História Peça me o que quiser(Namjin) - Capítulo 16


Escrita por: ~ e ~Querido_Dragon

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bts blackpink monsta X got7
Visualizações 90
Palavras 5.080
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiiiiiii gente tudo bom com vcs?
Aqui é a Dragon de novo kkk.
Genteeeeeee muitooo obrigada por tudo meu a Fic não tem nem 20 capítulos e já temos tudo isso de favoritos,visualizações e comentários
Aiiii gente eu to muito feliz com isso,obrigada mesmo de coração.❤❤❤❤❤
Agora chega de bla bla bla e bora ler a Fic.
Boa leitura e ate as notas finais😚❤

Capítulo 16 - Férias!!!


Fanfic / Fanfiction Peça me o que quiser(Namjin) - Capítulo 16 - Férias!!!


É segunda: outra semana de trabalho começa. Não soube mais nada de Lee Jooheon  e é quase melhor assim. Cada vez que penso no que fiz, sinto vergonha. Sou um completoidiota. Aproveitei a quedinha dele por mim e, quando consegui o que queria, fui embora sem levar em conta seus sentimentos. 

Checo meus e-mails mil vezes, duas mil, três mil, mas Namjoon não responde. Ele me deixa num vazio e isso me deixa louco. Definitivamente, ele não está nem aí pra mim. Fui apenas mais uma transa para ele, e preciso aceitar isso. Sou um imbecil mesmo!
Minha chefe chega e está especialmente chata hoje. J-Hope tenta tirá-la do meu pé e
faz isso da melhor forma que sabe. Sexo! Eu me faço de bobo e finjo não saber de nada.
No fundo, sou grato a J-Hope por mantê-la ocupada.
Os dias passam e minha tatuagem está me incomodando. Segui todas as
recomendações de Nacho e ainda uso um plástico para proteger.
Continuo sem notícias de Namjoon.
Minha chefe está com aquela simpatia de sempre. Enche minha mesa de trabalho até
não poder mais, e eu, como bom escravo que sou, mergulho nele. Se tem uma coisa que
meu pai me ensinou, é não deixar nada pela metade.
Na quinta-feira saio com os amigos para tomar cerveja. Nacho vai também e me
pergunta sobre a tatuagem. É a única pessoa que sabe, e eu não quero contar para
ninguém mais. Combino de passar no seu estúdio na sexta-feira para ele ver como está.
Afinal é sexta-feira!
Dentro de algumas horas estarei de férias.
Continuo sem saber nada de Namjoon e da suposta viagem às sucursais, então procuro
esquecer o assunto. Depois de dar mil voltas na cabeça, decido não pensar mais nisso.
Impossível, porque Namjoon não me abandona.
Quando desligo o computador e me despeço dos colegas, quase não acredito. Vou ficar
praticamente um mês fora do escritório, desse ambiente, e isso me deixa muito feliz.
Quando saio, vou direto ao estúdio de Nacho. Ele vê minha tatuagem e diz que já posso
tirar o plástico de proteção.
Ao chegar em casa, vejo que há uma mensagem do meu irmão na secretária eletrônica.
Pede que eu fique duas noites com minha sobrinha. Tem planos com Jisoo .Sem
conseguir recusar, digo que sim. Meu irmão  está eufórico e isso me faz sorrir.
Às nove da noite, minha sobrinha levada chega à minha casa e se apossa da tevê,
enquanto meu irmão, todo afobado, me conta suas últimas façanhas sexuais. Quando
ele vai embora, Liz insiste que eu peça uma pizza, e nós dois comemos uma pizza de
presunto enquanto sou obrigado a aturar os ridículos desenhos do Bob Esponja. Por que
será que ela gosta tanto?
À meia-noite, exausto de tanto Bob Esponja, Lula Molusco e seus hambúrgueres de
siri, vamos para a cama. Liz quer muito dormir ao meu lado e eu deixo numa boa.

Na manhã de domingo, meu irmão aparece mais feliz que pinto no lixo e, após dizer
“Depois te conto!”, vai embora apressado com minha sobrinha. Minha cunhada a espera
com o carro parado em fila dupla.
Nessa noite, depois de um dia inteiro jogado no sofá, eu olho para minha mala.
Amanhã vou para Gwacheon passar uns dias com meu pai. Tomo um copo d’água e me enfio na cama, mas, antes de apagar a luz do abajur, vejo os lábios de Namjoon marcados ali.
Apago a luz e decido dormir. Estou precisando.
Como sempre, minha chegada a Gwacheon, à casa do meu pai, é motivo de animação na
vizinhança. Lola, da quitanda, me abraça; Pepi, do armazém, me enche de beijos. O
Bicho e o Lucena, quando me veem, dão pulos de alegria. Todo mundo gosta de mim.
Meu pai é um homem muito querido na cidade. A vida toda teve uma típica oficina de
carros e motos, “Oficina Kim”, e é mais conhecido que o macarrão do lugar.
À tarde, na hora em que estou dando um mergulho na piscina maravilhosa que meu
pai construiu na casa, Lee Jooheon aparece. Vou nadando até a borda, observo sua calça
branca e a camisa de linho laranja que ele está usando. Está tão bonito como sempre, e
essas cores combinam muito bem com seu tom de pele. Ele sorri. Parece um bom sinal.
— Olá, conterrâneo.
— Oláááá!
— Já estava mais do que na hora de você voltar pra casa, seu ingrato.
Suas palavras e seu sorriso me dão a entender que ele está bem, que a mágoa comigo
já passou. Isso me reconforta. Saio da piscina com minha sunga verde militar e vejo os
olhos de Lee Jooheon  percorrendo meu corpo de cima a baixo. Meu pai, que não repara no
olhar dele, vem chegando por trás.
— Olha quem veio te ver, príncipe. Vai uma cervejinha,Lee Jooheon ?
— Obrigado, Young-Chul. Vou adorar uma.
Meu pai sai e nos deixa sozinhos. Nos olhamos e eu lhe pergunto, rindo:
— Que foi?
— Você está lindo.
Feliz com o elogio, murmuro enquanto enxugo o rosto com uma toalha:
— Obrigaaaada... você também está.
Dou dois beijinhos nele. Sinto suas mãos na minha cintura molhada e, ao ver que ele
não me solta, replico:
— Me solta ou meu pai vai contar tudo pro seu e eles marcam o casamento pra daqui a dois dias.
— Se assim eu puder te ver mais vezes, tudo bem!
Dou uma risada e ele me solta. Sentamos numa das cadeiras.
— Como estão as coisas?
— Tudo bem e com você?
  Lee Jooheon faz que sim com a cabeça. Não quer falar muito sobre o que aconteceu.
Nesse momento, aparece meu pai com duas cervejas e uma Coca-Cola para mim.

Por algum tempo, nós três conversamos na beira da piscina. Às oito, Lee Jooheon me
convida para jantar. Vou dizer que não, que não estou a fim, mas meu pai vai logo
aceitando por mim. Às nove, já arrumado, saio com Lee Jooheon do chalé do meu pai e
entro no seu carro.
Ele me leva a um restaurante recém-inaugurado em  Gwacheon e temos um jantar
agradável.Lee Jooheon é simpático e com ele nunca falta assunto. Quando saímos, vamos a um barzinho tomar algo.
— Seokjin — ele diz quando eu menos espero —, se eu te chamasse pra passar uns dias
comigo no Hainan, você iria?
Quase engasgo. Olho para ele e pergunto:
— Por que essa ideia agora?
   Jooheon se apoia na mesa e afasta uma mecha de cabelo que cai nos meus olhos.
— Você sabe.
Olho para ele desconcertado. Outra vez a mesma história? E, antes que eu possa dizer
algo, chega mais perto e me dá um beijo. Sua língua invade minha boca.
— Seu chefe não é o homem certo pra você.
Stop!Jooheon está falando de Namjoon?
—Kim Namjoon não é o homem que você imagina — diz.
— Do que você está falando?
Jooheon acaricia os contornos do meu rosto.
— Digamos que ele frequenta ambientes que não são saudáveis pra você.
Sem precisar perguntar de novo, eu sei do que ele está falando. Mas meu sangue ferve
quando me dou conta de que Lee Jooheon está bisbilhotando minha vida. Por que
ultimamente todo mundo me espiona? Eu o encaro, mal-humorado.
— E o que você sabe do meu chefe e esses ambientes?
— Seokjin, sou policial e pra mim é muito fácil saber certas coisas. Kim Namjoon  é
um empresário coreano rico que gosta de estar com muitas mulheres. Circula num
ambiente muito seleto e, pelo que descobri, gosta de compartilhar algo mais do que amizade.
Descobrir que Jooheon sabe certas coisas sobre Namjoon me incomoda, me preocupa.
— Olha, não sei do que você está falando, nem me importa — respondo, incapaz de
me acalmar. — Mas o que não entendo é por que você está falando do meu chefe e do
que ele faz com a vida pessoal dele.
— Seokjin, não me importo com seu chefe, mas com você, sim — explica, olhando nos
meus olhos. — E não quero que você tome uma decisão errada. Eu te conheço, gosto de
você e não quero que ninguém estrague o que é nosso.
— “Nosso”? O que é “nosso”?
— Nosso é o que você e eu temos. Gostamos um do outro há anos e...
— Ai, meu Deeeeeeus.... — murmuro horrorizado.
— Seokjin, esse homem não...
— Chega! Não quero mais ouvir falar do meu chefe, nem da minha vida particular,entendeu?
  Jooheon faz que sim e nos envolve num silêncio incômodo.
— Me leva pra casa ou eu vou sozinho. Escolhe! — digo, levantando-me.
Ele também se levanta, esvazia seu copo e tira do bolso as chaves do carro.
— Vamos.
Entramos no carro. Ele dirige e nenhum de nós fala nada. Quando chegamos à porta
da casa do meu pai, desliga o motor, olha para mim e sussurra:
— Seokjin, pensa no que te falei.
E, se virando para mim, me beija. Toma meus lábios com ternura e no início eu
correspondo, mas, quando Namjoon aparece na minha cabeça, eu me afasto. Abro a porta do carro, desço e, irritado, caminho até a casa do meu pai.

Dois dias depois, Jooheon não voltou a aparecer, embora me mande mensagens
perguntando como estou e me convidando para almoçar ou jantar. Recuso os convites.
Não quero vê-lo. Saber que ficou espionando minha vida e a de Namjoon me deixa furioso. O que deu nos homens?
No quinto dia, quando acordo, abro um sorriso. Meu quarto continua como sempre.
Papai faz questão de manter tudo igual a antes e, quando o escuto bater na minha porta e entrar em seguida, abro mais um sorriso.
— Bom dia, príncipe.
Adoro esse tom carinhoso e andaluz que ele usa quando fala comigo. Sento na cama e
dou bom-dia.
Como sempre, papai me leva o café da manhã na cama e traz o seu também. É um
momento nosso, em que colocamos o papo em dia. Algo que os dois gostamos.
— O que você vai fazer hoje?
Tomo um gole do delicioso café antes de responder:
— Marquei com Rocío. Quero conhecer o sobrinho dela.
Meu pai concorda e dá uma mordida na torrada.
— Ele é uma graça. Deram o nome de Pepe, como o avô Pepelu. Você vai ver como é
bonitinho. Aliás, Jooheon  ligou. Queria falar com você e disse que voltaria a ligar mais
tarde.
Não gosto de ouvir isso, mas tento não alterar a expressão do meu rosto. Não quero
que meu pai tire conclusões erradas. Mas ele não é bobo.
— Você e Jooheon brigaram?
— Não.
— Então por que ele não tem vindo aqui como sempre?
Seus olhos me atravessam. Sei que espera que eu diga a verdade.
— Olha, pai. Sejamos sinceros, pois já estamos bem crescidinhos:Jooheon quer de
mim algo que eu não quero dele. E, apesar de ser um ótimo amigo, nunca haverá nada
além disso entre a gente porque hoje em dia eu penso em outra pessoa. Você entende, né, pai?
Meu pai responde que sim. Dá outra mordida na torrada e a engole antes de mudar de
assunto.
— Sabe quando seu irmão vem?
— Não me disse nada, pai.
— É que eu telefono e ela tem estado sempre com pressa. Mas dá pra perceber que
está feliz. Você sabe o motivo? — Isso me faz sorrir. Se meu pai soubesse...
— Já te disse, pai, não faço a menor ideia! Mas com certeza virão os três passar uns
dias contigo. Você sabe que a Liz... se não visita seu vovô, fica arrasada.
Meu pai sorri e suspira.
— Ah, minha Liz...! Que vontade que eu tenho de ver essa menina levada. — Logo olha para mim e acrescenta: — Sobre Jooheon , a partir de agora fico de bico calado, mas, filho, você por acaso continua com aquele rapaz com quem te vi na última vez que estive em Xangai? 

Caio na gargalhada.
— Olha, meu querido — continua, antes que eu possa responder —, sei que na
capital todos vocês são muito modernos. Mas, caramba, você não faz ideia do quanto
esse cara me desagradou quando vi que ele tinha um brinco na sobrancelha e outro no
nariz.
— Pode ficar tranquilo, pai... não é ele que ocupa meus pensamentos.
— Que bom, príncipe. Aquele lá parecia mais burro que uma porta.
Seu comentário me faz soltar uma gargalhada, e meu pai ri comigo. Por um bom
tempo, curtimos nosso café da manhã, até que ele olha as horas.
— Tenho que ir à oficina.
— Tá bem, pai. Te vejo à tarde.
— Dá uma passada no circuito. Vou estar por lá.
— No circuito? Pra quê?
Ele sorri e, sem me revelar nada, vai se levantando da cama.
— Passa lá por volta das cinco. Tenho uma surpresinha pra você.
Meu pai e seus segredinhos. Mas rapidamente cai a ficha e eu sei a que ele se refere.
Aceito o convite. Meu pai sai e eu continuo me entupindo de torradas.

Às onze e meia, minha amiga Rocío passa para me pegar e juntos vamos ver seu
sobrinho. Como meu pai disse, o menino é uma gracinha. À uma já estamos de volta e
vamos para a piscina. A água está fresquinha e deliciosa.
Rocío me conta suas coisas e tenta me perguntar sobre Jooheon. Mas, assim que
percebe que não quero tocar no assunto, deixa pra lá e falamos de outras coisas. Às duas e meia, minha amiga volta para casa e eu fico deitado na beira da piscina. Meu telefone apita. Uma mensagem. É Jooheon me chamando para almoçar. Recuso o convite e deito na espreguiçadeira para ouvir música.
Meu celular apita de novo. Que saco! Pego o aparelho e fico sem ar quando leio: “Quer
ir beber comigo?” É Namjoon!
Meu coração dispara.
Namjoon está na Coréia e eu a muitos quilômetros de distância. Pego a Coca-Cola e bebo.
Minha garganta ficou seca de repente, e o celular apita outra vez.
“Você sabe que não sou paciente. Responde.”
Com as mãos tremendo, começo a digitar, mas não acerto as teclas! Finalmente
consigo escrever: “Estou de férias.”
Envio a mensagem e minha barriga se contrai até que ouço o celular apitar e leio sua
resposta: “Eu sei. Muito bonita a porta vermelha do chalé do seu pai.”
Quando leio isso, dou um gritinho, largo o celular, pego uma canga e corro
desesperado até a porta. Na minha corrida, derrubo cadeiras do quintal, bato com o
quadril, mas não me importo.
Namjoon está aqui!
Rápida, abro a porta, mas minha cegueira é tamanha que não vejo nenhum carro que
possa ser o dele, até que uma buzinadinha me faz olhar pra direita e eu vejo um homem
numa moto maravilhosa. Ele desce, tira o capacete e seus olhos e sua boca sorriem para mim.
Sem me importar com mais nada nem ninguém, corro até ele e me atiro em seus
braços. Meu impulso é tão forte que nós dois quase caímos no chão, mas nada,
absolutamente nada, me importa. Eu apenas o abraço e estremeço quando volto a ouvir
sua voz em meu ouvido:
— Lindo... senti sua falta.
Estou nervoso. Histérico!
Namjoon, meu Namjoon!, está nos meus braços. Em Gwacheon . Na porta da casa do meu pai. Veio me buscar. Me encontrou e essa é a única coisa em que quero pensar.
Quando me separo um pouco dele, sinto seu olhar percorrer meu corpo e então me
dou conta da minha aparência.
— Namjoon, você podia ter avisado. Olha o meu estado.
Ele não responde. Apenas me olha e em seguida me segura pela nuca e me puxa pra
ele, pronto para me dar um beijo apaixonado que faz toda Gwacheon estremecer. 

— Você está lindo, querido.
Ai, meu Deus! Vou ter um troço. E ainda por cima me chama de “querido”!
— Como está o braço? — pergunta de repente.
Eu mostro a marca do ferro.
— Ótimo.
Namjoon faz um gesto com a cabeça e eu o convido a entrar na casa.
Vai me seguindo e ofereço uma cerveja. Ele recusa e pede água. Eu o faço esperar na
piscina enquanto me visto. Namjoon resiste, mas explico que essa é a casa do meu pai, que pode aparecer a qualquer momento. Ele entende e obedece. Em cinco minutos eu me
visto. Um jeans, uma regata  e pronto.
Quando apareço, Namjoon olha para mim.
— Você recebeu duas mensagens do Jooheon  .
Respiro fundo e, antes de conseguir responder, Namjoon me puxa para si e me beija com voracidade. Seus beijos me fazem entender que ele sentiu tanta falta de mim quanto eu dele, e isso me deixa feliz. Apesar de que ele ainda me deve muitas explicações. Em meio aos beijos, entramos na cozinha. Namjoon me sobe na mesa para continuar me beijando e ao mesmo tempo me aperta contra ele.
Calor... estou sentindo um calor infernal e mais ainda quando ele abaixa a cabeça e
morde meus mamilos  por cima da regata. Somos dominados por um desejo ardente. E no fim sou eu que, me esquecendo de onde estou, do meu pai e da imagem de Buda na cozinha, abro sua calça, enfio a mão na cueca e o toco. Quero mais.
Nam, excitado por minhas carícias, desabotoa meu jeans e o arranca. Em seguida tira
minha cueca e sinto o frio da mesa em minha bunda. Continuo sentado ali e percebo
como ele coloca depressa um preservativo. Reparo na minha tatuagem, mas ele não.
Está cego de desejo. Gosto disso!
Me puxa para si. Com a respiração entrecortada e me encarando com desejo, encosta o pênis na entrada do meu ânus, enfia alguns centímetros e depois me agarra pela bunda e com um movimento certeiro se mete completamente dentro de mim, enquanto vejo que ele morde o lábio.
Sim... Sim... Sim... Eu precisava sentir Namjoon.
Calado, me suspende pelos braços para me deixar mais próximo de sua altura e me
apoia contra a geladeira. Eu o beijo... ele me beija com desespero, e suas penetrações
fortes e profundas dentro de mim me fazem gritar de puro prazer. Uma... duas... três...
Meu corpo o recebe com gosto... quatro... cinco... seis... Quero mais! De novo, minha
carne arde, meu membro lateja tomada por ele e eu solto gemidos e gozo entre seus
braços. Estou feliz. Muito feliz e não quero pensar em mais nada enquanto deixo que ele
me come como gosta. Como nós gostamos. Selvagem, possessivo e viril.
Após várias estocadas fortes que me dão a sensação de que ele vai me rasgar por
dentro, Nam se joga para trás e solta um grunhido. Deixa sua cabeça cair sobre meu
ombro e, por alguns minutos, nós dois permanecemos apoiados na geladeira.

— O que você está fazendo aqui, Namjoon?
— Estava morrendo de vontade de ver você de novo.
Seu comentário me faz fechar os olhos. Adoro ouvir isso, mas não entendo por que ele não veio me ver antes. Por fim me beija e seguimos para o banheiro para nos limpar um
pouco antes de sair da casa do meu pai entre beijos e risadas. Ele me sugere que a
gente vá almoçar em algum lugar e, ao chegarmos à sua espetacular moto, pergunto:
— É sua?
Não responde. Dá de ombros e me entrega o outro capacete.
— Você tem medo?
Coloco o capacete que ele me dá.
— Medo não, respeito.
Namjoon sorri. Sobe na moto e partimos.
— Segure em mim com força. Se você tiver medo em algum momento, me avise, ok?
Concordo num gesto.
Eu o oriento pelas ruas de Gwacheon e almoçamos num restaurante Rakenwok   , uma amiga do meu pai. Ao me ver entrar tão bem-acompanhada, ela pisca para mim e nos
conduz até a melhor mesa da casa. Logo me enche de beijos e reclama por eu aparecer
tão pouco, enquanto observo que Namjoon digita alguma coisa no celular. Quando acaba com os beijos e queixas, ela nos entrega o menu.
— Menino, pede o salmorejo, que hoje fiz um que ficou um espetáculo.
— O que é isso? — pergunta ele, achando graça.
— É tipo uma sopa fria de tomate, um gaspacho, mas mais concentradinha. Se você
gosta de verdura, tenho certeza de que vai adorar o salmorejo da Pachuca — explica ela.
Respondemos em uníssono: salmorejo para dois!
— E como prato principal, o que você sugere?
Pachuca sorri e diz:
— Tenho atum aceboladinho que tá uma delícia, ou costelinhas. Cês preferem o quê?
— Atum — responde Namjoon.
— Eu também.
Pachuca se afasta, e Namjoon olha para mim e estende mãos por cima da mesa para pegar
as minhas. Não dizemos nada. Apenas nos olhamos até que ele rompe o silêncio:
— Sou um babaca.
— É mesmo. Com certeza.
Seu comentário me confirma que ele recebeu meus e-mails.
— Quero que saiba que seu último e-mail me deixou louco de raiva.
Solto suas mãos.
— Você mereceu.
— Eu sei...
— Fiz o que você me pediu. E, como seu detetive não podia me espionar dentro do
quarto, resolvi fazer isso eu mesmo.

Observo suas mãos. Os nós estão tensos e ficam brancos.
— Reconheço que errei, mas não gostei do que vi.
Isso me surpreende. Me recosto na cadeira.
— Não gostou de me ver transando com outro?
Namjoon me encara. Seu olhar está sombrio.
— Não, porque eu não estava participando.
Não quero confessar que para mim ele estava, sim, na imaginação.
— Você me desculpa?
— Não sei. Tenho que pensar, Iceman.
— Iceman?!
Sorrio, mas não comento que foi J-Hope quem colocou esse apelido nele.
— Tua frieza às vezes te transforma num homem de gelo. Iceman!
Faz um gesto concordando. Fica me olhando e exige que eu lhe dê a mão de novo.
— Peço desculpas por não ter te procurado esse tempo todo. Mas acredite em mim: eu
estava muito ocupado.
— Por que não podia me ligar?
Ele pensa... pensa... pensa e, por fim, parece encontrar uma resposta:
— Prometo que da próxima vez eu ligo.
Tento fazer cara de emburrado. Não me respondeu, mas não consigo ficar bravo com
ele. Estou tão... tão feliz por ele ter vindo até aqui e por estar ao meu lado que só
consigo sorrir como um bobo e aproveitar a felicidade. Meu celular toca. É  Jooheon.
Namjoon vê o nome que aparece no visor.
— Pode atender, se quiser.
— Não... agora não. — Desligo o celular.
A comida, como a Pachuca bem disse, está uma verdadeira delícia. O salmorejo é
maravilhoso. E o atum, mais ainda. Quando saímos do restaurante, consulto o relógio.
São 16h15. Então me lembro de que marquei de encontrar meu pai às cinco.
— Você tem vontade de conhecer a escola de balé de  Gwacheon?
Namjoon me aproxima dele e sussurra perto da minha boca:
— Lindo, vontade mesmo eu tenho é de outra coisa. Vamos, aluguei um chalé
que...
— Alugou um chalé?
— Sim. Quero estar perto de você.
Sua proximidade, sua voz e sua sugestão me fazem suspirar. Fico querendo correr para
esse chalé, mas não. Não vou fazer isso, por mais que a ideia me seduza. Não.
— Combinei com meu pai às cinco no circuito. O que acha de conhecê-lo?
— Conhecer seu pai?
— É. Meu pai. Mas pode ficar tranquilo, ele não tem nada contra coreanos mesmo sendo chinês e tendo casado com uma coreana!
Meu comentário o faz sorrir. E, após me dar um tapinha, me entrega o capacete.
— Vamos conhecer seu pai.

Assim que chegamos ao teatro, encontramos Roberta na entrada. Ela me cumprimenta
e me diz para esperar meu pai na reta dos boxes. Explico a Namjoon como chegar lá e ele brinca comigo, dando aceleradas que me fazem gritar e me segurar nele.
Ao chegarmos aos estúdio, ninguém está lá. Descemos da moto e fico olhando para ela.
É linda.
— Quer que eu te ensine a usar?
Sua pergunta me surpreende e eu reajo como uma criança.
— Hummm, não sei.
— Tem medo?
— Nããããão.
— Então qual é o problema?
O sol bate direto no meu rosto e eu pisco um olho para enxergar Namjoon melhor.
— Tenho medo de cair e de estragá-la.
— Não vou te deixar cair — responde com segurança.
Isso me faz sorrir. Esse é Namjoon, um homem seguro.
Por fim, incentivado por ele, subo na moto. Olho ao redor e vejo que meu pai ainda
não apareceu. Durante alguns minutos, Namjoon  me explica que as marchas estão no pé esquerdo, depois me indica como acelerar, como usar a embreagem e como frear. Em
seguida arranca com a moto.
— Uau, que barulho incrível!
— As Ducati todas têm esse som assim, menino. Forte e rouco. Agora vem, engata a
primeira e...
Faço o que ele me pede e a moto morre.
Com um sorriso carinhoso, ele arranca outra vez.
— Isso é como um carro, querido. Se você soltar a embreagem depressa, o carro
morre. Engate a primeira, solte devagarzinho e acelere.
Me chamou de “querido” duas vezes em menos de duas horas. Uau!
Volto a engatar a primeira, solto devagarzinho e, droga!, a moto morre de novo.
— Não se preocupe. — Ri, aproximando-se de mim.
Repete tudo e desta vez eu me concentro. Engato a primeira, solto devagarzinho a
embreagem e acelero. A moto começa a andar e ele aplaude enquanto dou gritinhos. De
repente eu freio e a moto dá um tranco. Namjoon grita e vem correndo.
— Se você frear só com o freio dianteiro, pode cair.
— Ok.
Repetimos o processo vinte vezes e cada vez eu me saio pior. Freio pior e não me
conformo. A cara de Namjoon é impagável.
— Vamos, desça da moto.
— Nããããão... Quero aprender!
— Outro dia continuamos com as aulas — insiste.

— Ah, por favor,Nam... não seja desmancha-prazeres.
Seus olhos não sorriem. Está tenso.
— Chega, Jin. Não quero que você quebre a cabeça.
Mas eu já tomei gosto pela coisa e agora quero continuar.
— Só mais uma vez, por favor. Só mais uma.
Namjoon olha para mim, muito sério, mas acaba cedendo.
— Só uma vez, e depois você desce, combinado?
— Ebaaaa! Então engato a primeira e... — Ao ver seu rosto tenso, pergunto: — Vem
cá, por que você está tão preocupado?
— Jin... tenho medo que você se machuque.
— Você fica angustiado quando não sabe o que vai acontecer?
— Fico.
— Por quê?
Sem entender minhas perguntas e com a testa franzida, responde:
— Porque preciso saber que você está bem e que não vai te acontecer nada.
Arranco de novo. Engato a primeira, solto a embreagem e acelero com cuidado. A
moto vai devagarzinho e Nam está ao lado.
— Namjoon!
— Que foi?
— Fique sabendo que a angústia que você acaba de sentir nem se compara com a que
senti por sua causa nessas duas semanas. E, agora, olha só isso!
Engato a segunda, acelero e a moto se movimenta. Ponho a terceira... quarta e saio
diretamente ao circuito. Pelo retrovisor eu o vejo boquiaberto e então sorrio. Estou
empolgado por dirigir uma moto pela primeira vez.Saio da rua e desço da moto.Quando me vê, levanta-se.
Sua expressão é dura. Iceman está de volta. Mas, feliz por tê-lo feito sofrer por alguns
minutos, chego até ele e freio bruscamente sem desligar o motor. Tiro o capacete e, no
melhor estilo As panteras, olho para ele.
— Vem cá, Namjoon, você achava mesmo que o filho de um mecânico não sabia dirigir uma
moto?
Namjoon  se aproxima de mim. Parece prestes a me dizer alguma coisa não muito amigável, até que me segura pelo pescoço e me beija com verdadeira paixão. Ainda em cima da moto, eu o agarro e devoro até que escuto a voz do meu pai.
— Eu já sabia que o homem que estava correndo com essa moto era meu príncipe.
Rapidamente me separo de Namjoon. Pisco para ele, o que o faz sorrir, e me viro na direção
do meu pai.
— Pai, esse aqui é um amigo meu. Kim Namjoon.

Meu pai sorri e o examina de alto a baixo. Sei que ele sabe que esse é o homem que não sai da minha cabeça. Nam dá um passo à frente e apertam as mãos com força.
— Prazer em conhecê-lo, senhor Kim.
— Me chame de Young-Chul rapaz, ou terei que te chamar por esse sobrenome igual o meu.
Ambos sorriem e sei que foram com a cara um do outro. Depois, Namjoon  olha para mim e se dirige ao meu pai:
—  Young-Chul o senhor tem um filho  meio mentiroso. Tinha me dito que não sabia dirigir
moto e, depois de me fazer ensinar a ele como usar a embreagem, saiu disparada como uma flecha.
— Você disse isso a ele, seu  sem-vergonha? — meu pai brinca.
Confirmo com a cabeça, achando graça.
— Namjoom, meu príncipe  gosta mais de música que com certeza é a sua aérea por vários anos e, hoje em dia, continua ganhando prêmios.
— Sério?
— Aham — eu digo, divertindo-me.
Durante um tempo, Namjoon e meu pai ficam fazendo graça e eu entro na brincadeira.
Estou diante dos dois homens que mais amo na vida e isso me faz feliz. Alguns instantes
depois, meu pai começa a andar e volta em nossa direção.
— Me acompanhem, crianças.
Quando vou seguir meu pai, Namjoon  me agarra pela cintura e me puxa para si.
— Príncipe, você é uma caixinha de surpresas.
Pisco para ele e finjo lhe dar um soco na barriga que o faz rir.
— Cuidado com o olho, porque também fui campeão regional de Judô.
Eu o escuto assobiar, surpreso, quando meu pai diz ao entrar no estúdio:
— Olha o que preparei pra você.
Bem na minha frente está um enorme piano de cauda. Emocionado, ando até lá e sento
nele. O celular do meu pai começa a tocar e ele sai do palco para atender. Começo a tocar. Depois olho para Namjoon e digo enquanto ele dá risada:
— Já te disse que adoro música clássica?


🎶 Urin neomu dalla, jal algo itjanha, seoroui jinsimeul
Al su eobtjanha, idaehaji anha, gieokhaji anha
Neu malppunin maldeul gidaehaji anha

Nan neoreul saranghae, nan neoreul saranghae
Nan neoreul saranghae, nan neoreul saranghae
Nan neoreul saranghae, nan neoreul saranghae🎶


Notas Finais


Geeente que capítulo foi esse?😍😍😍
É de dar muitos favoritos né ...
Aqui nessa Fanfic é assim uma hora vc choro,outra vc ri, outra vc morre de raiva e na outra vc se apaixona pelo nosso Iceman❤.
Bom gente isso é tudo.
Até sexta-feira.
😭❤


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