História Paris Match - HIATUS - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Selena Gomez
Tags Jelena
Visualizações 326
Palavras 2.807
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Só seja minha.


Fanfic / Fanfiction Paris Match - HIATUS - Capítulo 16 - Só seja minha.

Me arrependi da ideia de ouvir meu coração cinco minutos atrás, quando comecei a seguir Justin pelas ruas desabitadas e escuras da cidade luz. Meus pés formigam e eu não os sinto devido a caminhada. Justin permanece em silêncio, um pouco incômodo em minha opinião; parece pensar muito.

O vento corta-me, mas eu não sinto tanto frio por causa do meu sobretudo que eu peguei no carro. Já não posso dizer o mesmo de Justin, que usa uma blusa social fina dobrada até o cotovelo escondida atrás de um colete azul.

As poucas luzes contidas nas ruas são provenientes de alguns postes. O céu está carregado por densas nuvens e em alguns momentos é possível ver fragmentos da lua, que resplandece no céu.

– Para onde vamos? – pergunto cortando o silêncio entre nós. Justin encara-me assustado e arregala os olhos, murmurando um “An?” como alguém que não entendeu. – Para onde vamos? – repito a pergunta e o cantor continua em silêncio, enquanto eu desisto de observá-lo voltando minha atenção a rua.

– Metrô – ele diz firme e eu paro onde estou, o encarando. Justin permanece em sua caminhada parando um pouco mais a frente e olhando-me como perguntasse “O que aconteceu?”.

– Por que não pegamos um carro? – digo entediada. Cruzo meus braços ao redor dos meus seios e ainda o observo, mas agora com uma expressão chorosa. – Meus doem – suspendo um dos pés assinalando o salto de dezoite centímetros. Justin ri um pouco e caminha até onde estou.

– Não seja manhosa, Selena – suas mãos encostam em minhas têmporas e ele movimenta os polegares em trezentos e sessenta graus, acariciando-me. Suspiro com o seu toque e o encaro exibindo um meio sorriso. – Estamos quase lá, vem.

Justin entrelaça sua mão na minha e me puxa para continuarmos a caminhar. Observo nossas mãos, agora entrelaçadas, e arrepio-me com o seu toque. Não consigo conter as reações que o meu corpo tem ao toque de Justin, e ele parece perceber e achar graça de tudo.

– Não me lembro a última vez que andei de mãos dadas com alguém – Justin sorri ao constatar meu constrangimento ao falar.

– E aquele cara do dia do elevador? – indagou. – Vocês nunca andaram de mãos dadas?

– Não combinava com a gente.

– Então combina com a gente? – seu sorriso é de uma forma angelical. Meu coração bate descompassado e a sensação que me vem é de que ele saltará garganta afora. Eu já não tenho total controle sobre minhas falas ou minhas ações. Esse é o efeito que o cantor está exercendo sobre mim.

Permaneço em silêncio por não encontrar justificativas para retrucá-lo. Pela primeira vez eu não sinto desejo de ofendê-lo. Não quero que as mãos deles soltem as minhas. Esse momento me faz perceber que não há mais forças em mim para lutar contra o sentimento. Eu não quero Justin longe de mim.

Descemos uma escadaria que nos leva diretamente às linhas subterrâneas que liga toda a Paris. Chegamos em uma estação que não há muitas pessoas. Um casal de idosos me chama atenção. Eles parecem rir de uma piada qualquer e suas mãos estão entrelaçadas assim como as minhas e de Justin. O cuidado que a senhora tem com o que julgo ser seu marido me faz suspirar como uma criança que se apaixona pela primeira vez.

Paramos em frente a um enorme mapa que assina as linhas e estações que o metrô percorre. O cantor solta sua mão da minha e a leva até seu queixo, coçando-o. Ele encara seriamente o mapa com uma expressão filosófica.

– O que foi? – Justin questiona-me após perceber que eu o observava risonha.

– Você sabe o que está fazendo? – a expressão de Justin se torna brincalhona e eu dou algumas risadas.

– Quer ensinar o padre a rezar missa? – ele diz entre uma gostosa risada. – Deixa com o papai aqui, sou quase um guia turístico nesta cidade – o homem faz graça empinando o nariz e me fazendo rir.

– Sim, senhor capitão – bato um continência em sua direção arrancando mais alguns sorrisos do mesmo.

A atenção de Justin volta-se para o mapa. Sigo até um dos bancos alaranjados ali perto e sento-me. Meu pé formiga devido a caminhada. Tiro meus saltos por alguns segundos enquanto analiso o ambiente ao meu redor.

Morei a minha vida toda em Paris, mas posso contar nos dedos todas as vezes que andei de metrô. As paredes, de blocos brancos, são cobertas por inúmeras propagandas e placas de orientação. Uma quantidade boa de metrôs passa por ali no período de tempo em que Justin observa o mapa. Algumas pessoas iam, outras chegavam. O fluxo permanece quase inerte. Mais um metrô prepara-se para parar.

– Vem Selly, é o nosso – Justin surge na minha frente assustando-me. O homem estica seu braço em minha direção para me ajudar a levantar. Seguro forte em sua mão enquanto a gente corre até o metrô. Sinto falta de algo, mas não consigo perceber o quê. Justin inicia uma risada nada discreta e o olho confusa. – Seus sapatos, Selena.

Encaro o local onde estava sentada antes e avisto meu Louboutin preto, solitário, na mesma parte que eu o havia deixado alguns momentos atrás. Preparo-me para sair em sua busca, mas a porta se fecha simultaneamente. Justin começa uma gargalhada muito mais afetada do que a anterior. Minhas mãos estão abertas sobre a porta. Encosto minha cabeça ali, respirando fundo.

– Eu não acredito nisso! – exclamo em um sussurro audível somente por mim. Viro-me para Justin, que está sem fôlego de tanto rir. Faço um movimento com os pés, cobertos agora só pela meia calça preta, e desperto mais risadas do cantor. – Isso tudo é culpa sua! – Justin me olha ainda sem parar de rir. – Eu acabo de perder o meu filho em uma estação de metrô. Por sua culpa!

Suas risadas acabam contagiando-me. Minha risada é exagerada e todos os presentes no ambiente encaram-me. Levo uma das mãos até a altura do meu nariz e abano-me a fim de obter o ar que me falta.

– Selena Blanca, descalça no metrô. O mundo dá voltas mesmo – ele fala entre as pausas de suas risadas. Eu já não me importo porque também gargalho de toda a situação.

– Não me lembro a última vez que ri tanto assim – enxugo alguns resquícios de lágrimas. A essa altura não me preocupo com a minha aparência. Meus cabelos frisados por conta da umidade, meus olhos com a máscara de cílios borrada, ou até mesmo minha falta de sapatos. Nada disso me importa nesse momento.

– Parece que hoje é seu dia de relembrar – ele abre aquele sorriso. É, o meu favorito. Me preparo para respondê-lo enquanto o metrô começa a parar mais uma vez. É a terceira. – Essa é a nossa estação.

A porta se abre e Justin me dá passagem para sair do metrô. Um barulho irritante penetra meus ouvidos e então identifico ser o celular de Justin. Ele o retira do bolso e parece fazer menção de desligar a chamada.

– Pode atender, eu não me importo – ele assente com a cabeça e leva o celular ao ouvido.

– Ryan… Sim, ainda estou vivo… Não, não, ela não tentou me matar… Não vou te contar onde estamos… Eu busco meu carro amanhã… Não, não se preocupe… Você está atrapalhando meu encontro, Ryan… Não, não interessa… Tchau! – Justin murmura ao celular. Cada frase possui uma expressão própria. A ênfase em cada oração dava-me vontade de rir. Por isso levo a mão na boca para não dar na telha.

[...]

A figura arquitetônica sobre a qual estamos é geralmente muito movimentada, mas devido ao horário usual em que nos encontramos não há ninguém. Minha meia calça está molhada pela umidade presente no chão. A caminhada da estação até aqui foi libertadora. Uma sensação que eu nunca havia experimentado.

A ponte Alexandre III é a ponte que atravessa o rio Sena. Sua vista é deslumbrante. A ponte é decorada com querubins, ninfas e cavalo alado em toda a sua extremidade.

Observo Justin, que tem seus cotovelos apoiados no corrimão da ponte e encara a vista. Encosto-me também. As luzes acesas remetem um visual mais arrojado para o local aconchegante. Respiro fundo captando a dimensão de todo o ambiente.

– É lindo – digo ainda observando a paisagem.

– Como você – Justin olha-me. A cor de seus olhos salta de forma irreverente. Sua boca expande-se em um sorriso.

– Eu acho que deveríamos dançar – o cantor me olha confuso. Ele se prepara para dizer algo, mas não permito. Seguro forte em sua mão e o guio até o centro da ponte. Ele sorri abobalhado. Coloco uma de suas mãos na minha cintura e suspenso a outra no ar.

– Não tem música, sua maluca.

– Inventaremos a nossa – começo nossa dança. Um passo para direita, outro para esquerda e um para trás.

Não sei ao certo a música que Justin canta em sua cabeça, mas a minha é “Can I Have This Dance”. A música de um dos milhares filmes bobos que marcaram a minha adolescência. Dois passos para esquerda, um para trás e um para direita.

 

Take my hand, take a breath

Pegue minha mão, respire

Pull me close

Puxe-me para perto

 

– Por que você faz isso? – Justin me gira puxando-me novamente para perto de si. Dois passos para direita, um para trás e um para esquerdo. – Se esconde atrás de algo que você não é…

 

Keep your eyes locked on mine

Mantenha seus olhos nos meus

And let the music be your guide

E deixe a música te guiar

 

– Eu não sei – encaro o chão. Justin suspende meu rosto com uma das mãos. O observo atentamente. Dois passos para esquerda e um para trás.

– Sabe, depois que Lizzie me deixou pela segunda vez… – ele fala com seus olhos fixos no meus. Um passo para trás e um passo para direita. – Eu desisti de procurar alguém para passar a vida toda ao meu lado – nossos passos combinavam exatamente. Dois passos para a esquerda e um para a direita. – Mas depois que eu vi você, eu entendi tudo, Selena.

 

Now Won't you promise me

Agora quero que me prometa

That you never forget

Que nunca vai esquecer

We'll keep dancing

De continuar dançando

Wherever we go next

Em qualquer lugar que a gente for

 

Justin me girou mais uma vez. Nossos rostos ficaram muitos mais próximos do que outrora. Seus dois braços circulam a minha cintura e os meus enroscam o seu pescoço. Permanecemos em silêncio. No nosso momento. Na nossa dança.

 

It's like catching lighting

É como ser atingido por um relâmpago

The chances of finding someone like you

As chances de encontrar alguém como você

It's one in a million

É uma em um milhão

The chances of feeling the way we do

As chances de nos sentirmos do jeito que sentimos

 

– Você entendeu… – dou a deixa para que ele continue. Minha cabeça está apoiada em seu ombro. Um passo para esquerda e outro para direita.

– Que não adianta lutarmos contra algo que acontece sem percebermos… A decepção é o que nos mantém firmes, Selena – dois passos para direita e um para trás. – Eu entendi que quem não valoriza sua dor não valoriza sua alegria – ele passa a língua pelos lábios e acaricia meu cabelo. – Eu entendi que tudo tem um propósito. Lizzie pode ter ido embora, mas se ela não fosse eu nunca conheceria você… – um para trás.

 

And with every step together

E a cada passo juntos

We just keep on getting better

Nós vamos simplesmente continuar melhorando

 

– Não Justin, você me conheceu através de um processo…

– Você não entende, Selena? – ele me corta. Minha cabeça não está mais em seu ombro e meus olhos estão novamente presos no seu. – Nunca houve um real processo. Eu só queria conhecer a pessoa que demonstrava tanto ódio por mim sem ao menos me conhecer – um passo para direita, um passo para esquerda e um passo para trás.

 

So can I have this dance?

Então, me concede essa dança?

Can I have this dance?

Me concede essa dança?

 

Nossa dança torna-se silenciosa. Uma fina chuva cai sobre nós. Eu tento digerir todas as palavras lançadas e procuro respostas para todas essas sensações dentro de mim. Sinto-me tola e frágil. Sinto-me a mercê de Justin. A mercê de sentimentos nunca antes conhecidos por mim.

 

No mountain's too high

Nenhuma montanha é tão alta

And no ocean's too wide

Nem os oceanos tão amplos

Cause together or not

Porque juntos ou não

Our dance won't stop

A nossa dança não vai parar

 

Ele me rodou mais uma vez. Nossos rostos estão tão próximos que posso sentir seu hálito quente sobre mim. Meu estômago se contorce. Eu estou perdida. Perdida no furacão de sentimentos que se apoderam de mim. Como eu pude não notar?

Como eu pude não notar que estava me apaixonando? A cada passo que eu dava para longe de Justin me aproximava ainda mais dele. Não há nada que explique as sensações presentes em mim, porque eu estou apaixonada. Apaixonada pelo mistério escondido nos olhos do cantor. Apaixonada pelo sorriso franzino. Apaixonada pela forma que ele pronuncia o Francês – desordenadamente engraçado.

Apaixonada pela forma como suas sobrancelhas se encontram quando ele está irritado. Pela forma como seus olhos se estreitam quando ele está sendo cínico. A forma como sua boca se franze em um bico quando ele está pensando. Pela forma  como ele me olha. Toda a ternura expressada em seu olhar.

 

Let it rain, let it pour

Deixe chover, deixe jorrar

What we have is worth fighting for

Vale a pena lutar pelo que nós temos

You know I believe

Você sabe que eu acredito

That we were meant to be

Que fomos feitos um para o outro

 

Um para direita, um para esquerda e um para trás. Justin permanece a me observar. Sua expressão é doce. A calmaria em todo o ambiente e tudo a nossa volta parece colaborar para  que o clima seja perfeito. Estamos tão pertos que posso sentir seu peito encher-se de ar. Posso ouvir a batida descompassada de seu coração.

– Eu estou estou apaixonado por você, Selena… – dois passos para direita. – Você pode me dizer que não sente o mesmo e enganar a si mesma, mas a mim você não engana… – um passo para esquerda. – Você engana a todos. Você não é tão durona como aparenta, você não é tão superficial como todos acham… Existe um coração aí dentro, Selena, esperando para ser usado – as lágrimas tomam o meu rosto. Não sei ao certo o porquê do choro. Há algo dentro de mim que grita para ser ouvido.

 

It's like catching lighting

É como ser atingido por um relâmpago

The chances of finding someone like you

As chances de encontrar alguém como você

It's one in a million

É uma em um milhão

The chances of feeling the way we do

As chances de nos sentirmos do jeito que sentimos

 

Deduzo que já é madrugada. A chuva fina continua a cair sobre nossas cabeças. Meus olhos estão inundados e meu coração palpita aceleradamente. Qualquer pessoa que passasse por ali acharia a cena cômica, mas eu acho perfeita. Nossos olhos brigam entre si, é quase impossível piscar.

O medo que ele não estivesse mais ali me faz encará-lo ferozmente. Dois passos para esquerda e um para direita. Nossos corpos se encaixam perfeitamente. A diferença de estatura entre nós se torna ainda maior devido ao fato de eu estar sem sapatos. Um passo para trás.

– Eu não sei o que falar… – Justin sorri para mim de forma cuidadosa. Um sorriso encharcado de afeto e carinho. – Eu… Eu…

– Não diga nada, Selly – dois passos para trás e um para frente. – Só seja minha.

 

And with every step together

E a cada passo juntos

We just keep on getting better

Nós vamos simplesmente continuar melhorando

 

Eu sinto medo de que isso é apenas um sonho. Justin pressiona nossos corpos unindo-os até não ser mais possível. Três passos para direita e um para trás. Atrapalhávamos em nossos passos. Nem ao menos piscávamos.

O cheiro de Justin adentra minhas narinas. É doce. Sua respiração é pesada. Suas mãos fortes vão de encontro a minha nuca puxando-me para mais perto. Um passo para trás e dois para frente.

 

So can I have this dance?

Então, me concede essa dança?

Can I have this dance?

Me concede essa dança?

 

Nossos lábios chocam-se quando não há mais espaço para nos aproximar. O beijo coberto de desejo por ambas as partes é calmo. Não há pressa em nós. O gosto dos lábios de Justin é bom. Sua língua passeia por todo o céu da minha boca enquanto suas mãos alternam entre meu quadril, minha nuca e meus cabelos. Meu corpo se arrepia a cada toque. Meus lábios buscam os dele e vise-versa. Vejo-me fora de órbita.

E eu que sempre gosto de ter o controle de tudo em minhas mãos, pela primeira vez me encontro sem.


Notas Finais




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