História Park Chanyeol Next Door - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Baekyeol, Chanbaek, Kaisoo, Menção Hunhan, Stalker, Xiuchen
Exibições 1.620
Palavras 5.221
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oláaa, me desculpem a demora!
Espero que mais de 5k compense
UASHUASHSUAH
Boa leitura <3

Capítulo 11 - Eleven


Fanfic / Fanfiction Park Chanyeol Next Door - Capítulo 11 - Eleven

 

- Precisamos conversar. - Disse, já esperando que Baekhyun fechasse a porta em seu rosto. Mas, para a surpresa de ambos - pois nem Baek acreditava na própria atitude - o loiro se afastou, dando espaço para Luhan entrar em seu apartamento.

 

Ambos se encararam por um bom tempo, sem saber o que falar. Luhan olhou tudo ao redor e sorriu ao perceber que Baekhyun continuava organizado e sonhador.

- Você não jogou fora. - Disse ao olhar a caixa com a lembrança de ambos.

- Sim.

- Quer dizer que sente minha falta também?

- Também? - Baekhyun perguntou.

- Acha que eu não senti falta de você todos esses anos?

- Sentiu? Ignorar quem era seu melhor amigo é uma maneira estranha de demonstrar isso.

- Não me diga que ainda está chateado comigo por causa de uma briguinha da época de escola. - Luhan disse, chegando mais perto de outro que se afastou indignado. - Baek?

- Você vai realmente agir como se não fosse nada demais? Como se eu estivesse errado em ter… - Baekhyun se calou suspirando, ele nem sabia ao certo o que sentia. Raiva? Tristeza? Decepção? Mágoa?

- Isso foi a muito tempo atrás, vamos esquecer e tentar…

- É bem sua cara fazer isso. - Interrompeu o loiro.

- Como?

- Ignorar seus erros ou jogá-los para cima de mim! Você já foi meu amigo de verdade em algum momento, Luhan? Ou só gostava de mim porque eu o seguia fielmente?

- Não diga bobagens, eu te amava tanto…

- Amava? Como pode chamar de amor aquilo? Como pode ser amor se você virou as costas enquanto me xingavam, batiam e humilhavam?

- Eu disse que se apaixonar um professor não daria certo! - Luhan exclamou irritado.

- Claro, porque você fez questão de espalhar meu segredo!

- Eu não…

- Não minta mais Luhan… Porque está fazendo isso comigo? - Disse quebrado, olhando-o de forma que o outro viu toda a dor em sua alma. - Porque está aqui?

- Quero ser seu amigo novamente, Baek…

- Quando você foi meu amigo? Quando me traiu ou quando nunca mais tentou me encontrar? Sabe, quando eu estava no colégio interno eu sempre esperava uma carta sua, porque apesar de tudo, se você tentasse me encontrar, se tentasse se desculpar… Se estivesse do ao lado, eu teria te perdoado. Mas, quantos anos já se passaram? Você perdeu o direito de tentar ser meu amigo.

- Como eu iria saber que você estava longe? - Ele exclamou exasperado.

- Seria realmente muito difícil perguntar para os meus pais, que te conheciam há anos, onde eu estava, não é mesmo? Sabe por que você nunca voltou? Porque esperava que eu fosse correr atrás de você, porque você não sabe ser um amigo, só sabe ter seguidores. É uma vida mais solitária do que a minha Luhan, sabia? Porque, não importa quantas pessoas estão contigo, no fim você continua sem ninguém.

Luhan ficou vermelho de ódio. Não era uma total mentira o que Baekhyun disse, mas também tinham outros sentimentos que influenciaram Luhan a não procurá-lo. Um coração partido, o medo de ser rejeitado, a vergonha por tudo que fez, ou melhor, deixou de fazer. Pensou que teria uma segunda chance ao rever Baekhyun, mas agora percebeu que nunca poderia ter o loiro para si.

- E quem você tem? Aquele cara estranho e enorme que vem aqui sempre? Ele é o que seu?

- Isso não importa para você.

- Ele é seu namorado, então? - Disse Luhan em deboche. - Pelo menos Junmyeon era bonito.

- E você só vive de aparências, não é? - Retrucou Baekhyun, irritado pelo outro falar de Chanyeol.

- Então, vocês estão mesmo juntos?

- Você disse que queria conversar comigo, Luhan, não vejo como meu relacionamento com Chanyeol mude algo. - Baekhyun suspirou, era estranhamente familiar falar com o outro, mas não sabia se isso era bom ou não.

- Parece que você não está disposto a me ouvir, a esquecer o passado.

- Acha que é assim tão fácil? Chegar aqui e me pedir para voltar a ser seu amigo como se eu não tivesse sofrido tudo que eu sofri?

- Está sendo dramático, Baekhyun. - O castanho revirou os olhos e Baek arregalou os seus.

- Realmente, você não mudou nada, só a sua dor e sua vontade importam, eu não posso Luhan! Não posso voltar a tê-lo na minha vida assim. Não sei o que tem com Sehun, mas por favor, pare de tentar falar comigo quando nos esbarramos.

- Está me expulsando? E, eu não tenho nada com o síndico. - Ele indignado.

- Nós não temos nada para falar um com o outro Luhan! - Exclamou Baekhyun e olhou desacreditado para o castanho. - E Sehun não é só o síndico, ele é filho do dono de tudo isso aqui e de muitas outras coisas nesse bairro, mas não sabe disso porque a aparência simples dele não mostra o quanto ele tem dinheiro, né? Você é realmente inacreditável.

O castanho arregalou os olhos, sem acreditar no outro e o viu seguir até a porta, abrindo-a.

- Vá embora Luhan, pensei que valeria a pena te ouvir, mas continua tão superficial como sempre foi.

Luhan apertou os lábios em uma linha, estava irritado e se sentiu humilhado, então passou por Baekhyun como um furacão, saindo daquele prédio o mais rápido possível. Precisava pensar sobre o que fazer.

 

(...)

 

- O que faz aqui? - Quis saber o loiro naquele fim de tarde.

A campainha da sua casa tocava incansavelmente e ele soube quem era pela impaciência; mas Chanyeol tinha apenas mandado poucas mensagens durante todo o dia. Pensou que ele estava ocupado.

- Eu vim  te trazer algo que passei a tarde toda fazendo.

- O que é?

- Está tão curioso que nem vai me deixar entrar? - Brincou o maior e Baekhyun corou, dando espaço para o Park invadir sua casa. Pois, o outro não entrava, ele chegava se apossando do local como se fosse seu próprio lar e, mesmo no começo odiasse, Baekhyun sorriu. Aquilo lhe dava a sensação de aconchego.

Chanyeol passou por Baekhyun e se inclinou, selando rapidamente os lábios e vendo o menor se encolher, ficando ainda mais corado. Completamente adorável.

O programador se jogou na sala, colocando uma caixa em cima da mesinha de centro e sorriu para Baekhyun, o chamando.

- O que está aprontando?

- Surpresa, mas antes me conta, o que aconteceu com Luhan?

Baekhyun suspirou, ele tinha falado superficialmente com Chanyeol pelo celular, dito que o outro tinha ido até lá, mas a conversa não foi muito boa.

- Calma, calma. - Disse Chanyeol, ele abriu uma das sacolas que segurava e tirou a tampa da caixa de bombons. - Tudo fica mais doce com chocolate, agora come um e conta. - Pediu.

O menor sorriu com o gesto, olhando atentamente para aqueles chocolates bonitos e se sentindo feliz pela preocupação do outro. Depois de dois bombons ele começou a narrar aquela conversa um tanto quanto bizarra. Quer dizer, o loiro tentava de todas as forma achar uma justificativa para Luhan ser daquele jeito, mas não conseguia ver nada além do óbvio. Ele não era uma boa pessoa. E, Baekhyun não pensava isso por maldade, mas por saber todos os gostos e manias do outro na época da escola. Ele sempre foi malvado, mesmo que encobrindo isso com piadas e “brincadeiras”.

Ambos comeram chocolate, conversaram sobre Luhan e sobre como ele estava sendo um completo imbecil. Quer dizer, Chanyeol dizia isso e Baekhyun ria contido de toda aquela explosão do maior. O Park era intenso, em qualquer emoção. Se estivesse feliz, estaria eufórico. Se estivesse triste, estaria completamente destruído. Se estivesse frustrado, estaria totalmente indignado, como no momento.

- Vamos esquecer isso, Chan. - Pediu o loiro, fazendo o ruivo sorrir maior que mundo ao ouvir seu apelido. - Eu estou quase acabando seu livro.

Baekhyun riu, pois o outro transformou seu sorriso em um bico irritado em menos de um segundo.

- Baek!

- É meu trabalho Chanyeol, não posso enrolar e você não precisa disso para ficar… Quer dizer… - O loiro engoliu em seco e olhou para todos os lados, se sentindo nervoso demais para falar. Então desistiu e mordiscou os lábios bonitos. O ruivo riu, ele conseguia entender o menor, quase como se ouvisse a voz de seus pensamentos.

“Você vai ficar mais tempo, certo? Até o lançamento do livro”.

- Eu preciso divulgar meu livro, então vou ficar um tempo aqui ainda, depois que lançarem ainda tem as tardes de autógrafo… - Os olhos do Park se arregalaram. - Você vai comigo na festa de lançamento? Vai ter tapete vermelho e tudo!

Baekhyun se assustou com o pedido e não soube o que responder, seriam tantas pessoas o olhando. O julgando.

- Quer dizer, - Começou o programador, se sentindo um imbecil por propor aquilo, não queria assustar o outro. - Podemos entrar pelos fundos e vai ser só com a empresa e poucos convidados, vai ser legal, mas só se você quiser, é claro.

- E-eu… - O loiro suspirou vendo o olhar cheio de expectativa do maior, era tão bonito que não conseguia ser indiferente. - Eu vou pensar, ok?

- Tudo bem! - Exclamou feliz, saber que outro iria considerar a ideia já era mais do que uma vitória. - Eu fiz algo para você. - Mudou de assunto, dessa vez os olhos curiosas do menor que fascinaram Chanyeol. O ruivo quase se esqueceu que estava falando algo, pois se perdeu naquela imensidão castanha.

- Chan?

- Sim? Ah, sim… Eu fiz para você.

Chanyeol empurrou a caixa que estava em cima da mesinha e Baekhyun o olhou desconfiado. O maior tinha um ar brincalhão que o deixou preocupado; e ainda mais curioso. Ele abriu a caixa com cuidado, vendo algo dobrado, dois dados e um pino com sua foto colada.  Baekhyun desdobrou o que quer que seja, vendo um tabuleiro de jogos com um “início” e um “chagada”, mas no local do primeiro estava uma foto sua e no local do segundo uma foto de Chanyeol.

Até chegar no rosto do maior tinham onze paradas e em cada uma delas continha uma foto de Baekhyun. Fotos que ele nem sabia que existiam. Como do dia da praia ou quando Chanyeol dormiu em sua casa e tirou uma foto sua concentrado no trabalho, outra dele parado no meio da rua ou do dia que tinham saído.

- Quando eu recuperei minha conta vi essas fotos suas, eu tenho a mania de tirar fotos aleatórias e achei que seria legal.

- O que é isso?

- Leia.

Embaixo de cada “parada” com uma foto sua, tinham frases simples, como: “vá tomar um sorvete ou comer qualquer outro doce”; “dia de passear sem destino”; “que tal almoçar\jantar na rua?”; “deveria dizer sim para as pequenas coisa que podem mudar sua vida” e assim continua, até chegar no rosto de Chanyeol que estava: “ligue\ mande mensagem\ fale com Chanyeol”.

-  É um jogo, quando estiver em casa sem nada para fazer ou estiver em dúvida se deve ou não fazer algo, você pega os dados e pronto, faz o que o jogo mandar.

Baekhyun riu daquela ideia tola, mas completamente apaixonante. Ele estava tocado pelo gesto do outro.

- Tente agora.

- Como?

- O jogo.

O maior pegou o pino que tinha uma foto do menor colada e o levou até o “início” enquanto o loiro ria, mas ele jogou os dados dando um extraordinário - e difícil - 12 já que os dois deram 6. Isso significava atravessar o tabuleiro - que tinha desenhos fofos e aleatórios feitos\colados nele todo - e parar em cima do rosto de Chanyeol.

- Obrigado. - Disse tocado.

- Não deve me ligar para falar obrigado, quero ouvir outra coisa. - Ele disse rindo do rosto corado do menor.

- Eu estou muito feliz, Chan.

- Com o jogo? Não sabia que gostava de tabuleiro, vou trazer uns da casa do meu irmão para a gente jogar.

- Sim, com o jogo também, mas estou falando por estar com você.

O ruivo sorriu largo, olhando meio desacreditado para o menor que não conseguia retribuir o olhar, estava muito tímido, a vergonha estampada em seu rosto vermelho. O ruivo segurou delicadamente o queixo de Baekhyun, levantando seu rosto e acariciou a bochecha quente com carinho cheio de devoção para depois se inclinar, beijando o local que fervia. Depois o programador deslizou os lábios na pele macia e ouviu um suspiro de Baekhyun, antes de encostar sua boca na dele e iniciar um beijo calmo e completamente entregue.

 

(...)

 

Baekhyun estava se sentindo feliz e motivado.

Tinha finalizado o livro de Chanyeol, mas não temia que ele fosse embora, pelo menos não agora. O programador passava sempre em sua casa para conversarem e trocarem beijos que estavam começando a despertar coisas que Baekhyun talvez ainda não estivesse pronto para lidar. Mas, seu corpo estava mais do que preparado, na verdade, estava quase necessitado. E, mais uma vez o corpo e a mente brigavam; são dois que sempre discutem, quase tanto quanto a mente e o coração ou o coração e o corpo. É difícil controlá-los.

O loiro tomava banho e percebeu que algo estava errado com seu condicionador. Ele estava rosa e não se lembra dele ter aquela cor, então o loiro - ou talvez ex-loiro - se desesperou ao se encarar no espelho e ver seus filhos tingidos em rosa claro, quase pêssego.

Chanyeol, ele pensou. Todo seu rosto estava corado, a cor era bonita mas ele nunca teria coragem de pintar, apesar de lembrar já ter falado sobre aquilo com o outro.

“Eu acho que você ficaria adorável se pintasse o cabelo de rosa”, ele tinha falado.

Não sabia se sentia raiva ou não, mas pegou o celular mandando uma mensagem para o outro.

“O que fez no meu condicionador?”

Não demorou nem dois minutos para uma resposta.

“Quero fotos!”

“Me fala o que fez! E agora? Como vou sair de casa assim?”

É só um colorante, em duas ou três lavadas ele sai, me manda foto!”

“NÃO!”

Baekhyun riu ao pensar no enorme bico que o outro provavelmente estaria fazendo naquele momento.

“Está chateado comigo Baek? Desculpa, eu vou comprar shampoo e um condicionador novo para você. Assim que sair dessa reunião chata eu passo na sua casa, mas deve demorar um pouco.”

“Tudo bem.”

O loiro suspirou, assim que Chanyeol chegasse ele iria lavar a cabeça até aquilo sair, mas, por enquanto, poderia se olhar no espelho e sorrir com o efeito delicado do rosa em seus fios.

“Não estou chateado”

Acabou mandando outra mensagem, temendo que o ruivo se culpasse ou ficasse triste por sua causa.

“Você deve estar adorável.”

Baekhyun riu baixinho, Chanyeol não tinha jeito mesmo. Logo seu celular vibrou e ele olhou pensando ser o maior, porém era um número desconhecido.

 

FESTA! Você está convidado para a inauguração do Lu Studio.”

Baekhyun arfou com a mensagem. Era de Luhan, mas como ele tinha conseguido seu número? Será que Sehun deu para ele? Afinal, o síndico tinha o contato de todos do prédio. Era a inauguração do estúdio fotográfico do outro. O endereço abaixo da mensagem mostrava que era naquela mesma rua. Isso justificava a presença constante do  castanho por ali. Baekhyun ignorou a mensagem e voltou ao seu trabalho. Tinha muita coisa para fazer, seus novas trabalhos para colocar em dia, mas acabou pegando seu celular novamente. Ele encarou a mensagem de Luhan. Queria poder acreditar nele. Céus, mesmo que os últimos anos de amizade tenham sido horríveis, exista uma infância toda compartilhada.

E se ele se arrependeu depois de conversar comigo? Pensou Baekhyun. Então, abriu seu diário, desabafando o peso de seu coração.

“A porta desse homem não se abria a muito tempo, em frente a porta empoeirada tinham cartões de convite. Ele, que veio como uma brisa fresca ou aquele que é um escudo que bloqueia o vento tempestuoso. Esse homem está com medo de seu desejo em abrir a porta pela primeira vez.”

Baekhyun mordeu os lábios e teve uma ideia, então se levantou indo até o jogo que Chanyeol tinha feito para ele dias antes. Abriu o tabuleiro e fechou os olhos jogando os dados, deu o número oito. O loiro andou as casas e suspirou rendido ao ler o que estava escrito ali:

“Deveria dizer sim para as pequenas coisa que podem mudar sua vida”

Já tinha sua resposta.

 

(...)

 

A noite se iniciava de forma tranquila.

Eram sete horas ainda e Chen tinha acabado de deixar uma de suas clientes em um pub junto com suas amigas. O Kim recebeu uma mensagem, o chamando para outro serviço então entrou no carro, seguindo até um bar na área nobre da cidade.

Ele estava pensando em Minseok. O mais velho tinha lotado seu celular com mensagens preocupadas. Chen tinha ido para casas poucas vezes e só nos momentos certos, em que não iria encontrar Minseok. Mas, também sabia que fugir do outro não iria adiantar de nada. Tinham que conversar.

Pensando nisso e distraído com a vida, Jongdae chegou em frente ao local que foi chamado; era um lugar bonito e com aparência de ser caro. Ele estava prestes a virar e estacionar para esperar seu cliente quando do nada, ao dar a ré, um carro surgiu atrás de si e ele acabou batendo a traseira de seu carro no outro.

Jongdae xingou e saiu do veículo, correndo até a traseira e quase chorou. Teria um enorme prejuízo com sua empresa. Estava prestes a gritar com aquela pessoa por aparecer no nada, mas se calou ao ver o tamanho do outro que sai do carro alheio. Era enorme e não parecia nem um pouco feliz.

- Olha o que você fez!

- Eu? Você que surgiu do nada e… - Chen se calou com o olhar cortante e engoliu em seco.

- Vem comigo garoto, o chefe não vai ficar nem um pouco feliz.

 

Meia hora depois, Jongdae tinha certeza que iria morrer. Ele não bateu em um carro, simplesmente. Tinha batido no carro preferido do dono daquele bar, que por acaso era chefe da máfia.  

- Eu vou assinar o que quiser. - Disse desesperado, já que estava sendo obrigado a chamar um fiador, mas ele não tinha nenhum. Querem que ele assinasse um contrato se responsabilizando a pagar toda a dívida do carro importado e muito, muito caro.

- Claro que vai, mas precisamos de alguma garantia. -  A voz rouca e assustadora ditou com impaciência, fazendo Chen se tremer. Ele olhou nos contatos do celular, seus pais estavam fora de questão, apesar de ter conversado com eles, ainda não estavam no melhor momento e eles não teriam o dinheiro; sem falar que não os envolveria com aquele tipo de gente. Seus amigos também não poderiam ajudá-lo. Só um nome minha em sua mente. Minseok.

Apesar de saber que ele vive apenas com o básico como ele mesmo, o mais velho sempre o protegeu e acolheu. Sabia que iria ajudá-lo a conseguir o dinheiro, independente de qualquer coisa. Por isso, discou o número conhecido e torceu para o outro atendê-lo logo.

- Hyung, preciso de ajuda. - Sussurrou ao telefone.

 

Minseok correu como um lunático pelas ruas. Ele temia por Jongdae, afinal, ambos moravam juntos há muito tempo e o outro era como um irmão mais novo, alguém que Minseok sempre quis proteger. Ouvir sua voz trêmula e cheia de medo tinha acabado com o mais velho, ele só queria voltar com Chen para casa e esquecer qualquer outra coisa, sentia falta dele.

Assim que chegou no local indicado, o Kim subiu as escadas, sendo revistado e passando por diversos seguranças até chegar na sala que Jongdae estava sentado, todo encolhido. Minseok suspirou aliviado vendo que ele estava bem e sentou ao seu lado, pegando a mão do mais novo debaixo da mesa e apertou com carinho. Chen arregalou os olhos com o gesto e ficou ainda mais surpreso com a voz firme de seu hyung ao conversar com o mafioso.

- Me diga, quanto precisa para não termos que assinar nada e sair daqui.

-  Está falando que vai pagar tudo agora? - Disse o homem, com um sorriso de lado, estava desacreditado.

- É muito dinheiro, Min. - Sussurrou Jongdae, novamente sentiu o aperto tranquilizador em seus dedos.  

- Eu não estou hesitando, estou?

O homem escreveu em um pedaço de papel o valor aproximado - claro, acrescentando mais um zero - do concerto de seu carro. Minseok bufou irritado, ele pegou a carteira e destacou um cheque, escrevendo o valor que foi pedido e entregou ao outro que estreitou os olhos em desconfiança. O mafioso pegou o celular, murmurando os dados que estavam no cheque, depois sorriu ao ter certeza que era válido.

- Bem, parece que está tudo certo. - Disse.

- Ótimo, vamos então.

- Diga ao seu garoto para não aparecer mais aqui. 

Jongdae corou ao perceber que o homem pensava que ele era alguma coisa de Minseok. O mais velho rasgou o contrato que estava na mesa e assentiu uma vez. Segurou a mão do mais novo, saindo daquele local o mais rápido possível. O local ainda estava vazio, a noite tinha acabado de começar e o bar só ficava cheio perto da madrugada.

- Obrigado hyung, eu não quero parecer ingrato, mas como tinha todo esse dinheiro? Estava guardando? Juro que vou te devolver tudo.

- Não precisa, Chen.

- Como?

- Acho que já está na hora de conversarmos, não é mesmo?

Jongdae corou e assentiu uma vez, precisava dizer ao seu hyung porque estava fugindo, precisava contar tudo para ele e aquele jeito misterioso do outro o estava deixando preocupado.

- Tenho muitas coisas para te contar, meus pais me acharam…

- Estava fugindo deles?

- De certa forma sim, quer dizer, não deles e sim de todo a responsabilidade.

- Não entendo.

- Vamos, em casa eu… - Minseok se calou ao ouvir o celular de Jongdae tocar, era seu chefe gritando que deveria ir até a empresa contar o que tinha acontecido. O reboque já tinha levado o carro em que trabalhava e Chen suspirou, seria demitido com toda certeza.

- Hyung, me espere em casa, ok? Tenho dar satisfações para o meu chefe.

- Você vai voltar?

- Sim, hoje eu vou.

Minseok sorriu feliz por saber que novamente teria a companhia do mais novo, ele nunca tinha percebido como Jongdae era essencial na sua vida, até se ver sem ele.

Ambos se despediram com a promessa de terem uma conversa sincera em casa.

 

(...)

 

Baekhyun estremeceu com o vento frio. O céu estava escurecendo rápido, mas ainda não era tão tarde. Ele mordiscou os lábios, estava parado na frente de uma bomboniere não muito longe de onde mora, decidindo se realmente seguiria a rua até o estúdio de Luhan. Chanyeol tinha avisado que precisaria ficar até o fim da reunião para a finalização de seu livro; tinham muitos detalhes que ele pouco se importava, mas que precisavam do seu consentimento. O Byun até pensou em esperar o outro, mas precisava fazer isso por si mesmo.

“Chanyeol não estará aqui para sempre”, pensou.

O engraçado foi perceber que pensar em perder o ruivo, doeu mais do que seu medo de sair de casa. Talvez, por estar pensando no Park, em seu enorme sorriso e na forma como ele o desestabiliza por inteiro, Baekhyun tenha começado a andar pela rua sem olhar ao redor, sem medo.

Ele não sabia ao certo como se sentir, aquele jogo de Chanyeol, de alguma forma, parecia um presente de despedida, como se dissesse: “faça isso quando eu não estiver aqui”.

O ex-loiro começou a divagar sobre os beijos, a pele quente e o coração acelerado, ele se repreendeu por sentir tudo isso. Não estava certo se apaixonar tão fácil, tão rápido, tão intenso. Espera, Baekhyun balançou a cabeça, quem disse que estava apaixonado? Claro que não! Poderia se despedir e vê-lo partir; iria doer, mas também iria passar. Ele pensava.

Sem ao menos perceber, o Byun já estava parada em frente a fachada bonita do estúdio fotográfico de Luhan.

Ele suspirou arrumando a touca em sua cabeça, não deixaria ninguém ver os fios rosados, ainda não estava pronto para isso. A porta estava aberta e era possível ouvir o som baixo da social que estava acontecendo no local. Baekhyun sentiu seu coração acelerar, se esquecendo por um momento de Chanyeol. Era a primeira vez que estaria em uma festa depois de muito tempo. A primeira vez que iria encarar tantas pessoas juntas.

Ele estava com medo. Estava aterrorizado. Mas, depois de respirar fundo três vezes e apertar a caixa de bombom em sua mão - os preferidos de Luhan - ele entrou no local. Não tinham muitas pessoas, mas todos estavam bem vestidos, como imaginou que seria, uns tão bonitos que deveriam ser modelos também. Baekhyun deu passos inseguros pelo local, até perceber que ninguém olhava para ele. Todos estavam concentrados demais em suas próprias conversas para lhe perturbar. De alguma forma, o Byun esperava que acontecesse como na escola, onde sempre que chegava todos paravam de conversar para lhe encarar de forma reprovadora.

Mas ali, ninguém o conhecia, ninguém se importava, ninguém julgava. Quer dizer, um ou outro avaliava suas roupas, mas era algo de se esperar já que estava entre pessoas muito bem vestidas, enquanto seus trajes eram normais. Porém, ninguém fez cara de repulsa ou ódio; talvez um pouco de desagrado, mas isso ele poderia lidar.

Com mais um suspiro pesado, Baek apertou ainda mais o chocolate, esquecendo-se que iria amassá-los. Parte de si ainda esperava o sorriso grande de Luhan, o melhor amigo de sempre e as suas desculpas. Talvez, depois da discussão que tiveram, o castanho se mostre disposto a mudar; se ele tentasse recuperar a confiança de Baekhyun… Bem, o loiro tentaria seguir os conselhos de Chanyeol, assim como seu jogo, e dar mais uma chance ao outro.   

Baekhyun avistou Luhan de longe, ele sorria e conversava com alguém que estava de costas, mas que parecia estranhamente familiar. Os olhos de ambos de encontraram e no começo o Byun estranhou, pois Luhan parecia surpreso. Ele tinha o convidado, mas parecia tão arrependido. Baekhyun deu um passo na direção dele, foi quando entendeu o que estava acontecendo e soube porque tinha reconhecido aquela silhueta.

Junmyeon virou na sua direção. Luhan arregalou os olhos, encarando o professor e Baekhyun, sem saber o que fazer. Ele queria mostrar ao Byun que o passado não importava mais, que era preciso esquecer tudo aquilo, mas na verdade não acreditava que o outro fosse aparecer. E quando viu Baekhyun ali, segurando seu chocolate preferido e com um olhar perdido, soube que tinha cometido um dos maiores erros da sua vida.

- Baek… - Sussurrou Junmyeon, o Byun arregalou ainda mais os olhos e deixou o chocolate cair.

O que ele fazia ali depois de tanto tempo? Por que isso estava acontecendo? Acabou olhando para Luhan, que parecia tão assustado quanto ele mesmo. 

- Ele veio se desculpar. - Se justificou o modelo, mas sabia que aquilo não seria o suficiente, Baekhyun estava abalado demais, perdido demais. Seu coração, doía demais.  

Seu primeiro amor estava ali, na sua frente, depois de tê-lo abandonado da forma mais cruel possível, depois de ter sido egoísta e ido embora. Ver Luhan e Junmyeon era como se teletransportado para o passado, para uma época de dor. Todo seu corpo tremeu, estava difícil respirar, seus olhos embaçaram. Estava tendo mais uma crise de pânico, mas não conseguia lidar com isso, era demais. Baekhyun se virou, andando com dificuldade, sua mente estava turva, tudo rodava, como se seu corpo rejeitasse as lembranças, preferia qualquer coisa a sentir toda aquela dor novamente.

Sabia que esse tipo de coisa iria acontecer, as pessoas são cruéis, por que foi acreditar em Chanyeol e seus sorrisos? Por que deu uma chance aquilo tudo, se sabia que iria doer? Muitas vezes as pessoas com menos intenção de machucar, são as que mais nos ferem.  

Chamaram seu nome, uma, duas, três vezes, mas o Byun já estava na porta no estúdio, seu corpo mole e quase sem força.

- Baekhyun? - Uma voz diferente o chamou na rua. Ele encarou seu vizinho sempre tão calmo e quieto. Deu um passo na direção dele e então apagou.

Minseok correu amparando o outro antes que caísse no chão, ele olhou tudo ao redor sem entender o que estava acontecendo, estava chegando na rua onde mora quando viu pequeno que estava visivelmente abalado. Baekhyun tinha desmaiado. O Kim se assustou ao ver a figura pálida e frágil nos seus braços. Então o segurou no colo andando até a rua, tentando equilibrar o corpo do seu vizinho ao mesmo tempo que fazia sinal para qualquer táxi, não demorou muito para um veículo parar e Minseok entrou com Baekhyun, ainda inconsciente, ao seu lado.

 

Chanyeol sorria ao andar tranquilamente pela rua, ele carregava uma sacola com produtos de cabelo para Baekhyun e alguns doces para ambos dividirem. A reunião tinha sido cansativa e longa, por isso logo quando saiu da empresa correu para comprar tudo que precisava e depois encontrar seu pequeno. Porém, ao chegar na sua onde fica o prédio de Baekhyun e de seu irmão, viu algo estranho. Ele viu Minseok entrar em um carro, segurando o menor. Ele viu Baekhyun nos braços de outro homem. Chanyeol não entendeu o que tinha acontecido. Não viu a cena direito, pois ainda estava longe, tentou andar mais rápido, porém o carro partiu em disparada.

Um pouco mais a frente, Luhan saia do prédio onde seria seu estúdio, ele não poderia correr da própria festa, no fim, ainda tinha que continuar mantendo as aparências. Mas, ao chegar na rua, não viu Baekhyun em lugar nenhum, olhou ao redor e percebeu que Junmyeon continuava ao seu lado, tão perdido quanto ele.

- O que aconteceu? - Uma voz rouca falou ao seu lado, fazendo o castanho se assustar. Atrás de si estava Junmyeon e Chanyeol olhou para os dois. De alguma forma sabia que o castanho, vindo direto do passado do Byun, estava envolvido no que quer que tenha acontecido.

- Como assim? - Perguntou saber na defensiva.

- Com Baekhyun, o que fez com ele?! - Quis saber com raiva.

- Por que acha que eu fiz algo? - Rebateu o castanho exasperado. - Eu só trouxe Junmyeon aqui para se desculpar! - Tentou enganar ao outro e a si mesmo.

Chanyeol olhou para a figura atrás do modelo e entendeu quem ele era; o professor. O maior perdeu a paciência.

- Nunca mais chegue perto dele, entendeu? - Disse o ruivo.

- Quem você pensa que é? - Gritou indignado.

- Quem você pensa que é para aparecer assim e tentar destruir qualquer tipo de avanço que Baekhyun tenha feito?

Luhan ficou em silêncio enquanto Chanyeol olhava ao redor. Ele sabia que Baekhyun estava assustado; mas, por que estava com o vizinho que faz desenhos para ele? Por que não tinha o esperado? Onde ele estaria naquele exato momento?



 


Notas Finais


Como eu já tinha demorado mto, não betei a fic então em perdoem os erros!!
Espero que tenham gostadooo <3
Acham que o Channie acha o Baek? Ele com ciúme do Seok ;-;
E como acham que o Chen vai ficar quando chegar em casa e não ver o Minseok?
Sempre que quiserem falar cmg ou saber de att, eu posto tudo no twitter, ok?
https://twitter.com/Hobi_Re
Beijoos meus anjos, prometo não demorar muitooo, ok?

OBS: Alguém aqui conhece o projeto ChanBaek Wishes? Eu sou uma das autoras do projeto agora, então nos deem muito amoor e mandem plots chanbaek quando o ciclo abrir <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...