História Para Sempre Sua (BTS) - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Jin, Jungkook, Medieval, Rap Monster
Exibições 143
Palavras 1.540
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Capítulo VIII


Fanfic / Fanfiction Para Sempre Sua (BTS) - Capítulo 8 - Capítulo VIII

Abri minha boca, algumas vezes, mas som algum saía. Taehyung riu soprado, balançando a cabeça de um lado para o outro.

– Eu não acredito nisso, eu pensava que vossa pessoa tinha alguma dignidade, que pertencesse apenas a mim, mas pelo visto, não és diferente das concubinas do reino– Ele ia deixar o quarto, quando puxei seu braço, suas palavras doíam tão intensamente como um soco proferido em meu estômago, e um sentimento indescritível me acompanhava.

A revelação fez com que ficasse difícil de respirar, eu queria chorar, porém, não o faria.

– Espere..– Deixei minha voz morrer. Ele virou em minha direção, a dor em seu olhar chegava a ser palpável –Tens consciência de que és vossa pessoa que meu coração pertence?

– Se teu coração pertencesse a mim, não o teria deixado tocá-la de forma tão desvergonhosa– Ele rebateu irado, soltando-me de si com velocidade.

– Eu não tive escolha… Ele pensa que me casarei com ele, se eu não o fizesse….– Seu olhar era de pura decepção, e claramente não estava acreditando em nenhuma palavra que saía da minha boca.

– Também não terei escolhas com minhas ações– E num movimento rápido, ele deixou o quarto. Passei a seguir-lhe como uma sombra.

Seus passos eram ligeiros e desgovernados, no instante que esbarrei em seu corpo.

– Ora, ora, se não és quem eu estava a procurar– Taehyung riu ironicamente.

Pisquei duas vezes tentando entender o que este estava a tramar.

– A que devo a honra?– O rei Jin arquejou a sobrancelha, logo levantando seu olhar para mim.– Milady.

O reverenciei ligeiramente, focando minha atenção na pessoa qual eu estava a resolver pendências.

– Estava a ficar entediado nesse navio, soube que costumava praticar esgrima, porque não retornar aos antigos costumes?– Disse Taehyung sorrindo sugestivamente.

– Meu caro irmão..– Tentei intervir, porém fui interrompida.

– Porque não? Deixe-me vestir-me apropriadamente– Jin proferiu.

– Não necessita, majestade, porque não vamos a moda antiga?– E pegou-lhe rapidamente duas espadas que estavam cruzadas como decoração na parede do naos, erguendo uma para o príncipe regente.– Ao menos que esteja com medo de perder?– Provocou-o.

O príncipe pareceu avaliar as opções, contudo, não negou, rapidamente pegou o material de metal assumindo uma postura de luta, um dos braços mais adiante ao corpo, com os joelhos flexionados, erguendo a ponta de metal em direção a Taehyung, que apenas se posicionou, imitando seus movimentos.

– Perder és uma coisa que não existe em meu vocabulário– Debateu Jin.

–é o que veremos.

Rapidamente, um espetáculo estava a acontecer e plateia era o que não faltava, em questão de segundos, uma multidão prontificaram-se ao redor, passei os olhos, e pude encontrar o lacaio do rei, o que havia me importunado em meus aposentos, este apenas observava tudo atentamente. Caminhei a sua direção cautelosamente, preferia que fosse o príncipe mais novo da família que estivesse ali, provavelmente ele me ajudaria, porém as circunstâncias não me eram favoráveis.

– Faça alguma coisa– Supliquei.

– E o que tenho a ganhar em troca?.

– Porque tem sempre de haver retribuições?– Questionei, observando Jin avançar para Taehyung, que esquivou-se com destreza. A rapidez dos movimentos era mais que eminente, e estava mais que óbvio quem ganharia esse duelo.

– Não sou o tipo de pessoa que faz favores sem receber recompensas, madame– Jimin sorriu de canto.

– Nem percebi– Ironizei com frieza.

– Se quiseres minha ajuda, aceite minha proposta– Ele sugeriu.

– NuncaFalei avidamente. E um barulho de trincar de ferro foi deferido, logo seguido de uma investida. Taehyung conseguiu acertar o braço de Jin, que recuou.

– Creio que estás na hora de parar– Falei preocupada, vendo o rasgão que fez-se nas vestes que o rei usava, o sangue escorria pelas mesmas.

– Não até eu provar de minhas capacidades– Jin indagou– Se seu irmão pode se exibir tanto, devo-lhe mostrar as habilidades de um rei.

– Não adianta nada ter habilidades ou nomenclaturas, se nunca entrou em lutas verdadeiras– O tom Taehyung fora desafiador, e todos suspiraram em surpresa com a tamanha ousadia do falso príncipe.

– Vossa pessoa és tão astuto nas palavras quanto a sua irmã, acho que isso és hereditário.– jin proferiu levemente irritado.

– Claramente, ela teve a quem puxar– Taehyung investiu novamente, passando de raspão pelo pescoço do rei, que esquivou-se a tempo.

– Mas nada que não possa ser domado com o tempo– O rei falou.

– Creio que devo-lhe ensinar-te como tratar o que me pertence– Taehyung vociferou, a espada colidiu-se contra a outra.

– Como?-?– Meu sangue gelou por completo, quando Jin levantou a sobrancelha confuso.

– Josefina é minha….– O olhar de desprezo em Taehyung não deixava esconder o que queria dizer– Irmã.. deve-a trata com tamanho respeito.

Respirei aliviada.

– Certamente, pode ter certeza que eu sei como tratá-la, afinal, dos meus cuidados ela não estás a reclamar.– Jin falou evasivo e instigatório, e foi o momento perfeito para pegá-lo desprevenido. A espada de Taehyung roçando no pescoço da majestade, que permanecia inerte.

– Tenhas cuidado com o que fala, muitas pessoas perderam a língua dessa forma– Ele disse jogando o florete no chão, logo saindo deixando todos abismados.

– Meu irmão e seu lado protetor– Eu tentei aliviar o clima dando uma risadinha falsa, qual sairá aguda demais.

– Não foi o que pareceu, vossa alteza– Jimin soltou, dando um sorriso de canto.

Lancei-lhe um olhar repreensor.

– E o que estás a sugerir?– Jin questionou.– O que estão a olhar? O espetáculo já acabou, porque não retornam a seus afazeres?– Seu tom autoritário, fez todos correr como baratas loucas.

Mirei os orbes escuros de Jimin e era como se pudesse ler seus pensamentos.

E então, a proposta ainda estás de pé ou devo descartá-la?”

Engoli seco. “Não, mesmo que ele falasse alguma coisa, séria algo impossível de acreditar” Pensei, evitando olhar para Jimin, que entendeu claramente minha resposta.

– Não sei, diria que o irmão de vossa esposa tens sentimentos a mais que simplesmente irmandade. Pobre coitado, preso a imundice do incesto?– Meu coração parou de bater, ou começou a bater rápido demais, eu realmente não sabia.

Jin franziu o cenho, sua expressão de indignidade tomava-lhe a face.

–Estás a querer manchar o nome de minha esposa?– O rei questionou, seu olhar penetrava-me com exatidão. Por mais que ele tivesse dúvidas, que estava mais que claro que ele tinha, Jin confiou em mim.

Sorri vitoriosa.

– Jamais, alteza, só queria compartilhar minha opinião. Observe bem, se não és o que estás a parecer– Ele provocou.

– Estás louco?–Falei alto demais. Suspirei desacreditada.– Como pode dizer uma coisa absurda dessas?!.

– Acho que estás a passar do limite, Senhor Park– Jin indagou secamente– Se difamastes minha esposa novamente, creio que deverei tomar alguma atitude a respeito.

– Perdoe-me, alteza, não foi isso que quis dizer, acho que me equivoquei– O moreno falou abaixando a cabeça.

Jin aproximou-se de mim, seus olhos só faltavam me queimar viva.

– Vá ao meu quarto mais tarde, há muitas coisas quais devemos discutir– ele proferiu.– E vossa pessoa, suma de minha frente antes que eu o jogue para fora desse naos– Ele virou-se para Jimin, que saio andando rapidamente.

– sim– Eu assenti baixo.– Preciso antes tomar meu café, se me permitir, claro.

 

[….]

 

Após o rei me liberar, comecei a andar a procura do quarto de Taehyung, do jeito que era, estaria muito estressado, e eu era um dos motivos de sua raiva. Quando consegui encontrar uma última porta no corredor de madeira, escutei barulhos estranhos, uns gemidos, umas arfadas, a curiosidade me dominou, e eu abri a porta vagarosamente, olhando pela pequena fresta, pude ver uma silhueta feminina, senti minhas bochechas corarem, e quando ia sair dali o mais depressa possível, escutei a voz de Taehyung. “Não pode ser”

– P-p..porque faz isso comigo?– ele havia dito entre suspiros.

Meu corpo não conseguia se mexer por mais que eu quisesse, nem um músculo saía do lugar, minha mão começou a tremer, e pude sentir meu peso cair ao chão, abrindo mais a porta.

A atenção dos dois foram voltados para mim, a escrava e o homem qual eu guardo em meu coração encaravam-me assustados. A expressão de surpresa no rosto dele era notório, ele soltou-se dela rapidamente levantando-se tentando cobrir suas vergonhas.

– Não és nada  disso  que estás pensando– Ele falou vindo em minha direção.

– Isso estás mais cliché que o romance de Shakespeare– falei sentindo meus olhos encher-se de lágrimas.– Eu achava que vossa pessoa tinha alguma dignidade.Devolvi na mesma moeda o que ele havia me dito.

Criei forças de onde não tinha, e consegui me colocar de pé, sem saber pra onde ir, apenas corri, abrindo a primeira porta que vi pela frente, pude escutar a voz de Taehyung logo atrás, entretanto, ignorei.

Acabei por me esbarrar em alguém, não sabia dizer quem era, meus olhos estavam muitos embaçados de água, ia me curvar em desculpa, mas um braço forte me segurou, impedindo-me de fazer qualquer movimento.

–Estás chorando?–A voz de Jungkook paralisou-me por completa. Mas não sei dizer se fora impulso, ou o que fora, abracei-o com toda força que eu tinha.

–S-só me deixa.. ficar.. aqui–Falei entre soluços com a bochecha colada em seu peitoral, eu me sentia desamparada. Sem rumo, sem chão, não sabia o que fazer. Senti os braços do príncipe rodearem minhas costas, retribuindo o abraço. E aquilo foi reconfortante no meio a tanto caos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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