História Patético - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Ino Yamanaka
Tags Gaaino, Gaara, Ino, Romance
Exibições 91
Palavras 1.478
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Colegial, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Era patético, Gaara sabia.

O seu mundo tinha mudado, pequenas atitudes de seu dia começaram a fazer toda a diferença, e sua família e amigos notaram, mas não sabiam por que. Assim que terminava de calçar o coturno, colocava a mochila surrada nas costas e conferia o relógio roubado no pulso. Seis e quinze. Não se despedia nem esperava os irmãos que ainda tomavam café da manhã.

O dia gelado o incomodava e, por isso, andava rapidamente para o ponto de ônibus. Seis, sete minutos perdidos ali enquanto aguardava batendo o pé discretamente no chão e torcendo o fone de ouvido entre os dedos constantemente. A idosa perto de si o encarava sempre, não havia uma única vez que ela não encarasse seus brincos e piercings ou a maquiagem em volta de seus olhos. Concentrava-se na rua, no longe, e torcia para cada ônibus que se aproximava ser o seu e, assim, evitar responder de forma mal educada à mulher.

Sempre conseguia ir sentado no ônibus, era só encarar demais alguém e esperar que a pessoa ficasse com medo e oferecesse o lugar com a desculpa de que "já iria descer". Depois de quinze minutos, descia na esquina da escola. Sons de buzinas e carros parados resumiam o momento, pais que levavam os filhos, filhos que esqueciam mochila ou trabalho no carro e voltavam correndo, um funcionário da escola que tentava agilizar o processo. Entregou seu cartão de identificação logo na entrada e então se apressou para subir de dois em dois degraus às escadas.

A música em seus ouvidos podia ser ouvida por qualquer um apesar dos fones, e Gaara balançava-se minimamente ao ritmo da guitarra e da bateria.

2D. A placa sobre sua sala. Entrou, atraindo atenção como todo o dia, e sua expressão tornou-se mais irritada quando viu seu lugar ocupado.

Ah, não... Aquilo não podia acontecer, não mesmo!

Marchou até o garoto baixinho e gordo, comendo batatinhas, Chouji era o nome dele se bem se lembrava. Sem hesitar, puxou-o pela gola do uniforme e o ergueu da cadeira.

— Fora — mandou, seco.

O garoto arregalou os olhos e procurou ajuda nos demais colegas, porém eles fingiam não ver, outros soltavam até mesmo uma risada de deboche, mas ninguém interferiria, já era um milagre não encontrarem mais Gaara nos corredores arrumando confusão, por que o encarariam na sala? Resmungou e recolheu seu material, indo sentar-se bem longe do "garoto problema".

Gaara sorriu, vitorioso, todos eram muito fáceis de se controlar ali. Largou a mochila no chão e se sentou. Seis e quarenta e dois. Batucou os dedos na mesa, sem incomodar mais ninguém, sem olhar para os lados e fingindo estar interessado na música que ouvia e não nos comentários sobre si que sussurravam ao seu redor.

O professor entrou às sete, e Gaara sorriu e balançou a cabeça em descrença. Porta fechada, professor na lousa, Gaara girando o lápis entre os dedos enquanto o ponteiro do relógio movia-se de seis em seis graus.

— Licença, professor, desculpe o atraso! — ela falou, esbaforida, com os cabelos desarrumados, atropelando-se nas próprias palavras e se apoiando na porta enquanto tentava recuperar o fôlego.

Ela? Ela. E por isso era patético. Gaara deixou o lápis sobre a mesa e cruzou os braços enquanto assistia o professor repetir o mesmo sermão do dia anterior para Ino. Ela não o ouvia, Gaara podia apostar nisso. As mãos dela não paravam quietas e apertavam o tecido da saia ou se cruzavam atrás do corpo ou tentavam arrumar o cabelo; os olhos lutavam para não se revirarem e, assim, mantinham-se no chão ou na lousa ou no garoto da segunda carteira da fileira do canto, ou seja, ele, Gaara; e o corpo pendia de um lado para o outro, alternando o peso de uma perna para outra.

— Entendeu? — o professor perguntou mais alto.

— Ah... sim. — Ela sorriu abertamente, disfarçando que não havia ouvido nenhuma palavra sequer.

E então andava. O cabelo loiro caindo sobre os ombros e as costas, quase alcançando a cintura, era bonito demais para estar preso como Ino o estava usando naquele dia, e Gaara disfarçou o desagrado. Os olhos azuis brilhavam, ainda com uma sombra de sono, e o sorriso nos lábios rosados era... provocante apesar de totalmente inocente.

Ela desviou o olhar ao se aproximar da carteira vaga ao canto, e Gaara sorriu discreto quando ela ocupou o lugar de sempre: a carteira à sua frente.

Patético se esforçar para chegar cedo na aula só para ver se um dia sequer aquela garota iria conseguir não se atrasar. Mas mais patético ainda era não conseguir não mexer nas pontas do cabelo dela enquanto esperava, ansioso, o soar do sinal do intervalo entre as aulas.

Ser o primeiro a se levantar quando a hora chegava era sempre o comentário de muitos. Os boatos de que ia se esconder para fumar, de que estava com os garotos mais velhos batendo nos mais novos, de que devia estar querendo achar um jeito de matar aula, eram o que não faltava. Não os contradizia, era bom ser temido ali, era ótimo porque, assim, ninguém o interrompia ou ia procurá-lo.

A sala desocupada e esquecida do terceiro andar era perfeita, e alguns funcionários que sabiam que ele estava ali simplesmente o ignoravam, já que, pelo menos, ele não estava entupindo as privadas do banheiro masculino ou invadindo o feminino. Dava vontade de rir de como era fácil manipular e intimidar as pessoas ao seu redor daquela forma.

Parou ao lado da porta e, assim que ela se abriu minimamente, segurou o pulso feminino e puxou o corpo para a sala. Seu corpo contra o dela era uma combinação clichê, o garoto problemático e a garota Barbie. As pulseiras dela fizeram um barulho característico ao balançarem, e Gaara soltou o pulso onde apertava o relógio fino e dourado, era melhor apertar a cintura. Sorriu com isso, caminhando com Ino em seus braços e a prendendo contra a parede.

As duas mãos envolveram a cintura dela e a contornaram antes do abraço possessivo.

— Perdeu de novo — ele sussurrou ao ver a surpresa dela diminuir, e os olhos azuis brilharem em diversão.

— Ah é? — Ela lambeu os lábios, risonha. — Perdi a hora porque fui dormir tarde. Tem um garoto que me manda mensagens durante a madrugada, não consigo ignorá-lo.

Gaara soltou o ar pelo nariz e sorriu de canto enquanto a mão subia pelas costas de Ino e buscava o maldito prendedor de cabelo. Soltou-o e mordeu o lábio inferior ao observar como o cabelo comprido livre deixava Ino ainda mais bonita. Arrastou seus dedos entre as mechas e segurou firme a nuca dela.

— Sabe — Aproximou os lábios. — Acho que você está mentindo e se atrasando de propósito só para perder nossa aposta e ter que vir me encontrar.

— Eu? — Ela fez-se de ofendida. — Por que eu faria isso, Gaara?

As mãos dela brincavam com a camiseta do uniforme, e o sorriso malicioso nos lábios lhe arrepiava a pele. Ela o puxou mais para si, e piscou-lhe, divertida, enquanto os corpos anulavam qualquer distância.

— Porque você não tem juízo — ele sussurrou para então beijá-la.

Era humilhante, ele sabia, era clichê mal escrito, ele sabia, mas não tinha como escapar quando a boca de Ino era a única que queria beijar, quando o perfume dela era o único que queria sentir, quando o sorriso dela era o único que podia o controlar por inteiro a ponto de fazerem aquela aposta boba só para que ele não mais faltasse ou se atrasasse nas aulas. Quem se atrasasse teria que fazer o que o outro quisesse durante os intervalos, Ino mesmo propora logo após perceber o nítido interesse que Gaara possuía por ela.

O beijo era sempre urgente, sempre saudoso, coisa de adolescente a quem os pais proíbem o namoro. As mãos se atrapalhavam entre pescoço, nuca, cintura, face, e o ar faltava... Os beijos breves e estalados foram a forma que encontraram para tomar fôlego e se beijarem ao mesmo tempo, e Ino às vezes ria disso enquanto Gaara fingia não achar graça.

Ao toque do sinal, antes de voltarem para sala, o beijo voltava a ser profundo e lento, uma despedida até o próximo intervalo.

Gaara a soltava a contragosto, e ela colocava os braços para trás do corpo.

— Até o próximo intervalo... — ela cantarolava ao sair da sala.

Enquanto passava a língua pelos lábios e saía da sala sem se preocupar em arrumar a roupa, Gaara pensava novamente em como tudo aquilo era patético. Deveria pegar sua mochila na sala e sair enquanto ainda dava para matar a aula! Mas, como o clichê manda, não o fez, entrou na sala e sentou-se atrás de Ino.

Ela virou-se para trás e lhe sorriu, vitoriosa.

Odiava como conseguia intimidar a todos e, ainda assim, ser tão facilmente manipulado por ela. É, era um idiota mesmo, um idiota pateticamente apaixonado...

 

 


Notas Finais


Curtiram? Amo demais esse casal

Quem quiser saber sobre minhas fics e livros, basta curtir a page: https://www.facebook.com/mypieceofdream/

Beijinhosss


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