História Pecado - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Alfa!jimin, Jikook, Ômega!jungkook, Shortfic
Exibições 441
Palavras 9.561
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OEE
OEE
OEE
Como vcs estão? Eu estou MORRENDO
UMA HORA FORMATANDO ESSE CAP
E O TABLET DESLIGA
DESLIGA SIMPLESMENTE
eu to bem com raiva por isso vejo vcs lá embaixo
Vão ler~~

Capítulo 3 - Seo DongHo


Fanfic / Fanfiction Pecado - Capítulo 3 - Seo DongHo

Horas antes...

Dessa vez, o edifício parecia mais gentil, as pessoas que passavam estavam realmente trabalhando em algo honesto, pelo menos era a imagem passada do hall de entrada. As paredes eram cobertas pelas cores mais quentes variando entre laranja verde e branco, algo incomum nos prédios como aquele, mas para uma empresa de mobília elas se adaptavam muito bem para a inspiração dos arquitetos espalhados pelo local, arquitetos de verdade não os atores de sempre. Os quadros também eram variantes, obras nunca vistas antes por pessoas de “fora” como Jimin, mesmo assim ele sentia as imagens tocarem-no de algum modo, talvez seu cio estivesse perto, era apenas isso.

Todos os olhares eram voltados para o garoto loiro. Era impossível Jimin passar por algum lugar sem chamar metade – ou quase toda – atenção das pessoas ao redor. Para aquele trabalho havia ficado ainda mais encantador, não propositalmente, mas sentia que seu ar de alfa exalava ainda mais pelas orbes cobertas com uma cor comprada, o verde combinou perfeitamente consigo embora tivesse tirado quase toda a natureza coreana de seu rosto. Quem o via de longe pensava ser mais um dos compradores internacionais, um dos alfas mandões sempre exigentes, aqueles que sempre dificultavam o trabalho de todos ali, por isso o desprezo e o ódio caminhavam por cima do Park naquele momento:

—Deseja algo senhor? – a voz mecanizada da mulher o trouxe de volta a realidade, nem todos eram cheios de vida naquele lugar.

—Eu gostaria de falar com Yoon Jongshin, quero algumas peças exclusivas para o exterior e soube que ele é o cara com que devo falar.

—Você tem horário marcado senhor? – Jimin á olhou por alguns momentos, na sua cabeça se passava diversos tipos de ômegas, qual seria o tipo da recepcionista mecanizada? Ah sim, o submisso.

—Olhe para mim querida – sussurrou mudando lentamente o tom de voz a atraindo com o baixo tom, quanto mais perto, mais a voz de alfa a afetaria – Você vai me deixar subir sim? Não vai avisar pra ninguém porque eu sei o quanto se interessou por mim desde o momento que cruzei aquela porta, com certeza imaginou em quantas posições eu a faria gritar, eu posso sentir seu cheiro ficando mais forte, por acaso está se excitando? Claro que está, então vai me deixar subir?

—Se for me foder depois do seu “trabalho”, eu deixo tudo – a língua molhada passou por cima dos lábios do alfa no verdadeiro sentindo de hidrata-los, mas se a garota entendeu como provocação, era mais um ponto pra ele – Terceiro andar, a quarta porta a direita, acho melhor ir rápido, pois ele está numa reunião que está prestes á acabar agora.

—Obrigado – despediu-se com uma piscada arrematadora seguido do sorriso mais encantador possuído por si, talvez tenha deixado uma vitima sem querer naquele balcão, mas o que queria mesmo era terminar com aquele trabalho e ter Jeon em seus braços o mais rápido possível.

No andar indicado os cheiros de alfa, beta e ômega se misturavam no corredor, diferente da empresa de SeungHyun que tinha o cheiro dos alfas dominando por todo o canto, os ômegas empregados daquela empresa corrupta viviam escondidos era impossível sentir até mesmo seus cheiros, entrar numa empresa como aquela fazia Jimin pensar em um dia normal de trabalho, como se fosse um dos arquitetos procurando alguma inspiração na visão da grande Seoul imaginava chegar em casa encontrando seu ômega e filhotes esperando por si, uma realidade tão desejada ao mesmo nível de inalcançável, um desejo renegado á si desde que entrou nessa vida.

Percebeu a distração em que estava se metendo imediatamente quando o nome Jeon JeongGuk invadiu seu pensamento de família, a única relação mantida entre eles era apenas de negócios com uma pitada perigosa de desejo, não fazia sentido aquele nome vir á sua cabeça justo naquele momento, certo de que estava ali por ele, prestes dar um fim á vida de um dos subordinados de Siwon para salvar a pele do garoto tendo o próprio como recompensa, mesmo com esse fato não deveria pensar nele – somente quando o tivesse debaixo de si gemendo seu nome de todas as formas, em todos os tons, somente neste exato momento deveria concentrar os pensamentos somente nele.

Agora era horário de trabalho, então deveria estar fazendo o que devia para sua recompensa.

Achar a sala pertencente a vitima não foi tão difícil como achava – pelas inúmeras salas espalhadas por só um corredor juntamente com o fluxo de pessoas passando por ali, normalmente seria difícil – mas com a orientação da recepcionista e o nome destacado em frente a maior porta, as letras decoradas em dourado não passavam despercebidas por ninguém, Jimin não sabia se essas pessoas consideravam uma placa com letras douradas orgulho o bastante para mandar em todos que trabalhavam ali, geralmente dominância no meio de trabalho dele era mostrada através de gangues cheias de armas ou locais invadidos com sucesso, era diferente ver algo assim no mundo normal.

Olhar para os lados era algo extremamente proibido nos seus trabalhos, desse modo quem estivesse ao redor perceberia as intenções colocadas em suas invasões á escritórios, quartos, lojas etc. O pensamento rondava entre se por no lugar das pessoas e pensar como os guardas que comandavam as câmeras, se fosse um deles, ver alguém olhando para os lados antes de entrar na sala seria mais do que suspeitoso então olhar para os lados era estritamente proibido. O escritório atendia exatamente as expectativas formadas do lado de fora, ao olhar, elegância e ternura era algo notável por dentro não era diferente, azul predominava no local seja em objetos, moveis só não estando presente nas paredes e quadros, a mesa de vidro facilitava o trabalho do assassino pelas gavetas não poderem ser trancadas com chaves ou cadeado, no fim nada seria tão difícil.

 

Não que matar senhores com diabetes fosse um dos trabalhos mais difíceis, qualquer doença da vitima era uma vantagem para um trabalho bem feito. Já perdeu as contas de quantas drogas lhe apresentaram para diversos tipos de doenças; asma, gastrite, bronquite. Não existe uma doença que não possa ser vencida por uma dose a mais ou a menos de medicação, se não houver essas opções uma das drogas vinda da "Empresa Park" resolveria o problema em alguns minutos. O único passo difícil em situações como essas era driblar as câmeras, não parecer suspeito aos olhos de ninguém, as vezes fazer algum aliado geralmente – quase sempre – um ômega, a classe mais baixa e submissa naquela hierarquia, somente alguns encantos e a voz de alfa os trazia para o seu lado, desse modo tudo sairia perfeito.

Era tolo deixar algo tão importante para a saúde de alguém guardado em um lugar tão obvio, era o que se passava na cabeça de Jimin enquanto aplicava a dose a mais da insulina em uma das seringas espalhadas de qualquer jeito pela gaveta. Certamente o dono delas não tinha nada a temer, nenhuma preocupação voltaria à si enquanto fosse um dos aliados de Siwon, na cabeça do alfa aumentar a divida do ômega não foi um desperdício, afinal, ômegas são submissos e só seguem as regras se escolhessem o lado errado se meteriam em maus lençóis.

Mas Jimin era a prova que nem todos os ômegas ficam parados esperando serem humilhados, ele era a ação vinda dos "submissos" e se orgulhava imensamente por isso – viu o alfa assassino dos seus pais levantar a mão a sua mãe e lhe chamar de inútil submissa, de algum modo JeongGuk era a vingança que tanto desejava, era um deles mesmo assim só abaixava a cabeça em situações extremas queria mostrar aquele garoto à todos velhos seguidores de uma hierarquia inexistente, bem, o ato cometido naquele momento já era um começo.

Tomou cuidado ao sair da sala olhando primeiramente pelo reflexo da porta para verificar se não havia ninguém pretendendo entrar, somente quando teve a confirmação de não haver individuo algum na frente da porta permitiu se colocar para fora naturalmente exatamente como havia entrado seguindo fielmente a regra de nunca olhar para os lados, o único olhar direcionado a porta à que havia saído foi para confirmar a entrada da vitima para a dose da tarde, antes de sair havia pego os papeis com carimbos de "não pago", verificou os nomes sendo só "O nome" escrito em todas elas – Jeon JeongGuk – Usaria aquelas folhas para fazer um mimo ao ômega quando fosse ao seu encontro, esperava uma recompensa á altura mais tarde.

Um alvoroço começava a se formar atrás de si conforme andava para o fim do corredor em direção ao elevador – a secretaria provável amante havia entrado alguns minutos após Jongshin o encontrando convulsionado no chão da sala , nem mais um fio de vida restando em si, tudo começou com seu grito desesperado por ajuda, na verdade acabou ajudando o assassino à descer no elevador á tempo o suficiente de ninguém vê-lo,  eliminando possíveis testemunhos de suspeitos. A mulher ao seu lado se desesperava a cada andar perguntando a cada momento o que havia acontecido, como o trabalho já estava feito não precisava se importar com a mascara criada ao entrar no prédio por isso a ignorou friamente pouco importando a crise que estava tendo, era incompreensível para si o desespero das pessoas para com aqueles que não conheciam, se não os envolvia por quê se importar?

O térreo continuava com a mesma calmaria de antes, com certeza a noticia logo chegaria até as pessoas que ainda circulavam por todos os lugares. Esse era um lembrete para sair daquele local logo antes de o impedirem de sair, a recepcionista não falaria nada pelo jeito ômega indefesa evidente em qualquer ato seu, ela teria medo quando a perguntassem algo por isso a ideia de faze-la de cúmplice dessa vez lhe parecia favorável ao vê-la. Jimin saiu sem nenhuma interferência somente dando espaço para os enfermeiros correndo apressados, estes só chegaram rápido assim por ser um grande empresário, provavelmente se fosse um prostituto sofrendo alguma overdose o socorro demoraria anos para chegar, esse "serviço rápido" era mais uma prova da podridão do ser humano, isto o deixou enjoado, não demorou mais nem um segundo para sair daquele lugar:

—Olha o meu trabalhador! – Hoseok esperava no carro em todas as vezes em que era rápido, Jimin nunca aprovara a ideia.

—Cala a boca Hoseok – entrou no carro ainda com os papeis em seu colo, aqueles que trariam o um a mais na sua recompensa eram a única coisa que não o irritava a partir dali.

—E ai, o que vai pedir para o pirralho? 

—Eu já tenho uma ideia – o sorriso malicioso era o único que se encaixava perfeitamente com o momento, talvez esse se encaixasse em todos os momentos envolvidos com Jeon JeongGuk.

Sua ideia os levariam para um caminho ainda mais fundo onde conheceriam as sensações causadas no ser humano, todas elas ao pé da letra e juntos formariam um novo modo de olhar ao redor ou olhar um para o outro. 

Atualmente

 

—O casal pode parar de se pegar já, estamos com fome. 

Era por volta das oito da manhã quando a voz de Soohyun despertou os corpos adormecidos em cima do sofá, nenhum dos dois fazia ideia de quando haviam dormido, os beijos serviram como entorpecente para que não se lembrassem do ultimo beijos lento, molhado e carinhoso visto de um certo modo, mas mesmo assim os olhares ficaram gravados em algum lugar no fundo dos corações, o brilho e escuridão de ambos foram guardados para verem para o resto de suas vidas, mesmo que não se vissem depois de tudo essa primeira noite ficaria ali os lembrando da situação inusitada vivida em apenas uma troca de olhares, afinal não é sempre que dois corações aceleram na mesma velocidade no mesmo momento, pode não estar em vídeo, mas está gravado nos seus corações.

Jimin estava de frente para o peito do ômega com suas mãos o rodeando enquanto este tinha os cabelos loiros fazendo cócegas confortáveis na palma de sua mão. O sofá não era muito pequeno quando estavam próximos ao ponto de todos os membros se tocarem causando o calor que os livraram do frio da madrugada. JeongGuk foi o primeiro a acordar com as batidas na porta, olhou para a situação atual se vendo numa verdadeira encruzilhada com o aperto forte na cintura – já sabia muito bem da possessão de alfas, mas nunca havia sentido o aperto confortante que esses proporcionam, até ele estava ficando animado com as próximas noites se essas viessem acompanhadas do mesmo calor no peito, pelo menos uma vantagem para si teria de vir do acordo feito. Apos muito esforço conseguiu sair dos braços do Park correndo para parar as batidas na porta antes que ele acordasse:

—Soohyun, para de bater nessa porta – Jeon se esqueceu de arrumar o cabelo totalmente bagunçado não conseguindo evitar pelo menos um pouco dos pensamentos maliciosos dos ômegas enfileirados na porta.

—Estamos esperando um tempão você abrir essa porta! Estava transando de novo? –  comentário vindo diretamente da vingança da bolinha Byun.

—Engraçado você, ele ainda está dormindo então façam menos barulho.

—Sério?! Deixa a gente ver, não seja egoísta JeongGuk! – o barulho só aumentou no meio dos garotos junto com uma onda de empurrões forçando a porta a abrir.

Jeon não conseguiu impedir a entrada de toda aquela gente dentro do escritório - a força de um ômega comparada a de muitos era o mesmo que nada – quando entraram, Jimin ainda estava dormindo com o mesmo rosto sereno, seus traços tão leves encantavam a todos aqueles que o olhavam, uma parte de seu rosto estava amassada contra o sofá tornando a imagem adorável, diferente da atenção atraída para os braços fortes livres de mangas pela primeira vez, tudo ali vacilava de um fofo para sensual provocando os suspiros, gritinhos e murmúrios dos ômegas expectadores – mentalmente JeongGuk variava entre "esse é o meu alfa" e "ainda não é o meu alfa" tentando logo apos afastar o "ainda" da cabeça. Todos seguraram a respirações subitamente quando os pequenos olhinhos começaram a se abrir, alguns sons como "anw" soaram involuntariamente, ninguém sabia como um alfa poderia ser tão fofo daquele jeito, aqueles garotos só haviam provado das piores partes de um alfa ver aquilo era bem inusitado:

—Bom dia garotos – a voz rouca os apaixonou ainda mais.

—Bom dia! – como cachorrinhos treinados, todos responderam ao mesmo tempo, cada um com seu tom atrevido.

—Como vocês estão? 

—Ótimos – uma mistura de ótimos e ótimas ocorreu deixando-o confuso, aquilo já começava a virar "venda o seu alfa", JeongGuk estava sentindo o ciúmes queimar em si.

—Tudo bem, já chega gente, todo mundo pra fora deem espaço ao homem – o limite da paciência lhe dada foi atingido com todos aqueles suspiros para cima de Jimin, expulsou os garotos mesmo com os protestos de como era chato e os mais variados xingamentos, o ciúmes venceu o amor que sentia por eles daquela vez.

—Eles são bem gentis – enquanto Jeon terminava de expulsar as pessoas do escritório, Jimin se sentava terminando de acordar apropriadamente, os garotos tinham razão quando disseram que aquele era o alfa mais bonito visto por eles, JeongGuk acabou percebendo que era verdade ao olhar para o alfa.

—D-Desculpe, eles geralmente não são assim... – silêncio. Nenhum dos dois havia algo coerente para falar, pois ao olharem para as bocas agora tão bem conhecidas, só sabiam repetir eu quero mais – Ah, tem um banheiro naquela porta, para caso queira escovar os dentes, arrumar o cabelo, passar uma agua no rosto, qualquer coisa...

—Devo escovar os dentes com a sua escova? – falou voltando ao tom malicioso da noite anterior, talvez estivesse pensando no gosto de baunilha ainda permanecendo insistentemente em sua boca.

—Tem uma escova reserva lá, eu vou primeiro e a deixo em cima da pia para você...

Foi para o banheiro sem esperar uma resposta vinda do outro, o que precisava naquele momento era se afastar o máximo possível mantendo sua sanidade e boca nos lugares corretos, mais alguns minutos na frente da imagem tentadora daquele alfa lhe renderiam uma limpeza no sofá e berços porque a camisinha seria a ultima coisa a se importar quando o assunto é Jimin. Ao olhar-se no espelho percebeu o quanto a dominância de um alfa pode ultrapassar qualquer limite de um acordo ou não, as marcas se espalhavam por todo o pescoço antes alvo sem nenhuma marca exceto a pinta que havia ali, o chupão deixado em cima dela quase a cobria de tão escuro, mas nada se comparava a vermelhidão dos lábios finos agora inchados, o vermelho intenso predominava chamativo, quem o visse não duvidaria de uma noite cheia de mordidas e agressividade, quando na verdade era apenas um alfa enlouquecido por certo cheiro de baunilha. JeongGuk não tentou esconder os vestígios por saber que era inútil tentar esconde-los, seria mais um desperdício de tempo:

—Pronto – voltou ao Park depois de alguns minutos cuidando da higiene e acumulando coragem para voltar e não tentar agarra-lo – Você vai ficar para tomar café conosco?

—Será que eu sou bem-vindo? – perguntou indo na direção do ômega, JeongGuk não conseguiu segurar o sorriso com as mãos dele ao redor de sua cintura, considerava Jimin um alfa bem atrevido para as regras impostas.

—Claro que é, eu te devo uma... 

—Mas essa dívida foi devidamente paga – os lábios carnudos tocaram-lhe a orelha lentamente para deixarem uma mordida provocativa cheia de intenções – deliciosamente paga.

—Está abusando Jimin, que eu saiba você ainda não tem o sangue da pessoa que eu quero nas mãos para me tocar desse jeito – afastou as mãos alheias de si com um pesar absurdo, os toques estavam sendo os melhores da sua vida, mas devia deixar o contrato a frente se quisesse ser respeitado – Vai ficar para o café?

—Bom, não é como se eu tivesse alguém em casa me esperando para ter uma animada primeira refeição do dia – disse abotoando os botões abertos da camisa logo indo para o banheiro.

—Imaginei – na verdade havia pensado que Jimin tinha pelo menos algum amigo morando consigo igual a si, mas o mais obvio era uma pessoa como ele morar sozinho então deixou aquela imaginação de lado – Você tem alguma preferencia?

—De café? – respondeu embolado pela escova na boca – Só tomo café puro, mas não precisa se preocupar com isso, eu pago.

—Espera você paga o seu café ou o de todos? – perguntou esperançoso.

—O de todos – Jimin teve que rir com o tom do garoto, era certo que estaria desesperado com seu dinheiro afinal era esse o motivo de estar ali – Podem usar o meu cartão.

—Podemos mesmo? Estamos em mais ou menos umas trinta pessoas aqui.

—Sem problemas, aproveitem – tirou o cartão da carteira fazendo os olhos do ômega brilharem dispersos com a ideia de não gastar nada pela primeira vez, teria que traze-lo para o café da manhã, almoços e qualquer outra refeição mais vezes.

JeongGuk saiu dali antes que o outro mudasse de ideia. Após a expulsão dos garotos para fora do escritório, o bordel tinha voltado a ser o que era de manhã, todos espalhados em algum canto e a mesa do café da manhã posta no meio da bagunça de pessoas, as cadeiras eram arrastadas do cômodo onde ficavam guardadas até perto da extensa mesa ainda sem nada em cima logo estaria cheia de bolos e café agora ainda mais recheada pelo cartão dado para tal feito. Avisou aos garotos para colocarem uma cadeira a mais alto o bastante para todos ouvirem e irem importunar o alfa ainda dentro do escritório, antes de sair junto de uns dois ômegas pode ver o pobre Jimin sendo paparicado por aqueles desesperados por um alfa bonito como ele, se vivia numa vida despreocupada na questão de alfas agora teria uma turbinada considerável nessa parte.

Quando voltou tudo já estava posto em seu lugar, eles haviam arrumado um modo de que todos ficassem ao redor de Jimin sobrando alguns lugares bem longes para os que foram comprar o café. Jeon bufou alto atraindo atenção – ou pelo menos tentando – os olhares só foram para ele quando Jimin percebeu sua presença. Os olhares voltaram para si no mesmo instante em que desviaram e se afastaram do alfa vendo a expressão nem um pouco amigável do ainda empregador deles. O clima voltou ao normal quando todos começaram a comer perguntando vez ou outra algo aleatório para Jimin, após terminarem os encarregados da vez foram lavar os pratos no andar superior da boate enquanto os outros tomaram o mesmo rumo para tomarem banho e descansar um pouco antes da aula com Yoona, JeongGuk sugeriu com que sentassem num dos sofás que ficavam na frente de um mastro, de noite servia para danças particulares além das salas exclusivas para o mesmo propósito, de manhã era apenas um bom lugar para conversar:

—Isso tudo é uma loucura, como você consegue cuidar de tudo isso? – O Park ainda recuperava o folego depois de ser abusado por todos aqueles ômegas.

—Tive uma ajuda no começo – falou suavemente se lembrando de como era organizar o lugar com o melhor amigo na inauguração – Agora consigo lidar com tudo sozinho com uma ajuda aqui, outra ali... Nós conseguimos sobreviver.

—Você tinha um sócio? – as perguntas saiam naturalmente, a voz de JeongGuk o agradava de um modo diferente, não queria que ele parasse de falar.

—Meu colega de quarto... Ele foi morar com a família em Daegu, às vezes ele ainda me liga para saber como anda os negócios, graças a você agora posso dizer sem mentir completamente que está tudo bem, obrigado.

—É só o meu trabalho, está me pagando pra isso não é? –  Jeon adquiriu o tom carmesim em suas bochechas com o atrevimento alheio logo se martirizando por ter corado diante de um alfa –  Por que ele foi embora?

—Ficou gravido –  uma pausa ocorreu por um momento, não era como se ômegas e alfas ainda não se afetassem com o assunto filhotes –  Já ouviu dizer que Seoul não é lugar de crianças?

—Sei – sabia melhor do que qualquer um como essa cidade poderia ser mais perigosa do que aparenta – Mas você é uma criança e está aqui, significa que não é ao todo ruim.

—Mas que abuso!

Os tapas desferidos sem a real intenção de machucar causaram o sorriso em ambos, as mãos de Jimin seguravam os pulsos do ômega somente com a força o suficiente para evitar que algum dos golpes evitassem a sua cara. De certo modo a "piadinha" veio em bom momento para aumentar a afinidade deles e afastar o pensamento do passado conturbado de ambos. Jimin imobilizou o mais novo parando com os rostos perigosamente perto de modo com que as respirações se mesclassem junto aos olhares presos um ao outro desviando-se apenas para a boca, da boca de volta aos olhos e assim sucessivamente até a sensação das bocas unidas voltarem por iniciativa do Jeon.

Macio. Extremamente macio como na noite anterior, era incrível o modo como o ósculo sempre parecia diferente mesmo sendo com os mesmos lábios incrivelmente com o gostinho de baunilha misturando-se ao de menta gerando algo apenas compreendido por aqueles que o provam, mas nem esses sabiam ao certo do gosto beirando as duas línguas entrelaçadas, parecia ser algo além da marca, uma ligação até então não concebida á eles que agora aproveitavam-na com volúpia apreciando como uma verdadeira raridade. Não havia briga por ritmo, o seguido parecia ser mutuamente bom carregando consigo o mesmo da noite passada, sempre com a pitada de sensualidade:

—Eu achei que não viveria o suficiente para ver esse ômega beijando um alfa – Yoona adentrou a boate com sua própria chave deparando-se com a cena inusitada do amigo.

—Ah, Yoona – JeongGuk se separou rapidamente limpando algo inexistente nos cantos da boca – Chegou cedo...

—Cheguei bem na hora pela primeira vez na vida, a quanto tempo vocês estavam nesse amasso? – e novamente não tinham noção do tempo que passaram aos beijos.

—Não faço ideia – confessou num suspiro –  Yoona, esse é o Jimin, Jimin essa é a Yoona, professora de pole dance dos garotos.

—Prazer em conhece-lo Jimin, você é ainda mais bonito quando não está carregando o meu amiguinho aqui no colo – apertou a mão do alfa firmemente mantendo o sorriso alegre no rosto, por não sentir cheiro algum constatou que a garota era uma beta.

—Obrigado eu acho... Você realmente é professora de pole dance? –  a mente de Jimin já tinha uma boca ideia com essa informação.

—Pole dance, lap dance e qualquer outra dança que envolva o sentido sexual da coisa.

—Bem que você pode dar umas aulinhas pro nosso ômega aqui não é? Acho que tenho uma ideia do que quero essa noite...

JeongGuk assistia calmamente a conversa até ouvir o interesse do alfa nas aulas de pole dance de Yoona, com certeza ele não estava planejando aprender algo para dançar para si e após a ultima frase teve certeza disso. Seus olhos abriram num ímpeto quando as palavras "aulinhas pro nosso ômega” saíram com o tom malicioso sempre presente na voz de Jimin, não conseguiu evitar o sangue subindo às suas bochechas, em menos de segundos estava com o rosto completamente corado embora estivesse com a imensa vontade de socar aquele alfa por tudo que fazia com ele desde os tratamentos abusivos até os submissos e agora isso, dançar para ele, se antes tentava salvar a reputação imbatível, não havia mais esperança para tal depois da aparição de Park Jimin:

—Mas por que? –  ainda teve a coragem de perguntar o motivo, por que aquele alfa não o fodia logo e pronto?

—Imagine sua linda bunda rebolando no meu colo bebê – sussurrou somente para o Jeon trazendo o calor para todo o seu corpo – Você também vai gostar disso pode ter certeza.

—Nem morto Park – se manteve firme mesmo com aquele sussurro mexendo completamente nos seus sentidos.

—Você me deve .

—Eu devia ontem, que eu saiba você ainda não fez o seu trabalho hoje – o ar agradável esvaiu totalmente dando lugar ao desafiador que sempre se instalavam quando o assunto era esses dois.

—Eu vou sair por aquela porta e mudar essa situação Kookie, se eu voltar com sangue nas mãos voltamos a dívida.

—Por que você não me fode logo? – esbravejou impaciente, se eles negociaram seu corpo por que não fazer o que se deve sem enrolações?

—Eu não trabalho desse jeito caro JeongGuk –  passou suas mãos no rosto infantil do ômega sem se importar com a rejeição do mesmo –  Você vai me implorar por isso... Vai ficar louco por mim e só quando chegar à esse ponto eu vou lhe foder, quando o tiver de joelhos aos meus pés implorando pelo meu pau, ai eu vou meter em você com a força que merece.

—Isso nunca, pode sonhar com o seu ômega submisso porque eu não vou ser.

—Vamos ver isso – falou indo até a porta em direção à próxima vitima, se entrou num jogo é para jogar pra valer – Qual é o nome do meu trabalho?

—Seo Dongho, dono da fornecedora de bebidas – Engoliu o seco já que não tinha escolhas – Traga uma bebida bem forte para mim

—Talvez eu pense no seu caso – piscou – Até de noite Jeon, espero te ver de novo Yoona.

—Com certeza!

--//-- 

Jeon desabou no lugar em que estava sentado junto com aquele alfa malandro minutos atrás, sua cabeça dava giros e giros longe de passar algo coerente pela bagunça passageira, toda vez que ficava confuso era como se sua cabeça fizesse um mecanismo de auto-defesa não muito bom para si mesmo, as cenas passavam como flashes em meio a tudo, cenas de todos os tipos sendo passeios feitos, amigos, os garotos da boate, momentos assustadores e a coisa que mais detestava depois de alfas... Alfas de sua própria familia.

De longe gostava daquelas lembranças, na lista de coisas presentes na sua lista negra, a dominante e repulsiva familia Jeon estava em primeiro. JeongGuk vinha da familia mais tradicional de toda a cidade, uma das mais respeitosas e ricas de toda a Coreia do Sul – quem o via desse modo nunca pensaria em associa-lo á aquelas pessoas pomposas e cheias de orgulho, talvez somente o orgulho tenha ficado em si, não queria nada mais que viesse daquela familia – Os modos passam de geração á geração, nunca mudando um habito qualquer, nada disso o incomodaria tanto se um desses "modos" não fosse a submissão de ômegas á alfas, todos os ômegas com seu nome deveriam abaixar a cabeça para os alfas sendo eles da familia ou não, sua repulsa á tais modos trouxe seu ódio áquela familia com álibis ridículos, seu ódio trouxe algo bem pior.

Com seus dez anos se mostrava ser uma criança com atitude tremenda para idade, tomava á frente em qualquer brincadeira e não calava a boca nem por um mero tom rude usado para falar consigo, na escola tinha muitos admiradores da sua mesma especie, mas aqueles que não o admiravam gastavam seus tempos criticando o pequeno Jeon, devido á estudar em uma escola em que todos os seus parentes estudaram o peso sobre si era enorme, ele tinha de ser exemplar; adorável, amigável e afetivo, os três A's lhe ensinados desde o dia de seu nascimento. Porém o afetivo significava algo abominável para si, submissão. Toda vez que via um ômega abaixar a cabeça para um alfa tomava uma careta de desgosto, havia puxado a personalidade de seus irmãos alfas por isso não aceitava tal desprezo, era ridículo, antiquado e nojento, assim prometeu á si mesmo que geraria uma nova geração de ômegas ao se casar, seus filhos seriam cópias suas e não teve medo de contar isso ao seu pai.

Essa era a lembrança que mais queria se livrar desde sua saída daquela casa, mas ela sempre o perseguia, principalmente em momentos como aquele.

O chefe da familia não reagiu bem ao ver seu pequeno falando de como seria diferente dos outros, dos seus desejos de ter o mesmo que um alfa e como faria aquilo decidindo seu próprio caminho. JeongGuk tinha sido criado especialmente para ser o seu "presente de negócios" quando ficasse mais velho se casaria com algum alfa de uma empresa filiada e o faria feliz para que os negócios da familia ficassem estáveis por muitos anos, porém seus planos saiam de controle quando aquelas palavras saíram pelos lábios ingênuos do ômega, ele próprio se descontrolou e pela primeira vez mostrou o lado ruim dos alfas para JeongGuk, com apenas doze anos, JeongGuk ouviu a voz de alfa, com apenas treze anos teve seus primeiros toques forçados, com quatorze o primeiro hematoma e com quinze se tornou a pessoa que foi criada para ser, submisso por qualquer um.

Foi uma época difícil, se antes não abaixava a cabeça nem para aqueles que tinham muito mais poder que si, depois se curvava até para as faxineiras da escola sendo elas betas, alfas ou ômegas, sua personalidade foi totalmente arrancada sem dó alguma, acreditava que não iria ceder principalmente depois de ter as mãos sujas dos próprios tios lhe tocando forçadamente quando tinha treze anos e mesmo assim continuou repetindo as mesmas palavras, mas não conseguiu suportar depois de um ano inteiro de abusos e agressões frequentes, a pele que antes era branca como as nuvens num dia limpo se tornara roxa em diversas partes, JeongGuk lutava todos os dias para escondê-las debaixo de mangas, cachecóis e luvas mesmo estando em dias de sol, quando completou seus quinze anos desistiu de resistir tanto e cedeu as vontades do pai, porém acabou tendo o efeito forte demais ficando não apenas submisso, ele tinha medo de qualquer um que chegasse perto de si, fazia a vontade de todos sempre com medo das consequências se não o fizesse, JeongGuk se tornou frágil como o vidro, se o tocassem novamente teria certeza de sua rachadura, era questão de tempo até quebrar.

Assim se passaram dois anos com JeongGuk sendo a obra de arte que seus pais queriam, sua antiga personalidade foi rasgada como uma foto antiga dando lugar ao seu medo e fragilidade, as pessoas podiam o manipular com facilidade, nada relembrava o seu eu do passado, somente aqueles momentos onde aquela antiga personalidade conseguia afrouxar as amarras e se libertar por alguns segundos, segundos o suficientes para lhe darem novos hematomas, no fundo queria mais do que tudo libertá-la, mas nunca conseguiria fazê-lo sozinho, como ninguém conseguia fazer algo tão grande sozinho deste modo, Kim Taehyung surgiu para salvá-lo. Taehyung era um simples colega escolar de principio, um ômega exemplar assim como Jeon se tornou, a amizade entre eles veio naturalmente deixando principalmente seu pai imerso em felicidade pelo filho estar se relacionando com um ômega respeitável não com os alfas que tinha amizade antes, mal ele sabia que o Kim chegou apenas para trazer aquela parte de que não se orgulhava de JeongGuk de volta, dessa vez para sempre.

Os amigos contavam tudo um ao outro desde paixonites até momentos tristes consequentemente Taehyung ficou sabendo de tudo, das agressões, abusos e como sua personalidade foi arrancada de si tão duramente, a revelação os aproximou ainda mais tornando-os inseparáveis, a partir dali protegeriam um ao outro pela promessa que fizeram. Quando Taehyung ficou sabendo da agressão recente do pai de JeongGuk foi o estopim para a própria paciência, não poderia ficar apenas assistindo o amigo sofrer daquele jeito então teve a brilhante ideia da fuga, desde aquele dia fazem três anos que não via nem a sombra de seus pais ou qualquer um ligado á eles, foram três meses de buscas apenas, durante esse tempo JeongGuk foi proibido de sair da casa que compraram no centro de Seul, seus pais pareciam desesperados em encontrarem o seu objeto de negócios pelo recente pronunciamento de certo empresario interessado no Jeon mais novo, porém depois de verem que era inútil procurar alguém que não queria ser encontrado desistiram de procurar, assim começou seus envolvimentos com o subúrbio e a "boate", eles eram os únicos que não o julgavam por ser um ômega com atitude, finalmente uma familia.

Agora Park Jimin chegou para lembra-lo novamente daqueles tempos, todo dominador e com essa marra lembrando de como seu pai usava a voz de alfa para qualquer coisa que fosse o pedir ou melhor obrigar, quem o olhasse diria que era uma paranóia de JeongGuk, mas ele sabia muito bem o tipo de Jimin fingindo-se de "amigo" para querer lhe dar ordens de uma hora para a outra como se tivesse tal direito – o trato entre eles não dizia exatamente que o alfa poderia mandar no ômega, apenas que poderia abusar de seu corpo do jeito que quisesse então o que era aquilo agora? Estava nítido uma tentativa de rebaixa-lo, logo Jimin, o primeiro alfa á tocar seu corpo e trazer algo a mais com os toques, Jeon se sentia ligeiramente triste por isso:

—Não é o fim do mundo JeongGuk! – Yoona tentava chamar-lhe a atenção á minutos sem obter sucesso, nem havia percebido os apelos da beta até se voltar do seu mundinho.

—É sim Yoon, eu passei cinco anos da minha vida sendo submisso á esses malditos alfas e agora me vem um pedindo para mim rebolar no colo dele e eu vou simplesmente aceitar?! – exclamou dando voltas pelo patio, exatamente como estava em seu escritório um dia atrás.

—Eu sei disso JeongGuk, mas vocês tem um trato se lembra?! 

—Não antes dele me trazer a cabeça daquele maldito – soltou uma risadinha nervosa, sabia muito bem que Jimin nunca falhava em serviço então se não fizesse ficaria com mais uma divida no bolso.

—Mas você sabe que ele vai voltar com sangue daquele cara nas mãos não é? – Jeon não tinha mais palavras para retrucar apenas mordeu os lábios nervoso, se segurava para não roer as unhas, ainda precisava delas para arranhar certo alfa, a beta suspirou botando seu modo perfeito para lidar com o jeito de JeongGuk – Eu até posso ter uma ideia, mas você é tímido demais pra isso...

—Eu?! Timido? Você me conhece mesmo Yoona? 

—Você corou mais que um tomate quando viu a primeira apresentação dos meninos no pole dance! Isso só porque o Baekhyun mandou beijinho pra você! O Baekhyun! – ele realmente havia corado, mas era porquê era a primeira vez que via aquele tipo de dança, mesmo assim todos ficaram caçoando dele depois, caçoam até hoje.

—Ah que seja! Fala logo! – no momento aceitava qualquer coisa para se livrar pelo menos de um terço da realidade em que estava.

—Você pode comandar – recebeu um olhar confuso do outro, "Como comandar numa lap dance?"  – Vai dizer que não sabe comandar JeongGuk?

—Numa lap dance? 

—Tem sim como comandar numa lap dance, por exemplo, quando ele tentar te tocar não deixe – começou pegando uma cadeira por perto a colocando no meio do salão indicando para o outro sentar, continuou quando ele já estava sentado – Finja que ele vai se dar bem, chegue bem perto da pélvis e volte roçando os lábios nos dele...

—Você quer que eu passe a minha cabeça lá? – seus olhos estavam arregalados, Jeon não tinha boas lembranças sobre um oral, só a ideia de chegar perto de um alfa o assombrava.

—Você precisa vencer esse medo Kookie, você realmente não acha que uma hora ou outra ele vá pedir para você chupá-lo? Vamos devagar, isso já é um começo – os dois ouviram alguns barulhos chegando mais perto e quando viram eram Baekhyun, Mark e BamBam totalmente sonolentos agarrados nos braços um do outro, claro com Baekhyun no meio evitando a terceira guerra – Ah Baek, conte pra ele como foi traumatizante seu primeiro oral! 

—Chanyeol tem um pênis enorme, consigo o sentir na minha garganta até hoje – todos riram da falta de pudores da bolinha, ele era o único ali fora Mark que tinha coragem de falar isso naturalmente – A do Mark foi mais traumatizante, fala pra eles.

—Verdade, nunca soube que dava pra se engasgar com esperma, Jackson fez questão de mostrar que tudo é possível – uma onda de risadas soou novamente, JeongGuk já se esquecia do seu passado com aquela conversa, eles faziam se tornar algo engraçado ao seu ver.

—Vocês tiveram sorte de se engasgar com algo, a ultima vez que chupei um alfa, dava pra comer uma linguiça gigante e ainda sobrava espaço dentro da minha boca – ele não gostava de se lembrar de como era nojento ser obrigado a colocar o pau do próprio tio na boca, mas no momento poderia pelo menos caçoar do tamanho dele, ele mesmo riu por varias horas no dia.

—Viu, está até se sentindo mais á vontade, não vai ser nenhum sacrifício fingir fazer um oral – Jeon concordou com a cabeça tendo a primeira lição como aprendida.

—Opa, por que você vai fingir chupar aquele gostoso quando você pode chupar? Ele deve ser delicioso – Baekhyun falava baixinho para caso Soohyun estivesse espiando não ouvisse, a garota sempre ameaçava roubar Chanyeol de si se demonstrasse interesse em outro homem.

—Ele pediu para que eu dançasse pra ele, quando ele pedir algo do tipo talvez eu faça, continue Yoon.

—Agora você está interessado não é? É um começo – sorria alegre por estar tendo algum avanço no medo de alfas do amigo, ele poderia continuar sendo do jeitinho que é com as dicas dadas – Segundo passo: controle, controle os beijos, a hora em que ele vai tocar na sua bunda...

—Você quer que eu coloque as mãos dele na minha bunda?! 

—É, assim – disse pegando as mãos do ômega e as direcionando para a própria bunda mostrando como se deve fazer – A diferença é que ele vai apertá-la, calças apertadas não vão deixar ele sentir direito então vamos arrumar algum short pra você, ah e o mais importante, você não pode gemer de modo algum!

—Não posso gemer?! Você já viu a pegada daquele alfa?! Eu gemi só de beijar ele, beijar! 

—Você por um acaso já viu o Baekhyun gemer enquanto rebolava no colo do Chanyeol? 

—Gemo sim! – o próprio disse sentado na beirada do palco principal junto com os outros dois assistindo a aula dada ao "patrão".

—Cala a boca, eu sempre falo pra vocês não gemerem, você é o único que não se aguenta! – revirou os olhos logo virando novamente para o aluno da vez – Em vez de gemer faça um sorrisinho de canto quando ele gemer ou solte um gemido mudo, apenas abra a boca indicando que você também está sentindo prazer, alfas gostam de dar prazer ao ômega, mas você não precisa gemer pra se tornar mais submisso ainda, entendeu? 

—Sim, mas eu não posso gemer nem baixinho?

—Talvez, mas não muito... Para a próxima lição eu vou precisar de uma informação – o outro assentiu completamente concentrado – O dele é grande?

—O q-que?! – a pergunta o pegou de surpresa, como diabos iria saber de tal intimidade?

—Você me ouviu, o pau dele é grande, se não for, é grosso pelo menos?

—Como eu vou saber?! 

—Ah vai Jeon, vai me dizer que passaram a noite inteira só nos beijos!

—Passamos! – era a verdade, mas sabia muito bem que podia ter uma estimativa depois de rebolar em cima dele.

—Você nem sentou no colo dele?! 

—S-Sentei – confessou respirando fundo, a garota fez um sinal para que continuasse – Grosso eu não sei... M-Mas grande com certeza ele é...

—O quão? 

—Muito grande – concluiu com a queimação nas bochechas alertando a merda que estava fazendo.

—Ótimo, não era pra menos com um corpo daqueles – se abanou sentindo de longe o calor emanado naquele alfa – Bom, essa é mais para uma dica, alfas gostam de se acharem os gostosões então sempre que puder elogie ele, desse jeito ele é quem vai ficar submisso á você querendo cada vez mais o seu corpo, mas você não vai dar, se ele quer uma dança ele vai ganhar uma dança, nada a mais!

—Tudo bem, dessa parte eu já sei, acho que deveríamos decidir as coisas importantes agora – Jeon cuidaria depois da parte da dança, agora deveriam decidir a musica, o lugar, as roupas...

—A musica poderia ser... 

—Dance for you, da Beyoncé, quer musica mais perfeita? – BamBam pronunciou-se pela primeira vez dando a sugestão da musica que estava tocando quando viu Jackson pela primeira vez ou melhor, quando dançou pra ele pela primeira vez.

—Não, óbvia demais, tem que ser uma mais lenta, mais excitante...

Haunted? – o próprio dançarino da vez sugeriu, tinha que admitir, nesses dois dias de contato com Jimin aquela musica o lembrava imensamente.

—Dela também? – concordou com a cabeça, Yoona tinha outra musica em mente, mas se o pedido veio de JeongGuk, não seria ela a negar – Tudo bem, qual sala vão usar?

—Uma das salas de dança particular não é? Se for um quarto é menos de trinta minutos pra aquele alfa me atacar...

—Tem pelo menos umas vinte salas diferentes só naquele corredor JeongGuk! E tem uma toda rosa só pra aqueles pervertidos que gostam de DaddyKink, você não vai fazer nela né?

—Claro que não... Pode ser na Pleasure.

A sala escolhida era uma das mais ocupadas por toda a noite, todo o ar dentro daquela sala era recheado da mais pura luxuria, nem mesmo um fio de pureza entrava por ali todos que entravam certamente não procuram por algo decente então era o local perfeito para o novo pagamento ao alfa. Pela pele branquinha as luzes vermelhas ficariam perfeitas em contraste com JeongGuk trazendo a imagem perfeita de si, se não queria de modo algum se parecer ingenuo aos olhos de Jimin aquela seria a escolha perfeita:

—Bela escolha Jeonggukie, a sua roupa...

—Eu cuido disso – Baekhyun tomou a frente decidido, dentre todos ele era o que mais tinha roupas e senso de moda para dar e vender, outra escolha impecável.

—Certo pessoal, hoje é o dia em que aquele alfa vai morrer de tesão ele nunca mais vai ter uma ereção como vai ter a de hoje! Todos comigo, fighting!

—Fighting!! –repetiram em coro, logo voltando á falação de antes puxando JeongGuk para todos os lados.

Essa noite, Jimin conheceria o puro fogo do pecado.

--//--

Já era de noite e Park aina estava em sua própria casa. De noite gostava de admirar as luzes vindas do jardim, fazia uns dois anos que havia as colocado para dar pelo menos uma aparência boa da casa, os filhotes dos casais vizinhos adoravam olhar para elas também e as vezes vinham olhar mais de perto, Jimin como um bom alfa de coração molenga quando o assunto é filhotes deixava os pequenos seres brincarem a vontade aproveitando para imaginar o dia em que seus próprios filhotes estariam brincando a todo vapor por ali, os olhos bem fechadinhos iguais aos seus se abrindo em meio a imensidão de cores, cabelos negros, peles claras como o pelo de um coelho assim como os dentes semelhantes á um... Mas aquelas não eram características suas.

Eram com certeza traços de JeongGuk, ficou tempo demais olhando as crianças para que sua mente trabalhasse sozinha á ponto de trazer a imagem de seus possíveis filhotes com Jeon JeongGuk– recentemente havia se censurado bastante em questão dos pensamentos voltados ao garoto, até seu interior havia sido infectado pelo veneno do cheiro adocicado característico dos ômegas, não bastava ter se descontrolado em apenas um beijo agora estava perdendo o auto-controle algo que tinha muito domínio antes de conhecê-lo, talvez depois de ser surpreendido tantas vezes com JeongGuk invadindo seus pensamentos não tivesse mais tão empenhado em expulsá-lo.

Seo DongHo se envenenou sozinho, um dia antes havia dirigido bêbado e tido uma morte fria, era irônico como o proprietário de uma adega havia sofrido um acidente com bebida e tido uma morte tão fria como o gelo oferecido em seus bares. O irmão assumiu os negócios, depois de algumas ameaças foi fácil convencê-lo á entregar os papeis que comprovam as dividas de JeongGuk ainda teve o prazer de vê-los queimar pouco a pouco na mesa junto com o olhar amedrontado do beta, dessa vez usaria o fogo para dar o recado de não denunciá-lo á ninguém, infelizmente Jeon não poderia ter as honras dessa vez, mas seria por uma boa causa.

Ao perceber as horas se levantou rapidamente indo em busca das chaves do carro, a muito tempo já tinha se arrumado e apenas esperava o horário adequado para se ir á uma boate mais uma vez livrando JeongGuk de possíveis suspeitas dos vizinhos curiosos que nunca cuidam da própria vida. Durante o caminho ficou aéreo apreciando a noite linda que fazia, ainda estavam no inverno por isso a neve cobria suavemente as ruas, nada muito denso, mas mesmo assim bonito, talvez Jeon gostasse da vista se não estivesse ocupado com a boate e consigo mesmo, Jimin fez a nota mental de recompensá-lo por isso algum dia; No final de todo o acordo faria questão de devolver todos os favores, só que do modo certo.

A faixada estava decorada de modo diferente quando parou em frente á boate, o vermelho brilhante foi substituído por um azul bem claro puxado ao branco, uma placa com a frase "Tudo pode ser seu" em inglês estava destacada em neon ao lado da parede na porta de entrada, até podia considerar tudo aquilo para si, mas quando ouviu os seguranças falarem algo sobre "Noite da Inocência" tirou tais pensamentos da cabeça, talvez Jeon estivesse apenas comemorando a divida quitada recentemente nada que o envolvesse diretamente. O cheiro doce dos ômegas predominava dessa vez no lado de dentro, o chão estava coberto por uma fumaça cheirosa que adquiria uma coloração azulada em contato com as luzes do teto, com certeza poderia pensar estar no céu se estivesse bem distraido para isso servia as pessoas dançando suavemente com roupas delicadas, porém em falta, JeongGuk sabia perfeitamente como plantar um clima:

—Jimin! – a ômega que havia lhe recebido na primeira vez vinha em sua direção, os fios volumosos estavam em um rabo de cavalo deixando as ondas caírem suavemente por suas costas, as roupas não eram muito diferentes das outras noite, apenas as cores mudaram – Vou levá-lo até seu ômega, me siga, por favor.

—Ele não é... – desistiu de falar quando viu que ela não dava a minima para explicações, preferiu continuar a seguindo sem falar nada.

Por contrario do que pensava, Jimin não foi levado ao escritório invés disso seguiu pelos corredores ao redor do hall de entrada, nunca havia percebido o monte de portas existentes ali, mas passaria á prestar mais atenção em todos os cantos daquele lugar. Aquela ultima sala lhe deu arrepios ao entrar e ser deixado sozinho sem mais palavras – era novidade as luzes em vermelho vivo já que nunca havia visto algo como, sentou-se no sofá preto com matéria de veludo em frente ao mastro característico do pole dance apreciando a maciez do assento, para os primeiros passos de JeongGuk em sua opinião o garoto estava indo muito bem, se sentou mais a vontade separando suas pernas, estava na hora de brincar.

A espera durou por aproximadamente cinco minutos, durante esse tempo usou de distração as paredes decoradas do local, os desenhos poderiam ser mais sensuais que uma mulher recheada de curvas eram suaves e tinham a textura delicado, por um segundo permitiu-se imaginar como seria foder aquele ômega naquelas paredes e acabou ofegando excitado, essa excitação só aumentou quando sentiu o cheiro tão amado por si invadir o espaço, era ele e pelo cheiro forte estava excitado tanto quanto mesmo nem tendo o visto ainda. Jeon estava incrivelmente esbelto como sempre, uma camisa preta sem muitas surpresas cobria seu corpo até metade das coxas branquinhas e fartas cobertas parcialmente por uma meia 7/8 da mesma cor que a parte de cima, acima de tudo, o que mais chamava atenção com certeza era a gargantilha também escura dando ainda mais destaque ao pescoço imaculado, aquela criança definitivamente estava brincando com o fogo:

—Essa é a surpresa? – provocou somente para descobrir um pouco mais dos planos alheios.

—Uma das – respondeu á altura subindo na pequena plataforma em volta do mastro com a sensualidade de sempre – Gostou?

—Eu amei.

—Ótimo – JeongGuk sabia que era verdade ao sentir o cheiro forte de Jimin impregnar-se ao seu, os dois corpos já estavam excitados implorando um pelo outro – Vamos começar então...

Logo a batida suave tocava pelo local junto com a voz poderosa e sensual da cantora, Jimin reconheceu a musica admitindo ser uma bela escolha principalmente por ele mesmo se sentir assombrado pelo ômega assim como assombrava a cabeça dele, não existia musica com sentido mais perfeito para os dois. JeongGuk movia os quadris ao ritmo da musica enquanto passava as mãos levemente pelo mastro até seus braços estarem completamente esticados então segurou com mais força firmando as mãos para poder levantar-se e enroscar as pernas bonitas em volta do mesmo, a primeira fisgada veio quando imaginou aquelas mesmas coxas em volta de sua cintura, mordeu o lábio inferior relaxando ainda mais consequentemente abrindo mais as pernas, com certeza um jogo de provocação.

Não era apenas Jimin a beira da loucura, embora seja Jeon o causador da aura excitante entre eles dessa vez, ele também se sentia sendo provocado pelo jeito viril do alfa, suas mãos pousadas em cima das coxas fortes era como um convite para que se sentasse ali, Yoona havia lhe dito para não cometer a besteira de deixar seu lubrificante natural sair com tanta facilidade novamente porque passava a exata imagem odiada por si, querendo ou não se excitar ao ponto da noite passada era o mesmo que estar entregue, mas no momento não havia parado pra pensar sequer nas pessoas que provavelmente haviam sentido seu cheiro, se preocupar com o quanto excitado estava não importava quando tinha as mãos do alfa mais encantador da cidade lhe tocando.

Pela sua própria saúde mental tentava não olhar diretamente para os olhos alheios continuando a coreografia como o ensinado – "olhos presos ao mastro ou se tiver que desviar, não desvie aos olhos dele" – Porém algo lhe puxava de volta a imagem de Park Jimin com a respiração lenta, o próprio lábio inferior preso entre os dentes perfeitamente alinhados, seu rosto estava livre de qualquer fio de cabelo, pois os mesmos estavam jogados para trás dando lugar á expressão pornográfica fixa em cada traço seu, o jeito naturalmente sensual do outro levava o lado ômega de JeongGuk á loucura, mas em nenhuma vida iria deixar aquele lado trevoso tomar conta de seu corpo, mesmo assim não podia evitar suas reações carnais, se o seu corpo queria algo faria de tudo para obtê-lo e no momento...

Ele suplicava pelo corpo daquele alfa.

"Mas que droga" – repreendeu-se mentalmente ao sentir seu cheiro ficar mais forte, não tanto quanto o cheiro de Jimin, mas o suficiente para revirar os olhos do “sócio” tendo certeza do que acontecia dentro de sua roupa intima – “Maldita natureza ômega, maldita lubrificação" – praguejou ainda mais ao sentir o liquido denso melar grande parte da boxer que usava, era uma reação totalmente proibida, mas lhe trazia uma sensação tão inebriante que não pode evitar o gemido baixo não alto o bastante para transparecer por entre a musica, porém a audição aguçada do alfa não deixou passar despercebido, Jimin se encantou com o modo de JeongGuk de se mostrar excitado, como não se permitia de forma alguma falar tal coisa para o alfa, seu próprio corpo tomava a frente fazendo com que soubessem do prazer queimando seu corpo, isso enlouquecia seu alfa interior, teve que fazer mais esforço para se segurar sentindo o cheiro invadir suas narinas – baunilha.

Seus planos tiveram de ser adiantados pelo imprevisto, tentou ao maximo fazer os movimentos naturalmente para não evidenciar o erro que cometeu, teria que partir para o próximo objetivo por causa disso, mas seria divertido do mesmo modo então não se importava. Desceu da plataforma do mesmo modo que havia subido deixando bem evidente a parte nua de suas coxas sendo a parte mais carnuda do local fazia questão de deixá-las amostra sabendo dos próprios charmes – se quisesse enlouquecer sabia muito bem o ponta pé inicial e tinha muito orgulho por isso. Sua perna direita postou-se ao lado de Jimin atraindo a atenção para ela, a mão forte subiu suavemente pela panturrilha até o joelho parando ali somente para fazer um carinho suave retendo o verdadeiro desejo de apertar a carne daquela coxa volumosa em sua mão, porém antes que o fizesse o dono dela o impediu:

—Que eu saiba – começou tirando a mão de si e sentando-se finalmente no colo que tanto lhe chamava segundos atrás – Eu não deixei que me tocasse... Eu mando essa noite, alfa.

Jeon pegou novamente as mãos alheias deixando-as apenas com o toque sutil de suas panturrilhas enquanto as suas semelhantes subiam para os ombros fortes passando-as por todo canto antes de descer um pouco até os braços firmes aproveitando o momento para fincar suas unhas nos músculos definidos do local com o apoio seu quadril recomeçou a mexer-se levemente para frente e para trás friccionando os membros já rígidos, os olhos se fecharam e os dois puxaram de volta o ar que lhes foi roubado desde o começo daquela brincadeira perigosa. Jimin se odiou por ter fechado os olhos e perdido a imagem mais sensual da face da terra, mas se lembrando segundos depois conseguiu guardar em sua mente JeongGuk com os olhos fechados, a boca vermelha como cereja aberta deixando sair os sons mais gostosos em momentos como aquele, definitivamente suas mãos coçaram para tocá-lo, mas se seguraram com medo das consequências, era melhor ter moderado do que não ter.

De repente a pequena sala se tornou quente demais para os corpos frágeis pelo prazer acometido á eles, JeongGuk não estava aguentando mais ficar sem o toque autoritário do alfa em si, lentamente segurou as mãos do Park dessa vez as posicionando em cima da própria bunda por baixo da camisa, mas ainda com o tecido da boxer impedindo o contato por completo, logo voltou com as suas para o pescoço de Jimin não aguentando mais a distancia entre as bocas, aproveitou a ultima parte calma da musica para beijá-lo da mesma forma degustando do modo mais lento a maciez e doçura presente no gosto misturado dos dois, desde o primeiro contato a lingua já tinha se enfiado por entre as bocas como se fossem imãs, era o que realmente acontecia quando estavam juntos, sempre agindo como se fossem um só, como se lessem os pensamentos um do outro, estranho.

Jimin abriu as palmas nos glúteos do ômega aproveitando um pouco mais da liberdade concebida, não pode evitar o gemido do fundo de sua garganta ao sentir o tecido úmido pelo lubrificante natural, procurou um pouco mais ao apertar com toda força sentindo a carne macia por entre seus dedos novamente a vontade de rosnar foi mais forte então soltou-se com muito pesar dos lábios de JeongGuk para soltar o rosnado excitado que tanto se prendia na garganta, o cheiro de baunilha apossou ainda mais do comodo assim que o gemido mais alto ecoou igualmente aguçando o sentido alfa de Jimin, tudo que mais queria era fazer daquele ômega seu para ninguém mais sentir aquele cheiro...

Queria que o cheiro de JeongGuk se tornasse o seu cheiro.

Que a marca de suas presas estivesses cravadas naquele pescoço sem marcas.

Seu instinto gritava.

Jimin estava ficando louco.


Notas Finais


ETAH
ETAH
Agora pergunto novamente como vcs estão depois desse cap?
Eu demorei um bom tempo pra fazer isso pq eu só tenho coisa endemoniada
Nesse caso foi o tablet
Essa desgraça apagou tantas partes desse cap vcs não tem ideia
O CARREGADOR DO NOTE FOI PRO SACO ENTÃO FOI MINHA UNICA OPÇÃO :')
Mas tudo bem, consegui não ficar um mês inteiro sem postar
Gostaram? (Já somos 100 eu to soltando purpurina \o/)
EU TINHA FEITO UMA CAPA TÃO LINDA PRA ESSE CAP
MAS TÃO LINDA
TO CHORANO PQ ELA FICOU NO NOTE
CHOREMOS
E é assim que eu me despeço em meio a lagrimas de felicidade e depressão
Até o próximo :*
BJOS DE BISCOITO


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