História Peça-me o que quiser - Camren - Capítulo 108


Escrita por: ~

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Categorias Dylan O'Brien, Fifth Harmony, Logan Lerman
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Logan Lerman, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren, Hot
Exibições 2.359
Palavras 1.806
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey galerinha, eu disse que não teria capítulo hoje, mas acabei me esquecendo que amanhã eu vou me mudar. Vou morar sozinha :( . Então vim adiantar o capítulo de amanhã. Caso eu não esteja cansada amanhã, eu trago outro. E hoje não vai dar pra postar mais porque vou pra faculdade. Jornalismo é foda!

Enfim, aproveitem e até breve.

Capítulo 108 - Capítulo 108


Depois da ducha, um pouco mais relaxada, volto a meu quarto. Guardo o vibrador e ligo o celular. Dezesseis chamadas não atendidas de Lauren. Isto me faz sorrir e imaginar como deve estar puta comigo. Aguenta, alemã! Sou masoquista de pai e mãe.

Quero ficar bonita para a ceia de Natal e decido botar um vestido preto dos mais insinuantes. Explosivo. Com certeza Lauren passará logo mais pelo pub e desejo que morra de raiva por não me ter.

Quando saio do meu quarto, minha irmã me vê, para e exclama:

— Fofinha, que vestido mais lindo!

— Gostou?

Sofia acena que sim.

— É sensacional, mas, pro meu gosto, mostra demais, não acha?

Me olho no espelho do corredor. O decote do vestido está preso por um anel prateado e a abertura chega até o estômago. É sexy, eu sei. Neste exato momento, aparece meu pai:

— Minha nossa, moreninha, você tá linda!

— Obrigada, papai.

— Mas vem cá, minha filha, não acha que exagerou no decote?

Quando viro os olhos, minha irmã volta ao ataque.

— Era isso mesmo que eu estava falando, papai. Está muito bonita, mas...

— Você vai trabalhar no pub com esse vestido? — pergunta meu pai.

— Sim. Por quê?

Meu pai coça a cabeça.

— Eu, hein, moreninha?! Não acho que  a Lauren vá gostar.

— Paaapppaaaaiiii! — resmungo, irritada.

Aí chega meu cunhado, que também fica de olho em mim.

— Uau, cunhada! Está um arraso!

Sorrio. Me viro para meu pai e minha irmã:

— Isso... justamente isso é o que eu quero ouvir.

Às nove e meia nos sentamos à mesa e saboreamos a deliciosa comida que meu pai, com todo o seu amor, comprou e cozinhou para nós.

Impossível parar de comer os lagostins, e o cordeirinho está de se chupar os dedos. Ceamos entre risos por causa das coisas que diz minha sobrinha. Quando acabamos, decido retocar minha maquiagem. Tenho que ir trabalhar. Combinei de encontrar David e pretendo me esquecer de tudo e me divertir à beça. Mas quando volto à sala de jantar, fico estatelada ao ver minha família de pé falando com... sim, com Lauren!

Ela percorre com seu olhar meu rosto e depois meu corpo.

— Oi, querida! — me cumprimenta, mas, ao se dar conta de como o olho, corrige: — Bom, talvez “querida” esteja sobrando.

Fico travada por um instante e, quando vou responder, minha irmã se mete:

— Olha só quem veio, fofa. Que surpresa, hein?

Não respondo. Aperto os olhos e, ignorando o sorriso de meu pai, entro direto na cozinha. Vou ter uma coisa.

O que Lauren faz aqui?

Preciso de água. Segundos depois, entra meu pai.

— Minha querida, essa moça é uma boa pessoa e está louca por você. Além disso...

— Papai, por favor, não comece com isso. Acabou tudo entre nós.

— Essa mulher te ama, não vê?

— Não, papai, não vejo. O que ela faz aqui?

— Eu a convidei.

— Papaaaaaiiiiiii!

Meu pai, sem tirar os olhos de mim, insiste:

— Vamos, moreninha, deixe a teimosia pra outra hora e fale com ela. Tento te compreender, mas não entendo que não fale com Lauren.

— Não tenho nada que falar com ela. Nada.

— Querida — insiste —, vocês discutiram. Os casais discutem.

Ouvimos a campainha da porta. Olho o relógio. Sei quem é e fecho os olhos. De repente, entra minha irmã seguida por Clara e, com cara aflita, cochicha:

— Pelo amor de Deus, Camila, ficou louca? David Guepardo acaba de chegar pra te pegar e está na sala com Lauren. Santo Deus, o que fazemos?

— Guepardo, o piloto, está aqui? — pergunta meu pai.

— Sim — responde minha
irmã.

— Ai, ai, ai, ai — solta ele.

Rio de nervoso. E minha sobrinha quer saber:

— Tem dois namorados, titia?

— Nãããããooooo! — respondo, de olho na menina.

— Então por que vieram dois namorados te buscar?

— Tua tia é do outro mundo! — protesta minha irmã.

Olho Sofia com vontade de matá-la, e ela procura calar a menina. Meu pai coça a cabeça com uma expressão preocupada.

— Você convidou David?

— Sim, papai. Tenho meus próprios planos. Mas... diabos, vocês são um bando de encrenqueiros. Santo Deus!

O pobre concorda como pode. Que situação! Isto não cheira bem e, sem dizer nada, meu pai pega minha sobrinha pela mão e volta para a sala. Minha irmã está histérica.

— O que fazemos?! — pergunta de novo, me olhando atentamente.

Tomo outro gole de água e, disposta a fazer o que penso, respondo:

— Você, não sei. Eu vou sair com David.

— Ai, minha nossa! Que angústia!

— Angústia? A troco de quê?

Minha irmã não para quieta, toda nervosa. Eu estou mais, mas dissimulo. Não contava com a presença de Lauren. Então Sofia se aproxima:

— Lauren é sua namorada e...

— Não é minha namorada. Quantas vezes tenho que dizer?

Agora minha irmã arregala os olhos, e ouço atrás de mim:

— Camz, você não vai sair com esse sujeito. Não vou permitir.

Lauren! Me viro. Olho para ela.

Santo Deeeuuuusss, está um arraso de linda! Mas, espera aí, quando não está? E, consciente de sua irritação e da minha, pergunto com minha petulância no máximo:

— E quem vai me impedir, você?

Não responde.

Continua não respondendo.
Apenas me olha com aqueles olhos esverdeados gelados.

— Se, pra impedir, tenho que te carregar nas costas pra te levar comigo, é o que farei — murmura por fim.

O comentário não me surpreende e não me deixo intimidar.

— Sim, claro... no dia de são nunca. Você é descarada, hein? Se atreva e...

— Camz, não me provoque — corta, com secura.

Sorrio diante da advertência dela, e sei que meu sorriso a perturba mais ainda.

— Olha, pequena, minha paciência nesses dias está mais que esgotada. E...

— Tua paciência?! — grito, descontrolada. — Esgotada tá é a minha! Me liga. Me persegue. Me assedia. Aparece no meu trabalho. Minha família insiste em que você é minha namorada, mas não! Não é. E ainda assim vem me dizer que tua paciência está esgotada.

— Te amo, Camz.

— Pior pra você — respondo, sem saber muito bem o que digo.

— Não posso viver sem você — murmura com voz rouca e carregada de tensão.

Um “ohhhhhh!” abafado escapa dos lábios de minha irmã. A expressão dela diz tudo.

Está totalmente abduzida pelas palavras romanticonas de Lauren. Irritada e sem vontade de ouvir o que tenha a me dizer, me aproximo dela, me empino toda e digo, o mais perto possível de sua cara:

— Está tudo acabado entre nós. Que parte desta frase você é incapaz de processar?

Minha irmã, ao me ver neste estado, despenca de sua nuvenzinha cor-de-rosa, me pega por um braço e me afasta de Lauren.

— Por Deus, Camila, calma! A cozinha está cheia de objetos pontiagudos, e neste momento você é uma arma de destruição em massa.

Lauren dá um passo adiante, afasta minha irmã e afirma, me olhando:

— Você vai vir comigo.

— Contigo? — digo, e sorrio com malícia.

Minha Icegirl particular confirma com essa segurança arrasadora que me desconcerta:

— Comigo.

Irritada com a confiança que ela destila por cada poro, levanto uma sobrancelha.

— Nem em sonhos.

Lauren sorri. Mas seu sorriso é frio e desafiante.

— Não posso sonhar?

Encolho os ombros, olho desafiante para ela e adoto a atitude mais atrevida de que sou capaz:

— Pois não.

— Camz...

— Oh, por favorrrrrrrrrrrrrrr! — protesto, louca para pegar a frigideira que está perto da minha mão e sentá-la na cabeça dela.

— Camila — cochicha minha irmã —, afaste a mão da frigideira agora mesmo.

— Cala a boca, Sofia! — grito. — Não sei quem é a mais chata, se você ou ela.

Minha irmã, ofendida, sai da cozinha e fecha a porta. Mostro intenção de ir atrás dela, mas Lauren corta meu caminho. Estou ofegante.

Seguro a vontade de matá-la e sussurro:

— Já te disse muito claramente que, se você fosse embora, devia assumir as consequências.

— Eu sei.

— Então?

Me olha... me olha... me olha e, finalmente, diz:

— Agi mal. Como você diz, sou uma cabeça-dura. Preciso que me perdoe.

— Está perdoada, mas nossa história acabou.

— Pequena...

Sem me dar tempo de reagir, me pega entre seus braços e me beija. Me sinto dominada. Toma minha boca com verdadeira adoração e me aperta contra ela de forma possessiva. Meu coração vai a mil. Mas, quando Lauren separa sua boca da minha, eu digo:

— Cansei das tuas imposições.

Me beija de novo e me deixa quase sem fôlego.

— De teus showzinhos e tuas zangas, e...

Toma minha boca de novo. Quando se separa de mim, murmuro sem ar:

— Não faça isso de novo, por favor.

Lauren me olha e desvia o olhar em seguida, girando a cabeça.

— Se vai me dar com a frigideira, dê logo, porque não planejo soltar você. Planejo continuar te beijando, até que me dê uma nova oportunidade.

De repente, consciente de que estou com o cabo da frigideira na mão, eu o solto. Eu me conheço, sou uma arma de destruição em massa, como diz minha irmã. Lauren sorri, e digo com toda a convicção de que sou capaz:

— Lauren, nossa história acabou.

— Não, querida.

— Sim, acabou! — repito. — Desapareci de sua empresa e de sua vida. Que mais você quer?

— Quero você.

Ainda entre seus braços, fecho os olhos. Minhas forças começam a desfalecer, percebo. Meu corpo começa a me trair.

— Te amo — prossegue ela perto de minha boca. — E te amar assim às vezes me faz ser irracional diante de certas coisas. Sim, tive dúvidas. Tive dúvidas ao ver aquelas fotos suas com Linda. Mas essas dúvidas se dissiparam quando você falou como falou, no escritório, e me fez ver o quanto sou ridícula e idiota. Você não é Linda. Você não é uma mentirosa, uma filha da mãe sem-vergonha como ela. Você é uma mulher maravilhosa, sensacional, que não merece o tratamento que te dei. Nunca me perdoarei por ter partido seu coração.

— Lauren, não...

— Querida, não duvide um segundo de que você é o mais importante em minha vida e que estou louca por você. — Eu a olho, ela pergunta: — Você não me ama mais? — Não respondo. — Se me diz que não, prometo te soltar, ir embora e nunca mais te incomodar de novo. Mas se me ama, me desculpe por ser tão cabeça-dura. Como você disse, sou alemã! E estou disposta a continuar insistindo que você volte comigo, porque já não sei viver sem você.


Notas Finais


Será que a Camila vai se render? Hahaha vou deixar vocês curiosas kkkk

Beijooos e obrigada pelos os comentários. Não respondi todos pois eu estou quase atrasada kkkkk


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