História Paraíso Mortal - Capítulo 66


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Categorias Originais
Tags Assassinato, Drama, Medo, Monstros, Morte, Psicopatas, Revelaçoes, Sangue, Serial Killers, Terror
Exibições 9
Palavras 2.797
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Visual Novel
Avisos: Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 66 - Quando Os Sinos Tocam


Fanfic / Fanfiction Paraíso Mortal - Capítulo 66 - Quando Os Sinos Tocam

PARAÍSO MORTAL – WINTERSHIRE

        CAPÍTULO 2

        QUANDO OS SINOS TOCAM –

 

        Claire: Eu não consigo acreditar no quanto ela é insensível… – Bufou, reclamando da amiga. –Ah, mas ela é minha amiga e sempre foi desse jeito. Quando eu voltar para o quarto, irei me desculpar por chamá-la de lésbica. – Sorriu e continuou seu caminho até o banheiro, que era um tanto longe do quarto.

 

            Do nada, seu relógio começou a apitar, indicando que já havia dado meia-noite. A garota não dá muita bola, até que os sinos da catedral principal começam a badalar, fazendo um barulho muito alto. Toda a energia do lugar começou a cair gradativamente, deixando a garota preocupada, porém, ela não se importou muito e continuou seu caminho.

            Claire entra no banheiro e começa a fazer sua higiene pessoal. Como estava sem energia, a água do chuveiro estava fria, mas ela não se importou muito. Assim que ela desligou o aparelho, notou que havia um tipo de hino estranho vindo de longe, parecendo ser de fora da faculdade.

            Começando a ficar assustada com aquilo, ela começou a se apressar para terminar. Quando ela foi abrir a porta para sair do banheiro, um rebuliço acontece. A porta treme como se algo tivesse sido jogado contra ela. Alguns grunhidos começam a ecoar pelo lado de fora, fazendo com que a mesma andasse alguns passos para trás, com medo do que poderia ter do outro lado.

            Depois de esperar um pouco, suando frio e tremendo muito, a garota nota que os barulhos de grunhidos pararam, menos o hino aterrorizante que vinha do lado de fora. A jovem então tomou coragem e abriu a porta, vendo que não tinha nada do outro lado. As coisas estavam estranhas, pois dentro da faculdade estava um silêncio enorme, além do fato de que os vigias noturnos haviam desaparecido.

            Claire engoliu a seco e começou a andar, assim voltando para o quarto. Ao chegar em um determinado corredor, ela se depara com muito sangue para todos os lados, como se tivesse acontecido algum massacre ali. Ela deu alguns passos para trás, mas acabou pisando em outra poça de sangue.

            Ao olhar para trás, ela vê que o caminho que ela já havia percorrido estava da mesma forma que o caminho à sua frente. A jovem então encolheu os braços e começou a correr desesperada, assim tentando voltar para seu quarto. Assustadoramente, todo a caminho a sua frente, cada corredor que ela passava ia ficando mais macabro, tendo até vísceras jogadas no chão.

            Ao virar em certo corredor, acabou se deparando com um aligátor que estava devorando alguém que se parecia um dos alunos da faculdade. Claire congela ao ver aquele bicho branco como gelo, que ainda não havia percebido ela. Lentamente a criatura começou a virar a cabeça, até fixar seus olhos brilhantes na jovem, que entrou em pânico, mas ainda não fez nenhum movimente brusco.

            O aligátor começou a andar lentamente em direção da garota, que foi ficando cada vez mais desesperada com o que estava ocorrendo ali. Claire já estava até chorando sem fazer barulhos. Infelizmente, graças ao medo e pânico, a jovem acabou tendo um espasmo, fazendo ela se mover e ser notada. A criatura então berrou bem alto e entrou em posição de ataque.

            Tudo ficou em câmera lenta por um certo tempo. Claire começou a se levantar e correr, até que a criatura pulou e tentou atacar a garota, que quase foi acertada mortalmente por suas garras. Ela disparou e permaneceu correndo, assim sendo perseguida por aquela vil criatura, que andava pelas paredes e dava investidas e saltos para chegar mais rápido em sua presa.

            Enquanto corria, ela se deparou com uma virada difícil e uma janela bem à sua frente. Se ela tentasse virar, iria acabar caindo e sendo pega por aquele bicho. Então, se arriscando com tudo, ela aumentou sua velocidade e pulou pela janela, caindo um andar abaixo.

            Assim que ela se virou, já no chão, machucada, com a testa sangrando e os cotovelos ralados, ela olhou em direção da janela, vendo que a criatura também pulou. Naquele momento, tudo ficou em câmera lenta novamente. Ela via a criatura se aproximando mais e mais no ar. Tudo o que ela conseguiu fazer foi pôr os braços na frente do rosto. Do nada, um tiro de escopeta acerta a lateral do aligátor,         que foi jogado contra a parede, atordoado.

 

            Claire: Ahn?? – Ao olhar para cima, viu um rapaz totalmente tampado com roupas, usando um capuz e casaco cinza, mochila com vários equipamentos de sobrevivência e uma escopeta de mão única em sua mão. Sem contar que ele estava usando uma máscara branca, totalmente sem detalhes, apenas os buracos do nariz e olhos.

            ???: CORRE!! – Acenou com o braço, mandando a garota fugir.

 

            Claire não perdeu tempo e então se levantou e começou a correr desesperadamente. Sem o bicho em sua cola, ela conseguiu pensar melhor no caminho que ia seguir. Ela finalmente conseguiu chegar no corredor que levava até seu dormitório. Ao abrir a porta, ela se depara com tudo bagunçado e sujo de sangue e tripas.

 

            Claire: Elle?? – Perguntou apavorada. Ao olhar para a cama da amiga, viu seu livro totalmente destruído. – Não… – Caiu sentada no chão, chorando. – Eleonor… – Ao olhar para a parede, viu o carregador fixo da amiga, sem o celular conectado. Ela então procurou pelo objeto da amiga, mas não encontrou. – O celular dela não está aqui, nem os fones dela. Muito menos o carregador portátil. Ela está viva… – Tentou respirar aliviada, porém ainda estava muito nervosa.

 

            Claire então trancou a porta do quarto, botou uma roupa mais confortável para correr, pegou uma mochila e encheu de suprimentos, pegou o celular dela que estava no carregador e guardou. Preparada, ela saiu do quarto, olhando para todos os lados, para garantir que não ia ser pega de surpresa.

 

            Claire: Ok, Elle, eu vou te encontrar… – Começou a correr.

 

            Ao virar em um dos corredores, viu o aligátor passando. Infelizmente a criatura a viu em movimento. O bicho berrou para ela e começou a correr em direção dela. Claire não pensou muito e também disparou, fugindo desesperadamente. Ela acabou chegando em um pequeno refeitório que ficava naquela ala de dormitórios.

            O engraçado era que o local não estava fechado. Aproveitando aquela situação, ela apertou um botão que ficava na parede, que era responsável pelo fechamento do local. Normalmente alguns seguranças ficam por ali, e apertam o botão assim que todos terminam suas refeições. Ela também se lembrava de terem fechado aquilo mais cedo. Por que estaria aberto?

            Ao apertar, portões de ferro desceram do teto e fecharam as passagens. Agora ela tinha certeza de que estava segura por aquele breve momento. A jovem abriu sua mochila e pegou uma lanterna. Ela foi andando pelo local, que também estava no mesmo estado que os outros. Tudo estava bagunçado e sujo de sangue.

            Ela foi andando tranquilamente, porém atenta pelo local. Não havia nada demais por ali, tirando todo aquele caos. Ela foi até a porta que levava para a parte de fora daquela ala. A jovem chega em um tipo de sacada, onde ficou na tempestade, que a deixou encharcada. De lá, a garota não conseguia ver as ruas, apenas o campus, mas conseguia ver uma iluminação estranha vindo da parte de fora, como se estivesse tendo uma passeata e os manifestantes estivessem carregando tochas.

            Claire ouviu uma respiração desesperada vindo de outro canto. Para acessar esse local, ela precisava passar por uma porta que estava trancada, mas simplificou tudo quebrando a janela e a atravessando. Ela foi andando cautelosamente em direção daquela respiração.

            Ela chegou no bloco de salas de aula, onde as mesmas eram como uma descida com várias cadeiras. Também haviam janelas enormes que serviam para mostrar as salas sem necessidade de entrar nelas. Sentada na frente de uma delas, bem debaixo da janela, estava uma garota loira, chorando silenciosamente. Seus braços cobriam seu rosto, mas dava para ver as feridas por todo seu corpo.

 

            Claire: Vou quebrar as regras dos filmes de terror, mas… – Respirou fundo. – Ei… está tudo bem com você?? – Pôs a mão em um dos braços da loira, que lentamente levantou a cabeça e olhou para Claire. Essa menina tinha sinais de espancamento na face. – Ai, meu deus. O que aconteceu??

            ???: Tinham dois homens enormes me perseguindo… – Disse chorando. – Eles eram estranhos, deformados. Também estavam pelados. Eles me bateram com um pedaço de madeira.

            Claire: Que bastardos… – Pegou um pedaço de pano e álcool em sua mochila. Ela começou a passar aquilo nas feridas da garota. – Qual o seu nome?

            ???: Mia… – Disse ainda um pouco assustada, olhando Claire com medo.

            Claire: Não precisa me olhar assim, Mia. Estou te ajudando. – Sorriu levemente. – Eu sou a Claire. – As duas se levantaram. – Poderia me explicar o que está acontecendo? – Perguntou preocupada.

            Mia: … – Olhou em volta, receosa. – É uma noite de caçada… – Disse bem baixinho.

            Claire: Ahn? Como assim?

            Mia: Acontece uma vez por ano. Não é noticiada lá fora, pois, toda pessoa que tenta arrancar informações daqui, acaba morrendo. É dito que todo mundo que chega nessa cidade, nunca sai vivo para contar o que acontece aqui. Normalmente ela é morta ou corrompida pela cidade…

            Claire: Nossa… – Suspirou. – Tenso, mas você ainda não me explicou o que é essa noite de caçada.

            Mia: Eu não sei muito sobre isso, mas vou dizer o que eu sei. É uma noite onde a população se veste com trajes macabros e começam a caçar os infiéis, ou, despertos. Eles são seguidores do culto a escuridão… a cidade toda. – Começou a olhar em volta, desesperada. – Os despertos são pessoas que são pessoas que não seguem o culto, então são mortos ou raptados. Eu não sei muito bem o que acontece, porque o Doninha disse para nós, despertos, ficarmos escondidos em nossas casas, rezando. O relógio bateu meia-noite e eu não consegui fugir a tempo, como no ano passado. Você deveria estar escondida…

            Claire: Eu vou, quer dizer, nós vamos nos esconder. Mas primeiramente, preciso encontrar minha amiga Eleonor. Você não a viu por ae? – Perguntou preocupada.

            Mia: Eu não vi ninguém desde que comecei a fugir. – Disse ainda com aquele tom choroso.

            Claire: Vamos, temos que sair daqui… – Quando foi puxar a garota pelo braço, alguém disse:

            ???1: Te encontrei, vadia!! – Do nada, uma mão enorme apareceu na escuridão da sala de aula, atravessou a janela e pegou a loira, que começou a berrar.

            ???2: Pensou que iria fugir?? – Berrou. Claire arregalou os olhos em choque, ouvindo a garota berrar. Ela também ouvia o som de ossos sendo contorcidos, até que do nada, sangue é jorrada em seu corpo, a deixando encharcada de sangue.

            ???1: Você a matou, seu estrupício?? – Brigou. – Ela vai apodrecer rápido assim!!

            ???2: Eu estava com raiva!! – Os dois tinham as vozes monstruosas e alterada biologicamente.

            Claire: Mia… – Disse em choque, sem conseguir se mover.

            ???1: Tem outra vadia ali fora. Pega ela!! – Ao ouvir aquilo, Claire deixou o álcool cair no chão e começou a correr desesperadamente.

 

            Enquanto corria, ela ouviu o som de paredes sendo derrubadas e passos pesados, que faziam tudo tremer. Infelizmente ela se viu cercada, já que o bloco não havia saída. Do nada, uma parte do teto é aberta, como se fosse uma passagem secreta. Ao olhar para cima, viu um rapaz branco e de cabelos negros e médios. Os dois ficaram se encarando por um pequeno tempo, até que ele esticou a mão para ela.

 

            ???: Pega a minha mão!! – Exclamou. Claire não pensou duas vezes e segurou a mão dele, sendo puxada para cima. O rapaz fechou a passagem secreta. – Você está bem?? Eu sou o…

            Claire: Eu te conheço. Você estuda comigo, na minha sala. Seu nome é Dwight. – Disse com a respiração.

            Dwight: E você é a Claire. Ótimo, não precisamos de apresentações. – A garota olhou para as costas dele e viu vários equipamentos presos em uma mochila. Em sua cintura estava um tipo de picareta que era usada para escalar montanhas. Porém, o rapaz não carregava nenhuma arma.

            Claire: Espera. Uma pessoa me ajudou contra um bicho mais cedo. Ele também carregava equipamentos de sobrevivência. Era você? – Olhou bem para o rapaz, mas ele estava com roupas diferentes. Suas roupas eram um casaco azul escuro e uma calça preta.

            Dwight: Não… – Suspirou. – Eu estava andando pela universidade e vi você correndo por um dos tubos de ventilação. Resolvi ajudar. Bom, desde 2015 o culto a escuridão tem tido surtos pelo mundo. Achei que poderia ter por aqui, já que não temos muitas informações sobre a cidade. Eu então, vim preparado.

            Claire: Entendo…

            Dwight: Vamos. Tenho um lugar onde estou mantendo os alunos da nossa sala. Felizmente eu os encontrei vivos. É uma das salas de aula… – Começou a andar e desceu uma escada, sendo acompanhado pela garota. O rapaz fez um sinal de silêncio para a garota, então os dois foram até o local sem falar nada. Ao chegarem na sala, se deparam com uma bagunça, mas ninguém estava lá. – O que aconteceu com todo mundo?? – Questionou preocupado.

            Claire: Eleonor não está aqui…

            Dwight: Ninguém está!! – Disse indignado. – Que merda! – Ao se virar, viu que havia um corvo atrás de Claire. – Atrás de você!! – Assim que a garota se virou, foi golpeada com uma barra de aço. – Filho da puta! – Pegou sua picareta e entrou em pose de combate. Do escuro saíram mais 5 corvos. – Que merda!!

            Corvo: Não pode escapar… – Puxou a barra e atacou o rapaz, que se esquivou, se abaixou e usou a picareta para golpear a barriga do corvo, a abrindo, fazendo jorrar sangue. O homem caiu morto no chão. Quando Dwight olhou para o corpo morto, os outros pularam em cima dele e o nocautearam.

 

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            Eleonor andou até a beirada do prédio e olhou para baixo. Ela viu várias pessoas vestidas como corvos, carregando tochas e amas brancas, indo em direção da grande catedral. Ao olhar para o outro lado, ela viu a pequena igreja do padre, que estava só um pouquinho longe, mas não era preciso ir pelas ruas para chegar até lá. Apavorada, ela esticou a mão e deixou as gotas da chuva caírem nela. Em cima de um prédio muito alto, sentado na beirada do mesmo, estava Malik, observando a garota. O vento balançava suas vestimentas.

 

            Eleonor: Eu tenho que sair daqui… – Começou a dar passos para trás e se virou, entrando no elevador. Ele desceu até o andar de seu dormitório, torcendo para não ter outra criatura por lá. Assim que ela chegou no andar certo, ela disparou até seu quarto, onde o encontrou no mesmo estado que toda a universidade. Todo destruído e sujo de sangue. Ela olhou em volta e não viu a maior parte das coisas da amiga. – As coisas da Claire não estão aqui. Ela deve estar viva! – Ao olhar para a parede, viu um aviso. Nele estava escrito:

 

            “Ligue para esse número: (Número aleatório canadense que eu não sei inventar). ”

 

            Eleonor: Ahn? – Ao olhar para baixo, se deparou com um telefone fixo. – De onde veio isso?? – Ela pegou o objeto e discou o número.

            ???: Alô?? – Uma mulher atendeu.

            Eleonor: Você tem que me ajudar!! Estou em Wintershire. Tem pessoas morrendo, minha amiga desapareceu. Aparentemente o culto a escuridão está de volta!! – Exclamou.

            ???: Ah não… de novo não… – Começou a chorar. – Por que isso não consegue me deixar em paz??!! Fica me perseguindo!! – Desligou bruscamente a ligação.

            Eleonor: … – Pôs o telefone no gancho. Ao olhar para a parede, se deparou com uma nova mensagem na parede. Ela dizia:

 

            “Mensagem entregue, trabalho feito. Hehe…”

 

            Eleonor: Que merda é essa…? – Começou a dar passos para trás, assustada. Do nada, uma voz vem de um rádio.

            ???: Eleonor… hehe… você deveria sair daí… – Uma voz diferente da anterior disse pelo rádio.

            Eleonor: Merda… – Correu e saiu do quarto, mas quando chegou no corredor, se viu cercada por aqueles 2 homens bizarros que perseguiram Claire.

 

 

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            SINOPSE DO PRÓXIMO CAPÍTULO:

 

            Eleonor tenta fugir de homens perigosos. No fim, ela tem um difícil escolha a fazer.

 

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            FIM

            PRÓXIMO CAPÍTULO

            LUTE POR SUA VIDA


Notas Finais


OBG POR LER *----*


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