História Parallel - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Tags Ereri, Riren
Visualizações 26
Palavras 1.225
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal,
começando a postagem da minha mais nova inspiração, aproveitando para dizer que tenho um recadinho ao fim, então nos vemos lá em baixo!

Capítulo 1 - Paralelo de cotidianos


 

                     

Uma vida normal, uma vida simples, uma vida rotineira.

Era diferente assumir que me faltava algo. Se não puder dizer que completamente estranho, a sensação de falta não me abandona. Incompleto, era o termo que buscava. Era uma pessoa incompleta. Algo dentro do meu peito apertava, todas as noites eram assim, sempre que deitava-me ao frio da madrugada e passava a ouvir os barulhos noturnos, hora de carros a passar à beira rua, hora de pequenos bichos, pensamentos tomavam-me por completo, o que de fato estou a fazer agora, a vida tranquila  era minha realidade. E era diante daqueles pensamentos que o momento  de fechar os olhos e ver que, aquela sensação invadia-me, perdido no silêncio e sozinho naquele quarto, meu corpo  inquietava-se.

Poderia passar dias a buscar tranquilidade, a ler, a passear tranquilamente por todos aqueles parques, a ouvir arranjos orquestrais, a escrever, desenhar, limpar... nada era confortante. Embora a calmaria pudesse alcançar meu corpo, e o relaxar momentâneo fosse visível, após voltar para a realidade tudo decaía. 

Era inútil qualquer terapia que já tivesse tentado, qualquer pílula que prometesse tranquilizar, propagandas enganosas para o meu caso. Não era falta de sono por preocupação, por traumas ou sentimentos fortes por alguém; era simplesmente a sensação de que bem lá no fundo... faltava algo.

Não adiantava nada explicar para quem quer que fosse, não resultaria. Até porque, como compreender um sentimento que não se sente? Não era algo tão simples, e naquelas alturas as palavras ‘’vai ficar tudo bem’’ ou ‘’isso vai passar com o tempo’’  eram descartáveis para mim,  sempre as mesmas coisas deixa-nos desmotivados, e essa motivação para o fazer já não existia em meu corpo.

Não era incômodo chorar mais, todas as noites por algo que nem era concreto em mente, por que de fato, não sabia de nada a que se tratava ou a quem destinava aquela dor. Dentro do meu peito, ou talvez do meu subconsciente, sabia que os dias continuariam a passar, até que se esvaísse todas aquelas forças.

Quem sabe um dia, ainda acabe por entender, todos esses sentimentos.

Enquanto seguia o cotidiano, a madrugada em claro, olhando para o teto, deitado em uma cama, ao escuro da noite, ouvindo os ruídos, lágrimas a perecer de tantas que já se iam, o soluçar baixo e o peito doendo, a mão apertar a camisa com força naquele local, enquanto tentava controlar a respiração. Mas o que era o pior, é que sentia que valia a pena sofrer por aquilo.

 

-

 

A vida não era tão cruel, ao meu ver poderia ser pior. Não sei devido a que, mas, havia conseguido algo de melhor, e o melhor a que refiro-me é a companhia de pessoas honestas e especiais, as quais poderia contar e não importava o que fosse, ajudaria sempre. Tinha um emprego, e era o que mais motivava-me, era um zelador em uma escola secundária, e devido a isso poderia fazer o que mais era bom, limpezas.

Foi devido a um conhecido meu, Erwin, ministrava a disciplina de História em um colégio secundário, e foi quem conseguiu através de influências pôr-me naquele ambiente, mesmo que ainda tivesse que passar, a principio, por capacitações fora meu gosto que ajudou-me a ficar,e não somente isto, tornei-me o chefe da limpeza, o que tinha que instruir os demais serventes em tarefas e estipular horários e materiais. Não tão diferente deles, limpava também, conferia áreas onde supostamente deveriam ter sido limpas e ensinava a maneira certa de o fazer. Ganhava razoavelmente, e era o que me mantinha. Uma vida simplista, ganhando o suficiente para viver dignamente e fazendo algo o qual sempre tive gosto.

Já pensei diversas vezes em seguir outras carreiras, jogar-me em um futuro mais promissor que este, mas parecia tão incabível a mim, pois não conseguia ver-me em meio. Mesmo com isso ainda tinha algo que queria, um dia abrir a própria casa de chá, parecia bobo, mas se era para desejar algo futuro, era isso que queria.  Acabei por conformar-me em ser um simples cidadão naquela imensa cidade, e a limpeza trazia-me algo de bom ao fim das contas. 

Era uma escola com alunos distintos, diferentes, alguns quase não destacavam-se, já outros destacavam-se até por demais, e neste meio por diversas vezes ajudava Erwin com conselhos e maneiras de disciplinar, de trazer mais ordem e por juízo na cabeça daqueles alunos. Tive experiência nisto pois antes era um chefe de uma gangue, mesmo que não revelasse a ninguém, alguns poucos me conheciam daquele meio, e boatos por aquela escola eram espalhados, fazendo com que alguns alunos temessem-me. Erwin porém era diferente neste quesito, sabia enxergar através das pessoas, e por vezes já perguntou-me se ia bem continuar ali, e eu sempre o dizia para não se preocupar, e agradecia imenso pelo que havia feito. 

O meu mundo, era este. A vida que possuía, a vida que continuaria a seguir. Quem sabe até encontrar... o que minha alma tanto almeja.

Levi suspirava enquanto caminhava de volta para casa e observava o pequeno lago por cima do barranco, crianças a sorrir, águas a correr e a brisa que sempre o acompanhava, os olhos vagueavam pela imensidão enquanto mais um suspiro findava e seus pensamentos eram apenas um.

''Até que este momento chegue, não me parece mal continuar com o destino que me é concedido.'' 

 

-

 

Muitos já me disseram que era um sonhador, vivendo em um mundo imaginário, algo utópico e inexistente. Não acreditava nisso, o problema de todos eles era que não sabiam como me sentia. Na realidade em que vivemos, tudo parece-me tão desconexo. Tão fora do lugar. Não parecia que era a real vida que deveria existir. Tudo parecia estar tão errado, e por diversas vezes tentar imaginar o certo chegava a machucar.

Todas as vezes as quais sonhei com outra vida, que ao observar o ambiente ao meu redor deparava-me com a realidade, o cansaço me atingia fortemente. Passava o dia suspirando e nem mesmo compreendia o porque, apenas que dia após dia, ano após ano, aquele mundo tornava-se menos atrativo aos meus olhos.

Não faltava-me nada, tinha uma família maravilhosa, que amava e sentia sempre a reciprocidade, tanto deles quanto de amigos e conhecidos. Consideravam-me um jovem esforçado, que tinha uma vida social boa, que era atencioso com a família e jamais abandonaria ninguém a que precisasse.

Tinha a certeza de que, muitos achavam-me o padrão de jovem ideal, como já disseram-me diversas vezes. Era elogiado, mantinha boas notas, praticava alguns esportes, saia com meus amigos. Então o que era essa deslocação que sentia em minha vida? Como se nada fosse o certo, como se não pertencesse aquele ambiente e tudo o que mais almejava no mundo, mais que qualquer coisa, era descobrir o que traria a satisfação para minha vida.

Sempre que caminhava ao lado das pessoas e as observava bem, era como se um paralelo com um outro mundo se fundisse, uma ligação profunda era manifestada, mas era errônea. Inserta. Imprevisível.

Os dias que levava, pedia aos céus que passassem rápido, pois apenas na calada da noite... era que poderia sonhar com o meu ideal.

Os sonhos de outra vida.

 

-

 

Um sentia as noites serem das piores horas possíveis, outro ansiava por sonhar com o que acreditava ser consolável para si.

Em um universo onde nada agregava-se, algum dia, o ideal seria alcançável?


Notas Finais


Ola novamente, antes de mais nada para os que já sabem e os que ainda não, o querido autor de Shingeki anda divulgando artes com um tema de universo alternativo, onde o ambiente é uma escola e mostra como as personalidades dos personagens seriam em um universo daqueles. A última que saiu ainda não é garantia de ser oficial podendo não ser, porém acabou por inspirar-me para escrever. Fora uma a qual Eren, Mikasa e Armin estão juntos e os dois últimos tentam convencer Eren a assistir com eles alguns filmes, porém Eren não parece sentir-se confortável com aquilo e foge em um beco, onde encontra Levi e seu antigo esquadrão, estes estão com uma maleta e Eren juntamente com os outros acaba achando que se tratavam de drogas, porém eram apenas um novo tipo de produtos de limpeza. No fim das contas eles saem correndo do local e deixam os demais pensativos sobre a propaganda deles, ao fim de tudo Levi comenta que recorda-se do nome e rosto de Eren.

Ao meu ver, neste universo pode ser que Levi o reconheça devido à escola, porém ficou algo de vago naquele meio, e isso que me inspirou a escrever o prólogo desta nova fic, naquele universo observei que Eren sente-se muito deslocado, nem mesmo com seus amigos é algo de tão confortante, e Levi visivelmente recorda dele de algum lugar. Essa imagem da capa é baseada neste universo.

Para quem tiver a curiosidade e pesquisar vale muito a pena, sabe aquele frio na barriga quando a arte é oficial? (Novamente pode não ser realmente, mas não custa sonhar)
Em fim, ainda é bem recente e devido a isto talvez encontrem em páginas do fandom, de qualquer forma, muito obrigada a quem chegou até aqui, e se gostou continue acompanhando ;3

Até mais.


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