História Park Chanyeol Next Door - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lu Han, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Baekyeol, Chanbaek, Menção Hunhan, Menção Kaisoo, Repostada, Stalker, Xiuchen
Exibições 2.627
Palavras 4.459
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


MAIS DE 1K DE FAVORITOS!
EU JÁ AGRADECI? ACHO QUE NÃO! MAS QUALQUER COISA, MUITO OBRIGADA SEUS LINDOS PELO AMOR QUE DÃO A ESSA FIC <3
Tô tão emocionada que até voltei na época certa, apesar de estar em semana de prova <3
Boa leitura!

Capítulo 14 - Thirteen


Fanfic / Fanfiction Park Chanyeol Next Door - Capítulo 14 - Thirteen

 

Park Chanyeol se perguntava o que tinha feito de errado para estar naquela situação. Ele suspirou se sentando na maca do hospital, sentindo uma leve tontura.

— Senhor Park, fique deitado, temos que levá-lo para fazer os exames, aguarde o médico chegar. — Chanyeol olhou ao redor desnorteado, vendo Kyungsoo entrar arfando na emergência, o moreno correu até ele com os olhos arregalados.

— O que aconteceu? Você está bem? Pensei que estava... céus, a internet está uma loucura e quando me ligaram do hospital...

— Como?

— Filmaram a pessoa jogando a moto contra o seu carro, eu pensei… mas que merda, Chanyeol. —  Os olhos de Kyungsoo se encheram de água. — Eu pensei que você, sei lá!

O menor respirou fundo, seu corpo todo tremia com o medo do que poderia ter acontecido.

— Calma, Kyung!

— O que aconteceu? — O moreno perguntou.

— Ela tentou desviar.

— Quem?

— A mesma pessoa que se jogou contra mim.

— Como? — Kyungsoo foi interrompido pelo médico, que chegou pedindo para Chanyeol se sentar na cadeira de rodas, pois ele ainda tinha batido com a cabeça e precisava fazer exames. Só então o Park se deu conta de uma coisa. Baekhyun poderia ler sobre si na internet.

— Kyungsoo, ligue para Baekhyun, no meu celular tem o numero dele!

— O quê? — Quis saber, pois um enfermeiro já o empurrava para uma área restrita.

— BAEK, LIGUE PARA ELE, DIGA QUE EU ESTOU BEM… — Gritou antes do enfermeiro pedir silêncio e entrar com ele na sala de exame que Kyungsoo não poderia ficar.

 

Já o Byun estava em casa, trabalhando em um de seus livros, disperso a tudo que acontecia ao redor. Porém, quando começou a fazer as artes do livro de Chanyeol, tinha entrado em um fórum online, que sempre postava notícias dele. Nesse mesmo lugar ele leu todas as maldades que escreviam — e ainda escrevem —  a respeito do maior. Então, quando seu celular começou a vibrar no começo ele ignorou, mas depois de um tempo as mensagens continuaram a chegar e ele viu que era desse fórum. Pensando ser alguma notícia sobre a data de lançamento do livro, devido a todo o alvoroço e milhares de mensagens que recebia, Baekhyun abriu o fórum.

Porém, ao ler as notícias percebeu ser algo bem mais complicado. Baekhyun jura que seu coração parou por um segundo enquanto lia todas aquelas coisas.

 

“Espero que ele tenha quebrado uma perna, para deixar de ser tão convencido”

“Como vai poder sorrir com o rosto desfigurado hahaha”

“Queria abraçar a pessoa que fez isso”

 

Era comentários reais, sobre uma notícia ainda mais assustadora. Chanyeol tinha sofrido um acidente de carro, alguém tinha jogado a moto contra o seu veículo, um vídeo comprova isso, apesar de ter mais gritos e mãos nas imagens do ruivo, era possível ver o momento exato em que a moto se chocava com o carro de Chanyeol antes do vídeo acabar.

O coração de Baekhyun parou.

Ele não soube o que fazer, o que pensar, se sentia desnorteado, sem chão. Mal percebeu que seu celular tocando e ao olhar a tela, seu coração parou mais uma vez. Era o nome de Chanyeol.

— Chan… Chan… — Tentou falar, mas estava tão nervoso que sua voz saiu baixa e trêmula, seu coração doía e seus olhos estavam cheios de lágrimas, Baekhyun nunca pensou que um dia seu coração poderia doer tanto novamente.— Você…

— Baekhyun? Calma.

— Quem?

— Eu sou Kyungsoo, amigo do Chanyeol, estou no hospital…

— Hospital? — Sussurrou.

— Hey, calma! Ele está bem, quer vir para cá? Pega um táxi, Chanyeol agora está fazendo uns exames, mas está bem, não precisa ficar nervoso.

Como se estivesse prendendo a respiração até aquele momento, Baekhyun finalmente respirou fundo, sentindo seus lábios tremendo. Ele se levantou, pegando o primeiro casaco que viu e calçou os tênis, saindo em disparada enquanto ainda recebia instruções de Kyungsoo ao telefone. Estava tão nervoso sobre o que Chanyeol estava passando, que mal pensou em si mesmo e seu receio em sair de casa.


 

(...)

 

Baekhyun chegou em tempo recorde no hospital, encontrando o moreno baixinho que sabia ser amigo de Chanyeol, ele se questionou se era normal voltar àquele local em tão pouco tempo, as coisas estavam uma bagunça. O Byun e o Do nunca tinham trocado nenhuma palavra, mas naquele momento ambos pensavam apenas no bem-estar do roteirista. Não que tenham se abraçado, nem nada assim, mas compartilhavam um silêncio cheio de expectativa. Kyungsoo contou ao outro o pouco que Chanyeol revelou sobre o acidente.

— Como se jogou? — Quis saber Baekhyun, em voz baixa.

— Não faz sentido, não é? A pessoa corre em direção ao carro dele e depois tenta desviar. — O Byun assentiu uma vez, depois informaram a ambos que Chanyeol estava em um quarto, pois apesar de seus exames não mostraram nada, ele precisava ficar em observação.

— Vai lá, fica um pouco com ele, mais tarde eu ligo. — O Do disse.

— Tem certeza?

— Só queria saber se ele estava bem, agora acho que ele vai preferir a sua companhia.

Baekhyun corou com as palavras e Kyungsoo se afastou, tinha percebido que pelo olhar aflito do outro, assim como sua preocupação aparente, que ele se preocupava e gostava de Chanyeol e isso era tudo que precisava saber no momento. Com passos incertos, o Byun seguiu pelo corredor até o quarto onde estaria o ruivo, porém quando estava em frente a esse, o maior abriu a porta.

— Baek? — Disse com um sorriso feliz.

O menor observou a aparência do outro, tirando os arranhões superficiais ele parecia bem. Sem conseguir se conter, Baekhyun o abraçou apertado, deixando o outro desnorteado por um momento, antes de rir baixinho e retribuir o carinho, puxando o pequeno para si.

— Calma Baekkie, estou bem.

— Você me deixou tão preocupado! — Disse com a voz abafada, pois estava escondendo o rosto no peitoral do maior.

— Vem, preciso fazer uma coisa e ter você do meu lado, vai me ajudar muito.

Baekhyun suspirou, olhando a mão estendida do outro. Ninguém nunca tinha falado que sua presença poderia ajudar em algo e isso deixou o coração do baixinho aquecido, por isso, ele entrelaçou seus dedos aos do outro.

— Não deveria estar descansando?

— Sim.

— Onde vamos?

Chanyeol não respondeu, pois eles pararam três quartos depois. Olhando pela janela da porta, tinha uma mulher de meia idade, ela tinha um braço e uma perna engessado e o rosto estava machucado, enquanto um adolescente estava sentado ao lado da cama.

— Foi ela? — Sussurrou Baekhyun e o maior assentiu. — Por quê?

— Não sei.

— E quer saber? — Novamente o outro aquiesceu, então ele entrou no quarto.  O adolescente encarou-o surpreso e um pouco maravilhado, o rosto corou quando Chanyeol se aproximou, ele se levantou para curvar-se em respeito.

— Park Chanyeol! — Sussurrou empolgado. — Eu sou seu fã, adoro todos os seus jogos…

— Hm… obrigado. — Respondeu o ruivo, olhando para a mulher emburrada na cama. — Pode me explicar o que aconteceu?

— Perdoe a minha mãe, — O adolescente disse, já que a mulher não se manifestou. — Ela acredita em tudo que lê na internet e acabou fazendo uma loucura.

— Como assim? — Perguntou o roteirista, apertando os dedos de Baekhyun em nervosismo.

— Sabe… — O menino disse, parecendo sem jeito. — Eu gosto muito dos seus jogos, mas tem uns fóruns e páginas bem cruéis, então como eu não saia do quarto, minha mãe começou a ler essas coisas que falavam de você.

— De mim?

— Sim, que era uma pessoa que só pensava em fazer dinheiro, que seus jogos eram viciantes, que seu caráter era duvidoso, sabe? Coisas de hater, ai uma noticia acabava gerando outra e outra e as coisas que as pessoas escrevem na internet são horríveis… Como se você não estivesse mais aqui, as crianças de hoje em dia não seria tão fissuradas.

— Mas, eu não sou o único roteirista que existe!

— Eu sei, mas é um dos mais conhecidos da Coreia, um dos mais amado e odiado também. —

— Por quê? — Chanyeol perguntou, desarmado.

— Porque ele age como se eu não existisse! — A mulher gritou. — Ele prefere ficar o dia todo no quarto adorando você e seus jogos do que com a própria família.

— Não é assim, omma.  

— É sim, e sabe disso, quase repetiu de ano por só ficar jogando e não estudar.

Chanyeol observou aquela cena sem saber como agir, nunca pensou que todo o ódio que jogavam em si na internet pudesse chegar a esse ponto. Cyberbullying é comum para si, ele estava acostumado com os discursos de ódio gratuito, ninguém o conhecia, mas viviam falando sobre isso ou aquilo. Porém, jamais pensou que poderia chegar tão longe, que poderia se tornar um perigo real.

— Por favor, não denuncie minha omma. — Pediu o adolescente. — Ela se deixou influenciar demais pelas coisas que leu, ela só estava preocupada comigo.

Baekhyun observava aquela cena, era muito diferente do que ele tinha passado, mas ao mesmo tempo, tão parecido. A raiva, os ataques sem motivo, as pessoas propagando notícias falsas suas, o julgando sem nem o conhecer. A diferença que Chanyeol era bem mais popular.

— Não, claro que não. — Disse o maior, para espanto de todos ali.

— N-não? — A mulher perguntou e ele se aproximou dela, soltando pela primeira vez os dedos de Baekhyun.

— Não é sua culpa acreditar em tudo que lê, pensei que não precisava me justificar, nunca disse minha versão sobre todas as acusações que fazem contra mim.

— Chanyeol, a culpa não é sua. — Baekhyun sussurrou, doendo em si ver como o ruivo colocava em seus ombros aqueles ataques. A mulher se encolheu com a frase, mesmo que dita pela voz mansa do menor.

— É sim, eu precisava…

— Não. — A mulher falou, olhando para o filho dessa vez. — Eu sei que fiz algo muito errado, por isso me arrependi, por sorte consegui frear para não bater com muita força no carro, mas… me desculpe.

— Tudo bem, é melhor você descansar agora.

Chanyeol se afastou, novamente pegando a mão de Baekhyun e voltou para o seu próprio quarto. Ele se deitou e o menor ficou sentado na cadeira ao lado da cama, ainda segurando sua mão. A cabeça do roteirista girava, ele estava pensando em todas as palavras ruins que já leu sobre si. Ninguém diz que cyberbullying é algo demais até ser uma vítima, até ver um amigo tirar a própria vida, até ser atacado na rua por um desconhecido.

— Não é culpa sua. — Novamente, Baekhyun disse.

— Eu poderia ter me defendido.

— Falar sobre si mesmo na internet só faria eles zombarem ainda mais, Chan.

— Como eu faço isso então? — Quis saber, olhando desesperado para o menor, que mordeu os lábios ficando um tempo em silêncio, pensando em como ajudar o maior, até que teve uma idéia.

— Por que não faz uma daquelas palestras? —  Perguntou.

— Como assim?

— Você vive fazendo palestras, mas sempre para os seus fãs, certo? Por que não faz uma em que eles levem os pais? Ou levem algum amigo que não gosta dos seus jogos por algum motivo?

Chanyeol pareceu pensar naquilo por alguns minutos, era um desafio para si falar com pessoas que não gostam do que ele faz, mas se isso ajudasse, mesmo que apenas um pouco, ele faria com prazer.

— O que eu faria sem você? — O maior brincou, puxando a mão de Baek, que estava entrelaçada na sua, e beijou-a deixando o outro todo corado.

— Descanse, eu vou ficar aqui. — Ditou e Chanyeol riu, relaxando um pouco e fechando os olhos, sabendo que Baekhyun estava ali por ele.

 

(...)

 

Luhan tocava incansavelmente a campainha da casa de Baekhyun.

— Hey, eu sei que está aí... — Gritou irritado. — Não me ignora!

O modelo precisava falar com o ex-melhor amigo, sua consciência — se é que tinha uma — implorava por aquela conversa. Ele não conseguia dormir direito e olheiras eram as piores inimigas dos modelos

— Baek, me escuta. — Pediu, batendo na porta.

— Pode parar com o escândalo, você nem mora aqui. — Uma voz apática foi ouvido e Luhan virou o rosto vendo Sehun, o síndico, parado em frente a sua porta.

— Não se mete.

— Ele não está em casa.

— Como sabe?

— Eu o vi saindo de táxi quando estava voltando da academia, agora vai embora, está me irritando.

—  Eu não vou a lugar nenhum. — Luhan se apoiou na porta. — Vou esperar ele chegar.

— Por quê?

— Não é da sua conta.    

— Olha só, não quero nenhum tipo de escândalo no meu prédio, está entendo?

— Você não manda em mim.

— Não está exagerando no egoísmo, não?

— Como?

— Você tem forçado sua presença a ele desde que apareceu. Baekhyun mora aqui há anos e eu consigo contar nos dedos as vezes que ouvi a voz dele e parece que ele não quer falar contigo, então desista logo.

— Eu não vou desistir!

— Não vai desistir por ele ou por você mesmo?

— Como?

— Eu não sou nenhum tipo de conselheiro nem nada, mas você parece desesperado demais para alguém que só quer conversar. — Sehun encostou no batente da porta. — Aposto que fez merda e não está conseguindo dormir direito.

— Você não sabe nada!

— Tem razão, não sei mesmo nada sobre o que aconteceu, mas é óbvio que ele não quer falar contigo, mas você é egoísta demais para respeitar o espaço dele, então fica fazendo escândalo no prédio dos outros, sem se importar sequer com os demais moradores. — Luhan abriu a boca, só que não sabia o que falar, então continuou ali, encarando o maior. Sehun riu do modelo que estava mudo e balançou a cabeça.

— Você até que tem um rostinho bonito, mas é muito arrogante e está agindo de um jeito que chega a dar pena.

Antes que o menor pudesse entender o significado daquela frase, Sehun virou as costas, voltando para o aconchego de seu apartamento. O modelo até pensou em bater na porta dele e exigir uma explicação, mas quando parou para pensar, percebeu que isso só o fazia parecer ainda mais ridículo. Então apenas grunhiu irritado e foi embora.

 

(...)

 

Era tarde da noite quando Chanyeol entrou no apartamento de Baekhyun.

O maior se sentou na sala, ainda abalado com os acontecimentos daquele dia, ele tinha visto em seu celular todos os comentários maldosos a respeito do seu acidente. O menor pegou o aparelho do outro, desligando-o sem dizer nada e Chanyeol assentiu, ele não poderia se ater aquele tipo de coisa.

— Vou preparar algo para nós dois.

— Eu ajudo.

— Descansa.

— Quero te ajudar Baek, estou bem, de verdade.

Bufando, pois sabia que seria impossível impedir Chanyeol de segui-lo, os dois foram para a cozinha. Preparando sanduíches e chocolate quente. Sem perceber, tinha se tornado quase comum para o menor sentir os braços do Park ao seu redor ou se surpreender com os beijinhos roubados.

— Está me atrapalhando, vai sentar na sala! — Baekhyun riu depois que Chanyeol roubou o terceiro pedaço de queijo que estava colocando no pão.

— Não, Baekkie, vou ser bonzinho.

— Fica quieto, então! — Ralhou, mesmo que tivesse um sorriso nos lábios e foi surpreendido por um selo casto, deixando-o todo corado. — Hey!

— Só consigo ficar quieto quando te beijo, então vai ter que aguentar. — O menor riu e novamente Chanyeol o beijou, puxando-o para si com carinho enquanto ele envolvia seu pescoço.

— Obrigado por cuidar de mim.

— Não precisa agradecer.

— Você é perfeito, Baekkie.

O menor empurrou-o, mandando ele calar a boca enquanto corava, Chanyeol riu escandalosamente e o abraçou por trás, mais uma vez. Estar com o Byun deixava o roteirista mais tranquilo, ele se sentia em casa e conseguia esquecer os problemas por algum tempo. Mas quando o silêncio voltou a reinar, enquanto Baekhyun terminava de preparar o lanche, o Park novamente era invadido pelos acontecimentos daquela tarde.

— Vou fazer o que você disse.

— Como?

— A palestra, com os pais e pessoas que não me conhecem… Acho que isso pode ajudar um pouco, sabe? Se eu abrir para perguntas e deixar as pessoas me conhecerem melhor.

— Sim, mostre quem você é de verdade e todo mundo vai se apaixonar.

— Como você se apaixonou? — Perguntou convencido e riu do menor que engasgou na própria saliva.

— Q-quem disse que estou apaixonado? — Rebateu com o rosto todo corado e Chanyeol beijou a bochecha vermelha, o menor era adorável.

— Eu estou dizendo.

— Convencido.

— Vai dizer que é mentira? — Quis saber, porém antes do outro responder, o celular de Chanyeol começou a tocar. — Oi, Kyung.

— Está tudo bem? —  A voz do moreno soou do outro lado da linha.

— Sim, estou bem, Baekkie está cuidando de mim. — Disse, vendo os ombros do menor se encolherem ao ouvir o apelido.

O Byun não quer admitir, mas tinha um pouquinho de ciúme de Kyungsoo, afinal, Chanyeol passou anos apaixonado por ele e os dois tinham uma amizade muito forte, a ponto do número de Kyungsoo estar nos contatos de emergência do maior.

— Espero que esteja mesmo. — A voz raivosa do outro lado da linha fez Chanyeol rir, deixando Baekhyun ainda mais enciumado.

— Não se preocupe.

— Ok, descanse! Te ligo depois.

— Boa noite, Kyungie. — Disse antes de desligar. Baekhyun tinha um biquinho nos lábios, algo involuntário que não percebeu ter feito, mas Chanyeol viu e achou que aquela carinha o deixava ainda mais fofo.

— O que foi?

— Nada.

— Então, posso morder?

— O sanduíche ainda não está pronto.

— Estou falando do seu bico.

— O qu-quê? — Gaguejou, vendo Chanyeol rir.

— Está chateado?

— Não.

— Com ciúme? — Perguntou brincalhão.

— Claro que não! — Respondeu raivoso como um gatinho e o ruivo riu, puxando novamente o menor para beijar todo o rosto dele, que aos poucos foi derretendo com o carinho.

— Você é muito chato. — Brigou Baekhyun, com um sorriso nos lábios, empurrando Chanyeol para terminar o lanche dos dois.

— Eu sei.

O ruivo foi paparicado durante toda noite, pela primeira vez Baekhyun fazia qualquer coisa que ele pedia, pois ainda estava sensibilizado com tudo que tinha acontecido naquele dia. Nenhum dos dois precisou de palavras quando as horas se passaram e o sono chegou.

Ambos seguiram até o quarto do menor, que se encolheu entre os braços de Chanyeol quando o ruivo o puxou para dormirem juntinhos.

 

(...)



 

Duas semanas se passaram. Duas semanas de carinhos, risadas, conversas e paixão. Duas semanas de ansiedade, nervosismo e um leve desespero. Chanyeol conseguiu adiar o lançamento de seu livro em apenas alguns dias, na verdade, com toda a repercussão do que aconteceu com o roteirista, a empresa queria adiantar o livro para usar aquela publicidade gratuita, mas o ruivo se recusou terminantemente.

Naquele dia, daria sua palestra com pessoas que não estavam ali simplesmente por gostarem de seus jogos. Quando postou a notícia em seu fancafe, que em sua palestra os fãs deveriam levar outras pessoa que não fossem fãs ou seus pais, ele sabia que alguns haters iriam se infiltrar no meio e temia as vaias que poderia receber, assim como algum tipo de comentário maldoso. Mas, ele precisava falar sobre aquilo, precisa mostrar mais sobre si mesmo.

Baekhyun estava na lateral do palco, escondido pelas sombras, e olhar o menor lhe dava força. Ele era a prova viva que a vítima nunca é a culpada. Por isso, Chanyeol segurou o microfone, encarando aquele rostos na sua frente, estava nervoso, mas sua voz não tremeu quando sua voz pronunciou a primeira frase daquela palestra que seria diferente de todas as outras.

— Desculpe o transtorno, mas precisamos falar sobre cyberbullying.

Talvez, aquele nerd que ama tanto seus jogos estivesse sofrendo algum tipo de preconceito também; ele fazia isso por todas as pessoas que já foram magoadas por palavras cruéis. Por si mesmo, por Baekhyun e por qualquer um que estivesse disposto a escutá-lo. Todos fizeram silêncio quando essa frase foi proferida.

— Eu sei que muito aqui vieram rir de mim, alguns estão curioso para saber sobre o acidente de duas semanas atrás, também têm aqueles que estão preocupados comigo e eu agradeça a atenção de todos. — Começou, olhando para o lado e recebendo um sorriso orgulhoso de Baekhyun. — A verdade é que palavras machucam muito, vocês podem não saber, mas o bullying é uma das principais causas de suicídio entre crianças e adolescentes. E mais, o suicídio é a 3ª maior causa de mortalidade no mundo e o índice só cresce nessa faixa etária. Então, sim, o bullying é uma das maiores causas de morte e você se engana ao pensar que o cyberbullying não está incluso. Só porque você não bate em alguém, não quer dizer que as palavras esdrúxulas que diz em anonimo na internet não doem tanto. Às vezes, doem até mais.

Depois desse começo, todos perderam o sorriso debochado, ouvindo com atenção o resto da palestra. Chanyeol falou sobre sua trajetória, sobre seus jogos e como gostava de levar alegria para vida das pessoas. Ele também repreendeu seus fãs que esquecem de viver apenas para jogar, já que todos precisam de um convívio social com a família e amigos, precisam de amores e focar em seus estudos.

Em certa parte, ele deixou as pessoas fazerem perguntas sobre si, sendo o mais sincero possível e para sua surpresa, todos pareciam curiosos sobre coisas que leram na internet, desmistificando boatos e incertezas. O Park esperava que depois desse dia, as notícias falsas sobre si diminuíssem, já que tinha orientado quem quisesse a gravar a palestra, podendo propagar aquela mensagem.

Ao fim de tudo, Chanyeol tirou fotos e deu autógrafos, enquanto Baekhyun assistia tudo de longe. O loiro estava tão motivado com a energia do maior que algo em si se acendeu: ele precisava tentar também! Precisava lidar com seu passado ao invés de tentar esquecê-lo, ao invés de tentar fingir que ele não aconteceu. Só assim, conseguiria enfrentar seu medo do mundo.

Ver a força de Chanyeol ao subir naquele palco e encarar aquelas pessoas que estavam ali para rir dele, fez Baekhyun perceber que estava sendo fraco. Não que isso seja ruim, todos precisam de um momento de fraqueza, um momento para se recolher em si mesmo, mas também, todos precisam superá-lo para poder seguir em frente.

Quando tudo acabou e o local já estava vazio, Chanyeol seguiu até o menor com um sorriso maior que o mundo. Ele puxou Baekhyun para si, beijando-o de forma apaixonada. O Byun se espantou, mas logo derreteu nos braços do ruivo, dando ali seu primeiro passo para um novo mundo.

— Obrigado. — Disse o maior.

— Mas, eu não fiz nada.

— Você está aqui, isso é mais do que suficiente.

— Então, eu que deveria agradecer.

— Como assim?

— Por não desistir de mim.

Chanyeol sorriu com a declaração do menor, porém ambos foram interrompidos pelo empresário do maior, ele vinha falando no celular e parou ao lado do ruivo com um sorriso confiante.

— Seu livro será lançado em três dias, acho que essa palestra será um sucesso, parabéns. — Disse e o roteirista sorriu animado.

— Obrigado.

— E, não se esqueça de fazer as malas, depois da sessão de autógrafos você volta para os Estados Unidos, sua passagem já está comprada para daqui a cinco dias.

Com as palavras, Chanyeol e Baekhyun arregalaram os olhos um para o outro.

 

(...)
 

Chanyeol entrou no apartamento do ilustrador com um desânimo por todos os motivos diferentes do que pensou. O ruivo pensava que estaria naquele estado devido ao fracasso de sua palestra, porém ela foi um sucesso, mas toda sua felicidade foi drenada pelas poucas palavras de seu empresário. Ambos estavam sérios e pensavam sobre o que tudo aquilo significava, sobre o futuro.

— Eu não vou. — Chanyeol disse, ao observar a forma como Baekhyun o olhava.

— Você tem que ir, são seus jogos, seus fãs, seu futuro.

— Você também é meu futuro, Baekhyun.

— Como posso ser seu futuro, Chan? Se eu ainda nem consigo vislumbrar o meu?

— Você não mudou nem um pouco! — Chanyeol disse. — Eu pensei que estava tentando.

— Eu estou Chanyeol, é injusto dizer isso para mim, você me mudou. — Falou magoado.

— Eu não sei se posso voltar Baek, nem para os Estados Unidos e nem para quem eu era antes de conhecer você.

— Por favor, seja sempre o Chanyeol feliz, sorridente e confiante. Sempre seja fiel a si mesmo. — Baekhyun começou. — Eu fico feliz com a bagunça que fez na minha vida.

— Fica? Você nunca diz o que sente e vive me mandando ir embora. — Chanyeol falou exasperado, enterrando os dedos entre os fios ruivos. Ele não queria perder seu pequeno.

— Quando eu pensei que tinha se machucado. — Começou Baekhyun. — Quando você foi atropelado, eu sofri de uma forma que nunca pensei ser possível novamente. Meu coração doeu e eu entendi… — O menor tinha o rosto corado, seus cabelos quase não tinham mais resquício do rosa, mas ainda era possível ver uma mecha ou outra, deixando-o com uma aparência adorável e irresistível para o maior. — Eu gosto de você, mas precisa voltar para a sua vida Chanyeol e quando você for, eu vou tentar, vou abrir minha porta para tentar coisas novas, sem ter você para me apoiar ou para culpar por meus erros.

Chanyeol sorriu com as palavras, mesmo que seus olhos estivessem cheios de lágrimas. O rosto de Baekhyun transbordava sinceridade e ele pensou nunca ter visto nada mais bonito.

— Eu gosto tanto de você… — Disse o ruivo em tom infantil, fazendo o Byun suspirar com as palavras. Era um momento difícil.

— Me mostre então, enquanto estiver aqui.

— Como?

— Bem, eu aceito sair em um encontro.

O ruivo riu baixinho, era a primeira vez que Baekhyun tomava a iniciativa de sair com ele e Chanyeol não soube se deveria ficar feliz com a atitude ou triste por saber que era uma despedida.






 


Notas Finais


Tento voltar em breve!
Beijos sz


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