História Peça-me o que quiser - Camren - Capítulo 101


Escrita por: ~

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Categorias Dylan O'Brien, Fifth Harmony, Logan Lerman
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Logan Lerman, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren, Hot
Exibições 1.980
Palavras 1.089
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Vim adiantar o capítulo de mais tarde. Então não volto mais hoje.

P.S: Eu não sou malvada, é só dessa vez kkkk

Capítulo 101 - Capítulo 101


Horas depois, a animação continua, e falo com Sergio e Elena, os donos do pub da moda de Jerez. Em outros anos, nas festas de fim de ano, trabalhei de garçonete para eles e me convidam para trabalhar de novo. Topo, com prazer. Agora que estou desempregada, qualquer grana que pinte cai superbem.

De madrugada, quando chego em casa, estou cansada, meio bêbada e satisfeita. Como todo ano, me inscrevo para participar na corrida beneficente de motocross que arrecada fundos para comprar brinquedos para as crianças carentes de Cádiz. A corrida será no dia 22 de dezembro em Puerto de Santa María. Meu pai, o Bichão e o Lucena adoram. Eles sempre se divertem tanto ou mais que eu com esses eventos.

No dia 20 de dezembro, pela manhã, meu telefone toca pela décima oitava vez.
Estou morta. Trabalhar no pub é divertido mas exaustivo. Ao pegar o celular e ver que se trata de Ally, ressuscito e atendo rapidamente.

— Oi, Camz! Feliz Natal. Tudo bem?

— Feliz Natal. Estou bem, e você?

— Bem, amiga, bem.

Sua voz é tensa, e me assusto.

— O que foi, Ally? Aconteceu alguma coisa? Lauren está bem?

Depois de um silêncio incômodo, Ally se decide.

— É verdade o que ouvi sobre Linda?

— Não — respondo, e respiro fundo lembrando. — Foi tudo armação dela.

— Eu sabia — murmura.

— Tanto faz, Ally. Não importa mais.

— Como não importa?! Eu me importo. Me conte agora mesmo sua versão.

Sem demora, conto a ela o que aconteceu tim-tim por tim-tim. Quando acabo, ela responde:

— Nunca gostei dessa Marisa. É uma bruxa, e Lauren parece uma principiante. Sabe que Marisa é amiga de Demi? Ela que apresentou Linda para a Lauren.

— Ela as apresentou?

— Sim. Linda é de Huelva, como Marisa. Quando começou sua relação com Lauren, foi pra Alemanha morar com ela, até que deu no que deu e a perdi de vista. Mas essa Marisa é uma filha da mãe, merece uma lição.

— Calma. Já fiz uma visita a essa bruxa e deixei bem claro que comigo não se brinca.

— Não me diga!

— É isso aí. Avisei que eu também sei jogar sujo.

Ally cai na risada, e eu com ela.

— Como Lauren está? — pergunto sem poder evitar.

— Mal — ela responde, eu suspiro. — Ontem à noite jantei com ela na Alemanha e, como não te vi, perguntei por você. Foi assim que fiquei sabendo do que aconteceu. Fiquei furiosa e disse poucas e boas pra ela.

Acho graça de ouvi-la falar assim e insisto, enquanto me espreguiço:

— Mas... ela está bem?

— Não, não está bem, Camila, e não me refiro a sua doença, mas a ela como pessoa. Por isso te liguei logo que cheguei aqui na Espanha. Você deve dar um jeito nisso. Deve ligar pra ela. Lauren morre de saudades de você.

— Ela me tirou da vida dela, agora que aguente as consequências.

— Sei. Ela também me disse isso. É uma cabeça-dura, mas uma cabeça-dura que te ama. Não tenha dúvidas.

Ouvir uma coisa dessas faz com que, inconscientemente, esvoacem não borboletas no meu estômago, mas avestruzes. Sou a rainha das masoquistas. Gosto de saber que Lauren ainda me ama e tem saudades, embora eu mesma me esforce para não acreditar.

— Te liguei porque neste fim de semana vamos à ceia de Natal nos meus sogros, em Conil, e depois estaremos em nossa casa de Zahara, sossegados. Passaremos o Ano-Novo na Alemanha com minha família. Claro que Lauren vai vir ficar com a gente em Zahara. Não quer aparecer?

Esse é um plano maravilhoso. Em outro momento teria parecido perfeito. Mas respondo:

— Não, obrigada. Não posso. Estou enrolada com minha família e além do mais, nesses dias, trabalho à noite e...

— Então trabalha à noite?

— Sim.

— Mas no quê?

— Sou garçonete num pub e...

— Como assim, Camila!? Garçonete?! Lauren não vai achar graça, não. Eu a conheço, não vai gostar nem um pouquinho.

— Que Lauren goste ou não já não é problema meu — esclareço sem querer entrar em detalhes. — Além disso, no sábado tenho uma corrida em Cádiz e...

— Tem uma corrida?

— Hum-hum.

— De quê?

— De motocross.

— Então você corre de motocross?

— Sim.

— Motocross! — grita, surpresa. — Camz, não posso perder essa. Você é minha heroína. Que coisas mais bacanas você faz! Se por acaso eu tiver uma filha, quero que ela seja como você quando crescer.

Ao perceber sua surpresa, rio e digo:

— É uma corrida beneficente, sabe, pra arrecadar fundos pra comprar brinquedos e distribuir pras crianças de famílias pobres.

— Ah, estaremos lá! Onde você disse que é?

— Em Puerto de Santa María.

— A que horas?

— Começa às onze da manhã. Mas olha, Ally... Não diga nada pra Lauren. Ela não gosta nem um pouco dessas corridas. Fica agoniada porque lembra do que aconteceu com a irmã.

— Não dizer a Lauren? — zomba sem querer me ouvir. — É a primeira coisa que vou fazer quando estiver com ela... Se ela não quiser ir, que não vá, mas é claro que eu vou te ver.

— Eu não quero ver o a Lauren, Ally. Estou muito chateada com ela.

— Para com isso, pelo amor de Deus! Agora vai ser mais idiota que ela?! Olha, se amanhã o mundo acaba como dizem os maias, e você nunca mais vê a Lauren... Já pensou?

O comentário me faz rir, embora reconheça que pensei nessa possibilidade.

— Ally, o mundo não vai acabar. E quanto a Lauren, uma pessoa que desconfia de mim e que se enfurece comigo sem deixar que eu me explique não é o que quero na minha vida. Além disso, já estou cheia dela. É uma babaca.

— Minha nossa! Realmente você é pior que ela. Vem cá, vocês são tão idiotas que não veem que foram feitos uma pra outra? Bom, enfim... não quer deixar de lado esse teu orgulho desgraçado e dar a vocês a chance que merecem? Ela é um cabeça-dura? Com certeza! Você é uma cabeçuda? Com certeza! Mas, pelo amor de Deus, Camila, você tem que falar! Lembra que ia se mudar logo pra Alemanha? Já esqueceu? — E sem me dar tempo de dizer mais nada, afirma: — Bom, deixa comigo. Até sábado, Camz.

E, com uma estranha dor no estômago pelo que ouvi, me despeço.



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