História Pecado Supremo - Livro Um - A Busca - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Assassinato, Crime, Família, Gabriella, Homicidio, Investigação, Lucas, Morte, Ódio, Pecado, Policial, Romance, Sequestro, Sofrimento, Suicidio Etc, Supremo, Vingança
Visualizações 10
Palavras 1.662
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Policial, Romance e Novela, Shounen, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Dor


            Furiosa sua mãe gritava e batia contra o volante enquanto ele observava o lado de fora às lojas passarem rapidamente, ainda irritado por não ter conseguido comprar a versão física do lançamento recente – Mas que merda, Lucas, não acredito que você assiste anime para arrumar confusão na escola! E ainda sair todo machucado. O olhar fulminante, através do retrovisor interno, ainda com o rosto sangrando ele tocou de leve e sentiu uma dor enorme - E ainda vai sujar a droga do meu banco de sangue! – Ele revirou os olhos – Já acabou, Alicia? – Ela apertou o volante e freou o carro bruscamente no meio da avenida, os carros começaram a desviar, Lucas mesmo com o cinto de segurança bateu a testa cortada no banco da frente e gritou de dor – Isso é para aprender a não chamar sua mãe pelo nome com essa ironia toda – Ele passou a mão na testa ainda sangrando – Isso que dá deixar sua mãe ler os livros de Destino Por Destino – resmungou quase inaudível – O que foi que você disse? – Perguntou apertando o volante, Lucas se manteve calado, então deu partida e continuaram o caminho, ao olhar novamente para o retrovisor percebeu a expressão meio triste e sorrindo falou – Mesmo assim eu estou orgulhosa de você. Fez merda de brigar na escola, mas lutar contra dois e foi a atitude mais corajosa que eu já presenciei meu filho! – Ele ao ouvir aquilo expressou um sorriso.

            Pouco tempo depois de tomar banho, Lucas desceu para a rua, o quintal extenso com o portão da garagem, muro e o portão principal de altura de um metro e meio, um caminho ladrilhado com azulejos coloridos que se estendia do portão até a escada de acesso para a casa de alto padrão estilo americano, dos lados o jardim de rosas de diversas as cores, as calçadas tinham árvores a cada casa formando um corredor. Com o caderno na mão esquerda e uma caneta na mão direita, sentou em baixo da árvore com as costas apoiada no troco e respirou fundo sentindo um ardor nos machucados – Aqui idiota, coloca isso na cabeça! – Natália apareceu pela direita jogando uma bolsa de gelo azul para ele, que fez como ordenado, se sentindo mais relaxado por conta do clima quente e pouco abafado eram 16:20 da tarde. Até mesmo as sombras estavam um pouco quentes – Nathy, o que faz aqui? – Ela se sentou ao lado dele, trazia nas mãos uma caixinha branca com uma cruz vermelha – Ainda vou ter que me acostumar com você me chamando assim – Disse sorrindo, um sorriso tão espontâneo que lhe causava uma certa nostalgia, ela abriu a caixinha tirando bolinas de algodão e um frasco de 150 ml de álcool, molhou o algodão e pressionou contra um corte bem profundo na testa do rapaz, fazendo-o se contorcer de dor – Ai, isso arde! – Ela balançou a cabeça – Quem manda ser idiota? – Ele sorriu – Dá para parar de me chamar de idiota, ou tá difícil?

                        - Não sei, é costume! – Pegou outro algodão molhado e pressionou contra o canto esquerdo da boca, outro lugar que estava muito machucado – Você é um idiota, lutar sozinho contra dois...

                        - Eles mexeram com a pessoa errada – Ela continuava a sorrir, até que foi apagado por uma expressão de preocupação, conforme os ferimentos eram limpos, os algodões ficavam cheios de sangue e eram jogados em uma sacolinha azul – Por que está fazendo isso? – Ela começou a colocar band-aids nos cortes mais profundos – Porque esse é meu dever, cuidar dos meus amigos que eu amo! – Lucas ficou paralisado olhando a garota.

            Gabriella seguia para a sorveteria com suas amigas, irritada e revoltada – Ele não tinha o direito de fazer isso. Mas que porra! – Jessica deu um passo à frente segurando a mão da amiga – Gabs, se acalme! – Tamiris deu a volta nelas e sorriu – Deveríamos ter gravado e colocado na internet!

                        - Tami sendo Tami – Murmurou Daphinie balançando a cabeça negativamente. Levou a mão direita ao queixo – Mas por outro lado se a mãe dele não atrapalha-se, aquela luta teria sido mais emocionante...

                        - Bem lembrado Dada – Disse Tamiris sorrindo, Ben passou por elas de mãos dadas com uma garota loira, alta e de olhos verdes – Se eu fosse você Gabriella, avisava para seu amigo ter cuidado com quem ele mexe! – Sem sorriso algum Gabriella moveu as mãos para o bolso da blusa preta com letras brancas D-P-D – E por que eu deveria estar fazendo isso? – O sorriso no rosto dele se estendeu – Ora, por acaso não sabe quem são os pais dele? É praticamente vizinha. Esqueceram quem é Alicia Sykers Silverworth? – As quatro deram um passo para trás. A garota loira de nome Avril, tivera vindo da Califórnia, não entendia muito português mais entendia de expressões faciais e observou tudo calmamente – A mãe dele é a Promotora de justiça do tribunal Alfraneo Pexoto Castanhari?  - Tamiris deu um passo à frente e olhou para a face pálida de Gabriella – Não se preocupe amiga, ele não vai deixar a mãe fazer nada contra seu namorado...

            Ben saiu caminhando com a Avril e ergueu o braço esquerdo dizendo – Eu não teria tanta certeza assim, Tamiris! – Gabriella abaixou a cabeça pensando, Jéssica colocou as mãos em seus ombros – Amiga fique.  Foi interrompida por um grito da garota. Ah, droga! A mãe dele é uma amiga da minha mãe. As quatro se olharam com cara de pânico, Tamiris então saiu empurrando Gabriella pra frente – Vamos que eu quero tomar sorvete. E assim continuaram o caminho para a sorveteria. Ben estava passando pela rua das arvores, um apelido público para a rua onde Lucas morava, sem que fossem notados, pararam atrás de Natália e sorriu – Nossa vocês formam um casal tão fofo que Milly não chega aos pés de vocês! – Lucas arregalou os olhos, Natália havia dado de ombros e continuado a cuidar dos ferimentos, ao notar o olhar de Lucas indagou – O que foi, lu. A voz se perdeu em um silêncio profundo, ao se virar e ver Ben de mãos dadas com a garota, seu coração acelerou e então começou a guardar as coisas rapidamente com a cabeça baixa – Nathy, espera... – Disse Lucas segurando seu braço – Desculpa, agora não dá esqueci que tenho aula de violão. Estou aprendendo a tocar a Home! – Sem se despedir partiu, Lucas levantou, coletando as canetas e o caderno – Osh, o que deu nela? – Perguntou Ben confuso, Lucas lançou um olhar repreensivo e falou – Como se você já não soubesse, tchau pra vocês! – Entrou correndo para dentro de casa deixando a porta aberta, Ben deu um beijo em Avril e disse – Já volto, amor! – E foi atrás de Lucas, passou tão rápido que Alicia veio batendo massa de bolo com aquelas batedeiras portáteis e indagou – Filho, o que foi? – Ben atravessou a sala em disparada e subiu a escada correndo – Drama, tia, drama! – Parou no corredor largo com várias portas e foi em direção a última porta, bateu duas vezes – Vai embora daqui! – Berrou o rapaz, insistente bateu mais duas vezes dessa vez dizendo – É melhor você abrir a porta, ou vou espalhar seus segredos mais obs. “ clak,clak” o som da porta sendo destrancada liberou um sorriso, Ben adentrou o quarto surpreso e encantado com os pôsteres de animes, filmes, jogos, as figure Actions e livros espalhados por estantes no quarto, foi até a leste e ergueu a mão para tocar em uma de camisa azul, saia jeans com uma blusa amarrada na cintura e os cabelos pretos até a altura dos ombros, Lucas franziu a testa – Não toque na minha Jill Valentine! – Ele recuou a mão e foi até a janela de frente para rua, a casa da frente era laranja, olhou para única janela visível do andar superior e se surpreendeu sorrindo “O idiota nem imagina quem mora em frente à casa dele” – Bom Lucas... O que você tem? – Lucas estava sentado na cama de lençóis preto e amarelos, abraçou um travesseiro e respondeu com frieza – Nada! – Ben cruzou os braços e encostou na janela parcialmente aberta – Por que age dessa forma? – Indagou Lucas colocando o travesseiro de lado – Não entendo o motivo dessa pergunta.

                        - Não se faça de inocente Benjamin! – Exclamou com firmeza, Ben levantou a sobrancelha – Está agindo assim por que eu estou namorando? – Lucas sacudiu a cabeça rindo com sarcasmo – Não me importa se você está namorando ou não, só não gosto de ver a Natália sofrer como ela está sofrendo agora! – O rapaz baixou o olhar, Lucas se levantou indo até ele – Você sempre soube que ela amava você, mesmo assim nunca deixou claro o que sentia por ela. Ela é engraçada, divertida, lesada, contudo tem um grande coração que você sempre resolveu partir. Ainda com a cabeça baixa – Eu sei de tudo isso, mas não vale a pena. O murmúrio causou uma fúria em Lucas que o agarrou pela gola da camisa polo listrada amarela e preta – Como se atreve a dizer que Natália não vale a pena? – Sem sentir nenhum tipo de intimidação esboçou um sorriso:

                        - Incrível, Lucas, você tem coragem de tentar intimidar alguém maior que você, enfrentar dois em uma briga, mas não tem a droga da coragem. Afastou os braços de Lucas e segurou a gola de sua camiseta do Linkin Park – Para falar dos seus sentimentos para a garota que gosta. Eu sei que a Natália é uma ótima garota, mas não vale a pena eu perder meu melhor amigo por causa de uma garota, por mais bonita e perfeita que ela seja! – Soltou Lucas que cambaleou para trás, foi em direção da porta e antes de sair disse – Vamos cara, toma coragem e liga pra ela, diz tudo o que você sente. Deixou o quarto, e ele sentou na cama tirando o celular do bolso e desbloqueando a tela, parou com o dedo sob o contato dela, e jogou o celular para o lado – Não vai mudar nada mesmo! – Exclamou deitando na cama com o travesseiro na cara.



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