História Para Todo O Sempre - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Jellal Fernandes, Personagens Originais
Tags Drama, Erza, Erza Scarlet, Fairy Tail, Família, Jellal, Jellal Fernandes, Jerza, Jerza Fanfic, Romance
Exibições 195
Palavras 4.004
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá ^-^ Capítulo novinho pra vocês!
Me desculpem qualquer erro, não revisei pq ficou maiorzinho ksjdkslsldjsd Espero que gostem, aproveitem o capítulo!

Capítulo 17 - Capítulo XVII


Fanfic / Fanfiction Para Todo O Sempre - Capítulo 17 - Capítulo XVII

Erza e Jellal esperaram os pais da ruiva chegarem antes de conversarem com Simon. Era melhor assim, não queriam falar perto de Eileen, muita coisa viria à tona e ela não precisava ser exposta a esse tipo de coisa. Pediram para a menina ficar ali com os avós e o tio, e embora Eileen quisesse ter ido junto, proteger sua mãe daquele homem de quem ela nunca tinha ido com a cara, ela não pôde, somente ficou esperando ela e o tio Jelly voltarem sãos e salvos. Sendo assim, Jellal foi com Erza e Simon até sua casa, precisavam de sossego para conversar, e a ruiva queria garantir que ninguém escutaria aquilo. E lá estavam os três na sala do azulado, frente a frente, esperando que a verdade surgisse finalmente.

— Muito bem, Simon, aqui estamos para te ouvir. O que você quer? — perguntou Jellal, tomando a frente do assunto. Seu maior desejo no momento era proteger Erza, ele tinha medo do que aquele maldito pudesse fazer. Às vezes aquilo poderia ser uma armadilha.

— Antes de qualquer coisa, eu quero perguntar algo... — o moreno falou, suspirando. — Vocês dois estão juntos de novo?

O azulado prendeu a respiração, e encarou Erza, olhando-a nos olhos e perguntando daquela forma se poderia confirmar. Adoraria esfregar na cara daquele invejoso que haviam reatado o relacionamento, que o amor que sentiam um pelo outro não acabaria nunca, não importando o quanto eles tentassem estragar tudo. Erza respirou fundo e segurou a mão de Jellal, encarando Simon agora com uma expressão de firmeza no rosto, dizendo sem nenhum medo:

— Sim, nós voltamos a namorar. — ela respondeu, e Simon desviou o olhar de forma entristecida, enquanto Jellal deu um sorriso bonito. Era muito bom ver Erza dessa forma, acreditando que aquilo que existia entre eles podia ter um futuro, que aquele amor podia renascer. — Não importa o que ele tenha me feito há oito anos, ele agora é um verdadeiro anjo que apareceu na minha vida e na da nossa filha. Eu o perdoei, mesmo que aquilo ainda me machuque, temos que andar para frente e não ficar nos prendendo ao passado. — a mulher falou, e todo aquele discurso fez brilhar os olhos de Jellal. Ela novamente o fitou, sorrindo de uma forma bela e confiante, certa de tudo o que estava dizendo. — Eu amo o Jellal, e a Eileen, mesmo que ainda não saiba que ele é seu pai verdadeiro também o ama e quer nos ver juntos, e isso é tudo o que passou a ser importante para mim!

Os olhos de Simon marejaram com as palavras de Erza, e ele não sabia se era por raiva daquilo tudo, ou se por estar tocado com tudo isso. Ele ainda a amava, e tinha chances de que ela pudesse lhe ver com outros olhos agora que tinha retornado ao Brasil, porém isso só comprovou o que ele já sabia e não queria ver. Aqueles dois foram feitos um para o outro, e mesmo que sentisse ódio e inveja de seu primo por ele ter o amor da mulher que ele sempre desejou, no fundo de seu coração ele se emocionava com aquela história. Simon não era como Kagura, ela não tinha emoções, somente uma obsessão doentia que não a levaria a lugar nenhum. E aquelas palavras só o faziam ter mais certeza de que o que pretendia fazer agora era o mais correto.

Kagura teria que perdoá-lo, mas ele não podia mais ficar calado depois de ela ter chegado ao ponto de tentar matar uma criança. Achou estranho quando estavam no parque aquático e ela de repente queria ir embora sem explicar o motivo, e quando estavam a caminho de casa, ela o contou o que tinha feito como se fosse a coisa mais normal do mundo. Sentiu vontade de vomitar quando soube que sua irmã, aquela garota que um dia havia sido doce e companheira, chegou ao ponto de tal brutalidade, e também se viu como idiota por não tê-la vigiado direito. Ele tinha que contar a verdade para Erza e Jellal, e depois disso, ele urgentemente correria atrás de um tratamento psiquiátrico para a morena. Ela não estava bem e Simon era a única pessoa que poderia ajuda-la antes que ela tentasse mais alguma loucura.

— Que bom que tudo deu certo entre vocês. — ele disse para Erza, após ter sua linha de raciocínio, sem olhá-la nos olhos. — Você sabe bem do que sinto por você, Erza, e não vou dizer que estou completamente feliz com isso porque seria mentira. Eu tinha esperanças de que você pudesse passar a me enxergar não só como amigo, mas agora notei que não existe essa possibilidade. Espero que vocês sejam muito felizes com sua filha a partir de agora! — afirmou corado, sendo o mais sincero possível. Jellal revirou os olhos e suspirou, não conseguia acreditar em nada do que aquele cara dizia e se sentiu ofendido dessa cantada indireta que ele havia lançado para cima de sua mulher. Erza ruborizou de leve, ficando sem jeito. — Mas não é esse o ponto, tem umas coisas que preciso contar a vocês, e só vou me sentir em paz de novo quando o fizer.

— E você quer dizer logo do que se trata? Não temos a noite inteira, pare de enrolar! — falou Jellal, irritado.

Simon então pediu para que os dois se sentassem no sofá, pois a conversa seria longa e eles acabariam se cansando se ficassem em pé. Os dois o fizeram, então o moreno começou a contar, desde lá atrás, como foi que toda aquela história tinha chego num ponto tão confuso.

Aquela era para ser uma das noites mais felizes de sua vida. Afinal, não era todos os dias que você se formava no Ensino Médio, não era sempre que se participava de uma comemoração tal como essa. Simon Mikazuchi deveria estar contente, radiante e pensando em seu futuro, mas na verdade ele estava muito tenso. Esta noite, que deveria ser somente de comemorações, se tornaria tenebrosa daqui algumas horas, tudo por conta de um plano maluco que ele e sua irmã, Kagura Mikazuchi, tinham planejado e que se concretizaria ali, no baile de formatura do Ensino Médio deles.

Desde criança, o rapaz de dezoito anos sempre foi apaixonado por uma garota que nunca o viu da mesma forma. Essa garota era Erza Scarlet, a mais linda que ele poderia sonhar em ver, ele a amava e desejava tanto que chegava a doer. E essa nem era a pior parte de tudo, e sim que ela era a namorada de seu primo adotivo, Jellal. Erza e Jellal haviam sido órfãos, tinham se conhecido num orfanato e se apaixonado, e desde então eles nunca tiveram olhos para mais ninguém. Acabaram se reencontrando e agora já fazia dois anos que namoravam, e para Simon não havia nada mais dolorido do que ver a menina que amava com seu primo, eles nunca tinham se dado muito bem por conta disso. Simon morria de inveja, seu primo tinha tudo o que ele queria, desejava destruí-lo. Esse sentimento ruim só precisava de um gatilho para aflorar, e esse gatilho era sua irmã, que conseguia ser pior do que ele.

Kagura era uma pessoa louca. Quando Jellal foi adotado pela irmã de sua mãe, na época solteira, ele veio morar na casa que eles viviam, e os três cresceram praticamente como irmãos. Entretanto, Kagura nunca tinha visto Jellal como irmão, apaixonando-se pelo primo à primeira vista, mas havia sido o mesmo caso de Simon com Erza, o azulado nunca viu a morena como uma amante, seu único amor sempre foi Erza. No começo era uma paixão normal, e foi assim até a chegada de Erza na vida deles, ver Jellal com outra foi demais para a irmã de Simon. Ela vivia criando planos mirabolantes para acabar com aquele romance, além das tentativas falhas de mostrar para Jellal quem era a garota certa para ele. Mas naquela noite a Mikazuchi garantia que o plano que tinha em mente seria infalível, e era Simon quem estava encarregado de começa-lo.

O rapaz tinha em seu bolso um pequeno vidro contendo uma poderosa droga, que confundia a cabeça da pessoa antes de fazê-la dormir profundamente, um tranquilizante que Kagura tinha conseguido sabe-se lá como. Ela havia dito para que Simon colocasse aquilo na bebida do primo assim que a festa estivesse acabando, pois como estavam numa chácara, eles dormiriam por ali mesmo e Kagura queria pegá-lo num dos quartos, para fazer Erza pensar que se tratava de uma traição. Se a ruiva caísse naquilo seria perfeito, já que logo na próxima semana ela viajaria para ficar anos fora do Brasil para estudar. Iria brigada com Jellal, os dois nunca mais se veriam e o caminho de Kagura finalmente estaria livre.

Ele ficou a festa inteira se perguntando se deveria mesmo fazer isso. Ele tinha inveja sim daquilo tudo, ver aquele romance o matava mais do que tudo. Mas ele teria mesmo coragem disso? Ele não queria que Erza ou Jellal fossem infelizes nesses próximos anos. Porém, conforme a festa foi passando, ele tinha de ser obrigado a ver sua amada e seu maldito primo dançando juntos, se beijando vez ou outra, sendo felizes de tal forma que Simon jamais seria. Uma raiva foi crescendo dentro de seu coração, um sentimento ruim se apossou dele e o fez decidir que era isso mesmo o que faria. No final daquela noite ele desejava ver aquele namoro arruinado. Naquele momento nem mesmo pensou que o arrependimento o perseguiria pelos próximos oito anos.

O salão da chácara foi se esvaziando, os estudantes iam para seus quartos, casais de namorados iam terminar aquela noite de alegria. Erza e Jellal também pretendiam finalizar aquele dia com horas e horas de amor, mas não daria certo. Num momento de distração do azulado, Simon pegou seu copo com a bebida que ele tomava e acrescentou várias gotinhas da droga que Kagura tinha conseguido, cuidando para não colocar demais, já que aquilo poderia causar parada respiratória e cardíaca caso consumida em excesso. Logo, Jellal terminou de tomar sua bebida e seguiu com Erza para os quartos, e Kagura foi atrás, pronta para tornar aquele plano concreto. Assim que viu Erza indo até os dormitórios femininos pegar umas roupas para dormir com Jellal, a morena o seguiu, não o deixando perceber sua presença.

Jellal chegou ao seu quarto, que por muita sorte era único, e ficou em sua cama esperando Erza. Porém, neste exato momento, começou a se sentir tonto, pondo uma das mãos sobre o rosto para ver se aquilo passava, achando que tinha bebido demais. Quis vomitar, correndo logo até o banheiro e pondo para fora tudo o que havia consumido naquela noite, estava tudo girando e isso era muito estranho, estava bem até agora. Pelo visto Erza e ele só iriam dormir mesmo, ele não estava bem para fazer mais nada. Só queria se deitar e apagar. Voltou para o quarto apoiando nas paredes a procura de sua cama, e então ao olhar para a porta viu alguém parado ali. Erza?

— Jellal! O que está acontecendo? — perguntou a pessoa, que na cabeça de Jellal, tinha a mesma voz de sua namorada. Sentiu-se mais tranquila pensando que era ela. Entretanto, nunca foi tão enganado, quem estava ali era Kagura, o plano dela estava funcionando perfeitamente. — Você está bem?

— E-Erza? — perguntou com a voz mole, jurando ver o cabelo escarlate de sua amada ali a sua frente. Kagura deu uma risadinha baixa e mordeu o lábio, pensando que tudo estava indo exatamente como queria. — Estou me sentindo estranho, tudo gira...

— Venha, vou te colocar na cama! — ela disse, pegando o braço do rapaz e pondo por cima de seus ombros, o ajudando a chegar até a cama. Jellal caiu sentado e Kagura se sentou ao seu lado, tentando ao máximo agir como Erza agiria. — Quer que eu veja se alguém tem um remédio para você? Creio que um Eno e uma aspirina possam te fazer melhorar...

— N-Não, eu não quero nada! Só quero que você fique aqui comigo... — Jellal deitou sua cabeça sobre o ombro de Kagura, e ela sentiu o coração bater mais forte. Nunca esteve tão perto de seu amado antes... Tudo estava começando a funcionar. A morena sorriu e segurou o rosto de Jellal com as duas mãos, o fazendo encarar seus olhos. E ele ainda jurava ser Erza ali, a droga causava uma confusão mental muito forte e seu coração também estava disparado por conta do efeito de taquicardia. Kagura deu-lhe um selinho nos lábios, e ele até mesmo ajeitou seu corpo para sentir melhor aquilo. Mas era estranho, estava diferente do beijo de sua Erza... Por quê?

— Ficarei contigo a noite toda, meu amor. Não sabe há quanto tempo sonho com este momento! — falou a garota, e Jellal não entendeu muito bem a frase, nem pôde ouvi-la direito. Logo ficaria inconsciente. Kagura aprofundou o beijo e o azulado não mostrou nenhuma resistência, logo indo mais além se sentando em seu colo. O beijo era intenso por parte da morena, ela sempre sonhou com o dia que beijaria seu amado primo, e ele só tinha um sentimento em mente: confusão. Não sabia onde estava, nem mesmo quem era, mas podia afirmar que aquele não era o beijo de Erza. No outro dia não se lembraria de nada, somente daquele beijo, e veria que sua vida estaria de pernas para o ar.

Erza chegou ao quarto naquele momento, se deparando com a cena deplorável. Seu namorado, o garoto por quem sempre fora apaixonada, aos beijos com aquela maldita prima dele, e não era um beijinho qualquer, eles quase se engoliam. Lágrimas subiram aos olhos da garota no mesmo momento, ela não podia acreditar que estava vendo uma coisa dessas! O seu Jellal, que tanto lhe trazia alegria, havia destruído tudo o que ela podia acreditar. Achava que aquela seria uma noite feliz, que eles se formariam e, apesar de ela ir embora do país na próxima semana, ela voltaria e eles cumpririam juntos tudo o que prometeram. Os dois malditos cessaram o beijo, Jellal apoiou sua testa no ombro de Kagura e ela lhe encarou, sorrindo como a cobra maléfica que era. Erza tremeu, pôs a mão sobre a boca e não foi capaz de dizer nada, somente sair correndo daquele quarto, com seu coração pisoteado.

No corredor, acabou esbarrando em Simon, que estava a espreita observando se tudo iria dar certo. E pelo pranto copioso da ruiva ao sair do quarto do namorado, ele podia ver que sim, o plano de Kagura tinha funcionado dessa vez. Ele não sabia se comemorava ou se chorava também, era muito triste ver Erza machucada dessa forma. Estava tão frágil que tinha se agarrado ao primeiro que surgiu, abraçando Simon fortemente como se quisesse escapar daquele pesadelo.

— E-Erza, o que houve? — perguntou se fazendo de desentendido. Erza o fitou em lágrimas antes de abraça-lo novamente, dizendo:

— Apenas me tire daqui, rápido! — pediu enquanto chorava e soluçava. O mais triste disso tudo era que Jellal nem ao menos tinha vindo atrás de si, tentar se explicar... Ele não se importava nem um pouco.

A partir daquele dia, ela o odiaria com todas as suas forças, ao menos era o que ela queria. Nem mesmo sabia que nunca seria capaz de nutrir um sentimento tão ruim por ele, e muito menos que estava abraçada a quem causou todo seu sofrimento, dela e do namorado. Neste momento Jellal estava apagado, e Kagura aproveitou a oportunidade de dormir abraçadinha com aquele que amava. Tudo havia dado certo para os irmãos Mikazuchi, e pelos próximos oito anos, a mágoa e culpa perseguiria o casal. Entretanto, naquele dia Erza jpa carregava em seu ventre o anjo que mostraria aos dois que aquele amor era para todo o sempre, e que a inveja nunca seria maior do que aquele sentimento.”

E assim Simon finalizou a história, contando tudo o que realmente tinha acontecido na noite do baile de formatura. Calou-se e encarou os dois, Erza o fitava com uma expressão de indignação e lágrimas nos olhos ao enfim saber de tudo, e Jellal mantinha sua cabeça baixa, fervendo de ódio daquele homem que um dia se disse ser seu primo. Ele apertava as mãos, pensando em tudo o que tinha perdido por conta da inveja dele e daquela maldita, porém tinha que se acalmar, e confirmar uma última coisa antes de encher aquela cara dele de porrada.

— Por que está contando isso só agora? Você teve oito anos para dizer a verdade, Simon, mas você preferiu esperar até aqui... Por quê? — perguntou Jellal, enfim o fitando com os olhos verdes escurecidos de pura raiva. Como queria socar a cara de Simon até que virasse gelatina... E de Kagura também. Envergonhado, o homem de cabelos pretos respondeu olhando para o chão.

— Porque foi a Kagura que tentou afogar a Eileen. — respondeu, e agora sim Erza chorou, puramente de tristeza, raiva, ódio, por todos os sentimentos possíveis. Ela não estava entendendo nada, queria que Simon fosse embora e nunca mais aparecesse na frente deles. — Ela não se conforma que a menina tenha nascido, que você tenha uma filha do Jellal, Erza. Por isso tentou mata-la. Quando soube que ela queria seguir vocês até o parque aquático já imaginava que ela planejava alguma coisa, mas não pensei que pudesse ser isso! E vendo o ponto ao qual ela chegou eu notei que o certo a fazer é dizer logo a verdade, e também tratar essa doença que a Kagura chama de amor...

— CALE ESSA SUA BOCA!! — gritou Jellal ao esmurrar a cara de Simon, o fazendo cair no chão. Depois, o pegou pelo colarinho e deu mais alguns socos em seu rosto. — VOCÊ TEM NOÇÃO DO MAL QUE NOS CAUSOU SEU CRETINO?! EU FIQUEI OITO ANOS PENSANDO QUE TRAÍ A GAROTA QUE EU AMAVA, PORQUE NÃO ME LEBRAVA QUE MERDA TINHA ACONTECIDO NAQUELE DIA! EU PERDI SETE ANOS DA VIDA DA MINHA FILHA APENAS PELA INVEJA DE VOCÊS!!! VOCÊS TENTARAM MATAR UMA CRIANÇA! EU VOU TE ACABAR COM A SUA VIDA... — antes que o azulado pudesse socar mais Simon, Erza o parou, segurando sua mão com as suas trêmulas. Ela estava com a cabeça baixa, sua franja tapava seu rosto, e logo ela subiu a cabeça, encarando Jellal aos prantos. Ao vê-la chorar, o azulado parou, largando Simon no chão, com um olho roxo e o nariz sangrando. A ruiva tentou manter a calma, secando suas lágrimas e olhando para Simon, tinha que fazer uma coisa antes de desabar, que era só o que queria fazer, e também pensar em tudo o que estava acontecendo, em tudo o que tinha acontecido.

— Pare com isso, Jellal. E Simon, me leve até a Kagura. — pediu ao moreno, sendo questionada por Jellal. Ela não se importou, e assim que Simon se levantou, ela o seguiu, antes pegando um pouco de gelo na geladeira de Jellal para ele por sobre aquele olho roxo.

A casa onde Simon vivia com a irmã não era longe dali. Erza foi até lá sem dizer uma única palavra, e Jellal a acompanhou, queria saber o que ela tinha em mente. O moreno disse que chamaria a irmã para conversarem na cozinha, assim como tinha sido na casa de Jellal. Entretanto, Erza não queria conversa, o que pretendia fazer era rápido. A morena desceu as escadas até a sala sem entender o que estava acontecendo, porque Simon estava com aquela cara inchada, e assim que viu a ruiva maldita e seu amado Jellal lá embaixo, o assunto a interessou. Foi até eles com um sorriso falso, como de quem não tinha feito nada, já pronta para oferecer um chá ao belo casal.

— A que devo a honra da visita de vocês? Estavam com o Simon? Sabem por que a cara dele está daquele jeito? — perguntou cínica.

Erza estava sem a mínima paciência para cinismo. Simplesmente deu um tapa na cara de Kagura, agarrou seus cabelos e a levou até a pia da cozinha, enfiando a cara dela ali e abrindo a torneira, pressionando seu rosto contra a superfície dura. A pia logo encheu de água, e Kagura começou a sentir que estava se afogando, se debatendo e tentando perguntar o que era aquilo.

— É gostosa a sensação de estar se afogando, não é? Isso é para você sentir um pouco do que minha filha sentiu naquele dia, sua puta inescrupulosa!!! — falou Erza em voz alta, enquanto Kagura tentava falar alguma coisa, sem sucesso. Jellal somente assistia a cena. — Eu sei de tudo, Kagura, sei que você colocou droga na bebida do Jellal na noite de formatura, e até que conseguiu nos separar, mas o nosso amor sempre será mais forte do que a sua inveja! Tentou matar a minha filha, uma criança que não tem nada a ver com isso, e isso você também não conseguiu, ela também é mais forte do que sua inveja. Nós somos uma família, e nunca mais vamos admitir que seu dedo podre se enfie no meio da nossa felicidade, ouviu bem?! Eu queria te matar aqui e agora, deixar você se afogando nessa pia até morrer e ir para o inferno, mas eu não vou descer ao seu nível! — Erza então a retirou da pia e a jogou no chão, fazendo-a bater a cabeça na mesa, e antes que ela pudesse se levantar, colocou seu pé em seu peito, não tinha terminado ainda o que tinha para dizer: — Eu nunca mais quero ver a sua cara ou a do Simon na minha frente. Ele ainda se salva um pouco, pois foi ele quem nos disse a verdade. Conforme-se que você é uma fracassada que nunca terá o amor do Jellal, porque ele ama essa mulher aqui ó, — Erza deslizou sua mão por todo o seu corpo, se mostrando para a morena. — e não você. Agora veja se entenda isso de uma vez por todas, e pare de querer estragar as nossas vidas! — por fim, ela tirou o pé de cima da mulher, pegou o azulado e saiu dali, após dar aquilo que tinha visto como um show.

Kagura começou a ofegar, e gritou, gritou de tal forma que parecia que seus pulmões sairiam pela boca, e em seguida começou a quebrar tudo o que via pela frente. Sua loucura tinha atingido o nível máximo, se encontrasse Erza, Jellal ou Eileen em sua frente agora, ela ao mataria sem pensar duas vezes. E do seu quarto, Simon escutava o surto da irmã, e com seu celular em mãos, ligava para certo número que resolveria todo aquele problema.

— Alô, SAMU? Tenho uma emergência psiquiátrica aqui, preciso que venham rápido antes que minha irmã destrua toda a casa! — ele não queria precisar fazer isso. Entretanto, somente uma internação iria ajudar Kagura a por a cabeça no lugar, e também um tratamento contra aquele distúrbio que adquiria nesses últimos anos.

Na calçada, Erza parou para abraçar seu amado, e por fim pôde chorar, se sentindo bem melhor depois daquilo. Em uma noite, tudo tinha mudado, tinham descoberto toda a verdade, e agora estavam livres para viver aquele amor, ela, Jellal, Eileen e quem sabe o outro filhinho que Erza carregava. Chorou no peito do azulado, sendo acolhida por ele, que queria chorar também.

— Eu poderia dormir na sua casa hoje? Não quero voltar para a minha por enquanto, Eileen vai perceber que eu chorei e fará perguntas! — falou Erza, com a voz abafada por conta do choro e do abraço. Jellal sorriu, pegando o queixo de sua mulher e beijando seus lábios.

— Claro que pode. Eu queria mesmo ficar sozinho com você de novo... — disse com certa malícia, e ela riu, se aconchegando no abraço dele novamente.

Estava sendo muito difícil para ela engolir aquela verdade, sua vida estava tão errada por conta de ter caído num plano tão imbecil. Mas agora nada mais seria assim, ela tomaria o cuidado de não permitir que mais ninguém destrua a sua felicidade e a de sua família. Agora, tudo estava bem.


Notas Finais


Acredito que o próximo capítulo será o último, ainda não sei direito o tamanho que ficará, pode ser que eu divida, mas se não, o próximo é o último :3
Tivemos a volta dos flashbacks, e eis a grande verdade por trás da fic :v Muitos de vocês já imaginavam que era isso né (eu tbm não tenho a capacidade de criar nada mais elaborado do que isso sldksld), e como foi dito, agora tudo está bem ^-^ Nosso ship finalmente será feliz *o* Muito amorzinho vem no próximo capítulo, hehe *-*
E mamain (caso tu leia isso) sim, eu me inspirei na cena de 30ddp pra escrever a Erza afogando a Kagura na pia HAUSHAUSAUSHAUSHAUSH :3
Espero que tenham gostado, deixem seus comentários pra eu saber o que acharam -3- Vejo vcs no último capítulo então :'( Bjos e até a próxima <3333


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