpo, mas nada aconteceu. Aquilo me deixou tão desesperada que comecei a impor mais força e intensidade aos movimentos.

“Filha, abra os olhos!”

A voz de meu pai ecoou em meus pensamentos e de maneira bem devagar fui levantando as pálpebras alegrando-me por enfim atingir algum objetivo. Seu semblante bondoso e sereno fora a primeira coisa que meu sentindo captou e, em um impulso infantil, me lancei sobre seu corpo para lhe dar um abraço forte e cheio de alívio ao perceber que não estava sozinha e que podia me mexer como desejava.

“Calma mon précieux!”

Ele pedia enquanto meu choro torturado saia em conjunto com os pedidos de perdão. Eu conseguia lembrar o que acontecera e sabia que eu não poderia ter resistido a um golpe tão grave. Então... se meu pai estava ali, no mesmo lugar que eu... havia de supor que ele também tinha... morrido.

— Sinto tanto não ter podido evitar sua morte... — falei sincera e pesarosa porque, mesmo sabendo que minha ajuda para com os ílleanos resultaria em um destino infeliz aos meus pais, eu estava disposta a pedir por clemência ao Conselho fazendo com que eles fossem apenas exilados.

“Shhh.... não se preocupe com isso mon précieux. As coisas acontecem por um motivo que nem sempre está ao alcance de nossa compreensão.” meu pai consolou com carinho ao enxugar as lágrimas em meu rosto.

— Pelo menos estaremos juntos! — falei dando um meio sorriso.

“Sim filha. Estamos juntos agora!”

Nós sorrimos assim que nos abraçamos novamente e somente aí pude enxergar onde estávamos.

— Pai... isso aqui é...

“Providence! Lembra-se de quando era criança e eu amava trazê-la a esse campo?”

— Sim... eu costumava dizer que se houvesse um céu, ele seria exatamente dessa forma. — relembrei observando o imenso mar lilás que aquele campo se assemelhava. O perfume emanado das flores me fazia sentir segura e feliz como há muito tempo não me sentia. Enfim eu entendia que o paraíso existia e que era lindo.

“Venha mon précieux. Vamos correr por entre a plantação como fazíamos!” ele convidou puxando-me pelas mãos. Eu sorri e assenti com a cabeça seguindo-o.

Nós corríamos felizes como duas crianças enquanto o perfume das flores e o som do vento se harmonizavam compondo o cenário mais perfeito que existia. Era tão bom e eu enfim estava em paz.

— Estou tão feliz! — falei arfante enquanto alcançávamos a arvore que ficava na parte mais alta do campo. Meu pai sorria com sinceridade, mas começou a ficar sério no momento em quem meus dedos tocaram a madeira e senti uma elevação na superfície. A lembrança de um longínquo verão tomou-me à mente e um garoto e uma garota se projetaram no local. Eles sorriam e brincavam felizes enquanto o pai de um deles, -Possivelmente da menina – sorria ao observá-los.  Após tanto correr, os dois sentaram-se à sombra da árvore para descansar e, com muita timidez, deram-se as mãos. Agarota sorrira ruborizada intercalando o olhar entre o gesto doce e a presença de seu pai que caminhava por entre as trilhas de lavanda.

“Quando eu crescer, irei pedir sua mão ao seu pai e nos casaremos!” eu ouvira a imagem do garoto afirmar.

“Sabe que não poderemos você não é um príncipe!” a menina falara tragicamente.

“Meu pai falou que os Íllea podem ter tudo a que se propõe. Basta lutar. Eu quero você ma petit e lutarei por isso!”

A menina sorrira esperançosa antes de direcionar mais um olhar para o pai em cautela.

“E eu quero você também, meu conquistador!”

“Então vamos tornar oficial!” ele dissera desfazendo o contato ao se levantar.

“O que você esta fazendo?” a menina questionara quando o vira retirar uma pequena faca do bolso e começar a descascar a madeira da arvore.

“Já irei mostrar!” ele respondera agilizando o que quer que fosse.

“Pronto!” ele anunciara dando espaço para que a menina pudesse ver sua obra.

“O que é isso?” ela questionara novamente sem entender o que seu nome e o do garoto estavam fazendo ligados a um símbolo que parecia um oito deitado.

“Seu pai me disse que este é o símbolo do infinito e serve para mostrar que algo é eterno, que não possui limite, distância ou fim. Meu amor por você é como esse símbolo: Infinito. Sou infinitamente seu!”

“E eu sou infinitamente sua!”

Os dois se aproximaram e selaram o pacto com um beijo casto e bonito antes de desaparecer.

 “Mon précieux?” a voz de meu pai se fez ouvida, mas eu já não me era apelativo. Meus dedos sublinhavam aquela escritura como se tentando fazer aquele momento durar. Eu sabia quem aquela garota era, mas aquele menino...

“Volta para mim!” uma voz ricocheteou no campo como um trovão e como se eu houvesse sido atingida por um raio, a lembrança de Gregory me veio à mente.

“Desirrê, não vá!” pediu meu pai quando, sem perceber comecei a me afastar de sua presença. Eu queria lutar pela minha vida. Por Gregory, pelo nosso juramento.

— Ele disse que me amava! — falei mais para mim do que para ele.

“Desirrê...”

— Ele disse que me amava. Ele disse que me amava.

O desespero me dominara novamente e as pálpebras de meus olhos voltaram a pesar de uma forma terrível. Sentia cada parte do meu corpo perder a função ao passo que a voz do meu pai ficava cada vez mais distante. A última frase que consegui distinguir fora....

— Abra os olhos ma petit!

Meus olhos abriram-se de repente e a imagem de Gregory surgiu. Ele estava bem acima do meu rosto com os olhos cheios de lágrimas e metade do rosto coberto por uma máscara hospitalar branca.

A pressão no peito fizera-me resfolegar em busca de ar e o pânico retornou. Ao meu redor médicos gritavam pedindo instrumentos para que fosse retirado o cano enorme que residia em minha boca para que eu pudesse respirar sozinha.

— Calma, ma petit! Eu estou aqui! — o som abafado da voz do amor da minha vida trouxe-me a tranquilidade que necessitava para relaxar e realizar os movimentos de troca gasosa com normalidade.

Meus pulmões expandiram-se em alívio quando o tubo fora retirado de minha epiglote e os médicos passaram a avaliar meus sinais vitais. Todos eles com os olhos cobertos de supressas e incredulidade e da boca de toda a equipe ouvia-se uma única palavra: Milagre.

— Infinitamente sua! — foram as primeiras palavras que consegui proferir devido a fragilidade de minhas cordas vocais. Meus olhos grudados nos dele e nossos punhos entrelaçados em um perfeito oito deitado, em nosso infinito.

— Infinitamente seu! — ele respondeu sorrindo com os olhos, reafirmando nosso pacto.


Notas Finais


Ai gente.... está lindo ou nao?
Confesso que a cena da infancia de Degrory fora eu mais amei escrever em relação a eles. E acho que agora, as minhas lindas leitoras que ainda nao gostavam de Gregory possam abrir seus corazoezinhos e perceber o motivo de eu tê-los deixado ficar juntos.
Sabado será o capitulo mais complicado de se escrever até agora por que será enorme.
Mais quatro capitulos para o fim meninas!!!!!
COMENTEMMMMM


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