História Pecado Mortal - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Chris Evans, Dylan O'Brien, Holland Roden, Jessica Alba
Personagens Arden Cho, Chris Evans, Dylan O'Brien, Holland Roden, Jessica Alba, Nina Dobrev
Tags Ação, Drama, Revelaçoes, Romance, Traição
Exibições 33
Palavras 1.417
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 23 - Eu te amo, me perdoa?


                            P.O.V´S Geórgia

   Traição. O ato ou ação de trair alguém. Tudo começou com uma simples traição, com um jogo de sedução, paixão, luxuria. E tudo terminou aqui, comigo em uma cama de hospital, sem meu bebê, sem o meu pecado. Eu estava completamente sozinha, não tinha mais amigos, não tinha mais a minha mãe, não tinha mais ninguém além de mim mesma, e a única culpada disso sou eu. Quem sabe se eu não tivesse me deixado levar por esse vício, o final tivesse sido diferente, talvez hoje eu estaria em casa com minha mãe, com meus amigos por perto. Eu me pergunto se esse é o meu castigo, se esse é o preço que estou pagando pela traição. Esse preço foi muito alto, me saiu muito caro um simples capricho, eu não sei se um dia seria capaz de perdoar o Chris, não sei se algum dia eu poderei voltar a estar com ele, nem mesmo sei se poderei olhar para ele.

    Eu já estava nesse maldito hospital, presa nessa maldita cama há exatamente três dias, odiava o fato de estar aqui sem poder fazer nada, e odiava mais ainda aquela comida horrorosa de hospital. Chris não voltou mais depois daquele dia, talvez ele soubesse que eu precisava do meu espaço, minha mãe nem veio me ver, eu nem mesmo sei se ela sabe que estou aqui, ou se eu estava grávida. Fui despertada dos meus pensamentos com o barulho da porta se abrindo, direcionei meu olhar até ela, tendo visão da minha mãe com o rosto cheio de lágrimas.

   -Filha... -foi só o que ela disse quando me viu naquele estado, ela dava passos rápidos até mim, sentou-se do meu lado na cama pegando em minhas mãos -Como você está? -a olhei com deboche.

   -Não precisa fingir que se importa -desviei meu olhar do seu olhando para o lado, engoli o choro entalado em minha garganta.

   -Não fale assim, Geórgia -pediu como uma súplica -Você é minha filha, é claro que me importo com você, eu sei que errei... e muito com você. Errei quando virei as costas pra você, mas eu te amo, e me preocupo com você -olhei para ela podendo ver a sinceridade em seu olhar -Me perdoa, por tudo -algumas lágrimas rolaram por meus olhos.

   -Eu me sinto tão sozinha, tão vazia -desabei olhando em seus olhos -Eu não quero mais ficar nesse hospital -as mãos de minha mãe foram de encontro ao meu rosto, enxugando as lágrimas que escorriam por minha face.

   -Filha, olha aqui pra mim -puxou meu rosto -Eu vim te buscar para ir embora, eu não quero ter que te ver dessa maneira, nesse hospital, com esses olhos sem vida -funguei enxugando o restante de lágrimas, respirei fundo -Trouxe essas roupas para você se trocar -ela estendeu uma sacola em minha direção, a peguei olhando na mesma, era um moletom cinza e uma regata. Peguei as peças da sacola me levantando ainda com dificuldade, tirei aquela roupa de hospital me vestindo em seguida, caminhei até o banheiro me olhando no espelho, meus olhos realmente não tinham mais vida, minha pele visivelmente mais pálida, uma lágrima escorreu por meus olhos, abri a torneira e molhei meu rosto, enxugando-o logo após em uma toalha que tinha no banheiro. Voltei ao quarto encontrando minha mãe sentada na cama, ela me olhou sorrindo, e mal sabe ela o quanto senti falta daquele sorriso sincero. Ela se aproximou de mim me abraçando, retribui apertando-a em meus braços. Nos separamos.

   -Podemos ir embora, mãe, não quero ficar aqui mais nenhum segundo -pedi.

   -Mais antes você precisa ir até a sala do doutor, ele precisa conversar com você -assenti, minha mãe pegou a sacola que ela havia trazido, calcei os chinelos que ela me trouxe e saímos daquele quarto frio. Minha mãe caminhava tranquilamente, enquanto eu a seguia. Adentramos a sala do homem  que me atendeu aquele dia.

   -Senhorita, sente-se, o assunto que tenho a tratar com você não é muito bom -suspirei, cansada e me sentei onde ele havia indicado, minha mãe se sentou ao meu lado -Bom, fizemos alguns exames com você, examinamos cada parte do seu corpo, para saber se não havia ficado alguma sequela, algum trauma. A batida não foi muito forte, mais foi o suficiente para te fazer perder o bebê -ele mantinha o olhar sério, cheio de piedade sobre mim -Depois desses exames, descobrimos que seu útero infelizmente ficou com sequelas, ele teve algumas deformações -meus batimentos cardíacos aumentaram, entendendo o que ele queria dizer.

   -Isso quer dizer que eu não poderei mais ter filhos? -perguntei com a voz falha, ele apenas assentiu, as lágrimas novamente voltaram a tomar conta de mim -Isso não, eu... eu não posso acreditar nisso -desabei em lágrimas ali mesmo, eu me sentia um lixo, nem mesmo poderei gerar um filho meu. Levantei daquela cadeira saindo correndo por aquela porta, eu estava completamente transtornada, por onde passava atraia os olhares das pessoas que estavam ali presentes. Eu só queria sumir.

                                                                  *                  *                 *

                               2 meses depois...

   Dês daquele dia que recebi a notícia que nunca mais poderia ser mãe, eu me fechei, me tranquei em meu próprio mundo, mal falo com minha mãe, e tem se tornado raro as vezes em que saio de casa, ou até mesmo do quarto. Eu tento ao máximo não falar com as pessoas, me afastei de tudo e de todos, Chris vem aqui todos os dias, para tentar conversar comigo, mas eu nem mesmo saio do meu quarto para vê-lo. Não quero ter que olhar para ele novamente, não quero aquele clima tenso entre a gente, muito menos suportar seus questionamentos. Em frente ao espelho eu observava aquela cicatriz que me recordava tantas lembranças ruins, que me trazia novamente aquela dor insuportável no peito, me fazia querer nunca mais estar nesse mundo. Ainda não tinha tomado meus anti depressivos e nem mesmo pretendia faze-lo, eu não precisava daquilo, eu não queria ter que tomar aquilo. Fui despertada de meus pensamentos quando alguém bateu à porta.

   -Geórgia -mamãe chamou docemente -Chris está aqui novamente -suspirei, cansada, derrotada.

   -Mande-o ir embora, não quero vê-lo -pedi à minha mãe, e pude ouvir seu suspiro do outro lado da porta.

   -Ele disse que não irá embora até conversar com você -soquei a parede ao meu lado e caminhei até a porta, abrindo a mesma, mamãe me olhou de cima a baixo, notando o quanto eu estava acabada, magra, pálida, sua aparência era de completo cansaço -Posso pedir para que ele suba? -assenti a contra gosto -Vou chama-lo -anunciou ela me dando as costas, então, a vi sumir de minha vista. Entrei novamente para meu quarto e fiquei de costas para a porta, observando o tempo lá fora, pela janela, ouvi passos e a porta se fechar, permaneci com estava. Escutei o suspiro do homem atrás de mim, e passos em minha direção.

   -Geórgia -sua voz ecoou por meus ouvidos. Ouvir sua depois de tanto tempo me deixava desconfortável -Amor, olha pra mim -me arrepiei assim que ele me chamou de amor, depois de tanto tempo era como se eu não o conhecesse mais, e talvez eu realmente não conheça, me virei o olhando. Seus olhos se encontraram com os meus, e eles demonstravam surpresa ao ver o meu estado, e ao mesmo tempo transmitiam arrependimento, dor, saudade. Pude notar que ele também não tinha a mesma aparência que antes, estava mais magro, mais pálido, olhos sem vida e inchados, me deu vontade de abraça-lo, mas me contive.

   -O que quer aqui? -perguntei seca, e pude notar sua expressão triste recair sobre mim -Já não bastava me fazer sofrer, me machucar, me fazer perder o bem mais precioso que poderia ter, ainda teve que vir me ver para confirmar o quão acabada eu estou? -Chris deu um passo à frente aproximando-se de mim.

   -Você sabe que minha intenção nunca foi essa. Eu apenas estava confuso, meus sentimentos estavam bagunçados.Você mais que ninguém sabe que eu te amo, e já demonstrei isso várias vezes -suas mãos foram de encontro às minhas, um calor percorreu meu corpo -Eu estou sofrendo tanto quanto você. Não está sendo fácil pra mim também, não está sendo fácil perceber os olhares de desprezo sobre mim, não está sendo fácil suportar sua perda, muito menos a perda do bebê -lágrimas brotaram dos meus olhos -Eu te amo, me perdoa? -minhas pernas vacilaram, e minha cabeça rodou com essas simples palavras. Mais não pense que será tão fácil assim, Chris.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...