História Paraisópolis (Romance Gay) - Capítulo 15


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Categorias Originais
Tags Amor Gay, Boyxboy, Gay, Gays, Glbt, Lgbt, Lgbtq, Romance, Romance Gay, Yaoi
Exibições 75
Palavras 2.705
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Romance e Novela, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Pela minha experiência com esse capítulo, alguns de vocês odiarão o Caio depois de ler isso.

Capítulo 15 - Possessivo


A vida é uma coisa totalmente imprevisível. E não é mero clichê isso que eu digo! Tipo, se alguém me dissesse assim: ‘’ Alex, você vai se mudar para o Morumbi e conhecer um cara da favela’’ eu até acreditaria, mas, se me dissessem: ‘’ O único detalhe é que você vai beijar esse cara logo depois de conhece-lo e consequentemente irá transar com ele’’ ai sim eu poderia repensar os meus conceitos. No meus planos, eu conheceria um cara, passaríamos um tempo e logo descobriríamos o amor. Com o tempo nos casaríamos, moraríamos em uma casa com três lindos filhos e um Labrador Retriever que juntos correriam pelo jardim em um dia ensolarado de domingo (clichê? Talvez um pouco, mas me parece um ótimo plano de vida). Esse seria o meu homem e o primeiro homem a quem eu me entregaria.

Bem, mas vejamos minha atual situação: estou morando no Morumbi ao lado de Paraisópolis, um bairro favelizado de São Paulo. Conheci um cara estranho, o cara cujo fiquei e também transei. Isso em menos de uma semana. É, talvez o meu plano de perder a virgindade com o homem que viveria ao meu lado para sempre tenha ido para o buraco. Apesar de lá no fundo me sentir meio culpado por ter feito sexo com Caio, eu queria senti-lo novamente. Pode isso? Eu não sei. Só sei que quero e penso seriamente em fazer.

Meu conselheiro Tiago é aquele que tenta me guiar nessa aventura que é ter um tipo de caso com um dono de uma favela. Seus conselhos são coisas do tipo: ‘’ Transe com ele’’, ‘’ Vai até lá e joga ele numa cama’’.  Um lado da minha cabeça passou a pensar desse modo também, porém, o outro me alerta das possíveis consequências. Como dois pensam melhor que um acho que não preciso dizer qual lado ganhou no final de toda essa discussão.

Eu só precisava de uma desculpa para voltar até Paraisópolis e ela veio como mágica logo quando acordei e fui para a cozinha. Minha avó preparava o almoço. O cheiro de comida saia das panelas.

-Alex, você costuma acordar essa hora? –ela pergunta ao me ver parado.

-Às vezes. –digo olhando para o relógio de parede. Eram 11:00 AM.

-Estou fazendo um almoço ótimo para você e o seu pai. –ela diz mexendo em uma panela –Você se incomodaria de levar uma marmitinha para o seu pai? –bingo!

-Não, claro que não. –digo sorrindo.

-Que bom! –minha avó sorri também –Tome um pouco do café para abrir o apetite. O almoço logo estará pronto.

-Eu acho que vou esperar o almoço. –digo indo para o banheiro tomar banho. Antes ouço minha avó resmungando: ‘’ Não come nada, por isso é magro desse jeito’’.

Escovo os dentes e depois tomo banho. Tá calor então só visto uma regata, um short de um tecido leve e uma sandália. O resto do tempo que espero o almoço ficar pronto fico no celular. Penso se deveria ou não ligar para Caio mas no final decido não comentar nada.

***

-Aqui está. –minha avó coloca um pote com comida ao meu lado depois que termino de comer. Pouso o garfo no prato e limpo a boca –O almoço do seu pai. Ele me disse ontem que o horário de almoço dele é de 13:00 então é bom você ir saindo.

-Ok, vó. Vou só escovar os dentes. –digo me levantando da mesa. Minha avó assente sorrindo.

Faço o que tenho que fazer e lá vou eu segurando um pote e indo em direção a Paraisópolis. Entro sem muitas complicações. Quem me recebeu foi Muralha. No posto de saúde algumas poucas pessoas formavam o movimento no local. Me pergunto se aquele lugar está sempre vazio.

-Vim ver o meu pai. –digo para a moça da recepção. Lembro que ela estava dando mole para Caio.

-Quem é seu pai? –ela pergunta sem olhar na minha cara enquanto passava serra na unha.

-O Dr. Antônio. –digo rápido –Eu vim aqui dois dias atrás com minha avó, não lembra?

-Muita gente veio aqui de dois dias pra cá. –ela diz enfim olhando no meu rosto.

-Será que eu posso entrar? –digo impaciente.

-Tanto faz. –ela dá de ombro. Dou alguns passos e paro ao ouvir ela pigarrear –Camisinha? –ela faz um sinal com a cabeça. Vejo um vidro redondo com camisinhas e uma plaquinha escrita ‘’ Que tal vestir o amiguinho?’’.

-Hmm...não, obrigado? –falo constrangido.

-Tem de uva! –ela grita quando viro o corredor.

Vou a passos rápidos até onde encontrei meu pai da última vez. Por sorte ele está lá, e não é só ele.

-Pai? –digo entrando.

-Alex? –ele olha para mim mas volta a atenção para a pessoa na maca.

-A vó lhe fez isso. –levanto a mão com a comida. Meus olhos estão presos no cara encima da maca.

-Ótimo. Só vou terminar com o Caio aqui. –meu pai diz dando pontos no queixo de Caio –Pronto! –ele diz colocando a agulha em uma coisa de metal que não sei o nome –Mantenha a ferida higienizada, seca e coberta. –meu pai diz para Caio que divide o olhar em mim e meu pai.

-Pode deixar. –Caio diz pulando da maca. Seu olhar agora está em mim –Valeu, Dr. Antônio.

 -Mais cuidado da próxima vez, hein? –meu pai pisca para Caio que assente e sai do consultório.

-O que houve com o queixo daquele cara? –pergunto para meu pai.

-Só uma queda. –meu pai diz pegando o pote –Você vai voltar para casa depois daqui?

-Sim.

-Ok. Até mais tarde então. –meu pai diz saindo.

Fito a porta por um tempo. Cerca de trinta segundos se passam quando Caio entra no consultório e fecha a porta rapidamente. Me sento encima da mesa e fico o observando se aproximar de mim. Ele fica entre as minhas pernas e me beija.

-Não demorou muito para você voltar, não é? –ele sussurra entre o beijo.

-Só vim trazer o almoço do meu pai. –digo segurando em sua nuca.

Caio sorri e me beija mais uma vez. Ele me puxa pelas pernas para que nossos corpos se colem mais. Ele mantém as mãos em minhas pernas enquanto lentamente me deita sobre a mesa.

-Espera! –me sento outra vez e seguro a mão de Caio o impedindo de tirar a camisa.

-Que foi?

-Não vou fazer isso aqui. –digo –Não na mesa onde meu pai trabalha.

-Você complica demais as coisas. –ele diz meio sério –Vai também querer usar camisinha dessa vez? –ele pergunta em tom debochado. Balanço a cabeça positivamente e Caio fecha a cara outra vez. -Vem comigo. –ele me puxa pelo braço para fora do consultório.

-Como vai o queixo, Caio? –a moça da recepção pergunta ao ver ele.

-Vai bem. –ele diz passando pelo balcão e enfiando a mão no vidro com camisinhas. Ele puxa uma e derruba várias no chão.

-Foi mal. –digo para a recepcionista com Caio ainda me arrastando.

Ela estica o pescoço curiosa ao ver Caio me puxando para um outro corredor. É um lugar reservado do posto. Não porque é somente para funcionários, mas porque está em reforma. Caio parece não se importar com as placas avisando para não entrar lá e puxa a porta dupla. Depois de caminhar mais um pouco ele entra comigo em uma sala bem afastada.

-Deita ai. –Caio aponta para uma mesa de madeira como a da sala do meu pai que havia ali.

-Eu não sei se quero mais. –digo olhando ao redor.

-Como assim não sabe se quer mais? –ele parece se irritar –Te trouxe para outro lugar e até a porra da camisinha eu peguei!

-E se pegarem a gente? Não devíamos estar aqui. –digo indo para a porta.

Caio se coloca na frente da porta e a tranca.

-Deixa de criancice, Caio! –repreendo.

-Quer sair? –ele balança a chave na minha frente –Pega! –e então as enfia dentro das calças.

-Eu não vou pegar nada. –cruzo os braços.

-Então vai ficar aqui comigo! –ele segura minha cintura. Meu corpo choca contra o seu.

Coloco as mãos em seu peito e olho nos seus olhos que brilhavam na escuridão daquela sala.

-Caio... –sussurro seu nome quando ele se aproxima para me beijar.

-Vai pra mesa. –ele diz mordiscando meu pescoço.

-Você é muito autoritário.

-Você tá me tirando a paciência. –Caio diz.

-Será que dá pra ir com calma? –digo com raiva.

-Vai logo! –Caio quase grita.

-Idiota. –dizendo isso empurro Caio para o outro lado. Suas costas se chocam contra a mesa.

Vou em sua direção e começo a devorar seus lábios em um beijo intenso. Eu sugava seus lábios e sentia sua língua junto a minha. Caio passava a mão por todo o meu corpo e a demorou em meu traseiro, dou um gemido baixinho quando ele aperta essa região. Me ajoelho na frente de Caio e (novamente ele está de calça) abaixo sua calça. O volume na boxer já estava era grande. Não me demoro em admirar o tamanho do pênis de Caio por baixo da cueca e a tiro. A chave cai e faz um barulho chato no chão. Começo a mamar a cabeça do seu membro. O gosto salgado do pré gozo invade a minha boca. Ouço Caio soltar gemidos baixinhos e segurar minha cabeça me fazendo enfiar toda a sua extensão na boca. Tiro seu pau da minha boca para tomar ar e o masturbo enquanto isso, sinto minha saliva nos meus dedos. Volto a fazer o boquete em Caio. Ele está com os olhos presos em mim enquanto morde o lábio inferior e solta um sorriso safado quando nossos olhos se encontram.

Me ponho de pé e o beijo mais um pouco. Tiro a minha roupa e Caio tira sua camisa. O empurro contra a mesa e ele cai de costas encima dela. Pego a camisinha que estava ali e coloco no pênis de Caio. Depois subo na mesa e beijo o seu tórax. Encaixo minha entrada na cabeça do pau de Caio e começo a sentar. Sinto um pouco de dor quando seu pênis começa a me invadir. Mordo o lábio para abafar um gemido e tiro um pouco do pau de Caio de dentro de mim. Volto a sentar em seu pênis e logo ele está totalmente dentro de mim. Espero alguns instantes para que meu cu se habitue ao pênis de Caio e então começo a rebolar.

-Isso! –Caio solta um gemido rouco.

A dor começa a ser substituída pelo prazer. O pau de Caio me cutuca lá no fundo e isso me faz querer sentir mais dele. Começo a quicar encima de Caio e o observo fazer caretas enquanto seu pau penetra um buraco apertado. Ele segura em minha cintura para me ajudar no sobe e desce.

-Não me toca. –digo dando um tapa em sua mão –Eu que comando. –pego suas mãos e as seguro na altura da sua cabeça.

-Que merda. –ele xinga.

Caio então levanta as costas na tentativa de iniciar suas estocadas. O permito continuar com aquilo e sinto seu pau me penetrar de uma forma deliciosa. Tombo a cabeça para trás gemendo com tanto prazer que eu estava sentindo. Caio aproveita minha distração e se solta. Ele é rápido e fica por cima de mim. Ele sorri ao encarar meu rosto e começa a meter em mim em um ritmo mais acelerado. Entrelaço minhas pernas em Caio na expectativa de intensificar tudo aquilo. Queria senti-lo enterrado fundo em mim. Quando dou por conta meu abdômen está coberto por meu gozo. Caio recolhe um pouco do líquido e leva até minha boca. Chupo seu dedo e sinto meu esperma descer por minha garganta. Não demora muito para que Caio tire o pênis de dentro de mim. Ele se livra da camisinha e começa a se masturbar em um ritmo acelerado. Ele solta um uivo quando o seu pau praticamente jorra porra em meu peito. Sinto algumas gotas baterem em meu rosto. O corpo de Caio desaba encima do meu. Nossas respirações descompassadas dividiam espaço com o suor em nossos corpos.

-Que ótimo, coberto de porra. –digo olhando meu corpo –Eu não posso voltar pra casa cheirando a esperma.

-Tem uma pia ali. –Caio aponta para um lado do consultório –É só torcer para que já tenham liberado a água nesse lado do posto.

Ele sai de cima de mim para que eu me levante e vá até a pia. Por sorte tem água. Me limpo e vou até onde minhas roupas e as de Caio estão jogadas. Pego a camisa de Caio e enxugo meu abdômen.

-Que porra tu tá fazendo? –Caio pergunta.

-Você me sujou. –digo.

-Eu não fui o único a gozar. –ele se defende.

-Toma, já me enxuguei mesmo. –digo jogando a camisa nele.

Apanho minhas roupas e começo a me vestir.

-Sabe...eu nunca fiz isso. –Caio diz olhando eu me vestir.

-O quê? –pergunto fechando o short –Transar em um posto de saúde? Eu também não.

-Transar com a mesma pessoa mais de uma vez. –ele salta da mesa e apanha a cueca e a calça do chão –Sabe o que isso significa?

-Que sou especial? –visto a camiseta.

-Que agora você é meu. –Caio solta um meio sorriso enquanto coloca a calça.

-Oi? –lhe olho confuso.

-Você é meu, Alex. Só eu posso tê-lo, só eu posso foder você, só eu sei fazer isso. Simples. –ele pisca.

-Você precisa se tratar. –digo rindo –Me ajuda a achar a chave da porta.

-Eu não tô brincando. –ele diz –Não quero saber de você com outro cara.

-E quanto a você? –pergunto.

-O que tem eu?

-Você é meu agora também?

-Claro que não. –ele se apressa em dizer –Eu continuo sendo eu.

-Então deixa eu ver se entendi... –me levanto depois de achar a chave –Eu sou seu mas você continua sendo do mundo? Eu só posso transar com você enquanto você pode comer quem quiser?

-Exato.

-Tá bom. –digo abrindo a porta e rindo –Continue pensando assim.

-E você continue me desafiando. –ouço Caio dizer atrás de mim. Ele dá um chupão no meu pescoço.

-Ei, vai ficar marcado! –digo passando a mão no meu pescoço.

-Essa é a intenção. –ele sorri.

-Como vou explicar pra minha avó que vim deixar o almoço do meu pai que está trabalhando do outro lado do posto de saúde e volto com um chupão no pescoço?

-Você diz que teve uma transa deliciosa comigo. –ele pisca e tenta me beijar mas empurro o seu rosto e saio –Sabe que gosto quando você banca o difícil. –ouço Caio gritar. Dou dedo.

Passo pela recepção e dou um sorrisinho para a recepcionista. Antes de sair bato de frente com Wesley.

-Alex, desculpa! –ele diz.

-Não houve nada. –sorrio.

-O que veio fazer aqui? Ontem não conversamos direito.

-Vim trazer o almoço do meu pai. –digo –E você?

-Caio tropeçou e machucou o queixo. Ele veio levar alguns pontos. –ele olha para trás rindo. Quando me olha outra vez ele cerra os olhos –Isso no seu pescoço é um chupão? –ele pergunta.

 -Ah, olha a hora, tenho que ir! –digo rapidamente e me despeço de Wesley que me olha confuso.

Saí de lá o mais rápido que pude. Que vergonha!

***

Nunca imaginei que faria isso um dia, mas olha eu aqui. Fiz sexo com a mesma pessoa mais de uma vez. Que feito! Apesar de as vezes ser muito chato, Alex sabia me deixar entorpecido de prazer. Pensar em um cara com um corpo delicioso daquele só para mim me deixava excitado então decidi fazer de Alex meu. Nada de romantismo, é erotismo.

Eu sabia que havia tirado sua virgindade, isso já deve ter o marcado de alguma forma. Alex agora é meu. Se ele quer fazer sexo com alguém ele deve procurar a mim, eu o satisfaria com o maior prazer. Aquilo era uma coisa legal, os homens não complicam tanto quanto as garotas (Alex estava em um meio termo) e transar com outro cara sem se preocupar com muita coisa deixava uma sensação boa em mim. Cabe a Alex não estragar tudo e abrir as pernas para outro. Eu estarei aqui sendo eu mesmo.



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