História Paradise - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Decepção, Felicidade, Melhor Amigo, Morte, Paraiso
Exibições 0
Palavras 1.499
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oie! Td bem, gente? Espero que leiam e gostem da fic. Deixem comentários, a autora aqui ficaria muuuuito feliz! E me sigam no twitter, @marieclaire97

Trailer de fanfic: https://www.youtube.com/watch?v=mSmApgz8uhA

Boa leitura :*

Capítulo 1 - Os convites da formatura


Fanfic / Fanfiction Paradise - Capítulo 1 - Os convites da formatura

      - Layla, eu estou melhor! Eu juro! – Max me disse, meio irritado com a minha preocupação.

      - Eu estou achando esses seus enjoos e dores de cabeça muito estranhos, Max! – Eu respondi, cruzando os meus braços e encarando-o. Max revirou os olhos e acabou sorrindo, pegando uma mecha verde do meu cabelo e brincando com ela.

      Eu não evitei e sorri também. Max adorava brincar com as mechas coloridas de meu cabelo loiro. Dessa vez estavam verdes, mas eu adorava brincar com as cores. Já havia deixado rosa, vermelho, azul, laranja... Era algo que eu realmente gostava, assim como gostava de Max. Ele era o meu melhor amigo desde sempre. Estudávamos na mesma escola e havíamos acabado de ser dispensados da aula.

Como sempre fazíamos duas ou três vezes por semana, fomos para o nosso lugar de encontros: o parque que havia próximo a escola. De dias de semana não era tão cheio e sempre conseguíamos um lugar tranquilo para ficar. Aliás, tínhamos o nosso lugar: o gramado verdinho perto do lago. Ali eu passei momentos incríveis com Max e Doroth, a minha melhor amiga.

      - Só você mesmo para se preocupar tanto com uma coisa tão besta! – Max exclamou, me tirando do meu transe. Ele sorriu mais ainda e eu adorava o seu sorriso. Se destacava em sua pele morena e cabelo preto.

      - Ah, claro! Isso é completamente normal na gravidez! – Nós dois rimos. Éramos íntimos o suficiente para fazermos esse tipo de brincadeira um com o outro. – Quem é o pai?

      - Ora, é o Andrew! – Max rebateu, o que me fez lançar lhe um olhar bravo, mas de brincadeira. Andrew era o meu namorado. Mas o que me deixava mais feliz era que Andrew, Max, Doroth e eu éramos muito felizes. Eu tinha a melhor vida do mundo.

      - Ainda bem que vocês fizeram algo de útil e pegaram nosso lugar! – Disse uma voz feminina extremamente conhecida. Era Doroth. Olhei para cima e vi a garota nem tão alta, branca como um papel e de cabelo completamente rosa. Isso mesmo, completamente rosa! Doroth também tinha uma paixão pelas cores, assim como eu. Mas ela realmente pintava o cabelo todo de rosa, azul, verde... Fazia apenas alguns dias que ela estava com essa cor e eu não havia me acostumado ainda. Não que eu não achasse legal, eu adorava! Mas não tinha nem um pingo de coragem de pintar meu cabelo inteirinho de colorido, mesmo porque eu gostava de meu tom loiro e tinha o cabelo comprido demais. O de Doroth era bem curtinho.

      Ela se sentou na minha frente e de Max, que ainda brincava com a mecha verde e nos entregou dez convites de formatura. Quatro para Max e seis para mim. Sim, estávamos quase nos formando do Ensino Médio. A entrega de convites seria hoje e como a fila estava imensa, Max e eu deixamos Doroth lá para pegar para a gente e viemos para o parque, para conseguir sentar em nosso lugar especial, antes que outra pessoa sentasse. Max levaria seus pais, Angeline e Willian, e seu irmão mais novo, Matthew. Eu levaria meus pais, Thomas e Margareth. Os outros convites eram para Andrew e sua família.

      - Obrigada por pegar os de Andrew para mim! – Eu agradeci a minha amiga, guardando os convites em minha bolsa.

      - Não tem de que. – Ela respondeu. – Aliás, onde ele está?

      - Ensaio com a banda! Eles vão tocar na formatura. – Sim, meu namorado tinha uma banda de punk rock com alguns amigos. Rabid Dogs era o nome. Ele tocava baixo, Josh era o vocal, Luke a bateria e Noah a guitarra. Eles já me ofereceram uma vaga no vocal na banda, por acharem que eu tinha uma voz bonita, mas eu nunca aceitei. Era tímida demais para isso.

      - Vai ser lindo ver o pai do meu filho tocar na formatura! – Max disse e eu dei um empurrãozinho nele para o lado.

      - Do que ele está falando? – Doroth disse, rindo.

      - Então, Doroth! – Eu respondi, pronta para entregar que Max havia passado mal mais uma vez. – O Max está com enjoo e dor de cabeça de novo! Ele insiste que não é nada, então só pode ser gravidez!

      - E Andrew é o pai! – Ele disse com um falso orgulho na voz. Doroth olhou séria para ele.

      - Max, sério! Você tem que ir no médico! – Ela disse. Max suspirou e revirou os olhos.

      - Eu também acho! – Reforcei a ideia de Doroth. O mal-estar que Max vinha sentindo realmente me preocupava.

      Ele encarou cada uma de nós por algum tempo. Max não gostava quando insistíamos para ele fazer algo, tipo comer legumes ou chamar Lola, a garota que ele mais detestava da nossa sala, para sair. Mas esse era um assunto sério, ele poderia estar doente.

      - Se eu ir no médico, - Ele disse, lentamente. – vocês me deixam em paz?

      - Sim! – Respondemos em uníssono. Max abriu um largo sorriso e abraçou nós duas ao mesmo tempo. Retribuímos o abraço.

      - Só nos preocupamos porque te amamos, Max! – Eu disse quando nos separamos.

      - Eu também amo vocês, minhas garotas! – Ele deu um beijo na bochecha de cada uma de nós. – Mas eu amo ainda mais o Andrew!

      Doroth e eu rimos e eu dei um leve empurrão em Max.

      E assim foi a nossa tarde. Conversamos, brincamos, rimos e não queríamos que tivesse acabado tão rápido. Mas sempre era assim quando estávamos juntos, o tempo voava. E eu sentia um peso no coração quando me lembrava que o Ensino Médio estava acabando! A próxima seria a última semana de aula e a formatura aconteceria no final do próximo mês.

      - E aí, o que vocês vão fazer no final de semana? – Max perguntou quando nos levantamos para irmos embora. Morávamos relativamente perto uns dos outros, o que significava que passamos a maior parte do caminho juntos.

      - Eu não sei, Max. – Respondi. – Eu não tenho certeza se vou sair com Andrew, ou se ele vai ensaiar com a banda.

      - Como assim você vai sair com o pai do meu filho? – Ele brincou, exaustivamente.

      - Max, já deu essa historinha de você dar em cima do namorado da Lay, não acha? – Doroth repreendeu. Eu a adorava por isso, ela tirava as palavras da minha boca!

      - Foi mal, foi mal! – Max se desculpou, rindo. – Parei.

      Eu sorri e olhei para o céu. Estava ficando laranja por causa do pôr do sol. A Califórnia era incrível! O melhor lugar para se viver, na companhia de pessoas especiais. Eu não trocaria a minha vida por nada.

      Quando chegou na hora de nos separarmos, eu dei um abraço bem apertado em Doroth e Max. Disse para ele se cuidar, pois aquele mal-estar ainda me preocupava.

      - Tudo bem, chatinha! – Ele me respondeu com um beijo na bochecha. – Eu vou me cuidar.

      Segui em direção a minha casa. Não demorei muito para chegar e ver que o carro do meu pai, Thomas, já estava guardado na garagem, o que significava que ele já havia chegado do serviço.

      Quando abri a porta, vi que ele estava sentado no sofá assistindo à televisão. Estava passando o noticiário.

      - Oi, papai! – Eu disse e corri para abraça-lo. Papai retribuiu o abraço e afagou meus cabelos.

      - Lay, como você está? – Ele me perguntou atenciosamente.

      - Estou bem, papai. – Respondi, abrindo o zíper de minha mochila e pegando os convites, para mostrar para ele. – Já peguei os convites!

      Papai abriu um largo sorriso. Acho que ele estava orgulhoso de mim, por ver sua filha única se formar. Minha mãe engravidou depois de mim, mas acabou perdendo o bebê. Nunca tocamos muito no assunto, ela sempre chora quando falamos nisso.

      - O jantar está pronto! – Mamãe disse da cozinha.

      Papai e eu nos apressamos em ir para lá. Eu beijei a bochecha de minha mãe quando a vi. Como ela era linda! Tinha um rosto angelical. Seu cabelo loiro não me deixava dúvidas de que eu era sua filha.

      A comida estava deliciosa. Mamãe havia feito espaguete com salsichas. Tinha mãos de fada para cozinhar! Ao contrário de mim. Ano passado meus pais fizeram uma viagem para comemorar seus 25 anos de casados e eu quis fazer uma surpresa no dia que eles voltariam: um jantar. Então decidi fazer purê de batatas com ervilhas e uma torta de carne seca. O purê ficou com gosto forte de leite, as ervilhas nadando no vinagre e a carne seca ficou salgada demais. Nunca mais cozinhei depois daquilo.

      Depois do jantar, ajudei minha mãe com a louça e fui tomar um banho. Observei que minhas mechas verdes estavam desbotando. Precisava pensar em uma nova cor para a formatura, talvez alguma que combinasse com o vestido. Mas eu ainda teria tempo para isso.

      Como já estava exausta, vesti meu pijama mais confortável e me aconcheguei na minha cama. Olhei as notificações do meu celular uma última vez antes de pegar completamente no sono.


Notas Finais


E então, o que acharam? <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...