História Peculiar - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Heróis, Original, Poderes
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Palavras 1.181
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - 1


Noah

Estava tentando entender oque havia acontecido, mas estava tonto demais para isso, só conseguia distinguir que estava sentado em algo que se movimentava - um carro ou camburão, talvez.

Sentia que minhas mãos estavam presas e doloridas, tentei me livrar do que parecia algemas trazidas do futuro mas uma voz zombou de mim.

- Não tente! - disse a voz - Isso não vai sair!

Tentei me orientar mas tudo parecia de multiplicar em três. Tentei outra vez me livrar das algemas mas recebi apenas uma rajada de eletricidade, a qual me fez escurecer a visão. Estava desmaiado.

Outra vez abri meus olhos, já não estava no automóvel mas sim em oque parecia um quarto, "Que bom! Foi tudo um sonho!" Pensei mas quando sentei na cama e olhei para meus pés lá estavam elas - as algemas! Só que agora haviam virado tornozeleiras.

Olhei ao redor e percebi que não era um quarto e sim uma cela, com apenas minha carne é uma privada. Como tinha ido parar ali? Eu me fazia a mesma pergunta.

Um alarme tocou e a grade de minha cela se abriu. Ouvi uma voz metálica ressoar: " vocês têm meia hora! Já sabem as regras, desobediência gera consequências! Aqui vocês são fracos - a voz riu - lembrem-se disto!"

"Fracos" pensei, eu sempre fui fraco! Sempre fui o motivo de chacota na escola, o garoto que as vezes fedia a gambá.

Desci as escadas que levavam a um grande galpão onde várias mesas com bancos haviam sido deixados a muito tempo pelo que parecia. Vi outras pessoas, meninos e meninas com mais ou menos minha idade, 17 anos, todos com as tornozeleiras futurísticas. Do lado esquerdo havia  uma grande parede com uma faixa de vidro na horizontal e uma apertura rente ao vidro. Havia um homem lá dentro, parecia ter 5 toneladas, era alto e sua pele bem oleosa. Não queria nem saber como fritavam a comida ali.

Entrei na fica e peguei um prato, logo chegou minha vez de passar pelo senhor 'bola - gordurenta' e pegar oque parecia ser minha refeição.

ECA

Pensei, uma coisa parecida com mingau caiu em meu prato, aquilo poderia ser qualquer coisa - aveia, amido, banha de porco ou até mesmo cimento! Imaginei que aquilo daria pra perfurar uma parede se atirada. Sentei em uma mesa onde havia alguns outros prisioneiros: Uma garota de cabelos rosas, um garoto loiro que usava óculos é um garoto de cabeça raspada.

Tentei enfiar a colher naquilo mas não tive sucesso. Percebi que todos na mesa me olhavam. 

- Vai por mim, não tente comer isso! - o garoto loiro disse divertido.

- Hã...

- Além de ser horrível nos enfraquece. - desta vez foi a garota que falou.

- Como assim "enfraquece"?

Os três me olharam com cara de "WTF DE ONDE VOCÊ VEIO?" Mas desistiram vendo o quão ingênuo eu era.

- Você não sabe o porquê está aqui né? - disse o Loiro

Tentei me lembra, tudo veio como uma montanha russa em decadência.

*Três dias atrás*

- Noah! Você vai se atrasar para a escola!

Terminei de me arrumar e coloquei o frasco de perfume na bolsa( eu meio que sofro de um probleminha que as vezes é meio incoveniente... Mas deixa pra lá!). Tomei correndo meu café e parti para a escola.

Chegando lá deparou-se com quem menos queria: Tobias e sua turma, O valentão me viu e sorriu. "Ótimo, lá vamos nós!"

-Olha só pessoal o garoto gambá chegou! - Disse Tobias - peguem as máscaras porque a coisa vai feder! 

Alguns que estavam em volta pararam para dar atenção.

- O que você quer Tobias? - disse cabisbaixo.

- Não consigo te ouvir gambá! Talvez seu cheiro atrapalhe minha visão!

Isso foi bem burro da parte dele, mas fazer oque, valentões são conhecidos pela força e não pelo cérebro.

- Disse: O que você quer?!

O garoto virou para mim, parece que não estava acostumado a ter respostas a suas perguntas. Tobias me olhou de cima abaixo, e seu olhar parou em meu pescoço.

- Quero isso! - o garoto arrancou o pingente que eu carregava.

- Não! Por favor! Este é um presente! - implorei

Havia ganhado o pingente verão passado em meu aniversário, vovô Cícero o havia me dado e disse que passará de pai para filho, e como ele só havia tido filhas mulheres, resolver guardar se caso tivesse um neto. E ali estava eu.

- Bem, agora é um presente meu! - Zombou Tobias

Naquele momento pensei em meu avô, ele havia falecido a alguns meses atrás. Lembrei dos passeios de pedalinho e de todos os sorvetes que ele me levava pra tomar. Algo ferveu em mim, era o MEU presente, dado pelo MEU avô e Tobias não o tiraria de mim!

-Devolva Tobias! - tentei ser duro mas minha voz tremia um pouco.

- Ainda não te ouço, garoto gambá!

- ME DEVOLVE ISSO, AGORA! 

Dessa vez minha voz não falhou, sentia meu estômago queimar, conseguia prestar atenção em tudo ao meu redor - um garoto rindo, um pássaro que pousava no telhado da escola e até mesmo uma folha de ipê que caía a alguns passos.

- Você vai fazer oque gambazinho? - provocou-me

Algo tomou meu corpo e me lembro apenas do que aconteceu depois - Tobias deitado no chão, havia sangue em minhas mãos e meu pequeno pingente. Havia ambulâncias e todos me olhavam aterrorizados, ninguém se aproximava.  Depois de alguns minutos ouvi mais carros chegando, não eram de polícia ou de algum setor governamental, eram todos pretos - os dois carros e a van.

Pararam em frente da escola e da van desceu meia dúzia de... Não sei oque eram, usavam uma roupa que parecia de astronauta só que preta. Me agarraram e colocaram as famosas algemas, ao mesmo tempo descia uma mulher com terninho preto e um coque perfeito em sua cabeça seu salto fazia barulho na calçada. Só consegui ouvir a mulher dizer "muito obrigada pela ligação srta. DeLan, cuidaremos disso agora." E então desmaiei com uma onda de choque em meu pescoço.

*Agora*

- Eu ataquei um menino... Acho que ele... 

Uma lágrima desceu pelo meu rosto. Não gostava de Tobias, mas odiava pensar que poderia ter tirado a vida de alguém.

- Eu acho que vc não... Vc sabe, "matou o cara" - disse a garota.

- Mas eu vi o sangue, ele estava no chão estirado...

- Olha garoto - o careca resolveu se pronunciar - se você tivesse matado o garoto não estaria nessa mesa, ou melhor, nesse bloco! O bloco dos assassinos é do outro lado da arena, e eles nem mesmo saem da cela!

O garoto parecia estressado e com um pouco de culpa em sua voz, como se alguém que gostasse estivesse lá por algo que fizera.

Houve um momento de silêncio.

-Então isso é uma prisão? - Perguntei

-Sim - respondeu o loiro - mas não uma prisão qualquer, é uma prisão para peculiares.

- Peculiares?

- Sim! Pessoas com peculiaridades, dons especiais. 

- Tipo...

- Tipo eu e você, aff... - o careca ainda parecia estressado.

- Eu sou Igor - disse o loiro - Eu sou um Peculiar.

- Eu sou Nika - apresentou-se a garota - E esse é Call.

O garoto careca me fitou mas depois desviou o olhar.

O alarme tocou.

Hora de voltar para a cela.







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