História Passion Play - Capítulo 29


Escrita por: ~ e ~A-ChanCrazy

Postado
Categorias Soul Eater
Personagens Black Star, Crona, Death the Kid, Liz Thompson, Maka Albarn, Patty Thompson, Personagens Originais, Shinigami-Sama (Death), Soul Eater Evans, Spirit Albarn, Tsubaki Nakatsukasa
Tags Blacki, Crona, Kim, Lizzy, Maka, Marie, Patty, Soma, Soul Este, Stein
Visualizações 148
Palavras 6.015
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello!!
Então, obrigada por estarem realmente acompanhando essa saga, e eu, no meu espírito de devoradora, acabei esquecendo duas coisas importantes sobre Passion Play, pois estava mais interessada em reler algumas histórias SoMa incríveis e me perdi totalmente numas coisas

Enfim, enquanto eu estiver postando PP-VO, pode acontecer de eu postar um extra de PP. Sim, teve muitos shipps sem notícia ali e eu decidi fazer um capítulo sobre cada personagem, que tal? Mas será depois que eu terminar de postar PP-VO, pois não vai ser mais de dez capítulos, podem ter certeza.
Espero que gostem desse capítulo *-*

Boa leitura 😚😚

Capítulo 29 - PP-V.O - Verdade ou Desafio?


Fanfic / Fanfiction Passion Play - Capítulo 29 - PP-V.O - Verdade ou Desafio?

Olhei pra Soul, constrangida, mas ele parecia alheio à tudo aquilo, olhando pra longe, na mata, com as mãos nos bolsos.

Aos poucos, todos voltaram à brincar e à conversar, enquanto Soul apenas observava. Olhei Kid pelo menos umas trinta vezes, enquanto Kim e Tsubaki brincavam de jogar água uma na outra e Lizzy ia atrás de uma bola.

- Há quanto tempo não toma um sol?- resolvi perguntar.

- Não posso tomar sol. – ele disse, voltando à olhar Light com um sorriso bobo no rosto. Ele não gosta da Kim?

- Não?- perguntei. – Por que está tomando, então?

- Por que quero. – ele deu de ombros, antes de entrar no lago. Na mesma hora, Black Star saltou da água, em cima dele, e os dois afundaram, causando gargalhadas em Light. Os dois voltaram à superfície, tentando afogar um ao outro, enquanto Light torcia por ambos.

Olhei outra vez pra Kid e ele parecia mais concentrado em cortar a carne de modo que não fique torto e nem “assimétrico” e voltei pra água.

Logo, todos brincavam, enquanto Lizzy terminava de encher a bola. Quando voltou, jogamos vôlei e até queimado dentro da água. Light sempre na cola do Soul. Parecia até a sombra dele. Não que eu esteja incomodada, mas é que ele mal consegue se divertir tendo aquela chiclete toda hora beijando ele e sussurrando coisas no ouvido dele.

- Com essa olhada aí, duvido nada que logo a ruiva vai explodir. – ouvi a voz de Lizzy no meu ouvido e quase saltei de susto, enquanto as meninas começavam à rir atrás de mim, fazendo o trio do “balão mágico” ficarem confusos. Não estou atravessando ninguém com o olhar. Lizzy não sabe de nada.

Kid nos chamou para o almoço, e como o esperado, a comida estava perfeita, assim como a carne assada. Ficamos jogando papo fora por algum tempo, enquanto o sol esquentava cada vez mais. Depois disso, Soul não voltou pra água, sendo que até Kid havia entrado.

Fiquei observando Soul sentado embaixo da sombra de uma árvore, mexendo no celular. Kid e Kim riam abobalhados, brincando na água, como qualquer outro casal. Black Star e as meninas pareciam tentar matar uns aos outros, e ninguém se incomodava com o fato de Soul estar de fora. Bufei, saindo da água, até escorregar numa pedra. Senti o peito do meu pé arder, mas nada que me incomodasse de verdade. Continuei até sair da água e andei até onde Soul estava.

- Está comemorando seu aniversário longe dos seus amigos?- perguntei, cruzando os braços. Soul ergueu um pouco a cabeça e me fitou por longos segundos, num puro silêncio. Não iria me responder. Suspirei e sentei do lado dele. – Por que está aqui?

- O sol está quente demais. – ele voltou a atenção pro celular. Notei que os ombros e o rosto dele estavam um pouco vermelhos.

- Não passou protetor solar?

- Passei. - ele riu baixo. – Mas ainda me queimaria. – Me inclinei um pouco pra ver o que ele fazia na porcaria do celular e vi que ele jogava um jogo de cartas.

- Que jogo é esse?

- Pôquer. – ele disse, dando uma cartada na mesa.

- Não sei jogar. – falei e ele deu outra cartada.

- Ganhei. – falou, entediado.

- Por que não joga outra coisa?

- Como o quê?

- Sei lá. – dei de ombros. – Que tal... Verdade ou desafio?

- Essa brincadeira nunca termina bem. – ele disse, bloqueando o celular e o colocando de lado. – Quem começa?

- Eu. – declarei. – Verdade ou desafio?

- Desafio.

- Tira a sunga e joga na cara do Black Star. – falei. Ele não vai fazer algo assim.

Errado.

Ele se levantou, tirou a bermuda, relevando estar com outra sunga (só que menor e mais justa e PPR céus, que coxa grossa ;-;) por baixo e arremessou a dele depois de chamar o Black Star. As gargalhadas podiam ser ouvidas à quilômetros, enquanto Black Star gritava a ofensa que era ter uma sunga no seu “precioso rosto”.

- Verdade ou desafio?- ele perguntou, enquanto recolocava a bermuda, enquanto Black Star ainda reclamava da afronta que sofrera e as meninas ainda riam.

- Verdade... – murmurei, temendo o desafio. Vindo desse aí, pode vir qualquer coisa.

- Por que mudou?- ele perguntou, me olhando nos olhos. Fiquei confusa, à princípio, sem entender nada. Mudei? Mudei como?

- Bem... Não sei. – dei de ombros. Ele desviou os olhos, estalando a língua e olhando pro lago.

- Mudando a pergunta então. – ele disse, e concordei, visto que ele não estava à fim de explicar a anterior para minha mente lenta captar uma resposta aceitável. – Conhece mesmo meu irmão?

- Wes-nii é super gentil. – expliquei. – Eu quero retribuir um favor dele de alguma forma, mas ele pediu apenas um sorvete em troca.

- Hmmm... Okay. – ele murmurou. – Sua vez.

- Verdade ou desafio?

- Verdade. – ele disse, voltando à me fitar.

- Então... Não estava afim da Kim? E essa Light aí?

- Ela é... Uma amiga. Só que ela gosta de benefícios.

- E você?

- Não me importo. Só adoraria que ela parasse de dar detalhes aos quatro ventos. – Cruzei os braços, olhando Light. Ela estava do outro lado do lago, nos encarando. – Verdade ou desafio?

- Desafio. – falei, sem pensar muito.

- Não chora pelo resto do dia.

- Por que eu choraria?- o encarei, confusa.

- A fenda no seu pé parece doer muito. – ele apontou pro meu pé, e segui seu dedo, só pra me deparar com sangue, folhas e terra grudadas nos meus pés. Arregalei os olhos, puxando meu pé direito até a cocha, olhando a fonte de todo aquele sangramento. Não via nada direito, pois tinha sangue e terra pra tudo quanto é lado, e choraminguei. – Não chora. – ele riu baixo, se levantando. – Consegue andar?

- Pra onde?- o encarei, sentindo meu pé começar à doer. Eu nem sentia nada até ter noção do ferimento. Que ódio! Eu nem teria percebido pelo resto do dia...

- Pra onde se vai quando se tem um ferimento?- ele estendeu a mão pra me ajudar à levantar. Podia sentir um pouco de cinismo na voz, mas não me importei. Aceitei a ajuda e ele me colocou de pé, sem muito esforço. – Ainda dá conta de prosseguir o jogo?- ele riu baixo, enquanto eu dava alguns passos desajeitados em direção à casa, seguindo a trilha. O encarei, engolindo a dor e a cara de choro e dei meu melhor sorriso “A la mod de la Soul”. Sei lá o que falei, mas entendam que dei um sorriso cínico e arrogante.

- Verdade ou desafio?- foi a minha resposta, e vi ele sorrir de novo. Hoje seus sorrisos estão raros e só alcançam os olhos quando é aquela garota que o faz rir. Estar curiosa sobre a relação deles é pouco... Quero detalhes.



Durante todo o caminho, nos desafiávamos à coisas estranhas, como subir em uma árvore, comer casca de árvore, bater uma pedra na cabeça com força e continuar de pé, ou até à dizer algumas verdades estranhas, como, quando foi a “primeira vez” ou maior mico. Claro que eu tinha mais micos do que “primeiras experiências”.

Quando chegamos na casa, ele me fez ficar sentada em um degrau da varanda, olhando pro nada, até voltar de lá de dentro com uma caixa na mão, assim como uma toalha e uma garrafa d'água. Ele se ajoelhou na minha frente, pegando meu pé com uma delicadeza que eu achava ser impossível vinda dele.

- Então... Vamos ver o que eu descobri... Você nasceu prematuro... Tem alergias à coisas bobas como amendoim, odeia cachorros, teve sua “primeira vez” num beco depois de uma festa.. E não tinha nem treze anos... E a garota tinha dezesseis... – fui falando, pra quebrar aquele silêncio estranho e pra esquecer que ele não fazia uma cara muito boa ao olhar meu ferimento depois de lavá-lo. – Deixei passar algo?

- Que sofri bullyng de um cara que achava que eu era garota quando pequeno. – ele completou e tentei não rir.

- Ah, é isso! Você era tão bonito quanto uma garota!- falei, tentando não rir com todas as minhas forças. – É difícil imaginar você sofrendo bullyng...

- Também é difícil de acreditar que você cometia bullyng. – ele ergueu a cabeça e me fitou nos olhos. Sorri, sem graça, me lembrando que eu já lhe disse que eu era uma delinquente quando estávamos em meio aos estudos.

Não conseguia desviar os olhos, e me peguei pensando que mal faria sentir o hálito dele, o que é algo completamente insano. Quem no mundo iria querer sentir o hálito de outra pessoa? De repente, ele piscou, desviando os olhos, e olhou pra baixo.

- Não dói. – falei, quando ele ergueu um pouco meu pé, apoiando a toalha na coxa e o colocando em cima. – O que vai... – vi ele tirar um frasco com uma tampinha amarela de dentro da caixa, assim como uma pinça enorme e uma bolinha de algodão. O encarei, enquanto ele prendia o algodão na pinça e molhava com o líquido do potinho. Cheirava à álcool. - O-o que... O que é isso?- estar apavorada é pouco. Queria chutá-lo pra longe e correr o máximo que minhas pernas permitirem...

- Preciso tirar a terra que está dentro. – ele disse, com um dar de ombros. – É melhor ficar quieta.

- Não vai enfiar isso no meu pé.

- Essa fenda está implorando por isso. – ele riu baixo. – Só vai doer muito. Mas vai ser rápido.

- Por que está fazendo isso?- murmurei em tom choroso.

- Por que sim. – ele disse, enquanto pegava o pote de tampa amarela e jogou do álcool direto no meu pé. Senti uma ardência e uma dor terrível, ao mesmo tempo em que meus olhos enchiam-se de lágrimas e eu me controlava pra não gritar. – Lembra do desafio?- ele disse em tom de deboche e me vi obrigada à sugar as lágrimas de volta pra dentro dos meus olhos. Meu orgulho não me permitiria perder um desafio trinta minutos depois de tê-lo aceitado. Mordi meu punho, enquanto sentia ele e aquele algodão maldito limpando a ferida. Não iria chorar. Mas gritar sufocado não inflige as regras do desafio.

Foram os minutos mais dolorosos e infernais da minha vida. Não tenho uma boa relação com o álcool desde que ele quase me afogou e me cegou por dois meses... Quando ele deixou a pinça e o algodão de lado, vi a dor diminuir aos poucos. Ele enfiou a mão na caixa outra vez, tirando luvas de borracha, as colocando nas mãos, enquanto pegava uma outra caixinha da caixa (quão detalhada é minha observação 😒). Ele tirou outro potinho e o encarei, apavorada.

- Relaxa. É só soro. – ele disse, enquanto derramava daquele líquido no meu pé. Depois, ele tirou as luvas e colocou um kit de sutura ao meu lado, separado sobre um paninho azul. Olhei pra ele, apavorada enquanto ele passava outro algodão na fenda, com um treco amarelo e com cheiro estranho que ele havia acabado de jogar em cima.

- I-isso é... – encarei o paninho azul talvez um tanto apavorada.

- Precisa de pontos. – ele disse, com um dar de ombros. – Meu tio é médico e cientista. Me ensinou muitas coisas.

- Isso não garante que...

- Eu sei o que eu faço. – ele disse, enquanto colocava novas luvas e esterilizava meu pé, assim como a agulha e o longo fio que já havia enfiado nela. – Não se preocupe. Sou bom em costurar corpos. – ele abriu um sorriso de canto e me vi obrigada à aceitar seu argumento. Tenho mais medo dele do que pode fazer comigo caso eu realmente o chute e saia correndo. – Por que ao invés de ficar dando em cima do Kid, resolveu me incomodar?- ele pegou a agulha e mais uma vez me vi obrigada à olhar pra outro lugar. E esse lugar era o cabelo dele. Light o puxou como bem entendia... Ele brigaria se eu também o puxasse? – Maka...? Oe... – pisquei, confusa, tendo aqueles olhos novamente me fitando. – Estava longe hein... – ele abriu um sorriso, me pegando desprevenida.

- N-não estava. – falei, desviando os olhos pro chão e ele riu baixo, voltando à parte em que costura meu pé. – Estava só... Pensando...

- No quê?

- Por que quer saber?

- Não posso saber?- ele retrucou, e me vi forçada à encará-lo de novo. Ele tinha um sorriso brincalhão no rosto e parecia realmente interessado.

- Não pode. – mostrei língua. Nervosa, ansiosa, inquieta. Por que me sinto assim perto dele? E desde quando, na verdade?

- Era a vez de quem?- ele perguntou. Demorei um pouco pra me tocar que ele falava do jogo.

- Sua.

- Ótimo. – ele voltou à costurar meu pé. Estranhamente, eu não sentia mais dor nenhuma além da estranha sensação da linha passando pela minha pele.

- Não dói... – murmurei.

- Isso é por que eu passei anestesia. – ele disse. – Pensando bem, eu devia ter feito isso antes de esterilizar. – ele riu e o fuzilei com os olhos. – Mas eu queria ver até onde sua resistência ia. – ele se explicou, ainda com um sorriso no rosto. – Mas vamos à pergunta: verdade ou desafio?

- Verdade. – murmurei. Não quero mais desafios. Chega de desafios.

- O que pensava quando perguntei o que estava pensando?- ele foi direto. Não tem a menor possibilidade de eu dizer que queria puxar o cabelo dele.

- Queria puxar seu cabelo. – me dei conta de que havia deixado escapar essas palavras, e tapei a boca, sentindo meu rosto queimar enquanto o encarava, com os olhos arregalados. Ele me fitava, com o cenho franzido e os labios cerrados numa linha reta. Merda! O que eu fiz?! - N-não é isso! Eu não digo puxar do tipo... Puxão e nem... Era só... Eu não...- céus, por que estou tão nervosa?! É só o Soul! – Só... Esquece. – murmurei, mais envergonhada ainda ao ver que ele nem reagia. Parecia surpreso ou espantado. Talvez irritado... Sou péssima em ler as emoções das pessoas.

- Quer puxar meu cabelo? – ele repetiu, e quis me enfiar num buraco bem fundo e nunca mais mostrar meu rosto perante a sociedade.

- Eu disse que não.

- Não me importo. Se quiser, pode puxar. – ele deu de ombros.

- O quê? Por quê?

- Por que você quer. – ele disse, pegando um rolo de faixa e algumas gases. Enquanto enfaixava meu pé, pensei seriamente em puxar mesmo o cabelo dele e ver por que aquela garota até gemeu enquanto o puxava...

- Está falando sério?- murmurei.

- Maka... É só cabelo... Não é como se fosse se tornar minha esposa só por puxá-lo. – ele deu de ombros. – Fora que posso morder você se me machucar. – ele completou.

- E-então eu vou puxar. – falei, já levando a mão até o cabelo dele.

- Aí estão vocês!- ouvi a voz de Light e ambos olhamos para a trilha. Ela saía do meio da floresta, sorrindo e sacudindo aquelas melancias enquanto corria na nossa direção. Bufei, irritada. O que ela veio caçar aqui? Ninguém quer ela aqui, essa irritante.. – Vocês sumiram de repente. Pensei que estariam transando. – ela riu, parando ao lado de Soul, que prendia as faixas ao redor do meu pé.

- Não pense besteiras. – Soul murmurou baixo, fitando Light, que apoiou o cotovelo no ombro dele e começou à brincar com o cabelo dele.

- Seu cabelo está mais longo... – ela murmurou. – Posso cortar?

- Tanto faz. – ele suspirou, sentando-se no chão.

- Ei, Maka, acha que eu deveria cortar até formar uma franjinha fofa e deixar igual o cabelo do Kid?- ela me fitou, com um sorriso enorme.

- Não vai cortar o cabelo dele. – falei, irritada. O que é irracional, pois Light não fez nada pra me irritar. Nada além de se oferecer pra cortar o cabelo que quero puxar. – Não pode sair decidindo cortar cabelos assim.

- Posso quando essa pessoa me pertence. – ela mostrou língua e encarou Soul. – Posso cortar curtinho?

- Tanto faz. – ele novamente disse e o encarei. Ele me encarou também, franzindo o cenho e quis trucidá-lo com os olhos. – Mas corta depois. – ele resolveu dizer, desviando os olhos do meu.

- Você está agindo diferente comigo. – ela disse, fazendo bico. – Tem sido mais frio que normalmente. É por que fui embora de repente?

- Não vamos discutir isso aqui. – ele declarou, ficando de pé e me estendendo a mão pra me ajudar à ficar de pé outra vez.

- Vamos discutir isso quando?- ela me fuzilava com os olhos e por uma razão estúpida, me senti estranhamente feliz ao ver aquela expressão no rosto dela. – Já sei! Podemos dar uma volta na sua moto e paramos no seu apartamento pra... Conversar. – ficou claro as intenções dela nesse “conversar”.

- Foi mal, mas não quero perder minha carona. – falei, enquanto mancava até a porta da casa. – E Soul, ai de você se me deixar ao “deus dará” nesse fim de mundo. – ameacei, vendo ele enfiando as mãos dentro dos bolsos da bermuda.

- Ouviu o que ela disse. – ele disse pra Light, com um dar de ombros, mas sorriu logo em seguida. – Não faz essa cara, pigmeu... Sabe que ainda é minha favorita, não é? – o ouvi sussurrar antes de bater a porta atrás de mim.

Porcaria... Deixei minhas roupas numa rocha, próximo ao lago... Assim como minha mochila... Vou ter de ficar de biquíni até resolvermos ir embora e alguém me fizer o favor de trazer minhas tralhas?

Sacanagem...

- Pedi pra Light trazer suas coisas. – ouvi a voz dele e saltei de susto, enquanto ele passava por mim e subia as escadas. – Pode tomar um banho pra se esquentar. Vamos embora.

- Eh? M-mas é a comemoração do seu aniversário...

- Não tô muito afim de ficar. – ele disse, antes de sumir pelas escadas. – O banheiro fica no fim do corredor. – ouvi a voz dele soar lá de cima. – E não põe peso nesse pé ou pode soltar os pontos.

- O-okay!- murmurei, sem jeito, enquanto me esforçava pra subir os degraus sem pisar no chão. Pelo visto vou ter de ligar pra escola e avisar quanto à minha condição... Desisti no quarto degrau. Não por que doía, por que não estava doendo. Era mais a preguiça e a vontade de usar minha “condição” para ganhar vantagens. Admito mesmo, mas só internamente. - S-Soul?- chamei, e ouvi os passos dele, até ele despontar no final do corredor. – Eu... Eu não... – ele me fitou por alguns segundos antes de se aproximar, descendo as escadas. – É que... – tentei dar alguma desculpa quando ele passou um braço na parte de trás dos meus joelhos e o outro foi parar nas minhas costas, me erguendo do nada. - E-ei!

- Relaxa. – ele disse, subindo as escadas como se carregasse um saco de arroz. – Você pesa menos que um saco de arroz. – semicerrei os olhos.

- Telepata?- murmurei e ele me fitou, confuso, antes de me deixar na porta do que, provavelmente seria o banheiro.

- Toma seu banho logo.

- Okay. – concordei, entrando no banheiro sem mais delongas.

Tirei o biquíni e me enfiei numa ducha quente, fazendo malabarismo pra não molhar meu pé, enquanto cantarolava qualquer coisa que me vinha à mente. Light... Ela parece ser tão legal... Mas não consigo gostar dela. Ela me causa uma sensação de repúdio, mais forte do que a sensação que tenho perto da Kimzela... Ela me irrita! Quero ela morta...



Saí do banheiro, enrolada numa toalha, olhando para todos os cantos, rezando pra que Soul não aparecesse, mas quem apareceu de uma porta do além não foi ele, e sim a Light, com um sorriso e os olhos bem abertos.

- Maka!- ela disse, alargando mais ainda o sorriso. Cruzes, parece o Coringa. – Eu busquei suas coisas!

- Mas não me diga... – murmurei, enquanto ela me arrastava pro quarto de onde havia saído. 

Vi minha calça e minha blusa, assim como minha mochila... Jogados no chão. Molhados. Tudo encharcado, na verdade. Olhei das minhas tralhas para a futura ruiva assassinada na minha frente.

- As meninas acabaram derrubando tudo no lago... – ela disse. – É uma pena, né?- ela soou tão falsa que meu estômago se revirou.

- Olha, eu... – no instante seguinte, Soul saiu de uma outra porta, usando só uma calça jeans, enquanto secava o cabelo com uma toalha e a mão livre abotoava os botões da calça, que era mais larga e caía de uma forma nada discreta pela cintura, relevando uma cueca preta por baixo. Ele olhou pra mim e depois pras minhas coisas.

- Soul, as coisas dela caíram no lago. – Light falou, ainda sorrindo. – Terrível, não?- ela ria mais ainda. – Nenhuma das minhas roupas ou das meninas vai servir nela, já que ela não tem muito seio ou sequer quadril. Tem o corpo de uma criança, tadinha... Nunca vai parecer uma adulta...

- Para se parecer adulta não precisa de peito, coxa, bunda e cintura. – Soul deu de ombros, enquanto seguia até um guarda-roupas, jogando a toalha sobre os ombros e nossa... Deixe-me relembrá-los que ali tem sim, uma boa quantidade de... Coisas bem esculpidas e... Que até Kim ficaria observando por horas à fio sem se cansar das formas e... Tudo o mais. – Sua atitude... É que parece com a de uma criança. – ele tirou uma blusa de frio e jogou na minha direção. – Se quiser esperar suas coisas secarem, use isso até lá.

- D-de quem é isso?- abri a blusa, a olhando bem. Pelo cheiro, sei de quem é. Na verdade, ele veio a usando.

- Por que ela vai usar sua blusa?- Light parecia irritada agora, enquanto eu dava um passo manco pro lado, me certificando de que ela não tomaria minha nova aquisição eterna. Não devolvo essa blusa nem sob ameaça.

- Por que, como você ressaltou, o excesso de peito e bunda que você e as outras possui vai impedir que ela use qualquer coisa de vocês. Tsubaki iria ficar magoada se por acaso o namorado saísse emprestando roupas e Kim iria rasgar as roupas de Kid junto da cara de Maka e dele se visse ela usando algo dele. – Soul está... Me defendendo? - Vou esperar lá embaixo. – Ele disse, pegando sua mochila e terminando de vestir uma blusa, jogando a toalha em cima de uma cadeira.

Ele saiu do quarto sem dizer mais nada, e Light me encarou.

- E eu pensei que poderíamos ser amig... – ela ia dizendo, cuspindo cada palavra.

- Eu gosto do Kid. – disse, já prevendo muitos mal entendidos, e imediatamente vi sua expressão mudar para o choque.

- O-o quê?

- Eu sou apaixonada pelo Kid. – esclareci, quase soletrando cada palavra e vi seus olhos voltarem à brilhar. – Sou perdidamente apaixonada por Death the Kid. Soul e eu não temos, nunca tivemos e nunca vamos ter qualquer relacionamento além da amizade. Por favor, não me odeie por paranoias e ciúmes criados à partir de conclusões precipitadas. – silêncio.

Ela não dizia nada, apenas me encarava, fazendo um bico, em dúvida. De repente ela estalou a língua, abriu um largo sorriso e se aproximou.

- Me desculpa por jogar suas coisas no lago. – ela riu, sem graça, me dando um abraço de lado. – De todo jeito, meu plano de te envergonhar saiu pela culatra. Se fosse minha rival, teria ganho essa rodada facilmente.

- Não sou sua rival. Não tenho interesse nenhum no Soul. – sorri e vi o sorriso dela alargar-se mais ainda, mesmo que seja humanamente impossível.

- Você é a melhor. Por favor, me ajude à convencê-lo à me perdoar. Ele ainda está um pé atrás quanto à “nós”. – ela piscou um olho, sorrindo mais ainda. – Você é minha nova melhor amiga e cúmplice. Vai me ajudar à reconquistar meu namorado. – oi?! Namorado? Soul e ela?!

Abri um largo sorriso. O mais forçado que já dei em toda a minha vida e concordei com a cabeça, vendo ela dar palminhas animadas e saltitar pra fora do quarto, me deixando com meus “MAS O QUÊ?!” mentais. Ela e Soul são namorados?

Bufei, impaciente, jogando a blusa de Soul no chão e pisando em cima diversas vezes, até que a toalha caiu. Mas estou sozinha mesmo e não vai fazer diferença. Continuei sapateando e praguejando aos deuses para fazer essa garota voltar ao buraco de onde veio e com isso não digo pra voltar pra sabe-se lá onde morava, e sim para o útero da mãe dela, lugar de onde nunca deveria ter entrado, pra início de conversa. Eu adoraria conhecer o pai dela. E chutar aquela fábrica de ruivas irritantes pra evitar de ele trazer novas desgraças ao mundo... De milhares de mini-cobrinhas feiosas, logo ela tinha que ganhar?!

- Garota metida... Nojenta... Morra! Morra! Mor... – travei ao sentir olhos sobre mim. Me virei, lentamente, apenas para ver ele. O queixo caído, uma expressão de puro choque, vergonha, horror e medo. Sei o que se passa na mente dele. “Louca”.

- Minha blusa... – ele murmurou, antes que eu sugasse todo o ar com força.

- AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHH!!!!!- o grito rasgou pela minha garganta enquanto todo o sangue do meu corpo era bombardeado para o meu rosto e uma habilidade ninja surgia do nada pra recuperar a toalha, me devolver ao corpo, atirar minha mochila molhada na cara dele e sair correndo pro banheiro com a blusa dele em mãos numa velocidade impressionante. Tudo isso ainda gritando de vergonha e frustração.

Por que raios ele voltou?! E justo enquanto eu praguejava aos céus sobre a existência daquela ruiva do capeta?! Pelada?!! Não podia esperar minha fúria se amansar?! Ai papai... Nunca mais saio desse banheiro... Nem por todos os livros e pizzas existentes no mundo!

Tranquei a porta, bati as costas contra ela e deslizei até o chão, sentindo meu rosto em chamas, enquanto meu coração parecia prestes à saltar pela boca. Nunca mais vou olhar na cara dele. Nunca mesmo. Ah, mas tenho que voltar de algum jeito. Talvez andando... Voando... Patinando... Argh!! Não dá! Vou ter de encará-lo à qualquer hora! Também, não é como se tivesse visto algo, já que sou seca e parecida com uma vara ambulante... Mas ainda assim... Estou com tanta vergonha que sinto que poderia morrer.

É isso!

Me levantei, decidida, vesti a blusa depois de recolocar o biquíni, prendi meu cabelo num rabo de cavalo e saí do banheiro como se nada tivesse acontecido depois de respirar fundo diversas vezes e contar de um à... Algum número depois de onze mil. Perdi a conta.


Desci as escadas. A calma em pessoa. Essa era eu. Até vê-lo sentado no sofá, com minha mochila do lado e um olhar perdido. Está traumatizado. Me aproximei, mesmo que cada célula do meu corpo implorasse pra dar meia volta e voltar correndo pra casa.

- Finja que não viu nada. – falei, o assustando, arrancando-o dos seus pensamentos. – Sei que pode ser traumatizante ter uma tábua espancando uma blusa, mas a culpa é sua por sua amiga louca me irritar. – Cruzei os braços. – A culpa é dela por chegarmos ao seu trauma. Cobre dela os psicólogos e...

- Vamos. – ele se levantou de repente, pegando ambas as mochilas. Sequer me olhou, enquanto passava direto por mim indo até a porta. – E antes que me pergunte, só voltei pelo meu celular. – ele disse, saindo da casa. Eu ia perguntar mesmo. Ah, mas... – Um dos meninos leva pra mim. – ele completou. Eu ia perguntar também.

- Então é isso. – resmunguei. – Nada aconteceu.

- Nada aconteceu. – ele concordou, enquanto eu pegava ambas as mochilas e íamos em direção à moto. Ele, ao subir, esperou eu colocar o capacete e me ajustar na garupa, antes de acelerar como o louco que era. Por sorte, aquela garota parecia já ter voltado pro lago e não precisei vê-la.

Quando já chegamos na estrada, notei que ele não ultrapassava outros carros. Devia ser mais de três da tarde e ele parecia mais ocupado em seguir tão lento quanto uma lesma.

- Soul... – chamei e ele assustou de novo, perdendo o controle da moto por alguns segundos, a recuperando logo em seguida. Quase tive um ataque cardíaco no ato, e grudei mais ainda nele.

- N-não faça isso. – ele disse, nervoso. Soul Eater... Nervoso...

- Desculpa é que... Um vovô numa scooter nos deixou comendo poeira... – murmurei, me soltando um pouco.

- E-e daí?- ele ainda está nervoso? Por quê?- Sabia que segurança é...

- Calado. – falei, tentando não rir. – Uma bicicleta de rodinhas vai mais rápida que você. Acelera!- bati duas vezes no ombro dele e o ouvi suspirar.

- Espera. – ele disse, ainda na faixa dos trinta. Não sou fã de velocidade e nem nada, mas depois de experimentar o jeito louco que ele pilota, vendo ele pilotar cerca de trinta quilômetros por hora à menos do limite permitido... Tem algo errado...

- É sério! Quando eu disse que nada aconteceu é por que...

- Como é que quer que eu me concentro quando a imagem de uma macaca saltitando em cima da minha blusa fica sambando na minha mente? Dá um tempo pra mim me recuperar, ué!

- Me desculpa se meu ataque de fúria nua é tão traumatizante assim!

- Não é trauma. – ele murmurou. – Acredite, vai ser difícil te ver com os mesmos olhos de antes. –não entendi. – Ih, ala... Sumiu. – ele riu baixo, começando à acelerar de verdade, e quando vi, gritava pra ele desacelerar enquanto ele cruzava entre os carros e derrapava em curvas muito fechadas.

Ele havia voltado à ser ele. E eu, estava perdida com aquele “me ver com os mesmos olhos de antes”. Significa que antes, uma baixinha irritante, virou uma baixinha reta, louca e irritante? Preciso de forças pra me manter de pé e confiante pra não desabar caso ele faça algum comentário. Soul não estava mais tão distante quanto de manhã e parecia mais intimidador agora que me viu nua. Ele vai aprontar. Me irritar de todos os meios possíveis. Meu fim está contado no relógio, tenho certeza.

Quando ele parou em frente à minha casa, sentia que minha alma havia fugido no meio do caminho, provavelmente quando ele resolveu passar entre um ônibus e um caminhão e ele riu quando o caminhoneiro tentou nos pressionar contra o ônibus. Ou talvez ela me abandonou depois que quaaaaase atropelamos um gatinho. Por muito pouco um bichano fofinho não foi pro céu dos gatinhos pra comer sardinha e brincar com novelos de lã.

- Me entrega a blusa de... – Soul ia dizendo quando arqueei uma sobrancelha e o fitei, parando em frente ao portão.

- Querido... O pior erro dos homens é emprestar roupas às mulheres. Depois disso, tenha certeza de que nunca mais as verá. – expliquei, enquanto passava pro outro lado do meu portão. – Aliás, por favor, mantenha o bico fechado quanto ao incidente ocorrido essa tarde.

- Não que eu planeje contar por aí as três pintinhas que tem na parte interna da coxa direita. – ele disse! Eu sabia que ele diria! - Foi uma visão e tanto...

- Só faltava carne... – revirei os olhos, tentando parecer o mais indiferente possível, com a vergonha me corroendo por dentro.

- Se você diz. – ele sorriu, dando de ombros.

- Voltou à ser “você”. – falei, apoiando no portão.

- Voltei à ser Eater. – ele riu baixo, enquanto inclinava-se pra frente. – E você perdeu todas as chances de se aproximar de Kid. – ele disse e o encarei.

É mesmo! Kid e os outros também estavam lá! Bati a mão na testa, bufando e me repreendendo mentalmente por focar mais no ódio e na vergonha do que na diversão. O dia foi incrível, tirando a ultima uma hora e meia onde tive de aturar uma chata e o pior mico que já paguei.

- É minha vez. – me lembrei. – Te desafio à levar esse nosso segredo pro caixão.

- Eu não escolhi!

- Fodas! Apenas aceite e cala a boca!

- Certo. – ele riu. – Vou levar pro caixão. Mas te desafio à deixar de lado esse pensamento estúpido de que todo homem procura peito e coxa. Nem todos são tão simplistas assim. – Não esperava ouvir isso dele. – E se achar um carinha assim, manda ele comprar um frango. Tem tudo o que ele quer e se for um pervertido de verdade, vai comer o frango sem problema nenhum de todas as formas possíveis.

- Okay. – murmurei, envergonhada.

Vi ele guiar a moto até o portão da casa dele e saltar, levando os capacetes pra dentro. Uau... Soul Eater me disse coisas legais...

Entrei pra dentro de casa já tirando de dentro da minha mochila tudo que eu tinha levado. Meu pobre celular que nem liga mais, meus óculos quebraram -de novo-, meu livro também foi pro saco.

Perdi tudo... E nem puxei o cabelo do Soul...


Troquei de roupa, resolvida à incomodar aquele estrupício. Achando que eu esqueci... Eu vou puxar o cabelo dele e esfregar na cara daquela ruiva que também puxo.

Quando cheguei na casa dele, vi que ele estava deitado no sofá -sem camisa, só de bermuda-, com Blair enrolada do lado dele, enquanto jogava um jogo de RPG. Me aproximei e me joguei na poltrona.

- Acha que eu esqueci. – falei.

- Sim.

- E vai deixar agora?

- Já disse que não ligo. Preciso cortar... Sempre esqueço... – ele murmurou.

- Esquece de cortar o cabelo?

- Uma vez, ele batia quase na minha cintura. Não que eu ache necessário ficar cortando... Só não lembro que ele longo demais atrapalha. Mas é só cabelo. Se quiser, pode puxar.

- Posso mesmo?- me inclinei pra frente. Ele parecia mais concentrado no jogo do que em mim. Me levantei e me aproximei do sofá e ele se sentou. Olhei bem pra cara dele, soltei um suspiro exageradamente alto e me sentei onde ele recostava a cabeça. Logo em seguida, ele deitou a cabeça no meu colo.

- Só não puxa muito. – ele disse, voltando a olhar pra tela. Respirei fundo, enquanto levava a mão até o cabelo dele. Céus, é só cabelo! Por que estou tão nervosa? E se for aquele cabelo seboso e espinhudo? Nunca está arrumado então, provavelmente espeta... Será que vou perder meus dedos ali?

Ouvi Blair começar à ronronar, subindo no peito de Soul e o mesmo acariciar a cabeça dela, antes de voltar à jogar. Não vou morrer por puxar o cabelo dele. Dane-se.

Enfiei as mãos naqueles fios brancos e nossa! *-*

Parece que eu tô tocando algodão. É macio e fofinho. Por que o cabelo dele é mais macio que o meu? E por que raios os fios são tão longos e...

- Devia ver sua cara. – ouvi ele rir e o encarei. Ele olhava pra mim, com um sorrido mínimo, enquanto eu puxava os fios até as pontas.

- C-como faz pro seu cabelo ficar assim?

- Assim como?

- Liso, macio e... Fofo?

- Fofo?- ele riu soprado, antes de puxar uma mecha pra frente dos olhos. – Maka, é só cabelo.

- Não é só cabelo! É um cabelo melhor que o meu. – declarei e vi ele rir de novo.

- Meu cabelo não é melhor que o de uma garota. – ele disse, erguendo ambos os braços e puxando o elástico que prendia meu rabo de cavalo, antes de enfiar ambas as mãos e sacudir meu cabelo.

Ele não sacudia como se quisesse arrancar meu couro cabeludo. Só bagunçava meu cabelo, enquanto eu sentia um arrepio cortar pela minha espinha e minhas pernas tremerem. Ainda bem que estou sentada.

- Parece um poodle. – foi o que ele disse quando parou de bagunçar meu cabelo. Sem nenhuma cerimônia, baguncei mais ainda o cabelo dele, e ele bagunçou mais ainda o meu. Comecei à rir quando vi meu reflexo na mesinha de centro. Meu cabelo estava uma verdadeira zona e ele parecia estar se transformando em super sayajin. Começamos à rir um da cara do outro, enquanto ele tentava ajeitar a bagunça que fez no meu cabelo.

Ser amiga dele é muito melhor do que ser parceira de um trato sujo...


Notas Finais


E então?
Light é sim uma má garota e está decidida à ter Soul de volta. Essa história dessa ruiva e desse albino tem muito furo que só curiosos e fofoqueiros de verdade iriam até o fundo pra descobrir Tintim po Tintim. Conhecem alguém assim? Kkkk
O importante é que ela quer ele de volta, Maka vai ajudar ou matar ela?
Até o próximo Kkk 😙😚


PS: Eu esqueci das homenagens, então lá vai:
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Muito obrigada mesmo por favoritarem a história! Tenho um carinho enorme por todos vocês! Beijos 😚😚


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