História Passarela de astromélias - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha
Tags Sasusaku, Slice Of Life
Visualizações 212
Palavras 1.607
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Perdoe a demora. Passei o sábado ocupada e no domingo fui pega por Boku no hero ac! Aí não consegui parar de ler o mangá.

Capítulo 5 - A flor Kakitsubata


O telhado rangia como se falasse a cada impacto que a água fazia em sua madeira. Apesar disso não se tratava de uma tempestade ou um tufão. Era apenas mais uma chuva costumeira naquela época do ano. No canto da sala havia um vaso ornamentando com um bonsai florido, o tatami limpo impecável e na porta uma estampa delicada de uma grande ume. Graças a duas pequenas janelas voltadas para a parte de fora, o ambiente mantinha-se relativamente claro.

Fora uma mesinha com chá e duas almofadas vermelhas, não havia mais nada na sala. Um homem vestido em seu kimono escuro escorava-se na parede de madeira e pedra bisbilhotando o jardim do outro lado pela janela. Os braços cruzados escondiam-se por baixo das longas mangas. Num hábito estranho, mordia o lábio inferior em seu canto puxando a pele ressecada da boca. Apesar de sua postura defensiva, ele não estava necessariamente nervoso. Talvez apenas ansioso. Seus olhos batiam a linha do horizonte cinzenta e voltava pra seu precioso jardim quase abaixo de seu nariz. Naquele temporal não daria para ver nada a mais de vinte metros de onde estava, mesmo que quisesse muito. Os dedos finos e compridos se desencaparam da roupa apenas para se esconder sobre os fios arroxeados dos cabelos cheios na própria cabeça.

Antes que os empregados fizessem qualquer anúncio, ele se virou para a porta de onde estava e falou alto:

- deixem-no entrar.

As duas portas se abriram sincronizadas e um outro homem mais alto que escondia o rosto numa máscara pontuda, como o bico de um corvo, entrou. Esse se curvou diante do mais jovem que acenou levemente com a cabeça de volta.

- nenhuma notícia, não é?

O homem de longos cabelos negros sentou a mesa e pôs chá para si mesmo – quer que eu bote pra você também? – ele perguntou. Sem sair de perto da janela o rapaz negou a oferta.

- quanto tempo até aqueles dois darem uma resposta? Não acho nada seguro mandar só aqueles idiotas pra uma missão tão importante... Sabe como a pirralha é desastrada.

Coçando a cabeça o que estava ainda de pé fechou os olhos como se não se importasse com a censura do colega de sala. Ainda no mesmo ritmo lento o que acabara de falar agora tirava um cachimbo do bolso.

- não gosto que fume aqui, Tomonori Jinsei.

Apesar do aviso (já costumeiro) ele retirou a máscara, exibindo sua boca deformada e acendeu o cachimbo. Suspirando o rapaz de cabelo púrpuro deu as costas para o homem a frente e a toda força abriu as portas que davam ao jardim. Deixando assim entrar uma grande rajada de vento acompanhada da chuva. A água molhou todo o tatami até quase a outra porta do outro lado da sala.

Jinsei levantou com seu chá em mãos e o fumo na boca. Deu alguns passos para trás para evitar se molhar mais.

- que cruel da sua parte, Ka...

- a resposta virá o mais depressa possível.

- hm?

- há um caminho, um atalho de lá até aqui. Akamatsu fará a parte dele. E Tomonori Jinsei, não subestime a menina Suisen.

- hmm.

O homem de kimono foi até a varanda e sentou nos degraus de madeira que desciam para o jardim ornamental. A chuva já se tornara uma leve garoa. Coberto pelos longos galhos de uma árvore, ele se protegia da água fina que pingava.

- oh agora posso ver o mar novamente.

Jinsei a passos largos e pesados seguiu até seu acompanhante, mas não sentou. Já havia tomado o chá e agora apenas aproveitava o fumo que tinha. As plantas pareciam revigoradas e mais brilhantes depois daquele banho. Sacudindo o haori estampado que usava, o homem menor levantou e desceu descalço, pisando na terra molhada e fofa. Caminhou entre as plantas tocando suas folhas com a ponta dos dedos e focou a atenção mais a frente. Tomonori então o seguiu.

- seu pai se admiraria em ver o quão longe você tem ido com isso. – eles conversavam enquanto andavam em linha reta entre as diferentes flores.

- se eu tivesse assumido tudo bem antes – o rapaz de kimono deu de ombros – já teríamos adiantado muita coisa. Aquele velhote só passou a “tocha” pra mim quando se tornou incapaz de continuar me “ferindo” com ela.

O outro deu uma risada forte e curta – não fale assim dele, afinal ele é seu predecessor.

- hmm.

Pararam na beirada de um alto penhasco. Mais atrás o fim do jardim, a frente um abismo e o começo do mar. O jovem acocou-se apoiando as mãos sobre as coxas. Jinsei apenas ficou parado um pouco mais afastado. O vento levou as cinzas do cachimbo para longe e com isso aquele homem colocou a máscara novamente.

- se minhas suspeitas estiverem certas, Tomonori Jinsei, então terei tirado a sorte grande. Veja... Além desse oceano está minha mais nova e maior aposta até aqui. – levantou rapidamente e ficou parado na beirada do penhasco com a ponta dos dois pés para fora, apontando para a linha azul que ligava o céu e o mar quase num único tom.

- eu odeio quando você faz isso.

Disse Jinsei virando a atenção em outra direção. Uma grande gargalhada ecoou nas rochas e dissipou no ar vindo do rapaz de cabelo roxo. Ele mordia o lábio quase o ferindo com um sorriso ávido no rosto.

- não faça essa expressão pra mim Tomonori Jinsei.

Ele voltou para mais perto do colega e lhe tocou o ombro com duas tapas.

- vamos. Agora eu quero aquele chá que você me ofereceu quando chegou.

Ainda no país do Fogo, antes do encontro entre a rosada e a pequena Taki. Caminhando sozinha ia uma moça peculiar de cabelo vermelho e óculos de grau. Havia se perdido de seu companheiro espalhafatoso e se envergonhava de não conseguir encontrar alguém tão chamativo. Ainda assim se justificava em ter perdido Juugo por ele parecer “comum demais”. Haviam chegado à cidade há um dia e tinham feito o que precisavam nela. Todavia optaram por resolver coisas pessoais algumas horas antes da partida. Marcaram o lugar de encontro e à hora, mas no fim apenas Karin aparecera. Ela esperou algum tempo, provavelmente uns quarenta minutos e cansada resolveu caçar os companheiros.

Alguns quarteirões de distância dali duas pessoas conversavam sigilosamente num beco estranho. Planejavam cuidadosamente como abordariam a tal mulher de cabelo magenta. Um homem esguio e uma criança com linguajar adulto discutiam os toques finais de alguma coisa.

- tem certeza que esses selos irão inibir a visão de qualquer um que passe aqui em frente, não é?

- é claro que tenho! Acha que sou um principiante?!

A pequena suspirou.

- não. Acho que é um mongolóide mesmo.

Ele bufou pra criança enquanto colocava os adesivos nas duas paredes do beco. A pequena vistoriou a rua mais uma vez e disse:

- espero não ter que trazer ela até aqui. Vai dar muito trabalho.

- pelas informações que tenho, eles devem passar por essa cidade em breve.

A menina sentou sobre uma lata de lixo pensativa.

- vamos repassar o que sabemos até o presente momento: Uchiha Sasuke casou a cerca de quatro meses mais ou menos; sua mulher fez parte de seu grupo ninja; tem uma peculiaridade no rosto – que você imbecil não descobriu o que era; ambos têm a mesma idade; e ambos estão fora de Konoha acompanhados apenas um do outro; e pela idéia dele a senhora Uchiha já deve está grávida. “Uchiha Sasuke quer restaurar seu clã o mais rápido o possível, é muito provável que ele já tenha dado passos para isso” foi o que ele disse.

Akamatsu fez uma pausa no trabalho manual – sim, é isso.

Então a menina levantou.

- a mulher Uchiha tem o cabelo magenta, certo?

- sim.

- quem diabos usa essa palavra “MAGENTA”?! Que droga de cor é essa afinal?!

- é vermelho.

- vermelho? Achei que era rosa.

O homem negou com a cabeça e tirou uma foto do bolso – essa aqui – e apontou para uma imagem de Karin – acredito que seja essa. As informações que eu tenho é que ela foi do mesmo grupo que ele na adolescência e sempre foi apaixonada pelo Uchiha arrogante. Vê? É vermelho.

Por baixo da mesma foto havia outra. A menina rapidamente a tirou de lá.

- e essa aqui?

Era uma foto de Sakura.

- ela tem o cabelo rosa e uma marca estranha na testa. Qual o nome dela?

Akamatsu suspirou e igualou as duas imagens na mesma altura para que os dois pudessem ver.

- a de óculos se chama Karin, e a mais magra se chama Sakura.

Coçando a cabeça, a criança puxou-o pelo braço.

- então por que você tem foto de duas?!

Ele riu um pouco envergonhado do que responderia.

– é que na verdade as duas têm essas mesmas características semelhantes... Veja, ambas fizeram parte do time do Uchiha, e as duas eram apaixonadas por ele até onde eu sei. Como não tenho informantes dentro de Konoha especificamente, não tive como sondar com qual ele casou, e nem um registro fotográfico disso eu consegui.

- apesar de amostrado, aquele Uchiha metido sabe ser discreto quando lhe convém.

Com a grande mão Akamatsu afagou o cabelo longo da criança e sorriu confiante.

- não importa qual das duas é a atual Uchiha. Suisen, você só precisa tocar nela pra saber se há ou não um bebê dentro dela, não é? Eu sei com certeza que estarão aqui nessa cidade cedo ou tarde, por isso encontrando a ruiva ou a rosada, você precisa apenas de aproximação.

Concordando a pequena aliviou-se.

- ok. Eu vou sondar a cidade outra vez. Faça o mesmo e me avise.

  Akamatsu subiu a parede em forma de lagarto e sumiu no telhado. Suisen então saiu do beco despretensiosa e rumou para o centro da Vila das Tartarugas, onde logo breve encontraria a exasperada Karin.


Notas Finais


Afinal acabei tenho uma ideia legal pra esse capítulo por causa de alguns personagens do Boku no hero ac.

Obrigada a todo mundo que tá gostando! Estou me divertindo com esses capítulos, e espero que você também!


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