História Peça- me o que quiser (CAMREN) - Capítulo 134


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony, Justin Bieber
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Justin Bieber, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags !kink, Bdsm, Camren, Daddy, Femmslash, Lauren G!p, Sado
Visualizações 1.091
Palavras 4.271
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, FemmeSlash, Hentai, Orange, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Maratona 2 de 6

Capítulo 134 - Capítulo 8 - Livro III


No dia seguinte, no café da manhã, não vejo Sabrina. Onde ela terá se metido? Minha barriga dói. Essa menstruação horrorosa me mata, quando vem e quando vai. Não é uma beleza?

Ao ouvir meu gemido, Lauren ergue a sobrancelha. Sabe que estou mal e respeita meu silêncio. Teve de aprender isso pelo bem de sua integridade física. Somos as primeiras a chegar ao aeroporto. No jato particular, me esparramo toda numa das confortáveis poltronas e tomo um comprimido. Essa dor miserável precisa passar logo.

Aguento calada. Se falo, me dói mais.

Lauren se senta ao meu lado e me acaricia a cabeça.

— Detesto saber que você está com dor e não posso fazer nada.

— Eu detesto mais — respondo com grosseria.

Pobrezinha. Me dá uma pena. Me aconchego nela e sussurro:

— Calma, querida. Daqui a pouco passa e não vai doer até o mês que vem.

De repente, minha morena me abraça. Eu, cheia de dor, termino caindo num sono profundo. Quando acordo, estamos voando. Estou sozinha. Lauren está com Dinah e Grey. Mas assim que me mexo, ela já está do meu lado.

— Oi, pequena. Como está?

Me dou conta de que a dor desapareceu.

— Agora, ótima. Não dói mais.

Sorrimos.

— Que cochilinho bom você tirou.

— Dormi muito?

Sorrindo, passa a mão em meu cabelo e me beija a testa.

— Três horas.

— Três horas?!

Minha linda ri:

— Sim, querida. Quer comer?

Concordo, ainda surpresa com a sesta. Dormi como um urso-polar e estou com fome. Nesse momento, a porta do banheiro se abre e Sabrina aparece. Ao me ver, seus olhos se iluminam. Rápida, vem sentar comigo. Lauren diz:

— Vou dizer pra aeromoça trazer alguma coisa pra vocês.

Quando ficamos sozinhas, ela murmura disfarçando:

— Dinah me perguntou onde estive ontem à noite.

— E o que você disse?

— Que tinha jantado com um amigo.

Ao lembrar seu encontro erótico, pergunto:

— E como foi com o casal? Tudo bem?

Sabrina sorri e fala baixinho:

— Ficaram admirados com minha aparência. Nos divertimos muito.

Sem poder evitar, soltamos uma gargalhada, o que faz os três nos olharem. Lauren sorri; mas Dinah está séria.

— Iiih, acho que alguém se chateou.

Ela concorda e cochicha, se ajeitando na poltrona:

— Dinah queria saber o nome de meu amigo. Ficou toda emburrada quando eu não disse.

Acho graça.

— Ontem à noite, no jantar, quase não falou e passou o tempo todo olhando o relógio.

Quando Lauren e eu fomos dormir, ela ficou sozinha na sala.

— Quando voltei, às três da madrugada, estava lá mesmo, acordada.

— Como é que é?! — exclamo.

— Isso mesmo — ela ri. — Estava lendo na sala. Quando entrei, não falou nada, e eu fui direto dormir. Minutos depois, ouvi que entrava em seu quarto.

Entusiasmada, olho Dinah e me dou conta de que nos observa. Estou surpresa. Não é possível que tudo esteja indo tão rápido entre elas. Olhando Sabrina nos olhos, insisto:

— Espera aí, Sabrina. Quando você se insinuou pra Dinah, ela nunca se mostrou interessada?

— Nunca.

— Mas, pelo menos, te dizia alguma coisa?

Nesse momento chega a aeromoça com as bandejinhas com comida.

— A última vez que tentei, faz um ano mais ou menos, me disse que não insistisse, porque ela não podia me dar nada do que eu desejava e não queria me decepcionar.

— Ora...

— Lembro que não engoli bem esse fora e fiquei quase um mês sem falar com ela. Até procurei outro trabalho nos classificados. Quando Dinah se deu conta, se chateou. Não queria que eu trabalhasse pra outra pessoa. O incrível foi que no mês seguinte dobrou meu salário.

Quando eu disse que não tinha pedido nenhum aumento, me respondeu que, já que não podia dar o que eu desejava, pelo menos queria me alegrar financeiramente, pra que eu não fosse trabalhar pra outro.

Ora, ora, aqui tem alguma coisa muito interessante. Abaixo a voz e afirmo com certeza:

— Minha nossa, Sabrina, o que você acaba de dizer só confirma que ela te ama, e muito.

— Não, ela não me ama. Nunca fez a menor menção.

— E a troco de que aumenta seu salário sem você pedir?

— Não sei. Dinah é muito mão aberta.

— Não será mão aberta com você porque te ama?

— Acho que não.

— Pois eu acho que sim. Ela te ama. Nenhum chefe sobe o salário assim sem mais nem menos.

— Acha mesmo?

Acho. Ainda me lembro quando Lauren me propôs acompanhá-la naquela viagem pelas sucursais e me disse para estabelecer o salário.

— Sabrina, essa mulher é louca por você, te garanto.

— Deus do céu — murmura, vermelha como um tomate.

Dinah nos olha de novo. Eu pisco um olho para ela. Coitada, se soubesse do que estamos falando! Ela sorri e desvia o olhar.

— Olha, Sabrina, te garanto que Dinah gosta de você tanto quanto você gosta dela. Sua reação foi exagerada pro pouco que você fez. Está na cara que ela se interessa por você, sua maneira de se comportar está demonstrando isso.

— Ai, Camila! Nem me fale, que chego a passar mal.

Caímos na risada. Preciso tapar a boca para disfarçar:

— Ela é que vai passar mal, quando chegarmos a Cojimar e meus amigos ficarem te paquerando.

Nossa chegada em Cojimar é uma sensação.

Meu pai quer nos buscar no aeroporto, mas Lauren já providenciou tudo: um homem nos entrega a chave de um SUV Mitsubishi para oito passageiros, igualzinho ao que temos nos EUA. Ao ver que olho surpresa, minha linda explica:

— Comprei este carro pra gente usar sempre que viermos a Cojimar, acha bom?

Concordo, sorridente. Lauren é uma controladora, gosta de ter as rédeas de tudo. Rindo de tudo, vamos para Cojimar. Quando chegamos ao chalé que Lauren me deu, vejo um cartaz que diz “Vila Moreninha”. Morro de tanto rir, enquanto minha esposa adora me ver tão feliz. Dou um beijo nela, e ela se derrete. Depois, pega um controle remoto no porta-luvas para abrir o portão preto, e eu não deixo de sorrir. Adoro as surpresas de Lauren e ver que os jardins estão bem cuidados me emociona de novo. Ela comenta que falou com meu pai para contratar alguém para cuidar da propriedade, mesmo quando estivéssemos fora.

Sou a primeira a sair do carro. Feliz da vida, olho meus convidados e digo:

— Bem-vindos a nosso lar em Cojimar.

Mal entro em casa, ligo para meu pai e aviso que em uma hora estaremos em sua casa. Ele, entusiasmado, preparou alguma coisa para o jantar e nos espera feliz, junto com minha irmã e as crianças.

Como anfitriã da Vila Moreninha, rapidamente organizo onde os convidados vão dormir. Há quartos para todos. Depois de dar uma horinha para todo mundo tomar banho, pegamos o Mitsubischi e nos dirigimos para a casa de papai. Estou ansiosa para vê-lo. Quando estacionamos, vejo, emocionada, Jin e Jade correrem para nós. Minhas crianças!

Mal Lauren desliga o carro, e já estou descendo. Jin e Jade se atiram sobre mim, e eu os abraço, boba de tanta felicidade. Minha sobrinha grita, emocionada:

— Tiiiiaaaa! Tia, o que trouxe para mim?

— E pra mim? — pergunta Jin.

Minha Nossa Senhora!

Mas, incapaz de me chatear com eles, beijo-os e respondo:

— Um montão de presentinhos. Agora, venha dar oi pra...

Mas Jin já se jogou nos braços de Lauren. Como sempre, me emociono ao ver o carinho que um tem pelo outro. De repente minha sobrinha, que é mais desajeitada que um mastodonte, se atira em cheio contra eles. Lauren perde o equilíbrio, e os três acabam esparramados no meio da rua.

Dinah e companhia riem, e Lauren, feliz, diz:

— Camz, querida, me ajuda!

Me aproximo rapidamente. Ela me estende a mão, mas, quando a pego, a sem-vergonha me puxa, e acabo no chão também. Com Lauren agora tudo é espontâneo, amoroso e engraçado. Quando por fim conseguimos nos levantar, meu pai já chegou e diz, abrindo os braços:

— Como está minha moreninha?

Corro para ele e o abraço.

Eu o adoro. Eu a amo com loucura.

Emocionada ao ver a expressão dele, respondo:

— Muito bem, papai. Feliz e loucamente apaixonada pela cabeça-dura.

Lauren vem, dá a mão a meu pai, depois o abraça. Em seguida apresenta Dinah, Sabrina e Greyston. Depois de cumprimentar os vizinhos, que amavelmente vieram nos receber, entramos na casa.

— Papai, onde está Sofia?

— Acabando de dar banho na Isabella, querida. Está no seu quarto.

Ansiosa, entro no meu antigo quarto e sorrio. Ali está a louca da minha irmã, secando sobre o trocador sua bebezinha, que já tem um mês e pouco. Sem fazer barulho, me aproximo de Sofia e, abraçando-a por trás, murmuro, aspirando seu cheiro de água-de-colônia:

— Oiiiiiiiiiiiiii.

Ela grita na hora, se virando:

— Fofinhaaaaaa!

Nos abraçamos e beijamos muito. Temos tantas coisas para contar que falamos atropeladamente, sem parar, até que Isabella faz um barulhinho. Então nós duas a olhamos.

— Santo Deus, como cresceu esta menina!

Sofia concorda e, com a típica voz de quem fala com um bebê, diz, acariciando as bochechas da filha:

— É que está godinha, né? Muiiiito godinha, né, goduchinha?

Emocionada ao ver o bebê, me aproximo e a beijo e aspiro seu cheirinho de água-de-colônia, depois digo com a voz nhe-nhe-nhem da minha irmã:

— Oi, coisinhazinha da titia. Ai, meu Deus, que vontade de apertar ela! Ai, apertar toda todinha, meu amorzãozinhoinhinho.

— Diga oi pra titia — insiste minha irmã. Pega a mãozinha da menina e diz: — Oi, titia. Eu sou a Isabella.

— Oi, queridinhainhinha. Oiiii, Bilu, bilu.

— Oláaa, oláaaa!

A neném fecha os olhos. Tenho certeza de que, se pudesse responder, nos mandava passear por sermos tão bobocas! Mas o que fazemos falando tatibitate? Por que, diante de um bebê, começamos a falar assim? Por fim, Isabella espirra, e minha irmã rapidamente começa a vesti-la para que não se resfrie.

— Deixei na cozinha da sua casa o que você me pediu, Mila.

— Fez a tortinha de chocolate?

— Fiz. — Sorri. — Olha, foi uma batalha fazer sem que as crianças vissem. Mas consegui.  Tudo pela minha cunhada. Tá num tupperware, bem no fundo da geladeira, atrás das Cocas.

Sorrio. Amanhã faz um mês que Lauren e eu nos casamos. E quero surpreender minha maridinha.

— Fofinha, vai ver teus convidados. Já, já Isabella e eu estamos indo.

Dou um beijo nela e saio disparada para o jardim, onde todos já se acomodaram em volta da mesa e tomam cerveja. Dinah e meu pai falam sobre as rosas que meu velho planta. Sabrina e Grey prestam atenção na conversa. As rosas são sensacionais: as mais bonitas que vi em toda a minha vida. Enquanto isso, Lauren e Jin trocam confidências. Jade, ao me ver, diz rapidamente:

— Tia, a tia Lauren disse pra nos dar os presentes.

Ela sorri:

— Eu disse que foi você que comprou e você...

— Nada disso, querida — digo animada. — Nós duas compramos os presentes e vamos entregar nós duas juntas.

Ansiosas, as crianças não param de olhar o malão que trouxemos. Por fim, Lauren o abre sobre a mesa do jardim. Juntas, começamos a distribuir os presentes entre as crianças e meu pai. As crianças começam a abrir os pacotes entusiasmadas, quando, de repente, como se se tratasse de um terremoto, aparece minha irmã, mais espalhafatosa que nunca, com o cabelo preso num coque, com a filha numa das mãos e o celular na outra. Aí, sem nem pedir licença, deixa Isabella nos braços de um desconcertado Grey, que não sabe o que fazer. Virando as costas para ela, Sofia diz:

— Olha, não vai dar. Neste fim de semana de jeito nenhum. Tenho planos.

Todos a olhamos. Melhor sair da frente, quando fala com essa voz séria. Olho meu pai, que balança a cabeça, enquanto a figura da Sofia caminha até a piscina, onde para de repente.

— Não. Não quero te ver, José. Me esqueça! Fale com o advogado e faça o favor de pagar a pensão das meninas, porque eu preciso. Tá ouvindo? Eu pre-ci-so!

Mas meu ex-cunhado, o pateta, deve ter dito alguma coisa, porque ela grita:

— Estou cagando para você e toda a sua família! Não estou nem aí pra sua situação pessoal! Sabe por quê? — Continuamos olhando para ela, e não se ouve uma mosca. — Porque tenho duas meninas pra cuidar e preciso de dinheiro. Portanto, deixe de pensar em viajar porque não quero te ver. Deposite o que tiver na minha conta. As meninas comem e precisam de outras coisinhas. O quê?! Sabe de uma coisa? Você é um descarado sem-vergonha com complexo de Peter Pan. Vê se cresce, seu vagabundo, cresce de uma vez! E nunca mais me pergunte se a gente se vê amanhã, porque juro que vou te encontrar, sim, nem que seja pra encher sua cara de porrada.

Espantada, nem sei o que fazer. Minha nossa, ela está uma fera. Mas de repente percebo que minha Jade, minha sobrinha, está ouvindo tudo também e fico gelada. Troco um olhar com Lauren.

Como estou sem ação, ela diz:

— Olha, Jade, o que te comprei. Uma máquina fotográfica do Bob Esponja.

As palavras Bob Esponja fazem minha sobrinha esquecer os gritos de minha irmã. Ela olha para Lauren.

— Que legal, tia!

A câmera digital amarela, com o chato do Bob Esponja, é a única coisa que importa naquele momento. Ainda bem que minha linda reagiu rápido.

Lauren dá outra câmera a Jin, mas com os personagens do Mortal Kombat. As crianças ficam enlouquecidas. Aproveitando a deixa, Sabrina as leva um pouco para longe, já que Sofia ainda está fora de si no telefone.

Meu pai, angustiado, vai acalmá-la. Pobre coitado, o que tem passado com Sofia e comigo.

Eu, ao ver Grey sem saber bem o que fazer com Isabella no colo, corro para pegá-la.

Acho que se ficar um segundo mais com a neném, vai sufocar de tanto prender a respiração.

Quando me entrega Isabella, solta um suspiro de alívio, o pobre. Passou por um mau pedaço!

Com carinho, aproximo o rostinho de Isabella do meu e digo:

— Olá, fofinhazinhazinhazinha! Que vontade de apertar essas bochechas! Ai, fofinhazinhazinhazinha!

Isabella me olha. Deve pensar que a idiota tatibitate de antes voltou. De repente, Dinah diz:

— Olha só para você, Camila. Fica linda com um bebezinho no colo.

Me viro para ela e vejo que os três me observam. Precisava ver a cara da minha esposa.

Que expressão mais melosa. Com um sorriso radiante, diz:

— É mesmo, está linda com um bebê.

Ui! Meu pescoço começa a coçar de repente.

Não e não. Não quero falar de bebês nem de outras besteiras do tipo. Sem pensar, procuro alguém para passar Isabella. Lauren vem e estende os braços. Entrego-a como um pacote e ela diz com seu sotaque americano:

— Oiiii. Oi, lindinha. Sou a tia Lauren. Como está minha queridinha?

Puxa, mais uma babando!

Lauren se senta ao lado de Dinah e os duas começam a falar em tatibitate com a Isabella, enquanto olho meu pai e leio em seus lábios como pede calma a Sofia, quando ela desliga com fúria o celular. Minha irmã está irritada e, quando se irrita, perde a noção das coisas. Nossos olhares se encontram. Quando penso em ir falar com ela, ela muda de expressão e, como a melhor atriz de Hollywood, vem até nós e diz a Lauren:

— Oi, cunhada, como vão as coisas?

— Bem, e com você?

Sofia encolhe os ombros e diz, na lata:

— Como diz meu pai, fodida mas contente.

Lauren e ela se beijam com carinho.

— Tem certeza de que está bem? — ela insiste.

Sofia acena que sim e Dinah, pegando as mãos dela, diz:

— O que acontece com minha linda latina?

Minha irmã respira fundo, olha ao redor e, depois de ver que Jade não está por perto, explica:

— Meu ex quer me enlouquecer. Mas antes acabo com ele.

Lauren me olha, e eu digo rápido:

— Sofia, te apresento Grey. É primo da Dinah. Vai passar uns dias em Cuba.

— Prazer — diz, mal olhando para ele.

Grey, que não tira os olhos dela, concorda com a cabeça e olha Dinah com cumplicidade, murmurando:

— Mãezinha do céu, que mulher!

Nesse momento aparecem Jade e Jin com Sabrina e começam a tirar fotos com as câmeras novas. Meia hora depois, meu pai nos serve um jantar divino, onde não falta um presuntinho delicioso, camarão, cação temperado por ele e salmorejo.

Na manhã seguinte, meu despertador toca às seis e meia. Desligo, rápida.

Estou morta. Ai, que sono! Mas quero surpreender Lauren.

Um mês de casadas. Um mês! E quero levar o café da manhã na cama para ela.

Olho-a com carinho. Dorme. Como sempre me acontece, tenho muita vontade de agarrá-la.

Mas aí, claro, vou acordá-la e adeus surpresa.

Levanto em silêncio, vou ao banheiro e fecho a porta com todo o cuidado. Tiro rapidamente o pijama, boto a camiseta que comprei para Lauren e me penteio. Não estou mais menstruada. Que bom!

Dou uma conferida no espelho, sorrio e saio de fininho. Quando chego à cozinha, procuro atrás das Coca-Colas, como disse minha irmã, e encontro um tupperware rosa.

Sofia é uma verdadeira artista fazendo tortas.

Sem demora, pego uma bandeja, preparo dois cafés com leite, pratinhos, colherinhas, guardanapos e uma faca. Coloco a bela torta no centro.

Ficou muito lindo.

Tiro uma foto com meu celular para guardar de lembrança. Afinal, é nosso primeiro mesinho de casadas.

Feliz pela surpresa que vou fazer para meu amor, volto ao quarto e chego na cama toda sedutora. Pouso a bandeja numa lateral, com a torta do meu lado, e sussuro ao seu ouvido:

—  Feliz mesaniversário de casada.

Lauren abre os olhos e, ao me ouvir, sorri. Em geral, é ela que me acorda. Seu sorriso se alarga quando vê a camiseta vermelha que uso, que diz “Viva a Moreninha”.

— Felicidades, meu amor! Hoje faz trinta dias que casamos.

Me abraçando, me puxa para cima dela. Olha, achando graça, a camiseta e lê, imitando o sotaque mexicano com seu forte sotaque americano:

— Viva a moreninha!

Rimos, superfelizes.

— Foram os melhores trinta dias de minha vida — diz carinhosa. — Agora espero muitos mais.

Sua boca busca a minha. Me beija. Incrível, nem recém-acordada tem mau hálito.

Me chupa o lábio superior, depois o inferior e então me dá sua maravilhosa mordidinha.

Sim, sim. Adoro que faça isso!

Sua respiração se acelera e sua maneira de me abraçar fica mais intensa. Rapidamente, me tira a camiseta vermelha, que cai no chão. Adeus “Viva a Moreninha!”.

Encantada, me deixo levar pela paixão do momento, quando Lauren, sem que eu possa fazer nada, se levanta, me suspende e me deixa cair na cama. Então se ouve: pruuuuu!

Surpresa, ela me olha, enquanto eu fecho os olhos e explico:

— Não é o que você está pensando. — Lauren levanta as sobrancelhas, caçoando. — Esse barulho foi da torta que eu trouxe e que agora está bem embaixo da minha bunda.

Ao ver a massa e o chocolate esmagados, ela se atira na cama, rindo. Eu não posso me mexer ou lambuzarei tudo. Por uns segundos, observo ela se retorcer de tanto rir. Acabo rindo também, porque o que aconteceu é pra isso mesmo. Quando ela se acalma um pouco, digo:

— A torta já era, mas os cafés ao menos sobreviveram aí na bandeja.

Lauren pega uma xícara e toma um gole, muito calmamente. Desconcertada, eu a olho, o cenho franzido.

— Pode-se saber o que você está fazendo?

— Tomando o café da manhã, ora essa.

— Café da manhã?

Ela acena que sim e me faz rir:

— E agora quero minha torta.

Entendo suas intenções.

— Nem pense nisso.

— Quero torta.

— Nem em sonhos.

Mas, ao perceber suas intenções, rio e me sinto sem forças justo quando ela me puxa e me deita de bruços.

— Não, Lauren!

Meu protesto não serve de nada. Meu louco amor lambe minha bunda e exclama:

— Hum... É a melhor torta que comi na vida.

— Lauren! — protesto, mas ela lambe e lambe, saboreando sua porção de torta.

Morrendo de rir, vou falar, mas ela diz:

— Uma delícia.

— Era parte do presente.

— Genial! Depois me lembre de dar o seu.

— Tem um presente pra mim?

— Duvida, hein? Como você disse, é nosso mesaniversário!

Nem dá para responder. Ela me vira de frente.

— Eu te amo, pequena.

Estou com uma das mãos sobre a torta amassada, pego um pedaço e, continuando com a  brincadeira, lambuzo meus seios. Depois sigo até o umbigo e termino no meu púbis.

Lauren sorri. Decidida a nos lambuzar de vez, pego mais torta e esparramo pelo abdômen e pelos ombros de Lauren.

A lambança está servida.

Brincalhona, ela se deita sobre mim. A essa altura, a torta cobre completamente nossos corpos e a cama.

— Você sempre foi doce, moreninha, mas hoje mais do que nunca.

Sorrio com entusiasmo, sentindo o cheiro de chocolate impregnar tudo. Lauren começa a me chupar os mamilos e segue a trilha que marquei, desce até o umbigo e, ao chegar no púbis, aspira meu perfume. Seu desejo por mim é tão grande, que me quer já. Me abre as pernas, e sua língua entra em mim.

Agitada, me retorço ao sentir a vibração de meu corpo, enquanto Lauren, como uma loba faminta, me agarra as coxas e me abre mais ainda.

— Sim, querida, sim — gemo deliciada.

Lauren passeia sua língua em mim. Seus dedos, ágeis, buscam espaço entre os grandes lábios.

Dois deles me penetram, e sua língua brinca e brinca comigo, me arrancando ondas de prazer.

A cama balança, e eu agarro enlouquecida os lençóis e tento não gemer. Não quero que o resto da casa acorde. Aperto os calcanhares contra o colchão e me jogo para trás até que minha cabeça cai por um lado da cama.

Lauren me segura, me puxa de novo para o centro da cama, e já não posso me mexer. A energia do minha predadora particular está no máximo. Está descansada e quer sexo, sexo do jeito selvagem de que as duas gostamos. Vejo como morde o lábio inferior enquanto fica de joelhos, me pega pela cintura e me vira.

Adoro como ela me movimenta na cama. Adoro seu jeito possessiva. E como sei o que ela quer, me ergo um pouco até ficar de quatro. Aproxima o pênis e lenta e pausadamente me penetra.

— Mais — exijo.

— Quer mais?

— Sim.

— Apressadinha — ri, adorando.

— Gosto de ser apressada. Mais fundo — suplico.

Ouço o riso dela. Adoro seu riso.

Lauren me dá um tapa na bunda. Depois, me agarrando pelos quadris, me penetra como pedi, mais e mais fundo. Eu grito, depois mordo os lençóis.

— Psiu, não grite ou acorda todo mundo — me diz Lauren ao ouvido.

Ela continua a me penetrar sem parar, enquanto mordo os lençóis para abafar meus gemidos. Eu gosto do que ela faz, como gosto. Gosto de nosso lado animal.

Estimulando-a a continuar, ergo os quadris em sua direção. O encontro é devastador. Nós duas gememos mais forte do que o normal. De repente ela para. Sai de dentro de mim e me vira. Nossos olhos se encontram. Quando me penetra de novo, sussurra:

— Me olhe.

Cravo meus olhos nela. Em minha deusa, meu sol, e então sou eu quem sobe de repente a pélvis e faço Lauren ofegar. Sorri perigosamente, meio de lado.

Uau, acordei minha Icegirl!

Insaciável, ela passa uma das mãos por baixo de meu corpo pra me imobilizar e, deitando-se sobre mim, me beija e me penetra sem descanso. Nossas bocas ardentes atenuam nossos gemidos.

Prazer...

Calor...

Desejo...

E amor...

Sinto tudo isso, enquanto ela me penetra mil vezes, e eu me abro para recebê-la, até que um delicioso espasmo me faz arquear, e gozo. Instantes depois, Lauren me toma uma última vez e, com um gemido rouco, cai rendida sobre mim.

Minha vagina a prende. Tremo por dentro, enquanto o corpo de Lauren vibra sobre mim. Sinto o sêmen me encharcar e me aperto de novo contra ela.

Dois minutos mais tarde, Lauren rola na cama para não me esmagar e, no mesmo movimento, me deixa sobre ela. Adora fazer isso. Fica louca comigo por cima. Meu cabelo está melado de torta de chocolate. Na verdade, nós duas estamos completamente lambuzadas.

— Quando minha irmã te perguntar se gostou da torta, diga que sim ou ela me mata.

Lauren sorri e me assegura, a respiração entrecortada:

— Não se preocupe, moreninha. Estou totalmente convencida de que foi a melhor torta da minha vida.

Rimos. Cinco minutos depois, quando nossos corpos ficam grudentos com o açúcar, vamos direto para o banho. Enquanto lavamos uma a outra, somos de novo levadas pela paixão. Outra vez faço amor com minha americana.

 

BOTAS FINAIS

 

Lobinhos e novinhos.

Eu vim dizer porque eu estou aqui.

Ah tia você está aqui para postar fanfic e dar lição de moral.

Nessa hora aí que eu fiquei ausente, eu fui na minha esquina comprar lanche e vi uma menina fumando maconha e bebendo.

Quando eu vejo vocês aqui, eu me sinto tão bem. Eu vejo vocês num sábado a noite, lendo fanfic, como eu poderia me sentir? Que vocês estão em casa, no celular ou no computador, seguros e tranquilos.

Claro que vocês devem estar passando alguns perrengues, as aulas voltaram agora e tudo mais, etc. Mas  eu estou realmente feliz, saca? Eu vejo uma criança dessas e penso que poderia ser meu lobinho, mas vocês escolheram as fanfics, escolheram Fifth Harmony, eu sei lá porque, e estão no caminho certo.

Obrigada por vocês serem quem vocês são, por vocês me apoiarem tanto, mesmo estando longe e sem saberem o que é que vocês vieram fazer aqui. Para alguns, isso é só mais uma fanfic gip, mas para outros isso aqui é uma família.

E eu torno a repetir, você é novinho, ou lobinho, você pode me procurar, que eu vou estar lá para vocês, okay? 



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