História Pardon Me - Capítulo 18


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Categorias Bastian Schweinsteiger, Lucas Silva, Manuel Neuer, Marco Reus, Mario Götze, Thomas Müller
Personagens Bastian Schweinsteiger, Personagens Originais
Tags Bastian Schweinsteiger, Futebol!
Exibições 81
Palavras 1.179
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 18 - Someone's gotta go


Fanfic / Fanfiction Pardon Me - Capítulo 18 - Someone's gotta go

Julho de 2016

 Algumas semanas depois da conversa de Bastian com Ana as coisas pareciam começar a ser acertar na vida do jogador. Foi como se depois de anos ele enfim pudesse seguir em frente, não com Lucinda, Ana ou qualquer outra mulher, mas consigo mesmo.

 Ao perdoar Lucinda, Bastian libertou-se de algo que o prendia e bloqueava sua vida, que o fazia perder o sono, as oportunidades, e a coragem de viver. Ao perdoar Lucinda, ele amou-se o suficiente para curar-se de todos os males.

 O então capitão da seleção alemã não teve a coragem ainda para contar sobre o rompimento do noivado para a morena, mas sabia que não poderia passar daquele dia. A seleção tinha acabado de perder para a França causando a eliminação nas semifinais da Eurocopa 2016, o que significava que na manhã seguinte Lucinda partiria para Alemanha e Bastian voltaria para Inglaterra.

 O jogador foi a procura de morena em seu quarto que dividia com Emma, mas tudo que encontrou foi a loira assistindo o que parecia ser um tipo de desenho infantil acompanhada do goleiro da seleção Alemã.

- Pensei que Lucinda estivesse aqui.

- Pensou errado capitão. Thomas resolveu superar a derrota se afogando na bebida e carregou Lucinda com ele. Vai encontra-los no bar do hotel, Götze deve estar por lá tomando conta deles.

- Götze tomando conta de Lucinda e Thomas? Vocês sabem que isso soa absurdo não é mesmo?

- É por isso que você vai lá atrás deles e impedir que façam algo que sair nos noticiários amanhã – Manuel constatou sorrindo embora sua atenção ainda parecesse voltada para o desenho.

- Você é uma péssima influencia para o Manu, loira, péssima.

- Não declare seu amor por mim Schweinsteiger, tem uma morena esperando por isso a algumas semanas, agora vá, estamos ocupados.

- Ocupados vendo desenho com faixa etária 5 anos, que belo programa de casal – antes de sair Bastian pode ver Emma lhe mostrando a língua e sorriu divertido com o ato infantil da amiga.

 Sabia que Thomas estava bastante chateado com a derrota, não era para menos, todos ali estavam, mas sabia também que a combinação Thomas, Lucinda e álcool nessa situação poderia render belas manchetes de jornais no dia seguinte.

- Você veio capitão – a voz de Lucinda chegou aos ouvidos de Bastian assim que adentrou o bar do hotel. O lugar parecia vazio a não ser por Thomas que cantarolava uma música qualquer e Götze que parecia se divertir com a cena.

- Não podia deixa-la sozinha com esses dois malucos.

 Sem deixar com que Bastian terminasse Lucinda o puxou contra si e cobriu sua boca com um beijo desajeitado. Era tudo tão familiar e tão novo. Os dois pareciam conhecer o corpo um do outro como se o tempo nunca tivesse passado ao mesmo tempo que as mudanças apareciam ali provando que sim o tempo passou. Os corpos irradiavam desejo e calor, que parecia se intensificar com o desejo que sentiam um pelo outro.

- Você está bêbada. – Bastian constatou ao sentir o gosto de conhaque na boca da morena.

- Parabéns Sherlock Holmes, algo mais a ser observado?

- Vou te levar para o quarto, vai tomar um banho frio e se tiver em condições, precisamos conversar.

 Lucinda então soltou uma alta gargalhada chamando a atenção dos outros dois que estavam presentes no local.

- Então resolveu me contar sobre o fim do noivado Schweinsteiger?

- Como soube? – Bastian parecia surpreso, mas ao olhar para trás percebeu Thomas se esconder atrás de Mario fazendo com as coisas parecessem mais claras em sua mente – Resolvemos isso depois Thomas.

- Não fique bravo com ele capitão – Lucinda sorriu beijando Bastian novamente. Ele tentou afasta-la mas falhou miseravelmente e antes que pudesse perceber estava correspondendo o beijo.

- Vou subir com Lucinda, e você – ele disse apontando para Mario – leve Thomas para cima, e por favor, sem mais bebidas.

 Lucinda subia cantarolando alguma música que Bastian julgava ser em português. Embora estivesse bêbada a morena ainda parecia muito com a garota que Bastian encontrou anos atrás na livraria, mais madura e se possível ainda mais bonita, porém ainda tão confiante de si mesma, tão leve. O mundo inteiro parecia parar para observa-la andar meio desequilibrada pelos corredores do hotel, porque esse era o efeito que ela causava.

- Posso lhe emprestar umas roupas, o banheiro é logo ali, sinta-se à vontade – Bastian achou melhor leva-la para seu quarto, bêbada ou não, precisavam conversar e aquela seria a última chance.

 Lucinda parou de repente se sentando ao lado de Bastian na cama, deitando sua cabeça no colo do jogador. Bastian só percebeu que Lucinda chorava quando sentia as lágrimas molhando a bermuda que usava.

- Eu sinto muito capitão, arruinei sua vida por anos e quando enfim conseguiu se recuperar eu volto e a arruíno de novo. Deve me odiar.

 Bastian não soube o que responder de início, apenas puxou Lucinda para que se deitasse ao seu lado na cama se aconchegando ao lado da morena para que ela soubesse que ele estava ali.

 O silêncio permaneceu por mais alguns minutos. A morena se forçava a permanecer acordada esperando uma resposta do jogador que apenas a observava sem esboçar qualquer reação.

- Eu não te odeio Lucinda, nunca cheguei nem perto te odiar. Como poderia sentir ódio pela mulher da minha vida? Não terminei com Ana por sua causa, terminamos porque eu não a amava, e eu não a amava porque a única mulher que vou amar nessa vida está aqui deitada comigo, completamente bêbada.

 A morena sorriu aproximando seu corpo ainda mais do jogador, descansando a cabeça próxima ao seu pescoço.

- Nós parecemos tão quebrados agora capitão, por que eu sinto que isso não possa ser consertado?

- Porque não pode morena. Volto para a Inglaterra amanhã e você vai voltar para a Munique. Não importa o quanto nós amamos, alguém vai ter sempre que partir. E você sabe que eu te amo muito, te amo o suficiente para deixá-la ir mais uma vez.

- Isso não é um final feliz capitão.

- Então vamos combinar assim, um dia, pode ser amanhã, daqui um mês, ou até daqui alguns anos, você vai estar em uma livraria, vai estar escolhendo um livro, e ambos sabemos que vai comprar o mesmo livro porque insiste nessa mania de perder suas coisas e compra-las de novo, vai estar cantarolando uma música, nesse dia vou entrar, lhe perguntar se está tendo um dia ruim, você irá revirar os olhos, sempre faz isso quando lhe fazem perguntas estúpidas, vai dizer que é apenas uma música, e ali, naquele momento vamos saber que já estamos consertados, e prontos para viver nosso final feliz.

- Isso me parece bom capitão - a morena disse já com a voz sonolenta. Por aquela noite Bastian não se incomodou de leva-la de volta para seu quarto. Permitiu que morena dormisse em seus braços uma última vez.

 Já haviam passados tantas noites juntas, mas Bastian duvidava que algo tinha sido tão íntimo como aquele momento.



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