História Paralelo (Inuyasha X Ranma 12) - Capítulo 1


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Categorias Inuyasha Kanketsu-hen, Ranma 1/2
Visualizações 30
Palavras 933
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como o título já diz, é um paralelo entre Inuyasha pós final e Ranma 1/2, ambas obras de Rumiko Takahashi! Espero que aproveitem, uma fic pensada em ser curta, porém proveitosa. Abraços!

Capítulo 1 - Duas moças, duas eras.


Fanfic / Fanfiction Paralelo (Inuyasha X Ranma 12) - Capítulo 1 - Duas moças, duas eras.

-IDIOTA! IDIOTA! IDIOTAAAAA! OSUWARI (1) ! – Gritava a Miko (2), andando a passos largos e pesados, com os punhos cerrados, rumando à floresta, deixando um meio-yokai com a cara enterrada no chão.

-InuYasha você nunca aprende não é? –o pequeno yokai raposa murmurava em seu canto, porém foi inevitavelmente ouvido, levando um sonoro cascudo no topo da cabeça. –AIIIII! SEU IDIOTA! –gritava com os olhinhos cheios de lágrimas.

-Shippou não irrite o InuYasha! Você sabe que ele não perdoa nem as crianças... - o monge pervertido Miroku se manifestou pela primeira vez, após presenciar mais uma briga entre seu casal de amigos. –Você não vai atrás da senhorita Kagome, InuYasha? Obviamente, você era o errado da discussão, como sempre... -suspirou o monge.

-Kéh! Aquela bobona! Eu não preciso dela! –o hanyou (3) pôs a pior de suas caras emburradas, sentou-se no canto da sala tradicional japonesa e ficou ali, zangado sem falar mais nenhuma palavra.

-Kirara! –a jovem exterminadora chamou o seu bichinho de estimação, uma youkai felina pequenina e graciosa. –Vá atrás da Kagome, por favor... não quero que ela caminhe sozinha por aí... – pediu docilmente, e foi prontamente obedecida.  –Francamente, InuYasha! Você não tem vergonha? –começou a brigar com o amigo, ao passo de que era ignorada por ele. - Depois de todo esse tempo, você já deveria saber que quando o assunto é a sacerdotisa Kikyo, a Kagome sempre fica muito magoada!

         Sango sabia das dúvidas e incertezas da amiga. As quais ela mesma também compartilhava. Afinal, mesmo estando casada com o monge Miroku, mantinha certa insegurança quanto à personalidade pervertida do mesmo. No caso de Kagome, era algo bem mais complexo... se tratava de uma rival a qual o hanyou já havia amado profundamente... Kagome carregava sérias dúvidas se ele estaria com ela, caso a sacerdotisa de barro ainda estivesse viva. Infelizmente, InuYasha era incapaz de entender isso.

-Não interessa! –o hanyou manisfestou-se irritadiço. –Ela deveria confiar mais em mim. –proferiu a única frase, quase como um sussurro, magoado e frustrado.

 

         Kagome caminhava furiosa pela floresta. “Aquele meio-yokai estúpido!” Pisava fundo por entre as folhagens e alguns galhos feriam-lhe a face, e os braços, ainda que cobertos pelo quimono de sacerdotisa. Ao longe, conseguiu avistar o poço come-ossos. Mesmo sabendo que este se encontrava lacrado, caminhou ao seu encontro. Sentou, recostando suas costas no pequeno “muro” de madeira.

         “InuYasha estúpido!” bufou. Seus poderes espirituais agitaram-se. Por um instante sentiu algo forte, uma sensação que se assemelhava a que sentia quando detectava fragmentos da jóia. Mas não era como a Shikon No Tama (4), era algo mais intenso e puro. Sim, sentia o seu poder purificador arder dento de si. Mas o que poderia ser? Surpreendeu-se ainda mais com a seguinte sensação. Um calor e luz emanavam do poço de maneira quase insuportável, e a Miko deu um impulso com os dois pés, posicionando-se à frente do poço, e em um movimento ágil armou-se com seu arco e flecha, surgindo sua aura de batalha.

         Ergueu-se um braço alvo e feminil de dentro do poço, logo em seguida uma garota de cabelos azulados e curtos apoiou-se pela barriga, conseguindo assim sair completamente. A menina sentou-se confusa, com as mãos na cabeça e olhou ao redor tentando reconhecer o local onde estava.

-Mas o que está acontecendo? Que lugar é esse? Cadê o Ranma?! –questionava furtivamente menina de cabelos curtos. –Quem é você? E que roupas estranhas são essas?

         Kagome estava atônita. A sensação a qual a estava impressionando estava ainda mais intensa agora. Isso significa que vinha daquela menina! Mas como? De repente, algo lhe chamou a atenção. A garota carregava no pescoço um colar com um pingente arredondado, que poderia facilmente ser confundida com Shikon no Tama, porém era de uma coloração avermelhada. Cor de sangue e vibrante. Esta brilhava intensamente e Kagome sentiu uma estranha e súbita conexão com aquela jóia. Inconscientemente, como que por hipnose, baixou a guarda, largando o arco e flechas no solo. Caminhou na direção da garota de cabelos curtos e tocou no círculo rubro.

         A menina recuou temerosa.

-O que tá pensando? Não toque nisso! Foi um presente do meu noivo! –sentiu as bochechas ruborizarem ao dizer a última frase em voz alta. Mas esse era o pior dos problemas. Afinal, onde ela poderia estar? De uma coisa ela sabia, não estava mais no templo Higurashi, o qual havia ido visitar com sua família. Mas como? Sua cabeça doía e em seus pensamentos imperavam milhões de perguntas ao mesmo tempo. Estava com medo e confusa.

         Kagome apenas segurou firmemente a jóia com as mãos, fazendo-a brilhar e fechou os olhos. Não estava fazendo nada disso de forma consciente, deixava-se guiar pelos seus poderes de sacerdotisa. Sentiu uma forte conexão com aquele objeto, parecia conversar com ele de forma sensorial. Também não entendia tal coisa. Mas parecia conhecer a jóia há longa data.

-Akane? –murmurou a Miko.

-C-c-c-como sabe meu nome, moça?- mais dúvidas surgiam na mente da menina.

         A sacerdotisa também não sabia. Mais uma vez deixava-se ser guiada pela jóia a qual tocava.

 

Enquanto isso em outra era...

-Akaneee! –chamava o garoto de rabo de cavalo. –Onde aquela menina burra se meteu? –bufou, enquanto procurava pela noiva no templo o qual a família dos Tendo resolveu visitar no dia de hoje.

-Não conseguiu encontrá-la, Ranma? –perguntou Kazumi, a irmã mias velha dos Tendo.

-Eu já olhei todo o lugar e nada! –o jovem cruzou os braços e sentou nas escadas da entrada do templo, mudando a expressão de irritada para tristonha. –Aquela estúpida... –proferiu não em tom de insulto, mas de visível preocupação.


Notas Finais


(1) SENTA!
(2) meio-youkai
(3)Sacerdotisa
(4) Jóia de quatro almas.


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