História Paradise - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Eldarya
Personagens Erika, Ezarel, Jamon, Keroshane, Leiftan, Mery, Miiko, Nevra, Personagens Originais, Valkyon
Tags Comedia, Drama, Eldarya, Ezarel, Keroshane, Leiftan, Nevra, Personagens Originais, Romance, Suspense, Valkyon
Visualizações 72
Palavras 1.721
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sim! Eu voltei!
Eu fiquei muito feliz quando entrei hoje no spirit, em ver que vocês realmente gostaram da fanfic, isso me deixa tão incentivada em continuar! Eu não achei que isso aconteceria, de verdade, muito obrigada a todos vocês, obrigada pelo apoio e por cada favorito e comentário!


- Boa leitura!

Capítulo 2 - Stupid


Fanfic / Fanfiction Paradise - Capítulo 2 - Stupid

Parecia que tinha se passado dias, e eu não tinha comido e nem ao menos ter tido um pouco de horas de sono. Minha barriga clamava por comida, e eu nem ao menos estava preocupada por isso. Estava começando a pensar que ficaria presa a este lugar para sempre, sozinha, definhando aos poucos. Ninguém descia até aqui para me ver, ninguém lembrava de mim e talvez nem me enterrariam se eu definhasse agora mesmo.

Eu continuava na mesma posição durante horas. Encarando as águas daquele pequeno rio que travavam uma pequena batalha serena entre si, e o som calmo me fazia relaxar. Meus olhos começavam a pesar, mas eu tinha medo de não acordar mais ou acordar com alguém me matando. Mas eu não podia mais suportar, meus olhos se fecham durante um breve momento e escuto o som das grades sendo aberta.

No mesmo instante, abri os olhos rapidamente apavorada. Seria meu salvador? O homem dos meus sonhos ou o amor da minha vida? Não, estava longe de ser um Príncipe encantado, esse lugar estava longe de ser algum palco para um conto brilhante de fadas. E ele estava longe de ser o homem dos meus sonhos ou algo do tipo, era somente um homem e ele estava mascarado, as vestes eram pesadas e escuras. Colocou o indicador sobre os lábios, pedindo silêncio, assinto com medo. Talvez ele fosse um sequestrador e quisesse me levar para um limbo, ou talvez só quisesse me tirar daqui e pronto, eu acordaria suada na minha cama, de um sonho maluco e com a lição de nunca mais chegar perto de cogumelos estranhos.

Ou de ficar acordada até tarde, o que já tinha se tornado um costume meu.

Me levanto, o que era uma ação estranha, porque eu fiquei sentada naquele canto e na mesma posição por horas ou minutos, não sei ao certo. Respiro fundo, e me apoiando nas barras da cela, me aproximo do homem mascarado que vai para trás, abrindo espaço para que eu pudesse passar. Passo virada para ele, desconfiada de que poderia me atacar ou me sequestrar, consideravelmente o que eu já estava.

Assim que meu corpo todo já estava fora da jaula, respiro profundamente, e olho para o lago que tinha ali. Não era uma boa ideia cogitar ir nadando, já que ele podia ser alguma espécie de água alucinógena, assim como aqueles cogumelos malditos. Inclino-me para olhar ao homem que me tirou da cela, e ele já não se faz mais presente, franzi as sobrancelhas e girei minha cabeça em algumas direções buscando-o. Mas não havia nada, eu estava novamente sozinha.

Com passos lentos e curtos, eu vou até ao lugar mais óbvio que me parecia uma saída. Encontrei algumas escadas, e me apoiando na parede subo lentamente, tomando o maior cuidado possível de não fazer algum barulho algo que faça eco. Certeza que se aquela kitsune for velha demais, ela me ouviria onde quer que esteja neste estranho e curioso lugar. Todo cuidado do mundo ainda assim seria pouco, se me encontrassem fora da cela eu provavelmente acabaria sendo morta, torturada ou presa novamente, e nenhuma dessas opções eram salientes e boas.

Quando alcanço o topo, fico de boquiaberta ao ver mais escadas para subir. Me pergunto quem tinha sido o arquiteto deste lugar, provavelmente alguém sem pulmões que aguentava subir tudo isso sem cansar. Respiro muito fundo, sentindo já o cansaço me abater, e minhas pernas já se encontravam doloridas. Continuo o caminho, parando algumas vezes para regular a respiração, e descansar. Meu coração estava batendo rápido e forte demais, eu estava nervosa e ansiosa. E ao olhar para baixo chego a conclusão, que se algo ou alguém estar lá encima devo descer rolando, provavelmente a pessoa não me alcançaria nunca.

Lívia com certeza me acalmaria, ela sempre foi muito mais corajosa que eu e a única que provavelmente manteria a calma nestes momentos. Minha melhor amiga sempre pesquisou as coisas mais pesadas na internet, os filmes, contos, fotos e vídeos mais tenebrosos que cirulavam nas beiradas. E além disso, já tinha até entrado algumas vezes na camada obscura, a Deep Web, onde me mostrou tudo o que encontrou, desde venda de órgãos até satanismo. Quando a encontrei pela primeira vez, de longe que eu nunca diria que Lívia é quem é. As aparências enganam facilmente, pelo menos era isso que eu aprendi quando a vi pela primeira vez.

Porém, com certeza se fosse ela, teria enfrentado Miiko e Jamon, agiria por impulso e não pela lógica, usaria a força até quando pudesse lutar e não a restasse mais ânimo. Agiria sem medo contra qualquer ser infernal que tentasse a possuir. Porque ela diz que é corajosa, e ela acredita que o outro mundo não pode nos fazer algum mal. Mas eu acredito, e acredito ainda mais agora.

Alcançando o topo finalmente, respiro muitas vezes até que meus pulmões voltassem a trabalhar com calma. Quando me encontro numa serenidade confortável, saio da onde me encontro, indo na direção de uma sala cheia de portas. Olho para todas as direções possíveis, e as únicas opções que tenho é o centro, a esquerda e a direita. Agindo por sorte, vou pela direita, porque esse sempre me parece o melhor caminho para seguir, o caminho da luz e da prosperidade. Espero, que não encontre com nenhum ser, e alguma brecha de saída.

Mas não, eu estava estupidamente enganada. Aquela direita estava vazia, não tinha ninguém e nenhuma saída. Culpo a mim mesma por não ter ido pelo centro, talvez acabasse encontrado alguém para me ajudar, ou para me explicar onde estava, se isto era um sonho ou um dos meus piores pesadelos. Mas como sempre, eu era a pessoa mais azarada até mesmo fora da Terra. Dou meia-volta, e retorno para a sala das portas, e essa agora não estava mais somente eu. Pelo susto, me escondo atrás de um pilar. Observando os dois homens, altos e bonitos em uma conversa descontraída e estranha. Um deles tinha cabelos brancos e o outro tinha cabelos pretos, e parecia entretido conversando.

Eles usavam palavras sem nenhum significado, como Eldarya. E eu não fazia a mínima ideia da onde surgiu um nome assim ou palavra. Então percebo que é em vão tentar me concentrar na conversa dos dois, e espero sumirem da sala das portas, quando a conversa cessou, passo correndo na velocidade da luz para o outro extrema da sala, nem pensando em que lugar eu poderia parar, e sinceramente? Nem estava me importando para onde iria, qualquer lugar que eu fosse, num momento ou em outro acabaria acontecendo algo ruim, como sempre.

Eu exagerei um pouco, assumo.

Encontro-me no último lugar que eu imaginaria, era uma despensa. Olho para o balcão, onde tinha comidas bem normais, o que tornava isso estranho porque tudo aqui não fazia sentido algum. Por exemplo, a colméia que tinha na despensa. Me bastava encontrar o homem javali, agora só me falta encontrar alguma abelha humanóide. Só de cogitar a ideia, sinto um calafrio na nuca.

Mesmo que eu tivesse sido ensinada por alguns contos, a nunca comer algo de um mundo desconhecido e estranho, eu nem ligava para isso agora. Quando me encontro com fome eu não funcionava direito, nem pensava nas consequências. Ninguém notaria que falta uma uva no cacho, assim esperava. Então me aproximo, com o intuito de pegar pelo menos uma uva do cacho, para que pudesse parar a fome. Eles não podiam me deixar com fome, não podem fazer isso, não podem ser tão malvados como aparentam.

Ou podem. E essa pessoa que agarrou meu braço, com certeza me mataria em seguida. Olho para a pessoa, e era um homem, que assim como os outros dois que encontrei antes era bonito demais para ser real. Este de agora, tem cabelos azuis e longos, porém estavam presos e somente algumas mechas frontais estavam soltas, ele era alto e tinha um sorriso cínico no rosto, longe de ser gentil, assim como o seu aperto.

E tudo era azul, seu cabelo, seus cílios, algumas partes de suas vestes vitorianas fantasiosas, a fita que prendia o seu cabelo. E eu não entendi porquê, mas no primeiro instante, a primeira ação que tive foi recuar, me desvencilhando do aperto, olhando-o com atenção na face. As orelhas eram grandes e pontudas como de elfos, e a ideia de ver um elfo me deixava feliz. Eles me parecem ser legais.

Mal sabia, que este elfo estava longe de ser alguém legal, ou algum assistente do Noel.

— O que iria fazer? — Perguntou abrindo os olhos e me encarando, de cima a baixo. E ele parecia extremamente satisfeito em me encontrar ali, o que me fazia querer odia-lo.

— M-mas o que...?! — Encaro aquele elfo completamente pasma, tenho certeza que minhas mãos tremiam sem parar.

— Está com fome? — Ele deu uma risadinha breve, satisfeito. — Seus pais não tiveram tempo de a ensinar que é feio roubar? — Assim que escuto a palavra pais, e tempo na mesma frase, sinto uma vontade enorme de chorar e de dar um soco na cara do elfo estúpido, mas me contenho.

— Se eu pedisse vocês dariam? Creio que não. E eu não estava roubando, não sei vocês, mas conheço uma palavra chamada... — Engulo o ar, eu não poderia usar a palavra emprestada, porque eu não teria como devolver.

— ... Chamada? — Engulo em seco, e ele abre um sorriso debochado.

— Você sempre é tão idiota assim?! — Pergunto o olhando com raiva, seu semblante se fecha, e fica totalmente sério, o olhar frio e penetrante.

— Talvez, só com você? — Perguntou-me, deixando completamente sem resposta.

— B-bom, eu... Vou embora, é eu sou sonâmbula sabe? Provavelmente saí da minha casa cogumelo sem querer e acabei aqui... Desculpe, por isso. — Dou as costas, mas paro imediatamente assim que ele volta a falar.

— Sério, da onde você veio? Por que está aqui? — Questionou, sentia o peso do olhar em minhas costas, e vacilo. Continuo em silêncio. — Já que não sabe, me conte, por que sua mão estava prestes a pegar o cacho de uva?

— Não era exatamente o cacho... — Protesto, mas me calo assim que alguém entra com força na despensa.

— EU NÃO ACREDITO! VOCÊ DE NOVO!


Notas Finais


Eu não achei que a fanfic teria dado tão certo, muito obrigada por cada comentário e cada favorito. Eu não imaginei que teríamos 18 favoritos, e 4 comentários, então tudo isso é para vocês! Muito obrigada, de verdade.

Beijão!


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