História Past Brands - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~devices

Postado
Categorias Justin Bieber, Katherine McNamara
Tags Drama, Mistério, Romance, Segredos
Visualizações 96
Palavras 2.514
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente, voltei! Preciso começar dizendo o quão feliz eu estou pelos +50 fav e os 10 comentários aaaaaaaaaaaaaaa muito, muito obrigada! Também gostaria de agradecer a bitchcraft, do HPD, pelo lindo banner: muito obrigada, amor!
Agora, chega de enrolação e vamos partir para o capítulo.
Boa leitura!
P.s: o capítulo não está betado, então perdoem os erros.

Capítulo 2 - Pequeno favor;


Fanfic / Fanfiction Past Brands - Capítulo 2 - Pequeno favor;

Point Of View — Evie Rivera

Houter City, CA;

 02 de outubro de 2017.

6, 2, 5, 9

 Girei para um lado, girei para o outro e nada. Minha frustração já começava a ficar evidente. Cocei minha nunca tentando não ficar irritada. Parei um instante, respirei fundo e tentei mais uma vez.

6, 2, 5, 9

 E, mais uma vez, nada.

— Merda de armário! — praguejei.

— Pelo visto, você está tendo dificuldades com o seu armário — girei nos calcanhares para encarar o gênio que havia concluído isso. Quando olhei, reconheci a garota. Era a mesma que havia sido pega pela senhorita Reed no corredor.

— Já coloquei a senha dessa porcaria diversas vezes e não abre. 

— Deixa eu te ajudar.  Me da à senha — a garota me empurrou levemente para o lado e gesticulou com a mão para que eu entregasse o papel com a senha para ela. Continuei imóvel e arqueei uma sobrancelha para ela. — Ah, fala sério! Eu não vou ficar fuçando nas suas coisas depois. Garanto que com dez minutos, já vou ter esquecido.

Passei o papel para ela e encostei o ombro no armário do lado. 

— Era você a garota que foi pega pela senhorita Reed sexta-feira passada, não era?  

— Eu mesma  — ela colocou a senha, fez uma leve pressão na porta e a mesma se abriu. — Lily Moore, também muito conhecida como a sua salvadora.

Não consegui conter a risada diante da brincadeira dela.

— Bem, você até que conseguiu me ajudar um pouco — coloquei alguns pertences dentro do armário e o fechei. — A propósito, sou Evie Rivera. 

— Sei quem você é. A bolsista.

— Já estou famosa assim? 

— Claro que não  —  Lily ri de leve e abaixa o tom de voz — Eu e Vicky, minha amiga, encontramos a sua ficha em cima da mesa do pai dela.  — se afastou um pouco de mim para olhar para a entrada da escola. — Falando nela, cadê ela e o Cameron? —  murmurou para si. 

O olhar de Lily continuava na entrada da escola, assim que um casal rompeu pelas portas, a garota esticou o braço e gritou para eles.

— Cameron! Vicky! Venham aqui! — os dois não perderam tempo e logo vieram em nossa direção. Enquanto se aproximavam, era nítido que eles discutiam. Ou pelo menos o garoto discutia, pois gesticulava sem parar enquanto a garota dava alguns bocejos. — Qual a discussão da vez?

— O Cameron quer que eu acabe com os trabalhos para o próximo mês — a garota, Vicky, revira os olhos. — Já falei para ele infinitas vezes que sou apenas a filha do diretor e não mágica.

— Mas se você fizer uma forcinha, querida, você pode muito bem convencer o seu pai — o garoto, Cameron, falou.

— Ah, claro, vou chegar e dizer: pai, será que você poderia acabar com uma tradição de anos por que o meu amigo está traumatizado demais para participar, mas, mesmo assim, precisa de nota? — ela fez uma voz afetada. — Não viaja, Cameron!

— Você é uma nojenta, Victoria.

— Vá à merda!

— Não liga para eles, Evie. Entre eu, Vicky e Cameron — apontou para si e depois para eles. — Eu sou claramente a que tem mais juízo.

— Ah, cale a boca! Não destrua minha imagem na frente da gatinha aqui — Cameron me lança um largo sorriso. 

— Não é gatinha, é Evie. Evie Rivera — lanço-o um olhar intimidador. — E outra, você não gay?

Disparo, sem conseguir conter a língua. Lily e Vicky se entreolham e depois desatam a rir, fazendo uma carranca surgir no rosto de Cameron.

— De novo essa pergunta! — protesta. — Se eu ganhasse um real toda vez que alguém me fizesse essa pergunta, juro que já estaria milionário. 

— Mas você não respondeu a minha pergunta.

— Para a felicidade do público feminino, eu não sou gay.

O garoto estufa o peito na tentativa de fazer uma pose de macho alfa, o que acabou resultando em uma pose muito ridícula. Lily e Vicky não o deixaram em paz, elas olhavam para Cameron, zoavam e começavam a rir. Por uns instantes, parei de focar no que eles conversavam, pois meu olhar foi atraído para um garoto que entrava no corredor. 

Era o mesmo garoto que havia falado comigo na sexta. Diferente da primeira vez que eu tinha  o visto, dessa vez, ele estava com as mangas do uniforme dobradas até o cotovelo, me dando uma ampla visão de suas tatuagens. O cabelo bagunçado continuava ali.  Suas mãos lutavam para colocar a gravata no lugar. Quando ele conseguiu ajeitar a gravata, ergueu a cabeça e nossos olhares se encontraram. Ele me olhou por alguns segundos e logo passou voando ao nosso lado.

— Quem é ele? — disparei a pergunta para as três pessoas a minha frente. 

— Justin Bieber — Vicky respondeu. —Um carinha muito do esquisito. Gato, admito, mas esquisito. Quase não fala com ninguém.

— Ele falou comigo na sexta.

— O que?! —os três berraram juntos.

— Qual a razão desse espanto todo? O que esse garoto tem demais?

— Justin Bieber. Como eu posso explicar Justin Bieber? — começou Cameron, mas fora interrompido pelo sinal que havia tocado.

— Depois você fica irritado quando perguntam se você é gay — disse Vicky, arrastando Cameron com ela.

— Garotos também podem muito bem gostar de Meninas Malvadas e continuarem sendo héteros! — ele gritou, irritado, e várias pessoas o encararam, o que acabou deixando-o vermelho.  Ele pigarreou e dessa vez arrastou Vicky consigo. — Vejo vocês depois, eu e Vicky temos que nos preparar para o trabalho de biologia.

Entre risadas, eu e Lily acabamos ficando para trás. Pigarreei e olhei para o papel rasgado em minhas mãos. Antes tinha a senha do armário e os meus horários, mas Holly acabou os rasgando sem querer.

 — Lily? — a chamo e ela olha para mim. — Você poderia me levar até a secretaria? Eu acabei rasgando o horário que recebi.

— Será um prazer ser sua salvadora mais uma vez.

Ela entrelaça nossos braços e me carrega por entre o mar de alunos. Alguns corredores depois chegamos à secretaria.

— Vou te esperar aqui, não me importo nem um pouco de chegar atrasada para a aula de física — Lily da de ombros e eu empurro a porta.

Antes de chegar à mesa da senhorita Reed, há uma parede para dobrar, então quando fui chegando mais perto, ouvi vozes lá dentro. Meus pés travaram. Tentei forçar meu corpo a recuar e esperar a pessoa sair, mas a curiosidade falou mais alto.

— Senhorita Reed, vocês não podem me deixar na detenção por mais um mês! — era a voz do tal Justin.

— Não só podemos como já colocamos — a voz da senhorita Reed soava firme. — Você tem noção do que fez? Você sumiu por uma semana sem dar satisfações! Achou que isso não iria acarretar punições? 

— Mas eu tive um bom motivo para ter sumido! 

— Então me diga o seu bom motivo — escuto os saltos da senhorita Reed rasparem no piso. — Me convença que teve um bom motivo e eu falo com o diretor Davis para tirar você da detenção. 

— Eu não posso dizer — o tom da voz dele fica mais baixa. — Você terá que confiar em mim.

— Infelizmente não são assim que as coisas funcionam — ouço as zoadas das cadeiras sendo arrastadas. — Agora vá para a aula. Chega de problemas, Bieber.

Quase posso jurar ter o ouvido rosnar para ela, porém não consigo ter certeza, pois corro rapidamente para o lado de fora para que ninguém saiba que eu estava lá dentro. Quando saio Lily me encara, mas antes de abrir a boca, vê Justin saindo da sala atrás de mim. Então, ela se cala.

(...)

Por sorte, a minha aula era com Lily e, por azar, a primeira aula era de física. Nós já estávamos uns dez minutos atrasadas. Durante a caminhada da secretaria até a sala, Lily não perguntou sobre o fato de Justin ter saído atrás de mim. Apesar de que nem ele sabia que estava atrás de mim.

Quando chegamos à porta da sala, Lily deu um passo e bateu na porta, pedindo ao professor licença para entrar.

— Senhor Johnson, nós podemos entrar?

— Qual o motivo do atraso, senhoritas? — ele empurra o óculos que estava quase na ponta do nariz e cruza os braços.

— Hoje é o meu primeiro dia de aula, então eu pedi ajuda a Lily para me levar até a secretaria — agarro firmemente as alças da minha mochila. — A culpa não é dela. 

— Tudo bem — ele assente e nós entramos sentindo o olhar de todos queimarem em nós duas. Nos sentamos quase no fundo. Ela na minha frente e eu logo atrás. — Você é Eveline Rivera, não é? 

— Sim.

— Seja bem-vinda — aceno com a cabeça e ele tira o olhar de mim e direciona para a turma. — Bom, turma, como eu estava dizendo... Daqui a um mês, como a maioria de vocês já sabem, será a festa de aniversário de Houter City e como o Souptom High School foi construído no mesmo ano da fundação da cidade, o colégio participa da festa presenteando a todos com os trabalhos de seus alunos.

Mexo nas costas de Lily e cochicho para ela:

— Era disso que Vicky e Cameron estavam falando?

— Sim. O Cameron tem horror a essa festa — ela ri de leve. — Alguns traumas das edições anteriores.

Assim que Lily termina de falar, volto minha atenção para a fala do professor.

— A participação não é obrigatória, mas, quem participar, terá uma bela pontuação extra em todas as matérias — ele anda entre as fileiras. — Formem seus grupos e vão fazer as inscrições com a senhorita Reed ou com o diretor Davis. 

Murmúrios se espalham por toda a sala. O tronco de Lily gira em minha direção.

— Você vai querer participar do meu grupo, Evie? 

— Claro. Já estou super atrasada nas matérias, então uma pontuação extra será super bem-vinda.

— Ótimo! Agora preciso falar com Vicky e Cameron.

Ela gira para frente e quando levanto o olhar, o professor já começou a encher o quadro de anotações sobre circuitos elétricos. Seria uma longa aula. 

(...)

No final da tarde, saí às pressas da escola porque estava quase atrasada para buscar Holly na escola. Felizmente, não cheguei tão atrasada. Quando a garotinha me viu, correu para os meus braços. Agachei-me e retribui seu abraço.

— Pensei que você não vinha me buscar, Evie.

— Holly Rivera, pare de falar besteira — me soltei do seu abraço e apertei suas bochechas. — Eu jamais esqueceria a coisinha mais importante da minha vida.

— Então se eu sou tão importante, você vai comprar um algodão doce para mim, não vai?

— Que espertinha! Mas nada de algodão doce, está quase na hora do jantar. — tentei fazer cara de brava e a vi fazer um bico. — Você realmente só tem cinco anos? 

— Claro que tenho! — me responde como se minha pergunta tivesse sido séria, o que me fez rir mais.

— Eu sei, eu sei. 

Caminhamos distraidamente durante o nosso trajeto até em casa. Quando estávamos a duas casas da nossa, vi meu irmão na frente de casa e ele não estava sozinho. Ele conversava com um homem. Quando Kyle levantou o olhar e nos enxergou, ele arrumou a postura e fez um gesto para o cara a sua frente, que logo girou o pescoço em nossa direção.

— Irmãzinhas! — Kyle abre um sorriso sarcástico. — Que bom encontrar vocês! 

A falsidade dele é repulsiva.

— Holly, entra e vai para o quarto que já, já eu vou — empurro-a para dentro de casa.

— Essa é sua irmã? — o homem na frente dele me observa de cima abaixo. Uma expressão nojenta passa por seu rosto. — Ela é gostosa.

— Vá se foder, seu porco nojento! — esbravejo para o homem. 

— Cale a boca, Jones! — Kyle intervêm. — Você já deu o seu recado, não deu? Agora vaza daqui!

Aproveitando que a atenção de Kyle estava naquele nojo de homem a sua frente, abro a porta e entro. Mal bati a porta atrás de mim e logo ouvi a mesma ser aberta novamente.

— Para onde vai com tanta pressa, irmã? Precisamos conversar.

— O que você quer? — tiro a mochila do meu ombro e jogo em cima do sofá.

— Que garota gentil! — sua ironia me dá nos nervos. — Como foi seu primeiro dia de aula?

— Desde quando você se importa?

Ele se joga no sofá e me encara, pensativo. 

— Realmente, eu não me importo, mas você nessa escola me caiu como uma luva. 

— Do que você está falando?

— Preciso que faça um pequeno favor para mim.

— Não! — exclamo. — Não vou fazer nada para você! Nada que vem de você é bom!

— Acho bom você baixar o tom — sua voz soa cortante. — E você vai fazer, sim, ou terei que passear um pouco com a Holly de vez em quando.

Meu coração vai aos meus pés. Meu queixo quase abre uma cratera no chão. Lanço-o um olhar de completo horror.

— Você está usando a Holly para me chantagear? — cerro minhas mãos e parto para cima dele. — Você é desprezível! Um monstro! Ela é sua irmã também! 

Não consigo conter meus gritos e ele me agarra pelos pulsos.

— Quanto drama, Evie — ele revira os olhos, ainda com as mãos nos meus pulsos. — Basta você colaborar comigo e tudo vai dá certo. 

Controlo minha respiração e puxo meus pulsos de sua mão, sentindo meus olhos marejarem. 

— Então Evie, qual vai ser? — não sou capaz de encará-lo. Fico de costas, tentando engolir as lágrimas. — Vai fazer o favor para mim ou não? 

— Kyle, para com isso, arruma outra pessoa para fazer as suas merdas — fico de frente para ele. — Me deixe em paz! Deixe a Holly em paz! 

— Seus protestos me dão sono. E talvez até desse certo se eu tivesse outra pessoa para fazer isso para mim, mas não tenho.

Ouço passos atrás de mim e quando giro vejo Holly com uma cara de assustada e sua boneca embaixo do braço.

— Evie, por que você está gritando? A Booby não está conseguindo dormir — aponta para boneca.

Kyle se lança na minha frente e pega Holly nos braços. Sinto meus dentes rangerem.

— A Evie é pouco escandalosa, pequena Holly — dá um beijo na bochecha da garota e depois lança um sorriso para mim. — Vou perguntar só mais uma vez: vai fazer o favor ou não? 

Engulo toda a minha raiva, minha vontade de chorar, gritar, esmurrar a cara dele e concentro meu olhar em Holly. A garota havia soltado a boneca e brincava com o cordão de Kyle. Fui até ele e a tomei de seus braços, virando de costas e indo em direção ao quarto. 

— Você tá me testando, Evie? 

— Eu vou fazer o maldito favor para você! — explodo, o encarando mais uma vez e lançando um olhar mortal para o mesmo, que permanece indiferente. — Mas nunca mais chegue perto da Holly.

— Difícil cumprir esse seu pedido — vejo o sorriso debochado em seu rosto. — Moramos na mesma casa e como você disse: somos irmãos. Não é, Holly? — Saio a passos largos e logo chego ao quarto, batendo a porta com toda força.

Difícil cumprir esse seu pedido, isso era claramente uma ameaça. Com raiva dessa situação, respiro fundo tentando me acalmar. Minha cabeça estava uma confusão. O que diabos o Kyle iria me pedir? A esperança de ele esquecer isso tudo era quase inexistente.

 


Notas Finais


Eu amo o Cameron e vou protegê-lo a qualquer custo <3 Gente do céu, que treta é essa que o Bieber tá metido? Por que será que ele faltou uma semana? A Evie ouvindo a conversa dele com a senhorita Reed, que garota curiosa SOS. A Holly sendo um amor, como sempre. Gente, e o embuste do Kyle? Que cruz, nossa.
Mas então, o que vocês acharam? Me contem nos comentários, eu iria adorar saber!
Beijos e até o próximo capítulo ♥

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xxana


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