História Paradigmas do Amor - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Namgi, Sugamon
Visualizações 225
Palavras 4.071
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, pessoau do meu corassaum~~

Primeiramente: Obrigada pelos comentários do capítulo anterior, vosseis são uns brigadeirinho, te amo vcs~
Segundamente: Desculpem a demora, eu disse que tentaria não demorar eu acho e, é, eu demorei. Eu estava sem tempo de escrever e quando escrevi fiquei sem tempo de revisar e por aí vai...

Espero que gostem e desculpem a quantia de palavras sei que tem gente que detesta capítulos grandes (eu sou uma dessas pessoas aliás :v) T-T

Boa leitura~

Capítulo 6 - Aproximação


 

SeokJin já havia ido na casa do amigo antes, então não se fez de tímido quando foi entrando na cozinha e indicando que NamJoon lhe seguisse, antes de começarem a conversar, de fato, o acastanhado serviu refrigerante pros mais novos que haviam permanecido na sala, voltando em seguida pegando cerveja pra ambos. O loiro aceitou de bom grado, mesmo que não achasse uma boa ideia beber algo alcoólico sem terem jantado ainda. Era sexta, que fizessem o que queriam e se divertissem, não é?

Ele era próximo da garota que gostava de NamJoon, então ele lhe pedira pra falar com a mesma e explicar a situação. Por esse motivo o Kim mais velho havia ido para cozinha, a fim de falar a sós com o mais novo.

– Ela disse que não se importa com o fato de você não sentir nada por ela, que ela quer te conhecer melhor e se divertir. – sussurrou próximo ao ouvido de NamJoon que umedeceu os lábios e em seguida sorriu satisfeito olhando nos olhos do amigo. – Aliás, ela disse que se você quiser pode ser só sexo. – o acastanhado arregalou os olhos e riu, surpreso com aquilo.

– Sério?!

– É, mas eu acho também que talvez seja, tipo, vocês começam a transar sem um “compromisso” até ela conseguir fazer você se apaixonar por ela. Porque ela realmente parece gostar de ti, sabe? – NamJoon ficou pensativo sobre e suspirou baixo, tinha certo interesse nela, mas era algo errado ela querer fazer isso, afinal, e se acabasse que mesmo com tudo não sentisse nada por ela? Seria apenas ele que estaria a usando ou ela também estaria lhe usando no tempo que ficassem juntos? Deveria conversar diretamente com ela…

– Talvez. – respondeu – Tu tem o contato dela, né? – questionou, vendo o loiro assentir – Me passa? Vou conversar com ela. – decidiu, e logo ele já pegara o celular e anotava no seu próprio o número da garota.

Ambos esbanjavam um largo sorriso – Jin por ver que NamJoon estava feliz e o acastanhado apenas porque achava ter achado alguém legal pra curtir o tempo – olho no olho, corpos próximos e sussurros. O Park arqueou a sobrancelha olhando a cena e sentou-se no sofá, indicando que o Min olhasse também.

– O que eles estão conversando? – sussurrou pro Min.

– Desculpe, não sei ler lábios. – revirou os olhos e o moreno deu um tapa em seu braço pela resposta dura.

– Um absurdo o Nammie nos chamar e ficar na cozinha dividindo segredinho com aquele cara… – reclamou manhoso, e o Min riu acariciando as madeixas macias do amigo quando ele deitou-se no seu colo.

– Seria isso ciúme? – questionou divertido, fazendo-o sorrir também.

– Não necessariamente, mas ele podia dividir com a gente, né? – pediu retoricamente, Yoongi deu de ombros e continuou a fazer cafuné no mais velho.

– O SeokJin é bem bonito. Parece legal também e é alto. – comentou sugestivo. Jimin abriu os olhos pois havia os fechado para aproveitar o carinho do amigo em si e riu baixo pra não chamar a atenção dos outros.

– Tu tá sugerindo algo? – quis saber, beliscando a cintura do loiro, que contraiu o corpo querendo afastar-se do toque.

– Na verdade sim… – riu.

– Então, será que ele aceitaria? – entrou na do Min que riu mais alto ao ver que, realmente, visualmente o tal SeokJin havia o atraído.

– Bom, se ele gostar de homens, e se ele não for passivo acho que tu tem chances. – respondeu maliciosamente, e o Park riu por obter uma resposta mesmo estando apenas brincando com a situação.

– Então tá… – respondeu simplesmente.

[…]

As pizzas chegaram e NamJoon tirou as músicas do meio irmão pra colocar o primeiro filme de terror que encontraram na Netflix. Sentaram no sofá já com seus respectivos refrescos e pratos para colocar as pizzas que queriam.

– Ah, que agonia! Nem que eu morresse, mas que eu ia tentar matar ele também eu ia! – Jimin comentou, vendo a protagonista tremer de medo correndo de um lado ao outro na sua casa, que ficava no meio da floresta, pensando em como fugir do psicopata que rondava o local.

– A gente até pensa que iria, mas provavelmente estaríamos pior que ela! – Yoongi debochou, e riram.

– O que me deixa mais nervoso é ela ser deficiente auditiva… – o moreno respondeu, extremamente nervoso com o que acontecia no filme e remexia-se sem parar no sofá.

– Para quieto, Jimin! – Yoongi reclamou e os mais velhos prestavam mais atenção no Park e no Min falando do que no filme.

– Me deixa! – reclamou, fazendo os Kim's rirem. Yoongi negou com um aceno de cabeça enquanto sorria e voltou a prestar atenção no filme, mas Jimin ao seu lado remexendo-se lhe distraía de certa forma, afinal, era engraçado.

 

Jimin não calou-se durante o filme, e NamJoon acabou entrando nas paranoias do moreno terminando por divertir os dois loiros.

A moça conseguiu matar o homem e sobreviver mesmo cheia de ferimentos, ela sentou-se na varanda de casa, a sirene da polícia e dos bombeiros soou e o filme acabou.

– Como assim? Será que ela vai ir presa? – Jimin questionou irritado.

– Não, acho que ela vai ser absolvida uma vez que foi em legitima defesa e o cara matou os amigos dela também. – SeokJin respondeu.

– Mas como vão saber que não foi ela que matou todo mundo? – questionou.

– Esquece isso! – NamJoon riu da euforia do moreno e pôs no youtube na televisão para escolherem as músicas que queriam.

[…]

– Aquela professora de contabilidade é maluca! A outra professora veio na sala uma hora e olhou as provas e ficou apavorada com o nível de dificuldade. Ela disse que até pra ela estava difícil aqueles exercícios. – NamJoon contou à Jin, que havia entregado a prova e saído mais cedo naquele dia, enquanto bebiam vodca dessa vez.

– Sério?! Pior que tava difícil mesmo, eu nem insisti porque sabia que ia ir mal igual. – riram.

– Além disso eu acho que vou ir mal em gestão de pessoas. Tive as melhores notas em quase todas as matérias e acho que vou ter que fazer prova de recuperação nessa, que decadência. Eu realmente não esperava ir mal justo nessa... – reclamou, suspirando.

– Que isso, cara, tu vai conseguir nota o suficiente! – disse sorrindo, tentando passar confiança pro mais novo.

Eles estavam sentados num sofá e Yoongi havia ido sentar na poltrona, mais próximo à TV, logo tendo Jimin sentado no espaço que havia sobrado ao seu lado enquanto erguia as pernas em cima da sua, e lhe envolvendo o pescoço com os braços, acabou enlaçando a cintura do moreno e aconchegando-se no peito dele.

– Vocês podiam parar de falar da faculdade e falar com a gente, né? – O Park reclamou alto para os mais velhos escutarem e estes pararam na hora de conversar e riram acenando que sim.

Não que o moreno estivesse realmente incomodado, afinal, ele não havia calado a boca conversando com Yoongi sobre os Music Video que passavam na televisão.

– Certo, quer conversar sobre o quê? – NamJoon questionou ao meio irmão que deu de ombros.

– Podíamos começar falando sobre o quê vocês conversaram na cozinha quando o Jin chegou né? – pediu, curioso. NamJoon riu e concordou.

– Lembra da garota que me chamou para sair? Ela é amiga do Jin. Ele explicou que eu concordava em sair com ela, mas que eu não sentia nada por ela. Então ela disse que não se importava que apenas queria me conhecer e se divertir. – respondeu, vendo um sorriso malicioso aparecer no rostinho fofo do moreno.

– Ah, é? Se divertir, né? To sabendo que jeito vão se divertir… – brincou, e todos riram.

– Se tudo der certo é exatamente desse jeito mesmo. – Yoongi ao ouvir aquilo acabou sentindo-se envergonhado e escondeu o rosto no pescoço do Park. Já era meio constrangedor ouvir Jimin falando sobre sexo consigo, imagina um cara que mal conhecia falar sobre.

– Parece que alguém ficou envergonhado. – SeokJin falou, achando graça do loirinho.

– O meu Yoonie é tão inocente! – Jimin exclamou animado, apertando o loiro em seus braços que riu tentando se soltar do aperto forte demais.

– Para, Jimin! – reclamou.

– Vocês são fofos juntos. – o loiro mais velho comentou, vendo ambos lhe olharem confusos.

– Tipo como um casal? – Jimin perguntou.

– Não necessariamente, mas pode ser. – respondeu.

– Viu, Yoon? Somos fofos juntos, deveríamos tentar algo a mais viu? – brincou, rindo em seguida. Yoongi riu negando com um menear.

– Não. – respondeu, e o Park pôs a mão em cima do peito, dramaticamente.

– Já não basta os cu doce pra cima do JungKook agora tu tá negando até a minha pessoa? – levantou-se do colo dele, se fazendo de ofendido. Yoongi corou até sentir as orelhas queimar com o comentário feito por ele.

– Você é gay? – NamJoon perguntou à Yoongi que quis morrer na hora com aquela pergunta. E a sutileza, meu amigo?, pensou.

– Não. – disse imediatamente – Olha, eu não sei… – baixou a cabeça e mexeu nervosamente as mãos.

– Ei, ei, baixinho! Eu não quis te envergonhar, desculpa. – pediu e o loiro assentiu, extremamente corado.

– Como eu disse, o Yoon é inocentinho. Nunca se interessou por ninguém, mas agora um boy da escola tá indo firme em cima dele e ele tá derretendo! – expôs para todo mundo e Jin riu da forma como o Park explicou.

– Se está se sentindo atraído deveria dar uma chance. – Jin opinou e NamJoon concordou. Yoongi sentia-se menos envergonhado com a aceitação que recebeu, mesmo que ainda quisesse matar o amigo por ter lhe exposto daquela forma. Poxa, nem ele mesmo sabia o que tava rolando direito.

– Eu falei isso pro Yoon, mas ele disse que ia pedir pro JungKook parar de ficar no pé dele e depois quis mudar de assunto. – cruzou os braços e fez bico.

– Acho que você devia deixar rolar, Yoongi. – Jin opinou novamente e Jimin sorriu largo.

– Gostei de ti! – deu pulinhos pela sala até sentar-se ao lado dos Kim's.

– Eu sei! Todo mundo gosta! – riu da felicidade do moreno.

– Ei!! Não vai dizer que gostou de mim também? – pediu falsamente magoado.

– Eu gosto de ti. – respondeu suavemente, vendo as bochechas do moreno corarem igualmente as do loirinho.

– Obrigado. – largou uma piscadela pro Kim pra tentar disfarçar a vergonha e riu.

– Eu não quero nada agora… sou uma criancinha de três anos, deveria 'tá comendo terra! – debochou. Gargalharam com as palavras exageradas e Jimin logo já estava se mexendo inquieto pela sala.

– Complexado com idade é ele. Todo mundo da tua idade faz isso. – defendeu.

– O que? Comer terra? – NamJoon debochou e Jimin olhou tediosamente pro meio irmão, dando a língua.

– Ficar, agarrar, e até transar! – decidiu esclarecer.

– Eita! Com quantos anos tu começou a fazer essas coisas mocinho? – NamJoon quis saber, olhando o moreno com os olhos semicerrados.

– Acho que isso só diz respeito a mim, não é mesmo, Nammie? – pediu retoricamente de forma sarcástica e manhosa. – Enfim, não vamos empurrar ou influenciar o Yoongi a fazer nada do que ele não queira, mesmo ele querendo, o que não importa, vamos mudar de assunto. – concordaram achando graça, por fim, porque Yoongi dali a pouco ia perfurar o estofado de tanto que encolhia-se contra o sofá. – Quantos anos têm, Jin? – perguntou, olhando o Kim.

– Tenho vinte e quatro e vocês? – terminou o copo de vodca e logo NamJoon já estava atrás da garrafa na geladeira servindo ambos e até mesmo oferecendo aos mais novos, ignorando o fato deles serem menores de idade e que tinha total responsabilidade sobre eles no momento.

– Tenho dezessete. – respondeu, negando a bebida assim como Yoongi.

– Eu tenho quatorze. – o Min respondeu.

– Ainda não acredito que tu tem quatorze. – NamJoon intrometeu-se e Yoongi riu.

– Por quê? – quis saber.

– Tu tem carinha de quatorze e é pequeninho, sem querer ofender, não sei se é ofensa pra ti isso… Enfim! – riu, era notável que o álcool já estava fazendo efeito nos mais velhos. – Mas sua personalidade é diferente das pessoas da tua idade, tu já tem a cabeça mais no “lugar” parece.

– Acredito que as crianças e adolescentes estão se preocupando muito cedo com tudo então isso meio que faz uma parte da geração de agora estar amadurecendo mais rápido que o comum, na minha opinião, e falando sobre mim. Sem generalizar também. – opinou.

– Por que você acha que você amadureceu mais rápido? – pediu.

– Eu não me acho maduro nem nada, me considero normal… Mas logo que meu pai foi morar longe, minha mãe sofreu de depressão e ficou impossibilitada de fazer a maioria das coisas, a escola foi deixando tudo mais cansativo pra mim também, o que eu via que acontecia na família do meu pai quando eu ia os visitar com a mãe: opressão, preconceito, machismo e tantas outras coisas que deixavam tudo pior. Tudo isso ocupou tempo demais da minha vida quando eu era mais novo, foi inevitável não trocar coisas de criança e se ocupar com coisas que gente mais velha faz. Acho que é por isso que sou como sou. Só que tudo que acontecia parou com o tempo, minha mãe começou a melhorar e se acostumou sem a presença constante do pai, eu comecei a me sair melhor na escola. Bom, isso faz alguns anos, o pai vem ver a gente sempre que pode… Ah, desculpa encher vocês com isso… – envergonhou-se por contar da sua vida daquela forma.

– Tudo bem, acho bom falarmos dessas coisas, isso aproxima mais as pessoas. – NamJoon sorriu doce e Yoongi baixou a cabeça ainda envergonhado e assentiu.

– Cada um amadurece de uma forma diferente. Minha forma foi por medo, eu acho. Me aceitei gay desde muito cedo, mas não sabia se meus pais me aceitariam também, eu tive que trocar toda a possível diversão do início da adolescência pra ir trabalhar, tudo por medo. Quando meus pais descobriram sobre minha sexualidade eles surtaram, mas não me bateram ou sequer me mandaram embora de casa como eu achava que o fariam. Mas eu saí por mim mesmo, mesmo eles já tendo se desculpado dias depois… Porque não era a mesma coisa, eles me olhavam estranho. Na verdade até poucos anos atrás eles ainda me olhavam da mesma forma. Eles me aceitam de verdade agora que veem que isso não é um problema ou algo da qual deva se envergonhar. – SeokJin contou, Yoongi olhou Jimin que devolveu o olhar como se gritassem mentalmente um para o outro “ele é gay!”.

– Que bom que agora está tudo bem… Mas, me diga, você tem namorado? – Yoongi decidiu perguntar.

– Hm, se interessou? – Jimin perguntou à Yoongi, cortando a fala de Jin quando este ia responder. Yoongi ficou quieto e voltou seu olhar ao do mais velho ali presente e este pareceu meio perdido no que havia acontecido.

– Não, eu não tenho namorado, nem nada. – respondeu e o loirinho sorriu.

– Ah, que bom! O Jimin tá solteiro, sabia? – largou, venenoso. Se Jimin achou que podia lhe expor ao falar do JungKook e sair impune, ele estava enganadíssimo!

– Se o Jimin quiser, eu quero. – SeokJin respondeu e riu de lado vendo o moreno corar mais, mas deixando um sorrisinho cúmplice nascer.

– Que horas são? – NamJoon perguntou num murmúrio ignorando o olhar do Kim e do Park, e catando seu celular no sofá que indicava que já era uma hora da madrugada. Baixou o volume da música um pouco mais, mesmo que não estivesse alto realmente, era só pra prevenir e foi juntar as coisas atiradas pela casa.

Nem notou que o Min começara a lhe ajudar a organizar tudo, só se tocou quando estava voltando da cozinha para a sala buscar os pratos e copos e ele já trazia.

– Deixa que eu lavo a louça. – ofereceu-se quando o acastanhado quis pegar as coisas de sua mão.

– Que isso, eu lavo! – exclamou. Ele que havia o convidado e ia pôr o loirinho no serviço? Não mesmo!

– Vamos lá, não é tanta coisa assim. Senta aí e descansa a cabeça. – desviou-se das mãos do Kim e largou as coisas na pia, indicando com a cabeça uma das cadeiras que havia no balcão. – E sugiro que pare de beber e tome um café. – comentou.

– Eu to bem! – defendeu-se.

– Pode até 'tá, mas se continuar bebendo amanhã você vai acordar mal, sabe, né? – NamJoon acabou rindo por levar sermão de uma “criança”.

– Sim, senhor. – debochou.

– Idiota! – revirou os olhos ouvindo a risada rouca soar alta. Continuou a lavar e logo NamJoon estava escorado ao seu lado na pia, lhe fitando. – O que foi? – pediu envergonhado.

– Você é um bom garoto. – comentou – Queria ter sido como você. – concluiu no fim.

– Ué, você era um mau menino? – pediu divertido, olhando pra cima, afinal, ele devia ser uns 20 centímetros mais alto e estavam super próximos. NamJoon parecia que havia viajado para o passado naquele momento, sua expressão estava mais dura devido ao cenho franzido.

– Não tanto, mas eu poderia ter sido melhor. Minha mãe não gostava de mim. – respondeu. Yoongi paralisou ao escutar aquilo e secou as mãos quando terminou de lavar tudo. Ficou à frente do acastanhado e olhou-o nos olhos, vendo que realmente a bebida havia provavelmente ajudado muito a ele estar mais falador naquele momento.

– Quer falar sobre? – pediu.

– Eu amava sair, sabe? – começou, Yoongi assentiu e NamJoon apoiou suas mãos ao lado do corpo. – Eu ia até cidades vizinhas, praias, ia para acampamentos e tantos outros lugares com meus amigos. Não importava a hora, nós vivíamos saindo. E minha mãe não gostava deles. – riu com desgosto – Até que ela passou a me odiar também, eu não sei bem porquê… Talvez foi porque eu saí do “ninho” e ela viu que eu não precisava mais dela. Mas eu ainda amava ela, sabe? – mordiscou o lábio inferior pensando em tudo que aconteceu naquela época – Mesmo que as brigas fossem constantes eram coisas bobas, e ela não tinha motivos bons o suficiente pra ter me mandado embora de casa na primeira vez. Só que eu surtei, é tudo tão ridículo parando pra pensar… – riu cansado, talvez realmente houvesse bebido mais do que deveria – Eu saí mais uma vez com meus amigos naquela noite, eu bebi muito e fumei pela primeira vez. E durante muito tempo eu continuei com aquilo, ela passou a me odiar cada vez mais. O pai nem dava bola, dizia que era uma fase de adolescente. E era, ela só não soube ser paciente. Não soube me ajudar. – suspirou, Yoongi pensou que deveria ter sido realmente difícil, e que ele não lidou com tudo da melhor forma possível, mas que nem sempre temos realmente controle sobre nós mesmos – Então ela me expulso de casa de novo. Só que dessa vez pra valer. Jogou algumas coisas minhas no jardim de casa e não abriu a porta mesmo horas depois de eu pedir. O pai chegou e estava cansado de tudo aquilo, ele deixou que eu entrasse e juntasse todas minhas coisas devidamente, me deu dinheiro e disse que sempre que eu precisasse eu podia ir pegar mais. A mãe ficou mais braba ainda e pediu divórcio, e mandou ele embora também. Foi um momento bem ruim da minha vida, era uma droga gostar de alguém e esse alguém só saber me olhar com ódio e dizer em alto e bom som o quão decepcionante eu era. Eu acho que naquele momento sim eu tinha motivos pra me drogar da forma que fosse, mas eu não fiz isso… Eu me afastei daqueles amigos e comecei uma nova vida com meu pai. Foi o melhor recomeço da minha vida. Só que eu não podia depender dele pra sempre, então quando entrei na faculdade comecei a fazer pequenos trabalhos por aí pra conseguir me manter. Tá funcionando desde então, mas admito que é meio cansativo, como tudo na vida. O pai já se ofereceu pra me dar um salário por mês pra mim só ficar estudando e me empenhar nisso, mas eu não acho justo, eu tenho que viver a minha vida, ele já fez muito por mim e eu não teria direito de aceitar isso nem que eu quisesse.. – terminou de explicar tudo e Yoongi assentiu em compreensão.

– Você fala do seu pai e soa como se você achasse que deve muito a ele. – comentou, o acastanhado arregalou os olhos diante da observação do loiro e desviou o olhar por alguns segundos – Sim, ele é seu pai, fez muito por ti, mas ele fez porque te ama, não só por ser teu pai. E você é o filho dele, deve ter feito muito por ele e continuará fazendo. Não viva como se isso fosse algum tipo de dívida que você não pode pagar, porque você pode. E não é no sentido de dinheiro… Enfim, sua mãe, onde ela está agora? Você a viu depois disso tudo?

– Ah, sim… Ela foi num psicólogo, fez tratamento, mas nunca falou abertamente sobre. Ela não mora mais aqui também, provavelmente já tem uma nova família agora.

– Você sente falta dela? – pediu, pois não sabia definir o que ele realmente sentia sobre a mulher.

– Pode ser ruim da minha parte dizer isso, mas não. Nenhuma falta, às vezes, eu acabo lembrando de uma ou outra coisa da minha infância com ela, afinal, eu era muito apegado a ela, mas não sinto mais falta não. É meio triste dizer isso eu acho, sinto como se o alguém importante que ela foi pra mim nunca houvesse existido por eu fazer tão pouco-caso disso agora. – retirou as mãos da pia que já estavam dormentes por se apoiar nela e escorou seu quadril, cruzando seus braços frente ao peito.

– É inevitável, eu acho, mesmo ela sendo sua mãe, deixar o passado no passado. E foi ela que te expulsou de casa, da vida dela, por tão pouco… Não acho que esteja realmente errado em se sentir dessa forma. – concordou.

– Que bom que pensa assim, esperava que você fosse me julgar pra ser sincero. Todo mundo me julgou, tanto por eu ter sido um filho ruim como por eu me sentir dessa forma em relação a ela. – suspirou e acabou sorrindo, estava sendo bom conversar com alguém diferente. Yoongi sabia conversar, tinha opiniões, não importava-se em expô-las se assim fosse necessário.

– Não há o que julgar, eu não tenho nada a ver com sua vida, mas a minha opinião é, sim, você é filho dela, mas ela como sua mãe, deveria ter sido mais aberta e te amado de forma melhor. Isso é tão complicado, no fim, cada um sempre terá uma opinião diferente sobre, não é?

– Acho que sim, mas obrigado por ter me escutado. – sorriram.

– Tá tudo bem.

– Bem, vocês querem passar a noite aqui? Já está tarde… – Yoongi pensou sobre e deu de ombros.

– Por mim tudo bem… – virou para trás a fim de perguntar a Jimin sobre e acabou rindo baixo ao vê-lo conversar com Jin, próximos demais, enquanto o mais velho tinha um dos braços sobre os ombros do menor e olhavam a boca um do outro a cada segundo.

– Parece que as coisas fluíram rápido entre eles… – o Min comentou ainda com o sorriso pequeno no rosto.

– Eu já esperava isso por parte do Jin. – o Kim pensou alto, afinal, sabia do interesse que o amigo passou a ter em seu irmãozinho, de tanto falar de Jimin pra ele.

– Ah, é? Então apresentou eles nessa intenção? – pediu divertido, olhando o Kim a sua frente que tinha aquele largo sorriso de covinhas no rosto. Aquilo era fofo.

– Digamos que eu trabalhe de cupido nas horas vagas. – jogou o cabelo para trás – E pelo jeito eu faço um ótimo trabalho! – brincou e Yoongi empurrou seu peito e em seguida corou pelo seu gesto, mas o que podia fazer? NamJoon realmente era divertido e sabia deixar alguém a vontade. – Eu não sabia se o Jimin retribuiria ao interesse que o Jin tem nele, tipo, não é porque são gays que o Jimin se interessaria por ele também. Aliás é a primeira vez que eles se veem, mas realmente parece tá rolando algo grande ali já. – olhou pros dois que começaram a trocar alguns selinhos e olhares divertidos.

– Se tem química entre eles, por que não? – pediu retoricamente e dessa vez NamJoon que lhe empurrou de leve.

– Pra um inocentinho… – imitou Jimin falando – Tu tá sabendo demais. – debochou e passou um dos braços pelos ombros dele, o puxando consigo. Yoongi envergonhou-se com a fala dele – Vamos dar privacidade pra eles… – sussurrou em seu ouvido ao passarem pela sala.

– Ok… – murmurou e suspirou, observando o acastanhado que sorria retribuindo seu olhar.

Por que ele era daquela forma? Tão legal…

 

 

Agora entendia porquê Jimin havia se apegado tão rápido a ele.

 

 


Notas Finais


Desculpemoserroseusouburra

Well, no fim o beijo foi Jinmin e nada descrito ~~ haha Não era pra ser beijo deles zzzzz MAS TUDO SAIU DO MEU CONTROLE MDS SOCORRO

Quem é a gata que quer o NamJun? Eles irão se envolver mexmo? E o YoonKook como vai ficar? Yoongi vai resistir aos encantos do Jeon? -qq eusouumlishomeperdoem

E essa amizade namgi que mal começou e já consideramos pakas? :') -QQ Não ficou nada forçado nesse capítulo gent?? Se algo está ruim e eu preciso melhorar avisem-me POR FAVOR ~chora

Deixem suas opiniões meus bombonzinhos
Beijinhos~~


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