História Paternidade Construída! - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Itachi Uchiha, Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Personagens Originais, Sasuke Uchiha
Tags Carolnara, Kyulee, Lemon, M-preg, Naruto, Sasunaru, Yaoi
Exibições 324
Palavras 3.680
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi meus babys! *-----*
Sim, eu demoro muito pra voltar a aparecer, eu sei, não me matem... T.T
Mas aconteceu de minha facul está ocupada e como estou sem aula, tive um tempinho pra escrever, eba!!!
Vou tentar realmente trazer mais um cap ainda esse mês, ok?! Me amem, por favor!
Boa leitura! *-*

Capítulo 19 - Um minuto de silêncio.


Estou grávido…

Estou grávido…

Grávido…

Gravidez…

Meu cérebro não havia processado bem ainda, e a frase se repetia diversas vezes, como um mantra. Eu acho até que estava ficando um pouco tonto, quando voltei a encarar meu irmão e ele me fitava de volta, com aquela expressão assustada, o que me fez finalmente abrir a boca.

– Grávido? Grávido… tipo esperando um bebê? – falei e ele me olhou confuso – Como você engravidou, Neji?

– Err… eu... – ele ficou perdido e logo vermelho, e percebi o quão estupida foi minha pergunta, mas eu não estava raciocinando bem.

O meu irmão tinha acabado de dizer que estava grávido. O meu irmãozinho, que ainda é uma criança, que ainda nem terminou os estudos… meu querido otouto…

Eu. Vou. MATAR. O. DESGRAÇADO!

– Quem foi? – indaguei levantando do sofá, sendo tomado pela fúria. – Quem foi o filho da puta que abusou de você?

– Nii-san… ninguém... – o interrompi mais uma vez, levantando o indicador de forma repreensiva.

– Não vem com esse papo não, sei que um desgraçado te molestou. Não vem me dizer que você também foi preenchido pelo Espírito Santo, porque isso não cola!

– Não foi isso que aconteceu… mas isso é o de menos… o que eu vou dizer para os meus pais? – voltou a falar em seu desespero e lhe encarei, esquecendo um pouco a minha raiva.

– Ainda não contou a ninguém?

– Não, eu não sei o que fazer. Eu vinha passando mal nos últimos dias, então ontem comprei um teste de farmácia. Fiquei a noite toda me remoendo, até conseguir coragem pra fazer o teste, e quando vi o resultado vim direto pra cá. Estou morrendo de medo, mais uma vez estou sendo uma grande decepção… meu pai vai me matar, logo agora que ele estava tão orgulhoso da minha formatura chegando, e Uchiha-san? Ai meu Kami, ele também vai ficar furioso, ele gastou tanto com essa faculdade, pra agora…

– E quem é o pai do seu filho, afinal de contas? – voltei a indagar, vendo que ele estava nervoso e falando pelos cotovelos.

– É o Sabaku-san, mas não falei com ele, pois nós... – ele parou e levou as mãos à boca, me olhando alarmado e eu estreitei os olhos, sabia que se não fosse assim, ele não iria me falar.

Gaara, seu maldito! Eu sabia que esse desgraçado ainda ia me dar dores de cabeça!

– Aquele ruivo de uma figa, eu devia imaginar! Ah mais eu vou matá-lo, assim que o encontrar, vou pular na sua jugular e esganá-lo com o maior prazer… como ele teve a coragem de estuprar uma criança? Aquele covarde miserável, merece uma morte lenta e dolorosa…

– Por favor, não fala essas coisas. – me interrompeu chorando mais, se encolhendo no estofado. – Se você que é meu irmão e melhor amigo não pode me apoiar, o que eu posso esperar dos outros? Eu sei que fiz besteira, ok?! Mas, por favor…

Foi então que me dei conta do que estava fazendo. Meu irmão estava ali na minha frente, a beira de um colapso, assustado e eu não estava ajudando em nada, preocupado demais em descarregar minha raiva no indivíduo molestador. Eu podia pensar em como mataria o Gaara depois, agora meu irmãozinho precisava de atenção, estava mais do que nunca precisando de um colo.

– Hey, não fica assim. – falei e me acomodei novamente ao seu lado, o puxando para os meus braços, acariciando seus fios castanhos. – Fica calmo, vai ficar tudo bem.

– Eu não acredito nisso…

– Mas pode acreditar em mim, vai ficar tudo bem. – e soltei um sorriso, o afastando e secando seu rosto. – Minha nossa, eu vou ser tio! Nem acredito, a Kaori mal nasceu e já vem outro. E eu tenho certeza que você vai ser um excelente pai, sei que vai, porque te conheço. E pense no quão difícil é para você engravidar, é uma benção ter conseguido novamente. Por favor, pense no lado bom.

Ele me encarou um pouco surpreso e depois desviou os olhos, pensativo. Sim, ao me concentrar apenas nele, sabia o quanto essa gravidez poderia fazer o Neji feliz. Sabia que ele ainda lamentava a perda do primeiro filho, e talvez esse bebê pudesse lhe trazer felicidade. Não que cobrisse o buraco que havia em seu coração, mas este filho poderia arrancar um pouco daquela tristeza que estava tão enraizada nele, e que provavelmente apenas eu sabia da existência.

– Mas os meus pais…

– Não fale besteiras, ninguém vai te maltratar por isso. Hiashi-san já se arrependeu do que fez, e agora vocês se entenderam novamente, ele vai ficar feliz ao saber que vai ter mais um neto. E quanto ao nosso pai, por favor, ele certamente vai pular de alegria, sabe o quanto ele gosta de crianças, não é?! Não me disse que ele já te perguntou sobre quando pretendia ter filhos? Então, pode acreditar, ele vai ser a pessoa mais feliz do mundo ao saber dessa gravidez. – falei convicto, eu conhecia muito bem o meu velho. Neji sorriu pequeno, assentindo.

– Mas ainda tem a faculdade, eu vou perder aulas e não vou me formar.

– Claro que vai, falta apenas um semestre. Você batalhou muito por isso, seu TCC está quase pronto. Mas se achar que realmente não consegue, apesar de te achar muito forte e capaz disso, pode trancar e voltar a estudar depois que seu filho nascer, vai dar tudo certo.

– Acha mesmo onii-san? – perguntou ainda em dúvida, mas agora já sem as lágrimas presentes, na verdade, vi um sorriso pequeno brotar em seu rosto.

– Claro que sim, tenho certeza. E mesmo que, levando para o lado negativo, na mais remota ideia, eles não aceitem… eu vou está aqui, do seu lado e vou cuidar de você e do meu sobrinho, ok?! – e passei a mão rapidamente por sua barriga ainda plana, agora sim arrancando um sorriso amplo dele.

– Mesmo? Arigatou Sasuke-nii-san! – me abraçou com força, enterrando o rosto em meu peito, agora já totalmente aliviado.

– Vai ficar tudo bem. – e suspirei, voltando a lembrar do dito Sabaku – E quanto ao Gaara…

– Ah... – ele voltou a se afastar e suspirou, fazendo um bico chateado – Eu não sei como contar e se devo, sabe?! Afinal, foi lance de uma única noite e tenho medo da sua reação, já me basta o que aconteceu com o Aburame-san, que era meu namorado, imagine Sabaku-san? Como ele pode ficar irritado ao saber disso, sendo que não temos nada. Não, não… não quero passar por tudo aquilo novamente! – falou convicto e assenti, pensando no que fazer.

– Uma noite? – falei um pouco incrédulo e ele me olhou vermelho, logo assentindo – Mas que filho da puta do pau certeiro, não é mesmo?!

– Nii-san! – me repreendeu constrangido, tão vermelho quanto ainda lhe fosse possível.

– Tudo bem, tudo bem, vamos esquecer isso. Fique tranquilo e deixe o resto comigo, você vai descansar, já que não dormiu a noite toda… vou falar com o Naruto e marcar uma consulta com o médico dele. Yakushi-san foi responsável pelo parto dele e desde então acompanha o Naruto, ele é um excelente profissional e vai cuidar muito bem de você. Quer que te leve em casa?

– Ah não, eu pego um táxi. Muito obrigado mesmo onii-san, não sei o que faria sem você. – me abraçou novamente e levantou-se, alinhando seus cabelos.

– Que tal tomar um café? Provavelmente você não comeu nada ainda. – falei também me levantando, e ele sorriu negando.

– Não precisa, como alguma coisa quando chegar em casa, já lhe perturbei demais, fora que estou um pouco enjoado. – encaminhou-se para a porta e o acompanhei, até chegarmos ao portão, onde conversamos mais um pouco até que apareceu um táxi, nos despedimos e ele embarcou, bem mais leve e alegre.

Voltei para casa e assim que entrei, o sorriso em meu rosto se desfez, a minha vontade de matar não havia passado e certamente eu iria ensinar uma boa lição àquele desgraçado. Segui para o meu quarto, pensando na estupida frase de “Não vejo problemas neles se aproximarem”, e quem foi que disse isso? Ah claro, a coisinha linda que ainda está dormindo feito uma pedra na minha cama. Eu devia matá-lo também, mas tenho consciência que deixaria duas crianças órfãs, e isso não seria bom.

– Naruto, acorda agora!!! – gritei, enquanto batia a porta com força, e isto foi o suficiente para que ele pulasse na cama, e sentasse, virando seu rosto sonolento e confuso na minha direção.

– Ham? Quê? Sasuke? Ohay…

– Anote aqui o endereço daquele seu amigo cabeça de fósforo desgraçado, enquanto eu troco de roupa. – joguei a agenda e caneta no colo dele, e segui para o guarda-roupa, puxando as primeiras peças que vi.

– Do Gaara? – indagou ainda confuso, bocejando.

– Claro, de quem mais seria? Não conheço outro ruivo de farmácia, e que eu saiba, você também não.

– Mas pra que você quer o endereço dele? Sasuke, não brigue com o…

– E você não o defenda! – adverti, terminando de abotoar a calça – Anote logo isso, se não quiser que a bomba estoure para o seu lado também. Aliás, já está mais do que estourado, quando eu voltar, vamos ter uma séria conversa Uzumaki-san, pode ter certeza.

– Mas o que foi que eu fiz? Sasuke, nós não fizemos as pazes ontem?

– Fizemos, e é exatamente por isso que não vou te matar. – peguei a agenda e arranquei a folha com o endereço, logo rumando para a porta – Pena que o Sabaku não tem a mesma sorte. Aproveita que acordou e liga para o Nara-san, diga para ele me encontrar na delegacia mais tarde, eu não posso ficar preso. Tchau!

– Ficar preso? Sasuke, o que você vai fazer? Sasuke?! Sasuke!!!

Não liguei para os seus gritos e protestos, peguei as primeiras chaves que vi e segui para a garagem, entrando no carro do loiro. Saí da garagem praticamente catando pneus, e tomei as ruas na maior velocidade permitida, e sim, eu estava furioso! Por que, poxa, com tantos nesse país, esse ruivo desgraçado tinha que molestar logo o meu irmãozinho?!

Claro que eu não era ingênuo de dizer que Neji era o rapaz da pureza suprema, até porque conhecia todo seu passado, e não iria esperar que ele ficasse durante tanto tempo sem algum romance. Mas conhecendo-o bem, ele é sim ingênuo e sonhador, que sonha com um final feliz, romântico incorrigível. E eu até torcia para que encontrasse alguém que o merecesse, que cuidasse dele. E de todos os homens que ele poderia encontrar, tinha que tombar logo com o maior galinha da face da terra...

Ah mais isso não vai ficar assim, não vou deixar esse canalha quebrar o coração do meu irmãozinho mais uma vez. Posso parecer meio estupido e protetor demais, mas eu, como irmão mais velho, me via na obrigação de proteger o Hyuuga… principalmente de seres como esse, qual é?! Ele é meu xodó, o caçula fofo da família e melhor amigo, e que infelizmente, tem um dedo podre pra homem, pelo amor de Kami!

Cheguei em frente ao prédio indicado no papel, encarei a fachada um pouco surpreso, não imaginava que o salário de um editor de revistas fosse tão alto. Tudo bem que Naruto recebe bem e temos uma vida muito confortável, mas tudo o que temos hoje foi obra do nosso esforço e suor, levamos anos pra pagar a casa, assim como os carros… para ter um apartamento naquele prédio, seria coisa de décadas. Quanta excentricidade.

Deixei minha surpresa de lado e saí do carro, seguindo até o portão, de onde ouvi a voz do segurança. Falei o nome do descarado e esperei até que minha entrada fosse autorizada, admito que fiquei surpreso de ele deixar, mesmo que nunca tenhamos nos dado bem. Bom, péssima escolha a dele. Entrei e tomei o elevador, apertando o botão do vigésimo quinto andar, ficando ainda mais nervoso a cada bolinha que acendia no painel.

Quando desci e segui até a porta, me preparei para lhe dar um belo de um soco, acertando em cheio no momento em que ele abriu-a. O Sabaku se desequilibrou e deu alguns passos para trás, levando as mãos ao maxilar, logo me lançando um olhar confuso e irritado.

– Ficou louco Uchiha? O que significa isso?

– Ah não, louco eu estava quando não quebrei sua cara antes, seu miserável.

Sem dá-lo tempo de reagir, avancei nele, acertando seu rosto com outro golpe, dessa vez o fazendo ir ao chão. Fiquei por cima, já pronto para lhe golpear mais uma vez, porém o ruivo desviou e acertei o piso, praguejei, sentindo minha mão latejar. Ele me empurrou, me encarando furioso, e então começamos uma pancadaria ali mesmo no hall de entrada. O que me deixou ainda mais enfurecido, ele como o errado da história, deveria aceitar a surra sem revidar, e não ficar me batendo de volta! Acabou por me empurrar para trás, me fazendo bater na parede, então levantou e me encarou.

– Já chega disso! Eu não sei nem o que te fiz para você chegar na minha casa desse jeito. – falou e estreitei os olhos, mirando-o.

– Não se faça de desentendido! Eu fui bem claro quando disse pra ficar longe do meu irmão! – levantei, assim ficamos cara a cara.

– Do Neji? – retrucou confuso e quase levantei meu punho novamente.

– Não, do Itachi, o único hétero da família... É claro que é do Neji! E outra, pra você é Hyuuga-san, vocês não têm tanta intimidade pra isso. – o peguei pelo colarinho, o puxando para perto – Apesar de já terem tido certa intimidade, né seu desgraçado?!

– Ah é isso, então você já sabe... – falou para si mesmo, parecendo só então ter entendido o motivo da minha fúria.

– Você achou mesmo que eu nunca iria descobrir?! Como é que você teve a coragem...?

– Ah, menos, Uchiha. Primeiro que o Neji é maior de idade, estava são e não o obriguei a nada, outra que ele não deveria nem ter te contado... Mas... já aconteceu, isso já passou, e se te deixa melhor, não temos nenhuma relação, ok?! – falou com certa frieza, o que levou minha irritação ao extremo. O empurrei de encontro à parede, o esganando.

– Você não vale nem o chão que pisa, Sabaku! Eu devia te matar mesmo, mas não farei isso, pois meu irmão sofreria mais do que já sofreu. – me afastei, antes que quebrasse minha promessa.

– Se realmente se importasse com ele, não ficaria o impedindo de viver. Sabia que estava tudo bem entre nós, até ele lembrar que "desobedeceu" o irmão?! – seu tom também passou a irritado. – Que merda é essa?! Você não tem o direito de se intrometer assim!

– Sim, eu tenho, pois estou tentando proteger ele...

– Vai proteger ele dos homens a vida toda?! – a ironia escorrendo nas suas palavras.

– Não, vou proteger ele de vermes, como você! – apontei para o seu rosto, e ele me fitou sarcástico. – E se possível, o meu sobrinho também.

– É o quê?! O que isso tem...?

– Você sabe que o Naruto realmente deu a luz ao Satoke, não?! – falei e ele me assentiu, confuso. – Ele não é o único capaz de engravidar.

O ruivo me olhou ainda perdido, provavelmente esperando alguma explicação para a tal mudança de assunto, até que ele desviou o olhar, ficando um tempo pensativo. O tempo não fora longo, mas aqueles segundos pareciam horas, e quando seu olhar voltou a mim, estava incrédulo, parecendo finalmente ligar os pontos. Ele levou as mãos à cabeça, puxando a respiração.

– Tá me dizendo, que o Neji pode engravidar?

– É raro, mas não impossível. – retruquei, dando de ombros, um sorriso surgindo ao fitar seu aparente desespero.

Observei com gosto o editor andar por aquele pequeno espaço do hall, passando as mãos pelos cabelos, inspirando, seus olhos de um lado para o outro, como se não acreditasse em nada daquilo.

– Então... Ele está grávido?! – disse ainda incrédulo, e assenti, mirando-o sério. – E o filho é meu?

– Você não se atreva a duvidar do caráter do meu irmão!

– É só que... Um filho... – encostou-se na parede e escorregou até o chão, sentando ali. – Um filho...

Eu até entendia o que se passava com o Sabaku, não é fácil ser pego de surpresa assim, uma gravidez não planejada pode facilmente nos fazer perder a cabeça. E se eu não estivesse tão irritado, poderia lhe dar um conforto agora, mas eu tinha que proteger o meu melhor amigo.

– Bem, não é como se você tivesse que conviver com ele...

– Ô Uchiha, você quer calar essa boca?! Eu... Meu Kami, eu vou ser pai! – não entendi quando ele começou a rir, logo levantando e vindo em minha direção, me abraçando com força.

– Me solta, ficou louco?! – o afastei com brusquidão, mirando seu rosto machucado, mas com um largo sorriso estampado e um brilho de lágrimas nos olhos. – O que deu em você?

– Eu vou ser pai! – quase gritou, virando o rosto e procurando algo no chão, até pegar um par de sapatos que estava ali. – Eu preciso ver o Neji...

– Hey, pare aí! Que tipo de reação é essa?!

– Estou feliz, ora! Não é todos os dias que você recebe uma notícias dessas, e nossa, estou há muito tempo esperando por um herdeiro...

– Mas que droga Sabaku! – fiquei indignado, querendo bater mais naquela cara alegre. – Eu já tinha feito uma lista mental das ameaças que faria a você, e preparei todo um discurso para te fazer aceitar a gravidez... Por que diabos você não pode seguir o roteiro?! Está acabando com o meu grande momento filosófico!

– Hamm...? Tá, você tem sérios problemas. Olha Sasuke, nunca entendi bem a sua implicância para comigo, mas agora também não me importa, eu preciso ir ver o Neji... – o detive antes de abrir a porta.

– Não, você não pode!

– Quê?

– Não pode ir agora. Ele... Neji acabou de descobrir sobre a gravidez e está num momento delicado. Ele não dormiu bem e...

– Mas um motivo para ir vê-lo imediatamente.

– Não, ele ficaria muito mal, sem contar que não queria que você soubesse... Eu devia ter ficado calado.

– E por que eu não...?

– Olha Sabaku, não é a primeira vez que ele engravida... Sua primeira experiência foi um desastre e Neji carrega traumas até hoje. – ele me olhou confuso, logo alarmou um pouco os olhos. – Esse momento é algo muito importante para ele, e eu quero fazer com que saia tudo perfeito, para que meu sobrinho possa nascer saudável. Então deixe-o em paz por agora, ele precisa mesmo descansar.

– Mas...

– Neji estava muito assustado, a última coisa que ele precisa é te ver. Deixe passar alguns dias, até ele se acostumar com a ideia. – suspirei, já me preparando para sair. – Depois sim, você pode curtir o fato de ser pai... eu acho...

– Bem, está certo, você o conhece melhor do que eu, de qualquer forma. Obrigado por ter me contado! – e veio de novo me abraçando, o empurrei, já abrindo a porta.

– Mas que merda cara, para com isso! Que tanta necessidade você tem de contato?! Eu hein! Pra um japonês, você é muito esquisito... – ele me encarou rindo e balancei a cabeça em negação, logo saindo e batendo a porta, seguindo para o elevador.

Essa conversa foi estranha, muito bizarra mesmo, mas... Estou mais calmo agora, pelo menos esse miserável não é tão egoísta, e não me será uma grande dor de cabeça.

Quando atravessei o hall de entrada da minha casa, me deparei com o loiro andando de um lado para o outro no centro da sala, assim que me viu, correu até mim, me abraçando.

– Ah, você não foi preso, ainda bem. – sua voz continha alívio e fiquei pensando que tenho que medi as palavras com meu Uzumaki, ele realmente leva-as a sério. – Mas está machucado, o que houve?

E só quando ele falou e tocou no meu rosto é que vim parar para sentir a dor, eu realmente estava com um machucado no maxilar, com a coluna e costelas doloridas... Aquele filho da...

– Acabamos brigando, mas ele saiu pior, com certeza.

– Aff, Sasuke! Já disse para deixar o Gaara em paz... O que foi que ele fez dessa vez?! Não acredito que tenha sido algo tão grave para acabar nessa agressão.

– Ele... – fui interrompido pelo grito animado.

– Tou-chan! – vi meu anjinho saindo da cozinha, correndo até mim.

– Oi meu amor! – o peguei no colo, bagunçando mais seus fios claros. – Você deveria está na creche, sabia?!

– Papa disse que podia ficar hoje. – e riu, enquanto me voltava para o loiro mais velho, ele não gostava da ideia do pequeno faltar à aula.

– Bem, acredito que não fará mal um dia a menos. – sorriu, dando de ombros, logo seguindo para a cozinha – Acho que seria bom passámos um tempo juntos. Já pensei em algumas coisas que poderíamos fazer...

Fui atrás dele, com o pequeno a tira colo, assim que atravessei a porta, vi Natsuko acomodada numa das cadeiras a mesa, que estava posta, de uma forma diferente.

– Bom dia Nat-chan. – cumprimentei, e ela me olhou de cima a baixo, daquele jeito que já não me incomodava tanto assim.

– Como se fala, Nat?! – o loiro a encarou, como que a incentivar.

– Bom dia tio Sasuke. – sorri com o seu jeitinho e arranquei um riso dela também.

– Muito bom… agora vamos sentar e fazer uma boa refeição, teremos um dia cheio! – Naru falou animado, colocando um prato de panquecas no centro da mesa.

Tenho certeza que meus olhos brilharam. Agora entendi porque a mesa estava arrumada com xícaras e havia várias guloseimas, um café ocidental!

– Oba! Panquecas e chocolate! – meu filho comemorou, o deixei na sua cadeira e me acomodei na minha ao lado. Estávamos compartilhando a mesma alegria.

– O dia hoje será especial, então vocês merecem. – disse enquanto servia as crianças de chocolate quente e panquecas. Os dois não perderam tempo e começaram a atacar.

Servir-me de café, sentindo o aroma delicioso tomar conta do meu redor. Naru sentou de frente pra mim, ainda mirando os pequenos com um sorriso bobo, logo também se servindo de café. No entanto, no momento em que levantava sua xícara, a mesma simplesmente quebrou em sua mão, do nada. Encaramos os cacos surpresos e logo nos fitamos assustados, o loiro murmurou catatônico.

– Mau presságio... 


Notas Finais


O Gaara vai ser um ótimo pai?! O Gaara vai ser um ótimo pai u.u Parem de dizer que ele não presta, é o meu crush.
Essa questão de presságio é algo muito tenso, por exemplo nesse momento, para a minha tristeza, esse já é o capítulo 17, ou seja, falta apenas três para a fic acabar, e como eu fico?!
Já está doendo?! Já está doendo...
Mas vamos aproveitar, até o próximo capítulo! o/


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