História Patient Zero - Capítulo 33


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Personagens Aaron, Abraham Ford, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Enid, Eugene Porter, Glenn Rhee, Hershel Greene, Jessie Anderson, Lori Grimes, Maggie Greene, Merle Dixon, Michonne, Morgan Jones, Negan, O Governador, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Rick Grimes, Sasha
Tags Ação, Aventura, Daryl Dixon, Rick Grimes, Twd, Violencia
Visualizações 408
Palavras 3.843
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá amores! Estou aqui para postar mais um capítulo!
Espero que gostem!

Capítulo 33 - Cobra


Fanfic / Fanfiction Patient Zero - Capítulo 33 - Cobra

CDC, Nova Iorque – 2016.

 

Algumas semanas atrás...

 

“10 de Julho de 1962.

Em toda minha carreira como legista nunca havia visto algo tão absurdamente apavorante acontecer. Sempre tive certeza de que os mortos estavam mortos até ver com meus próprios olhos o cadáver de Elizabeth Mary Baker se levantar e tentar atacar a mim e a meu assistente.

Não consegui retomar a coragem para entrar naquela sala novamente, não com aquela coisa circulando lá dentro. Os médicos da cede do CDC em Nova Iorque vieram em todo o sigilo investigar o caso da morta viva. Até agora não obtive nenhuma noticia ou teoria do que possa ter acontecido para o corpo se reanimar assim, sem mais sem menos. Não é algo natural.

 É assustador. “

 

“20 de Janeiro de 2008.

Após 42 anos do fatídico dia em que presenciei um morto se levantar e começar a andar e tentar me atacar, recebi uma carta sigilosa pelo correio. Eram de alguns cientistas que trabalham para o Centro de Controle de Doenças em Nova Iorque.

Minha surpresa foi imensa ao descobrir que o corpo de Elizabeth Baker, a garota que havia morrido com um tiro no coração, havia sido congelado e preservado até os dias de hoje. E nessa mesma carta eles também diziam que começariam a fazer testes daqui a alguns meses no cadáver. Eles me chamaram para integrar ao grupo de testes no corpo.

Eu não pude evitar. Tive que aceitar.”

 

“14 de Fevereiro de 2010.

Apesar de tudo, a Paciente Zero têm reagido bem aos múltiplos testes em que vem passado nos últimos meses. Os cientistas aumentaram o grau das “torturas” após o incidente semana passada com o diretor geral do Centro.

Elizabeth, ou Zero como prefiro chamá-la, vem adquirindo cada vez mais consciência desde a autopsia mal sucedida que os cientistas tentaram fazer nela, como se ela fosse uma boneca de pano que pudessem usar de qualquer maneira.

Apesar de se manter quase o tempo todo sóbria e lúcida, Zero ainda tem algumas recaídas, alguns lapsos que a fazem perder o controle do próprio corpo e agir como um morto vivo. Foram muitas as doses de diversos tipos de soros, antibióticos, substâncias que aplicaram nela após constatarem que podiam trazê-la de volta a vida. Mas aparentemente não foi o suficiente.

Ela atacou Gerard Green, o diretor geral da corporação e o mordeu, deixando uma ferida exposta horrenda. Porém não a culpo por essa atitude, lúcida ou não, a garota fez o certo ao tentar se defender daquele velho nojento e assediador. “

 

“18 de Setembro de 2010.

Tudo começou quando deixaram com que o maldito Gerard Green saísse do Centro com aquela mordida. Ele morreu em menos de 24 horas depois do ocorrido com uma febre exageradamente alta, e seu corpo sumiu do necrotério algumas horas depois.

Agora sabemos que ele saiu andando de lá, na forma de como os soldados gostam de chamar de walkers. Malditos mortos vivos comedores de carne humana. Uma mordida e sua vida acabou, você será infectado para sempre e se tornará um deles.

Eu estou com medo, e nojo ao mesmo tempo. Não devíamos ter deixado congelarem o corpo daquela pobre garota. A culpa não é de modo algum de Elizabeth Baker, e sim de nós cientistas que fizemos algo errado, enquanto tentávamos brincar com as leis da natureza.

Eu me culpo por isso, devia ter a enterrado quando pude. Eu causei o fim do nosso mundo.”

 

 

Pandora fechou os olhos fortemente, enquanto afastava de si mesma as anotações do diário pessoal de Eva. Sentiu seu corpo inteiro se estremecer com tantas as informações que continham ali.

A garota ouviu um pigarreio vindo do homem ao seu lado, que estava também atolado em pilhas e pilhas de papeis a respeito da Paciente 000. Abriu os olhos lentamente e viu Oliver ao seu lado a olhando com preocupação.

Pandora negou com a cabeça se levantando bruscamente da mesa de reuniões do antigo CDC de Nova Iorque.

 — Não quero mais saber de nada.  — ela disse em um fio de voz quase irreconhecível.  — Foda-se essa merda de cura.

Pandora começou a andar de um lado para o outro, habito que havia pegado de Daryl Dixon, enquanto agarrava com força entre os dedos o relicário que Carl lhe dera há dois anos. Deus! Como fora burra em deixá-los! Queria consertar tudo, esse sempre fora seu principal objetivo ao fugir dos Grimes.

Mas como Pandora poderia consertar tudo o que fizera de mal se nem mesmo conseguia encarar as pilhas de papeis sobre seu passado e não surtar?

Oliver suspirou, se levantando calmamente de seu lugar na grande mesa de reuniões e foi para o lado de Pandora, a parando delicadamente e colocando uma mão reconfortante sobre seu ombro. O fato era que o combustível do CDC estava acabando, e eles tinham mais 24 horas para procurar algo antes que o sistema de autodestruição fosse ativado.

 — Pan, você tem que se acalmar...  — Oliver disse, calmamente.  — Nós vamos conseguir reunir todas as informações a tempo... se não quiser mais ler sobre as anotações de Eva, deixe comigo, eu separarei tudo corretamente.

Pandora fechou os olhos, respirando fundo ainda agarrada ai colar com as fotos de Carl e Rick.

 — Eu não devia tê-los abandonado.  — ela disse.  — Eu não devia ter saído para procurar essa maldita cura! Ela não existe!

Oliver soltou um som abafado do fundo da garganta.

 — Você me lembra a minha esposa.  — ele disse, enquanto observava Pandora voltar a andar em círculos desesperadamente.  — Ela também era ranzinza, durona... ela era encantadora.

Oliver olhou novamente para Pandora, porém quando viu que sua tentativa de dialogo e distração não havia surtido efeito, ele se aproximou dela e a agarrou pelos ombros, fazendo com que ela parasse bruscamente e o olhasse no fundo dos olhos.

 — Hey! Nós vamos ficar bem!  — ele disse, enquanto a segurava perto de si.  — Estamos juntos nessa! Eu estou aqui por você, sempre vou estar!

Pandora nada respondeu, apenas o observou de perto por alguns segundos. Seus lábios rosados estavam entreabertos em choque, como se tentasse formular uma frase, mas fosse simplesmente incapaz de pronunciar qualquer palavra naquele momento. Ela estava chocada demais com a declaração do homem.

Oliver se aproximou lentamente do rosto de Pandora, elevando a mão até a face da garota e colocando uma mecha de seu cabelo castanho atrás da orelha. O homem não fez questão alguma de se conter naquele momento. Imediatamente tomou o rosto de Pandora entre suas mãos e colou seus lábios com os dela.

Pandora arregalou os olhos por alguns segundos, porém estava simplesmente sem forças o suficiente para negar o toque de outro alguém. Sentia falta de Rick Grimes mais do que tudo no mundo, e também cogitou a possibilidade em afastar Oliver com o pretexto de que ela apenas pensaria em Rick se eles se relacionassem. Porém apenas ignorou o pensamento e deixou com que o homem aprofundasse ainda mais o beijo.

Oliver a empurrou para trás, pressionando o corpo da garota contra a mesa e arrancando a regata preta que Pandora usava naquele momento. A garota arfou se agarrando os cabelos do homem quando ele começou a trilhar os beijos de seu queixo ao seu pescoço.

Pandora abaixou as mãos até a barra da camisa do homem e deixou com que elas entrassem por baixo do tecido da camiseta de Oliver, enquanto seus dedos curiosos e aflitos exploravam as costas do homem por baixo da camisa.

Pandora franziu o cenho quando sentiu a pele irregular sob seus dedos. A garota tateou toda a extensão das costas de Oliver, enquanto ele ainda continuava beijando seu pescoço. A pele parecia dilacerada em quase toda as costas do homem. Era com certeza uma cicatriz.

A garota empurrou Oliver para longe, arrancando a camiseta do homem com fúria, enquanto ele a sorria de modo malicioso. Pandora foi para trás das costas de Oliver, tinha que saber, tinha que tirar essa dúvida. E quando viu a cicatriz de um corte feio e que provavelmente havia infeccionado, ela teve a certeza. Oliver Mitchell era o homem mascarado que havia abusado dela anos atrás.

Pandora imediatamente sacou a arma de seu coldre e apontou para Oliver, fazendo com que ele a olhasse confuso.

 — O que é isso?  — ele perguntou, um pouco sem graça e incrédulo.

Pandora ergueu ainda mais a arma. Seria irônico, já que fora Oliver que a ensinara a atirar com armas perfeitamente nos últimos dois anos.

 — Lembra-se de mim?  — ela perguntou, o olhando enigmaticamente.  — Eu sou a garota que enfiou um caco de espelho em suas costas, enquanto você me estuprava.

Ao contrario do que Pandora pensava, Oliver nem mesmo teve a vergonha na cara de parecer assustado, se fingir de confuso ou indignado. O homem apenas revirou os olhos e bufou, olhando novamente para Pandora, dessa vez com um sorrisinho no rosto.

 — Deus! Como você demorou para perceber que havia algo errado!  — ele exclamou sinicamente.  — Juro que pensei que você ia acabar me dando novamente.

Pandora rosnou ameaçadoramente, desengatilhando a arma. Oliver apenas deu de ombros e ergueu os braços para o alto, enquanto um sorrisinho venenoso brotava em seus lábios.

 — Vamos lá, Elizabeth!  — ele a chamou pelo verdadeiro nome.  — Eu não sou tão mal assim! Eu não sou um estuprador, te juro isso!  — ele parou, coçando a nuca por um instante.  — Mas homens têm suas necessidades e... bom, você estava dando sopa por aí, sozinha.  — ele disse.  — E como eu disse antes, você é muito parecida com a minha esposa.

Pandora abriu a boca e a fechou várias vezes, tentando engolir seu ódio ao menos um pouco.

 — Você tirou minha dignidade naquele dia.  — ela disse, sua voz soava rouca.  — Tirou minha lucidez, minha sanidade.  — ela quase sussurrava agora.  — E eu vou te matar por isso.

Oliver soltou uma risada debochada.

 — Você me deu um presente naquele dia, meu amor.  — ele disse.  — Se lembra quando você me cortou? E quando nosso sangue, nosso DNA se misturaram por um momento?  — Oliver sorria a cada palavra.  — Eu morri alguns dias depois daquilo, por uma infecção no ferimento.  — ele continuou.  — Mas graças a você, ao seu sangue eu revivi novamente. Você me fez imune, você me criou.

Pandora não disse nada, apenas atirou em direção ao homem. Porém de nada adiantou, pois a arma estava sem balas. Ela soube que aquilo era obra de Oliver quando viu o sorrisinho satisfeito do homem em direção a ela.

Oliver avançou tão rápido para cima da garota, que Pandora nem mesmo teve a chance de se defender. Ele a desarmou e a pegou pelo pescoço, retirando o ar dos pulmões de Pandora. Pegou a cabeça da garota e a meteu com força contra a mesa gigante do salão do CDC.

Pandora caiu no chão desacordada, incapaz de se mexer.

 —Boa noite, amor.  — Foi a última coisa que ouviu antes de se deixar ser invadida pela inconsciência.

***

 

Zona Segura de Alexandria – 2016.

 

Pandora viu ao longe Morgan e Rick conversarem no meio da estrada. Era o segundo dia dos dois em Alexandria e a única coisa potencialmente perigosa que a amedrontava ali eram os choques que ela e Rick provocavam um no outro. E também em Morgan, já que o homem virara um zen e moralista defensor da vida e Rick, muito provavelmente estava ainda mais violento do que quando ela o conhecera.

Pandora suspirou, arrumando os óculos de sol sobre seu nariz e mascando o chiclete que Carl havia lhe dado, andou calmamente em direção aos dois que conversavam a poucos metros dali.

Rick a enxergou primeiro, enquanto a garota andava com o nariz empinado e mastigando lenta sensualmente a goma de mascar. Suspirou enquanto Morgan se virava para Pandora e sorria levemente e revirou os olhos.

 — Cobra.  — ele murmurou mais para si mesmo, enquanto via que as roupas da garota não haviam mudado nenhum pouco de estilo.

Claro, as roupas eram praticas e úteis como tudo tinha que ser num apocalipse. Usava calça jeans, um coturno, porém também uma blusa extremamente larga e cavada nas laterais, fazendo com que a pele e a curva dos seios ficassem a mostra, provocando olhares maliciosos por onde ela passava.

Rick Grimes sabia muito bem que tudo aquilo era de propósito. Percebera que Pandora se tornara ainda mais afrontosa, irônica e maliciosa com esses últimos dois anos. E toda aquela encenação, óculos de sol, a goma de mascas, e principalmente a blusa, eram para provocá-lo.

 — Sim querido?  — ela disse olhando para Rick, quase como se respondesse ao insulto baixo que Rick havia feito a ela alguns segundos atrás. Pandora suspirou e se virou pra Morgan, o olhando com um sorriso carinhoso no rosto.   — Já conversou com Deanna? Soube que ela está melhor, Spencer não larga do meu pé.

Morgan sorriu ao ouvir sobre o filho da líder de Alexandria que estava interessado além da conta em Pandora. Estava prestes a responder quando percebeu o olhar de Rick para o lado.

O homem olhava para dois homens que cavavam o que pareciam duas covas em um terreno gramado perto dali. Aquilo, por algum motivo desconhecido tanto para Pandora quanto para Morgan, causou o ódio em Rick, que saiu caminhando em direção aos dois homens, um que se vestia de padre e outro que suava feito um porco enquanto cavava.

 — O que estão fazendo?  — Rick perguntou, enquanto Pandora e Morgan andavam um passo atrás do homem.

O padre, um homem careca e negro pareceu engolir em seco e olhar para Rick com um pouco de medo. Não era por menos, o tom com que Rick havia começado a conversa não era dos mais amistosos.

 — Eu... eu quis ajudar.  — ele justificou.

Rick estreitou os olhos. Pandora franziu a testa, podia não saber qual era o problema entre Rick e o padre, mas sabia muito bem que Rick possuía ódio dele naquele momento.

 — Nós só precisávamos de um.  — ele disse aos dois homens.

O outro homem, que havia parado de cavar, ofegante e suado apontou para os dois corpos enrolados em lençóis brancos no chão. Um com certeza de Reg, marido da líder e o outro do marido da amante de Rick.

 — Nós temos dois corpos aqui.  — o homem disse.

Rick negou, colocando as mãos na cintura. Um habito que não havia parado nem com o tempo.

 — Não vamos enterrar assassinos dentro desses muros.  — ele disse severamente.

O homem ofegante abriu a boca várias vezes, olhando de esguelha para o padre.

 — Sei como se sente, de verdade.  — ele começou, calmamente.  — Só que... a decisão não é sua.

O homem virou de costas para Rick e voltou a cavar, como se Rick não estivesse ali o olhando ameaçadoramente.

 — Idiota afrontoso, ele.  — Pandora caçoou.

A garota viu a líder chegar calmamente até eles e olhar para o homem que voltara a cavar. Pandora olhou para o lado e percebeu que havia um adolescente, bem provavelmente da idade de Carl, escondido atrás de um dos arbustos observando a cena com uma mistura de ódio e magoa no olhar.

 — Tobin.  — Deanna o chamou, sua voz parecia monótona, sem nenhuma emoção.  — Rick tem razão.  — ela disse, fazendo com que Tobin parasse imediatamente de cavar. A mulher olhou com desprezo em direção ao corpo de Pete Anderson.  — Leve-o daqui. Para oeste. Andem alguns quilômetros pela Branton, depois da ponte.  — ela disse friamente, e Pandora percebeu que o adolescente escondido arregalava os olhos.  — Não costumamos passar por ali.

Deanna olhou diretamente para Pandora, um momento antes de se virar e ir embora com aquele olhar de ódio pelo homem que Pete era quando vivo.

Pandora deu de ombros e praticamente saltitou até o corpo do homem, o pegando pelos pés. Porém quando viu que os demais continuavam paralisados pela frieza de Deanna, pigarreou alto chamando a atenção dos quatro ali.

 — Uma ajudinha, por favor.  — ela disse, atrevidamente.  — O defunto é pesado.

***

Arredores de Alexandria – 2016.

 

Morgan, Rick e Pandora pararam o carro na margem da estrada e começaram a carregar o corpo para dentro da mata que margeava a rodovia. Rick e Pandora carregavam o corpo, sem se encararem, enquanto Morgan ia à frente carregando uma pá.

 — Morgan.   — Rick o chamou.  — Que tal apenas largá-lo aqui?

Pandora soltou um som estrangulado da garganta, um riso irônico. Sabia muito bem que Morgan nunca concordaria com essa atitude de Rick largar o corpo de um ser humano ali. De acordo com ele próprio, cada vida era válida.

 — Morgan se transformou em um hippie filósofo, defensor dos direitos humanos e que aplaude o pôr do sol.  — Pandora disse aquilo e Rick revirou os olhos. A garota apenas deu de ombros.  — Achei que gostaria de saber.

Rick não olhou para ela. Ainda estava com muito ódio e ao mesmo tempo com muita vergonha da conversa que eles haviam tido há algumas horas atrás sobre Oliver Mitchell. Ele simplesmente não estava pronto, e talvez nem quisesse estar, para conversar normalmente com Pandora.

 — Você não faz esse tipo de coisa.  — Morgan disse, ainda olhando para Rick com tristeza nos olhos.  — Eu sei disso.

Morgan se virou e continuou caminhando, enquanto Rick largava o corpo no chão com a ajuda de Pandora e seguia Morgan rapidamente.

 — Hey!  — ele o chamou, fazendo com que Morgan parasse por alguns segundos e encarasse Rick.  — Você não sabe.

Morgan cerrou o maxilar, como se impedisse a se mesmo de dizer algo e se virou, jogando sua mochila no chão e começando a cavar. Rick observou o amigo por alguns segundos, enquanto Pandora fechava os olhos, começando a ouvir um barulho ensurdecedor.

Eram eles, ela sabia, tanto pelo cheiro de podre quanto pelo barulho. Talvez nenhum dos dois homens ali pudessem saber, mas ela, com toda sua sensibilidade a respeito dos walkers, sabia muito bem que haviam milhares deles em algum lugar perto dali.

Pandora agarrou a mão de Rick por instinto, olhando para frente, para um local não especifico. O homem a olhou surpreso, pela primeira vez no dia e franziu a testa quando ela se soltou dele e começou a andar para frente, se embrenhando mais ainda na mata.

A garota seguiu o cheiro e o barulho, enquanto os dois homens a seguiam de perto, confusos pela repentina vontade de passear de Pandora.

Não demoraram muito e os três chegaram à beira do que parecia ser um penhasco de pedra. E lá em baixo, presos apenas por caminhões dentro de um buraco na pedreira, estavam milhares e incontáveis walkers que caminhavam de um lado para o outro e se espremiam na cratera.

 — Que cheiro gostoso.  — ela disse, ironicamente, porém foi ignorada pelos dois.

Pandora olhou de Morgan para Rick e percebeu a preocupação no olhar dos dois homens. Foi naquele momento que se tocou que aquilo devia ser uma gigantesca ameaça para eles.

 — Ah.  — ela disse, abobalhada.  — Isso não deve ser nenhum pouco seguro para vocês.

Nenhum dos homens teve tempo de responder, pois os três olharam para trás quando viram o garoto adolescente de antes correr desesperadamente, enquanto era perseguido por seis walkers. O garoto corria diretamente para o penhasco e poderia cair a qualquer momento.

Pandora foi mais rápida do que os outros dois, quando o garoto deu um passo em falso e da borda do penhasco, ela sacou o chicote com agilidade e laçou o adolescente pela cintura, o pendurando no ar, enquanto os walkers passavam por ele e caiam lá em baixo.

O problema foi que o garoto era muito pesado para que apenas ela o segurasse pendurado. Pandora soltou um grito de dor quando sentiu o chicote passando por suas mãos e rasgando a pele delicada. Começou a ser arrastada pelo peso do garoto em direção ao penhasco também. Porém Rick se jogou em cima dela, a ajudando a segurar o chicote e parando sua iminente queda.

Rick enlaçou os braços ao redor da cintura de Pandora, enquanto usava uma grande pedra que havia ali do lado para se impulsionar com os pés e trazer o garoto para cima. Morgan correu em direção à beira e ajudou o adolescente a voltar para cima, fazendo com que Rick e Pandora caíssem para trás na terra pelo impulso.

Pandora viu que havia caído por cima de Rick e se levantou em um pulo, estalando o chicote com fúria e olhando em direção ao garoto que estava esparramado no chão.

 — Adolescente idiota!  — ela ralhou.  — Estava tentando nos matar?

Morgan a parou antes que ela avançasse no garoto.

 — Acalme-se, Pandora.  — ele sussurrou em seu ouvido.  — É apenas um adolescente, todos eles agem estupidamente às vezes.

Pandora o olhou indignada.

 — Não são não!  — ela disse.  — Carl não é estúpido assim!

Rick suspirou, parando ao lado de Morgan e olhando para o garoto com reprovação.

 — O que está fazendo aqui, Ron?  — ele perguntou, calmamente.

Ron olhou de Pandora para Rick e se levantou do chão reunindo os cacos de sua dignidade adolescente.

 — Eu queria saber onde meu pai estava sendo enterrado.  — ele disse, atrevidamente.  — Já que ninguém o quis do lado de dentro.

Pandora olhou para Ron por um momento antes de suspirar e revirar os olhos.

 — Esquizofrênico.  — ela disse.

***

 

Eugene, o gordinho de mullet se assustou com a alta velocidade com que o carro de Rick vinha em direção à Alexandria e abriu os portões imediatamente, já pensando que se tratava de algo urgente.

Rick, Pandora e Morgan, depois de muito brigar com Ron, o filho de Jesse Anderson, avaliaram toda a situação daquela pedreira cheia de walkers. Rick havia constatado que o motivo de Alexandria não ter sofrido de um grande ataque de hordas de walkers fora exatamente por que todos eles haviam parado naquele buraco.

Descobriram também que a única coisa que segurava os walkers dentro daquela pedreira eram quatro caminhões prensados um contra o outro em dois diferentes pontos. Um que estava em um ponto baixo e deixava fácil para os walkers escaparem de um a um pelas frestas e outro que corria risco de deslizamento, fazendo com que os milhares de walkers fossem livres para ir em direção a Alexandria e atacar a comunidade.

Rick pulou do veiculo imediatamente assim que o carro atravessou os portões.  Morgan o seguiu, enquanto ele ia falar com Deanna sobre a questão alarmante que haviam descoberto. E Pandora fora responsável por cuidar do intrometido Ron.

Pandora puxou o garoto de dentro do carro bruscamente, enquanto via que as pessoas curiosas se reuniam ali em busca de saber o que havia acontecido para tanta pressa e desespero.

 — Hey!  — Pandora ouviu uma voz feminina gritar e viu que uma mulher loira, jovem e bonita corria em direção a ela, e parecia furiosa com algo.  — Você aí!

Pandora parou de empurrar Ron e esperou que a mulher chegasse até ela e parasse com as mãos na cintura.

 — O que pensa que está fazendo? Sou a mãe dele!  — ela disse.  — O filho é meu, não faça isso!

Pandora arregalou os olhos por um momento, e então sorriu ironicamente. Então aquela era a famigerada Jessie Anderson. Controlou-se para não rir, enquanto estendia a mão em direção a Jessie, com sarcasmo.

 — Sou Pandora.  — ela disse, veneno escorria de suas palavras.  — A ex de Rick.

 

 

 


Notas Finais


GENTE KKKKKKKKKKKKK Eu Juro que eu não vou fazer a Jessie e a Pan brigarem de arrancar as cabelos! Ambas são finíssimas e homem não merece isso! NEM O RICK!
Huuummmm! Comentem e favoritem! Quero saber o que vocês acharam!
Até o próximo!
- Duda.


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