História Paraíso - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Demi Lovato, Lana Del Rey, Nick Jonas
Personagens Demi Lovato, Lana Del Rey, Nick Jonas, Personagens Originais
Tags Demi Lovato, Lana Del Rey, Nick Jonas, Romance
Visualizações 86
Palavras 5.829
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - 02


QUANDO CHEGARAM à porta da suíte de Lana, ambas estavam sem fôlego. Demi se apoiou contra a parede enquanto Lana deslizava o cartão na tranca. De repente, parecia que o peso do mundo havia sido tirado dos ombros dela.

Não era certo fugir de suas dúvidas e inseguranças – ou de Nick –, mas estava cansada de sempre escolher a rota segura. Desde os 7 anos tinha de ser a pessoa responsável, sempre fazendo o maior esforço para escolher o caminho certo, tomar a decisão certa. Pela primeira vez, Demi queria fazer algo impetuoso. Não sabia o que iria dizer a Nick, ou como ele se sentiria por ser deixado esperando. Por uma noite, havia a oportunidade de ser selvagem e espontânea. No seguinte, ela daria início ao restante de sua vida, mas, nesta noite, seria a mulher que sempre quisera ser. Lana abriu a porta e se pôs de lado, recostando-se na parede, ofegante. 

– Cara, você é rápida. 

– Você não é uma daquelas pessoas que precisa vencer sempre, não é? – perguntou Demi. – Porque nós podemos voltar e fazer de novo, aí eu posso fingir que sou ruim no último lance de escadas. 

Lana riu, aí fez um gesto com os braços para lhe dar passagem. 

– Depois de você, o Secretariat – disse Lana. 

– Isso foi uma piada de cavalo? 

– Uma tentativa ruim de fazer uma.

 – Muito inteligente. Mas o Secretariat era um garanhão. A Genuine Risk era uma égua e ela venceu o Derby. E se classificou no Belmont e no Pimlico. Minha égua se chama Genny por causa dela.

– Você é mais veloz do que eu. Você é mais bonita do que eu. E tem seu cavalo. Eu acho que posso ter encontrado a mulher perfeita.

Ela entrou na suíte. Era tão fácil relaxar ao lado de Lana. Demi podia ser ela mesma, dizer qualquer coisa que lhe viesse à cabeça, algo que nunca tinha sido capaz de fazer com Nick.

As luzes estavam diminutas e dava para ver o outro lado do rio Cumberland através das amplas janelas na parede oposta. Ela se aproximou e olhou para baixo, notando uma barcaça flutuando lentamente ao sul, ao sabor da correnteza. Um momento depois, Lana se juntou a ela, apoiando as mãos no parapeito da janela. 

– É lindo – disse ela.

 – Eu nunca gostei realmente deste hotel – falou Lana. – Mas estou começando a achar que estava errada. Ele é lindo.

– Você tem uma casa em algum lugar, ou simplesmente fica indo de hotel em hotel? – Demi quis saber, virando-se para encará-la.

– Eu fico um pouquinho em cada lugar, sempre de malas prontas – respondeu ela, apontando para a mala de roupas no sofá.

Demi esperou que ela continuasse, mas, de repente, Lana ficou em silêncio. Ela pousou o olhar na boca delicada e ela sentiu o coração acelerar. Será que Lana estava pensando em beijá-la? Fazia mais de quatro anos que ela não era beijada por alguém que não fosse Nick. Mas não estava tensa… Apenas curiosa.

Qual seria a sensação? Será que a emoção que a percorria naquele momento iria aumentar? A expectativa era tão deliciosa, Demi queria que durasse para sempre. Afinal, ela só poderia usufruir da expectativa mesmo. Deveria estar apaixonada por Nick, comprometida com ele.

Lana se inclinou mais perto e ela aguardou, esperançosa, sabendo que provavelmente seria mais maravilhoso do que era capaz de imaginar. Mas então ela respirou fundo e sorriu.

– Champanhe – murmurou. – Vou abrir uma garrafa de champanhe. Gostaria de algo para comer antes de sairmos? Infelizmente, não mantemos o jatinho abastecido. 

Demi engoliu em seco. Ela odiava voar. 

– Nós vamos de jatinho?

 – Você acha que simplesmente vamos sair por aí a pé? Ou talvez de bicicleta? Eu tenho um pouco mais de estilo do que isso.

– Eu meio que pensei que a gente fosse fugir metaforicamente. Presumi que fôssemos ficar aqui. Ou talvez sair e jantar.

– Nós poderíamos fazer isso – disse Lana. – Mas se vamos fugir, acho que deveríamos fazê-lo na maior velocidade possível.

– Sim – murmurou ela, tão atraída pela fantasia que só conseguiu pensar em uma resposta: – Vamos. Agora mesmo. Para onde a gente vai?

– Presumo que você não esteja carregando um passaporte, por isso vamos ter que buscá-lo primeiro. Você tem um passaporte, não é? 

Demi assentiu. 

– Mas nunca usei. 

Lana meneou a cabeça. 

– Ótimo. Agora, para onde ir? Eu realmente não quero passar as próximas dez horas em um avião. Que tal voarmos para o Caribe? Poderemos caminhar em uma praia daqui a três, talvez quatro horas. Parece bom para você?

A ideia de fugir para uma praia quente e ensolarada era quase boa demais para ser verdade. Mas aquilo era loucura! Lana Del Rey era uma completa desconhecida. 

– Não posso simplesmente sair do país. Eu não tenho nada para vestir. 

– Claro que pode. Vamos enviar um mensageiro para pegar seu passaporte e depois ele pode nos encontrar no aeroporto de Lexington. E então seguimos viagem. Tem alguém na sua casa para pegar seu passaporte no meio das suas coisas? 

Demi assentiu. 

– Mas e se nós não conseguirmos pegar um voo? Não temos reservas.

 – Nós vamos no meu jato particular – disse Lana. – E minha família é proprietária da ilha, de modo que não haverá problemas de imigração. E, para onde estamos indo, você não vai precisar de qualquer coisa para vestir.

 A respiração de Demi ficou presa na garganta.

 – O que isso significa? Eu não vou correr pelada por aí. – Embora tal perspectiva lhe parecesse intrigante, pensou. Por que não deixar todas as inibições de lado e encarar a aventura? Esta era sua única chance de viver sem arrependimentos. 

Lana riu, balançando a cabeça. 

– Nós temos muitas roupas na casa – disse ela. – E há um pequeno resort na outra extremidade da ilha, onde há algumas lojas. Nós podemos comprar algo lá, caso você não encontre nada na casa que combine com seu estilo. – Ela fez uma pausa. – Mas se você optar por correr nua, por mim tudo bem. 

– Bom saber – disse Demi, lançando-lhe um olhar desconfiado. 

– Basta dizer a palavra e mando preparar o avião. 

– Qual é a palavra? – perguntou ela. 

– Sim – murmurou Lana. Daí alisou os braços nus dela. – Vamos nos divertir, eu prometo. Sem expectativas, sem pressão.

Demi prendeu a respiração. Era exatamente como ela havia imaginado: a emoção, a empolgação, a atração inegável. Uma mulher bonita e um convite tentador. 

– Eu não te conheço – disse ela. 

– Eu sou uma boa pessoa. E nós não vamos estar a sós no avião. Vou te apresentar meu piloto e, se você não gostar dele, eu te trago de volta para o hotel. Mas acho que você realmente iria gostar de passar a noite sentada em uma praia com os dedos dos pés enfiados na areia, admirando as estrelas.

– Tudo bem – disse ela, jogando a cautela ao vento. Quando teria uma oportunidade similar de novo? Hoje à noite, ela iria viver uma fantasia com aquela desconhecida linda e, no dia seguinte, tomaria a decisão que guiaria o restante de sua vida. 

– Vou ligar para o meu piloto – disse Lana. 

Demi assentiu. 

– Vou só ao toalete um minutinho. 

– Fica por ali, tem que passar pelo quarto – disse ela, pegando o celular. 

Demi parou à porta do quarto, aí olhou para Lana. Até onde sabia, ela poderia ser uma maníaca… Uma serial killer… Com um avião e piloto à disposição, e dona de uma cadeia de hotéis com gestores e funcionários da manutenção que a conheciam pelo nome.

Demi entrou no banheiro luxuoso, em seguida, sentou-se na borda da banheira de hidromassagem. Pegou o celular na bolsa e rapidamente discou para Selena. Quando a amiga atendeu, virou-se para o lado oposto da porta e falou em voz baixa:

 – Oi, sou eu. 

– Oi – cumprimentou Selena. – O que está rolando? Ele já fez o pedido? Você está noiva?

– Eu não vi Nick. A caminho da festa, fiquei presa no elevador com uma mulher linda. Agora estou na suíte dela no hotel e vamos pegar um avião para… Algum lugar. No Caribe. – Ela gemeu baixinho. – Por favor, me diga que eu não estou louca.

– Você está brincando comigo? É claro que você está louca. Saia daí agora.

– Mas eu não quero sair. Parece que estou no meio de um filme de Hollywood. Ela tem o próprio avião. Ela é dona de hotéis no mundo todo. Ela é dona deste hotel. E ela é tão divertida e agradável, e diz que não espera nada… 

– Isso é o que todos dizem – interrompeu Selena.

 – Você bebeu muito? 

– Não – respondeu ela. – Eu quero fazer isso, Sel. Eu quero uma noite de espontaneidade e emoção. Uma noite para ser alguém que não sou. Depois disso, eu posso me casar com Nick. Só preciso de uma noite.

 – Você nem a conhece – advertiu Selena. 

– Nós não vamos ficar totalmente a sós. Tem o piloto. E ela me disse que vai ser totalmente gentil. 

– O que você vai dizer ao Nick?

– Vou pensar em alguma coisa – falou ela. – Só sei que não consigo ir àquela festa. Eu não quero que ele me peça em casamento hoje à noite.

 – Você está louca – retrucou Selena. 

– Eu sei! Não é maravilhoso? Eu nunca pude pirar em toda minha vida! – Ela merecia uma fantasia, só uma vez, refletiu. Tinha passado toda sua existência à espera do golpe do infortúnio seguinte. Agora tinha uma oportunidade de afastar todas as preocupações durante uma noite e viver de verdade. Demi havia se tornado uma mulher prática, que estava prestes a aceitar a proposta de casamento de um homem muito prático e, juntos, eles viveriam uma vida prática. Mas só depois que ela tivesse esta noite de pura fantasia. 

– Deixe-me falar com ela – pediu Selena. 

– O quê?

 – Você me ouviu. Eu quero falar com esse mulher. Onde você está? Quero conhecê-la agora. Se eu disser que ela parece legal, então você pode ir. 

– Eu não posso… 

– Deixe-me falar com ela ou vou chamar a segurança do hotel e encontrar vocês.

Demi se levantou e abriu a porta do banheiro. Lana estava esperando no quarto, o olhar preocupado. 

– Você está bem? Você passou um bom tempo lá dentro.

– Toma – disse ela, estendendo o celular para Lana. – Minha amiga Selena quer falar com você. – Demi sentiu o rosto quente. Aquilo definitivamente não era parte da fantasia. Ela não precisava pedir permissão de ninguém para fugir com uma mulher bonita. 

Lana lançou um olhar estranho, então pegou o telefone. 

– Oi – disse Lana. Durante um longo tempo, ficou só escutando, pontuando a conversa com um “sim” de vez em quando. Daí finalmente forneceu o número do quarto a Selena, se despediu e entregou o telefone de volta a Demi.

 – Sua amiga é um pouco assustadora. Ela sempre apavora seus pretendentes?

– Não. Só aqueles que querem me levar para fora do país num jato particular.

 Ela assentiu.

 – É bom ter uma amiga assim. Ei, ela pode vir com a gente se quiser. Você pode convidar quantas pessoas desejar. Nós podemos transformar este evento numa festa.

Uma batida soou e Demi seguiu Lana pela sala de estar. Selena estava esperando à porta, com um belo sujeito em pé atrás dela, usando jeans desbotados e camiseta. Lana os convidou para entrar, apresentando-se.

– Este é Jistin – disse Selena. – Justin, esta é minha melhor amiga mentalmente perturbada, Demetria Lovato.

Ele deu um sorriso para Demi, como para se desculpa.

– É um prazer conhecê-la – disse Justin. Ele se virou para Selena: – Por que estou aqui? – sussurrou. Aí voltou-se para Lana: – Desculpe por isto. Eu estava assistindo ao jogo de hóquei e ela me arrastou até aqui.

– Sem problemas. Ei, vocês gostariam de vir conosco? – convidou Lana. – Há muito espaço no avião. Vamos para a ilha da minha família no Caribe. Comida boa, clima bom… Boas companhias.

Selena forçou um sorriso, em seguida, agarrou Demi e a puxou para a privacidade do quarto. Quando a porta se fechou atrás delas, Sel lançou um olhar astuto à amiga. 

– Você está bêbada? 

– Eu bebi um pouco de uísque – disse Demi. – Mas não estou bêbada. Embora eu sinta… Vertigens. O que você acha? Ela não é linda?

– Sim, ela é linda. E parece ser uma pessoa muito legal. Mas você não pode estar falando sério sobre viajar com ela.

– Por que não? Ela está nos oferecendo uma viagem ao Caribe. As últimas férias que tive foram quando eu e meu pai estávamos morando na Califórnia, apenas um dia na Disney. Eu tinha 14 anos. Se você está preocupada, venha junto. – Demi suspirou. – Você nunca fez algo completamente espontâneo?

– Não – disse Selena, balançando a cabeça. – Está bem, confesso. Dormi com Justin umas doze horas depois que o conheci. Mas era diferente. Passei a noite na cabana dele nas montanhas, estava rolando uma tempestade horrível, a estrada estava interditada e… Uma coisa levou a outra. Você deveria estar noivando com Nick agora.

– E apenas uma hora atrás, você estava tentando me convencer de que eu precisava encontrar uma pessoa que fizesse meu coração disparar – rebateu Demi, agarrando a mão de Selena e a pressionando contra seu peito. – Está sentindo isto? Está acelerado. 

Selena olhou para trás, para a porta fechada. 

– Se você vai, então quero alguma garantia de que ela vai te trazer de volta inteirinha. – Ela abriu a porta do quarto e chamou Lana. – Dê-me sua carteira – ordenou a ela.

 Lana fitou a mulher com desconfiança, porém obedeceu, pegando a carteira e entregando a ela. Ambas ficaram observando enquanto Selena vasculhava o conteúdo.

– É possível enxergar a alma de uma pessoa apenas examinando a carteira. – Ela encontrou uma foto de uma garota. – Quem é esta? Sua esposa? 

– Minha irmã – disse ela. -  No aniversário de 21 anos dela. 

Selena pegou um cartão American Express Black. 

– Imagino que você use isto para contratar os serviços de garotas de programa? 

Lana riu. – Não. Eu nunca estive com uma garota de programa. Pelo menos não que eu saiba.

 Ela ergueu um preservativo. 

– O que é isto? 

– Acho que você sabe o que é isto – retrucou Lana. – É sempre uma boa ideia estar preparada. Sou uma mulher que acredita em prudência, e principalmente sou intersexual.

 – Bom garota – comentou Justin da porta do quarto. Selena lançou-lhe um olhar frio.

– Tudo bem – respondeu ela. – Bem, acho que Demi deve ficar com o preservativo. – Ela fechou a carteira e a sacudiu sob o nariz de Lana. – Se você fizer qualquer coisa que machuque minha amiga, vou te caçar e arrancar as partes que tornam o uso de camisinha necessário. Eu quero ela de volta, o mais tardar, na segunda-feira de manhã.

Demi se colocou entre elas, pegando a carteira de Lana e entregando-a de volta a ela.

– Chega. – Então acompanhou Justin e Selena até a porta. – Eu te ligo quando chegar lá, prometo. Estou com meu celular. 

– O que você vai dizer a Nick?

 – Vou pensar nisso quando ele me telefonar – disse. Aí jogou os braços em volta do pescoço de Selena e a abraçou. 

– Eu ainda acho que você está maluca – murmurou Selena. 

Demi sorriu. 

– Eu sei. Mas isso é tão bom.


LANA OLHOU para a poltrona ao lado e ficou observando enquanto Demi dormia, a cabeça apoiada em seu ombro. Ela inclinou-se para mais perto e respirou fundo, deixando o aroma do perfume delicado provocar seu nariz.

Depois de resolverem um monte de coisinhas aqui e ali, Lana conseguiu colocá-la no avião e decolar. Demi não era muito fã de voar, se mostrara preocupada com o tamanho do avião e com o fato de ter apenas um piloto a bordo. Mas Lana garantira a ela que também possuía brevê e que seria capaz de pousar o avião caso seu piloto por acaso morresse.

Ela passou a primeira meia hora no limite, questionando cada som e batida. Daí, depois de algumas taças de champanhe, tirou os sapatos, se encolheu em uma das imensas poltronas de couro e cochilou. Lana sorriu para si, relutante em acordá-la. Então aproveitou a oportunidade para admirá--la livremente.

Lana não tinha notado até então, mas Demi possuía a boca mais perfeito. Como seria beijar aquela boca?, perguntou-se. Embora tivesse assegurado a ela que não tinha expectativas, aquilo não a impedia de pensar em seduzi--la. Afinal, ela a achava incrivelmente atraente. E quanto mais a conhecia, mais interessado ficava.

Que tipo de mulher fugiria da própria festa de noivado e entraria em um avião com uma completa estranha? Tirando seu hábito de dizer o que quer que viesse à mente, Demi não parecia ser do tipo impulsivo. No entanto, ali estava ela, fugindo para o paraíso com Lana. Ela não havia revelado muito sobre si, além do fato de ser administradora de um haras, de ter se mudado muito quando era criança e de estar prestes a se casar com o filho do chefe.

Mas Lana enxergara algo naqueles olhos, na maneira como a testa dela franzira enquanto tomava a decisão de escapulir. Era como se a oferta de Lana tivesse lhe tirado o peso do mundo dos ombros. Não era apenas uma proposta de casamento que ela estava tentando evitar. Isto poderia ter sido resolvido com um simples “não”. Lana desconfiava de que havia algo mais, algo muito mais profundo que a estava puxando para baixo.

Todos tinham pelo menos alguns segredos, refletiu ela. Sua vida amorosa mesmo não tinha sido um mar de rosas. Cinco anos antes, ela sentira-se preparada para pensar em casamento. Mas depois de um noivado longo, sua noiva, uma designer de interiores que trabalhava na empresa dela, a trocou… Por seu irmão  velho. Desde então, toda reunião de família era um poço de constrangimento para Lana.

Ela se virou para olhar pela janela do jatinho, procurando as luzes da pista de pouso em Angel Cay. Aquela ilha no Caribe era de sua família desde que o avô a adquirira, quarenta anos atrás. Na época, o conselho administrativo da empresa ficara relutante quanto à compra. E o terreno era pouco mais do que uma pequena faixa de areia e arbustos a noroeste de Abaco. Mas ao longo dos anos, a ilha se tornou um projeto querido de seu avô e ele a transformou num paraíso tropical exuberante com palmeiras, jardins e construções revestidas de ripas brancas.

Ele projetara uma bela casa de veraneio, feita para resistir a furacões. A pista de pouso fora ampliada há dez anos, a fim de acomodar os jatinhos, e casas particulares foram construídas na extremidade norte da ilha, criando um resort exclusivo muito popular entre os figurões de Hollywood.

Embora os chalés provavelmente estivessem reservados, Lana sabia que a casa principal estava vazia. Sua família estava passando as férias no mais novo hotel do clã, nas Bermudas, inclusive o irmão e Alicia. Lana tinha ido embora de lá no dia seguinte ao Natal, usando como pretexto uma semana de reuniões em algumas das propriedades dos Estados Unidos.

Embora estivesse preparada para saudar o Ano Novo sozinha em uma suíte confortável em algum lugar do mundo, Lana agora estava feliz por ter escolhido entrar num elevador com defeito. Ela nem sabia direito o que estava fazendo com Demi, ou aonde iriam durante aquele período juntas, mas, a partir do momento em que pôs os olhos nela, concluiu que não perderia muito tempo pensando no assunto. 

Lana estendeu a mão e a tocou no joelho. 

– Ei – sussurrou. – Demi. Acorde. Ela abriu os olhos, então franziu a testa, absorvendo o ambiente. No início, pareceu não saber onde estava, mas daí olhou diretamente para Lana. 

– Algum problema com o avião? 

– Não. Mas vamos pousar logo, logo. 

– Muito champanhe – murmurou ela, esticando os braços acima da cabeça. – E não dormi na noite passada.

Os olhos de Lana pousaram na curva delicada dos ombros dela e na pele macia dos seios, acima do decote profundo. Inspirando de maneira ofegante, ela ignorou o desejo que corria dentro de si. Tinha feito uma promessa para ela e pretendia cumpri-la, independentemente do quão difícil fosse fazê-lo. 

– Você precisa colocar o cinto de segurança.

 Demi se endireitou na poltrona e procurou as pontas do cinto, porém se atrapalhou para afivelá-lo. Lana saiu de seu assento e se ajoelhou diante dela para ajudar. Quando ela se inclinou para frente, as cabeças de ambas colidiram. Lana a olhou e encontrou os lábios viçosos a apenas alguns centímetros de distância, então o impulso de beijá-la foi inegável.

Lana roçou os lábios nos dela e Demi sentiu a respiração presa na garganta. O tempo pareceu estagnar, o ronco suave dos motores embalando as duas numa contemplação silenciosa sobre o que havia acabado de ocorrer. Lana nunca pensara demais no ato de beijar uma mulher. Normalmente a coisa toda acontecia naturalmente. Mas com Demi, havia muito mais em jogo. Um beijo poderia significar o fim daquele momento juntas. Um beijo… E ela poderia exigir que Lana desse meia-volta e a levasse para casa.

Mas tal como se houvesse ali um sabor tentador, ao qual ela era incapaz de resistir, Lana roçou os lábios nos dela mais uma vez, agora delineando os vincos da boca delicada com a língua. Demi suspirou baixinho quando seus lábios se entreabriram, e aí Lana tomou a reação como um convite, aprofundando o beijo.

Tocando as laterais do corpo dela, Lana a incitou a sentar-se outra vez na poltrona de couro macio. Não houve qualquer reação para indicar que Lana deveria parar. Demi até parecia curiosa para explorar mais. A mão dela pousou no peito dela, e Lana  soube que ela podia sentir seu coração batendo através do tecido da camisa.

Lana acariciou a perna dela, a pele como seda sob seus dedos. O tecido da saia farfalhou quando Lana enfiou a mão por baixo. Não a conhecia, no entanto a atração era tão intensa que ela mal conseguia se controlar.

Embora Lana tentasse dizer a si que beijá-la era o suficiente, o processo de seduzi-la lentamente era o que mais a intrigava. Cada palavra entre eles, cada olhar, cada toque as direcionava a este rumo, mais e mais. Elas haviam começado da estaca zero no elevador, duas completas desconhecidas dividindo uma bebida na penumbra. E agora, algumas horas depois, estavam cada vez mais próximas da rendição.

Quando Lana finalmente se afastou e olhou para ela, o rosto de Demi estava corado e os lábios úmidos. Ela prendeu a respiração, aguardando por um protesto, o qual nunca veio.

– Preciso ir até a cabine do piloto – murmurou Lana. Daí afivelou o cinto de segurança dela, levantou-se e respirou fundo, desejando que seus batimentos cardíacos desacelerassem. 

– Algum problema com o piloto? – quis saber ela. 

– Ele nunca pousou em Angel Cay e eu já. Pode ser complicado. Volto daqui a alguns minutos.

Lana seguiu para a cabine e assumiu o assento do copiloto. Jeremy Nichols, um dos melhores pilotos da corporação, era o responsável por aquele voo. Ele ficara mais do que feliz por deixar Nashville cedo, principalmente porque a viagem envolvia uma escala de dois dias no Caribe.

– Você vai achar melhor dar a volta e pousar a partir do lado oeste. Normalmente, há uma brisa muito pesada que vem do leste. A pista tem 5.500 pés. Pouse entre as luzes azuis e você terá espaço de sobra.

– Entendi — disse Jeremy. Ele olhou para Lana. – Então… Quem é a garota? Pensei que você estivesse planejando passar o fim de semana de Ano Novo trabalhando.

 Lana riu. 

– Você me culpa por mudar de ideia? 

– Ela é bonita. Onde a conheceu?

 – Em um elevador. – Ela sorriu, seu olhar examinando os instrumentos. – Sei lá. Ela tem algo de especial. Estávamos sentadas no escuro e só a voz dela já foi o suficiente para me atrair. É como se eu já a conhecesse, mas nós somos completas estranhas.

– Bem, estou feliz porque você a conheceu. Não me importo de passar os próximos dias deitado numa praia cultivando meu bronzeado.

 – Eu pensei em mandar você de volta para San Diego – brincou Lana. 

– Não! – protestou Jeremy. 

– Estou brincando. O chalé da piscina vai estar vazio. Você pode dormir lá.

– E onde a garota vai dormir?

– Onde ela quiser – respondeu Lana. – Temos um monte de quartos, embora eu não vá achar ruim se ela quiser dividir o meu. Agora, podemos parar de falar e pousar este avião? 

– Você manda, chefe. 

Revisaram o checklist de pouso com uma eficiência silenciosa, e embora Jeremy estivesse focado no trabalho em mãos, Lana não conseguia tirar a pergunta do piloto da cabeça. Onde Demi iria dormir? Será que ela achava que Lana tinha intenções de dividir a cama? Embora Lana tivesse deixado claro que seria muito respeitosa, não havia como negar a atração entre elas.

Com outras mulheres, ela sempre tivera certeza dos rumos de suas noites. Mas, pela primeira vez, era bom não saber. O que quer que acontecesse entre as duas seria uma surpresa. Eis aí sua resolução de Ano Novo, pensou. 

– Acrescentar mais espontaneidade à minha vida – sussurrou. 

– O quê? – perguntou Jeremy, estendendo a mão para o interruptor que baixava o trem de pouso.

– Nada – disse Lana.

Diabos, ela havia trazido Demi para um dos lugares mais românticos do mundo. Não podia fazer nada se a atmosfera tinha um efeito sedutor sobre aquela mulher linda.

NA PRÓPRIA pista de pouso, eles tomaram um Range Rover, com as janelas abertas para receber o ar tépido da noite. Demi sentou-se no banco de trás com Lana, sentindo-se um pouco desconfortável na companhia de Jeremy e do motorista. O que os outros dois homens pensariam dela? Será que era apenas mais uma de uma longa fila de mulheres que Lana Del Rey trazia àquela ilha para seduzir? Ou eles estavam cientes de que ela e Lana não estavam romanticamente envolvidas? Demi gemeu por dentro, seus pensamentos vagavam de volta ao beijo que tinham dado no avião. Ela deveria estar cheia de remorso, mas não conseguira reunir nem um bocadinho de culpa pelo que havia feito.

Durante todo o tempo que estivera com Nick, ele nunca provocara nela o mesmo tipo de reação que Lana. Ela estremeceu, a lembrança causava uma profunda reação física. Foi um beijo delicioso, e algo que ela provavelmente teria de explicar para Jeffrey… Um dia.

Embora a noção de voar com uma bela desconhecida fosse digna de fantasia, Demi ainda precisava racionalizar sua decisão. Talvez aquele fosse o equivalente feminino a uma despedida de solteiro, uma última chance para semear suas loucuras antes de comprometer-se a Nick. Além disso, embora o beijo tivesse sido maravilhoso e Demi houvesse cedido a ela voluntariamente, não fora uma iniciativa dela.

Aquela não era exatamente a melhor racionalização, mas haveria tempo para pensar em algo melhor. A partir de agora, Demi ia manter Lana atenta à promessa que fizera: sem expectativas. E sem mais beijos.

A fachada da casa arrematada em estuque estava iluminada em meio à penumbra, e Demi conseguia vê-la a partir da entrada longa e sinuosa. Quando eles se aproximaram, ela percebeu que não era apenas uma casa, mas uma enorme propriedade. A casa principal em Beresford Farms era boa, mas esta casa era verdadeiramente impressionante. 

– Uau – murmurou ela.

 – Eu sei – disse Lana. – Meu avô começou a construí-la e aparentemente não conseguia parar. É suntuosa, e bem aconchegante. Você pode ficar num quarto na casa principal ou ficar em um dos chalés.

– Receio que todos os chalés estejam alugados, srt. DelvRey – avisou o motorista. 

– Então só temos a casa – respondeu Lana. Quando o Range Rover parou, Lana saltou e ajudou Demi a sair também, apoiando o braço no cóccix dela enquanto elas se aproximavam da varanda ampla que contornava o casarão.

A porta da frente foi aberta e uma jovem saiu correndo. Ela jogou-se nos braços de Lana.

– Ah, você chegou! Deus, achei que ia ter que passar a véspera de Ano Novo sozinha. Chris não pôde vir no mesmo voo que eu, e papai disse que eu não poderia enviar um de nossos jatinhos para buscá-lo, então agora ele está preso em Nova York e eu estou presa aqui. Mas agora tenho um jato. –Ela olhou para Jeremy. – E um piloto, pelo que vejo. – Ela olhou para Demi. Afastando-se de Lana, estendeu a mão. – Sou a irmã de Lana.

 – Caroline, esta é Demi. Demetria Lovatos. 

– Lovato – corrigiu Demi. 

– Certo. Lovato. Demi.

 – Você é a namorada de Jeremy? – Quis saber ela, olhando para o piloto. 

– Ela veio comigo – disse Lana. 

– Sério? Lana nunca traz companhia para a ilha. Você deve ser muito especial. – Com isso, ela se virou e caminhou de volta para dentro da casa. – Vamos lá, Jeremy, vou te dar comida e logo depois vamos buscar meu namorado em Nova York.

– Aposto que ela é uma bela encrenca – murmurou Jeremy, subindo os degraus da frente. Quando chegou ao topo, ele se virou. – Boa noite. Foi um prazer voar com vocês dois. – Ele desapareceu pela porta aberta, deixando Dem e Lana a sós.

– Desculpe por isso – disse Lana. – Eu não sabia que ela estaria aqui. Pensei que o lugar estaria livre só para a gente. Mas ela vai embora em breve.

Na verdade, Demi estava feliz pela companhia. A presença de outras pessoas iria impedi-la de lançar toda a cautela ao vento e se comportar mal.

 – Ela é sua irmã – disse Demi. – E eu não me importo que ela fique.

 Lana estendeu as mãos e acariciou os braços dela, causando-lhe um tremor pelo corpo inteiro. Elas se conheciam há apenas quatro horas, mas ela já ansiava pelo toque dela. As mãos de Lana eram fortes, a carícia, segura, como se ela estivesse acostumada a ter tudo que desejasse.

Demi oscilou um pouco, os joelhos lentamente se transformando em geleia. Como se ouvisse os pensamentos dela, Lana a tomou nos braços, o corpo de Demi se moldando ao dela. Daí os lábios de Lana capturaram os dela em um longo e delicioso beijo.

Não, aquilo não era para acontecer outra vez, pensou Demi enquanto tentava freneticamente descobrir um jeito de impedi-la. Mas conforme o beijo ficava mais intenso, ela sabia que negar a atração era um exercício em vão. Como seria capaz de voltar a sentir-se satisfeita com Nick?, perguntava-se. Aquilo ali, agora, era paixão de verdade. Quando Lana finalmente se afastou, Demi olhou para ele. 

– Nós não devíamos estar fazendo isso – murmurou ela.

 Lana piscou, como se estivesse surpreso diante de tal declaração.

– Mas pensei que você tivesse gostado… 

– A questão não é essa – explicou Demi. – Eu estou… Noiva. Ou quase noiva.

– Mas você gostou – insistiu Lana, inclinando-se para sussurrar as palavras ao ouvido dela.

– Sim – respondeu com uma voz estrangulada. – Mas não quero que você pense que haverá mais. – Oh, a quem ela estava enganando? Demi não podia negar o desejo que brotava dentro de si toda vez que as bocas delas se encontravam. Selena estava certa. Demi fora louca ao aceitar aquele convite. Cada minuto nos braços de Lana só fazia tornar mais impossível pensar no casamento com Nick.

– Tudo bem – disse Lana, passando a mão ao longo do quadril dela. – Nada de beijos. 

– E nada de toques também – disse Demi.

 Lana afastou a mão do corpo dela.

 – Tudo bem. Mas se você me beijar, não posso ser responsabilizada por gostar. – Lana agarrou a mão dela e a incitou a entrar na casa, já ignorando o pedido para evitar toques. – Eu prometi praia para os seus pés. Venha. Vou te mostrar seu quarto e depois vamos descer para a praia.

Enquanto se apressavam pela casa, Demi observava o ambiente luxuoso. A noite estava ficando cada vez mais surreal. Ela era apenas uma garota comum, acostumada a passar suas noites com o nariz enterrado em papelada e os dias com os pés enterrados em feno. Ela conhecia pessoas que viviam naquele luxo e havia até mesmo testemunhado isso de pertinho, mas nunca tinha percebido o quanto tudo era sedutor.

A casa parecia saída de uma revista de viagens. Tinha uma arquitetura em estilo francês, uma estrutura em forma de U, com um pátio no meio, completo, com jardim, fonte e tudo. Todos os quartos davam para o pátio, com suas portas francesas altas no lugar de janelas, todas abertas para captar a brisa do mar. Demi podia sentir o cheiro do mar e ouvir as ondas ao longe.

Elas caminharam ao longo de uma imensa galeria externa, com cadeiras e mesas espalhadas entre enormes palmeiras em vasos. Ela passou por uma jardineira suspensa coberta com algum tipo de flor exótica, e o cheiro delas era como perfume. Demi inalou profundamente outra vez, tentando memorizar todos os aspectos da noite. Ela meio que esperava abrir os olhos e descobrir que estava sonhando.

Quando chegaram ao fim da galeria, tomaram as escadas para o segundo andar e Lana a guiou através de um conjunto de portas francesas que dava para um cômodo mal iluminado. O local era dominado por uma enorme cama de dossel, cercada por um mosquiteiro e coberta com lençóis caros.

– Espero que esteja bom para você – disse ela, tirando o casaco e jogando-o sobre o braço de uma poltrona superconfortável. 

– O banheiro fica bem ali. Se você precisar de alguma coisa, pode discar “sete” e o recepcionista do resort vai cuidar de você. Vou me certificar para que Pris encontre roupas para você antes de ela viajar.

Demi observava enquanto Lana tirava  a camisa. Aquilo ia ser muito mais difícil do que ela esperava. Seus dedos se contraíram e ela imaginou como seria sentir a pele de Lana. Seus pensamentos poderiam ser considerados uma infidelidade. Será? Aquilo era infidelidade! 

Lana franziu a testa. 

– O quê? 

– Você está tirando a roupa – disse ela. 

Lana parou, depois deu uma risadinha.

– Só estou ficando um pouco mais confortável antes de caminharmos até a praia – disse ela. – Desculpe. Este lugar desperta o boêmia em mim. 

Demi sentiu o rosto quente de vergonha. 

– Não, tudo bem. Eu pensei que… Bem, não importa.

 – Volto a lembrá-la – sussurrou Lana enquanto cruzava o quarto. – Só vai acontecer alguma coisa se você quiser.

– Por que você me trouxe aqui? – questionou Demi, dominada pela curiosidade. Se não era para sexo, então para o quê seria?

Lana pensou na pergunta dela por um longo momento, depois deu de ombros.

– Não tenho certeza. Eu só não queria deixar você ir embora. Achei você… Intrigante.

Aquilo fez Demi rir. Que confissão ridícula. Intrigante era a última palavra que ela usaria para se descrever. Talvez ela finalmente tivesse conseguido adquirir um ar de mistério. Ou talvez simplesmente fosse esquisita o suficiente para despertar a curiosidade de Lana.

– Não é tão complicado assim. – Lana apertou o braço dela levemente. – Por que você não se acomoda e eu vou até a cozinha pegar algo para bebermos? Aí podemos seguir para a praia. Vou pedir o jantar também.

Ela saiu, deixando Demi a sós com seus pensamentos. Ela sentou-se na beiradinha da cama e balançou a cabeça. Nada aconteceria se não quisesse. Na verdade, se Lana tivesse continuado a se despir, ela teria ficado bastante tentada a arrancar as próprias roupas até ficar nua.

Ambas podiam sentir o desejo entre elas e ambas sabiam exatamente onde ela poderia levá-las. Mas havia uma linha intransponível, um ponto sem volta. Se Demi esperava retornar para casa e se casar com Nick, então teria de se comportar e colocar tais sentimentos de lado. Alguns beijos descuidados eram perdoáveis. Mas um encontro sexual completo, não. Lana havia lhe prometido férias tropicais e era exatamente disso que ela precisava antes de prosseguir com sua vida.

– Apenas aproveite enquanto durar – disse baixinho. Tudo. Pois não era sempre que uma fantasia se tornava realidade.



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