História Pássaro Negro - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Romance
Exibições 4
Palavras 1.532
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Vamos ler???

Capítulo 2 - Capítulo 02


Fanfic / Fanfiction Pássaro Negro - Capítulo 2 - Capítulo 02

"A grandeza vem não quando as coisas sempre vão bem para você, mas a grandeza vem quando você é realmente testado, quando você sofre alguns golpes, algumas decepções, quando a tristeza chega. Porque apenas se você esteve nos mais profundos vales você poderá um dia saber o quão magnífico é se estar no topo da mais alta montanha.

— Richard Milhous Nixon"

 

RACHEL AMARAL

 

— Rachel Amaral você não está ouvindo seu celular tocar? — Minha mãe gritou lá debaixo, acredito que no momento ela esteja na cozinha. Por que sentir um cheirinho de uns biscoitos saindo do forno. Minha mãe ama cozinhar, mas eu odeio ficar com a barriga grudada no fogão.

— Não estava ouvindo! Obrigada por me acordar. — Também gritei.

Todas as manhãs eram assim, meu celular tocava, minha mãe gritava e eu acordava. Uns dos meus sacrifícios, era acordar cedo, é muito difícil para eu abrir os olhos tão cedo. Sem contar que sou vagarosa, para levantar da cama é uma eternidade, mas veja só, eu tenho que sentar, depois me espreguiça e só depois me levantar, será que é tão difícil entender isso? A única coisa que faço rápido pela manha é tomar banho, odeio tomar banho principalmente quando ainda é madrugada, está bem, não é madrugada, mas para mim é como se fosse.

Depois daquele banho rápido, vestir um vestido azul de alcinha, foi o primeiro que encontrei no meu guarda-roupa que não é nada organizado. Minha mãe vive falando sobre essa minha falta de organização, mas é muito raro eu dá ouvido a essa reclamação. Meu guarda-roupa é arrumado alguns domingos pela manhã, mas quando chega a tarde ele já está como se eu não tivesse perdido meu precioso tempo tentando organiza-lo. Às vezes me pergunto se existe alguém igual a mim, o mundo é tão grande, talvez exista uma pessoa em algum lugar que seja igual a minha pessoa.

A minha sapatilha ficou ridícula com meu vestido. Acho que estou precisando engordar, minhas pernas estão muitos finas, ainda bem que tenho um bumbum grande, ter uma tábua atrás de mim não seria legal. A minha sapatilha voou para o lado da cama e meus olhos bateram em uma rasteirinha. Eu poderia usar um salto alto e ficar linda, mas meus pés são lindinhos demais para ficarem a manhã toda metido em um salto apertado. Minha mãe não me acha muito feminina, por que para ela as mulheres tem que amar saltos, mas eu amo saltos, mas não nos meus pés.

Hoje não vou levar mochila para o colégio, prefiro usar minha bolsa novinha que comprei ontem, ela é lindíssima e ainda estava em promoção, veja só a minha sorte. Eu não iria morrer se levasse um dia meus livros nas mãos, sem contar que nem tenho livros, apenas o que tenho é meu caderno. Hoje é meu primeiro dia de aula, bem-vindo ao meu novo colégio. Adeus antigo colégio, adeus cidade grande, adeus diretor chatolândia, adeus turma do segundo ano.

— Rachel você vai se atrasar. — Novamente minha mãe gritou. Minha mãe ama gritar, eu acho que ela está precisando de um pouco de ética.

— Já vou. — Gritei. Só ás vezes que grito, está bem, grito todos os dias, quando estou longe e tenho que responder algo, como agora.

Olhei para o quarto e suspirei.

— Ainda vou ter que arrumar essas coisas — Falei com uma careta se formando em meu rosto. 

Ainda havia muitas coisas para serem guardadas, havia caixas pelos cantos do quarto e ainda tinha roupas em minhas malas. 

Dei uma ultima olhada no espelho.


—Estou pronta — Disse encarando meu reflexo.

— Bom dia pai, mãe — Falei chegando perto a mesa de café. 

— Bom dia querida — Meu pai respondeu baixando o jornal que estava lendo. 

— Bom dia meu amor — Em seguida minha mãe respondeu.

— Agora que a senhora me dar bom dia, mamãe, depois que gritou comigo? 

— Se você não fosse tão vagarosa não teria grito — Disse enquanto colocava um pouco de café em sua xícara. 

— Ela sempre grita comigo, pai— Falei encarando meu pai que riu balançando a cabeça. 

— Você faz isso, Suzane? — Perguntou ainda rindo. 

— Claro, é o único jeito de tirá-la da cama. — Disse antes de tomar um gole de seu café. 

— Viu papai, como ela está sendo mal? 

Os dois riram. 

— Que menina manhosa — Meu pai falou beliscando a minha
bochecha.

— Toma logo seu café Rachel — Falou Suzane. 

— Oh, ela só sabe mandar, papai. 

— Mas agora ela está certa, toma seu café senão vai se atrasar para o colégio. 

— Até o senhor? 

— Vamos Rachel deixe de ser manhosa — Ele falou piscando para mim me fazendo ri.

— Você faz muita à vontade dela — Disse minha mãe.

— O que foi que eu fiz agora? 

— Não se faça de bobo. Toda vez que você pisca desse jeito para ela é porque vai fazer umas de suas vontades. 

Meu pai sorriu. 

— Não vou fazer nada — Disse tomando um pouco de seu café.

***

Minha mãe dirigia tão tranquilamente que me deu até inveja dessa tranquilidade. Sua respiração estava lenta e seus olhos focavam a estrada a sua frente. Minha mãe era uma mulher atraente, linda com seus cabelos encaracolados, se eu fosse meu pai teria ciúmes dela.

— O que tanto me observa? — Assustei-me, não tinha ideia que ela estava me observando também.

— Só estou olhando para a mãe mais linda deste mundo — Sorrir e ela me olhou rápido para mim — Meu pai deve sentir ciúmes.

— Seu pai confia em mim e ele sabe que é o único homem na minha vida. — Disse ela sem tirar os olhos da direção.

— Mas mesmo assim eu teria ciúmes se fosse ele. — Falei ainda encarando-a.

— Ciúmes ficaram para as pessoas inseguras Rachel, e não para as pessoas que confiam umas nas outras, como seu pai e eu. — Desta vez ela me encarou por alguns segundos.

— Ciúmes para mim é coisa normal.

— Depende...

— O que quer dizer? — Perguntei curiosa.

— Um dia você irá entender. — Foi o que ela me respondeu deixando-me ainda mais curiosa. Puxa, eu nunca tive um namorado só fiquei algumas vezes e não era nada sério, então não teria motivos para sentir ciúmes. Bem que eu gostaria que alguém sentisse ciúmes de mim, talvez um dia. — Chegamos. — Disse minha mãe tirando-me dos meus devaneios.

Olhei para o meu mais novo colégio, onde eu ia passar todas as manhãs. Ele eram grandes e bonito. Alguns alunos ainda estavam chegando. Provavelmente este ano não irei me atrasar para as aulas como nos anteriores, porque tenho certeza que minha mãe vai vim me deixar todos os dias por motivo que ela vai ter que passar aqui enfrente todos os dias para ir trabalhar. O novo escritório de minha mãe agora está localizado mais próximo ainda do trabalho de meu pai, esses dois amam ficarem juntos, às vezes me pergunto se eles não enjoam de se ver.

— Uau, é maravilhoso.

— Sim. — Disse minha mãe e eu a encarei. — Não vou poder vim te buscar tenho muitas coisas para resolver no escritório. — Falava enquanto mexia em sua bolsa. — Peguei isto. — Estendeu para mim umas notas. — Volte de táxi. — Eu peguei o dinheiro e o guardei. — Tem dinheiro suficiente para comer alguma coisa. Nada de ficar com fome, ouviu Rachel? — Ela me olhava séria.

— Sim senhora.

— Agora vá senão você vai se atrasar. — Eu assenti abrindo a porta do carro. — Mas antes... — Minha mãe me fez parar para olhá-la. — Cadê o meu beijo? — Perguntou apontando para sua bochecha e eu sorrir. Aproximei-me dela e depositei um beijo em seu rosto. — Agora vá.

— Me expulsando Sra. Amaral?

— Não. Só não quero que se atrase.

— Eu sei — Sorri — Tenho que passar na diretoria para poder pegar os horários das aulas.

Ela assentiu.

— Eu te amo. — Ela disse enquanto eu saia do carro, fechei a porta e olhei pela janela.

— Eu também te amo. — Ela sorriu e me afastei para ela poder ir e me deixando sozinha.

Agora era comigo, confiar em me mesma era um problema, às vezes é difícil confiar em si mesmo, mas minha mãe sempre me disse que é o melhor a se fazer, porque só assim não agimos pela cabeça de outra pessoa. Vamos lá, eu consigo, mesmo não conhecendo nada aqui, mas como diz aquele velho ditado quem tem boca vai a Roma, na minha opinião é quem tem dinheiro que vai a Roma. Confiar em mim mesmo, eu posso, sei que posso, sou Rachel Santiago, sou inteligente, mas também sou muito insegura, mas que ódio, essa insegurança às vezes me deixa frustrada já deixei de fazer muitas coisas por causa dela, mas me libertar dela que é bom parece coisa do outo mundo. A insegurança faz parte da minha vida, do meu dia-a-dia e até mesmo dos meus pensamentos mais divertidos, também existe o fato de ela está infiltrada nos meus sonhos, principalmente no meu maior sonho que é me tornar uma grande médica. Só que não, ela não vai fazer eu desisti.

— É hora de encarar olhares curiosos, Rachel. — Disse com um longo suspiro. 

Comecei a caminhar para entrada do colégio, aproximando-me do grande portão. 

— Bom dia, senhorita — Disse o porteiro e eu sorri de leve para ele.

— Bom dia! — Disse em voz baixa, mas tenho certeza que ele ouviu.


Notas Finais


Então tá legal o capítulo??


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