História Paraíso tropical - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Lendas Urbanas
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescência, Banda, Feminina, Ficção Adolescente, Lenda, Mitologia, Sereias, Universo Paralelo
Exibições 7
Palavras 2.830
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


HOILARYN! TD BEIN? EU DECIDI ESCREVER MAIS UM CAP E TROUXE UMA FILOSOFIA: p q escrever normal se existe O CAPSLOCK?

FIQUEM C ESSA FILOSOFIA E LEIAM O CAP

XOXO, NAO SEI QM É <4

Capítulo 2 - Dons de principiante


Fanfic / Fanfiction Paraíso tropical - Capítulo 2 - Dons de principiante

Mackenzie acordou muito calma, sem dor de cabeça, lembrança da noite passa nem nada. Era como se nada tivesse acontecido, ou como se aquilo não significasse.

Mack foi ao banheiro, sem precisar de nenhum aviso. Ela sentiu a imensa vontade de tomar banho assim que acordar, até porque supôs que estava suja demais.

Ela estava se encarando no espelho, sentindo uma falta de memória, que no caso seria da noite passada. Na sua cabeça ela tentava buscar o acontecimento, o que, claro, era uma sensação agoniante.

— MACKZINHA! — sua mãe a chamou a despertando para a realidade.

— NÃO ME CHAME ASSIM! — gritou, fazendo um rabo de cavalo em seu cabelo bagunçado.

— MACKZÃO JÁ SÃO SETE E MEIA! — gritou para ela se alertasse enquanto tentava convencer Tyler de ir ao seu primeiro dia de aula no maternal.

Mack nem precisou responder. Despiu-se e fez todo o ritual pra preparar a banheira d'água. Assim que seu pé encontrou em contato com a água, ela pôde notar a sensação de conforto e relaxamento.

Ela fechou os olhos esperando o efeito da água quente dominar seu corpo todo, mas na vez disso sentiu dor nas suas pernas. Muita dor, ela quis gritar, mas assim que viu o que estava acontecendo, decidiu manter-se calada.

   Eu virei uma sereia? – perguntou inutilmente e assustada.

Aquilo estava fora da sua lista de possíveis coisas que podem acontecer com as pessoas, junto com o fato de pessoas voltarem à vida sem ser zumbis. Mas isso agora não era o foco de tudo, o foco era: Como e por quê?

Pela sua curta teoria de mitologia, virar uma sereia é algo impossível, já que não há nada que possa conectar duas espécies.

Ela mordeu os lábios e sentiu uma lágrima traçar sua bochecha até cair na água. Aquilo é, definitivamente, impossível. Mutação, fusão ou qualquer coisa do tipo é incapaz de acontecer com alguém, segundo suas teorias debatidas pelo seu professor de história e seu amigo fanático por ficção científica.

Mackenzie tomou banho normalmente — tirando o fato da cauda habitar no seu corpo — e assim que terminou saltou da banheira até o chão, o que, obviamente, causou um barulho altíssimo.

— MACKZÃO? O QUE FOI ISSO? — sua mãe perguntou no térreo.

— FOI O SHAMPOO! — mentiu, fechando os olhos por causa da dor.

Mack poderia esperar que a cauda secasse para poder voltar a forma humana, igual à sua série favorita de quando era criança. Só que, diferenteda série ficcional, ela não voltou a forma humana, o que trouxe logo o imenso desespero.

— Eu quero voltar! — gritou sussurrando, intrigada com o acontecimento.

A dor prevaleceu no seu corpo, cem vezes maior do que da vez anterior. Mack murmurou um palavrão e fechou os olhos novamente, esperando que a dor passe para poder racionar sobre os recentes acontecimentos. Tudo passou mas o medo que Mackenzie tem de abrir os olhos ainda está de pé. Ela fica assim por mais três minutos, mas sua mãe dá duas batidas na porta o que a faz despertar pro mundo real e perceber que voltou a forma humana.

Ela enrolou a toalha em seu corpo e se levantou como se fosse a primeira vez; o corpo frágil igual a vidro. Ela se acostumou com o corpo e atendeu a porta, com um sorriso tentando disfarçar tudo.

— Você está atrasada pra escola, Mackzão. — sua mãe falou e Mack dirigiu-se ao seu quarto.

Ela abriu a porta e a fechou, se encostando na porta e deslizando até o chão.

   Isso não é normal. — pensou logo. — Preciso saber mais sobre isso o mais rápido possível. — fechou os olhos. — Talvez perguntando à Vic e a Marco eu saiba de tudo. — abriu os olhos e se levantou do chão mais confiante.

Mackenzie fechou a cortina, abriu o seu armário e vestiu uma roupa agradável, tentando não pensar muito no assunto. Terminou de arrumar a sua bolsa e pegou o celular, indo diretamente pro Google para pesquisar mais sobre sereias.

“Sereia ou Sirena é um ser antigo mitológico. A seria encontrava-se com uma mutação de sereia e mulher, ganhando as habilidades de ambas espécies. Elas eram símbolos dos aspectos do mar ou os perigos que ele representa. Quase todos as pessoas que dependiam do mar para se alimentar-se ou sobreviver, tinham alguma imagem feminina que enfeitiça os homens com a sua voz e beleza até se afogarem. Com o passar do tempo o mito tornou-se popular e ganhou muito destaque em estórias. Teorias foram criadas pelos fãs da espécie. Até os tempos atuais as lendas sobre as sereias ainda domina o tópico de mitologia...”

Mackenzie desligou o celular em um ato involuntário e ouviu sua mãe a chamar. Seu medo e confusão a fizeram ter reações estranhas, mas sua mãe estava tão entretida em saber como seria o primeiro dia de Tyler que nem notou o comportamento estranho de Mack.

Ela foi deixada na escola sem ver a entrada do mundo cheio de emoções de Tyler. Mackenzie desceu do carro como se fosse uma garota desajeitada entrando na escola pela primeira vez. Mack olhava pro rosto de cada um, como se todos soubessem do seu segredo. Isto é tão perturbador...

Carol a alcançou e andou ao seu lado como uma seguidora da popular em filmes comuns. Mackenzie olhou para Carol e bufou internamente, se isso é possível...

— Hoje, sem falta, na sua casa — lançou um olhar ameaçador para Mack, que só riu com o seu tom de voz. — Do que está rindo, Enzie? — arqueou uma sobrancelha.

— Não me chame de Enzie, ou vou te chamar de Estranha Lorac — usou o apelido ridículo de Carol.

— É tão idiota chamar-me de Lorac. É só meu nome de trás pra frente — revirou os olhos.

— Mas você odeia.

— Odiava. Passado. Não odeio mais. Passou esse sentimento de ódio. — sorriu.

— Certo então, Estranha Lorac — Carol tentou não xingar Mack para não mostrar-se pra baixo.

Era tão engraçado pra Mack ficar perto de Carol, já que a diferença de altura entre as duas é tão grande. Mackenzie tem quase um e setenta enquanto Carol tinha, mais ou menos, um e cinquenta e três. É tão engraçado olhar pra ela e lembrar de algumas crianças com doze anos.

Mackenzie foi até seu armário e o abriu, pegando todo material e checando todas as aulas. Inglês. Como Mack odeia inglês, o pior de tudo é que é uma matéria obrigatória e ela não pode fazer nada contra a matéria. Ela olhou pra Carol que estava com a sua mochila nas costas com um sorriso-maníaco. Carol era como uma stalker de Mack, já que Carol veio estudar neste colégio por causa dela. Talvez fosse carinho de fã, mas Carol considera isso como uma perseguição antes de matá-la para provar seu sangue.

Ela olhou para Carol sem esconder seu medo por causa do seu sorriso-maníaco. Elas ficaram se encarando com a mesma feição até dar o sinal da primeira aula, que teria com a Carol também. E pior: uma banca atrás da Carol. Por isso e por mais x motivos ela não curte muito a aula de Inglês. Não é a companhia de Carol que a incomoda, é o fato da Carol falar muito e ela acabar recebendo uma bronca sem sentido da professora.

As duas caminharam juntas até a sala de aula. Mackenzie pré-cansada e Carol pré-animada. Elas ficaram sentadas sem dar nenhuma palavra. Os alunos chegavam conforme a movimentação do corredor aumentava. No momento em que Vic e Marco botaram o pé dentro da sala, Mackenzie pôde ouvir a conversa inteira deles.

Por que ainda existe essa aula? — Vic perguntou pra Marco com um tom de tédio.

Para as pessoas burras que nem você. Eu nem deveria estar aqui, até porque a diretora me deu a oportunidade de não ter essa aula e ficar de bobeira pelo corredor. Mas você sabe como é, né? Eu sou muito agitado — Marco sorriu e Mackenzie virou-se para encará-los.

Sua mais nova nota mental: Nunca falar a palavra “agitado” perto de mim porque eu penso merda.

A “santinha Vic” pensando merda? Que coisa mais feia! — Marco olha para Mack. — A Mackenzie tá olhando na nossa direção. Eu estou com medo — Vic ri e Mack para de encará-los.

Tem um motivo pra isso — Vic sorri maliciosa.

Ele deve estar admirando a minha beleza que dá inveja até pra deusa Afrodite — Marco joga seu cabelo fictício pra trás.

Você é tão retardado... — Vic balança a cabeça.

Os dois sentaram nas suas bancas. Mackenzie não conseguiu conter a curiosidade para saber mais sobre sereias, já que a sua mutação lembrava uma sereia. Mack levantou-se e foi até a banca deles e sentou em uma bem na frente deles.

— Eu preciso de conhecimento — os dois viraram-se pra ela. — Mitologia — os dois sorriram. — Sereias, especificamente.

— Há seis meses atrás você disse que não acredita em sereias, mas agora quer saber TUDO sobre elas, Enzie? — Marco sorriu usando seu apelido.

— Para ampliar às minhas teorias.

— De negação? — Vic sorriu.

— Teoria. Negação ou aceitação. Tudo vale pelo meu ponto de vista. — se ajeitou na cadeira.

Dito isso os dois se alegraram pra contar tudo o que sabem. Para a infelicidade de Mackenzie, a professora de Inglês chegou na sala, dando logo uma bronca em Mack, que apenas disse que era importante.

— Então uma conversa é mais importante que a minha aula? — questionou em um tom mais elevado do que o comum.

— Sim — Mack percebeu a merda que falou. — Quer dizer... não! Que isso! Conversas idiotas são menos importantes do que aulas desnecessárias. Quer dizer, aulas necessárias.

Vic e Marco tão uma risada, que servem como isca de bronca vindo da professora.

— Do que estão rindo? — pergunta autoritária.

Ãh... sabe... respirar é legal, né? Te mantém vivo — Marco disfarçou. — Assim, graças à respiração estamos aqui, novamente, reunidos nessa aula maravilhosa da língua inglesa, certo? — limpou uma lágrima falsa e se levantou. — TODOS AQUI MERECEM GANHAR CONHECIMENTO! A aula da professora Anastacia é tão esplêndida que... eu choro — limpa outra lágrima falsa. — LEVANTEM A MÃO QUEM GOSTA DA AULA DELA?

Ninguém levanta a mão, o que faz Marco passar por uma situação mais vergonhosa ainda.

— Vocês precisam de nota... — sussurra e todos levantam a mão. — VOCÊ VIU, ANASTACIA? ELES TE AMAM! — sorri.

                                   ♬

As três aulas passaram, no psicológico de Mack, mais lentas do que o normal. Como se as aulas fossem de uma hora, o que, cai entre nós, parece assim mesmo. Mack saiu com Vic, Marco e Carol, conversando com os três, até porque Carol sabe muitas coisas sobre a estórias das sereias. Eles chegam no refeitório e continuam debatendo sobre o assunto até que uma pergunta surpreendente sobre Carol foi feita:

— Vocês acham que sereias realmente existem? — perguntou enquanto colocava alimentos saudáveis na sua bandeja.

— Com certeza — ela fala. — Qual seria o sentido da existência deste mito se não existem ou já existiram? — bufou como se fosse óbvio. — Posso ser uma estudante com notas péssimas em história, mas sei muito sobre mitologia. Consigo quase afirmar que os dons delas não são apenas relacionado à água.

Os três continuaram com o seu debate normalmente, exceto Mack, que ficou repetindo a última frase. Mackenzie conseguiu ouvir a conversa entre Vic e Marco facilmente, e isso foi a primeira coisa que ela descobriu sobre ela, imagina as outras coisas?

Ela permaneceu em silêncio durante o intervalo inteiro. Não queria nem falar com “a” porque achava que eles já saberia da sua metamorfose. Isso é tão vergonhoso e ridículo pra Mack que ela sentiu diversas vezes a vontade de sair do refeitório e comer em outro lugar onde nada sobre sereias é mencionado. Ela estava vivendo um pesadelo interno, deixando a confusão dentro de si, o que a machucava e deixava a sensação de ter um nó preso na garganta.

Finalmente o horário de refeição acabou, o que significava o fim da tortura interna de Mackenzie. Ela se levantou e colocou a bandeja no seu devido lugar. Mack não quis demostrar que estava incomodada com aquela conversa, então tentou andar calma, mas estava parecendo tensa demais.

Era aula de informática, e a única coisa que Mackenzie tinha que fazer naquela aula era sentar a bunda em uma cadeira desconfortável e esperar o professor chegar pra ter algo para observar. Mack não fazia praticamente nada, mas mesmo assim passava na matéria com uma nota razoavelmente boa.

Lilian, Benjamim, Mackenzie e Amanda é um dos quartetos mais aleatórios da sala, perdendo para o quartetos dos chineses e o que é composto por pessoas que tem uma relação familiar. O quarteto de Mack era conhecido como o quarteto formado pelos irmãos Hernandez, cujo são Lilian e Benjamim.

Mackenzie e Amanda não davam a mínima quando os alunos o chamavam assim, até que, no meio do ano letivo, o professor os chamaram de Quarteto Hernandez. Isso foi o basta. Amanda e Mack pediram urgentemente para que trocasse de quarteto, mesmo que elas fiquem só em dupla mesmo, contudo o professor negou com um: Não sou eu que faço os quartetos. Elas sabiam disso, mas o desespero era tamanho que elas nem olharam para esse fator que cria uma barreira entre a sua ideia e a aceitação.

Agora, para as duas, é só esperar o ano letivo acabar e esperar que não escolham o mesmo quarteto.

Mais que a metade da turma já estava dentro da sala, faltava poucos minutos para a chegada do professor e só Mackenzie, dos quatro, estavam presentes. O nervosismo a consumiu e ela, como antiga mania para mostrar o medo, começou a bater levemente as unhas do dedo na mesa.

O trabalho sobre um assunto que Mack nem sabia era pra hoje, e justamente hoje os TRÊS faltaram?

O professor tinha chegado e Mackenzie colocou os dois dedos no pulso, checando se seu coração ainda está batendo. Ela congelou; só seus olhos ainda estavam no ritmo adequado. Ela observava cada passo do professor, em pânico. Mack tentava manter a respiração adequada.

— Amanda e grupo, por favor, aqui na frente — o professor foi direto sem ao menos um “bom dia”.

Amanda era uma das pessoas do quarteto de Mack. Mackenzie fechou os olhos e se levantou com medo. Ela caminhou até a banca do professor, temendo de tudo que possa acontecer.

— Sabe... Amanda e os Hernandez faltaram. Uma pena, né? — sorriu nervosa.

— Então apresenta a sua parte e eles apresentam depois — ajeitou seu óculos aguardando a apresentação.

— Certo...

Mackenzie foi pra frente de todos; ela nem fez questão de chamar a atenção dos estudantes. Tudo começou a ficar mais tenso ali, sem saber o que falar e nem o assunto. Queria pedir ajuda mas quem seria capaz de se importar?

Sua visão começou a ficar turva e logo em seguida caiu inconsciente no chão.

Mackenzie conseguiu ouvir o barulho do mar e entrou em um pânico maior. A água tentando invadir seus globos oculares era uma situação desconfortante. Ela abriu os olhos e pôde confirmar que estava no mar. Mack tentou nadar até a superfície, mas era uma missão impossível pra ela. A água começou a borbulhar e a dor voltar; Mackenzie gritou, mas estava abaixo da superfície e ninguém poderia ouvi-la.

— Jane — ouviu uma voz doce e calma chamá-la pelo sobrenome. — Jane está tudo bem — a possuidora da voz alisou seus cabelos. — JANE! — ela gritou irritada.

Mackenzie tentou falar. Tentou. Não teve coragem e o medo de morrer afogada era um tanto mais agoniante naquele momento.

— Eu vou levar você até a superfície — a mulher pôs as mãos na bochecha de Mackenzie e a mesma abriu os olho. — Você precisa dizer que “Eu quero voltar” ou algo do gênero, certo? — ela concordou e assim fez. — Boa menina — acariciou os fios de cabelo da Mackenzie.

A mulher puxou delicadamente Mackenzie para a superfície, enquanto ela queria gritar mais vezes por causa da dor. Assim que chegou na superfície a dor acabaou e a mão que há pouco tempo a auxiliava, agora tinha sumido.

A única reação de Jane foi gritar por socorro e nadar com dificuldade até a terra firme.

Ela escapou de uma enrascada do melhor jeito. Mas como aconteceu? O que aconteceu com o corpo de Mack que estava na sala? Isso poderia alguns dons novos de “sereia, mas Mack ainda está assustada com tudo e se torna praticamente difícil raciocinar agora.



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