História Paradise - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Laura Marano, R5
Personagens Laura Marano, Ross Lynch
Tags Kellin Quinn, Laura Marano, Riker Lynch, Ross Lynch
Visualizações 154
Palavras 1.690
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - How everything started



Los Angeles, University of Califórnia, 2006


POV Laura


E aqui estou eu, em mais um dia de aula. Para uns, a escola é uma coisa maravilhosa. Eles têm amigos, popularidade e planos para o futuro. Para mim, é uma droga. Não tenho amigos, sou zoada pela maioria dos alunos e não sei nem o que quero fazer da minha vida. Só tenho uma certeza: quero ajudar as pessoas. Ah, me esqueci de me apresentar. Sou Laura Marie Marano, tenho 17 anos e estou no último ano do High School.

Moro em Los Angeles e amo esse lugar... É... Tirando algumas coisas.


As pessoas da minha escola me acham maluca, só pelo fato de eu ser um tanto... Sonhadora. Me odeiam desde que cheguei aqui, só sabem me humilhar desde o primeiro dia. Mas eu não guardo rancor delas, eu as perdôo. Dói bastante ser odiada e nem saber o motivo, mas eu tento seguir em frente. 



Vocês devem estar achando minha vida muito chata, né? Pois eu não acho. Sabem, eu ajudo muitas pessoas. Não passo o dia  só sonhando e lendo. Ajudo as crianças do orfanato que tem aqui perto, uso a música para arrecadar dinheiro para a igreja e faço o que posso para fazer do mundo um lugar melhor (mesmo que eu falhe, na maioria das vezes).


Nesse exato momento, estou indo para a minha aula de inglês. O corredor é grande e espaçoso, mas tem uns alunos que vivem esbarrando em mim de propósito. É difícil andar por aí carregando vários livros e, ao mesmo tempo, tentando não ser atropelada. 

Eu andava com pressa e medo (de cair com tanta gente esbarrando em mim) pelo corredor; estava perto de chegar na minha sala, até que vejo Mandy, uma garota da minha escola cair no meio do corredor. E é claro, que eu fui ajudá-la.


— Você está bem, Mandy? Se machucou? – perguntei, enquanto ajudava ela a se levantar.

—  Eca, você é maluca! Tira suas mãos de mim! – falou, enquanto passava a mão em seu corpo, na tentativa de se limpar (só não sei de quê. Eu tomo banho tão bem quanto ela. Tô mó cheirosa. Ela que é fresca)

— Me desculpe, eu só queria te ajudar.

— Eu não pedi sua ajuda inútil.

— Tá bom, me desculpa – falei e saí dali, indo para a minha aula. Sabe, isso me deixa muito triste. Por que ela me trata assim? Eu não sou maluca! Nunca a tratei dessa forma, isso é tão injusto...

 

Horas depois...


Finalmente, hora da saída! Glórias a Deus! Eu não estava mais aguentando isso. Mandy e sua turma não paravam de me humilhar. Esse com certeza, foi o pior dia de minha vida.

   Saí correndo em direção á minha casa. Cheguei em menos de 10 minutos... É, até que eu não corro tão mal.

   Entrei, tomei um banho e almocei com meus pais. Nós somos uma família bem unida, e isso me ajuda muito. Ao menos, em casa, eu tenho paz. 

Depois que comi, subi para o meu quarto e relaxei um pouco. Eu não aguento mais, cara. Mandy me odeia e faz de tudo pra me humilhar. Ah, como eu queria que fosse diferente...

   Enquanto milhões de coisas passavam em minha mente, o sono chegou, me impedindo de continuar com minhas ideias. Caí em um sono profundo, descansando minha mente e cessando o turbilhão de pensamentos.


~^~^~^~^~^~


Acordei em um lugar completamente desconhecido por mim. Não se parecia nada com o meu quarto, como eu havia ido parar ali?! 

Tudo à minha volta era azul, mas de vez em quando, podia haver tons de rosa claro, ou laranja. O que estava acontecendo ali? 

Meus pés se afundavam em meio ás nuvens, mas, por algum motivo, eu não caía. Era tão macio...

 

Como vim parar aqui?


— Olá? Alguém pode me ajudar? – falei, olhando em volta.

— Oi, Laura. –uma voz atrás de mim falou, me fazendo  pular de susto.

- C-como sabe meu nome? – gaguejei, me virando para ver a quem pertencia a voz, e me deparei com uma moça dos cabelos loiros, olhos azuis e muito bonita.

—  Sei tudo sobre você. Se chama Laura Marie Marano, tem 17 anos e... –  interrompi, impedindo-a de continuar:

— Quem é você? 

— Sou Stephanie.

— Como eu vim parar aqui? Onde estão meus pais? 

— Seus pais estão lá embaixo, na Terra. Você não pertence mais àquele lugar, Laura. A partir de hoje, esse é seu lar. – e depois eu que sou a maluca. Essa mulher não pode estar falando sério. 

— O-o que? Do que você está falando?! Esse não é meu lar, meu lar é na minha casa, com os meus pais!

— Laura, querida, você não está entendendo. Você não pode voltar para lá, anjos não convivem com humanos. Apenas os protegem.

— Você... Você só pode estar brincando comigo. O que está acontecendo realmente? Olha, eu não posso ficar por aqui, eu tenho que ir para a escola e...

— Laura, você morreu. Não pode voltar para lá.

— Isso é mentira – falei, com os olhos marejados. 

— Não, infelizmente, ou felizmente, não é. Você era muito jovem, tinha muito o que viver, mas... Foi a vontade do nosso senhor. Com certeza, ele tinha planos melhores para você. 

— E-eu não estou morta, isso é mentira! 

— Eu sei que é difícil, minha flor. – disse, com uma voz doce – Todos daqui já passaram por isso, sabemos como é. Mas você tem de aceitar.

— Você é louca! 

— Não, Laura, eu não sou louca. 

— Ah, é? Então, se sabe tanto sobre mim, me diga como eu morri! – gritei. Stephanie abaixou a cabeça e sussurrou uma frase, mas mesmo assim eu consegui ouvir.

— Um animal te atacou. 

— C-como assim? 


Flashback On:


POV Narrador


O relógio marcava que era exatamente três horas da manhã. Laura havia acordado pouco antes, mas ela estava diferente. O brilho de seus olhos havia sumido. Estavam apagados, sem vida. 

A morena levantou-se de sua cama de supetão, olhando apenas para frente. Era como se estivesse no automático, ou melhor: era como se alguém estivesse lhe controlando. Mas não, não havia ninguém a controlando. Era apenas sua mente que havia lhe pregado uma peça. Laura podia ter enlouquecido, ou apenas estava em uma crise. 

Olhando apenas para frente em todo o momento, Laura abriu a porta de seu quarto, andou pelo corredor estreito de sua casa e desceu as escadas, adentrando a sala de estar e abrindo a porta de entrada. Para onde iria a pobre menina? 

Saiu de casa, fechando a porta assim que passara. Foi andando calmamente pelas ruas pouco iluminadas e vazias. Sempre olhando para frente, com o olhar vazio. Teria Laura se perdido em sua própria mente? 

Depois de longos minutos, Laura chegara a uma floresta que havia em sua cidade. A maioria das pessoas tinha medo de entrar lá, havia uma lenda que se espalhara nos últimos vinte anos de que um assassino morava ali. O cara era louco, de verdade. Havia fugido de um hospício e começara a torturar as pessoas que entravam na floresta. Se escondia numa cabana que supostamente havia ali e aguardava suas próximas vítimas. A história nunca foi confirmada, mas mesmo assim, muitas pessoas acreditavam. 

 Ela havia andado tudo aquilo para visitar um local que todos diziam ser assombrado? 


Laura adentrou a floresta. Em passos vazios e calmos, chegou até uma cachoeira. O local era lindo, com a luz da lua tudo ficava melhor ainda. 


Foi então que Laura despertou de seu transe. Seus olhos voltaram a ter o brilho de antes, ela respirava pesadamente e sentia um aperto no coração. Ela não fazia a menor ideia de como havia parado ali. O que diabos estava acontecendo? 


— O que faz aqui? É muito perigoso vir aqui, ainda mais de noite, Laurinha. – ouviu a voz de Mandy atrás de si e virou-se rapidamente. 

— Mandy? O que faz aqui? 

— Mandy não. Não sou a Mandy.

— Quem é você, então? – Laura estremeceu.

— Ah, você vai descobrir por si mesma. –  o rosto da garota começou a se transformar, pêlos nasciam e um focinho também brotava ali. Logo a moça havia se transformado em uma espécie de lobisomem. – Hora da diversão. – disse e atacou a morena. 


Flashback Off


POV Laura


— Foi ela... Foi Mandy, não foi? – todas essas lembranças vieram como um passe de mágica em minha mente. 

— Sim, querida. Foi ela. Mas não era Mandy, era um lobisomem. Criaturas assim habitam a Terra, não podemos fazer nada. 

— E meus pais? Eles devem estar arrasados com a notícia.

— Sim, estão. Mas eles vão superar. Não totalmente, pois a perda de um filho é algo forte. Mas você pode transmitir paz para eles daqui, isso acalmará o coração deles. Você é um anjo, pode vencer os sentimentos ruins com seus dons.

— Por que um monstro daquele viria atrás justamente de mim? 

—Você tem um coração de ouro, Laura. Essas criaturas maléficas vão atras daqueles que são inocentes, bondosos. 

— Eu... Eu não posso ficar aqui, eu tenho que voltar! Meus pais precisam de mim!

— Não pode voltar, querida. Eu sinto muito por isso, sei que está sendo difícil. Siga em frente, apenas isso. Agora, venha comigo. Você vai conhecer o seu novo lar e seus companheiros. 

 


10 anos depois...



   10 anos se passaram desde que eu entrei no paraíso. E eles foram os melhores de todos os anos já vividos.

   E cá estou eu, novamente, em mais uma missão dos céus.

   Dessa vez, minha missão é ajudar um garoto. Ele tem problemas familiares e já até pensou em desistir de sua vida. Pelo o que me falaram, o nome dele é Ross, ele tem 17 anos e estuda na mesma escola que eu estudava quando era viva. Voltar àquele lugar pode me fazer feliz, ou não. São tantas lembranças... 


   Vou ser mandada pra terra amanhã mesmo. Eu não sei por quê, mas estou achando que algo estranho vai acontecer nessa missão... Né por nada não.

   Mas enfim. Nada de pensamentos ruins. Tudo dará certo.

 

   Estou ansiosa para voltar e ver como tudo anda... Mas, ao mesmo tempo, estou com medo. 


Notas Finais




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