História Paranoid - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~Sccar

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Lysandre
Tags Amandre, Amor Doce, Castiel, Castiel Muun, Drama, Lysandre, Lysandre Muun, Romance
Exibições 210
Palavras 1.376
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OI GENTEEEEEEEEEEE
Aqui é a Muun e estou aos poucos me recuperando de um puta bloqueio criativo IUHAEIUHAEIUHAEIUAHEIUHAIEUHAIEUH
Me desculpem a demora e não desistam de mim <33333
Esse cap foi com o Lys narrando e CARALHO eu sou Lysandrette, MUITO Lysandrette e mesmo assim os pensamentos dele para mim são um mistério! Mas, tentei, espero agradar vocês!

Peço desculpas também a minha querida coautora @Piscyan pela demora >.<

Capítulo 3 - Tour


Fanfic / Fanfiction Paranoid - Capítulo 3 - Tour

Lysandre Edmond 

— Hum... se eu fosse um bloco de notas, onde me esconderia? — Scarlett perguntou para si mesma, fazendo-me soltar uma curta risada. 

Já estávamos há pelo menos uma hora rodeando o campus, e nada. Como se já não bastasse eu ser desatento em certas situações, acabei trazendo alguém que não tinha nada a ver com isso para o meu mundo de achados e perdidos. 

— Scarlett — eu a chamei, parando de andar. A morena se virou para poder me encarar. — Me desculpe arrastá-la para isso, está tudo bem. Não precisamos mais procurar. 

— Mas o que você está dizendo? — Ela perguntou em resposta, franzindo o cenho. Parecia indignada. — Ainda não o achamos! 

— Estava repassando na cabeça os lugares em que fui hoje, e provavelmente deixei o bloco em meu quarto — expliquei, tentando parecer o mais convincente possível. Não é que seja mentira, eu realmente espero ter deixado lá, mas no momento eu apenas quero libertá-la. 

Scarlett suspirou. 

— Me desculpe, foi uma hora perdida — falei, chateado comigo mesmo por ter permitido que ela me acompanhasse. 

— Você costuma se lamentar bastante, não? — Scarlett perguntou de forma divertida, sorri fraco em resposta. 

— Não é bem isso. 

— Se quer tanto se desculpar, há uma forma melhor de fazer isso, sabia? 

— E qual seria? — Perguntei, intrigado. 

— Me leve para tomar sorvete! Faz muito tempo que não tomo o delicioso sorvete daqui — ela disse animadamente, me segurando pelo braço. Dei alguns passos para longe, assustado, mas isso não a fez me largar. 

— Er... — pigarreei. — Eu não conheço a cidade ainda, não sei se sou a melhor pessoa para sair no momento. 

— NÃO BRINCA! — Scarlett exclamou, de olhos arregalados. — Então é a MELHOR pessoa! Eu conheço essa cidade de cabeça para baixo! Está decidido, daremos uma grande volta por Connecticut. 

[...] 

Não é todo dia que uma garota como Scarlett aparece na sua frente e simplesmente lhe arrasta para visitar a cidade, e ainda estou surpreso que tenha acontecido comigo. Normalmente prefiro ficar quieto em meu canto, escrevendo em meu bloco desaparecido... mas eu devo essas "desculpas" a ela. 

Scarlett tem um jeito único, ela parece ficar a vontade com facilidade e realmente não brincou quando disse conhecer a cidade de cabeça para baixo. Pude, inclusive, encontrar locais inspiradores onde poderei passar um tempo sozinho futuramente. Mas, surpreendentemente, não foi isso que mais me impressionou nessa tarde. 

Foi ela quem me impressionou. 

Talvez por sua espontaneidade, seu modo de falar e o quanto parece ser aberta, ao mesmo tempo que misteriosa. Scarlett é o tipo de pessoa que não deixa o assunto morrer e sempre tem algo novo a contar. Não estou acostumado com isso, pois considero o silêncio meu melhor amigo, e geralmente me incomodo quando as pessoas simplesmente forçam um assunto. Porém, com ela não é assim nem por um segundo, tudo o que ela diz sai naturalmente, como se estivesse respirando. E isso é incrível. 

Deixamos para tomar o sorvete no final do dia, Scarlett continuou a contar suas incríveis aventuras pelo mundo, e devo dizer que ela me deixava cada vez mais fascinado. 

— Mas, e você? — Ela perguntou. 

— Não tenho nada interessante para dizer — respondi, logo antes de colocar mais uma colher de sorvete na boca. 

— Significa que precisarei descobrir? — Perguntou de forma desafiadora, neguei com a cabeça. 

— Prefiro ouvir suas histórias. 

Scarlett respirou fundo e olhou pela janela, pensativa. 

— E vai ouvir... mas em breve devo ir embora — confessou, deixando-me perplexo. Eu não havia percebido a possibilidade disso acontecer até agora, no entanto, faz bastante sentido. 

— É uma pena... mas espero que volte em breve — Respondi encarando-a, Scarlett sorriu. 

— Sei que acabamos de nos conhecer... mas é engraçado você não insistir para que eu fique. Digamos que não estou acostumada. 

— Não tenho motivos para fazer isso, você parece amar a liberdade em que vive — contra-argumentei. — E essa liberdade é o que tem de mais encantador em você. 

Scarlett sorriu sem os dentes e olhou para seu pote de sorvete. 

— Você sabe usar bem as palavras, Lysandre — ela disse. — Quem sabe algo de novo não me prenda aqui por mais um tempo? — finalizou, e antes que eu pudesse assimilar o que ela havia dito, Scarlett já se dirigia para a porta da sorveteria. 

Eu me apressei para segui-la, ainda atordoado com seu jeito de ser. Scarlett sabe o efeito que causa, ela sabe quem é, posso perceber isso pelo seu tom de voz e suas expressões. E mesmo que eu tenha percebido tanto dela em apenas um dia, sinto que nunca poderei entendê-la, pois tudo o que eu sei foi o que ela permitiu que eu soubesse. 

— Obrigada por hoje — ela disse. — Você me tirou de um possível mau humor eterno — completou, sorrindo. 

— Foi um prazer — respondi. — Permita-me lhe acompanhar até sua casa. 

— Hum... não. Na verdade, prefiro acompanhá-lo — Scarlett disse com um sorriso. 

Continuamos caminhando, meu prédio ficava perto da Universidade, então não demoraria muito. Comecei a prestar mais atenção em Scarlett do que gostaria, seus cabelos voavam com o vento fresco do final do dia, senti uma breve vontade de escrever um poema. É uma pena que eu não faça ideia de onde está meu bloco... mas, afinal, o que eu poderia dizer sobre ela? Scarlett é misteriosa. 

— Você é misterioso — ela disse de repente, assustando-me. 

— Sim? 

— Nada, apenas lhe achei misterioso. 

— Oh... entendo — respondi, parando de andar. — Bom, eu moro aqui — falei, apontando para o prédio. 

— LYSANDRE! — Ouvi uma voz aguda, já bem conhecida. 

Nina vinha correndo em nossa direção, e assim que ela chegou perto o suficiente, me abraçou. 

— N-nina! 

— Lysandre, que saudades! Você anda voltando muito tarde pra casa, nem sempre posso vir — ela disse enquanto eu tentava afastá-la de mim gentilmente. 

— Nina, eu já lhe pedi para não fazer isso tão de repente — disse pela milésima vez. 

— Quem é essa? — Nina perguntou, virando-se para Scarlett. 

— Uma... — eu não soube o que responder. 

— Amiga — Scarlett respondeu por mim, sorrindo. — Muito prazer, Nina! 

Nina a ignorou completamente, posso estar ficando louco, mas a expressão de Scarlett se tornou sombria por um milésimo de segundo antes de voltar ao normal. 

— Bom, Scarlett, precisarei levar Nina para casa — eu disse, por fim. — Está ficando tarde para deixá-la sozinha — completei. 

— Sem problemas. Até amanhã, eu espero — Scarlett disse enquanto me dava um abraço, recebendo mais um olhar sério de Nina. 

Fiquei assistindo a morena se afastar por um tempo, lamentando o fato de que nosso momento tenha acabado de forma tão apressada. Mas, tudo bem, nos conhecemos hoje e tenho certeza que teremos a oportunidade de nos vermos novamente. 

[...]

Por fim, eu acabei não conseguindo achar meu bloco de notas. Minha teoria é que ele está em meu apartamento, só não sei exatamente onde o coloquei. Cheguei até a rabiscar algumas palavras em um papel, porém não é a mesma coisa, e eu realmente estava inspirado a escrever após aquele dia com Scarlett, é como se uma lâmpada tivesse acendido em cima de minha cabeça. Uma sensação inexplicável de finalmente conhecer o incomum. 

— Ei, Lysandre! — Castiel me cutucou, sinto que ele está falando comigo há algum tempo. 

— Oh, sim... me desculpe — respondi, atordoado. — O que você estava dizendo? — Perguntei. 

Castiel bufou e se levantou do banco. 

— Vou pegar algo para beber, vê se tenta retornar para a realidade até eu voltar — ele disse, claramente irritado. 

Respirei fundo e fechei os olhos, precisava realmente esvaziar a cabeça. Normalmente já tenho dificuldade para me manter atento as conversas aleatórias, se eu continuar pensando em Scarlett, vou acabar ficando louco. 

— Ei... — ouvi uma voz baixa e macia, ao mesmo tempo em que passos pequenos se aproximavam de onde eu estava sentando. Abri os olhos e dei de cara com uma garota loira, que com certeza estava evitando olhar diretamente em meus olhos. 

— Sim? — Perguntei, será que eu a conheço e não me lembro? 

A garota começou a abrir sua bolsa, me deixando ainda mais confuso. 

— LYSANDRE! — Ouvi uma voz gritar de longe. 

— Scarlett? — Eu disse seu nome com surpresa no tom de voz. 

— Quem diria que nos reencontraríamos tão cedo! — A morena falou ao se aproximar. — Amanda? — Ela perguntou perplexa, olhando na direção da loira que não parecia nada feliz. 

— SCARLETT? — Castiel gritou de longe. E, sem sombra de dúvidas, a pior expressão era a dele. 

O que está acontecendo aqui?


Notas Finais


E ai, gostaram?
É TRETA!!!1!
Bom, vamos ver no que vai dar!
Próximo cap nas mãos da nossa Deusa @Piscyan <3
Beijão!!!


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