História Passarela de astromélias - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha
Tags Sasusaku, Slice Of Life
Visualizações 107
Palavras 2.139
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Tive provas e mais provas essa semana, mas está aqui nosso capítulo!

Capítulo 8 - Boneca de Bunraku


Ainda ao sul nós seguíamos. E como de costume naquela manhã vimos o sol nascer por trás das montanhas enquanto caminhávamos em silêncio. Bom, eu estava em silêncio. Já ela não parava de falar. Otimista e disposta. Ainda não conheço alguém que seja tão comunicativa quanto ela às cinco da manhã.

Provavelmente por causa do estado hormonal dela, Sakura às vezes parecia diferente. Diferente com vários tipos de comportamento. Fazia coisas diferentes do habitual, até coisas novas. Aconteciam também as crises de choro e as inúmeras vezes em que ela me perguntava “você me ama de verdade?”. Minha resposta no começo costumava vir acompanhada de uma explicação, mas quando percebi que aquelas dúvidas não cessariam mesmo que eu tivesse respondido há meia hora passei a dizer apenas “sim”. Apesar de tudo eu estava feliz em poder acompanhar essas mudanças de temperamento dela.

Fazia quase quatro meses desde que ela me disse que eu seria pai.

Quando o dia se aproximou da hora do almoço, decidimos parar. Ela parecia está morrendo de fome. Preparamos algo e como esperado Sakura foi a primeira a atacar a comida. A forma como ela mastigava alvoroçada e engolia de vez a deixava engraçada. Como não parar para observar aquela cena divertida? O arroz grudado nas bochechas e um caldo descendo no canto da boca.

- ei! O que você tanto olha pra mim?

- hm? Nada.

-sei.

Sorri de leve. Com o polegar limpei o queixo delicado daquela menina-mulher.

Engraçado como mesmo depois de casados, mesmo depois de termos nos visto de todas as formas, de termos feito tudo que um casal normal faz. Ela ainda enrubescia com esse tipo de atitude minha.

Suas maçãs do rosto brilhavam vermelhas ao meu toque. Aquela pele branca amarelada era muito fina pra conseguir esconder esse tipo de reação. Desconcertada, Sakura balançou a cabeça e esfregou as costas da mão sobre a boca “então era disso que você estava rindo, não é?”.

Eu não disse a ela o que era. Apenas continuei comendo.

Pouco depois do almoço decidi dormir um pouco. Ela aprecia cansada, eu não a culpo. Afinal ela estava comendo por dois, andando por dois, descansando por dois. Vivendo por dois. Ficamos próximo uma cachoeira baixa. A água não era tão funda e enquanto eu dormia, ela decidiu tomar um banho. Foi onde começou o comportamento mais estranho que ela já tivera desde que começamos aquela jornada.

Quando senti falta dela por perto, obviamente eu fui procurá-la. “Sakura” chamei enquanto caminhava envolta do nosso acampamento. Acabei a rastreando até a água. As roupas se encontravam estendidas num galho, e as sujas estavam dobradas perto de onde ela se sentava. Ao perceber a tranquilidade que minha esposa estava, quieta tomando seu banho, não falei nada. Apenas a observei na distância.

Um olhar feroz então me alcançou. Aqueles olhos verdes faiscavam “Sasuke!”. Foi tão de repente que perdi o equilíbrio de onde eu estava escorado e acabei aparecendo de trás dos galhos. Estranhamente ela cobriu os seios com os braços. O rosto parecia que iria explodir de tão vermelho que estava.

- não me veja tomar banho!

Antes que eu pudesse perguntar por que, ela me jogou uma pedra. Na verdade algumas. “vire de costas!” tive que obedecer. Eu não fazia idéia do que acontecia. “fique de costas aí sentadinho onde você está!” me abaixei e sentei como ela pediu numa voz bastante envergonhada. Tive que esperar ela acabar o banho e se vestir. Quando passou por mim pronta, ela apenas tocou no meu ombro e sorriu como se nada tivesse acontecido e voltou pro acampamento.

Decidi não perguntar na hora o que havia acontecido. Talvez ela me contasse depois. E eventualmente ela fez.

Enquanto estávamos indo em direção a próxima cidade Sakura machucou o pé numa descida, então me ofereci pra levá-la. Estendi a mão e peguei na dela. “suas mãos estão mais macias” afirmei. Não sei se ela gostou, mas fez um bico.

- eu estou engordando por causa da gravidez. Tudo está mais macio agora.

Acenei que sim com a cabeça e deixei um sorriso escapar. Sempre que ela falava de está grávida, ou dizia nosso filho, aquilo me enchia de felicidade. Eu ainda não sabia como seria pai, mas aos poucos sentia que estava ficando pronto pra aquilo.

É estranho e engraçado porque você nunca está realmente pronto pra isso. Não importa quantas pessoas ao seu redor já tiveram filhos ou o quanto você ouviu de “especialistas” em crianças. Quando é com você, quando o pai vai ser você. Não importa quantos livros leia do assunto, ou o quanto treine mentalmente pra isso. Parece que estamos caminhando para um buraco desconhecido onde tudo pode acontecer e qualquer erro, mínimo que seja será completamente sua culpa. E você quer dar o melhor de si, e não sabe por onde começar, e não sabe se aquele melhor é o suficiente. Apenas espera ansioso e nervoso para poder ver os pequenos olhos abrirem pra você e saber se puxaram aos seus ou aos da mãe.

Coloquei minha esposa nas costas mesmo ela relutante. Pensei em dizer que ela estava mais pesada, mas achei melhor guardar isso pra mim. Na maioria dos momentos acabo guardando mesmo. Chegamos à cidade Kaede na penumbra. Procuramos uma hospedaria simples longe do movimento maior da cidade pra ficarmos. Sempre evitávamos o burburinho do centro das cidades. A tranquilidade de um quarto a noite era muito mais agradável que está perto de uma loja de conveniência.

Essa pequena hospedaria ficava numa parte alta da cidadezinha. Tendo até sua entrada uma linda passarela sobre uma lagoa. Não era de primeiro andar. Provavelmente possuía em torno de vinte e seis a vinte e sete quartos. Fiz o cadastro na recepção e enquanto discutia o tempo da estadia com um balconista, uma moça que parecia mais nova que Sakura a guiou ao nosso quarto.

Depois foi minha vez de ir até o lugar que ficaríamos. Era um cômodo espaçoso, mas não tão grande. O armário na parede continha as camas e lençóis como foi instruído à Sakura. A janela dava vista para a parte de trás da estalagem. Havia um jardim simples e logo depois a floresta que cercava a maior parte da cidade.

- nosso jantar será trago aqui quando estiver pronto – Sakura afirmou enquanto colocava nossas bolsas sobre uma cômoda. Ela abriu as portas para a varanda e com isso o vento fresco entrou arejando o ambiente. Ajeitei a mesa baixa de madeira escura sobre o tatami e onde iríamos sentar.

- acho que vou tomar um banho.

Falei enquanto tirava a camisa. O banheiro era incluso no quarto. Havia uma porta dentro do recinto que levava a ele. Abri-a e vi a banheira grande de madeira e os aquecedores ligados ao lado. A água já deve está quente, foi o que pensei. Abri a torneira e confirmei. Saí do banheiro e achei minha esposa sentada de frente para o jardim quieta.

Sentei ao lado dela e notei suas duas mãos apoiando o queixo como se o apalpasse. Quando percebeu que eu a observava curioso, ela mudou de posição e riu nervosa. Colocou as duas mãos sobre as cochas “olha que jardim bonito!”. Concordei com ela, sabia que era apenas pra disfarçar alguma coisa que a incomodava. A envolvi com o braço, a puxando pra mais perto de mim. Sakura apoiou a cabeça no meu ombro e não disse nada.

Havia esquecido a banheira enchendo, quando ouvimos a água derramar. Levantei, mas ela correu primeiro e desligou a torneira. Ouvi-a rir do banheiro “está tudo alagado”. Também não contive a risada.

A porta foi batida e uma voz feminina anunciou do lado de fora que o jantar estava na porta. Sakura foi até lá e o pegou para nós. Trouxe até a mesinha que eu havia arrumado e sentou de frente pra mim. Eu não sabia o que era aquilo que estava sendo servido, nem ela.

- a moça disse que isso é uma comida típica daqui da região.

Concordei com a afirmação e decidimos provar. Por sorte estava muito bom!

Depois de finalmente nos satisfazermos resolvi enfim tomar o banho que meu corpo tanto esperou durante aquele dia. Sakura tirou os pratos e copos e os levou na bandeja até a porta e os deixou do nado de fora no canto. Deixei minhas roupas na porta do banheiro e ela recolheu. Também colocou nosso colchão pronto e os lençóis.

Saí finalmente limpo e vesti um kimono de hóspedes. Então foi a vez dela. Como mais cedo ela não me deixou a ver tirara a roupa e trancou a porta do banheiro pra que eu não entrasse. Fiquei na porta esperando. Assim que ela abriu deu de cara comigo. Acho que era visível no meu rosto que eu não estava satisfeito com aquela atitude estranha. Não queria parecer com raiva, mas acho que Sakura acreditou que eu estava. Baixou o rosto e não me olhou nos olhos. Mudei a expressão e suspirei. Me retirei da passagem dela e a deixei que seguisse até a cama.

Apaguei a luz e deitei ao seu lado.

Passei a mão no seu rosto que parecia mais redondo. Ela franziu a testa. Estava doendo? Alguma coisa doía? “o que foi?” perguntei finalmente. Mas ela respondeu com um “nada” costumeiro. Insisti até que criou coragem de falar. Sakura deitou de frente para o teto. As bochechas estavam rosadas e seu olhar vago.

- eu estou ficando – ela fez uma pausa – feia.

Inevitavelmente arregalei os olhos.

- o que?

- isso que você ouviu.

- de onde você tirou isso?

- eu estou engordando sem parar. Minhas bochechas estão iguais dois sacos de água. Olha! – ela pegou nas laterais do rosto com os dedos e os puxou. Não contive um riso daquilo.

- seu rosto está mais redondo, mas e daí?

- eu estou ganhando muito peso e como sem parar. Quando chegar ao final da gestação você vai achar que vou ter um bebê hipopótamo e não um ser humano!

- Sakura, você não terá um hipopótamo.

- é, mas eu serei um. E se eu não conseguir emagrecer depois? Conheço muitas mães que ficaram enormes depois de seus filhos e nunca mais tiveram o corpo que tinham antes. Não quero que você ache que está casado com uma... Vaca.

- mas eu não vou achar isso. E se você engordar, o que tem de mau afinal?

- ah... Sasuke você ta aí lindo e perfeito. Todas as mulheres vão da em cima de você quando verem a esposa esquisita e feia que você tem. GORDA E ESTRANHA!

Senti uma imensa vontade de rir quando ela quase gritou essas palavras, mas me contive pra não causar um atrito maior. Por mais que aquilo fosse uma bobagem ela estava realmente preocupada.

- então é por isso que você não me deixa mais te ver nua?

Ela se encolheu de costas para mim “não quero que veja as dobrinhas que ganhei”. Aquela era minha deixa.

A abracei por trás e sussurrei no seu ouvido:

- não importa quantas curvas você ganhe, ou perca. Eu irei sempre amar o seu corpo do jeito que ele estiver.

A virei de frente para mim e subi com meu corpo sobre o dela.

- essa pele macia – abri devagar o decote em seu kimono branco. Podia ver seu colo subir e descer com mais intensidade. Beijei seu pescoço devagar e desci para o ombro, onde puxei a manga para baixo exibindo seu seio delicado.

- esse corpo quente e todas as suas dobras e linhas... São tudo que eu quero.

Passei a língua envolta do mamilo e coloquei o que pude dentro da boca. Sakura gemeu e abraçou minha cabeça enquanto jogava a dela para trás. Devagar desatei o kimono que ela usava. Levantei sobre ela e abri a roupa revelando sua nudez. A barriga saliente tomava o lugar da cintura fina de outrora. Suas cochas estavam mais grossas assim como seus braços. Dessa vez pude falar sem ser perguntado.

- eu te amo, Sakura.

Ela abriu então a minha vestimenta, assim ficando nós dois nus um para o outro. “eu te amo, Sasuke” ela me abraçou ao som dessas palavras. Apertei suas pernas e as coloquei sobre minhas costas – não se esconda mais de mim, por favor – falei-lhe ao ouvido. Em resposta ouvi “não irei” e me deu passagem em sua intimidade.

Senti a cabeça queimar enquanto era introduzida e seu gemido me deu apenas mais gás. Sakura cravou-se em minhas costas com as unhas rasgando-me de um lado ao outro. Era apenas aquela mulher que me fazia enlouquecer e eu queria levá-la ao êxtase também. Quanto mais alto ela gemia e gritava, com mais força e sede eu ia a fundo. Meu suor já não podia ser distinguido do dela, e nós dois chegamos ao orgasmo ali sobre aquele colchão, naquela estalagem pacata, escondidos daquela cidade pequena e expostos apenas um para o outro e aos deuses que quisessem assistir o amor sendo feito fisicamente por dois seres humanos.


Notas Finais


Resolvi fazer uma narrativa diferente nesse capítulo. Acho que ficou legal afinal.

Minha gente desculpa a demora! Tive prova e fiquei a semana pensando nas coisas da faculdade (sem contar as pérolas da saúde de alguns animais daqui).

DA SAUDE DOS BIXANOS:
Sobre os gatinhos que falei no cap anterior, o que eu estava fazendo nebulização e tratando duma gripe terrível não resistiu infelizmente. Ficaram apenas 3 menininhas da cria que ele nasceu. Elas estão muito bem (já que eu também estava tratando a mesma gripe nelas).

O recém nascido, que já está com 12 dias de vida tá muito bem também! Ela já abriu os olhinhos e come direitinho. Tem problema pra fazer cocô as vezes, mas só as vezes.

Agora estou com outro doente, meu rapazinho de 5 meses - Sasuke - tá com infecção gastrointestinal e tudo que come vomita, sem contar que também está com gengivite aí mesmo quando quer comer não come com dor na boca. Eu fiquei muito doida com ele sem se alimentar, mas já entrei com antinflamatorio e segunda vou levar no Vet ver esse problema dos vômitos.

E enfim a mãe dele tá com sedimentos na bexiga - partículas estranhas que podem obstruir a uretra dela (deixa sem fazer xixi). Depois do ultrassom, que verificou esses problemas, e o retorno com a Vet - isso foi ontem - ela já prescreveu os remédio e segunda começa a luta pra tratar essa coitada.


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