História Peculiar history - Capítulo 8


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Categorias O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares
Personagens Enoch O'Connor, Personagens Originais
Tags Enoch O'connor, Peculiar, Romance
Visualizações 18
Palavras 1.001
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Pansexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Capitulo 4


A gota d’agua para meu irmão foi quando decidiram vender a casa do nosso avô, fomos então eu, Jake, Papai e tia Susie revirar a bagunça. Foi meio estranho entrar lá depois de tudo que aconteceu, mas a fita da polícia pendurada na cerca viva e na tela da varanda e a caçamba de entulho alugada que estava no meio-fio esperando para engolir o que restara da vida de meu avô me deixaram triste. Pensar que ele era a pessoa mais importante na minha vida, ele que me ensinou tudo que eu sei sobre o mundo peculiar, se foi tão cedo, tão rápido.

Esvaziamos gavetas, armários, separamos as coisas que nós íamos guardar em uma pilha e as que íamos jogar fora em outra. A pilha que tinha lixo sempre era a maior, meu pai e minha tia não eram nada sentimentais, já eu queria guardar tudo, pois tudo me lembrava dele.

Uma hora ouvi papai e Jake brigando e fui ver o que tinha acontecido, papai me explicou que foi por besteira, dei de ombros e fui procurar Jake, que tinha se trancado no quarto do vovô. Quando abri vi que ele estava olhando a velha caixa de charuto com as fotos antigas que nosso avô tinha.

-- Ei, o que você ta vendo aí? – Perguntei fazendo ele pular de susto.

--Nossa, se você quer me matar espera o papai e a tia Susie saírem da casa! – Respondeu ele em tom irônico.

--Desculpa, da próxima vez vou esperar isso --- disse rindo – é que eu escutei você e o papai brigando e resolvi vir aqui te procurar.

-- Ah, olha o que eu achei – disse ele mostrando a caixa, sentei ao seu lado e continuou – nossa, olha essas fotos aqui, ele nunca nos mostrou essas. Claro, até uma criança consegue ver que elas são obviamente falsas! – As fotos realmente pareciam manipuladas, mas eu sabia que não eram, nelas uma garotinha flutuava, um garoto magrelo levantava uma rocha como se fosse de isopor, haviam dois garotos com fantasias bizarras e o mais tosco de todos era um cachorro com cara de criança. Mas eu nem tive chance de tentar defender o vovô, Jake já levantou correndo e foi para a sala, onde nosso pai estava esvaziando uma gaveta cheia de cupons. Ele mostrou a caixa pro papai e disse que queria jogar fora, mas eu não deixei, guardei ela pra mim, ia colocar no meu armário, junto com as cartas que recebia do meu amado.

...

O aniversário de Jake estava chegando e eles insistiram que eu ajudasse a preparar uma festa surpresa, mesmo eu avisando que meu irmão não estava em clima de festa. Depois de alguns dias o dia da festa chegou, Jake tinha uma sessão com o terapeuta e nossos pais foram levar ele para que eu pudesse ajeitar a casa pra festa e esperar os convidados.

Mamãe tinha chamado Ricky para a festa, mas eu não achei que ele fosse aparecer, já que Ele e meu irmão tinham brigado, mas para a minha surpresa assim que eles saíram para a consulta e eu estava criando coragem para começar a arrumar tudo sozinha a campainha toca. Abri a porta e me deparei com Ricky, em sua jaqueta de couro e seu cabelo verde.

-- Acho que você chegou cedo demais pra festa – eu disse rindo.

-- Eu sei, é que eu achei que você poderia precisar de uma ajudinha né, arrumar uma festa sozinha não deve ser fácil, ainda mais em uma casa gigantesca igual a sua – retrucou ele.

-- É, uma ajuda é bem-vinda agora – agradeci, e fomos arrumar tudo ao som de Green Day.

Por volta das 17:30 estava tudo arrumado e todos os convidados já haviam chego, mamãe me mandou uma mensagem dizendo que eles já estavam quase chegando, avisei o pessoal, apagamos as luzes e eles chegaram. Assim que gritamos surpresa Jake fingiu uma cara de surpreso e eu fui falar com ele.

-- Ei não fica bravo comigo, eu disse pra eles que você não estava em clima de festa, mas quando eles me escutam né?

-- Não tem problema, pelo menos você fez um bom trabalho, ta tudo bem bonito em – ele disse num tom irreconhecível.

-- É, mas eu tive uma ajudinha –falei e apontei para a mesa, onde Ricky estava ao lado das bebidas deslocado como sempre – vai falar com ele, eu sei que ele sente sua falta. – Eu disse e sai pra procurar alguma paz.

Um tempo depois mamãe anunciou que era hora de abrir os presentes, não sei porque, mas ela sempre nos fazia abri-los na frente de todos, a minha sorte é que eu era uma boa mentirosa, já o Jake não. Ele abriu vários, até que sobrou só três, um era de um carro antigo que ele iria herdar do nosso pai, o outros foi o meu, era uma câmera profissional, ele implorou o verão passado inteiro pros meus pais até que eu decidi economizar e dar de presente pra ele, o último era um presente do nosso avô, que eu achei durante a limpeza da casa. Era um livro de capa dura antigo, com as páginas cheias de orelhas e sem sobrecapa, um volume das Obras selecionadas de Ralph Waldo Emerson. Na contracapa do livro tinha o nome do Jake e estava escrito “Para Jacob Magalhães Portman e todos os mundos que ele ainda tem de descobrir” e dentro dele havia uma carta de Alma LaFray Peregrine, a famosa sta. Peregrine.

Assim que ele viu o presente foi pro quarto, o deixei pois sabia que ele precisava de algum espaço depois de um choque desses. Foi só questão de tempo até que ele ligasse os pontos e descobrisse que queria ir a Cairnholm. Estava finalmente tudo dando certo, agora só faltava convencer nossos pais a nos deixar passar nosso verão nessa ilha no pais de Gales. E isso não foi uma tarefa nem um pouco fácil, mas eu precisava ir pra lá, a qualquer custo.



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