História Paraíso Mortal - Capítulo 65


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Categorias Originais
Tags Assassinato, Drama, Medo, Monstros, Morte, Psicopatas, Revelaçoes, Sangue, Serial Killers, Terror
Exibições 6
Palavras 2.161
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Visual Novel
Avisos: Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hahaha, senti saudades de vocês. Espero que gostem! Aproveitem :p

Capítulo 65 - Wintershire À Meia-Noite


Fanfic / Fanfiction Paraíso Mortal - Capítulo 65 - Wintershire À Meia-Noite

PARAÍSO MORTAL – WINTERSHIRE

        CAPÍTULO 1

        WINTERSHIRE À MEIA-NOITE

 

        MONTE NEVERWINTER – 3 ANOS ATRÁS...

 

            Na cidade de Wintershire no Canadá, existe um monte que está sempre em uma condição climática extrema. Lá sempre neva, apesar do nome controverso.

 

            Do nada, duas pessoas entram desesperadas em um chalé enorme que ficava no monte. Era um homem e uma mulher, totalmente cobertos por roupas de frio, porém, as mesmas estavam rasgadas e cobertas de sangue, sem contar o fato de que estavam bem feridas. Eles trancaram a porta e se afastaram dela, se olhando amedrontados. A neve lá fora estava muito densa, como sempre.

           

            Laila: Nós não devíamos ter vindo aqui essa noite… – Disse com uma voz chorosa, encolhendo os braços, fungando e tampando o rosto. Logo ela começou a chorar.

            Jim: Ei, ei, ei… – Segurou a garota pelos ombros. – Fica calma!! Temos que arrumar um jeito de sairmos da cidade! E não vai ser chorando que vamos fazer isso… – Tentou tranquilizar a garota.

            Laila: Eles estão mortos, Jim! Todos os nossos amigos foram mortos… – Limpou algumas lágrimas.

            Jim: Me ouça. – Respirou fundo. – Eu e você estamos vivos! Temos a chance de sairmos daqui respirando, entende? Se ficarmos parados aqui, aquela coisa vai nos pegar, então é melhor darmos logo o fora daqui… – Quando olharam para a porta, que tinha uma janela, viram um vulto se movendo muito rápido no lado de fora. – Temos que ir! – Empurrou a garota para que a mesma pudesse fugir na sua frente.

 

            Do nada, alguma coisa arrombou a porta do chalé e sumiu no escuro, deixando as duas pessoas desesperadas para fugirem rapidamente. Ambos começaram a correr sem olhar para trás. Eles nem conseguiam ver os movimentos da coisa. Enquanto percorriam o caminho até a saída do local, algo pulou em cima de Jim e ambos caíram em um local mais escuro ainda, onde não se era possível ver nada.

            Laila parou de correr e olhou para trás, amedrontada. O rapaz começou a berrar, até que sangue e tripas foram jogadas para a parte iluminada. A garota começou a berrar e tentou correr, mas assim que chegou na porta, percebeu que a mesma estava trancada, então não conseguiu sair. Quando ela olhou para trás, a criatura avançou em cima dela.

 

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            ATUALMENTE – 2019

 

            Um ônibus chega na cidade de Wintershire. Estava de dia ainda. Era um ambiente chuvoso e urbano, com uma neblina que ia descendo lentamente do céu. As pessoas tinham uma expressão seca e sem vida, sempre com seus guarda-chuvas, as vezes até mesmo se deixando molhar. As ruas eram extremamente molhadas e bem-feitas. A cidade em si era bem-feita, porém tinha aquele tom sem vida.

            Dentro do transporte estava Eleonor e sua amiga Claire. Ambas caucasianas, só que Eleonor tinha o cabelo mais curto, caído até um pouco abaixo dos ombros. A garota observava aquela população morta enquanto sua amiga falava mil coisas ao mesmo tempo, porém ela estava tão distraída que acabou não ouvindo o que sua amiga estava falando. Ela também estava de fones, tocando uma música baixa.

 

            Claire: Elle? Está me ouvindo? – Questionou.

            Eleonor: Ahn? – Tirou os fones e olhou para a amiga que estava com uma cara de bunda. – Não, desculpa. O que você disse?

            Claire: Ai, Elle! Você sempre se distrai! – Exclamou. Elle entortou a boca e levantou as sobrancelhas, não dando muita importância para aquilo. – Bom, vou repetir. Eu disse que estou com medo de enfrentar a faculdade, sabia? Tipo, eu sou de exatas, mas nunca me dei bem em provas, por mais que eu estudasse! Nem sei como consegui ser selecionada para estudar aqui… – Suspirou. – Arquitetura… será que vou me dar bem? – Ao olhar para a amiga, viu que a mesma se distraiu novamente. – Eleonor!! – Exclamou indignada.

            Eleonor: Ahn? Desculpa…

 

            O transporte então chegou em uma estação, onde as duas desceram e resolveram ir andando até um hotel, onde passariam a noite para irem para a universidade no dia seguinte. Claire foi tagarelando até chegarem no local, porém Eleonor não deu muita atenção. Elle foi olhando os prédios em volta, porém não notava nada demais neles.

            Ao chegarem no Hotel, as duas se estabeleceram, tomaram banho e foram dormir. No dia seguinte, pegaram outro ônibus e partiram para a universidade. Dessa vez, Eleonor percebeu que haviam relógios estranhos, com o símbolo da meia-noite pintado de vermelho sangue. Nas ruas haviam “profetas” dizendo:

 

            ???: Vão!! Essa noite, se escondam em suas casas. Hoje é noite de caçada… – Olhou em volta. – Segurem suas cruzes, tranquem suas portas! Os corvos irão dominar as ruas, carregando armas para ceifar vidas pagãs. Forasteiros vis, se escondam, não apareçam nas ruas! A Grande Catedral será aberta novamente, o círculo será ativado! A escuridão tomará conta da cidade novamente… – Respirou fundo. – Aos que se proclamam heróis, que tentam salvar as pessoas da caçada, boa sorte, pois vocês serão os criminosos nesta noite.

 

            Depois de muito tempo, as duas chegam na faculdade, que era enorme. Haviam vários estudantes entrando no local, mas todos eram vazios como todo o resto da população. Alguns estudantes eram mais normais, provavelmente eram novos na cidade. Esses novos alunos se sentiam extremamente desconfortáveis com aquele ambiente.

            Eleonor era uma das alunas especiais escolhida a dedo para estudar lá. Haviam feito uma escolha a dedo de alunos acima dos acima da média para estudarem lá. Inclusive tinham uma sala única, separada dos demais. Todos tiveram sua primeira aula sobre arquitetura com um professor chamado Moriarty. Um homem de 30 anos, cabelo raspado, barba rala, branco e roupas de frio. Era um cara super humorado.

            A aula terminou e todos foram para seus quartos. Pela universidade também haviam vários daqueles relógios bizarros. A hora foi passando e todos foram para seus quartos dormir. Eleonor e Claire acabaram ficando como parceiras de quarto.

 

            Claire: O que você achou da aula? – Perguntou tranquilamente para Eleonor, que estava deitada na cama, lendo um livro.

            Eleonor: Normal. – Virou a página. – E você?

            Claire: Nem prestei atenção. – Começou a rir. – O professor é bem bonito, não é?

            Eleonor: É sim, é sim. – Disse secamente.

            Claire: … – Olhou indignada para a amiga e jogou um livro nela.

            Eleonor: Que merda foi essa, Claire??

            Claire: Porra, como você consegue ser tão seca?? Nem parece que é minha amiga! – Exclamou. – Cara, você parece estar sendo obrigada a ficar comigo no quarto. Porra, fala alguma coisa!!

            Eleonor: Claire, eu sempre fui assim!! Porra, por que você está fazendo isso?? Nem parece que me conhece! – Exclamou.

            Claire: Você é lésbica, Elle? – Perguntou

            Eleonor: O quê?? – Perguntou confusa.

            Claire: Sim, lésbica! Porra, eu falo dos meninos com você, mas você nem dá bola!!

            Eleonor: Não, eu não sou!! – Exclamou. – Eu só não vejo necessidade de ficar falando que todo garoto é bonito! Eu sou mais sútil, sabia??

            Claire: Está me chamando de jogada??

            Eleonor: Claire, que drama é esse?? – Questionou confusa. – Você surtou? Brigou com Luthor de novo?

            Claire: Ai… – Segurou a ponte do nariz. – Eu vou no banheiro me preparar para dormir… – Saiu do quarto, batendo a porta.

            Eleonor: Que merda foi essa? – Voltou para a cama, pegou o celular e ficou olhando o Facebook. Ela havia perdido a paciência para ler o livro.

 

            Do nada, o relógio na parede deu meia-noite e sinos começaram a tocar no lado de fora. De supetão, toda a energia da universidade foi caindo gradativamente. O sinal do celular sumiu. Elle ficou confusa e começou a se lembrar do que aquele “profeta” ficou exclamando pelas ruas. Será que tinha alguma coisa a ver?

            O clima começou a se tornar pesado e assustador, um silêncio pairava totalmente pela faculdade. Passaram-se 20 minutos e Claire ainda não havia voltado. Desconfiada com aquilo, Elle pegou o celular, seu carregador portátil e fones e partiu atrás da amiga. Ela usou a lanterna do celular para ver o caminho.

            Ela chegou em um corredor que estava completamente sujo de sangue. Na verdade, todo o caminho à frente estava sujo de sangue, porém não haviam tripas ou corpos jogados. Muito menos ela ouviu gritos de pessoas morrendo. Haviam mensagens escritas nesse sangue. Coisas como: “Boa sorte”, “Caia fora”, “Atrás de você”.

            Quando olhou para trás, pelo caminho que ela já tinha passado, viu que estava no mesmo estado. Seria aquilo uma ilusão? Sem outras opções, ela seguiu em frente, indo em direção dos banheiros, até que começou a ouvir gemidos estranhos vindo de fora da faculdade, como se fosse um hino constante, de horror.

            Eleonor começou a soar frio, porém continuou seguindo caminho. Assim que ela passou do lado das ventilações, barulhos começaram a vir delas. Ela olhou em volta e percebeu que a faculdade estava completamente vazia. Um barulho estrondoso veio de dentro das ventilações. Do nada, as mesmas foram quebradas e um aligátor caiu de lá.

            Ele parecia perdido, nem havia visto Elle por lá. Vendo a criatura, ela ficou completamente paralisada. Lembrando do que os sobreviventes de Payne Island disseram, ela começou a seguir as dicas. O bicho a olhou, mas não conseguia senti-la. Assim que a criatura se virou, ela começou a dar passos lentos para trás. Já que a coisa não ia sair dali, ela precisava dar um jeito de sumir sem ser vistas.

            Infelizmente ela acabou escorregando no sangue e caiu de bunda no chão, chamando a atenção da bizarra criatura, que estava com os olhos brilhando. A coisa berrou bem alto e partiu em direção da mesma, que rapidamente se levantou e começou a correr desesperadamente, dando algumas escorregadas no sangue, porém não caía.

            O bicho dava algumas investidas contra a garota, mas por sorte ela desviava, assim não sendo pega e morta pela coisa. Até que o aligátor consegue atingir ela com a cabeça, fazendo ela desequilibrar e cair por uma escadaria que ela estava passando perto. O monstro pulou pelas paredes até chegar na garota, que se levantou rapidamente e voltou a correr.

            A coisa pulou e tentou pegar a garota com suas garras, mas só conseguiu fazer um rasgo em seu casaco. De longe, ela viu um elevador. Para atrasar o bicho, ela começou a derrubar os armários, até que um acabou caindo em cima da criatura, a prendendo. Ela chegou no elevador e começou a apertar os botões. O monstro se soltou a partiu em direção dela.

            Seu coração acelerava mais e mais enquanto via o bicho se aproximando, ela estava definitivamente cercada. Para sua sorte, antes que fosse pega, as portas se fecharam e o elevador subiu, indo até a parte superior do prédio da universidade, que era ao ar livre. Ao chegar lá, ela se deparou com uma chuva muito forte. A maior parte da cidade estava sem iluminação, mas ela conseguiu ver uma luz intensa vindo de longe. O som do hino sombrio também estava mais intenso. Antes que ela fosse checar tudo, uma voz veio de um rádio.

 

            ???: Hey, menina… – Era uma voz velha e cansada, também parecia apavorada. – Posso te ver daqui. Não vá para as ruas, é noite de caçada.

            Eleonor: Quem é você?? O que está acontecendo?? Por que tinha um aligátor aqui?? – Questionou confusa e apavorada.

            ???: Eu lhe darei as respostas. Existe um caminho por trás da faculdade. Ele irá te levar até minha catedral. Ela e bem pequena, você irá conseguir vê-la daí de cima. Não tema, ao contrário de todo mundo, eu estou realmente tentando ajudar. Sou apenas um padre que tenta ajudar os despertos que andam pela cidade, perdidos em meio ao caos. – Disse com calma. – Ele está vindo, tenho que desligar. Dê uma olhada lá fora… – O rádio desligou.

 

            Eleonor andou até a beirada do prédio e olhou para baixo. Ela viu várias pessoas vestidas como corvos, carregando tochas e amas brancas, indo em direção da grande catedral. Ao olhar para o outro lado, ela viu a pequena igreja do padre, que estava só um pouquinho longe, mas não era preciso ir pelas ruas para chegar até lá. Apavorada, ela esticou a mão e deixou as gotas da chuva caírem nela. Em cima de um prédio muito alto, sentado na beirada do mesmo, estava Malik, observando a garota. O vento balançava suas vestimentas.

 

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            SINOPSE DO PRÓXIMO CAPÍTULO:

 

            Claire se vê presa e agora terá que enfrentar algo que ela não estava preparada. No fim, ela recebe uma ajuda inesperada.

 

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            FIM

            PRÓXIMO CAPÍTULO

            QUANDO OS SINOS TOCAM


Notas Finais


OBG POR LER *------*
Galera, eu pretendo transformar essa saga na mais aterrorizante de todas. Então esperem por muitas coisas fodas!


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