História Pecado Mortal - Capítulo 21


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Categorias Chris Evans, Dylan O'Brien, Holland Roden, Jessica Alba
Personagens Arden Cho, Chris Evans, Dylan O'Brien, Holland Roden, Jessica Alba, Nina Dobrev
Tags Ação, Drama, Revelaçoes, Romance, Traição
Exibições 41
Palavras 1.813
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 21 - Seria isso amor, ou paixão?


                           P.O.V´S Aléxis

   Existência: Condição de tudo o que existe, do que tem vida; estado de quem está vivo ou de quem se mantêm vivo. Existir. Era tudo o que sentia nesse momento, era tudo o que eu podia enxergar. Eu estava simplesmente existindo. Isso pode parecer um tanto quanto dramático, e bom, realmente é. O fato de algo ou alguém existir, não o torna necessariamente vivo, até alguns meses atrás eu me sentia totalmente viva, cheia de forças, mas hoje não me vejo assim. Mal consigo andar, quem dirá sair e passear como antes, ficar presa em uma cama é horrível, e eu sinto que a qualquer momento eu poderia simplesmente desaparecer. Sinto dores por todo o meu corpo, não consigo me alimentar, e quando isso acontece sempre jogo tudo pra fora. Eu já estava em casa, e isso me trazia uma sensação de conforto, de paz, bem melhor que aquele hospital. Estar em casa com certeza não tem preço, e eu quero morrer aqui, e não em um quarto frio, branco e solitário de hospital. Sempre que pode Chris vem me ver, ele disse que Geórgia fica um pouco incomodada com isso, e ela tem o direito de ficar, afinal eles estão juntos e ele traiu ela comigo, a gente não repetiu aquilo mais, eu acho que não é justo com nenhum de nós que isso continue a acontecer.

    Minha cabeça parecia querer explodir, eu não havia tomado os remédios e nem pretendia, nem mesmo continuarei com o tratamento, porque eu não quero gastar minhas últimas energias fazendo um tratamento, que não me levará a nada, eu não tenho mais cura, e por isso prefiro usar o resto de força que tenho com meu filho. E pra falar nisso ele voltou as suas atividades normais, voltou a focar nos seus negócios, e perdoou o pai, mais disse que não consegue perdoar Geórgia. Eu o aconselhei a perdoa-la, é o melhor a se fazer, não devemos passar o resto de nossas vidas guardando mágoas, e rancor de pessoas que já amamos. Hoje já era domingo, e eu percebi o quanto o tempo passa rápido, principalmente agora que estou nessas condições, eu vejo minha vida passar em flashes e cada dia que passa é mais uma parte de mim que se vai, eu estou morrendo aos poucos. Lembrei que teríamos um almoço em família hoje, tinha convidado Chris e Geórgia para virem aqui, Alec não gostou muito da ideia de ter sua ex aqui, mas acabou cedendo.

   Me levantei devagar, com muito esforço, minhas pernas pareciam não querer obedecer meus comandos, caminhei lentamente para o banheiro, me despi com certa dificuldade, e entrei no box, liguei o registro deixando que a água percorresse cada centímetro do meu corpo, era bom sentir a água cair sobre o corpo levando todo o peso junto com ela, me permiti relaxar por longos segundos, meus músculos até agora tensos se relaxaram. Fechei o registro, e sai me enrolando na toalha, caminhei para fora do banheiro, parando em frente ao grande espelho do quarto, deixei a toalha deslizar por meu corpo, notando o quanto eu havia emagrecido, meus olhos se direcionaram para alguns roxos espalhados por meu corpo, meu rosto visivelmente mais pálido, olheiras em volta dos olhos, lábios ressecados, uma clara imagem de alguém que está prestes a morrer. Desviei meu olhar do espelho voltando-o para a toalha caída, me abaixei tomando-a em minhas mãos, voltei a caminhar em direção ao closet, onde procurei nas gavetas alguma peça íntima, vestindo-a em seguida, procurei por algo confortável para vestir, optando por um moletom que tampasse meu corpo mais magro. Amarrei meus cabelos em um rabo de cavalo, e tentei sem muito sucesso tampar aquelas olheiras horríveis, passei um pouco de gloss nos lábios na tentativa de deixa-los menos ressecados, passei um perfume qualquer, e sai do closet fechando-o em seguida, rolei meus olhos pelo quarto encontrando-o totalmente bagunçado, mais eu não poderia arruma-lo mesmo que quisesse, e pedi para que a empregada não viesse limpa-lo, não precisava que as pessoas tivessem pena de mim. Abri a porta do quarto descendo as escadas, Alec estava sentado no sofá, e sorriu assim que me viu, retribui.

   -Mãe, você está bem? -perguntou em um tom preocupado.

   -Estou bem na medida do possível -ele assentiu vindo até mim, ele me abraçou forte e eu retribui -Sabe que horas são? -perguntei.

   -Quase uma da tarde -assenti -Papai vai vim?

   -Acho que sim -respondi caminhado até a cozinha -Ele e Geórgia -o garoto atrás de mim suspirou -Seja educado, filho -o olhei por cima do ombro, bem no momento em que ele revirou os olhos, me virei parando no meio do caminho -Estou falando sério, Alec, não haja como um garoto mimado -ele assentiu.

   -Está bem, mãe, vou fazer isso por você -sorri em agradecimento -Mas eu não preciso ficar a todo momento conversando com ela, né?

   -Isso fica ao seu critério -voltei a caminhar, chegando à cozinha, a empregada já preparava tudo para o almoço -Elena, já está terminando? Precisa de ajuda? - o olhar da mulher de meia idade se voltou à mim.

   -Não, senhora -respondeu -Eu já estou terminando, pode ficar tranquila -sorri e me sentei no banco em frente a ilha da cozinha -Quer alguma coisa?

   -Pode me arrumar um pouco de coca? -perguntei, ela assentiu colocando um copo a minha frente, foi até a geladeira de onde tirou uma garrafa de coca e encheu meu copo com o líquido negro, sorri agradecendo.

    -Mãe, vou tomar um banho, tá? -olhei para Alec assentindo, e voltei a olhar para meu copo de coca, bebi um pouco do líquido que queimou minha garganta por causa do gás, o silêncio reinava ali, com as pontas dos meus dedos brincava com as gotas de água que se formavam por fora do copo. Eu podia sentir o olhar de Elena queimando sobre mim, mas não queria olha-la no momento.

   -Senhora, você está bem? -sua voz doce percorreu por meus ouvidos me despertando, a olhei, assentindo -Olha eu já trabalho aqui a anos, e sei que a senhora não está nada bem, você não quer conversar? -os olhos de Elena transbordavam compaixão, ela sempre esteve na família, até mesmo antes de me casar com Chris, então era como se ele realmente fosse membro da família.

   -Eu estou morrendo, nada demais -respondi sarcástica, mesmo não querendo usar aquele tom, simplesmente saiu, ela me olhou balançando a cabeça negativamente -Desculpa, Elena, é só que eu não consigo entender porque comigo, porque tudo isso está acontecendo, é como se o mundo estivesse contra mim -Elena alcançou minha mão sobre a bancada.

   -Aléxis, eu penso da seguinte forma: os planos de Deus são perfeitos. Mesmo que a gente não o entenda, não entenda suas razões, tudo sempre tem um motivo, uma força maior, sei que pra você é difícil compreender isso nesse momento, mas ele tem planos maiores pra você, e talvez esses planos não possam ser realizados aqui -meus olhos lacrimejaram, passei as mãos bruscamente por meus olhos não permitindo que elas saíssem dali -De qualquer forma tudo vai ficar bem -a sombra de um meio sorriso apareceu em seus lábios, suspirei.

   -Obrigada -agradeci, ela simplesmente sorriu, e voltou a fazer o que fazia antes. Escutei a campainha soar, saltei do banco andando até a sala. Abri a porta tendo visão de Chris e Geórgia, meu olhar se voltou as suas mãos entrelaçadas, sorri -Oi -minha voz saiu um pouco rouca.

   -Oi -respondeu Geórgia, sendo doce como sempre foi -Como você está? -seu tom de voz era preocupado.

   -Estou bem, vejo que você está ótima -apontei para sua barriga, ela olhou pra baixo sorrindo embasbacada, o brilhos nos olhos dela me fez lembrar da época que fiquei grávida de Alec -Entrem -dei espaço para que os dois entrasse, e assim eles fizeram -Vou ver se Elena já terminou, fiquem a vontade -eles sorriram.

   -Espera, vou com você, preciso te falar uma coisa -assenti, e fomos, Geórgia ficou sentada no sofá, esperando.

                                  P.O.V´S Alec

   Tinha acabado meu banho, estava sentado na minha cama trocando mensagens com uma amiga que conheci esses dias, apesar de ainda amar Geórgia quando estou com essa amiga, me desconecto de tudo, esqueço os problemas, e me sinto bem, nela eu vi a esperança de voltar a amar alguém, ela é linda e super gente boa. Muitas qualidades nela me chamaram a atenção, principalmente seu modo de andar, de falar, suas brincadeiras toscas, seu olhar tímido quando a elogiava, sua pele clara, tudo nela era agradável. Bloqueei a tela do celular me despertando do transe, me levantei caminhando até a porta, a abri e sai do quarto descendo as escadas, tive a visão de Geórgia sentada no sofá, ela estava linda com um vestido florido simples, soltinho dando visão a sua barriga de grávida, seus cabelos soltos levemente ondulados, seu batom claro, seus olhos se direcionaram à mim, fazendo espasmos percorrerem por minha espinha, senti vontade de correr até ela a abraçar, beija-la, mas me contive.

   -Oi -disse ela com sua voz doce.

   -Oi -respondi, me sentei ao seu lado.

   -Como você está? -a olhei, sorrindo de leve.

   -Estou bem, e você?

   -Bem -voltei meu olhar para frente, o silêncio pairou sobre nós -Hm, eu acho que preciso fazer isso -sua voz doce soou por meus ouvidos, olhei para ela confuso -Preciso te pedir perdão, por tudo.

   -Está tudo bem, esquece isso, eu já perdoei -falei sendo sincero -É como minha mãe disse... não podemos guardar mágoas de pessoas que amamos -ela me olhou apreensiva, e logo desviou seu olhar de mim, suspirei -Eu te amo, Geórgia.

    -Alec, por favor, não faz isso -pediu calma -Não é justo com você, nem comigo.

   -Está tudo bem, Geórgia, eu vou te superar -falei simples, ela concordou. O assunto se encerrou ali, nós namoramos por anos, e hoje agimos como completos desconhecidos. Era como se nossa história não passasse de meras lembranças, algumas nem tão boas assim, mas é passado, e o passado devemos deixar pra trás. Estou tentando fazer isso a tempos, mas parece impossível, ainda mais quando se lembra de momentos que tivemos juntos. Quando lembro das nossas noites, das noites frias onde seu corpo quente me aquecia, sua pele macia tocando a minha, minhas mãos deslizando por todo seu corpo, explorando cada canto dele. Nós dois em um quarto escuro, levemente iluminado pela luz da lua, apenas dois corpos se tocando, se amando, sua boca próxima ao meu ouvido, e sua voz rouca sussurrando que me amava. Na minha mente eu tinha a visão perfeita do seu rosto iluminado pela luz da lua, seu sorriso safado ao meu toque, seus lábios comprimidos sentindo o prazer que eu podia proporcionar à ela. Mas hoje tudo isso não passa de lembranças boas. Seria isso amor, ou paixão?

     -Quando lhe jurei meu amor, eu traí a mim mesmo... -Raul Seixas.



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