História Peça-me o que quiser - Camren - Capítulo 204


Escrita por: ~

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Categorias Dylan O'Brien, Fifth Harmony, Logan Lerman
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Logan Lerman, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren, Hot
Exibições 1.936
Palavras 5.168
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Me desculpem por qualquer erro, o capítulo ficou bem grande.

Capítulo 204 - Capítulo 204


Às seis e meia da manhã, acordo e ouço Lauren tomando banho. Quero lhe dar um beijo antes de ela sair, mas estou com tanto sono que vou esperar que acabe. Mas quando acordo de novo já são dez e meia e só dá para resmungar:

— Merrrrrrda.

Volto a me deitar na maravilhosa e enorme cama que compartilho com meu amor, pego o celular e digito:

Tudo bem?

Me preocupo com minha linda tanto quanto ela se preocupa comigo. Um minuto depois,

recebo a resposta:

Quando eu estiver contigo, tudo estará bem de novo. Te amo.

Sorrio como uma boba, me aconchego na cama e curto o perfume dos lençóis. Fico de

preguiça um pouco e depois abro o Facebook no meu laptop e posto uma foto de Lauren comigo na praia. Dois segundos depois, meu mural se enche de comentários de minhas amigas guerreiras. Achando graça, leio coisas como: “Dê uns amassos em tua esposa!”, “Se você não a

quer, dê ela pra mim!”, ou aquele outro: “Quero uma Lauren em minha vida!”

Rio. As guerreiras, essas amigas que um dia conheci através de uma rede social, estão felizes com meu casamento e não param de brincar sobre minha lua de mel. Será que estão com inveja?

Depois de uma chuveirada refrescante, decido ligar para meu pai. Quero conversar com ele. Olho o relógio e calculo a diferença de horário. Na Espanha é de madrugada, mas sei que ele já está de pé. Ele, como Lauren, dorme pouco.

Sento na cama e digito o número. Quando atendem, digo:

— Oi, paaaaiiiziinho, tudo bom?!

Ao reconhecer minha voz, meu pai começa a rir.

— Oi, querida. Como está minha moreninha?

— Beleza, papai, tudo ótimo! É tudo muito bacana e estou superfeliz aqui com Lauren.

— Muito bom saber, minha linda.

— Você precisa se animar para vir aqui. Sério, papai. Devia dizer pro Bichão e pro Lucena que a próxima viagem de vocês têm de ser pra cá. Vocês vão adorar.

Meu pai solta uma gargalhada.

— Ora, ora, moreninha. Não arrancamos o Lucena da Espanha nem louco! Foi à Alemanha no teu casamento só porque era você. Não digo mais nada.

— Ele achou tudo tão ruim assim?

— Não, filha, achou muito bom. Mas tem esse negócio da comida diferente. Segundo ele, em lugar nenhum se come como na própria casa!

— Então faça a viagem com o Bichão e a mulher dele. Com certeza vão adorar!

— Sim, sim, esses com certeza vão gostar.

Conversamos por um bom tempo. Conto mil coisas e ele me conta como tudo vai por lá. Está um pouco preocupado com a crise. Teve que despedir um de seus mecânicos e isso lhe partiu o coração. Quando consigo que ria de novo, pergunto:

— Flyn está se comportando bem?

— É um doce e uma maravilhosa babá pra Lucía. Vive enchendo a menina de beijos. — Sorrio ao imaginar isso. — Sério, querida, ele está se divertindo muito com os meninos aqui da vizinhança e com a Clarinha. Esses dois formam uma dupla perigosa! Precisa ver, como ele gosta de um presuntinho! E tem bom paladar. Não dê presunto comum pra ele, não. Se dou, logo me olha e diz: “Alejandro, este presunto é daquele ruim?”

— Não me diga!

— Tem mais: o salmorejo da Pachuca, uau!, deixa ele louquinho. — Rio. — Não tem vez que a gente entre no bar que o rapazinho não peça a sopa de tomate bem fria. E se dá muito bem com Clara. Ela ensinou ele a andar de bicicleta e...

— Minha nossa, papai, se acontece alguma coisa... — digo preocupada.

Que horror, acabo de falar como a Lauren.

— Calma, filhinha, o menino é durão. Embora tenha dado duas porradas contra a grade...

— Papaaai!

— Nada de mais, mulher. É um garoto, ora. Duas manchas roxas e uns arranhões não são nada. Agora, precisa ver como anda com a bicicleta.

Sorrio, ao imaginar. Clara e Flyn, quem poderia pensar?

Ainda lembro a primeira vez que se viram e a sapeca da minha sobrinha perguntou: “Por que não me fala em chinês?” Mas, para minha surpresa, logo se conheceram e se entendem muito bem. Tanto que Flyn exigiu ir para Jerez enquanto estivéssemos de lua de mel.

— E Sofia? — pergunto, para mudar de assunto.

— Tua irmã cansa minha paciência, filha.

Sorrio, comovida. Quando minha irmã voltou à Espanha, depois de meu casamento, decidiu passar uns tempos em Jerez com meu pai. Eu lhe ofereci a casa que Lauren me deu, para que morasse lá com as meninas, mas nem meu pai nem ela aceitaram. Queriam ficar juntos.

— Espera aí, papai, o que está acontecendo com Sofia?

— Tua irmã... bom, tá me bagunçando a vida. Você acredita que ela se apossou do controle remoto? — Rio. — Estou cheio de ver programas de fofocas, telenovelas, amores de celebridades. Como pode gostar tanto dessas besteiras?

Nem sei o que responder, mas ele continua:

— E fique avisada: disse que quando vocês voltarem pra pegar o Flyn, vai falar com Lauren pra que ela lhe arrume um emprego.Segundo ela, tem que começar sua vida de novo e sem trabalhar é impossível. E, pra completar, tem os telefonemas de Nathan.

— Nathan?! O que esse imbecil quer agora?

— Segundo tua irmã, só ver como estão as meninas e falar com ela.

— Você acha que ela quer voltar pra ele?

Ouço meu pai respirar fundo. Finalmente responde:

— Não. Graças a Deus isso ela tem bem claro.

Não acho graça nenhuma desses telefonemas. O imbecil do meu ex-cunhado abandonou minha irmã quando ela estava grávida, para viver na gandaia. Só espero que Sofia seja esperta e não se deixe levar na conversa por esse lobo em pele de cordeiro.

Tentando não falar mais desse assunto, que sei que preocupa meu pai, dou minha opinião:

— Quanto a isso de trabalhar, papai, sinto muito, mas ela tem razão.

— Pense bem, moreninha. Com o que eu ganho posso manter Sofia e as meninas. Por que ela quer trabalhar?

Como posso entender minha irmã e também meu pai, digo:

— Olha, papai, tenho certeza de que Sofia é muito feliz com você e te agradece tudo o que você pode fazer por ela. Mas sua intenção não é ficar em Jerez, você sabe. Quando falamos, ela te disse que seria algo provisório e...

— Mas o que ela vai fazer sozinha em Madri com as meninas? Aqui estaria comigo, eu tomaria conta dela e saberia que as três estão bem.

Sem poder evitar, sorrio. Como Lauren, meu pai é superprotetor, e tento explicar, conciliadora:

— Papai... Sofia tem que retomar sua vida. E se ficar aí contigo, em Jerez, vai demorar mais ainda pra conseguir. Você entende, né?

Meu pai é a melhor e mais generosa das pessoas, e eu o entendo. Mas também compreendo minha irmã. Ela quer seguir em frente e, conhecendo-a, sei que conseguirá. Agora, claro, espero que não com Nathan.

Quarenta e cinco minutos mais tarde, depois de me despedir de meu pai, como à beça no bufê livre. É tudo supergostoso, e fico pra lá de satisfeita. Por fim, com meu biquíni verde- fosforescente — que me deixa mais morena — , vou para a praia e procuro uma espreguiçadeira

com guarda-sol. Quando vejo uma, me deito. Adoro o sol!

Pego meu iPod, boto os fones para ouvir meu amado Pablo Alborán cantar:

Si un mar separa continentes, cien mares nos separan a los dos.

Si yo pudiera ser valiente, sabría declararte mi amor...

que en esta canción derrite mi voz.

Así es como yo traduzco el corazón.

Me llaman loco, por no ver lo poco que dicen que me das.

Me llaman loco, por rogarle a la luna detrás del cristal.

Me llaman loco, si me equivoco y te nombro sin querer.

Me llaman loco, por dejar tu recuerdo quemarme la piel.

Loco... loco... loco... locoooooooooooooo.

Cantarolo, enquanto olho as ondas. Que música maravilhosa para ouvir contemplando o mar.

Curtindo esse momento feliz, abro meu livro e sorrio. Às vezes, sou capaz de ler e cantarolar. Coisa estranha, mas eu posso fazer isso. Porém, vinte minutos mais tarde, quando Pablo canta La vie en rose, minhas pálpebras pesam e a maravilhosa brisa me faz fechar o livro. Sem me dar

conta, pego num sono profundo. Não sei quanto tempo dormi, quando ouço de repente:

— Senhorita, senhorita!

Abro os olhos. O que está acontecendo?

Sem entender nada, tiro os fones, e um garçom com um sorriso encantador me estende uma margarita e diz:

— Da parte daquela pessoa de camisa azul que está no balcão.

Sorrio. Lauren voltou. Sedenta, tomo um trago. Sensacional! Mas quando olho para o balcão com um sorriso mais que encantador e sensual, fico petrificada ao ver que não é Lauren que me mandou o coquetel. Nossa, que situação!

A pessoa da camisa azul é um homem de uns quarenta anos, alto, de cabelo escuro e com uma sunga listrada. Ao perceber que o olho, sorri, e eu quero que a terra me trague. E o que faço agora? Cuspo a bebida?

Mas não é o caso de fazer nada disso. Agradeço como posso, paro de olhar para ele e abro o livro. Mas com o canto do olho, observo que ele sorri, senta num dos bancos em frente ao balcão e continua bebendo. Durante mais de meia hora, me dedico a ler, mas na realidade não registro nada. O homem

está me deixando histérica. Não se mexe, mas não deixa de me olhar. Por fim, fecho o livro, tiro os óculos escuros e decido dar um mergulho. A água está fresquinha, sensacional. Ando uns metros, até ficar com ela pela cintura. Furo a primeira onda como uma sereia e depois começo a nadar. Minha nossa, que sensação maravilhosa.

Cansada de nadar, fico boiando. Estou quase tirando a parte de cima do biquíni, mas desisto. Algo me diz que o homem do balcão continua me olhando e poderia tomar isso como um convite.

— Oi.

Surpresa ao ouvir uma voz tão perto, me assusto e quase me afogo. Rapidamente umas mãos desconhecidas me seguram e, quando consigo ficar de pé, me soltam. Limpando o rosto e a boca, pestanejo ao ver que se trata do homem que está me paquerando há mais de uma hora e pergunto:

— O que você quer?

Ele, com um sorriso gozador, responde:

— Em primeiro lugar, que você não se afogue. Sinto muito ter te assustado. Só quero conversar, linda senhorita.

Não dá para não sorrir. Sou mesmo uma boboca risonha. Seu sotaque mexicano é muito

doce. Mas, me recompondo, me afasto um pouco dele.

— Olha, cara, muito obrigada pela bebida, mas sou casada e não quero conversar com você, nem com ninguém, certo?

Ele concorda e pergunta:

— Recém-casada?

Estou a ponto de mandá-lo passear. O que ele tem a ver com isso?

— Eu disse que sou casada, ok? Então, você poderia fazer a gentileza de me deixar em paz antes que eu me chateie e que você se arrependa? Ah, antes que insista, aviso que posso me

transformar de linda senhorita numa verdadeira fera. Enfim, dê o fora e não me tire do sério!

O homem concorda e, ao se afastar, ouço que diz:

— Minha nossa, que mulher!

Sem tirar o olho dele, vejo que sai da água e vai direto para o bar. Pega uma toalha vermelha, seca o rosto e vai embora. Feliz da vida, sorrio e nado até a praia. Sento na areia e começo a fazer isso que tanto gosto: coloco areia nas pernas.

Pensativa, estou pegando mais areia molhada para deixar cair em minha pele, quando vejo que alguém se senta ao meu lado. É uma menina. Alegre, sorrio. A menina me pede, me estendendo um baldinho:

— Brinca comigo?

Incapaz de dizer não, concordo e, enquanto encho o balde de areia, pergunto:

— Qual é o teu nome?

Ela, com um sorriso lindo, me olha e responde:

— Angelly. E o teu?

— Camila.

A menina sorri.

— Tenho seis anos. E você?

Puxa, outra perguntadeira como minha querida Clara. Com um sorriso, remexo o cabelo dela e, pegando o balde, sugiro:

— Vamos fazer um castelo?

Maravilhada, começo a brincar enquanto o sol me seca. Estou ficando cada vez mais bronzeada. Como diria meu pai, estou virando cigana! Uma hora mais tarde, a garotinha vai embora com os pais. Quando volto para minha espreguiçadeira, na mesma hora um rapaz mais jovem que eu se aproxima e, sentando-se na areia, diz em inglês:

— Oi. Meu nome é Georg. Está sozinha?

Sem poder evitar, começo a rir. Como se paquera aqui!

— Oi. Meu nome é Camila e não estou sozinha, não.

— Espanhola?

— Sim. Com certeza você gosta de paella e sangria, né?

— Sim, claro. Como sabia?

Achando graça, sorrio. Esse sotaque tão característico eu conheço bem.

— Alemão, né?

Boquiaberto, me olha.

— Como sabe?

Tenho vontade de lhe dizer coisas como “Frankfurt!, Audi!”, mas respondo com ironia:

— Conheço um pouco os alemães e seu sotaque.

Dito isso, começo a passar o bronzeador, quando ele pergunta:

— Quer que eu passe?

Paro. Olho para ele de cima a baixo e digo:

— Não, obrigada. Eu passo muito bem sozinha.

Georg concorda. Puxa conversa.

— Passei a manhã te observando e ninguém sentou com você, fora eu. Tem certeza que não está sozinha?

— Já te respondi.

— Vi que brincou com uma menina e deu o fora num cara.

Incrível, esse garoto estava me observando o tempo todo?

— Olha, Georg, não quero ser antipática, mas pode me dizer a troco de que está me

observando?

— Não tenho nada melhor pra fazer. Estou de férias com meus pais e estou entediado. Posso te convidar pra uma bebida?

— Não, obrigada.

— Tem certeza?

— Absoluta, Georg.

Acho graça de sua insistência e sua juventude. Justo então toca meu celular. Uma mensagem.

"Paquerando, senhora Jauregui?"

Rapidamente me viro. Olho ao redor e vejo Lauren. Ela me observa do bar. Sorrio para ela, mas ela continua séria. Ai, ai, ai, ai.

Por seu olhar, sei que deve estar pensando no que esse desconhecido faz ao meu lado. E eu, disposta a acabar com a situação, olho o rapaz e lhe digo:

— Tá vendo àquela mulher alta e morena nos olhando do bar?

— Aquela de cara azeda? — diz o rapaz, olhando na direção que meu dedo aponta.

Não dá para segurar uma gargalhada e concordo.

— Essa mesma. Pois quero que saiba que é alemã como você.

— E daí?

— Daí que é minha esposa. E pela cara dela acho que não está gostando que você esteja ao meu lado.

Seu rosto se contrai. Pobrezinho!

Lauren é mais alta e mais forte que ele. Com cara constrangida, Georg se levanta e murmura enquanto se afasta:

— Sinto muito. Desculpe. Já tô indo. Meus pais devem estar perguntando onde estou.

Alegre, sorrio enquanto ele se vai. Depois olho minha esposinha, mas ela não me sorri. Viro os olhos e lhe faço um sinal para que se aproxime. Não obedece. Faço um beicinho. Por fim vejo que sua boca se curva para cima. Legalllll!

Insisto com o dedo de novo, mas ela não vem. Então decido ir eu. Se a montanha não vem a Maomé, Maomé vai à montanha. Me levanto e então tenho uma ideia.

Com um sorriso maquiavélico, tiro a parte de cima do biquíni, que deixo na espreguiçadeira, e rebolo até minha esposa, disposta a oferecer uma bela vista. Estou ficando cada vez mais descarada!

Lauren me olha, me olha e me olha. Ela me come com o olhar. E eu sinto uma excitação incrível com meu próprio descaramento, e meus mamilos se arrepiam.

Meu Deus, olha como ela me deixa ao me olhar assim. Chego, fico na ponta dos pés, a beijo nos lábios e murmuro:

— Tava com saudade.

Lá de cima, sem se mexer, me olha. É minha valentona particular.

— Estava muito distraída falando com aquele garoto. Quem era?

— Georg.

— E quem é Georg?

Zombando de sua expressão franzida, respondo:

— Olha, querida, Georg é um rapaz que está de férias com os pais. Estava entediado e puxou conversa comigo. Não vai começar com isso de predadores.

Lauren não diz nada, e eu me lembro do homem da camisa azul. Minha nossa, se Lauren chega a ver que o cara entrou na água comigo!

Esse sim era um predador

faminto. Uma coisa é Georg, um rapaz muito jovem, e outra coisa era o tipo que me pagou a margarita. Depois de uns segundos em que Icegirl me observa, e que eu estou a ponto de quebrar o pescoço de tanto olhar pra cima, por fim ela sorri:

— No quarto, no gelo, tenho algo com rótulo rosa.

Dou uma gargalhada e, sem mais, corro para minha espreguiçadeira. Pego minhas coisas apressada e volto de língua de fora e os seios à mostra. Lauren me pega entre seus braços e, depois de me dar um beijo suave nos lábios, murmura:

— Vamos nos divertir, senhora Jauregui.

(...)

Essa noite há uma festa no hotel. Depois de jantar, Lauren e eu nos sentamos comodamente nos pufes espalhados para que as pessoas assistam ao espetáculo. O colorido das danças e o sabor mexicano estão presentes o tempo todo. Me divirto horrores enquanto canto:

Altanera, preciosa y orgullosa, no permite que la quieran consolar.

Dicen que alguien ya vino y se fue, dicen que pasa las noches llorando por él.

La Bikina tiene pena y dolor.

La Bikina no conoce el amor.

Surpresa, Lauren me olha e sorri.

— Também conhece esta canção?

Digo que sim e me aproximo dela:

— Querida, fui a vários shows de Luis Miguel na Espanha e sei todas as músicas de cor!

Nos beijamos. Aproveitamos o momento, enquanto os mariachis cantam La Bikina. Quando eles acabam e soam novos acordes, um dos homens vestido de charro, o traje típico mexicano, me convida para dançar, como a outras turistas. Eu não me faço de rogada e aceito. Farra é comigo!

De mãos dadas com ele, chego à pista, onde os outros dançarinos e turistas fazem o que podem ao ritmo da música. Eu os imito, feliz da vida. Não tenho vergonha de dançar, pelo contrário, me divirto como uma louca, enquanto Lauren me observa e sorri — parece tão

descontraída, curtindo o que vê. E eu estou a ponto de explodir de felicidade.

De repente, numa das voltas da dança, meus olhos se encontram com os do homem que me pagou a margarita na praia e me seguiu até a água, hoje de manhã. O da camisa azul!

Santo Deus, nem pense em me abordar outra vez, vai ser uma confusão daquelas. Fico nervosa. Mas por quê?

Rapidamente, olho Lauren, que me pisca um olho, e quando vejo que o desconhecido vai direto

até ela e a cumprimenta, perco o equilíbrio. Se não é o dançarino, que me segura pela mão, teria caído de costas diante de todo o público do hotel. A partir desse momento, meto os pés pelas mãos. Nem sei mais dançar.

Observo que Lauren fala amavelmente com o homem e o convida a se sentar em meu pufe. Meu pufe!

Uns minutos depois, a dança acaba e o bailarino me acompanha até minha mesa. Quando me deixa, olho Lauren, que me dá um beijo e diz:

— Você dançou maravilhosamente bem.

Concordo, com um sorriso artificial, mas não consigo dizer nada, pois ela acrescenta:

— Querida, te apresento Juan Alberto, primo de Dexter. Juan Alberto, esta é minha linda esposa, Camila.

O homem, com um sorriso de gozação, me pega a mão e, sedutor, beija-a, dizendo:

— Camila, é um prazer te conhecer... enfim.

— Enfim? — pergunta Lauren, surpresa.

Antes que eu diga qualquer coisa, Juan Alberto esclarece, brincando:

— Meu primo me falou muito bem dela.

Fico vermelha. Santo Deus! Saaannntttooo Deus! O que Dexter terá contado?

Ao ver minha cara, Lauren sorri. Sabe o que penso, quando Juan Alberto prossegue:

— Mas digo enfim porque, hoje de manhã, tentei conhecê-la. Mas, puxa, que gênio tem tua mulherzinha. Me enxotou a pontapés e me avisou que, se eu continuasse incomodando, teria sérios problemas com ela.

Lauren cai na risada. Gostou de ouvir isso, mas, surpresa porque não lhe contei nada, me olha. Esclareço:

— Sei me defender sozinha dos predadores.

Juan Alberto dá uma risada:

— Sim, sim. Isso eu posso garantir, minha amiga. Até me deu medo.

Lauren se senta no pufe, me puxa para seu colo e me abraça protetora. Com um sorriso irônico, pergunta:

— Este mexicano tentou te paquerar?

Eu sorrio, e o mexicano responde:

— Não, mulher. Só tentava conhecer a mulher da minha amiga. Dexter me contou que vocês estavam neste hotel e, quando vi esta jovem tão linda, soube que era Camila.

Lauren sorri. Juan Alberto também. Por fim, eu os imito. Está tudo esclarecido. Nós três nos divertimos, enquanto bebemos deliciosas margaritas e a música toca agradavelmente no bar. Juan Alberto é tão divertido e espirituoso como Dexter.Inclusive

fisicamente se parecem. Ambos são morenos e atraentes, mas, ao contrário do primo, não me olha com desejo. Falamos, falamos e falamos.

Fico sabendo que Juan Alberto nos acompanhará à Espanha e depois viajará pela Europa. É assessor de segurança e trabalha criando sistemas para empresas. A conversa se alonga até as duas da madrugada, quando Juan Alberto nos olha com

cumplicidade e diz, se levantando:

— Bom, vou dormir, pra que vocês possam se divertir.

Eu sorrio e Lauren, me erguendo, pergunta, lhe estendendo a mão:

— Você vai no jantar que Dexter organizou na casa dele no México?

— Não sei — responde Juan Alberto. — Ele comentou comigo. Vou tentar. Se não puder, nos vemos no aeroporto, combinado?

Lauren concorda. Juan Alberto se vai, depois de me dar dois beijos no rosto. Já a sós, Lauren aproxima a boca de meu pescoço e murmura:

— Gostei de saber que você soube se defender dos predadores.

Olho com carinho para ela.

— Não te falei, querida?

— Que acha de Juan Alberto?

Ao ver seu olhar, ergo uma sobrancelha:

— Em que sentido?

— Como homem. Acha sexy?

Sorrio. Acho que manjo o que ela quer saber.

— Só você me parece sexy.

— Mmmmm... Saber disso me excita — sussurra contra minha boca.

Nossos olhares se encontram. Estamos pertinho uma da outra, e já sei o que Lauren quer e a desejo. Sua respiração se acelera. A minha também. Como somos!

Sorrimos. De repente, sinto a mão de Lauren sob minha saia longa e, excitada, pergunto:

— O que você está fazendo?

Lauren — minha Lauren — sorri perigosamente. Num fiozinho de voz, digo:

— Aqui?

Concorda. Está brincalhona. E eu me excito mais ainda. Quer me masturbar ali?

As pessoas ao nosso redor riem, se divertem e bebem margaritas, enquanto ouvem as ondas e a música. Estou de costas para todo mundo, sentada no pufe diante do meu amor. Sinto que a

mão dela chega na minha coxa. Traça pequenos círculos e logo alcança a calcinha.

— Lauren...

— Psiu.

Sorrio, toda nervosa. Minha nossa! Disfarçando, olho para os lados. Cada um na sua, ninguém presta atenção na gente. Lauren, aproximando-se mais de mim, cochicha brincalhona:

— Ninguém está olhando, pequena.

— Lauren...

— Calminha.

Afasta o tecido fino da calcinha, e rapidamente um de seus dedos brinca com meu clitóris. Fecho os olhos, e minha respiração fica mais profunda. Minha nossa, eu adoro isso.

A sensação de proibido me excita. Me excita muito. Quando Lauren mete em mim um de seus dedos, fico ofegante. Ao abrir os olhos, me deparo com seu sorriso sensual.

— Gosta?

Aceno que sim, como um bonequinho, enquanto meu estômago se desfaz em mil pedacinhos de prazer. Não quero que Lauren pare.

Ela sorri enquanto seu dedo brinca dentro de mim e as pessoas, alheias ao nosso excitante joguinho, se divertem ao redor. Que sem-vergonha ela é!

Mas eu gosto, eu gosto, eu gosto. Então quero participar, sorrio e me mexo em busca de mais profundidade e prazer.

Minha expressão de safada faz Lauren arquejar.

Sim... Eu a deixo louca. Sim...

E aproximando sua boca da minha, sussurra, extremamente excitada:

— Não se mexa se não quer que percebam.

Deus, santo Deus, que tesãooooooo...

Vou ter um troço! Como não vou me mexer?

Sua maneira de me tocar faz com que eu queira mais e mais. Quando minha cara demonstra o que penso, Lauren retira sua mão debaixo de minha saia, se levanta, me pega e diz:

— Vamos.

Excitada, nervosa, ávida, eu a sigo. Posso segui-la ao fim do mundo! Me surpreendo ao ver que não vai na direção do nosso quarto e sim na da praia. Quando as luzes do bar deixam de nos iluminar e a escuridão da noite e a brisa nos envolvem, meu amor

me beija com desespero. Ansiosa para tocá-la, desabotoo a camisa de minha esposa e me delicio com seu corpo. É suave, gostoso e ardente. Eu a acaricio. Ela me acaricia.

A excitação de nossos corpos cresce a cada segundo. Entre beijos e carícias, chegamos à barraquinha onde de manhã preparam umas margaritas

sensacionais. Agora está fechada. Mas Lauren quer brincar. Com pressa, abre a camisa que uso amarrada na cintura. Quando meus seios ficam à mostra, ela diz:

— É isto o que eu quero...

Como uma loba faminta, se ajoelha e me beija os mamilos. Primeiro um, depois o outro. A camisa cai no chão, e fico apenas com a saia longa. Excitada, olho para o bar, onde as pessoas continuam se divertindo. Estão a uns cem metros, mas sem me importar com quem possa nos ver, agarro o cabelo de Lauren e murmuro, levando meu seio direito a sua boca:

— Saboreie.

Entusiasmada, ela acaricia meu seio, enquanto suas mãos percorrem minhas pernas e erguem minha saia, lenta e pausadamente. Quando meu mamilo está arrepiado, sem necessidade de que eu peça, Lauren se dedica ao outro, enquanto sussurro:

— Sim, sim, é assim que eu gosto...

Enlouquecida, suas mãos apertam meu traseiro, e ouço o tecido de minha calcinha se

rasgando. Quando olho Lauren, ela diz caçoando:

— Isso não faz falta.

Dou uma gargalhada, mas quando, com um puxão, Lauren me baixa a saia até o chão e fico nua na barraquinha, meu riso fica nervoso. Estou a poucos passos dos turistas do hotel, nua, com a calcinha rasgada, mas com vontade de me divertir. Nesse instante, ouvimos um riso de mulher perto de nós.

Lauren e eu olhamos e descobrimos que no outro lado da barraquinha estão uma mulher e um homem na mesma situação que a gente.

Não dizemos nada. Nem é preciso. Sem nos aproximarmos uns dos outros, cada casal continua em sua excitante atividade. A presença deles nos estimula muito.

Lauren me beija. Deseja minha boca como eu preciso da dela. Suas mãos agarram e sobem meus pulsos por cima da cabeça. Seu corpo esmaga o meu contra a parede da barraquinha, e noto sua

ereção pressionando minha barriga. Isso mexe mais ainda comigo. Duro. Incansável. Eu a quero dentro de mim, ela sussurra:

— Você me deixa louca.

Sorrio e fecho os olhos. Sou imensamente feliz. De repente, o gemido da mulher nos faz olhar de novo. Ela agora está no chão, de quatro, e seu companheiro a penetra por trás, sem parar.

Sem conseguir afastar os olhos desse espetáculo, observo a expressão da mulher. Sua boca, seu rosto, seu olhar extasiado me mostram todo o prazer que ela sente, e me excito mais ainda.

Gosto de olhar. Olhar me excita. Olhar me faz querer jogar.

— Gosta do que vê? — pergunta Lauren ao meu ouvido.

A pergunta me faz lembrar nossa primeira visita ao Moroccio, aquele restaurante tão especial em que ela me levou em Madri. Sorrio com a lembrança de minha cara de horror naquele dia e suspiro ao imaginar minha cara neste momento. Tudo é diferente. Graças a Lauren minha percepção do sexo mudou e, na minha opinião, para melhor. Agora sou uma mulher que aproveita o sexo. Que fala de sexo. Que brinca com o sexo e que já não o vê como tabu.

Aceno que sim. A voz de Lauren, carregada de erotismo, e o espetáculo a que assistimos são excitantes como poucos. E então a mulher geme cada vez mais alto e os movimentos de seu parceiro são mais duros e certeiros.

Não posso desviar o olhar: Lauren solta o botão da calça jeans e a tira. Com rapidez, me vira e me diz ao ouvido:

— Agora quero ouvir você gemer.

Sem mais, me separa as pernas e, depois de passar o pênis entre minhas nádegas, baixa-o até meu sexo e, após uns segundos em que me deixa impaciente, me penetra. Oh, sim, sim!

Ela é certeira e vigorosa. Como nós duas gostamos. Seu pênis — duro mas suave — entra totalmente em mim. Minha vagina, deliciada de recebê-la, o prende, o aperta. O prazer é enorme. A excitação me mata.

Estou ofegante, e meu amor, minha amante, minha alemã me agarra possessiva pela cintura, ansiosa pelo prazer, enquanto me preenche, me arrancando gemidos que nos deixam loucas. Olho para a direita. Os que antes gemiam nos observam. Agora sou eu que mostra à outra mulher o tamanho do meu prazer. Sim, sim, quero mostrar para ela.

Quero que saiba o quanto gozo.

Lauren com sua altura e força me levanta um pouco do chão umas duas vezes, e eu me agarro na madeira da barraquinha, à espera de que ela entre e saia de mim outra vez. Gosto do modo que

me possui. Lauren continua, sem parar. Eu adoro. Ela adora. Os desconhecidos também, até que minhas

forças se vão, meu corpo se desmancha de prazer e chego ao orgasmo com um gemido delicioso.

Lauren goza um instante depois, com um gemido rouco. Ficamos quietas por uns instantes, sem nos mexer. Estamos esgotadas. Até que um movimento nos faz voltar à realidade: o outro casal se veste e, após nos acenar um tchau, se vai.

Lauren, ainda me abraçando, sai de dentro de mim. Beija minhas costelas e, quando vê que me encolho, me vira e diz, me puxando entre seus braços:

— Que acha de um banhozinho de mar?

Sim, claro! Com ela tudo me parece ótimo e, sem hesitar, aceito. Adoro sentir Lauren tão natural. Nem um pouco tensa. Nem um pouco séria.

Nuas, felizes, de mãos dadas, corremos até a praia e mergulhamos. Quando nossas cabeças reaparecem, meu amor me abraça e, depois de me beijar, diz:

— A cada dia estou mais louca por você, senhora Jauregui.

Sorrio. Não é para sorrir? Para babar, gritar de felicidade. Que esposa sensacional eu tenho! Envolvo seu corpo com as pernas e, quando noto que seu pênis começa a crescer de novo,

com expressão divertida olho minha insaciável, fogosa e excitante esposa, e sussurro:

— Peça-me o que quiser.




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