História Paz e Fúria - Reylo - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Star Wars
Personagens Kylo Ren, Leia Organa, Luke Skywalker, Rey
Tags Amor, Bem, C3po, Chewbacca, Drama, Família, Finn, Kylo, Kylo Ren, Leia Skywalker, Luke Skywalker, Mal, R2-d2, Raiva, Rey, Reylo, Romance, Snoke, Star Wars, The Force Awakens, The Last Jedi
Visualizações 105
Palavras 2.192
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi, gente! Não deixei vocês na mão não!!!! Ta aí, mais um capítulo dessa fic. Eu estava até pensando em soltar dois de uma vez, só que iria demorar muito e eu fico muito ansiosa pra postar um capítulo quando eu termino. E sobre o capítulo de hoje, sim, ele é meio paradão mesmo mas é para um bem maior. Espero que gostem e boa leitura!!

Capítulo 4 - Profundo, mas o quão profundo é tão profundo?


Rey estava desacordada.

Seu corpo deveria ainda estar afundando pelas profundezas do mar de Ach-To, mas ela não saberia. Não sentia nada mesmo; seu coração provavelmente tinha parado de bater. Estaria morta? Rey também não saberia; ela não pensava mais. Sua mente se encontrava numa submersa escuridão densa, silenciosa e indolor. Não sabia nem que estava num estado de inconsciência, onde não havia nada além do vácuo desconhecido... 

Mas inexplicavelmente, em um determinado momento, seu subconsciente começou a pulsar, indicando traços de vida.

Como num sonho, a escuridão, inerente ao estado da mente de Rey, se transformou em imagens desconexas. Sua mente acordou, e ela se tornou uma espectadora das imagens que lhe apareciam e desapareciam em frações de segundos. O pouco que conseguiu processar daquelas projeções foi o suficiente para compreender que eram nada mais que momentos vívidos por ela.

Estava tendo um flashback de sua vida.

Nas visões, era comum Finn e BB-8 aparecerem diversas vezes em momentos diferentes. Rey sorriu ao ver e relembrar do momento em que abraçou a General Leia na base da Resistência. Embora nunca tivesse visto ou conhecido aquela senhora antes de abraçá-la, quando Rey a avistou pela primeira vez, sentiu uma empatia e compaixão absurda por aquela senhorinha. Ela se viu treinando com Luke na ilha e fazendo amizade com os Pinlets na primeira semana. Também se viu quando conheceu Chewbacca e Han Solo na Millennium Falcon.

Rey teve um flashback até com Kylo Ren, durante o interrogatório que ele fez com ela.

Contudo, ao passo em que ela se encontrava num estado de transe, rever o passado a deixou emocionada. Rey sentia saudades do passado. Gostaria de voltar no tempo e reviver as aventuras com Finn e BB-8... gostaria de ter impedido a morte de Han Solo.

Uma tristeza chicoteou-a, fazendo-a debulhar-se em lágrimas até vir a soluçar.

"Mas por quê? Por que choro por uma pessoa que mal conheci direito?"

Ela meditou sobre isso enquanto continuava chorando. Não compreendia o porquê do seu choro. Estaria realmente chorando pelo Han Solo? ela estava triste e não sabia dizer ao certo o porquê. Rey nem prestava mais a atenção nas imagens que apareciam. As lágrimas continuaram rolando pelo seu rosto até uma certa hora em que as visões desapareceram e tudo ficou escuro.

Ela ficou com medo e desejou que alguma coisa acontecesse. Qualquer coisa. 

Não gostava de ficar sozinha. Uma voz, vindo de algum lugar, quebrou o silêncio: 

— Rey... — A tal da voz era suave e gentil.

— Sim, sou eu! — Rey gritou, aliviada pela voz ter confortado-a. A voz voltou a falar:

— Separados são coisas simples... mas muito importantes por si só... — Rey não entendeu o que a voz estava querendo dizer.

— O quê? Isso não faz sentido para mim... quem está aí? —  A voz não a respondeu. Um desespero começou a bater novamente na mente de Rey. Ela não tinha se perguntado antes, mas, aonde ela estava afinal?

Uma névoa começou a surgir lentamente sob os pés dela. Sentiu um frio congelante. Tentou correr da névoa mas seus pés pareciam presos por algo invisível. 

"O que está acontecendo?"

A névoa ficava cada vez pior. O frio da tal névoa arrepiava o corpo de Rey e ia subindo cada vez mais. Quando chegou na sua cabeça, Rey ficou sem ar. O gelo seco estava congelando cada órgão de seu corpo. Seu coração deu uma última batida, prosseguindo de um último suspiro dela. Rey soube naquele instante que sua morte tinha chegado. 

Mas ela estava enganada. Rey acordou, tossindo água. Estava deitada, a areia entrava em contato com seus dedos e a água salgada ardia seus olhos. Tossiu mais água e finalmente, após seus pulmões ficarem vazios, tentou respirar fundo. Acima dela, Luke a observava com uma alegria em seu olhar.

— Que bom que você voltou! — O homem velho exclamou. Rey tentou se recompor inutilmente pois ainda estava em busca de ar. 

— O que... o que aconteceu? — a mulher balbuciou tais palavras.

— Bem, você caiu do penhasco. Um Octopus pelagicus lhe puxou para alto mar, você não conseguiu se livrar de seus tentáculos e então se afogou. Mas, por sorte, eu te salvei. — Rey começou a lembrar dos acontecimentos anteriores. Estava discutindo com Kylo Ren mas eles foram interrompidos quando, do nada, Rey fora puxada e caira do penhasco. Lembrou-se de ter se afogado e de ter sonhado coisas estranhas.

— Onde está Kylo? — Rey inquiriu. Luke ficou sério, mas a respondeu.

— Kylo Ren fugiu. Viu você caindo e aproveitou para desertar da batalha. Um covarde. — Não que Rey não tivesse esperando uma atitude dele como aquela, mas aquilo aborreceu-a de uma forma estranha. Kylo a alertou do perigo. Ela lembrou dele gritando para ela tomar cuidado. Se eles eram inimigos, por que então ele a alertou? logo, seria compreensível ele ter a ajudado depois, e não deixado ela se afogar. Sua cabeça ficou confusa, aquela nova informação de Luke não fez sentido para Rey.

— Ah... — isso foi tudo que Rey pôde expressar. O desapontamento com Ren era grande. Ele quase conseguiu conquistar um pouco a confiança dela. Ela quase acreditou nele. 

Rey prometeu a si mesma que aquela fora a última vez que o deixaria que a enganasse com a sua lábia. 

— Vamos. R2 veio aqui um pouco antes de você acordar avisando que Leia nos mandou uma mensagem. Temo que seja de extrema importância pois desde que você chegou, ela não se importou em mandar notícias. — Luke estendeu-lhe a mão e Rey a agarrou com firmeza. Estava fraca, ainda exausta pelo desgaste da luta que tivera. Teve uma vertigem mas rapidamente se equilibrou. Então eles andaram juntos, com Luke ajudando Rey a não cair pelo caminho enquanto ela se apoiava nele. 

Chegando na tenda de Luke, Rey observou a área a sua volta: haviam os destroços da Árvore Da Força, alguns stormtroopers no chão e muitas, muitas cinzas. Os Pinlets se agitaram quando viram Rey. Eles abraçaram as pernas dela enquanto esperneavam e choravam. O impacto da batalha certamente os traumatizou. Rey pegou um Pinlet no colo e o levou para dentro da tenda.

Luke ofereceu uma sopa para Rey. Ela estava com fome e a aceitou de bom grado. Deixou o Pinlet no chão, que rapidamente, saiu correndo da tenda. Talvez eles não gostassem de lugares escuros. Ela bebeu um pouco da sopa, que a aqueceu. Depois de quatro goles, disse:

— Então? Onde está a mensagem? — Luke estava ocupado, tentando achar o receptor de hologramas. Ele procurou por alguns minutos, sem ainda ter respondido a pergunta de Rey. Ela esperou calmamente.

— A-ha! aqui está. — Ele sentou-se e ligou o aparelho. Apertou o botão da caixa postal e no mesmo segundo uma figura holográfica surgiu. Era a General Leia Organa. A pequena mulher logo começou a falar.

"Luke e Rey, as coisas aqui na Resistência não poderiam ser melhores. Desde a nossa vitória na Starkiller Base viemos comemorando com fulgor, até recebermos a notícia de que Kylo Ren sobrevivera na batalha."

Rey percebeu a aparência da general, que não era das melhores. Talvez, por noites mal dormidas, parecia cansada. Mesmo ali, numa mensagem holográfica, Rey sentia algo nos olhos da antiga rebelde... talvez, aquilo se chamaria tristeza.

"Achamos que a Primeira Ordem poderia voltar a atacar novamente, e com a sua força redobrada. Os nossos esforços em procurar algum informante para nos contar o novo plano da Primeira Ordem tiveram êxito. Encontramos um infiltrado que pode nos dar exatamente a descrição da nova arma. Ele está situado no planeta Chromos, numa cidade chamada Aniles. Porém, não seria possível alguém da Resistência o achar pois esse informante é um alienígena transmórfico. Os únicos capazes de encontrá-lo são vocês. Então eu peço, por favor, ajude-nos nesta batalha." 

A senhora fez uma pausa e suspirou. 

"Mandarei a localização do planeta para R2, caso aceitem esta missão."  

E desligou. Rey ficou perplexa com o que acabara de ver. Uma missão! Que demais era aquilo. Ficou ansiosa e animada para testar suas habilidades em outros lugares, que não Ach-To. Seus nervos foram acalmados pelo comunicado de Luke:

— Bom, eu não vou. — Rey não podia acreditar. A missão era deles. Ele e ela. Os últimos jedi. Tinham que estar nessa juntos! 

— Inacreditável. Você tem que ir comigo! — Rey disse, já ficando nervosa.

— Preciso resolver algumas coisas... mas você partirá nessa missão. Mesmo não tendo seu treinamento completo, você está pronta para encarar essa tarefa. — Luke a respondeu. Ele sentou ao seu lado e pegou em sua mão. Acalmando-a, o homem voltou a falar. 

— Você não precisa de mim. E você também sabe disso.  — Rey sentiu seus olhos ficarem úmidos. Ela sabia que ele estava certo e sabia também que aquilo já estava sendo uma despedida.

E despedidas eram difíceis para ela.

— Se eu me afogar algum dia, é melhor que esteja lá para me salvar quando eu estiver lá no fundo. — Rey brincou. Uma lágrima percorreu sua bochecha esquerda. Luke apenas sorriu e disse:

— Aonde quer que eu esteja, enquanto meu sangue estiver quente, estará salva.

— Isso foi profundo. — Rey apontou. Um instinto fez com que ela o abraçasse fortemente.

— A Força estará com você, eu sei disso. — Luke respondeu enquanto a retribuía o abraço. Rey sentiu algo úmido caindo em seu ombro.

 

No dia seguinte, Rey já estava com tudo pronto para poder partir. Sua tenda já estava desmontada, assim como a de Luke. Eles partiriam juntos, ao meio dia. Ela estava terminando de ajeitar uma falha na Millennium Falcon antes de poder levantar o vôo. Dessa vez, R2 e Chewie iriam acompanhando Luke. Essa ideia ela mesma a tivera, mesmo sabendo que Luke era um brilhante jedi, e logo, saberia muito bem se virar sozinho. Todavia, Rey queria que ele tivesse uma proteção a mais. E Luke não se incomodou nem um pouco com isso. Segundo ele, achou fantástica a ideia, pois seria bom reviver os velhos tempos com Chewie e R2-D2.

Rey conseguiu consertar a falha da nave.

— Pronto. Novinha em folha. — disse a si mesma. Ela saiu da nave e foi se despedir de todos que a aguardavam naquela ilha. Luke, Chewbacca e R2-D2 estavam conversando alguma coisa quando ela chegou.

— Tudo pronto? — Luke dirigiu à ela.

— Tudo. 

— Então chegou a hora de partimos e embarcamos numa outra aventura, igual antigamente. Confesso que me sinto jovem de novo. — O jedi brincou. Rey sorriu de nervoso. E de fato estava nervosa e muito ansiosa para começar a missão.

— Ah, mas antes de nós irmos, além da ilha e de nós mesmos, tem mais algumas coisinhas que precisamos nos despedir... — Luke disse aquilo como se tivesse sido armado. Pois ao dizer tais palavras, uma multidão de Pinlets surgiu caminhando na direção deles. Rey não acreditou naquela situação icônica. Eles eram muitos e ela sabia disso, porém Rey jamais imaginou que haviam milhares deles naquela ilha. Todos os Pinlets pararam de andar e observaram, com seus grandes olhos feito ônix, Rey e companhia. 

— Você sabe por que eles se escondem quando escurece? Acho que nunca te contei isso. — Luke perguntou a Rey. Ela negou com a cabeça, estava sem fala porque ainda estava abismada com a quantidade de Pinlets.

— Eles são seres da Luz. Os Pinlets protegem essa ilha para que a Escuridão não domine toda essa esfera de planeta. Por isso foi difícil Kylo nos achar. Me achar. Ele poderia ter me encontrado há muito tempo se os Pinlets não tivessem formado um bloqueio contra o Lado Negro. — Rey ficou boquiaberta. Era incrível o poder da Força. Criar seres com esse tipo de propósito era fenomenal!

— Agora, nós temos que ir. Preciso resolver logo a minha missão. — Luke disse.

— Você não pode contar mesmo do que se trata a tal missão? — Rey perguntou, não esperando nada além de um "não".

— Não. — Ela sorriu com a sua resposta e virou o olho, brincando. Rey o encarou mais uma última vez e o abraçou. Dessa vez nenhum dos dois chorou e ela pôde finalmente seguir em frente, sem vacilar, na sua missão. Acenou para os Pinlets que retribuiram-na com umas dancinhas engraçadinhas. Se despediu de R2 dando um beijo na sua carapaça de metal e abraçou Chewbacca nas pontas dos pés. E ao fazer, se perguntou se Kylo Ren talvez batesse nos ombros do Chewie. Ambos eram altos mas Chewie com certeza era o maior.

Ela entrou na Falcon e foi correndo para a cabine de piloto. Observou do visor da cabine os seus amigos entrando na nave de Luke. Sentiria saudades, de todos eles. Ela ligou alguns botões da nave, puxou algumas marchas e sentiu a nave começar a levantar vôo. Logo atrás dela, a nave de Luke a seguia. Eles subiram e subiram. Atravessaram nuvens, depois a órbita do planeta e finalmente, chegaram no espaço sideral. Rey sorriu. A nave de Luke seguiu uma direção diferente da dela, até se perder na negritude do universo. Rey pegou a localização do planeta Chromos e colocou na rota. Bastava um clique em um botão para entrar na velocidade da luz e chegar no destino final. Porém, ela estava demasiadamente ansiosa.

Sentia a adrenalina. Sentia o perigo.

Mas sentia também a aventura.

Apertou o botão, e as estrelas viraram riscos.
 


Notas Finais


Kylo, covarde? Vish. Agora que a Rey não perdoa mais... ou será que ela perdoa?


* O planeta Chromos é inventado. Ao longo da fic, ele será discorrido.
* O Octopus pelagicus também é inventado. No caso, ele seria um Kraken alienígena.


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