História Patys unidas jamais serão vencidas - Capítulo 2


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Categorias Seventeen
Personagens Boo Seungkwan, Hansol "Vernon" Chwe, Hong Jisoo "Joshua", Jeon Wonwoo, Junghan "Jeonghan", Kim Mingyu, Lee Chan "Dino", Lee Jihun "Woozi", Lee Seokmin "DK", Seungcheol "S.Coups", Soonyoung "Hoshi", Wen Junhui "JUN", Xu Ming Hao "THE8"
Tags Chanhao, Hozi, Jeongcheol, Junhao, Meanie, Nahu Me Obrigou, Patricinhas, Seventeen, Soonhoon, Verkwan
Exibições 153
Palavras 5.225
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Escolar, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olha quem voltoooooou, bem cedinho né? Eu tava tão ansiosa que veio papapum e eh nos
Só queria deixar claro que os capitulos todos estão grandes assim, pois não me controlo qq Queria também agradecer pelos faves aaaaa amo vocês

ENFIM

Boa leitura e até as notas finais.

Capítulo 2 - Dias de tretas, dias de mais tretas


Ok.

 

Não é como se eu não esperasse encontrar a ralé por aqui, mas tão cedo assim? Seungcheol, Dokyeom, Soonbosta (melhor apelido que já dei pra alguém) e Mingyu estavam parados a nossa frente, todos trajavam sorrisos em seus rostos, tamanha alegria me dava vontade de vomitar. Mas tudo bem, parece que o destino quer que eu acabe com esses sorrisinhos.

 

— Vejam só quem está aqui, é o Jeonghannie! Quando foi que te soltaram do canil? Ou você fugiu? — Haha, que ofensa.

 

— Eles me soltaram pra ir te caçar e te devolver pro galinheiro.

 

— Cadê a sua classe, lindo? — Esse tal desse Soonbosta tá achando que é quem?

 

— Foi pra casa do caralho. — Alguns alunos já estavam se aglomerando à nossa volta, todos estavam agitados, provavelmente estavam esperando a gente sair no tapa, mas eu sou muito fino pra isso.

 

— Jeonghan! — Jun chamou minha atenção. Ah, me poupe, ele sabe que minha língua é assim. — Não se rebaixe ao nível desses metidos a gângsters.

 

— Jun, você não fala coisa com coisa.

 

— Obrigado pelo apoio, Jihoon.

 

— Ai meu Deus! Será que é hoje que o Jeonghan vai ter que cortar o cabelo por falta de um pedaço na cabeça? Minghao, grava isso! — Aquela voz eu reconhecia de longe, Lee Chan, a maior fofoqueira que existe. Estava acompanhado de Minghao — meu leal informante —, pra variar.

 

— É melhor vocês calarem a boca. Eu não sou gângster, sou fina, mas posso arrastar a cara de vocês no asfalto se eu quiser. — É isso mesmo? Ele me ameaçou?

 

—  É, ele pode mesmo!

 

— Pau no seu cu, Mingyu. — Seungkwan devia estar se segurando muito pra não falar nada na cara desse bando de cão.

 

— Você tá me ameaçando, é? — Eu tive que parar para dar aquela respirada porque olha! — Eu vou te degolar, seu saco de bosta! Você e esse zoológico que tu chama de grupo!

 

— Não sei do que você tá falando, você tem um pinguim e um veado do seu lado. Só animal selvagem.

 

— Mas Seungcheol, somos todos viados!

 

— Olha, Dokyeom, não dá pra te defender. — Ai meu Deus, eu to rindo.

 

— Olha, Seungcheol. Pior que você só o seu grupinho. — Como eu amo o Jihoon destilador de veneno!

 

— Ninguém te perguntou nada, gnomo de enfeite. — Eu vi o pequeno se encolher com a ofensa de Soonyoung e por um momento achei que ele tinha se abalado com aquilo. Ele é inseguro com a altura dele sim, mas ele não costuma se importar com piadas. Aaaah, eu vou esfolar o rosto desse filho da puta!

 

— Você é tão lastimável que já está apelando pras inseguranças de outra pessoa pra poder mexer com ela. Você me parecia ser a única pessoa decente desse grupo de trogloditas, mas parece que não é mais. — Agora foi a vez de Hoshi se encolher no seu lugar. Vejam só, agora ele está tristinho? Me poupe.

 

— Você acha que ele liga, meu amor?

 

— Para de latir, seu embuste. — Seungkwan respondeu Seungcheol com uma cara de enjoo, ele já estava enjoado daquela discussão, eu também estava.

 

— Tá tudo bem, Jeonghan. — Ah, meu bebê, eu sei que não está. Por que ele sempre faz isso? Ele sempre diz que está tudo bem, nunca me conta o que aconteceu nem nada. Outra pessoa que eu vou esfolar mais tarde.

 

Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa aos filhos do demônio, o sinal tocou indicando o início de nossas aulas. Eu não podia deixar aquilo ficar assim, não mesmo. Eles ainda iam se ver comigo, principalmente aquele Hoshi.

 

— Se você pensa que eu vou deixar isso barato, você tá muito enganado, abram seus olhos. — Eu estava um pouco, talvez muito, irritado, mas Jihoon abraçou meu braço e pediu para irmos para a sala dele. Eu fiquei sem chão, ele raramente faz isso. Esse garoto é um mistério pra mim, mas eu ainda vou desvendá-lo.

 

— Vai fazer o que? Colar chiclete no meu cabelo? — Ele está me testando. Esse Seungcheol não perde por esperar.

 

— Vamos, Jeonghan. — Eu não pude fazer nada além de obedecer o pedido de Jihoon então ignorei a resposta de Seungcheol e me deixei ser levado pelo braço até a sala do pequeno a minha frente.

 

Os outros dois garotos andavam atrás de nós, deveriam estar tão confusos quanto eu. Quando chegamos à sala de Jihoon, ele apenas se despediu de nós com um beijo na bochecha de cada um e sentou na sua carteira. Depois dessa despedida não costumeira por parte de Jihoon, eu e meus garotos descemos até a nossa sala. A aula já havia começado e, para o nosso azar, o professor estava presente. Pedimos permissão para entrar que foi concedida junto de um sermão, coisa que ele sempre faz, mas que serve pra vários nadas.

 

Os lugares da nossa turma eram marcados com aquele professor porque ele tem o prazer de ser chato. Misericórdia. Ele dizia que nossa turma era muito agitada, os professores estavam sempre reclamando de nós e viviam dizendo que éramos a única turma bagunceira do colégio. Mentira, óbvio. Meu lugar era relativamente longe do de Seungkwan e Jun, porque por incrível que pareça, eles conseguiram sentar juntos. Fiquei bem puto porque eu fui o único separado, mas tranquilo.

 

O professor já havia começado a explicar a matéria, que por sinal era nova, mas que eu não estava ligando muito. Era português e modéstia à parte, eu sou muito bom em português. Inclusive já estava por dentro daquilo que ele explicava para os alunos. Ele falava sobre gêneros textuais e eu estava dando zero fodas para aquilo, estava mais preocupado em decifrar o motivo de Jihoon ter ficado sentido com o que o Soonbosta disse a ele.

 

Aquilo tinha deixado o meu pequeno realmente afetado, será que foi porque foi o Hoshi quem disse? Eu me lembro de a que antes do Jihoon virar meu amigo, eles dois andavam juntos de vez em quando. Eu me pergunto que tipo de relação eles tinham antes de eu chegar. Eu nunca cheguei a perguntar, nos conhecemos há mais ou menos um ano e se ele não mencionou esse assunto é porque ele não quer falar disso. Eu não seria assim com uma pessoa normal, mas Jihoon conseguiu mudar um pouco do meu jeito, fez eu me importar mais com as outras pessoas. Um problema grande, claramente, mas eu não posso fazer mais nada.

 

Fui tirado dos meus devaneios pelo professor que deu um grito na turma barulhenta. Agora ele passaria exercícios, ótimo. Vou copiar porra nenhuma.

 

Mentira, vou sim, ou ele tira ponto meu.

 

Eu estava copiando o ultimo exercício quando fui atingido por uma bolinha de papel vindo de sei lá onde. Eu só quero saber quem foi porque eu vou arrancar os olhos.

 

— Quem foi o arrombado que jogou essa bola em mim?

 

— Jeonghan! — Opa, esqueci desse estrume que dá aula.

 

— Desculpa, professor. Você é lindo.

 

— Foi mal, Jeonghan, era pra acertar no trouxa atrás de você. — Um garoto muito aleatório disse rindo, resolvi olhar para o tal trouxa atrás de mim e pude ver Hansol, o lerdinho da turma. Ele é bolsista, lerdinho, como eu já disse, e bem quieto. Eu nunca mexi com ele, eu tenho é pena do coitado. Sofre muito por ser bolsista numa escola como essa, eu não sei porque as pessoas tem tanto preconceito com isso.

 

Nossa, to me sentindo A defensora dos inocentes.

 

Hansol estava encolhidinho no seu lugar e, por algum motivo, pensei ter visto ele trocar olhares com alguém. Espera, ele trocou olhares com alguém? Olhei na mesma direção que ele, e nossa, mas que merda. Ele estava olhando para Seungkwan, ele apenas devolvia o olhar. Será que são amigos? Por que esse cachorro não me contou? Ah, foda-se também. Ele vai dormir no chão. Ah, não dá.

 

— O quê que tu tanto olha pro Seungkwan?

 

— O que? — Ai, coitado, tá se fazendo de sonso, é?

 

— Não faz a pêssega, eu to vendo você trocar olhar com o Kwan, abre o olho, meu filho.

 

— Por quê? — Puta que pariu.

 

 — Vai ficar de putaria? Eu enfio um rato na tua goela, palhaço.

 

— Me desculpa,Jeonghan! — Caralho, ele tá tremendo, socorro. — Eu só acho ele bonitinho, sabe. Mas eu não olho mais, eu juro! Juro de dedinho! — Ele levantou o mindinho, quase que eu arranco ele com a boca. Mas ele parece ser gente boa... Vou desenrolar ele pro Kwan! AAAAAAAAAA! Melhor ideia, sim.

 

— Mas escuta,Hansol. Tu não quer que eu desenrole para você? Consigo o cu dele para você facinho.

 

— C-como? — Haha, que fofo. — Você oferece o seu amigo assim tão fácil?

 

— Não me veja de forma tão ruim, mas é verdade, né? Seungkwan tá na seca há um tempão, ele tá precisando. Se bem que você deve estar na seca há mais tempo que ele... Tá, é mais fácil eu tirar o Seungkwan da seca do que você, mas com um pouco de coragem a gente vai pra frente. Ou não, não sei agora. — Opa, falei muito rápido. Ele tá todo assustado, parece que viu alguém com o cabelo ressecado e amarelo.

 

— Não precisa disso não, Han. — Ele me deu um apelido? Uau.

 

— E também, não to oferecendo ele pra qualquer pessoa! Você claramente vai cuidar dele, vai ser um bom namorado pro meu melhor amigo!

 

— O-obrigado, — Ele tácoradinho, eu vou gritar! — Mas eu já tenho um namorado.

 

— E tá olhando pra outra pessoa por que, seu cachorro? — Dei um tapa na cabeça dele, dei mesmo.

 

— Eu já disse, eu só acho ele bonito!

 

— Tu não grita comigo não, ein!

 

— Desculpa! — Vou parar de gongar o garoto, juro. Eu me virei pra frente novamente e voltei a pensar em Jihoon. Talvez eu passe muito tempo pensando nele? É, mas ele é meu amigo e eu me preocupo com ele. Se eu pudesse saber o que se passa na cabeça dele seria ótimo, sério. Ah, mas ficar pensando nisso não vai me ajudar de nada, né? Eu preciso ter uma conversa séria com ele, mesmo se ele não quiser falar comigo, eu não quero saber. Era pra sermos confidentes, sabe? Eu conto tudo da minha vida pra ele, talvez porque eu seja muito falador mesmo, ou porque eu sou idiota. Mentira, eu sou esperto, ok? Mas pelo tempo que nos conhecemos pelo menos pequenas coisas ele deveria me contar, porra.

 

Mas quer saber? Pensar nisso durante a aula também não dá, vamos olhar pros meninos bonitos que é melhor. Ah, espera, não tem. Ou tem? Sei lá, sou muito exigente nos padrões de beleza, sei lá mesmo. Bom, tem um menino aqui que nossa, eu sentaria. O nome dele é Wonwoo, só Wonwoo porque eu não fiz questão de saber o sobrenome. Na verdade, pra que saber o nome de quem você só vai sentar? Pois é, também não sei. O único problema dele é que ele é um viajado do caralho, rolam muitos boatos de que ele fuma umas ervinhas mágicas, mas eu acho que ele é assim retardado mesmo.

 

Ele também repetiu de ano, mas o bicho é inteligente. Viu como ele é retardado? E ele só não saiu da escola porque os pais dele pagaram o dobro da mensalidade ao diretor para ele ficar aqui, eu fiquei bem “uau”. Ele também tem carteira de motorista, chega sobe um fogo, ui.

 

Tirando ele, ninguém aqui me dá vontade de sentar. Tem uns que dão pro gasto, mas nada demais. Tem o meu ex, o Joshua, mas quem é que senta em ex? Ainda mais do jeito que esse cachorro tá agora. Ele era lindo, com o cabelo cor de pêssego, andava com roupas delicadas e era um amor de pessoa. Ele pertencia ao meu grupo, era perfeito, mas no fim ele se mostrou outra pessoa. Como, você me pergunta? Basicamente me traindo e, ainda por cima, com Seungcheol! Se eu fiquei bolado? Eu achei que fosse arrancar o pau de Joshua e fritar pro Seungcheol comer. Mas amor próprio é tudo, sabe, gente? Se isso alguma vez te acontecer, tudo o que você tem que fazer é se mostrar superior à tudo isso e dizer “caguei pra você, meu querido”.

 

Mas viado, depois que terminamos, ele se transformou.

 

Ele foi um trouxa porque no final Seungcheol só queria uma foda e, acima de tudo, me atingir. Ele não conseguiu então apenas deu um fora em Joshua. Eu tenho peninha dele, ele começou a andar com uns caras mais velhos que gostam de rock e essas coisas de gente bruta, ele começou a fumar — coisa que eu odeio porque faz o cabelo ficar com um cheiro horrível! — e até hoje eu acho que ele faz ritual satânico com carne seca atrás da escola, mas isso é problema dele.

 

 E já que é pra falar de trouxa, falemos de Minghao. Ele estava bem do outro lado da sala puxando o saco de Jun como sempre faz. Eu sinto pena dele também, porque Jun não gosta nem um pouco de relacionamentos sérios, sei disso porque ele vive me dizendo que não quer se machucar como já aconteceu há muito tempo.

 

Além do mais, Minghao é um puta fofoqueiro, vive pulando de grupo em grupo pra pegar todas as fofocas. Se eu não me engano ele tem um blog, ele difama uma galera lá e nossa, eu gosto ao mesmo tempo em que não gosto. Socorro, rindo de nervoso. Minghao nunca ousou falar de mim no blog, ele sabe muito bem que eu não sou idiota e que qualquer coisa que ele comentasse sobre mim naquele site estúpido seria um copo de vitamina de caco de vidro pra engolir. Sim, sou muito criativo para torturas.

 

Além de Minghao, um menino mais novo o ajuda a administrar aquele blog, era Lee Chan. Nome inteiro porque a mãe dele foi uma retardada de ter colocado esse nome escroto no filho, eu só não tenho pena dele porque eu já dei pena demais, o que seria de mim sem minhas penas? Uma galinha feia e depenada, né? Mentira, eu sou um pavão fabuloso. Enfim, esse garoto é um cão, consegue ser pior que os maiores cães que há, ou seja, Seungchorro e seus filhotes. Eu nem sei como chamar essas cavalas.

 

Então, Chan é uma pessoa muito puta. Que garoto puto! Ele tem quinze anos, então não pode entrar em boates, mas a bicha ama essas coisas então falsificou a identidade só pra poder entrar. Ele pega um menino toda noite, disso eu sei porqueMinghao me contou. Aliás, esse Chan só não é mais fofoqueiro do que o Minghao, ele consegue ser o segundo mais bocudo da escola. Sim, da escola! Mas diferente do Minghao, que conta a verdade, Chan vai mais além. Ele mente na cara dura. Ama inventar um fofoquinha falsa pra ver o circo pegar fogo. Quando não me envolve, nossa, amo assistir, mas se for comigo... Eu não me controlo não. Uma vez ele foi brincar de dizer que meu cabelo não era natural. Eu virei minha mão na cara dele! Aqui não é bagunça não, meu amor!

 

Hoje em dia, ele só abre a boca para falar de como eu sou incrível.

 

Eu estava bem quietinho até, afinal, eu estava longe dos meus amigos e perto de um bando de fracassado que eu não tenho nada a ver, mas mais quieto que eu, estava o grupo de Seungcheol, que estavam juntos. Não é que eu esteja pensando neles e tudo mais! Mas nas aulas eles estão sempre conversando alto ou zoando outras pessoas, entre elas estava eu. A diferença é que eu dava a volta por cima, pois sou digno. Mas hoje em especial, estavam todos quietos, com exceção de Dokyeom, que estava dando a louca como sempre.

 

Já disse que odeio todos eles? São todos tão insuportáveis, honestamente, eles se merecem. Todos eles, menos Mingyu, se conheciam desde que entraram nessa escola, junto comigo. A rivalidade entre nós começou logo depois, eu só não me lembro como. Isso é engraçado, mas tá.

 

De qualquer forma, o ódio pelo líder do grupo veio e eventualmente pelo resto dos membros dele.

 

A começar por Soonyoung, apelidado pela metade da escola de Hoshi. Acabei por pegar o apelido também, apesar de saber que significa estrela. Ele é até bonitinho, admito. Ele se veste bem também, se não fosse amigo de Seungcheol seria ótimo tê-lo me ajudando. Socorro, olha o que eu estou falando. A questão é que esse menino não presta.

 

Ele é falso demais - não que eu não seja, mas ele passa os limites -, é exagerado pra caralho, tem uma vozinha irritante, além de falar muito o que não deve, e acima de tudo, ele é filho do dono da empresa que sabotou a da minha família. Negócios não me interessam, eu nem sabia o que tinha acontecido direito na época, mas sei que Hoshi chegou espalhando sobre o incidente pra escola inteira e fez piadinha com isso. Ele ainda deu trufa pro Seungcheol contando todos os detalhes, fazendo ele ter motivo pra me arrasar. Conseguiu? Um pouco, mas eu sigo firme e forte. Com raiva do Hoshi, mas firme e forte.

 

Depois dele vem o idiota do Mingyu. Este viado é chato pra caralho, sério. Um ano depois da nossa chegada nesta escola ele apareceu. Ele parecia ser legal até, mas socorro! Não se passou uma semana e ele já estava envolvido em uma briga, duas semanas se passaram e lá estava ele de castigo por brigar de novo. Tempos depois ele veio pedir a mim para andar comigo e meus amigos. O que é que eu vou querer com um troglodita desses? Mandei ele educadamente ir à casa do caralho. Ele é outro exagerado, saiu correndo como se eu tivesse apontado uma arma pra cabeça dele.

 

Se eu pudesse, fazia isso mesmo.

 

Dias depois ele estava andando com Seungcheol. Eu não me surpreendi, sabe? Minghao me disse que os dois já tinham transado, mas ai já são outros quinhentos. Não tenho nada a ver com a vida deles, só gosto de fofocas mesmo.

 

Também tem o Dokyeom. O nome dele não é esse, mas eu não faço questão de saber. Enfim, ele é a pessoa mais escandalosa que eu já conheci na minha vida. Não é exagero, ele grita para todos os lados. Parece que quer mostrar que seu vocal é bom, mas, querido, não é assim não. Ele é barraqueiro, muito barraqueiro. Meu amor, se você esbarrar nesse garoto se prepare porque você vai ouvir muito, isso quando ele não vira a mão na sua cara. Eu já tive essa experiência. Sim, ele se atreveu a me bater. Mas não ficou barato, eu devolvi a surra e esse viado ficou com uma puta falha na sobrancelha.

 

Levei advertência? Sim. Meu pai quis me espancar? Ele quis, mas minha mãezinha não deixou. Beijos, mãe.

 

E por último temos Seungcheol. Nossa, sem palavras pra dizer o quanto eu odeio esse moleque. Talvez meu motivo para não gostar dele seja muito idiota — não é, tá? —, mas poxa, o que ele fez foi para provocar, sabe? Nós tínhamos acabado de chegar na escola, primeiro ano do ensino médio. Estavam recrutando membros paras os clubinhos e claramente eu estava afim de participar do coral. As vagas acabavam num piscar de olhos, então foi uma disputada acirrada, mas eu estava me garantindo. Me garanti até demais.

 

No mesmo dia em que fui fazer minha audição Seungcheol também foi. Eu nem liguei muito, estava confiante. Apenas nós dois fizemos audição naquele dia, pois era praticamente o último, então tratei de dar o meu melhor, muito exibido sim. Mas Seungcheol não ficou para trás, ele deu um show também. Mesmo com a voz que ele possui — que eu acho que serve mais para rap, por exemplo, do que para canto — ele arrancou suspiros das meninas que nos julgavam e aplausos dos meninos. Não que eu não tivesse recebido também, eu sou incrível, né. Mas como eu disse, estava acirrado. No final o que eu jurei que não fosse acontecer aconteceu, eu perdi para Seungcheol.

 

Parando para pensar, foi mérito, não é? Sim e não. Eu cheguei a aceitar que ele era melhor vocal que eu, mas depois de três dias após sua entrada no grupo ele saiu de lá e eu fiquei sem entender nada. Só sei que fiquei irritado. Aquilo foi ridículo, ele chegou no lugar já falando comigo, todo simpático, até achei que podia deixar ele se aproximar. Mas foi um engano. Mais dias se passaram e eu descobri através de Chan que Seungcheol só havia feito a audição pro grupo porque eu tinha feito. Eu tentei não me irritar, mas acabou sobrando para a parede. Aquilo foi pura implicância dele, porra! Ele conseguiu tomar meu lugar e depois simplesmente saiu! Eu sinceramente quis explodir a cabeça em um micro-ondas, mas é preciso manter a classe.

 

O máximo que fiz foi gritar pra caralho no ouvido dele, dizer que o que ele fez foi pura sacanagem. Nem dei chance para ele falar e ele parecia assustado com minhas palavras. Mas não me arrependi, eu nunca me arrependo. Eu só não parti pra porrada porque eu já havia levado uma advertência e não estava nem um pouco afim de receber outra. Eu fiquei um mês sem poder sair, sou nem louco de perder esse direito de novo.

 

A questão é que eu fiquei muito puto com aquilo, mas depois de um tempo a raiva passou, mas o ódio permaneceu. Lindas palavras, eu sei. Felizmente sou uma pessoa muito afrontosa e fiz questão de botar moral naquele moleque, mas o pior é que ele resolveu bater de frente também. Meus amigos também quiseram bater de frente com os de Seungcheol, uma verdadeira guerra.

 

De alguma forma, eu me tornei tão conhecido quanto, sei lá, o diretor da escola. Em questão de seis meses eu consegui me tornar aquela pessoa que se você não sabe quem é, você não pode se considerar aluno da escola. Fazer o que, eu posso. A fama também caiu nos meus queridos amigos e, mais tarde, no grupinho de Seungcheol. Nossas constantes brigas também se tornaram conhecidas, não podíamos nos encontrar no corredor que já juntava logo uma multidão de alunos enxeridos querendo ver sangue.

 

Um barulho estridente soou na sala, a aula do professor mala finalmente tinha acabado. O próximo tempo seria o da minha professora favorita, era o que me fazia ficar em dúvida sobre ir ou não à escola nesse dia. Ela entrou na sala e com um sinal de mão fez a turma inteira se calar. Suas aulas eram muito interessantes, conseguiam nos prender de verdade. Resolvi parar de pensar e prestar atenção na aula dela.

 

 

- Patys unidas jamais serão vencidas -

 

 

O resto da aula seguiu comigo prestando atenção nas explicações como bom aluno aplicado que sou. Depois que a professora nos passou um trabalho — que eu super quero fazer, por incrível que pareça — Jun e Seungkwan vieram se sentar perto de mim, merecido, já que passei metade da aula sozinho. Lanchamos no quarto tempo e depois ficamos conversando pelo resto do dia.  Seungkwan me contou que ouviu Mingyu dizer que vai sair na porrada, literalmente, com um garoto totalmente desconhecido por mim. Jun disse que trataria de mudar de lugar o mais rápido possível, não dava pra ficar perto daqueles animais. Eu concordo com ele, graças a Deus estou bem longe desses cavalos.

 

Agora eu estava arrumando meu material, pois a aula já estava para acabar. Seungkwan estava na carteira ao meu lado, ele havia expulsado um menino nada a ver com nada para sentar ali. Já Jun foi um pouco menos rude, pediu educadamente para que Hansol saísse dali, pena que o coitado negou e levou um berro na cara. Junhui é uma pessoa bem calma, mas nunca negue algo que ele pede, a calmaria acaba na hora.

 

Enquanto Seungkwan lixava suas unhas, Junhui jogava um jogo no seu celular. Ambos nem se deram ao trabalho de tirar os cadernos de dentro da mochila, eu sou a única pessoa exemplar mesmo. Voltei a me sentar normalmente com a minha mochila em mãos, mas pulei da cadeira quando senti meu telefone vibrar no meu bolso.

 

Não me julgue, foi um puta susto!

 

Desbloqueei a tela para ver quem era o demônio que estava mandando mensagem e vi que era a minha mãezinha. Desculpa mãe. Ela só queria saber se estava tudo bem por aqui, se eu estava me comportando e todo aquele blábláblá de mãe coruja. Respondi que estava tudo ótimo e dei tchauzinho pra ela, bloqueando a tela novamente.

 

— Vem cá, a gente não vai embora não? — Puxei Seungkwan pelo braço, ele estava de fone, nem devia estar me ouvindo.

 

— Ah, sei lá. Que hora é?

 

— Tu tá com o celular na mão, como eu vou saber?

 

— Já vamos sair, fiquem quietos. — Jun disse pedindo com um sinal de mão. Ué, gente? É TPM? Mas ele não tem útero, então ele só está de palhaçada. — Eu estou com dor de cabeça.

 

— Ah sim. Ainda bem que explicou, quase que leva um tapa na cara. — Ri leve e deixei meu lado maternal tomar conta. — Vem cá. — Fiz Junhui inclinar sua cabeça para trás e comecei a fazer carinho em seus cabelos. Ele sorriu para mim e fechou seus olhos. Seungkwan apenas riu e voltou sua atenção para o seu celular.

 

Quando meus amigos não estavam se sentindo bem, eu fazia coisas assim para alegrá-los. Era o nosso segredo, até porque é bem raro eu demonstrar esses atos de afeto, ainda mais em público. Mas se fossemos parar para pensar, somos bem como uma família. Eu era a mãe — solteira, já deixo claro — de três meninos maravilhosos. Jihoon foi adotado, mas eu amo muito esse viado. Essas pragas me fazem cada raiva, me fazem passar vergonha de vez em quando e dão um trabalhão, mas eu amo cuidar deles. Quando eu vejo Jun dar uma resposta digna a algum embuste, eu me sinto feliz, afinal, ele aprendeu tudo que sabe comigo.

 

Seungkwan não, Seungkwan é um demônio desde que nasceu.

 

E eu fiquei ali, pensando coisas fofas que eu não costumo pensar e fazendo carinho em Junhui, até que o sinal bateu e os alunos começaram a sair da sala como um bando de animais. E eles são, né. Me levantei e pus minha mochila em minhas costas. Eu até teria pegado a de Junhui, mas lembrei de quando eu estava com dor nas costas e ele não quis carregar a minha. Sou vingativa sim.

 

— Ainda vamos à sorveteria? Ou você está muito mal, Junnie?

 

— Estou bem, Seungkwan, Hannie me deixou mais relaxado.

 

— Muito obrigado. — Dei um sorriso convencido, viu como eu sou uma pessoa incrível? — Jihoon já deve ter saído e a gente aqui fazendo hora. Vamos logo.

 

— Falando de mim? — Jihoon brotou que nem satanás naquela sala.

 

— Falando no diabo. — Seungkwan disse e recebeu um soco no braço como resposta. Eu ri. Ele fez uma cara de sofrido, mas nunca que ele iria devolver. — Desculpa, desculpa. Mas olha a marca! Só o diabo mesmo.

 

— Ah, cala a boca. — Ele empurrou Seungkwan e veio até Junhui e eu. — Nós vamos na Premium?

 

— Que diabo é isso?

 

— A sorveteria, idiota. — Seungkwan tá pensando que é quem pra falar assim comigo?

 

— Eu te dei educação, tá? E vocês acham que eu decoro nomes? Eu, hein.

 

— Seria normal se a gente não fosse lá uma vez por semana.

 

— Que seja.

 

— Vamos, gente, eu to com fome.  — Jun disse e Seungkwan quase deu um tapa nele, mas deve ter lembrado que o coitado estava com dor.

 

— Já vamos, querido. Sossega seu cu. — Eu disse passando a mão no cabelo. Devia estar meio bagunçadinho, mas até assim eu sou bonito.

 

— E a briga, gente? — Jihoon era de outra turma, mas já estava sabendo dos babados, impressionante. — Na minha turma estão dizendo que vai acontecer amanhã!

 

— A escola inteira deve estar sabendo, se sua sala já está sabendo.

 

— Claro que não, Jun. Mas o garoto que vai apanhar do Mingyu é da minha turma. Eu estou rindo muito, ele tá morrendo de medo.

 

— Vamos andando, por favor. Até eu to com fome. Fome de sorvete. — Sou ridículo? Não, só um pouquinho. — Mas me fala, o que esse menino fez pro Mingyu querer bater nele? — Andávamos logo para não sermos os últimos a saírem da escola, nunca é legal ficar para trás. Os seguranças da porta parecem que vão te engolir.

 

— Não faço ideia. Esse brutamontes deve bater nos outros por prazer.

 

— Concordo. — Chegamos ao portão do colégio e descemos a rua, parando onde a sorveteria fica. O letreiro estava aceso, levando em consideração que já estava começando a escurecer. Ele era azul bebê e o nome do estabelecimento estava destacado em rosa shock. ‘sorveteria Premium’ era o que estava escrito. Eu acho que devia mesmo tentar decorar o nome do lugar. Ah, deixa pra lá.

   

Entramos no local e nos sentamos em uma mesa próxima à saída, ao lado esquerdo. Era uma mesa com estampa quadriculada preta, os assentos eram estofados e vermelhos, bem bonitinhos. As paredes do lugar possuíam pôsteres de bandas antigas e até mesmo tinha uma Jukebox mais para os fundos. É um lugar lindo, eu simplesmente amo vir aqui. Não é à toa que venho aqui toda semana. E o sorvete daqui é tão bom! Eu poderia passar uma vida falando do quanto eu gosto, mas prefiro comer logo. Uma garçonete já conhecida veio até nós e fez uma reverência formal.

 

— Boa tarde, meninos. O que vão querer hoje?

 

— Eu vou querer uma taça só de chocolate! — Jun muito guloso, pediu logo o que eu mais queria só pra eu ficar salivando. Vai ter volta.

 

 — Só porque eu to de dieta, porra. Me dá um sundae ai. — Seungkwan murmurou procurando alguma coisa na sua mochila.

 

— Eu quero um milkshake de morango.

 

— Quero o mesmo que Jihoon, só que de baunilha. — Só não pedi logo uma banana split porque minha dieta começou hoje, qual o sentido de quebrar logo no primeiro dia? Só no terceiro mesmo.

 

— Anotado. Trago logo para vocês, amores. — E saiu. 

 

— Ela é falsa, né?

 

— Todo mundo é falso pra você, Junhui.

 

— To falando sério, Hannie!

 

— Desde que ela traga meu sorvete não tem nenhum problema.

 

— Vai que ela cospe no sorvete?

 

— Ai eu esfrego na cara dela.

 

— Vocês são muito agressivos, nossa. — Quer falar de quem, Jihoon? Eu, ein.

 

— Espera ai, aquele não é o Chan? — Seungkwan apontou discretamente para a entrada do estabelecimento e pude ver que era verdade. Lee Chan estava aqui. Eu não via nenhum problema, mas Seungkwan pegou uma birra com ele que nossa senhora. Chan se sentou em uma das primeiras mesas que viu pela frente e ficou mexendo em seu celular. Parei de observá-lo porque não me interessava.

 

Uns minutos depois a mesma menina que veio nos atender momentos antes voltou com nossos pedidos em uma bandeja, ela nos serviu e nos desejou bom apetite. Por um momento fiquei paranóico, e se ela realmente tivesse cuspido dentro? Preciso parar de prestar atenção nas coisas que o Jun fala.

 

Eu comecei a beber meu milkshake — maravilhoso, devo ressaltar — quando quase o cuspi com a visão que tive.

 

— Oi, Jeonghannie!

 

— O que você quer, Cheol? — Dei meu maior sorriso falso pro cachorro.

 

— Isso não vai dar certo... — Ouvi Seungkwan sussurrar do meu lado. Ah, querido, vai mesmo não.


Notas Finais


Yaaaaay, gostaram?? Eu ando tão ocupada esses dias que mal consegui escrever, ou seja, trabalharei como uma condenada a partir de hoje <3 e agradeçam ao Nahu por isso, é tudo culpa dele. q

Bom, foi isso. Até o próximo capitulo, até segunda que vem <3

Beijos da ca~


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