História Patient Zero - Capítulo 33


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Categorias The Walking Dead
Personagens Aaron, Abraham Ford, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Enid, Eugene Porter, Glenn Rhee, Hershel Greene, Jessie Anderson, Lori Grimes, Maggie Greene, Merle Dixon, Michonne, Morgan Jones, Negan, O Governador, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Rick Grimes, Sasha
Tags Ação, Aventura, Daryl Dixon, Rick Grimes, Twd, Violencia
Visualizações 225
Palavras 2.054
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olha a autora aqui novamente!!!! Uhull! Voltei caraalho! Com mais pôlemicas! E fofurisses, pra variar né!
Espero que gostem!

Capítulo 33 - Orgulho idiota


Fanfic / Fanfiction Patient Zero - Capítulo 33 - Orgulho idiota

Zona Segura de Alexandria, Virgínia – 2016.

 

Rick apenas pôde respirar novamente quando os olhos azuis de Pandora deixaram os seus. Sentia-se dopado, como se alguém o tivesse esmurrado bem no rosto diversas vezes. Ao fundo podia ouvir toda a comoção causada pelas mortes de Pete e Reg, conseguia ouvir os gritos de dor e sofrimento de Deanna. Porém Rick simplesmente não conseguia deixar seu lugar de frente para os recém chegados.

Pandora ainda parada a sua frente, parecia diferente aos olhos do homem. Usava uma calça jeans, e ironicamente uma bota com um salto alto e quadrado, um lenço ornava seu pescoço e ombros e o que parecia um bracelete comprido em forma de cobra adornava seu braço direito, se enrolando por ele todo.

Pandora pareceu enxergar Michonne no meio da multidão desesperada. A mulher correu até a amiga samurai, bem no momento em que ela a enxergava, e as duas se abraçaram fortemente, uma chorando no ombro da outra. Rick não conseguia nem ao menos sair do lugar, seu corpo todo tremia.

Maggie também pareceu acordar de todo o sofrimento que Deanna demonstrava com a morte do marido e correu a fim de abraçar Pandora. As duas se olharam, e Pandora a segurou pelo rosto, se lembrando pela primeira vez de que não a via desde antes da morte de Hershel.

 — Eu sinto muito.  — ela sussurrou para Maggie, enquanto a outra apenas assentia freneticamente com as lágrimas rolando por seu rosto.

Um grito desesperado chamou a atenção de todos, e Rick viu que uma mulher corria desesperada de um único walker, que provavelmente havia entrado junto do outro que ele matara anteriormente. Preparou-se para pegar sua python novamente, porém um borrão preteado passou pelo pescoço do walker, arrancando sua cabeça instantaneamente.

Rick arregalou os olhos, e olhou para Pandora que parara contemplativa com o chicote de aço que havia botado um fim no walker. Aparentemente aquilo era o bracelete gigante que estava enfeitando o braço da mulher mais cedo. Rick tinha que admitir, o chicote era uma peça versátil, mortal e um disfarce perfeito também.

 — Bem.  — a garota disse, olhando de queixo erguido para Aaron que estava atrás de Rick.  — Aparentemente a comunidade não é a prova de idiotas. Quem foi o demente que deixou essa coisa entrar?

***

 — Me desculpe mais uma vez.  — Spencer disse mais uma vez a Pandora. A garota estava calmamente sentada na poltrona limpando o sangue podre de seu chicote de aço.  — Minha mãe está de luto e incapaz de interrogar, então farei isso por ela.

Pandora o olhou pela primeira vez com real interesse, o homem jovem e bonito parecia arrasado e triste, mas ao mesmo tempo interessado pelo que Pandora tinha para dizer. A garota suspirou e dispensou as desculpas do homem com a mão.

 — Tenho que começar perguntando sobre algo que Aaron me disse.  — Spencer disse, cautelosamente.  — É verdade que você estava procurando por uma cura?

Pandora exibiu um sorriso irônico.

 — Sim.

Spencer levantou uma sobrancelha.

 — E você encontrou?  — ele perguntou, um pouco desesperado e esperançoso.

Pandora suspirou, apoiando os cotovelos nas coxas.

 — Não, talvez... eu não sei.  — ela disse após ver o olhar desesperado e confuso de Spencer sobre ela.  — Alguém muito idiota roubou minhas anotações.

 — Então você é...

 — Imune?  — Pandora o interrompeu.  — Os walkers não me enxergam, eu não sou afetada por suas mordidas ou arranhões, e sou capaz de controlá-los, apesar de só ter tentando esse último uma vez. Mas sim, eu diria que sou imune.

Spencer engoliu em seco, coçando os cabelos e olhando para baixo extremamente confuso e indeciso. Se tudo o que a garota disse fosse verdade, naquele momento eles possuíam uma fonte de estudo e esperança bem ali, sentada com indiferença na poltrona a sua frente.

 — Como achou nossa comunidade?  — ele perguntou, um pouco mais bruscamente do que gostaria.

Pandora suspirou, revirando os olhos.

 — Eu encontrei um gnomo no meio da estrada que me indicou o caminho sobre uma estrada de arco Iris.  — ela expeliu veneno. Após ver que Spencer parecia um pouco revoltado com sua resposta, apenas deu de ombros.  — Eu encontrei com Daryl e Aaron por acaso.  — ela respondeu mais séria dessa vez.  — Eu vim até aqui por Carl, Judith e Rick Grimes.

Spencer assentiu lentamente, arregalando os olhos minimamente.

 — Rick está apaixonado por outra se quer saber.  — ele disse.  — O homem que você o viu matando era Pete Anderson, marido de Jesse Anderson. Ele era o cirurgião de Alexandria e batia na esposa. Rick é apaixonado por ela, e espancou Pete alguns dias atrás por isso.

Pandora cerrou o maxilar e levantou o queixo. Não sabia o porquê de ter ficado tão decepcionada com essa noticia. Já devia esperar que Rick seguisse em frente, por luto ou per raiva, mas mesmo assim, essa noticia fazia com que seu coração se apertasse ainda mais.

 — Já acabou com o interrogatório?  — ela perguntou, bruscamente.  — Eu preciso ir.

***

Os degraus de madeira da varanda da casa rangeram sonoramente quando Pandora subiu por eles. Fora informada por Maggie a casa em que Rick e Carl moravam naquele subúrbio, e não pôde deixar de correr até a dita casa. Queria mais do que tudo ver o garoto e a pequena Judith.

Parou na porta da frente ao ouvir os barulhos de coisas sendo arrastadas e pancadas nas paredes. Pandora se preocupou por alguns segundos, porém sua preocupação se esvaiu de seu corpo quando a garota ouviu uma risada adolescente soando do lado de dentro.

Pandora prendeu a respiração por alguns segundos e bateu na porta de madeira com os nós dos dedos. Ouviu os passos do lado de dentro e a maçaneta da porta girando e se abrindo. Prendeu a respiração quando o garoto abriu a porta e a olhou, ainda segurando uma garotinha com os cabelos claros nos braços.

Pandora sinceramente quase não reconheceu o garoto que havia aberto a porta para ela. Carl havia crescido, muito. Estava maior e mais bonito, os olhos azuis haviam aumentado, e os cabelos castanhos crescido quase até os ombros. Carl havia amadurecido também, não possuía mais aquela característica pose infantil de quando o conhecera.

 — Caralho.  — foi tudo o que Pandora conseguiu dizer.

Carl arregalou os olhos, se agarrando mais a irmã que segurava no colo.

 — Pan?  — ele perguntou, sua voz era trêmula.  — É realmente você?

Pandora soltou uma risada abafada pelo choro que culminava por sua garganta. A garota puxou Carl pelos braços e o abraçou fortemente sendo retribuída imediatamente por Carl, que afundou o rosto no pescoço da garota e chorou desesperadamente.

 — Eu senti tanto a sua falta!  — ele disse entre soluços.

Pandora se afastou dele, bagunçando os abundantes cabelos castanhos do garoto, como se isso fosse um costume que praticava com ele desde cedo.

 — Você cresceu, sabia?  — ela perguntou, e olhou para Judith que olhava em direção a Pandora um pouco hesitante com a presença da garota ali.  — Você também, bravinha!

Pandora brincou com a garotinha por alguns segundos. Segundos estes que foram suficientes para escancarar um sorriso sem dentes e babão no rostinho delicado de Judith Grimes, que imediatamente estendeu os braços gorduchos em direção a Pandora. Um claro pedido para que ela a pegasse no colo.

Carl sorriu radiantemente e chamou Pandora para dentro, enquanto a garota se agarrava a Judith com carinho e saudade, como se tentasse verificar se a bebê estivesse mesmo ali. Pandora se sentou na bancada da cozinha, olhando impressionada ao redor, encantada por aquele lugar ser realmente uma casa.

 — Esse lugar é maravilhoso.  — ela comentou, enquanto Carl servia duas canecas de café, uma para ele e outra para ela.  — E isso é café.  — ela olhou impressionada para a caneca.  — Aqui é o paraíso.

Carl soltou uma risadinha, enquanto Judith, esparramada no colo de Pandora mexia com o bracelete chicote que estava enrolado no braço da garota.

 — Bem...  — Carl começou.  — Você conseguiu achar o que estava procurando?

Pandora o olhou, exibindo um sorriso um pouco sem graça.

 — Tudo isso está tão confuso na minha cabeça, Carl.  — ela disse.  — Tenho todas as respostas que eu poderia querer, em minha cabeça e anotadas por escrito em algum lugar por ai. Mas mesmo assim...

Carl a olhou compreensivamente.

 —Você foi embora por dois anos procurar algo.  — ele disse.  — Você ao menos encontrou alguma resposta? Algo?

Pandora suspirou.

 — Eu achei muitas coisas.  — ela confessou.  — Nenhuma boa, mesmo.

Quando Carl estava prestes a abrir a boca, a porta da frente se abriu bruscamente e Rick adentrou a sala, olhando para os três na bancada e arregalando os olhos para a cena. Pandora não havia o visto desde que Spencer a retirara da confusão para interrogá-la junto a Morgan. Imaginava que Rick havia passado a madrugada inteira cuidando de assuntos mais importantes junto de Deanna  e Daryl.

Bastou apenas um olhar de Rick para Carl para que o garoto pousasse sua caneca de café rapidamente sobre a bancada e pegasse Judith do colo de Pandora, exibindo um sorriso para a garota, como se fosse um pedido de desculpas silencioso. O garoto subiu as escadas silenciosamente, enquanto Rick apenas desafivelava o seu coldre de armas e o deixava na mesa de centro da sala.

Rick a olhou pela primeira vez, verdadeiramente e suspirou sem esboçar sentimento algum ao ver a garota ali.

 — Precisamos conversar.   — ele foi direto.

Pandora soltou uma gargalhada irônica e cruzou as pernas, ainda sentada à bancada de granito.

 — Apenas conversar?  — ela disse insinuante. Mas quando viu a cara de ódio de Rick, apenas o dispensou com um gesto de mão.  — Não se preocupe, não estou aqui para separar você da sua Jesse.

Rick pôs uma mão na cintura, e coçou a nuca com a outra, tentando se controlar.

 — Eu não quero você aqui.  — ele disse, friamente.   — Não sei o que você quer conosco, mas para mim você morreu no dia que nos abandonou naquela casa.

Pandora gargalhou, verdadeiramente dessa vez. A garota se levantou ágil como um gato e começou a andar em direção a Rick, quase como em um desfile de sarcasmos. Seus olhos azuis eram frios como o gelo, e seu sorriso sem dentes afiado como mil navalhas.

 — E o que, Rick Grimes.  — ela disse, parando a milímetros do rosto do homem, e se apoiando em seus ombros.  — O que faz você pensar que eu estou aqui por você?  — ela perguntou.  — Eu estou aqui por Carl, Judith, Maggie, Glenn, Daryl, Michonne... e não para atrapalhar seu relacionamentozinho estranho.

Rick estreitou os olhos, tentando não desviar os olhos dos da garota e pousar em seus lábios.

 — Não me interessam seus motivos.  — ele sibilou.  — Eu não confio mais em você.

Pandora abriu mais um de seus sorrisos venenosos e aproximou mais o rosto do homem. Seus lábios agora socavam provocantes sobre o ouvido direito de Rick.

 — Eu não vou pedir desculpas por ir embora para tentar achar uma cura na tentativa de proteger você e seu filho, Rick.  — ela disse, calmamente.  — E quanto a ir embora de Alexandria.  — ela continuou.  — Sinto muito, amor.  — Pandora sorriu radiante.  — Você vai ter que me aturar.

Pandora se virou para ir embora da casa, na tentativa de procurar Daryl, Michonne ou qualquer um que pudesse a guiar naquela cidade, quando a mão de Rick ao redor de seu braço a impediu de se locomover. Pandora se virou para ele, esperando que ele falasse mais alguma coisa.

 — O que Oliver Mitchell fez com você?  — ele perguntou, diretamente.  — Daryl me disse que você falou algo, mas estava desviando das perguntas dele.

Pandora estreitou os olhos.

 — Esse assunto não é da sua conta.  — ela disse, bruscamente, enquanto tentava se livrar do aperto do homem.

Rick a puxou para mais perto, a agarrando mais bruscamente pelos dois braços e a chacoalhando freneticamente.

 — O que ele te fez, Pandora?  — ele exigiu.  — Não me interessa o seu orgulho idiota ou seu sigilo misterioso. Diga-me agora!

Pandora cerrou o maxilar, as lágrimas de raiva, ódio e frustração já se acumulavam em seus cílios.

 — Foi ele quem me violentou em 2011!  — ela gritou, enquanto se soltava bruscamente de Rick.  — Satisfeito agora?!

Rick arregalou os olhos, dando alguns passos para trás.

— Foi ele quem me estuprou com mais aqueles três homens que te contei! — ela berrou, enquanto Rick ficava estancado no chão.  — Espero que isso tenha preenchido sua merda de curiosidade.

Pandora apenas virou as costas para o homem e saiu da casa, batendo com força a porta da frente.  

 

 


Notas Finais


Pois então mores! Vocês acham que a Pandora mudou alguma coisa de dois anos para cá? ELA TÁ AFRONTOSA, ELA NÉ KKKKKKKKKKKKKKKK
E caso queiram saber como é essa NOVA ARMA da Pandora, o chicote, é uma clara e descarada inspiração no chicote da Isabelle Ligthwood da saga dos Instrumentos Mortais, leiam é maravilhoso.
LINK BÁSICO DO CHICOTE: https://vignette3.wikia.nocookie.net/cacadores-de-sombras/images/a/af/Izzy%27s_whip.png/revision/latest?cb=20160217205316&path-prefix=pt-br
Espero que tenham gostado! Comentem e favoritem!
Até o próximo!
- Duda.


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