História Pedaço de Mim. - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~Mercedita

Postado
Categorias Eliane Giardini
Tags Eliane Giardini
Exibições 91
Palavras 718
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Meu verdadeiro herói.


Fanfic / Fanfiction Pedaço de Mim. - Capítulo 5 - Meu verdadeiro herói.

Narrado por Joaquim.

   Pode se passar anos, mas nós seres humanos nunca vamos saber como lidar com a morte de quem nos é especial. Apesar de saber que cedo ou tarde eu iria perder o meu pai, no fundo ainda havia em mim uma esperança, essa esperança que se chama fé, sim tinha fé que um milagre pudesse modificar o destino. Porém hoje percebo que os planos que Deus tem para nós é muito maior e  mais forte do que nós, nada pode ir contra as leis de Deus.
    Parei de fazer massagem cardíaca em meu pai quando percebi que ele já não correspondia, não se movia, era evidente que ele acaba de falecer. Olhei para mamá, a mesma estava parada, não esboçava reação alguma, nem chorar ela conseguia, porém ainda segurava sua mão.
-Faz alguma coisa Joaquim. –Perpétua implorou segurando minha camisa, me impedindo de me afastar do corpo do nosso pai, segurei suas mãos.
-Não a mais nada que eu possa fazer minha irmã. –seus olhos derramavam lagrimas incessantemente.
-Aaah. –Bentinho gritou se ajoelhando ao lado de mamá, Aninha deitou sua cabeça no peito do nosso pai, Perpétua fez o mesmo.
-Joaquim. –falou Marco Antônio, com a voz já chorosa, o abracei apertado, ambos choramos juntos.
-Papá. –Angélica se aproximou de Aninha e acariciou os cabelos dele. –Eu vou te amar para sempre. –as meninas choravam muito. –Sempre. –Leão me abraçou forte, visivelmente emocionado.
      Ficamos assim por inúmeros minutos o silencio se instalou no local, só não se fazia absoluto por causa dos choros das meninas, mamá se levantou, a observamos ela não havia derramado uma lagrima se quer, a mesma nos olhou, Bentinho se levantou em seguida. Me preocupo muito com ela, tanta dor sendo reprimida, queria roubar sua dor só para não vê-la sofrer tanto, mas eu não estou conseguindo nem lidar com o meu sofrimento, como serei capaz de ajuda-la.
-Mandem os peões avisarem a todos nas estâncias. –assenti a olhando nos olhos, ela estava abatida dava para sentir, todos nós estamos. –Mandem as criadas prepararem a sala para o velório. –ela respirou profundamente. –Um de ustedes precisa vesti-lo com trajes para o. –ela não conseguiu terminar sua frase, mas nós a compreendemos perfeitamente. Bentinho segurou seu ombro, em sinal de solidariedade a ela. –Yo no voy conseguir hacer isso. –ela saiu do quarto nos deixando sozinhos.
-Não. –disse segurando o braço do Caetano quando ele tentou ir atrás dela. –Ela precisa de um tempo sozinha. –ele assentiu. –Precisamos ser fortes, as meninas precisam de todos nós.
-Eu vou falar com Manuel e José para irem as estâncias avisarem a todos agora mesmo. –Bentinho falou assenti concordando, ele saiu do quarto.
-Vou falar com as criadas para prepararem a sala. –Leão falou e em seguida se retirou.
-Quem vai vesti-lo? –Caetano me questionou, respirei sentindo uma profunda tristeza.
-Eu farei isso. –Caetano e Marco Antônio assentiram. –Tirem as meninas daqui, em seguida. –chorei mais. –Providenciem um caixão. –eles prontamente me obedeceram, com dificuldades conseguiram retirar as meninas do quarto, as três choravam muito, é desesperador ver minhas irmãs assim.
   Quando fiquei sozinho com meu pai, o desespero tomou conta de mim, me ajoelhei ao seu lado na cama, e me permitir chorar. Chorei por vários minutos, a dor que estou sentindo é indescritível, e nunca poderá ser amenizada
     Perder o meu pai assim, tão jovem, com apenas cinquenta e oito anos, dói muito, parece que essa cicatriz nunca irá se cicatrizar definitivamente. Quem sabe o tempo me ensine a como driblar essa dor, para que ela não doa tanto como agora.
    Só de pensar que ele não verá meus filhos crescerem, não vai ensina-los tudo o que me ensinou, nunca mais vou ouvir suas histórias, não tomarei mais um amargo com ele todos os fins de tarde. Mais eu te garanto meu pai, nunca vou esquece-lo, o senhor vai estar sempre vivo em meu coração.
    Meus filhos vão crescer sabendo que o avô deles, foi um grande homem, que lutou pelo Rio Grande do Sul, sempre acreditando nos seus ideais e no que era melhor para o povo riograndense. É por esses motivos que vou vesti-lo com a sua farda, pois serás para sempre o grande General Bento Goncalves, o meu verdadeiro herói e acima de tudo o meu pai.


Notas Finais


Obrigada por ler💙


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